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Jeferson Miola: Exceto os justiceiros hipócritas da Lava Jato, ninguém acredita nas mentiras do Queiroz
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Política

Jeferson Miola: Exceto os justiceiros hipócritas da Lava Jato, ninguém acredita nas mentiras do Queiroz


28/12/2018 - 21h47

Ninguém acredita nas mentiras do Queiroz, com exceção da Lava Jato

por Jeferson Miola, em seu blog

Se nem mesmo os integrantes e figuras centrais do governo Bolsonaro acreditam nas lorotas do Queiroz, ninguém teria justificativa para acreditar nas suas mentiras, certo? Errado!

Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Marcelo Bretas e os justiceiros da Lava Jato não só aceitam como legitimam a versão mentirosa do Queiroz.

Depois da conversa de vigarista do Queiroz no SBT, ninguém acreditaria que o farsante seria levado a sério. Errado!

O MP do Rio conseguiu a proeza de acreditar nas alegações de supostos problemas de saúde, não comprovados e não periciados [desde necessidade de cirurgia no ombro, problemas na urina a tosse forte [sic] a câncer maligno no intestino] para livrar o farsante e os Bolsonaro de investigações.

Esta jogada procrastinatória visa, claramente, aguardar a posse do Bolsonaro em 1º de janeiro, porque a partir desta data ele não poderá ser investigado por crimes cometidos antes do mandato – e então o caso ficará abafado ou extinto pelo chefe da polícia política do governo, Sérgio Moro. Simples assim.

O crime que os agentes partidarizados da Lava Jato cometem, de prevaricação, está tipificado no artigo 319 do Código Penal Brasileiro: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

A pena, neste caso, é a detenção, de três meses a um ano, e multa; sem prejuízo a outros enquadramentos e punições previstas na Lei da Magistratura e do Código de Ética da Magistratura, que acarretam inclusive a demissão do serviço público.

A descoberta das falcatruas nos gabinetes parlamentares dos Bolsonaro desnudou a velhacaria da Lava Jato.

A Operação confirma, mais uma vez, que o discurso de combate à corrupção é mero instrumento para o aniquilamento do Lula e do PT para a conquista de poder.

Moro, Dallagnol e os hipócritas da Lava Jato perderam totalmente o pudor, já não se preocupam em manter as aparências; já não se importam que a patifaria fique exposta a céu aberto.

Essa liberdade de ação delinquencial de agentes públicos é mais um passo no sentido do aprofundamento do regime de exceção e do Estado policial.

Não se pode duvidar do que a extrema-direita no poder será capaz de fazer para se auto-proteger e eliminar seus adversários.

Enquanto o mundo inteiro duvidava que eles seriam capazes de levar até às últimas consequências a farsa dantesca para condenar e prender Lula sem provas, o terror de exceção não só encarcerou o ex-presidente como pretende mantê-lo preso por longo período, sem preocupar-se de levá-lo à morte no cárcere político.

Esse é o novo padrão: estágio superior do terrorismo estatal da extrema-direita contra os inimigos que estiverem no seu caminho.

A Lava Jato age como falange jurídico-policial do bolsonarismo.

É um instrumento de poder para viabilizar a extrema-direita e o projeto de destruição dos direitos sociais, das riquezas do país e da soberania nacional.

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4 comentários

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Julio Silveira

29 de dezembro de 2018 às 13h36

Quem como eu acompanha a historia do judiciario nacional, feita de nepotismos, apropriações indebitas do poder, malversação da investidura concedida pelo estado, cumplicidades feitas de corporativismo, deveria intuir que a cria mais nova desse sistema seria contaminada. No Brasil questões eticas e morais são geralmente utilizadas por dirigentes dos poderes publicos apenas como ferramenta publicitaria de controle da satisfação popular, ao melhor estilo Goebells. Do jeito que o Brasil tem sido construido, um MP com os poderes a ele concedidos, sem salvaguardas, só podia dar em merdas facistas, camufladas na hipocrisia..

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Luiz claudio

29 de dezembro de 2018 às 09h32

Perfeito e apoiado. O golpe continua. Tem que ter resistência ao entreguismo e ao talibã gospel que vem por aí.

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Zeus

28 de dezembro de 2018 às 23h04

Bolsonaro vem com tudo para cima da classe média. Ele vai fazer uma reforma da previdencia nos moldes do Temer, basta ver que as duas equipes se conversam. É o desejo dos banqueiros. Tá cheio de banqueiro no governo temer e na equipe do bozo. Sem povo na rua vai passar facil a reforma do Temer/Bolsonaro de 49 de contribuiçao para se aposentar. E pasmen, os milicos vao se safar. Afinal, tem general no governo.
A Lavajato é isso aí, só nao viu quem é muito lento. Esse juiz estar participando do governo do bozo é um escalabro. Ele nunca esteve preocupado com corrupçao, o negócio dele é câmeras, luzes e filma ele, ele só que aparecer e se cacifar para 2022. Qto mais aparecer com sua capa de super homem é melhor para 2022.
A vocaçao do Moro nao é a magistratura, a vocaçao dele é a politica e somente a politica e nada mais do que a politica.
Uma pessoa que so anda de camisa preta é extremamente vaidosa.

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a.ali

28 de dezembro de 2018 às 22h43

“acreditam” pois lhes é conivente e como diz o Mino: tudo da mesma sopa… essa nossa justiSSa!!!

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