Jair de Souza: Para não debater desemprego, miséria e inflação, bolsonarismo reage com hipocrisia à fala de Lula

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Foto: Ricardo Stuckert

A fala de Lula e a reação dos hipócritas

Por Jair de Souza

Ao responder recentemente a uma pergunta de Martin Schulz, presidente da Fundação Friedrich Ebert, da Alemanha, sobre sua posição em relação à questão do aborto, Lula disse aquilo que todas as pessoas de bom senso esperariam que ele dissesse [veja a íntegra da entrevista no vídeo, ao final]:

“Aqui no Brasil, as mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal. Quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha. Eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precise cuidar“.

A partir disto, como já era previsto, todos os formuladores ideológicos do bolsonarismo e os dos interesses do grande capital se puseram em campo para tratar de pescar em águas turvas e, desta maneira, buscar reduzir a grande diferença percentual com a qual Lula desponta em todas as sondagens eleitorais que vêm sendo feitas no país.

O bolsonarismo não tem o mínimo interesse em centrar as discussões em temas que digam respeito à situação de vida real de nosso povo.

Vão tentar fugir o quanto for possível do insuportável preço da gasolina e dos demais itens de combustível, da enorme elevação do custo de vida em quase todos os aspectos, do terrível problema do desemprego que vem aumentando significativamente nos últimos quatro anos, do visível alastramento da miséria pelas ruas de nossas cidades, etc.

Portanto, o que estamos constatando é a ação dos aproveitadores de sempre, que saem a campo para defender os interesses materiais aos quais eles estão associados, mas que não podem admitir isso publicamente e tratam de enveredar pelo caminho da pseudomoralidade.

Em realidade, os hipócritas que estão acusando Lula de abortista não têm nenhuma preocupação real de fazer com que a prática do aborto seja drasticamente reduzida.

O que seria de tanta gente de elevada condição social se suas esposas, filhas e amantes não pudessem dispor de clínicas de boa qualidade, daquelas que o dinheiro pode pagar, para interromper suas gestações não desejadas? Podem imaginar?

Claro que para quem tem dinheiro, a lei é o de menos neste caso.

Faço um desafio a todos os leitores de classe média ou alta que venham a ler este texto: quem de vocês não tem pelo menos um conhecido ou conhecida que já tenha passado por esta experiência? Se for para imperar a sinceridade nas respostas, não creio que venha a aparecer muita gente nesta condição.

Todo mundo sabe que o aborto acontece, com ou sem uma lei que o regule.

Só que, para as mulheres pobres, o aborto em condições precárias coloca em risco de vida, e em boa parte das vezes resulta mesmo na morte da mulher que está procurando evitar o avanço da gestação.

Na verdade, este risco de morte só está presente para as mulheres pobres. As ricas e de classe média alta sempre vão poder usar, e sempre usam, clínicas particulares de boa qualidade para garantir sua segurança. Para isto serve o dinheiro, não é mesmo?

No entanto, são esses que se lançam como cães raivosos contra a fala de Lula os mesmos que sempre tratam de obstaculizar e impedir todas as medidas que buscam criar condições para que o número de abortos no Brasil seja reduzido a um mínimo.

Nenhuma mulher em condições normais deseja realizar um aborto. Isto é algo que fere seus instintos biológicos, costuma causar dor e pode deixar sequelas difíceis de contornar.

Por isso, evitar que uma mulher se sinta impelida a tomar a decisão de interromper uma gestação é um dever moral e ético, em especial, daqueles que tomam o aborto como uma questão de cunho religioso.

Sendo assim, cabe-nos questionar: o que poderia servir para evitar que tantas mulheres, principalmente as mais humildes e vulneráveis, venham a engravidar sem estarem em condições psicológicas, físicas ou econômicas para tal?

É mais do que provável que uma mulher que esteja consciente do que pode significar uma gravidez indesejada tenha melhores condições para evitar que ela ocorra. Ou será que alguém duvida disto?

Por que, então, os mesmos hipócritas que expressaram sua fúria diante das palavras de Lula são os mesmos que se opõem a que nossa população receba orientação quanto à educação sexual? Na verdade, eles cultivam a hipocrisia porque com isso esperam levar vantagens.

Não conheço nenhuma passagem da vida de Jesus na qual ele faça referência ao aborto. Mas, conheço inúmeras em que ele faz a defesa da vida, especialmente da vida dos mais necessitados, a vida daqueles que mais precisam de ajuda.

Portanto, para alguém que se considere um seguidor sincero de Jesus, a resposta de Lula quando foi questionado sobre esta questão deveria ser tomada da maneira como Jesus seguramente a tomaria.

A primeira decisão de um cristão verdadeiro deveria ser no sentido de exigir que os assuntos relacionados com o sexo e a fecundação deixem de ser tratados como tabu.

Quanto mais atenção e educação sobre esses tópicos nossa população receber, mais ela saberá se proteger e evitar que o número de gravidez indesejada continue no nível em que vem estando. E, com menos gravidez indesejada, espera-se uma significativa redução dos abortos.

Em razão da campanha mal-intencionada de seus adversários políticos, que trataram de tergiversar propositadamente a mensagem que Lula tinha procurado passar, ele decidiu voltar ao tema no dia seguinte para deixar as coisas às claras. Suas palavras neste sentido foram [as palavras em caixa alta são do autor]

Eu, Lula, pai de família, pai de 5 filhos, se me perguntarem, eu falo que eu sou CONTRA o aborto, e sempre fui CONTRA. Agora, eu, chefe de Estado tenho que tratar o aborto como uma QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

Convenhamos, quem, de boa fé, poderia estar contra isto?

Ninguém que realmente esteja preocupado com o bem-estar de nosso povo poderia estar contra o que Lula expressou em relação ao tema em pauta.

A interrupção da gravidez deve ser tratada como uma questão de saúde pública. Evitar mortes é uma obrigação moral e ética de todos. Sem importar a religião de ninguém.

O acesso a clínicas de interrupção da gravidez não pode continuar sendo um privilégio dos endinheirados. O trabalho para que a situação não avance até chegar a esta fase deve ter início muito antes, no processo educacional, na família e na escola.

No mais, o dever central de todos aqueles que estão realmente interessados em que nosso povo volte a ter uma vida mais digna é tratar de pôr fim ao estado de penúria e sofrimento em que fomos lançados a partir de 2016, com o golpe que entregou o poder aos maiores inimigos de nossa pátria. Recuperar o que foi perdido e alcançar o que ainda falta, esta é a tarefa pela qual devemos lutar.

Abaixo, a íntegra da entrevista.

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Zé Maria

Bolsonaro atua para esconder o Bolsolão do Quilo de Ouro

BOLSONARO DECRETA SIGILO EM AGENDAS DO PALÁCIO DO PLANALTO
COM PASTORES ENVOLVIDOS EM ESCÂNDALO DA PROPINA NO MEC

O sigilo recaiu após um Veículo da Imprensa solicitar,
por meio da Lei de Acesso à Informação, a relação das
entradas e saídas dos pastores no Palácio.
Também foi questionado em quais vezes o destino
foi o gabinete presidencial.

Os encontros entre o presidente Jair Bolsonaro e os pastores
investigados pela Polícia Federal, Gilmar Santos e Arilton Moura
por suposta articulação de pedido de propina
teve o sigilo decretado pelo Palácio do Planalto.
Os religiosos negam qualquer irregularidade, mas a suspeita
é de que eles conduziam um esquema de cobrança de valores extra
para liberação de recursos do Ministério da Educação.

O sigilo recaiu após o jornal solicitar, por meio da Lei de Acesso à Informação,
a relação das entradas e saídas dos pastores no Palácio.
Também foi questionado em quais vezes o destino foi o gabinete presidencial.

Em resposta, o Gabinete de Segurança Institucional (GS),
comandado pelo ministro Augusto Heleno, afirmou que
a solicitação “não poderá ser atendida”, porque a divulgação
dessa informação poderia colocar em risco a vida do
presidente da República e de seus familiares.

As informações solicitadas não constam da agenda
do presidente Bolsonaro, tanto porque são diferentes
da identificação feita nas portarias do prédio,
quanto pelo fato de que nem todos os encontros
de Bolsonaro têm sido formalmente divulgados.

Na agenda oficial do presidente constam ao menos três reuniões
dos pastores Gilmar e Arilton com Bolsonaro, no Palácio do Planalto.
Além dessa, há registro de um encontro no Ministério da Educação,
com a presença do então chefe da pasta, Milton Ribeiro.

Esses encontros constam da agenda oficial do presidente.

Os religiosos também estiveram no Congresso em mais de uma ocasião,
conforme registros oficiais. Arilton Moura esteve 90 vezes na Câmara,
entre janeiro de 2019 e março de 2022.

Ele circulou em vários gabinetes, conforme consta no sistema de segurança
da Casa, e entre os destinos esteve o gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro,
filho do presidente.

[Fonte: Congresso em Foco]

    Zé Maria

    Presidente do FNDE diz que
    pastor “insinuou” propina:
    “Me ajude que eu te ajudo”

    Chefe do FNDE confirma à CGU agenda com 4 pastores no MEC

    Segundo Marcelo Lopes da Ponte, a função dos pastores nas reuniões
    das quais participou era fazer “alguma fala” ou “oração”

    O presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE),
    Marcelo Lopes da Ponte, disse em depoimento à Controladoria-Geral da União
    (CGU) que recebeu “insinuações” de oferta de propina por parte do pastor
    Arilton Moura.
    O depoimento foi prestado em outubro do ano passado, mas era mantido
    sob sigilo pela CGU. [SIC]

    A atuação de Moura na liberação de recursos do Ministério da Educação
    para prefeituras é alvo de apurações.

    Íntegra do Depoimento à Comissão de Educação do Senado Federal:

    https://youtu.be/SP2lOoqHroM

    https://twitter.com/i/status/1511745548528746504

    Zé Maria

    A Comissão de Educação do Senado realiza audiências para apurar
    o beneficiamento indevido na destinação dos recursos da educação.

    A apuração ocorre após a imprensa ter divulgado áudios em que
    o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro afirma priorizar municípios
    administrados por prefeitos vinculados aos pastores na liberação
    de recursos do Fundo Nacional da Educação (FNDE).

    Na gravação, Ribeiro ainda cita que o favorecimento é um pedido expresso
    do presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na terça-feira (05/4), durante audiência pública, três prefeitos confirmaram
    à Comissão de Educação que receberam pedido de propina para destravar
    a liberação de recursos do FNDE.
    A Comissão de Educação ouviu prefeitos de cidades do Maranhão, Goiás,
    Minas Gerais e São Paulo.

    Íntegra da Sessão do dia 5 de abril na Comissão de Educação do Senado:

    https://youtu.be/u8n2FZnVcrE

    Zé Maria

    Jair Bolsonaro repete Esquema da Ditadura Militar:

    “Se a Corrupção não aparece, não existe Corrupção”.

Enéas Filho

Por melhor que sejam as intenções do Lula, se ele ficar falando em aborto nesse país que mais de uns 80% são cristãos ele vai perder.
Toda hora vão fazer uma pergunta dessas e vai ser difícil explicar o que realmente ele quis dizer.
P. ex. na globo ele não terá espaço para se explicar. Já pensou a Globo distorcendo as coisas.
Não foi isso que aconteceu com a delação do Palocci há 6 dias do 1° turno.

Christian Fernandes

E, como de costume, a esquerda reage como o cão de Pavlov a qualquer besteira que a direita inventa.

Não são os bolsonaristasque têm que tem que ~debater~ economia, posto que são COVARDES e fujões de debate.

NÓS é que temos que propor os debates, nos NOSSOS termos. Reagir só significa entregar aos bandidos o que eles querem, qual seja, nossa atenção.

Falaram de aborto? Diga que faria sim, mas iria pra clínica a pé pois a gasolina tá muito cara.

Falaram de pena de morte? Diga que apoia sim, especialmente para os mandantes da EXECUÇÃO de Marielle.

E por aí vai.

Zé Maria

Aumento da Taxa de Juros não reduz Inflação.
Bolsonaro e Guedes promovem a Fome no Brasil
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Maior inflação em 28 anos atinge em cheio a vida dos mais pobres

INPC sobe 1,71% em Março e acumula alta de 11,73% em 12 meses.
Índice calcula a inflação para famílias de baixa renda (de 1 a 5 SM)
Inflação está no maior patamar desde 1994 [Gov Itamar (PMDB)]

Da Redação PT Notícias, com Imprensa IBGE

Se o mega reajuste dos combustíveis acelerou o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) de março para o maior nível no mês em 28 anos (1,62%), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a inflação para famílias de baixa renda, subiu ainda mais (1,71%) e também é o mais alto para março desde 1994. Agora, o INPC acumula em 12 meses variação de 11,73%, e o IPCA chega a 11,30%.

Índice de preços que abrange as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, o INPC é utilizado como parâmetro para reajustes salariais e de benefícios do INSS. No primeiro trimestre de 2022, sua variação chega a 3,42%, quase a meta da inflação de 3,5% prevista pelo Banco Central (BC) para todo o ano. A do IPCA é de 3,20%.

O grupo Alimentos e bebidas, elemento com grande peso no cálculo do INPC, sofreu alta de 2,42%, a maior desde novembro de 2020 (2,54%). A maior pressão veio do preço do tomate (27,22%). Também pesaram itens como cenoura (31,47%), que acumula alta de 166,17% em 12 meses, leite longa vida (9,34%), óleo de soja (8,99%) e frutas (6,39%). Mas os grupos não alimentícios também aceleraram e subiram 1,50% em março.

“Hoje saiu a inflação do mês, a maior dos últimos 28 anos. E parte da inflação está nas costas de quem governa o país. Porque uma parte da inflação é energia, é energia elétrica, é óleo diesel, é gás, é gasolina. E a outra parte é alimento. Até a Conab que a gente utilizava como um instrumento para fazer estoque regulador acabou. Hoje nós não temos estoque de nada e diminuiu a área de plantio de feijão, área de plantio de mandioca, daquilo que é essencial para a sobrevivência do nosso povo”, afirmou o presidente Lula em reunião em São Paulo, nesta sexta,8

“Foi uma alta disseminada nos preços. Vários alimentos sofreram uma pressão inflacionária. Isso aconteceu por questões específicas de cada alimento, principalmente fatores climáticos, mas também está relacionado ao custo do frete. O aumento nos preços dos combustíveis acaba refletindo em outros produtos da economia, entre eles, os alimentos”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Embora oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tenham tido alta em março, a maior variação (3,02%) e o maior impacto (0,65 ponto percentual) vieram dos Transportes, que aceleraram na comparação com o resultado de fevereiro (0,46%). Na sequência veio Alimentação e bebidas, com 0,51 p.p. de impacto. Juntos, os dois grupos contribuíram com 72% do IPCA de março.

Os preços dos combustíveis subiram em média 6,70% no mês. O da gasolina subiu acima da média (6,95%) e é o subitem com maior impacto individual (0,44 p.p.). Em 12 meses, a gasolina acumula alta de 27,48%, enquanto o salto do óleo diesel foi de 46,47%.

“Tivemos um reajuste de 18,77% no preço médio da gasolina vendida pela Petrobras para as distribuidoras, em 11 de março. Houve também altas nos preços do gás veicular (5,29%), do etanol (3,02%) e do óleo diesel (13,65%). Além dos combustíveis, outros componentes ajudam a explicar a alta nesse grupo, como o transporte por aplicativo (7,98%). Nos transportes públicos, tivemos também reajustes nas passagens dos ônibus urbanos em Curitiba, São Luís, Recife e Belém”, detalha Pedro Kislanov.

Na esteira da carestia dos combustíveis, o grupo Habitação (1,15%) teve aumento por conta do gás de botijão (6,57%), cujos preços subiram devido ao reajuste de 16,06% na tarifa média de venda para as distribuidoras aplicado pela Petrobras de Bolsonaro em março. A alta de 1,08% da energia elétrica também contribuiu para o resultado.

A pesquisa mostra ainda que todas as áreas pesquisadas tiveram alta em março. A maior variação ocorreu na região metropolitana de Curitiba (2,40%), onde pesaram as altas da gasolina (11,55%), do etanol (8,65%) e do ônibus urbano (20,22%). A inflação de dois dígitos de Jair Bolsonaro e seu ministro-banqueiro Paulo Guedes também foi mais disseminada. O índice de difusão passou de 75% em fevereiro para 76% em março.

Até o mercado se assusta com a inflação
Também divulgado nesta sexta, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), apresenta alta na primeira quadrissemana de abril e mostra que a inflação persiste. Com a variação de 1,62%, o indicador acumula aumento de 11,21% nos últimos 12 meses.

Todas as oito classes de despesa componentes do IPC-S apresentaram alta. A maior contribuição para o resultado foi do grupo Transportes. A taxa de variação passou de 2,51%, na quarta quadrissemana de março, para 3,14% na primeira quadrissemana de abril. O item gasolina, cujo preço variou 6,77%, também é destaque. Alimentação (1,99% para 2,10%) e Habitação (1,23% para 1,45%), completam o principal impacto.

Os sete meses seguidos de inflação de dois dígitos já preocupam os analistas do mercado financeiro. Após um ano de aumentos seguidos da taxa básica de juros (Selic), o “santo remédio” para inflação dos neoliberais, o resultado do IPCA veio bem acima do esperado. O intervalo das projeções 41 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data era de avanço de 0,54% a 1,43%, com mediana de 1,32%.

“O resultado é assustador ao passo que se trata de mais uma surpresa altista
do índice inflacionário”, avaliou em relatório Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.
“Ainda que se aponte para o avanço de gasolina para além do que se esperava,
surpresas grandes foram observadas em leite e derivados, vestuário, conserto
de automóveis e hospedagem.
Em linhas gerais, o headline se acelerou, colocando os 12 meses em 11,30%,
mas os núcleos exibiram um salto extremamente preocupante.”

Em 2021, a inflação oficial foi de 10,06%, a maior em seis anos.
A meta para 2022 é de 3,5% e seria considerada formalmente cumprida
se oscilasse entre 2% e 5%.
O Banco Central (BC), apesar da “autonomia” conquistada na era regressiva
de Bolsonaro-Guedes, já jogou a toalha e admitiu que o IPCA deve estourar
a meta pelo segundo ano seguido, com taxa de 7,1% – se der sorte.

https://pt.org.br/maior-inflacao-em-28-anos-atinge-em-cheio-a-vida-dos-mais-pobres/#:~:text=Em%202021%2C%20a%20infla%C3%A7%C3%A3o%20oficial,entre%202%25%20e%205%25

Leia também:

“Juros altos protegem mais ricos e prejudicam mais pobres”

“O combate à inflação no Brasil é uma tragédia distributiva.
Preserva bilhões de acionistas da Petrobras, aumenta bilhões
em transferência de juros para colocar em prática a ideia
anacrônica de combater choques de oferta com a
desaceleração de uma economia com desemprego recorde.”
https://twitter.com/PedrolRossi/status/1504270815570894853

Íntegra em:
https://pt.org.br/juros-altos-protegem-mais-ricos-e-prejudicam-mais-pobres/

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