VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

José Carlos Ruy: Quando a raposa toma conta do galinheiro


12/06/2011 - 13h02

11 de Junho de 2011 – 12h33

José Carlos Ruy: o mistério da dívida que cresce sozinha

Em 2010, os juros abocanharam 45% do total do orçamento da União; a dívida pública, que alcança a gigantesca soma de 2,2 trilhões de reais, é alimentada pela política de combate à inflação baseada no aumento da taxa Selic, que beneficia os especuladores e prejudica o país

Por José Carlos Ruy
Colaborou Verônica Bercht

Por sugestão do leitor Kleber, no Vermelho

Uma escandalosa transferência de recursos dos cofres públicos para os bolsos dos especuladores financeiros está em curso no país. Ela é promovida pelos gigantescos aumentos de juros ditados pelo mecanismo de combate à inflação, imposto ao Brasil pelo FMI na crise de 1998/1999 e mantido em vigor até hoje.

A economista Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora do portal Auditoria Cidadã da Dívida e assessora da CPI da Dívida Pública da Câmara dos Deputados (2009-2010) escreveu recentemente um artigo (Le Monde Diplomatique Brasil, junho de 2011) onde explica, com base em dados do orçamento da União para 2010, a extorsão que está na base da política macroeconômica ainda em vigor.

A inflação é controlada por dois mecanismos que, juntos, satisfazem os interesses dos especuladores e estrangulam o desenvolvimento do país. Um deles é regido pela Circular 2868/1999 do Banco Central, que estabelece o Regime de Metas de Inflação, um mecanismo de controle de preços que obriga o governo a aumentar os juros toda vez que a taxa de inflação corrente ultrapassar a taxa de inflação prevista para o ano. Ela está baseada na teoria conservadora de que a inflação existe quando o povo consome e que os juros são um freio para ela pois, ao “desaquecer” a economia, freiam o crescimento econômico, baixando os salários e, em consequência, diminuindo o dinheiro que o povo tem para gastar.

O outro mecanismo de combate à inflação está baseado no controle do volume de moeda em circulação. Esse controle é feito pelo Banco Central através das “chamadas ‘operações de mercado aberto´”, por meio das quais aquela instituição entrega títulos da dívida pública às instituições financeiras em troca do excesso de moeda nacional ou estrangeira informado pelos bancos.

Quando o volume de dinheiro em circulação é alto, a teoria econômica diz haver ameaça de inflação, que o governo combate adotando medidas para “enxugar” o mercado vendendo títulos da dívida pública para os donos desse dinheiro excedente. Isto é, toma o dinheiro emprestado e paga juros por ele.

No caso brasileiro atual esse volume excedente de dinheiro é provocado pela entrada de dólares no país, basicamente na forma de investimentos especulativos. Como os dólares não podem circular no Brasil, só há duas portas de entrada para a riqueza representada por eles. Uma é a entrada de mercadorias e serviços importados que podem ser pagos com eles. A outra é sua aplicação em títulos do governo – os dólares ficam com o Banco Central, que entrega um título a seu proprietário e paga juros por ele. Estas trocas são chamadas, no jargão financeiro, de “operações de mercado aberto”.

Atualmente, os conservadores, ligados às instituições financeiras e aos que especulam com títulos da dívida pública, dizem que a inflação brasileira é de “demanda”; isto é, teria mais gente querendo comprar do que a quantidade de mercadorias disponível, e isso provocaria uma espécie de leilão que faz aumentar o preço das mercadorias. Justificam o emprego da alta dos juros contra a inflação pois, ao travar a produção e empobrecer o povo, ela diminui a procura por mercadorias fazendo, esperam eles, a inflação cair.

Fattorelli contesta esta forma de pensar, afirmando que a atual inflação brasileira tem outra causa: ela seria provocada pelo aumento dos preços dos alimentos e pelos preços administrados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte público, serviços bancários etc.), que independem da relação entre oferta e procura dentro do país.

E também, poderia acrescentar, em consequência da enxurrada de dólares despejados pelo governo dos EUA no mercado internacional para resolver seus próprios problemas econômicos, com muitos efeitos perversos sobre o comportamento dos preços. Ao serem aplicados especulativamente em países como o Brasil, onde os juros são altos, uma dessas conseqüências negativas é obrigar o governo a retirar do mercado o excesso de dólares sendo desta maneira um dos fatores que alimentam o processo inflacionário.

“Para combater este tipo de inflação – denominada inflação de preços –”, diz ela, “o remédio adequado é o efetivo controle de tais preços, o que poderia ser feito pelo governo sem grandes dificuldades, já que estamos falando justamente de preços administrados, que em tese devem ser geridos pelo poder público”. O controle da Petrobrás sobre o preço dos combustíveis é um exemplo deste uso dos preços administrados para manter a inflação sob controle.

Ocorre que, depois do vendaval de privatizações promovido sobretudo por Fernando Henrique Cardoso na década de 1990, estes serviços estão privatizados e as empresas monopolistas que os controlam querem lucros cada vez mais altos, obtidos com o aumento das tarifas. E provocando assim, um choque inflacionário direto.

Em 2009-2010 a Câmara dos Deputados realizou uma CPI para investigar a Dívida Pública e ela apurou, diz a autora, que a forma usada pelo Banco Central para fixar as taxas de juros está longe de ser científica e envolver cálculos, por exemplo. Ela é feita – como o próprio Banco Central informou à CPI – através de consultas a “analistas independentes”, não tão independentes como a expressão sugere mas ligados principalmente aos bancos e instituições financeiras. Ligados aos especuladores que se beneficiam com a alta dos juros.

“A CPI requereu ao Banco Central os nomes dos participantes dessas reuniões e a resposta permitiu confirmar o que já se esperava: a imensa maioria deles (95%) faz parte do setor financeiro, ou seja, são representantes dos bancos, fundos de investimento ou consultores de mercado. São justamente os maiores interessados nas elevadas taxas de juros, que lhes proporcionam elevados lucros, configurando evidente conflito de interesses”, escreveu ela.

É com base nas informações interessadas destes agentes dos especuladores que o Banco Central decide se é necessário tirar dinheiro de circulação e aumentar a taxa de juros para combater a inflação. É a raposa tomando conta do galinheiro: aqueles “analistas independentes” são aquilo que a mídia apelida de “mercado”. Eles são representantes dos credores da dívida pública, ou seja, daqueles que adquirem os títulos que o governo usa para retirar dinheiro da circulação, títulos que se valorizam com o aumento dos juros e aumentam os lucros daqueles especuladores. Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, em abril de 2010 estavam divididos assim: os fundos de pensão eram donos de 16% da dívida pública; os fundos de investimento, 21%; as empresas não financeiras, 8%; os bancos nacionais e estrangeiros 55%.

Aqueles mesmos “analistas independentes” ligados a estas instituições são os que, na outra ponta, difundem pela mídia análises alarmistas sobre o desempenho da economia brasileira, fomentando o medo que justifica uma política econômica conservadora, baseada em altos juros e no enriquecimento cada vez maior daqueles que se beneficiam com eles.

O gráfico e a tabela publicados neste artigo, elaborados a partir de dados coletados pela Auditoria Cidadã da Dívida, são eloquentes. Em 2010, o orçamento da União foi de 1,414 trilhões de reais e 45% dele referiam-se aos juros, amortizações e refinanciamentos da dívida, chegando ao total de 635 bilhões de reais. As demais despesas do governo ficavam espremidas na outra parcela do orçamento: 9,2% para transferências a Estados e Municípios; 22,12% para a Previdência Social e 23,71% do orçamento para todos os outros gastos do governo, entre eles Saúde, Educação, Defesa Nacional etc. A capacidade de investimento do governo para fomentar o crescimento da economia fica evidentemente prejudicada, também, pela política de juros altos em vigor.

É uma armadilha financeira que, como uma dívida feita com um agiota, não para de crescer e vai tornando-se cada vez mais impagável. O governo não desembolsa todo ano o total dos juros devidos, mas paga apenas uma parte deles (em 2010 foram cerca de 150 bilhões de reais), refinanciando o restante. Em consequência, a parte não paga é capitalizada e engorda ainda mais a dívida pública, cujo total em 2010 foi de 2,2 trilhões de reais (superando o próprio orçamento da União) e fazendo crescer ainda mais a fatia do orçamento que representa os juros devidos aos especuladores. Por exemplo, o aumento de 0,25% na taxa Selic decidido na última quarta feira (dia 8) significa, numa tacada, um aumento de 5,5 bilhões de reais que o Tesouro Nacional passa a entregar aos especuladores da dívida pública, a título de juros. É uma despesa sem licitação e que corresponde, por exemplo, à parcela destinada para Ciência e Tecnologia no orçamento federal de 2010, ou a mais de quatro vezes o orçamento destinado à Cultura no ano passado.

São dados que mostram mais uma vez, como se fosse necessário, que o grande mal da economia brasileira, que impede o crescimento mais rápido do país e a conquista do bem estar para nossa população, é a especulação desenfreada com a dívida pública e a ciranda de juros cada vez mais altos que ela alimenta. Um cálculo feito pela Auditoria Cidadã da Dívida revela que, com aqueles 635 bilhões sugados pela especulação, seria possível, por exemplo, construir 20 milhões de casas populares (a 30 mil reais cada), ou contratar por um ano, 2 milhões e meio de médicos ganhando 10 mil reais ao mês; ou aumentar o salário mínimo dos atuais 545 reais para 2.660 reais.

Fattorelli indica alternativas para o controle da economia capazes de corrigir estas distorções. “Alternativas para o efetivo combate à inflação existem”, diz ela, “e são muito mais eficientes: redução da taxa de juros; controle e redução dos preços administrados; reforma agrária para garantir a produção de alimentos não sujeitos à variação internacional dos preços das commodities; controle de capitais para evitar o ingresso de capitais abutres, meramente especulativos, e fugas nocivas à economia real; adoção de medidas tributárias apropriadas ao controle de preços. Para que essas medidas sejam adotadas, é necessário enfrentar o endividamento público, câncer que adoece nosso país e impede o curso da justiça”.

Há uma conclusão, neste debate, que interessa particularmente aos trabalhadores, mas também aos demais setores produtivos: ao aplicar uma política de juros elevados como a que está em vigor, o estado brasileiro funciona como um autêntico repassador de enormes volumes de riquezas, que são geradas no setor produtivo da economia, para as contas bancárias daqueles que vivem da especulação e do movimento do dinheiro, e que estão no Brasil e no exterior. É preciso reconhecer que esta espoliação não decorre de imposições técnicas da economia; ela é política, e resulta do controle de parcelas importantes do estado brasileiro pelos donos do dinheiro.

Mudar esta política depende da mudança da correlação de forças na sociedade e da capacidade dos trabalhadores e demais setores produtivos imporem seus interesses e objetivos, levando a uma queda no volume de juros e da dívida pública. Esta queda significa a redução do controle da riqueza nacional pelos especuladores, e este objetivo só pode ser alcançado com muita determinação e muita luta, na qual os trabalhadores precisam ter um papel decisivo.

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50 comentários

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Sagarana

01 de julho de 2011 às 22h40

Êta governinho neoliberal.

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Pitagoras

14 de junho de 2011 às 18h17

Sempre achei que a inflação desenfreada dos anos 80 e 90 eram obra diabólica das elites econômicas do país em cnluio com os governantes corruptos e despreparados (lembram-se daquela loucura no tempo do sarney coisa-ruim? 80%…ao mês!). Afinal ganhavam fortunas com o aumento dos preços de seus produtos e com a concomitante corrosão dos salários. Mas culpavam os assalariados, os cara-de-pau. E era o mesmo em todos países latinos, recém saídos também de ditaduras. Coincidência? Não acho.

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Heitor Rodrigues

14 de junho de 2011 às 14h27

Azenha, o que está acontecendo na Europa de hoje, particularmente com Portugal, Irlanda e Grécia, é a tentativa da banca internacional de fazer lá, o que fizeram aqui com a inestimável colaboração do Farol de Alexandria e seus amigos. O Brasil vive sob um padrão de submissão aos rentistas, compatível com o que o FMI e a União Européia tentam impor àqueles tres países, por ora.

Nas condições políticas atuais, tanto interna quanto externamente, não vejo condições para um rompimento unilateral imposto pelo governo brasileiro. Mas vejo a possibilidade de, dentro das regras do jôgo, comprimir as margens atuais para padrões, digamos, civilizados de agiotagem. E acho que este é o caminho que o governo Dilma está construindo.

Se gregos, portugueses, irlandeses agora, e italianos, franceses e outros em futuro próximo, conseguirem escapar da armadilha da "servidão da dívida", estará aberto o caminho para que os demais países da Europa Oriental, da África e da América Latina sigam o mesmo caminho.

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Fabyo

13 de junho de 2011 às 17h35

O artigo é bom, porém peca quando diz: "É preciso reconhecer que esta espoliação não decorre de imposições técnicas da economia; ela é política, e resulta do controle de parcelas importantes do estado brasileiro pelos donos do dinheiro".

A espoliação ocorre pela essência da economia em um sistema capitalista: o culto ao dinheiro. E sim, isso é uma imposição técnica, pois o dinheiro deixou de ser emitido com lastro em ouro há muito tempo, e passou a ser emitido exclusivamente por bancos privados, com valor legal sem lastro (essa é a razão da economia mundial ser tão sólida quanto palanque em banhado), e pior, o dinheiro é criado do nada.

O FED, por exemplo, ao contrário do que o nome sugere, é um banco privado criado pelos maiores bancos privados dos EUA, sendo o único emissor de dólares do mundo. O governo dos EUA emite títulos de dívida pública e troca por dinheiro do FED, porém sempre que tiver que saldar títulos que estão vencendo, irá retirar da economia real parte do dinheiro + juros e pagar ao FED (ou seja, aos banqueiros).

Digamos que ao começar a emissão de dólares o governo dos EUA pede 100 dólares ao FED para abastecer todo o país, e acorda que pagará a dívida em um ano, mais 10% de juros. Bom, 1 ano depois o governo deve 110 dólares, mas como pagará essa quantia se só existe 100 dólares em toda a economia? Não há alternativa a não ser realizar mais uma troca de títulos de dívida por moeda e renegociar a dívida. Então o governo pega mais 100 dólares, e desses 100 injeta 10 na economia, "fazendo" a economia crescer 10%, e com os 90 restantes paga parte da dívida, que era de 110. Assim, ainda resta 20 dólares da primeira dívida e mais 100 da segunda, totalizando 120. Mas as pessoas também querem lucrar com juros, pressionando o governo a sempre pedir um maior volume de dinheiro emitido. Nesse ponto, ganância talvez seja a palavra mais apropriada. Alguma dúvida sobre de onde surge a maior parte da inflação?

Vejam que é impossível saldar as dívidas, pois uma vez que não são os governos que emitem moeda, eles são completamente reféns dos bancos emissores, uma vez que a quantidade de moeda em circulação é controlada por esses bancos. No Brasil o processo é igual, pois o BC, apesar de ser um órgão do governo, apenas emite moeda quando troca títulos da dívida pública brasileira por dinheiro nos bancos privados, dinheiro este que é criado do nada pelo processo de alavancagem nesses bancos.

Tudo o mais em economia é perfumaria, sendo que os n mecanismos e jargões econômicos incompreensíveis que se ouvem todos os dias automaticamente criam uma repulsa no desejo das pessoas de entender como funciona a economia.

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Bruno

13 de junho de 2011 às 14h41

Tenho uma dúvida sincera (de quem acredita piamente que a taxa básica de juros não é a única opção para controle inflacionário): e se a taxa de juros, hoje acima dos 10% a.a., caísse para índices mais comuns para países em desenvolvimento, algo entre 2% e 5% a.a.? Não teríamos, ao menos de início, um aumento violento na inflação? E ele não poderia causar um ciclo vicioso de aumentos de inflação, chegando a níveis que, embora longe da hiperinflação dos anos 80 e 90, causariam sérios danos à economia e à população em geral? Ou seja, será que a política de juros vigente é tal que é impossível abandoná-la em curto ou médio prazo sem sérios golpes ao poder de compra do brasileiro? Por fim, em outras palavras: temos saída?

Ah, a quem interessar: muito interessante a participação (como sempre bem humorada e cheia de precisão) do Prof. Delfim Netto no Jornal Bandeirantes Gente, da Rádio Bandeirantes, na manhã de hoje. Recomendo.

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Ronaldo Cananéia

13 de junho de 2011 às 12h04

Com a palavra a Dilma, o Mantega, o Tombini, e o PT autista.

Alguém se habilita para alertá-los?

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José A. de Souza Jr.

13 de junho de 2011 às 11h07

Nos transformamos em reféns voluntários de uma teoria econômica-lixo por preguiça de pensar. O dinheiro foi privatizado quando deveria ser público. O banco central não passa de agente dos especuladores. Solução? O Estado emitir a custo zero! Isso mesmo! Uma banana para a banca e a finança!

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Roberto Locatelli

13 de junho de 2011 às 09h40

Economistas que previram a crise de 2008 – que continua até hoje na Europa e EUA – estão prevendo um novo crash do capitalismo, para breve. Isso porque os especuladores continuam fazendo EXATAMENTE a mesma coisa que faziam antes e que gerou a crise: produzir dinheiro a partir de especulação.

Então é recomendável que o Governo Dilma abandone totalmente a chamada ortodoxia, que consiste em alimentar com juros o Monstro Mercado, na esperança de que ele não nos devore.

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Klaus

13 de junho de 2011 às 08h31

Baixar os juros realmente é uma questão de escolha. Basta querer. Tucanos e petistas só não quiseram. Coloquem lá alguém que queira. É tão simples e ninguém pensou nisto antes, basta baixar os juros e bilhões de dólares vão sobrar para investimentos. Caramba, por que ninguém pensou nisto antes?

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    ZePovinho

    13 de junho de 2011 às 11h25

    E quem vai mudar as leis que os banqueiros aprovaram no Congresso para garantir os privilégios da banca,Klaus???A questão não é querer;a questão é fazer isso sem desrespeitar o Congresso que está tomada em 50% de empresários.

    Klaus

    13 de junho de 2011 às 14h13

    Eu sei disto, ZePovinho, quem parece não saber disto são alguns comentaristas e o PT quando era oposição.

    Bruno

    13 de junho de 2011 às 15h07

    Tenta, uai. É só tentar. Falta cojones de qualquer lado, tucano ou petista.

    internauta

    09 de abril de 2012 às 16h22

    Reforma Política conforme MCCE! http://mcce.org.br/sites/default/files/Proposta_R
    Quem compõe o MCCE: http://www.mcce.org.br/node/9
    ADESÃO AO ABAIXOASSINADO (on line e em papel!)
    Saudações!

gilberto

13 de junho de 2011 às 07h55

concordo…e vcs devem se lembrar muito bem que quando o dolar foi a 4 reais a energia subiu , pois as multis donas das eletros tem seus ganhos baseados no dolar…ai o dolar despencou e continua mais cara a energia…Da pra entender ????

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Leonardo Câmara

12 de junho de 2011 às 23h14

Um bálsamo ouvir isso de forma tão clara e sonora. Agora é bater, bater e bater nisso, até que todo isto se torne um fato evidente para todos.

O correto seria que os blogs progressistas postassem uma matéria por semana tratando desse assunto até que o acúmulo de discussão na internet se impregnasse na sociedade.

É preciso criar uma frente para barrar este estado de coisas de forma urgente. Junto com outros comentaristas, tenho batido nesta tecla incessantemente, mas a blogosfera pegou muito leve com o Lula nessa parte.

Ele fez inúmeras coisas boas, mas não teve a coragem ou o entendimento necessários para atacar este mal que consome as finanças do país (e nossa). Não foram poucas as vezes que vi ele se vangloriar que nunca antes neste país banqueiro tinha ganho tanto dinheiro (assim como empresários). Até hoje sinto azia quando penso nisso.

A Dilma deve entender melhor de economia do que ele para saber muito bem do que estamos discutindo. Para baixar o gasto público, e por conseguinte a inflação, o óbvio é baixar a SELIC, afim de cessar esta atração enorme por parte dos dólares especulativos; não o contrário.

Sou da opinião que neste tipo de ambiente podemos criar as condições políticas para reverter este quadro. Se não neste governo, quando? Aonde está o Barão de Itararé?

Responder

Maria Ines Azambuja

12 de junho de 2011 às 23h03

Acho que precisamos usar mais numeros de facil compreensão para a população para minarmos esta política. E menos discursos. Por exemplo, quantas vezes mais gastamos para pagar juros para os ricos do que para melhorar os servicos de saúde, a educação, a pesquisa científica, ..?
Os impostos, no Brasil, distribuem ou concentram riqueza? Na Europa, depois dos impostos diminui a desigualdade social medida pelo GINI em torno de 20%. E no Brasil? Se considerarmos os impostos indiretos, a universidade pública, o ressarcimento da saúde privada, as altas aposentadorias dos funcionários públicos , as isenções fiscais, acho que no Brasil, depois dos impostos e de sua distribuição desigual, aumenta a desigualdade social… Mas onde estão os números?

Precisamos mais numeros, mais transparência…

Responder

Eurico

12 de junho de 2011 às 22h56

Vou revelar os nomes de uma parte destes especuladores, mas, por favor, não digam para mais ninguém. Por partes dos fundos de pensão temos: FUNCEF, dos funcionários da Caixa Econômica Federal; PREVI, dos funcionários do Banco do Brasil; da PETRUS, dos trabalhadores da Petrobrás, do Real Grandeza, dos funcionários de Furnas. Estes são os maiores, mas tem um monte mais de pequenos. Temos também todos os brasileiros que investem no Tesouro Direto, que é 100% baseado em títulos do Governo Federal, e nos vários fundos e planos de previdência privados mantidos pelos bancos particulares, que no geral mantém cerca de 60 a 80% lastreados em fundos federais. Entre os bancos nacionais temos o Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, CEF, e mais alguns outros. Como dinheiro estrangeiro temos os dólares que fazem parte da reserva monetária do país, chamada colchão de proteção, que nos ajudou a enfrentar a crise.

Responder

    Bruno

    13 de junho de 2011 às 15h10

    Investir em fundos é algo diferente de especular. Existe um abismo amplo e profundo entre "pegue meu dinheiro para se financiar e me devolva em alguns anos" e "pegue meu dinheiro porque eu sei que a taxa de juros vai se manter alta durante um bom tempo às custas das finanças públicas".

VIÇOSO

12 de junho de 2011 às 21h57

Luiz Carlos Azenha, que ESTÓRIA é essa da Presidente Dilma, nos 80 anos de FHC nesta semana, dizer: " A estabilidade economica do Brasil se deve ao grande Presidente FHC. Ao meu grande amigo FHC meu carinhoso e afetuoso abraço" O LULA disse que recebeu uma herança maldita: Desemprego, Privatizações, Proer, Refem do FMI, Inflação, Um país desacreditado…. Em quem aqcrditar? No LULA ou na Dilminha ? Assim não dá.!!! Já começou com a entrega dos aerportos, o que mais vem por aí.?

Responder

    Bruno

    13 de junho de 2011 às 15h12

    Eu duvido que a Dilma tenha falado algo com essas palavras para elogiar o FHC, todavia é claro que o Lula é pra lá de ingrato. Herança maldita seria ele pegar o País da mão do Sarney, ou do Collor, isso sim. O Brasil já vinha se ajeitando bem depois de 8 anos de FHC.

FrancoAtirador

12 de junho de 2011 às 21h23

Islândia, um país que pune os banqueiros responsáveis pela crise

Por Alejandra Abad – El Confidencial, na Carta Maior

Na semana passada, nove pessoas foram presas em Londres e em Reykjavik (capital da Islândia) pela sua responsabilidade no colapso financeiro da Islândia em 2008, uma profunda crise que levou a uma reação pública sem precedentes, que mudou o rumo do país.

Foi a revolução sem armas da Islândia, país que hospeda a democracia mais antiga do mundo (desde 930), e cujos cidadãos conseguiram mudar com base em manifestações e panelas. E porque é que o resto dos países ocidentais nem sequer ouviram falar disto?

A pressão da cidadania islandesa conseguiu não só derrubar um governo, mas também a elaboração de uma nova Constituição (em andamento) e colocar na cadeia os banqueiros responsáveis pela crise no país. Como se costuma dizer, se você pedir educadamente as coisas é muito mais fácil obtê-las.

Este processo revolucionário silencioso tem as suas origens em 2008, quando o governo islandês decidiu nacionalizar os três maiores bancos – Kaupthing, Landsbanki e Glitnir – cujos clientes eram principalmente britânicos, americanos e norte-americanos.

Depois da entrada do estado no capital a moeda oficial (coroa) caiu e a Bolsa suspendeu a sua atividade após uma queda de 76%. A Islândia foi à falência e para salvar a situação o Fundo Monetário Internacional (FMI) injectou 2.1 bilhões de dólares e os países nórdicos ajudaram com mais de 2.5 bilhões de euros.

As grandes pequenas vitórias das pessoas comuns
Enquanto os bancos e as autoridades locais e estrangeiras procuravam desesperadamente soluções econômicas, o povo islandês tomou as ruas, e com as suas persistentes manifestações diárias em frente ao parlamento em Reykjavik provocou a renúncia do primeiro-ministro conservador Geir H. Haarde e do governo em bloco.

Ao longo de 2009, a economia islandesa continuou em situação precária (fechou o ano com uma queda de 7% do PIB), mas, apesar disso, o Parlamento propôs pagar a dívida de 3.5 bilhões euros à Grã-Bretanha e Holanda, um montante a ser pago mensalmente pe as famílias islandesa durante 15 anos com juros de 5,5%.

A mudança trouxe a ira de volta dos islandeses, que voltaram para as ruas exigindo que, pelo menos, a decisão fosse submetida a referendo. Outra nova pequena grande vitória dos protestos de rua: em março de 2010 a votação foi realizada e o resultado foi que uma esmagadora de 93% da população se recusou a pagar a dívida, pelo menos nessas condições.

Isso levou os credores a repensar o negócio, oferecendo juros de 3% e pagamento a 37 anos. Mesmo se fosse suficiente, o atual presidente, ao ver que o Parlamento aprovou o acordo por uma margem estreita, decidiu no mês passado não o aprovar e chamar de volta os islandeses para votar num referendo, para que sejam eles a ter a última palavra.

Os banqueiros estão fugindo atemorizados
Voltando à situação tensa de 2010, enquanto os islandeses se recusaram a pagar uma dívida contraída pelos os tubarões financeiros sem os questionar, o governo de coligação lançou uma investigação para resolver juridicamente as responsabilidades legais da fatal crise econômica e já havia detido vários banqueiros e executivos de cúpula intimamente ligados às operações de risco.

Entretanto, a Interpol, tinha emitido um mandado internacional de captura contra o presidente do Parlamento, Sigurdur Einarsson. Esta situação levou os banqueiros e executivos, assustados, a deixar o país em massa.

Neste contexto de crise, elegeu-se uma Assembleia para elaborar uma nova Constituição que reflita as lições aprendidas e para substituir a atual, inspirada na Constituição dinamarquesa.

Para fazer isso, em vez de chamar especialistas e políticos, a Islândia decidiu apelar directamente ao povo, soberano, ao fim e ao cabo, das leis. Mais de 500 islandeses apresentaram-se como candidatos a participar neste exercício de democracia direta de redigir uma Constituição, dos quais foram eleitos 25 cidadãos sem filiação partidária, que incluem advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais.

Entre outros desenvolvimentos, esta Constituição é chamada a proteger, como nenhuma outra, a liberdade de informação e expressão, com a chamada Iniciativa Islandesa Moderna para os Meios de Comunicação, um projeto de lei que visa tornar o país um porto seguro para o jornalismo de investigação e liberdade de informação, onde se protejam as fontes, jornalistas e os provedores de internet que alojem órgãos de informação

Serão as pessoas, por uma vez, para decidirão sobre o futuro do país, enquanto os banqueiros e os políticos assistem (alguns da prisão) à transformação de uma nação, mas do lado de fora.

Tradução para o português: Vermelhos.net

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

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A Voz da Liberdade

12 de junho de 2011 às 21h21

Neste site dá para assistir todo o video sobre A Doutrina do Choque de Naomi Klein: http://vimeo.com/21049802

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A Voz da Liberdade

12 de junho de 2011 às 21h11

Quem já ouviu falar da escritora e ativista Naomi Kelin?? No seu famoso livro A Doutrina do Choque lançado em 2007 junto com um video onde descreve exatamente este "remédio" adotado pelo nossos governantes a fim de enriquecer o capital financeiro.
Têm uma entrevista dela neste site http://www.oestrangeiro.net/politica/127-a-doutri…. Têm também um video onde ela aparece numa das várias palestras que dá mundo afora e onde mostra como os acontecimentos marcantes da história da humanidade estão intrinsecamente ligados ao modo de produção capitalista.
É por ai mesmo…Estamos ferrados se não nos organizarmos enquanto sociedade e cidadãos e partir pra cima dos governantes deste país, independente de ser do PT/PSDB ou qualquer coisa parecida.

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Yes we créu !!!

12 de junho de 2011 às 21h01

Ou seja: ainda continuamos a pagar a conta dos anos FHC, quando os canalhas do PSDB privatizaram empresas que poderiam estar hoje sob controle do governo, e portanto este poderia ter hoje controle sobre os tais dos precos administraveis, como a energia eletrica, que por sinal eh uma das mais caras do mundo. Vejam a Eletropaulo, faturando horrores com uma tarifa altissima, tarifa essa que barra todo desenvolvimento industrial, por diminuir a competitividade.

Responder

operantelivre

12 de junho de 2011 às 20h49

Acho melhor investirmos na defesa nacional porque do jeito que a coisa está indo tudo indica que em algum momento não teremos para educação, saúde e nem para pagar o "mercado credor"

Responder

marcio gaúcho

12 de junho de 2011 às 19h43

Campanha contra o palavrão no VIOMUNDO.
URGENTE!
Vamos maneirar, gente!

Responder

    Conceição Lemes

    12 de junho de 2011 às 20h08

    Ótimo, Marcio. Por favor, nos alerte, quando perceber algum. Ás vezes, na hora da aprovação, não notamos. Lembrem-se de que a queridíssima Aninha Zortea, agora com 11 anos, é nossa leitora. abs

    Yes we créu !!!

    12 de junho de 2011 às 21h17

    Por favor, nao abram a porta da censura achando que estao fechando aquela que da acesso a falta de civilidade.

ZePovinho

12 de junho de 2011 às 19h43

Edward Bernays era sobrinho de Freud.Aqui está um interessante documentário que mostra como ele aplicou as ideias do tio para moldar as massas ao bel prazer da elite(essa mesma elite que tenta nos induzir que Estado mínimo é bom para nós).Bernays foi um precursor de Goebbells e ajudou a implantar esse regime totalitário das corporações privadas, que pervertem a democracia real de que os jovens espanhóis falam tanto:

[youtube ZndYVCzZAwA http://www.youtube.com/watch?v=ZndYVCzZAwA youtube]

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FrancoAtirador

12 de junho de 2011 às 18h36

Alguém sabe dizer os nomes dos bancos nacionais e estrangeiros que são credores de 55% da dívida pública

e também dos fundos de investimento que são donos de 21% dessa dívida ?

Será que alguns desses são patrocinadores de empresas concessionárias de radiodifusão ?
.
.

Responder

Antônio de Sampaio

12 de junho de 2011 às 18h34

Depois de oito anos do fanfarrão que foi eleito mudar tudo isso que está aí…

Conta outra rapaz… somentes esses alienados acreditam nessa farsa e nessa mentira chamada Lula e PT.

Depois que Dilma atribuiu a Fernando Henrique o fim da híper inflação… o que esses fanáticos vão dizer agora???

""Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!"…""""

Lula deve estar enfurecido depois dessa…

Responder

    Constantino

    12 de junho de 2011 às 21h19

    Dilma tão somente chamou F Gagá C de "arquiteto do plano real", porque ele nunca passou disto: de alguém que apenas operacionalizou o Consenso de Washington em terras tupiniquins! Trabalho tão imundo que até o Collor já o havia iniciado!
    Mas, se para você, é tão importnate assim o que a presidenta Dilma diz, é sinal de que você deve faezer parte dos 49% que apóiam o governo dela! No mias, como disse o tucano Ricúpero: "o que é bom a gente fastura, o que é ruim a gente esconde". E quem assinou este acordo com o FMI foi O FHC! Fato!!!

Roberto Locatelli

12 de junho de 2011 às 18h15

Como diz o artigo, "mudar esta política depende da mudança da correlação de forças na sociedade".

Recentemente, a CUT (representando os trabalhadores) e a Fiesp (ligada ao capitalismo industrial, que é prejudicado pela alta dos juros) declararam união na luta pela derrubada dos juros. No entanto, isso não passou de belas palavras.

É preciso que a sociedade civil, principalmente as centrais sindicais, o MST, a Blogosfera e os sindicatos mobilizem a população para lutar contra isso.

Um governo de centro-esquerda só se movimenta se for pressionado. E, por enquanto, a única pressão vem do capital financeiro.

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Moacir Moreira

12 de junho de 2011 às 18h10

Esta denúncia é gravíssima e deveria ser divulgada pelo maior número possível de meios de comunicação, incluindo rádio e TV.

O patrimônio do povo está sendo dilapidado por meia dúzia de espertalhões que apoderaram-se da chave do cofre em 1964.

Por que o Bórys Cazoy não diz que ISSO É UMA VERGONHA?

Responder

    Bruno

    13 de junho de 2011 às 15h16

    Se tem uma coisa que o Boris Casoy ataca com ímpeto semelhante ao dado aos petistas, é a política de juros elevados. Seja justo.

Leandritec

12 de junho de 2011 às 16h53

Dilma tem que pegar as rédeas do Governo com mãos muito firmes. Ela acaba de promover a privatização dos aeroportos. Nós votamos em Dilma para que ela fizesse o contrário. As privatizações e o modelo privatista nos suga por todos os lados. O Banco Central não pode ser tratado como essas Agências Nacionais, que aliás devem ser revogadas. O Banco Central deve ser um órgão do Governo Federal. O controle deve estar na mão do Governo Federal, não na mão do mercado.

Responder

Hércules

12 de junho de 2011 às 15h58

No Brasil problema não é economico! Isto ja esta comprovado!
Nosso problema é politico, ou melhor, POLITICAGEM….
Enquanto houver politicos que pratiquem a politicagem jamais sairemos da mesmice… sai governo, entra governo, sai governo…
Dizem que Deus é brasileiro, tenho minhas duvidas, pois, se fosse, todos esses politicos não estariam eleitos…
Corja de f.d.p. e outros adjetivos congeneres

Responder

Carlos Cruz

12 de junho de 2011 às 15h41

A escravidao mudou de nome-divida publica. Nome jocoso para escravidao. 45% de tudo gasto com o
pgto de juros…Uma politica antinacional enfiada goela abaixo pelo mais privado banco do pais, o BACEN. Criado para proteger a moeda, hoje protege o especulador, o rentista. Quem vai querer correr riscos se aplicando em titulos obtem em 1 ano 12,25% de juros… 10 bi sao 1,225 bi de rendimentos. 100 bi sao 12,25 bi (1 bi por mes…),e ai vai… Exemplo disso Copa do Mundo, que o Estado assumira todos os risco, e o setor privado TODOS os lucros (e depois privatizarao o restante a preco de banana). Nao tem dinheiro para saude, seguranca, educacao, etc… Leonel Brizola foi perseguido por ser contra o atual modelo. Morreu lutando. Ja o PT mantem odiosamente a escravidao de seu povo.So acreditarei neste governo no dia que mudar a atuaçao do BACEN, uma politica nacional, voltada a seu povo. Traidores e o que sao!

Responder

francisco p. neto

12 de junho de 2011 às 15h35

Bem, não adianta chorar.
É só observar quem são os grandes financiadores das campanhas para presidente, senadores e deputados.
Nem a senhora Dilma escapa dessa armadilha.
Ainda falta um macho que assuma a presidência e acabe com essa putaria (perdoe-me a expressão).

Responder

    luiz pinheiro

    12 de junho de 2011 às 22h07

    O que falta é o financiamento público das campanhas eleitorais.

    Bruno

    13 de junho de 2011 às 15h18

    Se as empresas e outros interessados nos "rumos da Nação" não financiarem legalmente, o farão ilegalmente. O financiamento público de campanhas é como o congelamento de preços do Sarney: tem cara de boa ideia, mas é um grande engana-trouxas.

assalariado.

12 de junho de 2011 às 15h14

O Estado foi criado para a usura dos donos do capital e rentistas de plantão. Este é seu começo,meio e fim.

Este post (acima) nas palavras de Maria Lúcia Fattorelli, ou nas palavras de Marx (abaixo) : atualíssimo!

Para Marx, a dívida pública surge na gênese do próprio modo de produção capitalista como um dos mecanismos da acumulação primitiva e como uma alavanca para a acumulação de capital. A dívida pública torna-se uma das mais enérgicas alavancas da acumulação primitiva. Tal como o toque de uma varinha mágica, ela dota o dinheiro improdutivo de força criadora e o transforma, desse modo, em capital, sem que tenha necessidade para tanto de se expor ao esforço e perigo inseparáveis da aplicação industrial e mesmo usurária.

Os credores do Estado, na realidade, não dão nada, pois a soma emprestada é convertida em títulos da dívida, facilmente transferíveis, que continuam a funcionar em suas mãos como se fossem a mesma quantidade de dinheiro sonante. Porém, abstraindo a classe de rentistas ociosos assim criada e a riqueza improvisada dos financistas que atuam como intermediários entre o governo e a nação […] a dívida do Estado fez prosperar as sociedades por ações, o comércio com títulos negociáveis de toda espécie, a agiotagem, em uma palavra: o jogo da Bolsa e a moderna bancocracia.

Responder

    Evo

    12 de junho de 2011 às 19h46

    "O Estado foi criado para a usura dos donos do capital e rentistas de plantão. Este é seu começo,meio e fim."

    Sério que vc realmente acredita nisso que disse?

    HUASHUASHUHUSHUSHUSUHUASHUSHUASHUHUASHUASHUHUAS

    assalariado.

    12 de junho de 2011 às 21h09

    EVO, voce acredita em que?

    luiz pinheiro

    12 de junho de 2011 às 22h06

    Marx definiu o Estado como a máquina de opressão de uma classe sobre a outra. A tarefa dos republicanos, dos socialistas, dos democratas, e dos comunistas também, é realizar a virada histórica de tornar o Estado um instrumento a serviço do interesse público. Quer dizer, um Estado capaz de planejar o desenvolvimento nacional, promover a inclusão social, praticar políticas públicas que supram as principais carências da população. garantir a democracia. Aqui no Brasil, nestes últimos anos, nós avançamos nesse sentido, mas o que falta, obviamente, é muito mais do que o alcançado.
    Um Estado endividado demais, como é o nosso caso, não tem como desempenhar seu importante papel. Precisamos reduzir a dívida pública, o que só é possível com crescimento economico e controle da inflação ao mesmo tempo. E assim ingressar num ciclo virtuoso que traga os juros para um patamar bem mais baixo. Os nossos juros são muito altos já há muitas décadas, por culpa da irresponsabilidade financeira dos governos que tivemos no passado.

Coimbra

12 de junho de 2011 às 15h12

Concordo com o Rafael e com o ZePovinho, é uma luta difícil mas não entreguemos os pontos.

Responder

ZePovinho

12 de junho de 2011 às 15h00

http://diplomatique.uol.com.br/editorial.php?edic

VEJAM ISSO(e lembrem a propaganda mentirosa do PPS,essa semana,na mídia):

"…..Se dissessem claramente que 45% do que você pagou de impostos, pelas decisões tomadas neste órgão(o COPOM), foi para o setor financeiro privado, e que em abril passado os títulos da dívida mobiliária foram comprados em 30,3% pelas instituições financeiras, em 24,6% por fundos de investimento, o que você acharia disso tudo?"

Para o PPS/PSDB/DEM,e quejandos,os impostos são altos por causa do tamanho do Estado.É mentira.A participação do Estado no PIB(cerca de 19%) é quase a mesma dos EUA(15%).
O que leva os impostos a serem altos é o setor privado ser isento de impostos os mais variados.Esse sistema tributário regressivo foi instalado na década de 1990,com Collor e FHC.Estamos(os EUA também) cada vez mais parecidos com a França de Luís 16 onde apenas o Terceiro Estado(a escumalha) pagava impostos,enquanto o clero e a nobreza não estavam nem aí para sustentar o governo:só queriam benesses como os nossos empresários protegidos pelo Estado(concessionárias de serviços públicos,empreiteiras,agronegócio,mineradoras,setor financeiro,etc).

EDITORIAL

Há duas posições, pelo menos

por Silvio Caccia Bava

Ha duas posições, grosso modo, que disputam a política monetária. Ambas se propõem a combater a inflação, reconhecida como o maior mal para uma economia. Uma representa um projeto de desenvolvimento assentado no crescimento do mercado interno e na distribuição de renda, que conta com o apoio tanto da CUT quanto da Fiesp. A outra é um projeto de maximização de lucros sustentado pelos bancos e fundos de investimento, e também pelas corporações transnacionais.

A política dominante é combater a inflação com o aumento da taxa de juros. A proposta é frear a demanda, dificultar o consumo, gerar desemprego. É uma desaceleração da economia, uma pressão sobre os salários. Esta é a dimensão estratégica. Há também uma repercussão imediata, que é o aumento dos lucros para os detentores dos títulos da dívida pública. O Brasil é o campeão mundial na taxa de juros e o paraíso das instituições financeiras, principalmente de seu setor especulativo. Quem fica mais perto é a Turquia, com uma taxa que é um terço da nossa.

Os setores, por assim dizer, desenvolvimentistas, preconizam o contrário. Eles querem reduzir a taxa de juros. Entendem que é preciso manter o crescimento econômico, preservar e fortalecer a indústria nacional, com ênfase especial no apoio às médias e pequenas empresas. Propõem a geração de empregos e o aumento real dos salários como estratégia para dinamizar o mercado interno e promover o círculo virtuoso de uma riqueza que circule internamente no país.

O lugar onde se decide a política monetária é o Conselho de Política Monetária, o Copom. Composto por sete pessoas, em sua última reunião, e presidido pelo presidente do Banco Central. Entre seus membros estão funcionários de carreira do Banco Central e do Banco do Brasil, consultor do Banco Mundial, representante do setor financeiro. Esses sete homens decidem sobre os rumos da economia brasileira. A taxa de juros, a Selic, é definida aqui. Essa taxa remunera grande parte da dívida pública, que hoje supera os R$ 2,5 trilhões.

A dívida pública interna mobiliária (títulos), grande parte do total, está em mãos do setor bancário e financeiro privado. Só em 2010 – somando juros, amortizações e refinanciamento da dívida – o povo pagou R$ 635 bilhões a essas instituições privadas, detentoras dos títulos. São cerca de 20 mil famílias que, na condição de investidores, amealham a maior parte desse dinheiro……………..
CONTINUA NO ENDEREÇO ACIMA

Responder

Antônio de Sampaio

12 de junho de 2011 às 14h29

Ainda bem que ninguém lê esses artiguinhos, nunca vi tanta sandice.

Responder

Rafael

12 de junho de 2011 às 14h24

Sinceramente não tenho paciência para ler esse tipo de assunto. É de conhecimento geral que esse esquema dos juros é usado para escravizar o brasileiro. Inventaram uma dívida e a inflação para não investir em saúde e educação. Imagine se uma parte desse recurso fosse aplicado em educação, certamente teríamos uma educação de excelente nível, universidades para todos, saúde sem filas com atendimento digno, funcionários bem pagos, mas a realidade é outra. Duvido que se calculássemos todo o dinheiro que nos foi emprestado e aplicássemos o rendimento da poupança com um pouco mais esse dinheiro seria com certeza infinitamente inferior ao que devemos. Mas se não pagarmos no outro dia terá uns quatro porta-aviões pronto para bombardear o Brasil. Até inventariam que temos bomba atômica ou que o Brasil está cheio de hackers.

Responder

ZePovinho

12 de junho de 2011 às 13h54

Eu nem vou falar nada.Faz anos que venho,dia a dia,bit a bit,batendo na mesma tecla.Já sou um folclórico nesse tema.
Só digo uma coisa:o Banco Central é a saúva de hoje em dia no Brasil.Ou acabamos com as saúvas ou elas acabam com nosso país.É só olhar para o que está ocorrendo na Grécia.

Responder

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