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Diário da Resistência


Jeferson Miola: Bolsonaro é um defunto político
Laerte/Folha de S. Paulo
Política

Jeferson Miola: Bolsonaro é um defunto político


24/01/2019 - 11h36

Bolsonaro é um defunto político

por Jeferson Miola, em seu blog

A avalanche de denúncias gravíssimas que atingem o filho Flávio, retira de Bolsonaro a condição de preservar o mandato presidencial.

Bolsonaro virou um defunto político. A essas alturas, a saída mais honrosa e digna para ele seria a renúncia, se é que já não lhe reservaram alguma “coincidência” no procedimento cirúrgico a que se submeterá nos próximos dias.

A imagem do presidente da oitava economia planetária almoçando sozinho em Davos, sem compromissos de trabalho com autoridades e líderes mundiais, dimensiona o desprestígio e a insignificância do mandatário brasileiro na arena internacional.

A descoberta de crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, associação criminosa, enriquecimento ilícito e, para assombro geral, envolvimento com a milícia Escritório do Crime, confirmam suspeitas antigas acerca da atuação dos Bolsonaro nos porões da criminalidade.

O escândalo é não menos que chocante. Abre uma crise profunda que pode levar ao impeachment do presidente recém-empossado.

Em sociedades civilizadas e não dominadas pela bandidagem, o simples fato de haver denúncias dessa natureza – que inclusive não são desmentidas pela família – causaria uma hecatombe.

A constatação, entretanto, de que tais fatos têm materialidade comprovada, torna a situação do chefe do clã insustentável.

Os militares continuam observando e monitorando, em silêncio, as encrencas da família Bolsonaro.

Os militares, que colonizaram todas as áreas estratégicas e controlam os setores prioritários do governo, mantêm as rédeas do jogo nas mãos.

Do ponto de vista das FFAA, a presença de Bolsonaro à frente do governo, mesmo como mero fantoche, passou a ser extremamente inconveniente, e sua continuidade, por isso, passou a ser indesejável.

Com o impeachment do Bolsonaro, assume a Presidência o general Mourão, vice-presidente eleito no contexto conhecido, de uma eleição “anormal”, para dizer diplomaticamente.

A destituição do Bolsonaro em razão desses fatos aterradores coloca em dúvida a legitimidade não só do governo eleito de maneira atípica em outubro passado com a cumplicidade do TSE e do STF, mas sobretudo questiona a legitimidade do regime de exceção, que pariu esta aberração dantesca.

A substituição do Bolsonaro por Mourão, portanto, ainda que seja o remédio previsto na Constituição, não solucionaria a profunda crise de legitimidade do regime.

A solução estável e legítima que, todavia, demandaria um amplo acordo democrático e que poderia criar as condições para o Brasil restaurar a democracia e encontrar o caminho do desenvolvimento, da geração de empregos e da reconstrução econômica e social, é a realização de eleição livre, limpa e soberana.

Fora disso, haverá a instalação de um governo militar num ambiente de instabilidade, conflito social crescente e ilegitimidade do regime.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



7 comentários

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Nelson

25 de janeiro de 2019 às 10h48

“Pô deixa o homem trabalhar pelo ao menos um ano para poder avaliar”

A questão, meu chapa, é que “o homem” não quer trabalhar; ele nunca trabalhou. Basta ver o “extenso” currículo dele enquanto parlamentar.

Ademais, como eu já sei qual é o projeto do “governo” dele, eu tenho mais é que fazer de tudo para que fique estagnado e torcer para que briguem bastante entre eles.

Assim, esse projeto altamente deletério, que vai ferrar com 95%, por baixo, do povo brasileiro, vai, no mínimo, atrasar.

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LUIZ HORTENCIO FERREIRA

25 de janeiro de 2019 às 09h20

Ledo engano! Os caras estão mais juntos que qualque coisa! É só ver as medidas que o vice dele tomou, alterando a lei de transparencia e informações de orgãos píblicos, para proteger os bandidos bosonaros! Será que este pessoal da mídia não vê isso! O grupo fascista que está no poder são profisissonais, encontraram a formula para embromar o povo pela internet, e elegeram bobos da corte que diariamente soltam notícias para alimentar a mídia espetaculosa, que vive da desgraça do mundo!
Podem ver que quando sai uma notícia contra o grupo, imediatamente os bobos da corte entram em ação e vem a público com uma fala grotesca, ou um simples erro de portugues, ou coisas de mastubar bebês e tantas outras coisas ridiculas para a mídia publicar e o povo ficar discutindo pela internet estas bobagens e esquecer de prestar a atenção nas coisas importantes que eles estão aprovando e decidindo, como os impostos contra os trabalhadores, as anistias de dívidas milionárias dos empresários, principalmente banqueiros. Quando os bobos da corte não tem assunto, entra o STF com seus ministros ridículos que se revezam com medidas jurídicas ou comentários fora dos autos (ilegal) só para alimentar novamente a mídia espetaculosa. Este é o ciclo que deu certo e é o brasil hoje. Se a mídia não se corrigir e o povo não acordão deste pesadelo, vamos ter e ser o brasil mais triste que já vimos.

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Jorge Moraes

24 de janeiro de 2019 às 23h08

Há quem torça para que também seja um político defunto
Como vaso ruim não quebra, o “defunto político” ja me contenta…

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Nilo

24 de janeiro de 2019 às 14h59

Os filhos são o espelho do despreparo do pai. Os 3 mosqueteiros querem resolver tudo na porrada.
Estudar nunca e tempo jogado fora. Vê-se claramente que o mico, digo mito, foge dos jornalistas para não responder certas perguntas. Quem se mete com bandido acaba sendo cúmplice. Enfim, quem age fora da lei, inventando leis próprias, e bandido. Se a carapuça serviu que a vista, super juiz miliciano.

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Nilo

24 de janeiro de 2019 às 14h47

E cedo ainda para isto. Mas sem dúvidas Bolsonaro e só o bobo da corte. Fanfarrão.
Não sabe orra nenhuma pq nunca se interessou em se preparar para ser presidente. Lula preparou-se a cada eleição perdida e chegou ao cargo com preparo. FHC idem além do preparo acadêmico.
Bolsopai parece um galo de briga.

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enganado

24 de janeiro de 2019 às 14h31

Quer dizer que o <>> não sabia NADA x NADA da podridão da Famiglia Bolsonaro ??? Duvido!!!!! Esse ”” irresponsável ””’ pensou que colocando um ”” fantoche ”” não viria NADA x NADA à tona da vida pregressa do <<>>> . Das duas uma : ou é a burrice eterna militar em lidar com política, ou então achar que o POVO não saberiam NADA x NADA o tempo inteiro ???? Vamos pagar caro a aventura do MEGANHA SABICHÃO.

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Nilto Fetes Rodrigues

24 de janeiro de 2019 às 12h03

Porque vocês não deixam de ser tão ingnorantes e param de falar do Bolsonaro, votei nele e até hoje não estou arrependido. Qual foi a universidade que vocês fizeram jornalismo, foi na escola do MST ? Pô deixa o homem trabalhar pelo ao menos um ano para poder avaliar. Jornalismo com viés político só serve pra passar na bunda de cachorro morto.

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