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Jeferson Miola: Fux reforça facção que corrompeu o sistema de justiça do Brasil e confirma falta de decoro para ministro do STF
Política

Jeferson Miola: Fux reforça facção que corrompeu o sistema de justiça do Brasil e confirma falta de decoro para ministro do STF


23/01/2020 - 19h18

Fux reforça facção que corrompeu o sistema de justiça do Brasil

por Jeferson Miola, em seu blog

“Excelente. In Fux we trust!”. Esta celebração do então juiz Sérgio Moro com o parceiro Deltan Dallagnol em mensagem do Telegram se assemelha ao brado efusivo da torcida de um time; é uma espécie de exaltação de um Deus.

Esta celebração, gozada em ambiente absurdo de promiscuidade entre juiz e procuradores que agem à margem da Lei, é impensável sob a vigência do Estado de Direito, e só é entendida no contexto da corrupção e decomposição do sistema de justiça brasileiro.

Além de Fux, Moro e Dallagnol festejam outros ministros do Supremo que eles também chamam de “seus”: “Aha, uhu, o Fachin é nosso!”, e “Barroso vale por 10 PGRs”.

Não por acaso, a inspiração do Moro na saudação a Fux vem do lema nacional dos Estados Unidos – In god we trust – que está estampado nas cédulas do dólar estadunidense.

Sobram motivos para Luiz Fux ser celebrado como divindade pelos agentes da Organização Criminosa [ORCRIM] de Curitiba, como Gilmar Mendes classifica a força-tarefa da Lava Jato.

O mais recente desses motivos foi a suspensão, por prazo indeterminado, dos efeitos da Lei aprovada pelo Congresso que institui o juiz de garantias no sistema judicial brasileiro.

Quem visitar as mídias sociais dos integrantes da ORCRIM encontrará novas e efusivas exaltações ao “confiável” Fux.

Os lavajatistas se opõem à adoção do juiz de garantias fundamentalmente porque o instituto é um obstáculo relevante à consecução do projeto de poder da ORCRIM e para a continuidade e aprofundamento do Estado de Exceção vigente no país.

Se o juiz de garantias estivesse em vigência na época em que Moro atuava disfarçado de juiz na 13ª Vara Federal em Curitiba, a facção criminosa não conseguiria prosperar e o atual ministro do Bolsonaro não só teria sido impedido de produzir as farsas jurídicas e monstruosidades para prender Lula, como seria demitido do judiciário e estaria preso.

A decisão autocrática do Fux, concebida previamente e proferida poucas horas após assumir o plantão do STF, é uma bofetada no Congresso ainda mais forte do que aquela que Toffoli já tinha dado ao suspender a vigência da medida por 6 meses.

Com sua decisão, Fux confirma total falta de isenção e de decoro para o cargo de ministro da Suprema Corte.

Ele age como integrante de um agrupamento político e reforça o poder da facção que corrompeu o sistema de justiça do Brasil e está destruindo o pouco que restou do ordenamento jurídico do país.

Como tudo pode ficar pior, em setembro Fux assume a presidência do STF pelos próximos 2 anos. É desnecessário predizer a devastação que se seguirá se nada for feito para detê-lo.

 



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3 comentários

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Elias

24 de janeiro de 2020 às 09h34

A questão é como deter um criminoso como esse sujeito aí, se não temos povo para ir para as ruas.
Se alguém tiver uma pista de como detê-lo, conta aí.

Responder

abelardo

23 de janeiro de 2020 às 21h13

Se o juiz de garantias estivesse em vigência na época em que Moro atuava disfarçado de juiz na 13ª Vara Federal em Curitiba, a facção criminosa não conseguiria prosperar e o atual ministro do Bolsonaro não só teria sido impedido de produzir as farsas jurídicas e monstruosidades para prender Lula, como seria demitido do judiciário e estaria preso.
Então, pelo visto, se o juiz de garantia estivesse em pleno exercício eu entendo que seria possível e passível de que, com “in Fux we trust!” e tudo mais, o amancebado Fux pegasse uma cana, em cela especial, para delírio do povão.

Responder

Zé Maria

23 de janeiro de 2020 às 20h24

https://twitter.com/cynaramenezes/status/1220145139575918595
https://twitter.com/augustodeAB/status/1220095400578899969

“Duas ofensivas da Lava Jato lideradas por Sérgio Moro,
a denúncia contra Glenn Greenwald e a derrubada do juiz de garantias,
demonstram que eles não respeitam a liberdade de imprensa
e defendem instituições de justiça parciais e sem isenção.”

https://twitter.com/pauloteixeira13/status/1220390946971488257
https://twitter.com/DeputadoFederal/status/1220036086266834945

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