VIOMUNDO

Diário da Resistência


Kenarik Boujikian:  Se Gilmar já criticou na imprensa a ADI da OAB contra financiamento de empresa por que segurar mais o processo?
Falatório Política

Kenarik Boujikian: Se Gilmar já criticou na imprensa a ADI da OAB contra financiamento de empresa por que segurar mais o processo?


28/03/2015 - 13h29

Gilmar e Kenarik

Kenarik Boujikian:  “O ministro tem o dever republicano de devolver o processo”

 O STF escolhe: o cidadão ou o poder econômico?

por Kenarik Boujikian, especial para o Viomundo

Cada dia fica mais claro que o Brasil necessita de uma real reforma política, a ser feita por eleitos para este fim específico e sem que o sejam às custas de empresas. Este desafio não pode ser exercido por este Congresso e nem se está a imaginar que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa fazê-lo. Evidente que não, mas cabe ao STF dizer se a lei, que permite que as empresas e os ricos mandem nas eleições, deve valer ou não para as próximas campanhas.

Para tanto, a decisão do STF deverá ter por norte tornar os fundamentos da República, especialmente a cidadania, reais e efetivos para o povo brasileiro, de quem emana o poder.

Um dos meios de exercício do poder se dá através dos representantes eleitos para o legislativo e executivo. Mas quem de fato está exercendo este poder? O povo brasileiro ou as empresas?

A resposta está dada: nas eleições presidenciais de 2010, 61% das doações da campanha eleitoral tiveram origem em 0,5% das empresas brasileiras. Em 2012, 95% do custo das campanhas se originaram de empresas. Só uma construtora doou, para diversos candidatos, o montante de R$ 50 milhões. Nas eleições de 2014, em todo o Brasil, os valores foram estratosféricos.

Forçoso concluir que o sistema eleitoral está alicerçado no poder econômico, o que não pode persistir. Para que se tenha uma eleição justa e democrática é necessário respeitar a máxima: “uma pessoa, um voto” e acabar de uma vez por todas com o “mais cifrões, mais votos “ e nesta medida deixar de privilegiar os mais poderosos.

Não por outro motivo, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ajuizou ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4650), em setembro de 2011, e requereu a limitação das doações de pessoas físicas (muitas vezes do próprio candidato) e a proibição das pessoas jurídicas (empresas) de participarem do sistema eleitoral.

Dada a importância do tema, o STF realizou grande audiência pública e diversas entidades, como a CNBB, participam do processo como “amicus curiae” (instrumento democrático de participação) . Ficou absolutamente transparente o que todos já sabem: que as campanhas são milionárias, financiamentos maiores que orçamentos de várias cidades e estados.

Em dezembro de 2013, o processo entrou em julgamento. Seis ministros (portanto, já configurando a maioria) votaram contra o financiamento por empresas: Luiz Fux, Marco Aurelio,  Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Dias Toffoli. O ministro Teori Zavaschi deu voto contrário ao pedido da OAB. Na sequência, em 02.4.2014, o ministro Gilmar Mendes exerceu o direito de vista, mas desde então o processo está paralisado.

Durante a votação, ministros apresentaram os fatos, às claras, sem tergiversação e disseram: não se pode acreditar no patrocínio desinteressado das pessoas jurídicas; deve-se evitar que a riqueza tenha o controle do processo eleitoral em detrimento dos valores constitucionais compartilhados pela sociedade; a pretensão da ADI é indispensável para dar fim ao monopólio financeiro das empresas e grandes corporações sobre as eleições e alcançar-se a equidade do processo eleitoral exigida pela Constituição; a enorme desigualdade entre os participantes produz resultados desastrosos para a autenticidade do processo eleitoral; o financiamento, como posto, fere o equilíbrio dos pleitos, pois as pessoas comuns não têm como se contrapor ao poder econômico; a lei deve servir para proteger a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico.

O STF, em que pese composto por diversos ministros, é uma unidade de poder e a democracia exige reverência ao exercício da jurisdição colegiada, com respeito ao voto minoritário e com subordinação à decisão da maioria.

Não se sabe o que os demais ministros pensam acerca do tema, salvo o próprio ministro Gilmar Mendes que não se manifestou no processo e pediu vista. Porém, ao que tudo indica (em entrevista publicada no portal G1 – de 17.3.2015) já tem posição formada, de modo que não há qualquer justificativa plausível para continuar a reter o processo em suas mãos. Se o ministro já disse para a imprensa o que pensa sobre a ação, se já criticou a OAB pela interposição da ADI, por certo já tem seu ponto de vista consolidado e em condições de submetê-lo aos demais ministros.

O que não é justificável é impedir o julgamento e bloquear a tomada de posição do STF, num tema tão fundamental para a democracia e porque manifestou que já tem seu pensamento definido.

A Reforma do Judiciário, de 2004, que mudou a Constituição Federal, emitiu uma ordem para todos os Tribunais ao determinar a distribuição imediata de todos os processos, em todos os graus de jurisdição ( artigo 93, inciso XV). Assim, aboliu a prática do represamento, para qualquer membro do Judiciário. Se o ministro pediu vista para uma melhor análise, vamos assim dizer, agora, assumidamente possui posição, e portanto, nada justifica que permaneça com o processo. Tem o dever republicano de devolver o mesmo.

Não é tolerável que com um pedido de vista, um ministro possa atar as mãos da instância máxima do próprio Poder Judiciário, o que soa ainda mais desarrazoado, se considerado o resultado provisório do processo e a manifestação do ministro. Com isto, quero dizer que a soberania popular (que cada magistrado exerce, em cada caso e sempre em nome do povo) não pode ficar na mão de uma pessoa, em um órgão colegiado.

O Tribunal não  pode ficar ao talante de um de seus membros. A magnitude do tema está a exigir que o próprio STF sensibilize o ministro que está  com o pedido de vista para importância da finalização do julgamento e indispensabilidade da decisão coletiva. Aliás, recentemente, o ministro Gilmar, durante sessão do STF, apelou para que um ministro viesse a integrar a segunda turma, no que foi atendido. O próprio STF deve resguardar a soberania popular, colocando em marcha um processo da maior significação para a democracia.

Questão da maior gravidade está colocada nas mãos do STF, com contornos contundentes. A proximidade das eleições reclamam que uma mudança seja feita, o quanto antes, à tempo de impedir que esta situação se perpetue. As doações empresariais já impactaram as últimas eleições. Espera-se que não interfira nas seguintes, de forma tão deletéria .

Clamando para que o STF cumpra seu papel, a sociedade já pediu, por diversas formas, que o processo volte à sessão de julgamento.

Mas encerro com uma boa nova: o presidente do STF, Ricardo Lewandowsky, noticiou, em 11.3 ( site do STF), que colocará com prioridade na pauta do plenário, neste ano, os processos que tiveram o julgamento interrompido por pedidos de vista.

Que a ADI 4650 seja julgada o mais rápido possível,de forma que o STF resguarde o sistema democrático e fortaleça os objetivos da República, dentre eles, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Assim, com certeza, poderá dar verdadeira contribuição para a democracia, colocando as empresas em seus lugares e não nos lugares dos cidadãos.

Kenarik Boujikian, magistrada no Tribunal de Justiça de São Paulo e cofundadora da Associação Juízes para a Democracia

Leia também:

Rogério Correia: Janot protegerá Aécio e demais tucanos como fizeram Gurgel e Joaquim Barbosa? 





33 comentários

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Carlos Adonias

29 de março de 2015 às 20h28

Conforta saber que no ambiente jurídico brasileiro dominado pelo autoritarismo ainda há espaço para a emergência de opiniões independentes e corajosas como as da Dra. Kenarik Boujikian.

Responder

Abelardo

29 de março de 2015 às 19h54

Quem tem medo de Gilmar Mendes? Talvez sejam mais gente do que possamos imaginar. Caso contrário, como explicar sua completa impunidade e imunidade após ter promovido alguns comportamentos indignos, constrangedores e desrespeitosos com o cargo que ocupa e com a importância que ele representa? Termina sobrando para o judiciário e para a corte do STF, que vêem sua imagem sofrer um constante processo de humilhação e degradação. Por outro lado, o judiciário e o STF parece estarem acalmados, talvez por perceberem que a omissão da grande mídia não apenas protege o ministro, como ajuda, em parte, a poupar a instituição de uma degradação mais pública. Um exemplo é o recente barraco de Gilmar, que já é bastante conhecido nacionalmente e que diz respeito ao que poderia ser um sequestro do processo sobre a reforma política. O que poderia justificar a demora de quase 01 ano de guardar consigo o processo, ao qual pediu vistas em 02/04/2014? Talvez só ele saiba, mas vou tentar imaginar algumas possíveis causas, tais como:
– Será que o ministro não é tão competente quanto parece e talvez precise de muito mais tempo que os demais ministros para entender o processo?
– Será que ele impõe essa atitude de maldade e de propósito, com a finalidade única de ganhar tempo e promover o atraso dessa votação para que a parte interessada em sua rejeição descubra um meio de conseguir fazê-la?
– Será que, talvez, por qualquer motivo, ele tenha esquecido, por quase 01 ano, que está com esse processo em seu poder, após ter pedido vistas? Isso pode acontecer não é mesmo? Afinal, já houve caso recente no judiciário, em que o esquecimento foi o motivo alegado, correto?
A votação da reforma política já está decidida e em nada o voto do ministro poderá alterar o resultado do julgamento, que foi realizado de forma altamente transparente e democrática. Então, qual a intenção dessa provocação do ministro? Qual o objetivo do desafio, que ele possa estar fazendo, tendo essa atitude? O que pretende causar as forças da legalidade, da ética, da justiça e da manifestação da democracia, que tão claramente se mostraram inseridas nas votações já proferidas? Com quem o ministro quer medir forças e a título de que? Será que toda essa absurda insensatez pode ser conseqüência de algum compromissado pré-julgamento que ele possa ter adotado?
Enfim, não há mais espaço e nem tempo para o Brasil ficar gravitando ao redor das demonstrações de força e poder que o ministro Gilmar tenta impor a todos. Para resolver esse absurdo impasse resta saber; quem ou qual autoridade tem poder de enquadrar o ministro nos conformes e mostrar que nem todos tem medo de Gilmar.

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Igor Tkaczenko.

29 de março de 2015 às 16h17

Um juiz com argumentação de base ilógica? Se sua base está na apreciação, logo, ao dá-la de público, o que impede, então, de finalizar o voto, visto que é seu juízo? Acaso é e não é ao mesmo tempo?
Tadinho do Parmênides…

Responder

FrancoAtirador

29 de março de 2015 às 15h29

.
.
CNBB pede retomada de julgamento de ADI
sobre financiamento privado de campanha
.
O Regimento Interno do STF prevê rápida retomada
dos julgamentos suspensos por pedidos de vista.
.
Gilmar Mendes suspendeu o caso em 2 de abril de 2014.
.
STF, via Carta Maior
.
O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski,
recebeu nesta quarta-feira (25), petição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
requerendo a retomada do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4650,
que trata do financiamento privado de campanha eleitoral, suspenso desde 2 de abril de 2014.
.
O Presidente [do STF] despachou imediatamente,
encaminhando o pedido aos ministros Luiz Fux, relator da ação,
e Gilmar Mendes, autor do pedido de vista que suspendeu o julgamento.
.
De acordo com o secretário-geral da CNBB, D. Leonardo Steiner,
o objetivo da petição é que seja cumprido o Regimento Interno do STF,
que prevê rápida retomada dos julgamentos suspensos por pedidos de vista.
.
Segundo ele, a conclusão do julgamento é necessária, para evitar que possível decisão
pela procedência da ação não possa ser aplicada às eleições municipais de 2016,
em decorrência de eventual incidência do princípio da anualidade,
“o que frustará a expectativa de sua vigência e permitirá graves danos ao processo eleitoral”.
.
“Nós estamos vendo a realidade nua e crua da influência do financiamento das empresas (nas campanhas eleitorais).
Nós gostaríamos de ver resolvida essa questão e o STF poderia nos dar uma luz
e poderá ajudar a sociedade brasileira, inclusive o Congresso Nacional também,
com a aprovação da ADI”, afirmou D. Leonardo Steiner.
.
O secretário-geral da CNBB acrescentou que, juntamente com as entidades
que integram a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas (http://imgur.com/TroihfT),
será promovida uma Vigília Cívica, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal.
.
O ato integra a programação de atividades da Semana Nacional de Mobilização pela Reforma Política, que teve início no dia 20 e prosseguirá até domingo, 29.
.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinícius,
salientou que é necessária a definição da matéria para que as instituições
possam definir os caminhos para as próximas eleições.
.
A ADI 4650 foi proposta pela OAB e a CNBB integra o pleito
na qualidade de amicus curiae (amigo da Corte).
.
(http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=288136)
(http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/CNBB-pede-retomada-de-julgamento-de-ADI-sobre-financiamento-de-campanhas/4/33145)

Responder

Marat

29 de março de 2015 às 15h07

Gilmar Mendes: Direitista, retrógrado, bajulador dos meios de comunicação, que tanto atrasam o Brasil. Quem moral tem ele para dizer o que é certo e o que é errado??? por que reter tanto esta tramitação? Quais seus reais objetivos? E os outros ministros, ficarão calados até quando???

Responder

Marat

29 de março de 2015 às 14h12

Essa coisa de reter o processo me parece coisa de ditador, déspota, de tirano. Como que Gilmar, um democrata de primeira linha, age assim?

Responder

Messias Franca de Macedo

29 de março de 2015 às 11h20

DA SÉRIE ‘AGORA, ESCUTA [MAIS] ESSA’!

###################

Moro quer um

Código Penal só pra ele
O Brasil já sabe o que acontece quando a Globo​ elogia candidatos a tirano

Por jornalista Paulo Henrique Amorim

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/03/29/moro-quer-um-codigo-penal-so-pra-ele/

LÁ VEM O MATUTO QUE SENTE CHEIRO DE GOLPE DESDE O DIA EM QUE NASCEU EM PINDORAMA!

“Deixe ele”: os mesmos ‘criminosos concretos’ que, por enquanto, os condecora, serão os primeiros a cortar-lhe ‘as asinhas atucanadas’!

‘Amanhã’. “o juiz do ‘braZil'” (sic) terá o tal ostracismo de hoje – e para sempre – do Joaquim Barbosa!

Sim, ‘nois’ já vimos esse filme antes!

Sobretudo nas ‘sessões da tarde do plim plim’!

RESCALDO: é a história anunciada se repetindo enquanto farsa e tragédia!

Responder

    Messias Franca de Macedo

    29 de março de 2015 às 11h53

    errata desprezível:

    “Deixe ele”: os mesmos ‘criminosos concretos’ que, por enquanto, o condecoram, serão os primeiros a cortar-lhe ‘as asinhas atucanadas’!

Luís CPPrudente

29 de março de 2015 às 10h15

Gilmar Dantas faz muito tempo que deveria ter sofrido um processo de impeachment. Não sofreu, depois dele veio o Babosão e qualquer magistrado pode fazer coisas absurdas e nada acontece com eles.

O STF se acovardou e se tornou a casa da mãe joana a serviço das elites e do retrocesso.

Responder

Vitor

29 de março de 2015 às 08h36

Kenarik, que mulher coerente e corajosa, para ir de encontro com Ministro, basta-lhe uma caneta entre seus dedos, quando a gente pensa que está só e olha uma juíza de alto kilate, é o seu padrão de medida, seria o que? algo como diamante! Neste momento devemos sentir acompanhado e vamos apoiar esta senhora no que ela necessitar. Analisem bastante todos ela é uma juíza olha a diferença com outro juiz midiático.

Responder

J Ferreira

29 de março de 2015 às 08h33

Gilmar já poderia ser impedido de votar neste processo pois ele já disse o que está pensando em fazer, neutralizar. Deixar cair no esquecimento algo tão nobre para os brasileiros. Claro que falo do povão, pois para a elite (PSDB) do jeito que tá é top. O melhor dos mundos para o PSDB é como as eleições ocorrem hoje, os bilionários mandando nas eleições, isto Gilmar deseja que continue, caso não desejasse este processo já teria sido concluído no ano passado.
Vergonha para o STF.

Responder

Verkaki

29 de março de 2015 às 00h58

Argumento:
1 – É um retrocesso ao ECA

A parte do ECA que dá licença para matar aos menores é hedionda. Essa parte deve ser extinta mesmo. Ser “retrocesso ao ECA” (na parte de licença para matar aos marginais menores) é igual ser um “retrocesso à pedofilia”.

Responder

ricardo silveira

29 de março de 2015 às 00h35

Se o ministro presidente tem o poder de fazer cumprir o que estipula o regimento do STF porque ainda não o fez? Por que permite que um único ministro submeta o STF a essa situação, no mínimo, esdrúxula. A questão é que os ministros parecem que dispõem de poderes ilimitados e quando há norma que os limita, passam por cima da norma e não dão satisfação a ninguém. É o que parece ao cidadão comum e, mais, o silêncio dos colegas é constrangedor, em nada eleva o STF, ao contrário, compromete sua imagem diante dos cidadãos.

Responder

Messias Franca de Macedo

28 de março de 2015 às 23h36

… Beiços do CÃO!…

Responder

    Mário SF Alves

    29 de março de 2015 às 22h27

    E não é que lembra um pouco a feição lábio-dental do FHCb?

Lafaiete de Souza Spínola

28 de março de 2015 às 22h03

Azenha,

Se possível, gostaria que me informassem o porquê de algumas mudanças na configuração do SITE.

Mudou muito!

1. Antes era possível entrar nas páginas das pessoas, quando recebia notificações pelo Facebook.

2. Agora, chegam notificações genéricas! Exemplo: Fulano e mais 7 pessoas entraram no Viomundo! Não mais diz respeito ao comentário postado, nem declinam o nome de quem curtiu ou comentou.

3. A configuração adotou o inglês. Está assim: Reply, Like, Follow – tudo em inglês! Não estamos nos EUA!

4. Não aparecem , nos meus comentários, as marcações correspondentes às notificações.

5. Fica sempre a condição UNFOLOW e não é possível configurar para FOLLOW!

6. Devido a isso, nota-se um esvaziamento na área do FACE.

Agradeço os esclarecimentos!
28.03.2015
Lafaiete de Souza Spínola

Desejo saber o porquê dessas mudanças.

Olinda, 28.03.2015
Lafaiete de Souza Spínola

Responder

Euler

28 de março de 2015 às 21h13

Trata-se de uma clara procrastinação por parte deste ministro tucano. Deveria ser chamado às falas se no Brasil houvesse um congresso com um pouco mais de dignidade. O próprio movimento social deveria cobrar diretamente deste ministro que ele libere o seu voto, que já se tornou público, o que é mais grave ainda. Ou seja, ele está claramente impedindo o andamento da ação judicial e tentando burlar a vontade manifesta pela maioria do STF. Merecia o impeachment, este sim. Mas, como a mídia golpista e ditatorial manda nas instituições “democráticas”, aspas, do Brasil, e ela acoberta este ministro e seu posicionamento vergonhoso, nada acontecerá. Que república!

Responder

    Julio Silveira

    29 de março de 2015 às 07h39

    Meu caro, num congresso escancarado como sendo de uma maioria de achacadores essa situação atende a muitos interesses em comum.

    Mário SF Alves

    29 de março de 2015 às 22h40

    Perdão pela ingenuidade, mas esse novo circo bem pode ser mais um ensaio de laboratório/engenharia social montado exatamente para medir o grau de tolerância da sociedade frente a atos de transgressão das normas institucionais por parte de representantes do Judiciário e assim inferir quanto aos limites/índice de aceitação da malandragem golpista, não?

Lafaiete de Souza Spínola

28 de março de 2015 às 18h52

É lamentável que uma decisão de tamanha importância seja obstaculizada por um ministro.

Por que isso está sendo aceito pelos seus pares?

Atitudes semelhantes estão sendo utilizadas em todos os níveis. Juízes postergam sentenças, causando prejuízo a uma das partes e nada acontece!

O financiamento privado faz parte do sistema de manipulação vigente.

Porém, só isso não é suficiente para a democratização dos partidos e das eleições.

O financiamento tem que ser público, mas a verba não deve ser manipulada por alguns caciques que controlam, não democraticamente, a estrutura partidária.

Além do financiamento público, torna-se necessário que as bases dos partidos tenham poder para definir como distribuir esses recursos, evitando que meia dúzia de caciques escolham seus apaniguados.

Apresento o esboço de uma solução para tantos desmandos:
https://www.facebook.com/LafaieteDeSouzaSpinola/posts/449642818526465

Responder

Elias

28 de março de 2015 às 17h23

Elias

28/03/2015 – 16:19

Dois amigos se encontravam no happy hour quase todos os dias. Discutiam sobre os mais diversos temas. Um era completamente discordante das ideias do outro. E assim seguiam os dias num clima de opiniões contrárias, com todo o respeito e amizade. Certa noite, um pediu para o outro mil reais emprestado. Na mesma hora o outro preencheu um cheque e entregou ao amigo. Nos dias subsequentes os amigos continuaram a se encontrar. E entre um chope e uns salgados aquele que emprestou os mil reais notou que o outro já não discordava tanto das suas opiniões. Então, ele resolveu ser mais enfático e passou a pronunciar frases mais contundentes, mais provocantes, e o amigo soltava um certo riso, mas não rebatia, parecia até aceitar o que antes discordava. Aí, o amigo que emprestou a grana disse: – Ô, meu! Ou você paga o que me deve, ou discorda das minhas opiniões, porque antes do empréstimo você nunca concordou comigo. Esse é o grande incômodo de se receber favor.

Responder

Julio Silveira

28 de março de 2015 às 16h32

O Gilmar, como demonstra, está careca de conhecer o conteúdo dessa ADI. O fato de estar segurando a definição desse tema, passando por cima do interesse da OAB, da sociedade e de seus pares do Supremo, é só uma questão de de seus interesses e personalidade, como tantos que vestem o poder como uma segunda pele, esquecendo-se que a cidadania apenas o investe, para ocasiões de seu interesse (do poder publico). Apesar de ter obrigação de conhecer esse fato, talvez seja daqueles convenientemente ignorantes que preferem negar reconhecer o significado. O Brasil e seus cidadãos devem ser para ele como uma casinha de bonecas.

Responder

Cláudio

28 de março de 2015 às 16h13

Ouvindo As Vozes do Bra*♥S♥*il e postando:
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Mais um outro poema (acróstico) para a defenestradora de tucanus:
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Duas vezes contra o espectro atro
Inscreveu já seu nome na história
Lutando contra mídia venal & Cia e seu teatro
Mulher forte de mais uma vitória
A deixar tucanus na ó-posição de quatro ! ! ! ! de quatro ! ! ! ! de quatro ! ! ! ! DE QUATRO ! ! ! !
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**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****
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************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Bra*♥S♥*il, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.
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************* Lei de Mídias Já!!!! **** “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” **** Joseph Pulitzer. **** … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” **** Malcolm X. Ley de Medios Já ! ! ! !
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************* “O propósito da mídia não é de informar o que acontece, mas sim de moldar a opinião pública de acordo com a vontade do poder corporativo dominante.”. Noam Chomsky.
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************* “A população geral não sabe o que está acontecendo, e nem sequer sabem que não sabem”. Noam Chomsky.
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************* Poemas engajados de Cláudio Carvalho Fernandes (anarcoexistencialismo):
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**** Poema “Desalienando a ma$$ificaçãø Coisificante” /
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É melhor /
ser um, mesmo que zero, à esquerda /
do que, títere-palhaço, a penas só faz-ser número$ à direita
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**** Poema “Bistância” /
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Tele Visão /
Tele Vazão /
Tele Vazio
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**** Poema “Cem Rimas” /
(para o PT e o PSTU) /
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A vida passa de graça /
E fica ainda mais rica /
Nos olhos de esperança /
Que às mãos multiplicam
.
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**** Poema “Clic” /
.
A luz /
Assombra /
As sombras
.
.
.
**** “Poema Z” /
.
Penso /
Logo(S) /
Rexisto
.
****

Responder

Lukas

28 de março de 2015 às 15h04

Nunca existirá financiamento exclusivamente público de campanha. TODOS recorrerão ao caixa-dois de campanha financiado pelas empresa.

Pura hipocrisia!

Responder

    Edemar Motta

    28 de março de 2015 às 21h28

    Qual a sugestão do sábio amigo para resolver o problema do quase total direcionamento das eleições pelo poder econômico?

    Onda Vermelha

    04 de abril de 2015 às 20h59

    Lukas não é, necessariamente, assim que o futuro poderá ser desde que a sociedade e suas entidades(MPE, TSE, TRE’s) fiscalizem as campanhas políticas. Por exemplo, uma vez extintas as “doações” de empresas, as campanhas terão que ser mais modestas e quem realizar campanhas milionárias estará denunciando a si mesmo. Desta forma, recorrer ao “caixa dois” além de passível de severa punição a ser instituída, pode ser inócuo. Por último, já está claríssimo que o Ministro Gilmar Mendes tem interesse direto em manter suspenso o julgamento da ADI 4650 enquanto atende uma solicitação do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que deseja constitucionalizar o financiamento privado. Em troca o Cunha se compromete a aprovar a PEC da Bengala que concede mais 5 anos mandato aos juízes de tribunais superiores, inclusive o STF. Portanto, não há nada de “nobre” nos objetivos do Gilmar Mendes. Ok?

FrancoAtirador

28 de março de 2015 às 13h57

.
.
Conclui-se que Gilmar Mendes
.
é quem de fato manda no STF.
.
Uma Desmoralização Completa.
.
.

Responder

    emerson57

    28 de março de 2015 às 19h20

    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/gilmar-mendes-e-acusado-de-sonegacao-fiscal-e-desfalque-diz-revista/

    Euler

    29 de março de 2015 às 10h03

    De fato, caro FrancoAtirador, Gilmar Mendes manda no STF, Renan manda no Senado e Cunha manda na Câmara dos deputados. E a mídia golpista pauta os três poderes (incluindo o Executivo). É a desmoralização da nossa democracia.

    abolicionista

    29 de março de 2015 às 11h51

    Pois é, caro Franco, fiquei pensando aqui: e os outros membros? Eles não têm como pressionar um colega prevaricador?

Sergio

28 de março de 2015 às 13h50

Parabéns Kenarik Boujikian, parabéns Viomundo pela iniciativa, somente muita pressão da sociedade para realizarmos a verdadeiras transformações na sociedade brasileira!!!

Responder

sergio m pinto

28 de março de 2015 às 13h46

O Gilmau segura a ADIN para dar tempo ao Al Cunha votar e aprovar o seu projeto (dele).

Responder

JoãoP

28 de março de 2015 às 13h42

Obrigado, doutora Kenarik! Nem tudo está perdido no Judiciário.

Responder

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