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Ivan Valente: O debate interditado sobre os juros da dívida


12/12/2010 - 12h57

por Luiz Carlos Azenha

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) resume a situação, grosseiramente, assim: os bancos mandam no governo, os bancos mandam na oposição, os bancos mandam na mídia.

Por isso, o debate sobre a dívida pública brasileira (de 2 trilhões de reais) e os juros e amortizações pagos em função dela (380 bilhões de reais em 2009) inexiste.

A partir da CPI da Dívida Pública, que teve baixíssima repercussão na mídia brasileira, Valente produziu um relatório de 870 páginas que apresentou ao Ministério Público Federal, propondo que haja uma auditoria das irregularidades e ilegalidades. “A grande mídia não tinha interesse nesse debate”, afirmou.

Motivo? Qualquer debate sobre o assunto pode causar “instabilidade no consenso conservador” que se formou entre o governo Lula e a oposição.

Valente também acha importante que se debata o custo que as reservas internacionais de cerca de 300 bilhões de dólares tem para o Brasil. Três quartos delas são em títulos do Tesouro americano que pagam juros baixíssimos, quando pagam. Em compensação, os títulos públicos que o Brasil emitiu para sustentar as reservas custam “até 14% de juros”. É como reservar o salário pagando com cheque especial.

O deputado diz que a dívida pública é “o grande gargalo” que impede os investimentos em saúde, educação e infraestrutura.

Na educação, diz que o PT “absorveu ideologias do tucanato”: o papel do governo, via ENEM, por exemplo, seria apenas o de avaliar, não de investir maciçamente em educação pública para todos, em todos os níveis.

Ele lembra que o Congresso aprovou em 2001 o investimento mínimo de 7% do PIB na educação, projeto vetado pelo então presidente FHC. O veto foi mantido ao longo de todo o governo Lula, com a taxa de investimento na educação chegando aos 5% apenas agora, em 2010.

Para ouvir a entrevista completa, clique abaixo.

valente.wma



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142 comentários

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Fluente Fluêncio

05 de março de 2011 às 22h17

Como cidadão brasileiro, não acho que uma auditoria significaria adotar uma política de calote da dívida, e sim rever os contratos feitos às escondidas de quem realmente às paga: os contribuintes brasileiros.
Só não entendo porque o Sr. Ivan Valente não foi o candidato à Presidência da República do Brasil. Tenho certeza que ele poderia esclarecer muito mais este tema fundamental para a nação brasileira do que o Sr. Plínio de Arruda Sampaio. Este não conseguiu aproveitar o excelente tempo que teve nos debates de televisão, inclusive no da Globo. Pena, perdeu-se ótima oportunidade de instigar milhões de brasileiros a pesquisar sobre a CPI e sobre a questão da dívida pública.

Responder

Sebatião Medeiros

05 de março de 2011 às 20h33

Portanto é urgente uma mudança na atual política econõnica baixando as taxas de juros e redirecionando o Capital especulativo para a Produção e,além disso,instituir um controle na entrada e saída de Capitais especulativos no Brasil.

Responder

Sebatião Medeiros

05 de março de 2011 às 20h07

Na realidade quem produz o Capital na Economia são os setores primário(Agricultura,Pecuária e Pesca.) e o secundário(Indústria,Extração Mineral,Transporte,etc…).Os Bancos e o setor Financeiro não produzem nada,só"criam" capital por meio dos Juros e da Especulação,portanto taxar o Capital Especulativo por meio de impostos não adianta nada porque estão taxando um dinheiro fictício que não está lastreado na produção de mercadorias reais(Agricultura e Indústria) e um dia este "Capital Virtual" vai desabar como um castelo de cartas a não ser se o Estado(Os Governos)salvem,com dinheiro público,os Grandes Banqueiros e os Super Especuladores como na crise de 2008.

Responder

Marcos Doniseti

05 de março de 2011 às 10h35

Faz parte do programa do PSOL a defesa do CALOTE no pagamento da dívida pública. É por isso que o Ivan Valente faz esse discurso. Ainda bem que esses malucos descerebrados nunca irão ganhar uma eleição presidencial no país. Senão, eles jogariam no lixo todo o trabalho que está sendo feito para desenvolver o país (com medidas concretas e não com esse blábláblá demagógico e pré-histórico do Ivan Valente, que não entende lhufas sobre Economia) e melhorar as condições de vida da população.

Porque Ivan Valente não comenta o fato de que, no governo Lula, o salário mínimo teve um aumento de 53% no seu poder de compra e a taxa de desemprego caiu quase que pela metade, de 10,5% em Dezembro de 2002 para 5,3% em Dezembro de 2010?

Mas o que o Ivan Valente omite, na verdade, é que a dívida pública e o déficit público nominal caíram durante o governo Lula, fato este que tanto os descerebrados da Extrema-Esquerda e o PIG, juntos, fazem questão de esconder da população, pois ambos apostam no 'quanto pior, melhor'. Melhor para eles, é claro, pois nestas horas o povo é que se f… Enquanto isso, os extremistas continuam no 'bem-bom', como sempre estiveram, aliás.

O fato concreto é que a dívida pública diminuiu de 51,5% do PIB para 40,4% do PIB durante o governo Lula (acumulando uma queda de 22,1%). E tal redução somente não foi maior devido à necessidade de combater os efeitos da crise global, principalmente em 2009. Antes desta, a dívida pública brasileira chegou a cair para 36% do PIB (no final de 2008). Com a redução de impostos e o aumento dos gastos públicos, em 2009 a dívida pública chegou a 44% do PIB. Mas, com a retomada econômica e a volta dos impostos e dos gastos públicos para patamares anteriores à crise, ela voltou a cair, para 40,1% do PIB (dados de Fevereiro de 2011).

E o déficit público nominal (que inclui os gastos com juros) caiu de 4% do PIB em 2002 para 2% do PIB em 2008 (queda de 50%, portanto). Ele subiu para 3% do PIB em 2009 (devido às medidas tomadas para combater a crise global) e voltou a cair em 2010, para 2,56% do PIB.

Logo, de 2010 em diante, tanto a dívida pública como o déficit público nominal retomaram a sua trajetória de queda, que já estava em andamento entre 2003-2008, fato este que Ivan Valente se esquece de citar. Por que será, hein?

E o fato é que tal queda irá continuar durante todo o governo Dilma. Esta, durante a campanha presidencial, disse claramente que pretendia reduzir a dívida pública para 30% do PIB (que era a dívida pública que o Brasil tinha em 1994, antes do governo FHC, que arrebentou com as contas públicas e externas do país). Não sei se tal meta será alcançada, mas quanto menor for tal dívida, melhor para o país.

Com a queda do endividamento, que já voltou a acontecer, como demonstrei aqui, os gastos com pagamento de juros da dívida pública (que foram de 7,5% do PIB em 2003 e de 5,26% do PIB em 2010, acumulando uma queda 29,9% no período em questão) continuarão sendo reduzidos. Assim, uma parcela cada vez maior do Orçamento da União poderá ser utilizada para investimentos (na área social, em infraestrutura, inovação, etc).

O que o Ivan Valente ainda não descobriu é que foi justamente a redução da dívida pública e do déficit público nominal, que tivemos no governo Lula, que permitiu o lançamento do PAC (que retomou os investimentos públicos em obras de infraestrutura, algo que não acontecia desde o final dos anos 1970) e a intensificação dos programas sociais.

E esta melhoria da situação das contas públicas, que tivemos no governo Lula, foi um dos motivos que permitiu que o Brasil voltasse a crescer.

Logo, se tem algo de que o Brasil não precisa, hoje, é de um calote no pagamento da dívida pública, que é exatamente o que o PSOL e o Ivan Valente defendem.

Obs: Os dados que citei aqui podem ser conferidos nos sites do IPEA, do Banco Central e em notícias recentes divulgadas em sites de informação. Basta deixar a preguiça de lado e pesquisa-los.

Responder

    Fabio_Passos

    05 de março de 2011 às 20h29

    Auditoria na dívida não tem absolutamente nada de absurdo.
    É puro bom senso… ou você acha correto pagar pelo que não deve?

    "malucos descerebrados"?
    Tenha mais respeito pelo PSOL.

    De outra forma podem apontar para você e dizer: cagão! lambe-botas da direita! bunda-mole! defensor de ladrão rico!
    Já pensou?

    Mário SF Alves

    05 de março de 2011 às 23h45

    Marcos,
    Importante a dica. Só que, por enquanto, lhe dou razão apenas em alertar sobre a preguiça.
    Abs.,
    Mário S.

Martin

05 de março de 2011 às 09h13

…última parte:

5) Lembra do 11 de setembro de 2001 e das Torres Gêmeas (WTC 1 e 2) ??!

Pois naquela tarde houve tbém a "derrubada" de um prédio (o WTC 7), que ficava na quadra em frente e guardava os processos da ENRON (empresa de energia envolvida em escândalos de U$ 70 Bilhões !! …E que era famosa por patrocinar as campanhas de Bush pai e Bush filho…) e tbém guardava o processo de falência da empresa Worldcom..
http://paraummundolivre.blogspot.com/2010/09/11se

Esse é o nosso planeta (ou as pessoas que querem MANDAR nele…)
Bom carnaval !!!

Att.
Martin

Responder

Martin

05 de março de 2011 às 09h11

1) Zeitgeist – "1" ( de nov/2007 )
http://video.google.com/videoplay?docid=-14377242
2) Zeitgeist Addendum – "2" ( de out/2008 )
http://video.google.com/videoplay?docid=-14377242
3) E a entrevista com Peter Joseph, o criador dos 2 documentários acima: http://video.google.com/videoplay?docid=-14377242
4) E este foi o último "Zeitgeist" que saiu:
http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/zeitgeist

…continua:

Responder

waleria

04 de março de 2011 às 17h17

Sugiro que leiam:

http://www.advivo.com.br/sites/default/files/docu

Vale a pena ler a tese de Rodrigo Vieira de Avila

Responder

aliancaliberal

04 de março de 2011 às 13h21

A questão é que ninguem tem coragem de admitir que o problema dos juros e divida publica tem origem na irresponsabilidade fiscal dos governos .
O governo gasta mais do que arrecada e fica com deficit de 200 BILHÕES ao ano ,apesar do engodo do superavit primário termo criado só pra iludir o povo.
Outro engodo é a fraude na declaração do montante da divida publica interna e externa que hoje está em torno de 2.4 TRILHÕES de reais e declarada como "apenas" 1.6 Trilhões ,2.4 trilhões em divida dá 13 mil reais para cada brasileiro.
Uma familia com 5 pessoas está devendo 65 mil reais , se somente o pai trabalhar e ganhar o salário minimo de 545 reais levaria 9,9 anos pagando esta divida isso se o salário for usado apenas para isso.
Outro fator agravante é os juros que desta divida ,de 2003 a 2010 já foram pagos 1 trilão de reais em juros , 4 trilhões em amortização da divida e assim mesmo ela está aumentando ,2008 30% do orçamento era pra serviços da divida ,2009 35% 2010 38% 2014 vai chegar a 50% do orçamento .
…….
A solução redução dos gastos publicos ,responsabilidade fiscal ,pagamento ou redução da divida publica e após isso redução da carga tributária .
Como fazer isso atravéis das reformas administrativa ,fiscal-tributária, trabalhista,previdenciaria ,revisar o pacto federativo coisas que o governo Lula não teve coragem de mexer já que preferiu a glória pessoal do que fazer a reformas que sempre mexe em privilégios , já o governo Dilma não tem força nem vontade politica para tocar adiante as reformas.
Enquanto isso a imprensa vai ficar falando de taxa selic e a esquerda falando dos bancos.desviando a atenção da causa primária do nosso subdesenvolvimento , o intervencionismo estatal que somente se sustenta com gastos abusivos para manter seu assistencialismo eleitoreiro.

Responder

yacov

04 de março de 2011 às 13h10

Então vamos combater o capitalismo com o próprio capitalismo. Criemos uma CPMF do sistema financeiro. Está provado que eles não podem ficar sem regulação, que acabam criando o caos e devorando as economias que deveriam ser destinadas a investimeno sociais, pricipalmente nos países mais pobres. E ponhamos um fim definitivo aos paraísos fiscais. Quero ver se ele$ continuarão com esta corda toda.

"O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

Ismael Bezerra

04 de março de 2011 às 12h22

Pessoal, gostaria de divulgar que a Rede Jubileu Sul Brasil, ligada a setores progressistas da Igreja Católica, lançou agora no final de fevereiro a campanha "A Dívida não acabou! Você paga por ela!"

Veja a notícia no site deles:

http://www.jubileubrasil.org.br/somos-credores/ca

Gostaria de convidar todos a se somar a essa campanha do Jubileu Sul, que se desenvolverá ao longo de todo o ano de 2011.

Responder

O_Brasileiro

04 de março de 2011 às 07h13

A notícia de aumento nos juros foi para os anais dos bancos… Nos dois sentidos!

Responder

O_Brasileiro

04 de março de 2011 às 07h07

Se deputados, senadores, ministros e presidenta estão "livres", andando por Brasília e viajando pelo país, como podemos dizer que foram "sequestrados" pelos 1% mais ricos do país?
Mas há materialidade, basta ver os documentos oficiais.
Diante da necessidade de aumentar o superávit primário para pagar juros aos 1% mais ricos, o governo, com a complacência do congresso, ao invés de aumentar os impostos (nem que fosse de 1%!!!) dos 1% mais ricos, estagnou os rendimentos dos 99% mais pobres, ou seja, dos "servos coletivos".

P.S.: Qualquer semelhança entre as américas do norte e do sul não é mera coincidência…

Responder

Fabio_Passos

04 de março de 2011 às 00h17

"Lucro do Itaú Unibanco é o maior de todos os tempos" http://www.diariodemocratico.com.br/economia/16/1

R$ 13,323 bilhões!

Como dizia o Chico Anysio?

E o salário mínimo, ó!

Responder

    Aristharco

    05 de março de 2011 às 11h55

    Cuidado com a voracidade do Itauzão, morde, arregaça, e passa nos cobres…

ZePovinho

03 de março de 2011 às 23h02

A turma do colarinho branco,nas finanças,arranjou um inimigo??????????
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-stf-en

O STF entre os direitos individuais e a repressão ao crime
Enviado por luisnassif, qui, 03/03/2011 – 20:16
Por Marco Santo

Nassif, Já na sua posse o Ministro FUX diz ao que veio………já vem "quente"e o Ministro GM engoliu a "seco".

País

Hoje às 18h08 – Atualizada hoje às 18h09 STF facilita vida de réus de colarinho branco, diz ministroPortal TerraLaryssa Borges

Na posse de Luiz Fux como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, acusou a Corte de, com suas excessivas decisões sobre garantias individuais, acabar por beneficiar criminosos de colarinho branco. Hage não citou ministros ou beneficiados pelas decisões, mas disse que o princípio da presunção da inocência, garantido pela Constituição, tem sido interpretado como a garantia extrema de se colocar a versão do réu acima de tudo.

"O STF tem alguns entendimentos a meu ver extremamente conservadores na linha de um garantismo exagerado que facilita a vida dos réus de colarinho branco. Espero que o STF evolua em alguns entendimentos, especialmente naqueles relacionados ao princípio da presunção da inocência", comentou o chefe da CGU, responsável por monitorar os gastos públicos e apontar falhas praticadas às custas do erário.

"Não pode ser a presunção da inocência a presunção da versão do réu. Depois de duas versões dadas pelo Poder Judiciário (…) ainda assim prevalece a versão do réu", completou, apontando Fux como uma das vozes a serem ouvidas nas discussões sobre a diminuição de recursos e sobre a celeridade em condenações judiciais. "É um magistrado de carreira que sabe da importância de se reduzirem os obstáculos para os processos chegarem ao final para que os corruptos possam afinal ir para a cadeia", declarou.

Em resposta, o ministro Gilmar Mendes ponderou que o STF não é "bonzinho" com criminosos. "Sempre há esse juízo sobre tal ou qual tema. Não estou seguro que o Tribunal seja bonzinho com o réu de colarinho branco. O Tribunal é garantista. O Tribunal não permite terrorismo, não permite um Estado policial", resumiu.

Responder

    betinho2

    04 de março de 2011 às 00h13

    Muito bom, gostei da "estocada" nos "toga preta" amigos dos "colarinhos brancos".

Fabio

03 de março de 2011 às 22h16

a palavra eh OLIGARQUIA!!!!

Responder

    Mário SF Alves

    03 de março de 2011 às 23h54

    E não apenas essa. A palavra é "terrorismo"!

assalariado.

03 de março de 2011 às 22h11

O que mais impressiona é o ,diz que diz ,sobre os problemas de transferência de renda dos pobres para os ricos pelo Estado brasileiro.Entendo que a melhor forma de desbloquear este debate é os parlamentares que realmente tem compromisso com o povo e,que se dizem de esquerda, venham para as portas de fabricas/escritórios para panfletar e levar um "tete a tete" com os trabalhadores.Assessores para isso eles tem,e muitos.Que tal estes esquerdistas deixarem de ser militantes de gabinetes e sairem as ruas para acordar o povo… afinal de contas,para que serve( e a quem servem), os partidos de esquerda mesmo? Politizar/esclarecer os trabalhadores é preciso… ou voces acham que a imprensa burguesa,braço politico ideológico do capital,vai se prestar a isso,santa inocência…

Responder

    Mário SF Alves

    03 de março de 2011 às 23h56

    Assalariado,
    Sinto discordar, mas não é por aí que a bandinha toca, não.

    assalariado.

    04 de março de 2011 às 22h17

    Mário,por onde é então?

    Abraços Fraternos.

ZePovinho

03 de março de 2011 às 21h38

NADA COMO UM DIA DEPOIS DO OUTRO

Menos de 24 horas depois de o BC elevar a taxa de juro para 11,75% — medida profilática para desaquecer a economia e conter ‘pressões inflacionárias' decorrentes do descompasso entre oferta e demanda ,explicam os consultores dos mercados financeiros– o IBGE divulgou dados do PIB de 2010.

O confronto entre os sinais emitidos pela economia real e as justificativas para a decisão do BC deveria inspirar, no mínimo, alguma reflexão em círculos saltitantes, dentro e fora do governo, unidos pela ciranda-cirandinha do ‘corta-corta'.

Vejamos: a) o PIB brasileiro cresceu 7,5% no ano passado em relação a 2009. Sim, a base de comparação era modesta. Em 2009 o país enfrentou galhardamente, com ferramentas keynesianas, a maior crise mundial do capitalismo desde os anos 30, mas seu PIB estagnou; b) a retomada em 2010, todavia, não se mostrou apenas vigorosa na recuperação do tempo perdido: ela foi sobretudo notável na sua consistência; c) o crescimento do PIB foi puxado, com dianteira folgada, pela formação bruta de capital que registrou um crescimento histórico de 21,8% ; d) e foi principalmente a produção de máquinas e equipamentos que impulsionou esse salto na agregação de capacidade produtiva: o avanço nesse segmento atingiu 30,5% em 2010 (havia caído 13,1% no ano anterior); e) sim, a expansão do consumo também foi robusta. Puxada por ganhos reais de salário e maior disponibilidade de crédito, subiu 7% no ano. Os números, porém, são categóricos: o investimento em estruturas e máquinas para promover a ampliação da oferta está crescendo a uma velocidade três vezes superior à da demanda corrente.

Ainda que existam razões prudenciais para o governo cortar algum gasto, como foi feito, de modo a calibrar a maturação desses investimentos (porque investimento, num primeiro momento, também aquece a demanda) e assim assegurar o equilíbrio macroeconômico mais adiante, a pergunta é: o padrão de crescimento comprovado em 2010 requer, de fato, novas altas no custo financeiro da economia para ganhar consitência? Um tempero final : segundo a FIPE, os preços ao consumidor (IPC) na cidade de São Paulo fecharam fevereiro com alta de 0,60 — é a metade da taxa registrada em, janeiro ( 1,15%; ainda: seis das sete capitais pesquisadas pela FGV exibiram redução nos preços ao consumidor (IPCS) coletados na última semana de fevereiro.
(Carta Maior; 5º feira-, 03/03/2011)

Responder

Fabio_Passos

03 de março de 2011 às 19h07

É uma diminuta minoria quem controla a política macroeconômica do Brasil.

São apenas 20 mil clãs de miliardários crápulas.
Os donos do poder.

Estes ricaços parasitas tem aprox 80% dos títulos dívida pública.
É a nossa "elite" branca… que mama nas tetas do Estado sem precisar sequer trabalhar.

São os recursos surrupiados por estes sangue-sugas que fazem falta para nosso povo superar o subdesenvolvimento.

Não há saco que possa ser inflado indefinidamente.
Estoura.
Por mim… esta ricaiada crápula perde a cabeça ou é pendurada pelo pescoço.
Prá ontem!

Responder

bentoxvi-o santo

03 de março de 2011 às 16h52

Valeu AZENHA!!!

Ando ligado nesses detalhes…GRANDE ENDIVIDAMENTE PUBLICO X CAPITALISMO DE ESTADO…governos começam a presionar a sociedade por aumentos de impostos e taxas…prefeituras e estados com finanças "desequilibradas"…

Responder

GustavoEgito

03 de março de 2011 às 15h50

Pois é…

E o Jobim está lá , posando com traje militar…

O Brasil realmente não é um país sério.

Responder

O debate interditado sobre os juros da dívida « CartaCapital

03 de março de 2011 às 14h31

[…] *Matéria publicada originalmente no Viomundo […]

Responder

Mário SF Alves

03 de março de 2011 às 14h27

Tenho um profundo respeito pelo deputado Ivan Valente e entendo a clareza de seu veredito: "os bancos mandam no governo, os bancos mandam na oposição, os bancos mandam na mídia". Faltou fechar o círculo, acrescentando após "os bancos mandam na mídia" o "e a mídia manda nos políticos"! Porém, enquanto ficamos aqui discutindo "filigranas", a Avaaz puxa uma campanha mundial contra as pretensões do Rupert Murdock em comprar metade da midia britânica. A relação é direta e é de causa e efeito: quanto mais blindada for essa midia, quanto mais desregrada for essa midia, mais e mais liberdade de movimento terão os bancos. Freie-se a mídia golpista e os lucros estratosféricos dos bancos minguam.

Responder

    Aristharco

    05 de março de 2011 às 12h04

    Alves: Não foi o Valente que valentemente aceitou o guarda-chuva do caricato Jungmann e foi à Honduras apoiar o golpista de plantão que se derretia de alegria pelo poderio alcançado na marra?
    Foi tratado pelo descartado tucano de Pernambuco de Ivanzinho…

ANA

03 de março de 2011 às 14h04

Recorto desse artigo, excelente, somente o veto do FHC de 7% do PIB para Educação e que Lula se omitiu.
Melhor assim pois enquanto não houver fiscalização decente por agentes especializados em Educação, o dinheiro repassado para as prefeituras será sempre o caixa da impunidade de prefeitura corruptas que etão aí todos os dias a nos oferecer escândalos:
-merenda de péssima qualidade por licitações fraudulentas
-transporte escolar nas mesmas condições, criança sem a menor segurança.
-instabilidade do corpo docente, obrigado a processos seletivos anuais.
-visão de educação reduzicionista para apenas e tão somente um ano escolar.
-gestores despreparados para os cargos de confiança que assumem.
-desrespeito para com os educandos.
– etc etc etc

Responder

fernandoeudonatelo

03 de março de 2011 às 13h26

Em terceiro lugar, guardando uma relação muito estreita com os dois movimentos anteriores, após os primeiros anos de estabilização reapareceu uma tendência de encurtamento de prazos dos títulos.

Parcela crescente da dívida voltou a ser rolada a curto e curtíssimo prazo, de forma que qualquer alteração na taxa básica comunicava-se imediatamente ao montante dos juros pagos pelo governo.

O processo de contenção do endividamento de estados e municípios culminou nos acordos de renegociação das dívidas dessas unidades. Tais acordos envolveram, por um lado, a troca das
dívidas dessas unidades por títulos do governo central, de custos financeiros menores junto aos credores privados.

Os “esqueletos” corresponderam ao reconhecimento de passivos do setor público que já eram juridicamente certos, mas não estavam lançados nas contas públicas.

Responder

fernandoeudonatelo

03 de março de 2011 às 13h19

Há ainda um aspecto a ressaltar sobre a evolução da dívida pública que deixa claro o grau exacerbado que atingiu a sua subordinação à política de taxas de juros e, em paralelo, à evolução da taxa de câmbio.

Acompanhando o seu crescimento de 29,2% para 42,6% do PIB entre 1994 e 1998, a dívida também
passou por uma mutação decisiva quanto a sua composição e critérios de valorização. Em primeiro lugar, ela se tornou predominantemente constituída por títulos públicos, vale dizer, a dívida mobiliária federal evoluiu de 11,5% para 5.

Em segundo lugar, essa substituição de 35,4% do PIB no mesmo período dívida contratual e outros passivos por dívida mobiliária foi acompanhada por um aumento na participação dos títulos indexados à taxa básica de juros (a taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – a Selic).

Responder

Carlos Rico

03 de março de 2011 às 12h59

Não sei porque,caro PHA,toda essa alegria sua,acerca do PSB do Eduardo Campos(e família Gomes do Ceará).Esses aí se aliam – como o PT e o PSDB – até ao capeta se necessário.

Essas forças políticas surgiram da elite nordestina,da cana-de-açucar,dos grandes coroneis.A doutrina Miguel Arraes faliu,sucumbiu pelas mãos dos mauricinhos seus herdeiros.

Não têm nada de bom.O PT é ruim,o PSB é ruim,o PSDB é ruim.Nenhum deles prestam.Mas,prefiro,nesse jogo burguês,o PT,que ainda concentra gente como Paulo Paim,Maria do Rosário….bem,acho que é só.

Mas esse PSB não me engana não.O Eduardo Campos,com aquela cara de caricatura do Ronald Reagan também não me engana.

O Brasil vai continuar crescendo acima dos 5% nos próximos 10,15 anos,e só vai servir para criar uma trincheira enorme,maior que a atual,entre os futuros 2% mais ricos,detentores de 95% das riquezas,contra o resto,98%,detentores do outro resto,2%.

E viveremos felizes para sempre,em um País,onde a obesidade,os cidadãos armados que comem bacon no café da manhã dão livres para manter a sociedade bem empanturrada.Viva os Estados Unidos do Brasil.

Enfim,esse negócio não acaba bem.Até 2020 a bolha de especulativa mundial estoura,e quem vai pagar é a massa manipulada,descamisada.

E não finjamos que no Brasil a especulação não existe.O senhor Eike Batista transformou-se em um dos homens mais ricos do mundo em menos de 10 anos.Atualmente ele criou uma empresa para explorar o petróleo do pré-sal,e esta empresa já vale uma fortuna nas bolsa de valores,sendo que sequer extraiu-se 1 ml de petróleo.

O Minha Casa,Minha Vida é um programa maravilhoso,impulsiona o mercado da construção,mas alimenta a especulação imbiliária.Em cidades como Maringá,Paraná,o poder público municipal não faz esforço nenhum para o programa atingir o máximo possível as classes com maior risco social.Prefere entregar o programa às imobiliárias e contrutoras.

Nota-se aqui a falta de zelo da união em relação à fiscalização do direcionamento do Minha Casa,Minha Vida,que deveria contemplar os favelados,sobretudo.

Aguardemos os próximos capítulos.

—- Escrevi isso no Conversa Afiada para ilustrar o momento.O negócio é que assuntos como este da dívida pública serão condicionados à marginalidade.Outros tantos,como crime do coarinho branco parecem ter o mesmo fim.gente como o Daniel Dantas ainda será chamada de santo e ganhará um feriado em sua homenagem.

Tudo em nome da construção do capitalismo no Brasil.Tudo em nome da afirmação de uma burguesia bilionária.A eduacação será obrigada a se sustentar como 100bi anuais,enquanto os bancos tiram da boca dos esfomeados 20%.

Responder

mello

03 de março de 2011 às 12h48

"os bancos mandam no governo,mandam na oposição e na mídia" mas mandam também na opinião pública!
Nenhuma chiadeira com as altíssimas taxas e enormes juros bancários.Nem governo, nem mídia, nem oposição, nem opinião pública…
Mas quando falam em CPMF…tucanos, demos, pps, psol, opinião pública berram, estrebucham, xingam…
Por que será?

Responder

Arthur Schieck

03 de março de 2011 às 12h06

Sou petista e não entendo isso. Passaram-se 8 anos e não se falou nada sobre os contratos inescrupulosos das privatizações. Combater a indexação das tarifas públicas teria muito mais impacto na inflação do que 10 pontos de taxa Selic.

Responder

    Arthur Schieck

    03 de março de 2011 às 12h27

    completando… entendo pouco de economia mas acho que, baixando os juros, entraria menos dinheiro e isso ajudaria a subir um pouco o dolar.

Fabio SP

03 de março de 2011 às 11h51

É só pedir de volta o dinheiro que a gente emprestou para o FMI (que chique!!!) no governo Lula, ué?

Responder

Mário SF Alves

03 de março de 2011 às 11h49

Tenho um profundo respeito pelo deputado Ivan Valente e entendo a clareza de seu veredicto: "os bancos mandam no governo, os bancos mandam na oposição, os bancos mandam na mídia". Faltou, no entanto, fechar o círculo, acrescentando após "os bancos mandam na mídia" o "e a mídia manda nos políticos"! Porém, enquanto ficamos aqui discutindo "filigranas", a Avaaz puxa uma campanha mundial contra as pretensões do Rupert Murdock em comprar metade da mídia britânica. A relação é direta e é de causa e efeito: quanto mais blindada for essa mídia, quanto mais desregrada for essa mídia, mais e mais liberdade de movimento terão os bancos. Freie-se a mídia golpista e os lucros estratosféricos dos bancos mínguam.

Responder

ZePovinho

03 de março de 2011 às 11h06

É isso aí!!Não mudemos essa política econômica "metade sereia,metade jacaré",como diz o Falcão!!!Não se pode criticar essa merda de política monetária porque estamos ajudando a oposição!!!É isso aí!!!Temos de gostar dessa porcaria do jeito que ela é!!

[youtube pk_1_lItmWQ http://www.youtube.com/watch?v=pk_1_lItmWQ youtube]

Responder

Sagarana

03 de março de 2011 às 11h04

E a famosa "auditoria cidadã da dívida pública"? Não ouço falar dela desde a famosa carta ao "povo" brasileiro.

Responder

Luis Armidoro

03 de março de 2011 às 10h40

Azenha e amigos do blog

Ivan Valente honra meu voto, mas vejo que há um quinta coluna, um agente do mercado , do capitalismo financeiro (o mais predatório, o mais daninho que existe) infiltrado no Governo Dilma: mallocci (uma aberração, criatura formada das piores partes – se é que existem boas partes – de malan e pallocci). Lembrem-se de Lula fez um governo democrático e de caráter social-democrata quando se livrou de duas peças sinistras (zé dirceu e pallocci). Não quero me decepcionar, mas Dilma começa mal seu governo

Responder

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 18h17

    Curiosidade: Como chefe da casa civil, Palocci controla alguma informação que iria para a Presidenta? Isso seria terrivelmente perigoso.

Eduardo Zani

03 de março de 2011 às 10h06

Independente de quanto a taxa de juros esta, qto se paga em juros disso ou daquilo, uma coisa eh certa e liquida a muito tempo. NAO PRECISAMOS MAIS DE DINHEIRO ESPECULATIVO. Ponto final. Se durante algum tempo precisavamos, o mercado de capitais era mais importante, ou melhor organizado, e portanto mais importante que o mercado real, agora nao mais. Ja passou da hora, passou muito ate, ja poderiamos ter feito isso a uns 2 anos, taxar investimentos no mercado de capitais em 35% ou 40%(ou mais!), o qual beneficia diretamente nem 100 empresas, dessas 100 apenas umas 15 captam recursos pra reinvestimento com geracao real de emprego e distribuicao de renda. Fora a farra dos titulos publicos que os bancos brasileros fazem. Se quer investir no Brasil de hoje, nao aquele brasil da decada de 90 falido e corroido, entao que venha investir em producao. Em empresas, fabricas, marcas, infra, servicos, e deixe o mercado de capitais pra quem quer moleza, mas a moleza sera TRIBUTADA, tera seu custo. Uma medida simples desse tipo, forcaria o dolar pra cima, desafogando as exportacoes e nosso patio industrial, alem de parar a emissao desenfreada de CBONDS e demais titulos publicos pagando 15% de juros aa. Se nao podemos para de pagar a divida por um lado, podemos agir no outro campo para amenizar outras consequencias diretas, como a emissao diaria de titulos comprados pelos bancos brasileiros fazendo fortuna com o dinheiro publico. Viram o lucro do Itau? Vcs acham que vem da onde aquelas cifras?! Principalmente da compra dos titulos nacionais. Entao que se taxe em 30%, 40%. Quero ver o Itau continuar a comprar rios de titulos publicos. E ganhar dinheiro parado sem fazer nda.

Responder

    betinho2

    03 de março de 2011 às 12h15

    Eduardo
    Faltou uma explicação. Se os titulos da dívida não forem mais comprados, como será feita a rolagem da dívida?
    Só tem duas maneiras. Uma é congelar a dívida, tipo "devo,não nego,pago quando puder". Outra é pagar, zerar, pagar…qual voce aconselha?

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 18h24

    É dose… Mas tenhamos fé, sairemos desse buraco, e só sairemos com coragem para começar a atacar o problema. Começando o ataque, surgirá a saída oculta.

Flavio Batista

03 de março de 2011 às 10h03

Certíssimo o Ivan Valente, e não adianta a tropa de choque do governo vir aqui espernear, e dizer mais uma vez que o governo do PT está sempre certo em tudo ("il Duce ha sempre ragione").

A dívida pública é a questão mais importante de ser debatida nesse país, muito mais importante do que reforma política, reforma tributária ou qualquer outro tema.

A grande mídia boicotou expressamente a CPI da Dívida Pública, e infelizmente, os blogueiros progressistas também ignoraram em larga medida as atividades dessa CPI.

É preciso um grande debate nacional sobre esse tema. Me lembro que no ano 2000 houve um "Plebiscito sobre a divida pública" na semana do 7 de setembro, organizado pela CNBB, sindicatos, e outras entidades. É preciso refazer agora uma campanha como aquela.

É preciso explicar ao povo o quanto a dívida pública cresceu assustadoramente nos últimos 15 anos, e explicar ao povo que esse crescimento deveu-se única e exclusivamente ao pagamento de juros, e não por causa de uma suposta "gastança" do governo, uma vez que o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem superávit primário (o governo gasta MENOS do que arrecada, se desconsiderado do cálculo as despesas com pagamento dos juros da dívida).

Uma quantidade absurda de dinheiro, na casa das CENTENAS DE BILHÕES de reais, é empregada todos os anos pelo governo para pagar juros aos rentistas. Isso é dinheiro dos NOSSOS IMPOSTOS, o imposto que todos nós pagamos, que ao invés de ir para a Saúde, Educação e investimentos em infra-estrutura, vai para o bolso ds rentistas.

É preciso uma investigação pública para expor QUEM SÃO OS CREDORES da dívida. Se isso fosse feito cairia por terra o argumento dos defensores do pagamento religiosa da dívida. O argumento deles é que "não se pode dar o calote" porque os "investidores" da dívida são pessoas comuns, brasileiros de classe média, cujas suadas economias estão investidas em títulos públicos.

Acontece que os próprios dados disponibilizados pelo governo mostram que o "estoque" da dívida vinculada ao "Tesouro Direto", ou seja, àqueles investidores individuais que compram títulos através do site do Tesouro Nacional (Tesouro Direto) é MÍNIMO em relação ao total. A porcentagem do estoque da dívida que está relacionado ao Tesouro Direto é uma ínfima porcentagem do estoque total da dívida. Isso significa que se o governo pagasse apenas os investidores do Tesouro Direto (o "pequeno investidor") , e "desse o calote" nos investidores institucionais (BANCOS, SEGURADORAS, FINANCEIRAS), o governo teria que desembolsar muito pouco, já que a dívida do Tesouro Direto é mínima.

A minha proposta para a dívida pública mobiliária federal é a seguinte: ela deve ter o mesmo tratamento dos precatórios federais. Os precatórios são as sentenças judiciais que o governo é condenado a pagar, e que só paga "quando tem dinheiro" (o pessoal fica anos na fila para receber).

O governo deve parar IMEDIATAMENTE todos os NOVOS leilões de títulos públicos. O governo deve parar de emitir novos títulos. Atualmente, o governo faz leilões de títulos públicos toda semana, como o objetivo de pegar esse dinheiro "novo" que recebe dos "investidores" (especuladores) e utilizar para pagar os títulos antigos, que estão na data da "maturidade" (ou seja, estão na data do vencimento, como se fosse a sua fatura do cartão de crédito). Isso se chama "rolar" a dívida (emitir dívida nova para cobrir a velha).

O governo deve parar os novos leilões, e adotar o seguinte procedimento em relação aos títulos antigos que estão "vencendo": devo não nego, pago quando puder. Igualzinho o governo faz com os precatórios. Os donos de títulos públicos vencidos que "façam uma fila lá fora" e esperem para receber sua grana, igualzinho as pessoas que estão esperando para receber seus precatórios. Sem data prevista para receber. "Quando der, o governo paga".

Responder

    betinho2

    03 de março de 2011 às 12h38

    Flávio Batista
    E criar mais um daqueles esqueletos judiciais, como todos os "planos" anteriores. Cruzado, Verão, Bresser, Collor e afins, que até hoje atravancam o judiciário, que além de não resolver a avalanche criaram enormes bolas de neve. O grande mérito do governo Lula foi não ter "inventado" pacotaços de "João sem braço".

    Flávio Batista

    03 de março de 2011 às 14h37

    Na verdade, se isso fosse feito, os especuladores sairiam perdendo de qualquer jeito, mesmo que apelassem pra Justiça.

    Se eles (os especuladores) resolvessem entrar na Justiça para cobrar o pagamento "em dia" dos seus títulos públicos, o processo ia demorar anos na Justiça, e se eles ganhassem sentença favorável, a "dívida" do governo com eles iria para a fila dos precatórios!

    Ou seja, é melhor eles aceitarem a idéia da "fila" para receber o resgate dos seus títulos, pois assim provavelmente receberão antes do que se entrassem na Justiça (por exemplo: ficando na fila receberiam com apenas 3 anos de atraso, enquanto que entrando na Justiça receberiam somente 7 anos depois do vencimento).

    O fato é que o Brasil está em uma posição privilegiada: o governo não precisa da "confiança dos investidores", pois o governo não precisa fazer leilões de títulos públicos para pagar suas contas regulares, já que possui superávit primário.

    fernandoeudonatelo

    03 de março de 2011 às 13h44

    É um outro "alongamento" do perfil da dívida, gostei do seu comentário.
    A DPMF tem um perfil de curtíssimo prazo e elevado custeio de financiamento.

    Como vc falou do Principal (montante), vou falar sobre o prazo para a queda da
    taxa de juros.

    Dependeria da habilidade dos gestores de política econômica e de outras medidas complementares que deveriam ser adotadas. Entre essas medidas, destacam-se:

    1. a adoção de controles de capitais para impedir que tal redução da taxa de
    juros seja “vetada” pelo mercado financeiro que poderia promover uma
    fuga capitais visando à eclosão de uma crise cambial; e

    2. a elaboração e a implementação de uma série de medidas de controle da
    inflação, como, por exemplo, a desindexação do reajuste de tarifas públicas, elevação do financiamento de longo-prazo, e atribuição de metas com serviços privados de infra-estrutura para os beneficiados.

Mário SF Alves

03 de março de 2011 às 10h01

Tenho um profundo respeito pelo deputado Ivan Valente e entendo a clareza de seu veredito: "os bancos mandam no governo, os bancos mandam na oposição, os bancos mandam na mídia". Faltou fechar o círculo, acrescentando após "os bancos mandam na mídia" o "e a mídia manda nos políticos"! Porém, enquanto ficamos aqui discutindo "filigranas", a Avaaz puxa uma campanha mundial contra as pretensões do Rupert Murdock em comprar metade da midia britânica. A relação é direta e é de causa e efeito: quanto mais blindada for essa midia, quanto mais desregrada for essa midia, mais e mais liberdade de movimento terão os bancos. Freie-se a mídia golpista e os lucros estratosféricos dos bancos minguam.
Para apoiar a campanha da Avaaz, segue a síntese:
"Em 24 horas, quase metade da mídia britânica poderá ser comprada por um dos piores magnatas da mídia global.
Rupert Murdoch explorou o seu vasto império midiático para forçar a guerra no Iraque, eleger George W Bush, espalhar ressentimento contra muçulmanos e imigrantes, alimentar o ceticismo climático e enfraquecer a democracia ao atacar impiedosamente políticos que não obedecem suas ordens.
O controle sobre a mídia britânica irá expandir massivamente a influência do Murdoch em enfraquecer esforços globais pela paz, direitos humanos e o meio ambiente. O Reino Unido está em pé de guerra sobre as aquisições do Murdoch e até o governo aliado ao Murdoch está dividido ao meio, mesmo há horas de terem que tomar uma decisão. A solidariedade global impulsionou os protestos pró-democracia no Egito — agora ela pode ajudar a Grã-Bretanha. Vamos gerar um chamado global urgente contra o Rupert Murdoch." Assine a petição para os líderes do Reino Unido: http://www.avaaz.org/po/stop_rupert_murdoch_3/?vl

Responder

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 18h36

    Murdock é o cavaleiro de armadura dourada a quem o mundo neoliberal está delegando a missão de supremo defensor do seu desmoronante reinado. E as suas armas são unicamente as velhas falácias da velha mídia, para tentar engambelar a gente comum dos povos.

waleria

03 de março de 2011 às 10h00

Lula resolveu o problema de nossa divida externa – mas ninguém enfrentou de frente até agora a divida interna – as taxas de juros abusivas em nossa economia.

Falta coragem.
Falta conhecimento.
Falta independencia.

A taxa de juros deve ser meta e não meio.

E aumentar a taxa Selic pela inflação externa de commodities estar em elevação, ou é sem vergonhice – ou é burrice.

Acho que os diretores do BC não são burros.

Responder

    Fabio_Passos

    03 de março de 2011 às 22h09

    Ah, eles sabem muito bem.
    Sabem perfeitamente a que interesses servem e os efeitos de suas decisões.

    Não há atenuante.
    É premeditado. Motivo fútil.
    É crime gravíssimo contra o próprio povo.

ZePovinho

03 de março de 2011 às 09h55

O BANCO CENTRAL É A MAIOR FONTE DE GASTOS PÚBLICOS DO BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-maneir

A maneira fácil de ganhar com o dólar
Enviado por luisnassif, qui, 03/03/2011 – 09:04

Coluna Econômica

Ontem, antes mesmo de sair a decisão do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) em relação à taxa Selic, o dólar caiu para a menor cotação em dois meses: R$ 1,660 na venda.

Já há algumas semanas, as instituições financeiras vinham apostando fortemente na apreciação do dólar. Segundo dados do Banco Central, tinham US$ 13,29 bilhões aplicados em posições vendidas – situação em que se aposta na queda da moeda.

***

A razão é simples: desde o início do mês o mercado apostava na alta da taxa Selic. E, aí, bastava uma aposta sem risco no dólar: mais juros, maior o diferencial em relação às taxas internacionais, maior fluxo de dólares entrando e, consequentemente, o valor do dólar caindo.

Esse movimento acompanha o mercado há pelo menos 18 anos. Em todo mercado, a especulação é uma ferramenta de risco. A ponta mais aventureira aposta em determinada cotação, podendo perder ou ganhar; a ponta mais conservadora aposta em outra, que lhe garante um ganho limitado, porém seguro.

Na dobradinha juros-câmbio do país, o único risco decorre de fenômenos externos, não controláveis.

***

Foi assim com a crise da Rússia, que pegou no contrapé instituições que apostavam na elevação do valor dos títulos brasileiros – depois do Banco Central ter planejado na surdina a recompra de títulos no exterior.

Depois, na crise de 2002 onde aos fatores políticos internos se somaram fatores internacionais, como a crise da dívida das montadoras norte-americanas.

Finalmente, em 2008, com a quebra do Lehman Brothers.

Mas a dinâmica posterior é a mesma. Na virada, alguns perdem, outros ganham. Depois, retoma-se o processo normal de juros altos e câmbio baixo, proporcionando o duplo ganho aos especuladores sem risco.

***

No governo Lula, a dissintonia entre Fazenda e Banco Central produziu uma falsa solução. Sem condições de impedir o BC de promover a apreciação da moeda, a Fazenda insistiu para que pelo menos comprasse dólares no mercado e acumulasse reservas cambiais.

O grande problema das crises cambiais é quando todo mundo sai correndo atrás de dólar e o mercado não consegue atender à oferta. A consequência é a disparada das cotações.

Com reservas cambiais, teve-se a segurança de que, em caso de crise, a procura seria atendida, impedindo uma maxidesvalorização.

Esse acúmulo de reservas resultou em um custo fiscal expressivo: o BC vende títulos públicos que pagam mais de 11% ao ano, recolhe reais, compra dólares e aplica a taxas pouco maiores que zero. A diferença é custo fiscal, dinheiro que sai do orçamento ou necessidade de emitir mais títulos para rolar a dívida.

***

Um dos fatores que coibia a queda do dólar era justamente o receio da maxidesvalorização. A partir de certo nível de apreciação, o risco de perder dinheiro era diretamente proporcional ao tamanho da maxidesvalorização, quando sobreviesse a corrida.

Com as reservas, o risco foi minimizado. Isso levou os investidores a se sentirem mais seguros ainda para apostar na desvalorização do dólar.

É por isso que, apesar de todas as ameaças da Fazenda, o mercado está pouco se lixando.

Responder

waleria

03 de março de 2011 às 09h55

Tudo se resume à taxa Selic.

Diminua a Selic – como fez a Turquia na Selic deles, e cai a divida interna, e sobra dinheiro para investimentos estatais.

Nisso Ivan Valente tem razão.

Mas só nisso.

Nunca gostei da postura do PSOL – e continuo a não gostar.

Responder

Ramalho

03 de março de 2011 às 09h45

Em Carta Maior, há artigo muito interessante de Alejandro Nadal (traduzido por Katarina Peixoto) sobre a relação não intuitiva entre gasto e dívida públicos (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17479&editoria_id=7). O que se segue está completamente assentado nas ideias de Nadal (que, por sua vez, baseia seu texto em John Maynard Keynes), mas tem, também, algumas excertos provocativos – ao menos a mim, assim parecem. Nesta época sombria de retomada de ideias neoliberais, e isto por um governo de base popular, é conveniente ajudar a desmascarar a falácia em voga sobre gasto e dívida públicos.

Segundo o reducionismo dos comentaristas econômicos encontradiços na “grande” imprensa, as finanças públicas são tais quais as finanças de uma família (reducionismo que apela para a visão intuitiva de todos nós): nas famílias, para se reduzir o endividamento, reduz-se os gastos; ipso facto, para reduzir o endividamento público, tem-se de reduzir os gastos públicos, certo? Nem sempre, ou melhor, quase nunca.

Diz Alejandro: “No ano passado [presumivelmente 2010] as economistas Ann Pettifor e Victoria Chick divulgaram uma pesquisa sobre a política tributária, a redução do gasto e a redução do endividamento na Inglaterra. Examinaram dados dos últimos 100 anos das contas públicas e analisaram os episódios nos quais o governo buscou melhorar sua posição fiscal e reduzir o nível da dívida por meio de cortes nos gastos. Os episódios de consolidação fiscal, nos quais o gasto público efetivamente caiu, foram comparados com períodos de expansão fiscal (nos quais o gasto aumentou). Os resultados contradizem de maneira irrefutável o que hoje se considera o ponto de vista dominante. A conclusão é que, quando se aumenta o gasto mais rapidamente, o nível de endividamento público (relativo ao PIB) cai e a economia prospera. Em troca, quando o gasto é reduzido, o coeficiente dívida/PIB piora e os demais indicadores (sobre PIB e emprego) evoluem desfavoravelmente.”

No Brasil, na história recente, algo semelhante se deu: no período FHC, houve redução de gastos públicos (aviltamento de salários do funcionalismo, de aposentadorias, de serviços públicos, paralisação de investimentos etc.) e a dívida pública dobrou em relação ao PIB (passando de pouco mais de 20% para pouco mais de 40%). Na fase Lula, a relação dívida pública/PIB manteve-se igual à do final do governo FHC, tendo até, por um período, mantido-se menor do que a deixada por Fernando Henrique, e Lula não praticou redução de gastos.

O trabalho de Pettifor-Chick, explica ainda Nadal, demonstra que o governo só tem controle sobre o gasto, não sobre o déficit, pois este depende do que ocorre em toda a economia. Quando existe capacidade instalada, investimentos públicos aumentam o nível de atividade no setor privado, o que gera mais arrecadação, reduzindo o endividamento e pagamento de juros mais adiante. Mesmo se a capacidade instalada estiver plenamente ocupada, acrescento eu, cabe ao governo induzir sua ampliação por meio de financiamentos e outros estímulos (renúncia fiscal, apoio à inovação etc.) que igualmente produzirão aumento de arrecadação, só que em prazo maior.

A indução da ampliação da capacidade instalada não deve ser ad hoc, claro, mas fruto de estudos com horizontes de longo prazo para os cenários mais prováveis, e que levem em conta as vocações presentes e futuras do país, as tendências mundiais e, também, o que se quer para a nação. Aos que me acusarão de centralismo, retruco com “quem não sabe para onde ir, nenhum lugar serve” e com “pode-se sempre submeter um plano estratégico-econômico decenal – por exemplo, como se faz com orçamento – ao Congresso, que orientará, com revisões bienais – por exemplo –, democraticamente, os caminhos nacionais no longo prazo”.

Nadal relata outra descoberta de Pettifor-Chick, e que é a seguinte: a redução do investimento público contribui para deprimir os ingressos fiscais, e isto só não acontece se há contrapartida de aumento importante de investimentos privados. Tais contrapartidas são raras, porém, e o mais frequente é decorrerem efeitos adversos nas contas públicas e no emprego.

Corte de gastos públicos não implica redução da dívida pública, ao contrário, na grande maioria dos casos, deprime os ingressos fiscais aumentando a dívida. Tal tese é sustentável teoricamente (por Keynes), empiricamente (Pettifor-Chick) para a Inglaterra e constatável no Brasil, comparando-se os resultados econômicos dos governos FHC e Lula.

Responder

Hudson Lacerda

03 de março de 2011 às 09h39

CONSTITUIÇÃO FRAUDADA!!!
Parece que a obrigação constituicional de privilegiar juros de dívida acima de todos os cidadãos brasileiros foi plantada por Nelson Jobim, quando da Assembléia Constituinte. É duro vê-lo neste Governo.

Este é um dossiê sobre a fraude à Constituição: http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/fraudeac.html

Responder

    Klaus

    03 de março de 2011 às 21h32

    Desenvolva seu raciocímio.

FrancoAtirador

03 de março de 2011 às 08h14 Responder

Klaus

03 de março de 2011 às 07h50

O que Ivan valente faz hoje é o mesmo que o PT fazia anos atrás quando era oposição. Tem-se a ideia que um governo aumenta os juros porque quer, só por maldade, seja ele do PSDB ou do PT. Não se enganem: quando se põe a mão na massa as coisas mudam, porque aí a responsabilidade pelos atos praticados é sua, não são só bravatas ( e voc~es sabem que na oposição se faz muita bravata, né?). Não se deixem enganar: político ou jornalista que pede uma queda brusca de juros o faz porque não terá nenhuma responsabilidade pelo que acontecer.

Responder

    João Manoel

    03 de março de 2011 às 08h59

    Pois é Klaus, vc e o BC brasileiro estão corretos e o resto do mundo errado.

    ZePovinho

    03 de março de 2011 às 09h54

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!KlaUS KlaUS está cada vez mais obcecado com sua ideologia mercadista!!!!!!!!!!!

    Maurício

    03 de março de 2011 às 11h21

    Klaus, dessa vez você está certo. Teoria e prática são coisas bem diferentes. Eu acredito que a Dilma vai abaixar a dívida interna mas nesse exato momento não dá pra fazer nada drástico, precisa "preparar o terreno" antes. O Lula foi muito político nesse aspecto, acho que a Dilma tem mais chance por não ter muito disso com um perfil mais técnico. Na realidade eu acho que uma nova crise mundial está a caminho e tenho certeza que ela está atenta a isso.

Roberto Locatelli

03 de março de 2011 às 06h45

Por que uma nova crise financeira nos EUA é certa

“… a atividade bancária é mais lucrativa quando não há regras, razão pela qual os líderes do setor e seus grupos de pressão seguem tentando impedir os esforços para introduzir reformas. E, em geral, tem conseguido. Os bancos seguem concedendo hipotecas a pessoas desempregadas com alta possibilidade de inadimplência, da mesma forma que faziam antes da crise. Obama sabe onde está o problema, mas também sabe que não será reeleito sem o apoio de Wall Street. É uma questão tempo até que haja outro crack”.

O artigo é de Mike Whitney. http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos
_________________________

Se o Brasil não reduzir drasticamente a taxa Selic, e esse novo crack ocorrer, haverá profunda recessão por aqui.

Responder

    Carmem Leporace

    03 de março de 2011 às 10h32

    Sei.

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 11h21

    O crack é tão certo quanto que o sol nascerá amanhã. A ekipeconômica está ficando pequena, pequena, quase sumindo. Não aparece tão vultuosa quanto no governo Lula. O novo tsunami poderá arrastá-la para as profundas.

    Mário SF Alves

    05 de março de 2011 às 23h36

    Aí, Locatelli. Obrigado.

Alexei

03 de março de 2011 às 02h37

Alguns passos tímidos foram dados na direção certa nestes últimos anos, mas falta muitíssimo para caminhar, e nada nos garante que as conquistas possam ser perdidas mais adiante. O projeto de governo atual é o melhor que temos disponível, por enquanto, mas muitos paradigmas ainda terão que ser quebrados, quando chegar a hora. Creio que boa parte dessas mudanças só são factiveis em momentos de crise e questionamento generalizado da sociedade. É preciso, portanto, levantar e instigar esse questionamento junto às pessoas.

Uma parte da esquerda mais descompromissada com o poder é, na verdade, uma necessidade. Ela ajuda a manter certas discussões relevantes em pauta.

Responder

Gerson

03 de março de 2011 às 02h26

Os Bancos mandam na Líbia, no Egito, e na pqp.

Na India também…pegaram o banqueiro do bem, dos pobres e da paz; que pena…

O Obama tá chegando pra tomar um cafezinho por aqui…vamos ver.

Responder

betinho2

03 de março de 2011 às 02h17

Vejo essa questão da dívida pública e a selic com bastante crítica, é uma dependência e um ralo de recursos públicos, diga-se dos impostos que pagamos.
Mas temos que ter lucidez para analizar a questão friamente, sem paixão.
Primeiramente, Ivan Valente é um lutador, expoente da esquerda. Mas isso não lhe dá direito de brincar com os números de maneira inconsequente. Estão todos alterados. Não precisaria disso para sabermos que a questão é crítica, não catastrófica.
Pelos comentários dá pra ver que tem no mínimo 3 tipos de comentaristas:
– Aqueles que pessoalmente tem dívidas, seja por qual motivo for, e que honram seus compromissos, sabendo o quanto é difícil muitas vezes de se livrar da rolagem, são os mais ponderados, independente de ideologia;
-Aqueles que não tem nem herdaram dívidas, portanto não tem a mesma noção dos anteriores;
-Aqueles que pregam o calote, certamente tanbém o fariam ou já fizeram com o próprio endividamento.

Lula na média baixou os juros nos 8 anos de governo, na medida em que reduziu a relação dívida x Pib. Recebeu de FHC com 67%, reduziu a 38% e com a marolinha retornou a 40%, que Dilma herdou. Deverá voltar a cair, é o compromisso e acredito que assim será. A dívida do Japão é de 200% em relação ao PIB, dos EEUU passa de 120% rolada com os dólares chineses. Nos temos aqui um sério problema a resolver que á a Poupança que remunera com 5% reais+6% de inflação =11%. Nenhum país do mundo tem poupança rendendo isso, creio que lá fora nem existe poupança nesses moldes, que aqui se torna um piso que a selic não pode inferiorizar. Lembram quando Lula tentou mexer nisso o quiprocó que deu.
Mas concordo que tem de se achar uma solução para sair dessa saia justa e crewio firmemente que o governo deve estar estudando medidas para isso.
Mas tenham uma certeza, sem mexer na Poupança não poderemos ter selic abaixo de 6% reais ao ano.

Responder

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 11h29

    Gostei do "Mas concordo que tem de se achar uma solução para sair dessa saia justa e creio firmemente que o governo deve estar estudando medidas para isso. " Mas é pouco. E não entendí porquê não se pode mexer na poupança, se ela está empapuçada de especuladores.

    betinho2

    03 de março de 2011 às 13h05

    Bonifa
    Eu não disse que não pode mexer na poupança. Tanto pode como deve mexer. Acontece que se na selic são alguns milhares de investidores, na poupança são milhões de pequenos (proporcionalmente) poupadores. Mas no fundo são também especuladores, nisso não há diferença, o conceito é o mesmo, apesar de valores diferentes.
    Lembra quando o rendimento da Selic se aproximou do rendimento da Poupança e o governo Lula tentou criar barreiras para evitar a migração dos investidores em Títulos para a Poupança?
    Os Virgílos, Jungmanns e patrefa fizeram aquele carnaval todo, veementemente apoiados pela mídia conivente com os rentistas.

soac

03 de março de 2011 às 01h32

Então tá!
Quantos anos de discurso para conseguir isso?
Os bancos não vão injetar dinheiro na base aliada e nos tribunais para impedir isso se o PT resolver fazer?
Ou vai ser por decreto?
A Dilma vai se reeleger daqui a 3 anos ou o Serra vai ganhar se isso for tentado agora?
Qual é pior?
Prefere não rever a divida no neo-liberalismo ou não rever a dívida no liberalismo?
Isso é coisa para sociedade civil e setores pontuais da sociedade.
Não vai conseguir fazer sem dar grande prejuízo e apavorar setores que possam pressionar o governo.
Não vai fazer sem dar prejuízo para eles.
Não vai fazer sem mexer na economia.
O resto é conversa para boi dormir.
…. ou acredita em papai noel?
Ta disposto a arriscar seu pescoço?
Consegue pessoas de confiança?
Tem quem financie?
Tem um plano?
Agosto de 2016 é uma boa data?

Responder

Sansiio

03 de março de 2011 às 01h30

Como disse Ferreira Gullar no Roda Morta:
_ Quem disse que o PT é de esquerda????

Responder

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 18h40

    Ex-Ferreira Gullar (como o ex-Gabeira).

    Marcos Doniseti

    05 de março de 2011 às 12h08

    Ué, mas não foi o Ferreira Gullar que elogiou o Médici? Desde quando isso é ser de Esquerda?

KLaus

17 de dezembro de 2010 às 17h58

É só baixar a Selic para 1% por Decreto. Com o caminhão de votos que a Dilma teve será fácil. Fica a dica.

Responder

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 04h48

    É isso. Baixar pelo menos 6 pontos agora, já. Agora expliquem os economistas progressistas e conservadores porque o Apocalipse viria se os juros baixassem de súbito 6 pontos.

    Klaus

    03 de março de 2011 às 07h51

    Não fui eu que postei este comentário e nem abri franquia.

    Scan

    03 de março de 2011 às 09h49

    Ou esqueceu o que postou há 10 semanas atras?
    Além disso a franquia seria tão inútil quanto a matriz.

    Sagarana

    03 de março de 2011 às 10h42

    É o "KLaus" fake, repare que o "L" saiu maíusculo. Já aconteceu comigo. Sugiro ao moderador que identifique o falsário pelo IP. Quanto ao mérito da mensagem do impostor eu pergunto: o que está faltando para tal, além de vontade política, é claro.

José A. de Souza Jr.

13 de dezembro de 2010 às 16h57

O triunfo magistral do parasita

O parasita atinge seu maior triunfo quando consegue penetrar na consciência do hospedeiro, fazendo-o acreditar que é parte integrante de seu organismo. É assim com o tremendo pântano ideológico que a intermediação financeira implantou na cabeça da imensa maioria, inclusive de gente que se acha "de esquerda". Ver a esse respeito:
http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2010/05/

Responder

José Roberto

13 de dezembro de 2010 às 11h41

Quando Lula assumiu em 2003 taxa de juros era de 25% ao ano e a inflação acumulada em 2002 foi de 12,53%. Hoje, a taxa de juros é de 4, 8%e a previsão da inflação acumulada é de 5,3% (com a previsão do país crescer 7%).
Realmente esse Meireles é muito "incompetente". Talvez por isso o Lula (que de bobo não tem nada), tenha mantido-o no BC durante seus oito anos de governo.
Se alguém aí acha que consegue fazer melhor, por favor, enviem seu currículo para a Dilma.
Sds a todos.

Responder

    Bonifa

    03 de março de 2011 às 04h50

    Não deu para entender. A taxa está em 11,75%.

    ejcs

    03 de março de 2011 às 11h24

    Ele quis dizer a taxa REAL de juros, ou seja, descontada a inflação. Mesmo assim, ainda é um absurdo.

Roberto Locatelli

13 de dezembro de 2010 às 10h58

Se Dilma não romper com essa lógica perversa do Capital Financeiro Internacional, podemos perder todas as (pequenas) conquistas sociais obtidas nos 8 anos de Governo Lula.

Há risco, sim, de o Brasil entrar em recessão.

Responder

Daniel Campos

13 de dezembro de 2010 às 08h24

Costumo dizer que a única diferença entre um banqueiro em um bandido de rua é que o banqueiro alega agir dentro da lei…

Responder

    Andre

    03 de março de 2011 às 02h04

    Então como voce votou no lula duas vezes,?

    Nao foi no governo dele que os bancos tiveram seus maiores lucros da história?

    E lula ainda se gabou disso num dos seus discursos.

    Fabio SP

    03 de março de 2011 às 11h04

    O melhor negócio do mundo é um banco bem administrado.
    O segundo melhor negócio do mundo é um banco mal administrado.
    O terceiro é um banco falido (vende para o governo).

Paulo

13 de dezembro de 2010 às 07h00

Caro Azenha,

sempre tive a convicção, que a própria profissão de economista foi inventada pelos banqU eiros.

Ao ler este 'post', do qual transcrevo o princípio, a certeza se cristalizou…

'''
Em 1921, Henry Ford e Thomas Edison, os dois génios da época nos campos da
tecnologia industrial e das invenções técnicas de todos os tipos, publicaram
dois relatórios no New York Times, nos dias 4 e 6 de Dezembro, para contrastar a
ideia do governo federal acerca da emissão dos Títulos de Estado, ou seja,
contra o facto de que o Estado contraísse dívidas…….'''

Para ler tudo…
http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2010/12/

Responder

    ZePovinho

    03 de março de 2011 às 10h31

    Azenha!!!Publica esse artigo que o Paulo indicou!!!É muito bom!!!!!!!!!!!

ANNA

13 de dezembro de 2010 às 01h01

WIKILEAKS- sensacional entrevista com Julian Assange.

legendado também em portugues.
É só escolher abaixo no video ( 27 linguages)
http://www.ted.com/talks/julian_assange_why_the_w

Responder

ANNA

13 de dezembro de 2010 às 00h32

WIKILEAKS —- Julian Assange -texto escrito horas antes de sua prisão:
http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=0609

Texto original
http://blogs.theaustralian.news.com.au/mediadiary

Responder

Rafael

13 de dezembro de 2010 às 00h14

Grande problema da esquerda é essa fragmentação. Psol busca visibilidade e então ataca o governo Lula/PT porque sabe que a mídia vai repercutir, basta lembrar o papel de palhaço que Plínio teve durante eleições. Mistura fhc/psdb com o PT e faz um baita serviço para a direita. Óbvio que o governo Lula tem vários erros, por exemplo na área do petróleo, Lula prometeu reverter o que foi feito pelo fhc como a repartição que foi criada na Petrobras com a criação da Transpetro e áreas de negócios. Demorou muito em recuperar as ações que fhc vendeu maciçamente, fato que só foi feito depois da descoberta do pré-sal. A esquerda e PT principalmente porque é governo têm que ser cobrados de promessas feitas em campanha e de idéias que sempre foram defendidas pelo partido sejam aplicadas, mas não podemos misturar PT e esquerda com psdb.Temos que mostrar claramente a diferença entre essas dois pensamentos.

Responder

daniel

12 de dezembro de 2010 às 23h25

ate onde eu sei
o Brasil tem em torno de 47% do PIB em divida publica
o que é um dos menores indices da historia do brasil
paises como Grecia e outros europeus estao em em torno de 90% ou +

E se nao estou enganado
esse dinheiro de quem compra titulos da divida publica
é o que o governo utiliza em boa parte para alguns investimentos
to errado??

Responder

    Emilio Matos

    03 de março de 2011 às 10h53

    É menos, são 40%.

    Carmem Leporace

    03 de março de 2011 às 10h56

    SIM, ESTÁ ERRADO RAPAZ.

Sagarana

12 de dezembro de 2010 às 22h39

Uai sô, ocê esqueceu que o PT escreveu uma carta aos banqueiros em 22 de junho de 2002? Lê a talzinha prá ocê intendê mió esse governo que aí está e o próximo que vai vir. E deixa a ficha cair…

Responder

Clarissa

12 de dezembro de 2010 às 22h35

Azenha, por que o botão de compartilhamento para o facebook e orkut desapareceu? Acho que a maioria das pessoas gostava de compartilhar e propagar seu conteudo nas redes!
Abraços!

Responder

Alexandre Oliveira

12 de dezembro de 2010 às 22h18

Considero o maior defeito (ou erro) do governo Lula: a omissão em discutir a dívida brasileira, tão endeusada pela banca internacional, acolitada pelos finacistas nacionais. Chegou a hora presidente Dilma!

Responder

Fabio_Passos

12 de dezembro de 2010 às 22h11

Esta transferência de renda dos pobres para os ricos é a questão capital do Brasil.

As oligarquias financeiras controlam a gestão macroeconomica do nosso país. Votamos e elegemos presidente mas a chave do cofre permanece nas mãos de uma diminuta "elite" inescrupulosa.

A ricaiada mama nas tetas do Estado e consegue manter o regime porque tem uma maquina de propaganda – mídia-lixo-corporativa – fazendo terrorismo cotidianamente.

Responder

Alan

12 de dezembro de 2010 às 22h07

O deputado tem razão ao apontar que o PT tem falhas que precisam ser corrigidas,mas e evidente que o PT com o seu modelo de social democracia trouxe avanços consideráveis para o Brasil,como a diminuição da miséria e o crescimento econômico com distribuição de renda.O Brasil tem muito que avançar e penso que o projeto do PT para o Brasil e o melhor caminho por enquanto.

Responder

Avelino

12 de dezembro de 2010 às 22h07

Considerem o grau de mobilização dos setores organizados e da população de uma forma geral.A direita perdeu a eleição com o $erra, mas ela continua forte no Brasil. O Lula está fazendo um serviço de arranhar o verniz do capitalismo, mas continuamos capitalistas.Considerando a chamada crise, o Brasil está ensinando aos capitalistas, o caminha a seguir para se sair do neoliberalismo e continuar sendo capitalistas.

Responder

Angelo Frizzo

12 de dezembro de 2010 às 21h47

Toda vez que vejo/ouço um "especialista" afirmar que o aumento da tal selic ajuda a reduzir a inflação, me sinto sendo chamado de idiota. Mesmo não sendo um gênio da economia, sei que isso ´(a tal taxa) é o maior golpe (ou roubo, ou assalto) jamais aplicado a um Povo ou uma Nação.
Podem procurar na história econômica da humanidade se algum país , alguma vez, pagou UM TERÇO de sua arrecadação total, de juros de uma "suposta dívida" inventada e composta de juros sobre juros.
Para responder alguns desinformados:
UM DIA desses "juros"(roubo) pode chegar a UM BILHÃO DE REAIS, ou, 40 MILHÕES P/Hora, ou 660 MIL P/Minuto.
UM DIA daria para pagar TODAS as campanhas eleitorais destew anos e sobraria muito dinheiro.
Se alguém, por exemplo, tivesse em mãos, 10 milhões de reais, será que seria idiota o suficiente para MONTAR UMA EMPRESA? . Se aplicar em títulos públicos vai ganhar 1, 075 milhões no ano SEM FAZER NADA?

Responder

Polengo

12 de dezembro de 2010 às 21h13

"os bancos mandam no governo, os bancos mandam na oposição, os bancos mandam na mídia."

Desde que banco é banco, é o que eles querem, e vão conseguindo.

Disse, alguém (acho que Marx) algo como: "O que significa roubar um banco, comparado a fundar um?"

Responder

Remindo Sauim

12 de dezembro de 2010 às 19h25

E não será a solução da dívida pior que a própria dívida? Perguntar não ofende!!!!

Responder

    Lucio Mello

    12 de dezembro de 2010 às 23h42

    A pergunta é ótima. A ela adiciono outra: Existe apenas a selic para o controle da inflação? A elevação dos compulsórios mostrou que não. Não se trata de dar calote, a meu ver e sim de transparência. Você sabe quem são os membros do Copom? Quem eles representam? Tudo leva a crer que Meirelles sabia da crise em outubro de 2008 e mesmo assim não abaixou os juros. Só em um mês foram bilhões de dinheiro arrecadado do trbalho de gente que evaporou… Engraçado que falar em redução da selic é até um tabu. só o Ivan Valente e o Zé dirceu, que eu não suporto, defendem!!!

Remindo Sauim

12 de dezembro de 2010 às 19h24

Acho que o Lula governou a economia brasileira do jeito que dava, cabe agora a Dilma avançar. Mas qual a solução mágica para esta dívida? Alguém sabe? Não está o mundo inteiro endividado?

Responder

    Flavio Batista

    03 de março de 2011 às 10h17

    Não vem com essa de que "não tem solução mágica" que não cola não, meu chapa. Tem solução mágica sim.

    A questão da dívida é na realidade muito simples, e é uma mera questão de escolha, se quer enfrentar o lobby do mercado financeiro ou não.

    O Brasil está em uma posição privilegiada para dar o calote, em relação a outros países do mundo. Sabe por que? Porque o Brasil tem superávit primário, coisa que os outros países não tem.

    Vou explicar: o governo brasileiro gasta MENOS do que arrecada, se desconsiderado o pagamento de juros da dívida. Já o governo dos Estados Unidos gasta MAIS do que arrecada, MESMO desconsiderando o pagamento de juros. Os governos da Europa, idem.

    Ou seja: o governo do Brasil não precisa fazer leilões regulares de títulos da dívida pública para sustentar os seus gastos com pessoal, com custeio, e nem mesmo com os investimentos do PAC. O dinheiro dos impostos é mais do que suficiente. O Brasil não tem déficit (se desconsiderados os gastos com pagamento de juros).

    Ou seja,a ÚNICA razão pela qual o governo do Brasil faz leilões de títulos da dívida pública é justamente para pagar os juros da própria dívida pública, além do resgate do principal dos títulos vencidos ("rolagem da dívida"). Um círculo vicioso.

    Já o governo americano não. Eles PRECISAM dos "investidores" (especuladores) que compram títulos públicos nos leilões, eles PRECISAM desse dinheiro para pagar suas despesas NORMAIS de governo, como os pagamento de salários dos funcionários públicos, os gastos com educação, saúde, etc. O governo dos EUA tem um déficit, onde a arrecadação de impostos é insuficiente para bancar as despesas (mesmo desconsiderando o pagamento de juros). O mesmo acontece com os governos europeus.

    Então, os governos do EUA e da Europa são "reféns" dos especuladores, pois precisam da "confiança" deles, para que eles continuem comprando títulos nos leilões públicos. Sem isso, o governo não tem nem como pagar seus funcionários.

    Já o governo do Brasil, não. O Brasil tem superávit primário. Se nossa dívida pública de repente sumisse em um passe de mágica, ela nunca mais voltaria a existir, pois o governo gasta menos do que arrecada, e não precisaria fazer leilões de títulos públicos para se sustentar.

Laura

12 de dezembro de 2010 às 19h02

parte 6 artigo do khair
Caso na nova política econômica as decisões sobre o controle inflacionário forem tomadas de forma mais integrada e com vários instrumentos de controle, como fez agora o CMN, as chances de sucesso serão maiores. Ao que parece a nova política econômica com o fortalecimento do Ministro da Fazenda, a troca de comando BC e possivelmente de alguns membros no Copom, finalmente estarão dando o sinal de que começou a mudança na condução de uma economia mais sólida, eficaz no controle da inflação e atenta à evolução cambial decorrente da liquidez internacional em franca expansão.

Caso não queira receber novas mensagens favor indicar REMOVER.

[1] Mestre em Finanças Públicas pela FGV e consultor.

Responder

Laura

12 de dezembro de 2010 às 19h01

parte 5 artigo khair
O real foi a moeda que mais se apreciou perante o dólar levando a conta externa passar de superavitária a deficitária. As críticas se avolumaram e começaram a surgir dúvidas quanto à exposição das contas externas do País, dependente cada vez mais de produtos primários. Com a queda contínua do dólar perante o real, o Ministério da Fazenda se viu obrigado a elevar sucessivamente o IOF sobre as aplicações de estrangeiros em títulos do governo. O objetivo foi anular a estratégia do BC de manter a Selic elevada para atrair o capital estrangeiro em títulos do governo e assim formar a âncora cambial.

Com a injeção de US$ 600 bilhões a ser feita pelo Banco Central americano perde o sentido manter a Selic elevada, o que aceleraria o processo de desindustrialização. Essa é a questão principal a ser enfrentada nos próximos anos. Assim, espero que a Selic inicie a partir de janeiro seu processo de queda e venham novas restrições para a entrada de dólares com maiores tributações e restrições no campo da regulação.

As decisões do CMN mostraram nova postura do governo para tentar controlar a demanda de forma imediata ao encarecer o crédito. Resta, no entanto, acompanhar com atenção se essas medidas irão atingir as causas principais da evolução recente da inflação puxada pelos alimentos, commodities, combustíveis e serviços. Tenho dúvidas, pois a retomada da inflação tem mais a ver com um choque de oferta de alimentos a nível mundial e elevação do preço das commodities devido à desvalorização internacional do dólar, do que pressão de demanda, que atua mais sobre os serviços. É importante, no entanto, verificar como o encarecimento do crédito atinge os preços dos serviços.

Responder

Laura

12 de dezembro de 2010 às 19h00

parte 4 artigo khair
Segundo estudos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o processo de desindustrialização está em curso. O coeficiente de importação da indústria brasileira subiu de 16,9% no 2.º trimestre de 2009 para 22,7% no 3.º trimestre de 2010 e poderá ao final deste ano ficar próximo de 25%. Além disso, a indústria de transformação para sobreviver está substituindo matérias-primas e máquinas locais por importadas.

Esse quadro deve servir de alerta para não agravar ainda mais o problema com a elevação da Selic e para isso vale recordar que ela não cumpre mais a função de restringir a demanda, mesmo sendo a mais alta taxa de juros real do planeta. Exemplo disso ocorreu a partir de maio quando a Selic subiu 2,0 pontos percentuais (pp) de 8,75% para 10,75% e os juros ao consumidor, que pode reprimir a demanda, caiu 1,7 pp. Mas o que mais chama a atenção é a afirmativa do BC e do mercado financeiro que uma alteração na Selic leva nove (!) meses para fazer efeito sobre a inflação. Num mundo dinâmico, globalizado, com tantos fatores influindo sobre a inflação a cada dia, tomar uma decisão cujo efeito leva tanto tempo evidencia a inadequação deste desgastado instrumento para controlar a demanda.

Mas já ficou claro para algumas análises, que desde o Plano Real a política do BC para o controle inflacionário foi a de manter a Selic elevada para atrair dólares e com isso apreciar o real. Assim, barateia as importações e as amplia para atender a demanda. A mola mestra do controle inflacionário foi até agora a âncora cambial.

Responder

Laura

12 de dezembro de 2010 às 19h00

parte 3 artigo khair
A precipitação do mercado financeiro para elevar a Selic está baseada na subida de preços dos alimentos, commodities e combustíveis e no interesse de elevar seus lucros na compra de títulos do governo federal engordados pela maior Selic. A ameaça da inflação é o pretexto sempre usado para elevar a Selic. A resolução do CMN que passou a vigorar a partir do dia 6 e outras que poderão ocorrer vão contra a estratégia do mercado financeiro de pressionar o BC e parecem seguir a determinação da presidente de baixar a Selic.

Até esta decisão do CMN, o BC afirmava junto com o mercado financeiro, que a forma de reduzir o ímpeto da demanda é elevar a Selic. Essa política atravessou os mandados de FHC e Lula, foi a responsável pelo déficit fiscal e a valorização excessiva do real com desdobramentos sérios sobre a indústria na competição interna e externa com empresas do exterior. As empresas sediadas no País têm a desvantagem de sofrer o chamado custo Brasil, formado pelos gargalos e custos elevados de infraestrutura e logística, carga tributária e juros altos, além um sistema burocrático pesado.

Responder

Laura

12 de dezembro de 2010 às 18h59

continuando, parte 2 artigo khair
Fato é que o mercado financeiro foi pego de surpresa. Estava pressionando novo aumento para a Selic, aproveitando a elevação da inflação devido à subida circunstancial do preço dos alimentos, combustíveis e commodities, o que contraria a política do governo de redução da Selic para cumprir três objetivos: a) reduzir as despesas com juros da dívida interna; b) reduzir o custo de carregamento das reservas internacionais e; c) contribuir para não agravar ainda mais a apreciação do real, especialmente agora que os Estados Unidos começarão a despejar US$ 600 bilhões no mercado e o Banco Central Europeu (BCE) irá emitir euros para reforçar a ajuda aos países da zona do euro em sérias dificuldades.

Além da Grécia e Irlanda, já socorridas, Portugal, Espanha e Itália estão na fila de espera. O BCE prometeu realizar compras massivas dos títulos soberanos. Algumas análises, segundo o jornal Valor Econômico do dia 2, imaginam que vem aí a política de afrouxamento monetário europeia, com o BCE sendo capaz de colocar à disposição do fundo de estabilização financeira até US$ 2,6 trilhões!

Apesar da inundação de liquidez internacional e os danos que causa ao Brasil, a maioria do mercado financeiro – Bradesco é exceção – ainda insiste na elevação da Selic na reunião do Copom em janeiro e que termine 2011 em 12,25%. Esse risco para janeiro existe, caso o IPCA continue em nível elevado devido a fatores temporários ou casuais e o BC ceda à pressão do mercado financeiro, abdicando de sua autonomia. Assim, parece de bom senso que o controle da inflação ou as decisões do Copom sejam tomadas desconsiderando as variações de preços sazonais e circunstanciais. É o que fazem boa parte dos bancos centrais. Caso necessário, o CMN, que define as metas de inflação, tem poder de alterar o indexador inflacionário para que não fique sujeito a bruscas oscilações como as que ocorreram e estão ocorrendo este ano.

Responder

Laura

12 de dezembro de 2010 às 18h50

artigo interessante sobre o governo dilma e a divida. Hoje, artigo publicado neste domingo na seção de Economia do Estadão.

Amir Khair

Começou a mudança

Amir Khair[1]

O presidente Lula tem sido acusado de influir no processo de escolha das pessoas centrais que deverão compor a nova equipe de governo. É natural que ocorra sua influência, especialmente para o início de mandato, que se propõe a dar continuidade ao seu governo e no qual Dilma participou em função de destaque.

Uma dessas pessoas centrais da preferência de Lula, no entanto, foi recusada: Henrique de Campos Meirelles, o todo poderoso presidente do Banco Central (BC) durante os oito anos do governo Lula. A escolha de Guido Mantega e a recusa na continuidade de Meirelles parece ter sido o sinal dado para as novas mudanças a serem feitas na política econômica, especialmente na política monetária para a redução da Selic.

Dilma escolheu para o lugar de Meirelles, Alexandre Tombini, diretor de normas do BC, funcionário de carreira do governo, e não proveniente do mercado financeiro. A não vinculação com o mercado financeiro poderá contribuir para uma nova visão de política monetária, mais autônoma e que não aposte todas as suas fichas na inadequada Selic como instrumento de controle da demanda, como afirma o mercado financeiro.

Foi dada a Tombini pela futura presidente a garantia de autonomia do BC, mas as recentes decisões de restrições ao crédito para controlar a demanda foram tomadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é presidido pelo Ministro da Fazenda e composto pelo Ministro do Planejamento e o Presidente do BC. A operacionalização dessas decisões compete ao BC, mas a decisão foi do CMN.

Parece que a nova forma de fazer política monetária caminha para o modelo chinês, que prioriza o controle da liquidez ao invés da taxa básica de juros para obter resultado no controle inflacionário. Vamos aguardar.

Fato é que o mercado financeiro foi pego de surpresa. Estava pressionando novo aumento para a Selic, aproveitando a elevação da inflação devido à subida circunstancial do preço dos alimentos, combustíveis e commodities, o que contraria a política do governo de redução da Selic para cumprir três objetivos: a) reduzir as despesas com juros da dívida interna; b) reduzir o custo de carregamento das reservas internacionais e; c) contribuir para não agravar ainda mais a apreciação do real, especialmente agora que os Estados Unidos começarão a despejar US$ 600 bilhões no mercado e o Banco Central Europeu (BCE) irá emitir euros para reforçar a ajuda aos países da zona do euro em sérias dificuldades.

Além da Grécia e Irlanda, já socorridas, Portugal, Espanha e Itália estão na fila de espera. O BCE prometeu realizar compras massivas dos títulos soberanos. Algumas análises, segundo o jornal Valor Econômico do dia 2, imaginam que vem aí a política de afrouxamento monetário europeia, com o BCE sendo capaz de colocar à disposição do fundo de estabilização financeira até US$ 2,6 trilhões!

Apesar da inundação de liquidez internacional e os danos que causa ao Brasil, a maioria do mercado financeiro – Bradesco é exceção – ainda insiste na elevação da Selic na reunião do Copom em janeiro e que termine 2011 em 12,25%. Esse risco para janeiro existe, caso o IPCA continue em nível elevado devido a fatores temporários ou casuais e o BC ceda à pressão do mercado financeiro, abdicando de sua autonomia. Assim, parece de bom senso que o controle da inflação ou as decisões do Copom sejam tomadas desconsiderando as variações de preços sazonais e circunstanciais. É o que fazem boa parte dos bancos centrais. Caso necessário, o CMN, que define as metas de inflação, tem poder de alterar o indexador inflacionário para que não fique sujeito a bruscas oscilações como as que ocorreram e estão ocorrendo este ano.

1, continua a seguir

Responder

Esquemas Táticos

12 de dezembro de 2010 às 18h07

Azenha, seria legal colocar um link para a íntegra do relatório. Abraços.

Responder

Mc_SimplesAssim

12 de dezembro de 2010 às 17h30

Olá, Azenha e demais leitores e comentaristas,

Alvíssaras!

Agora que a novidade foi revelada, cabe aos blogs progressistas que ajudaram a eleger a Dilma cobrar dela que desconsidere os compromissos assumidos com a categoria dos banqueiros antes da eleição.

Inclusive, seria recomendável que a companheira Dilma devolva-lhes com juros e correção monetária as eventuais verbas de campanha recebidas por parte desses generosos, porém perigosos patrocinadores e, assim, preservar a autonomia do futuro governo do povo, para o povo e pelo povo exclusivamente.

Sem interferência tampouco de empreiteiras, multinacionais e ONGs de procedência duvidosa, entre outros parceiros mal intencionados.

É nóis, Brasil!

Abraços

Responder

J.L.Brandão Costa

12 de dezembro de 2010 às 17h19

Esase senhor, por mais intelctualmente honesto que seja, desconhece o conceito de solvência, e de confiabilidade. O dolar, sendo moeda de reserva por excelência, é a única a ter confiabilidade, – até quando, é outra história, – não deixa nenhma alternativa a aplicações mais rendosas. Aliás, por que a China não muda seu lastro por outras moedas – o Euro, coitado, está doentinho; A libra?, o Yen? o a cúmulo de reservas em dolar, se transformados nessa moedas, daria para comprar 20 Inglaterras e uns 10 Japões. O Brasil quase não tem mais dívidas públicas em moeada estrangeira, graças a este govêrno.

Responder

    Marco Ferreira

    12 de dezembro de 2010 às 19h41

    Recomendo uma visita ao site auditoria cidadã, que se dedica ao estudo e acompanhamento da dívida pública. Ninguém tá caindo de pára-quedas nessa questão, segue o link:
    http://www.divida-auditoriacidada.org.br/

    Ramalho

    03 de março de 2011 às 09h24

    Não se esqueça do ouro.

    GustavoEgito

    03 de março de 2011 às 15h58

    Então é mais "seguro" pagar 14% de juros ao ano (e todo o montante se perder depois de 7 anos, quando o valor pago em juros for maior que 100%, ou seja, maior que o montante inicial) que retornar ao lastro-Ouro ou tentar outras moedas (uma cesta delas, talvez) ou commodities, ou similares?

    É melhor ter a "garantia" de perder tudo o que se possui em 7 anos que lutar por um destino melhor?

Marco Ferreira

12 de dezembro de 2010 às 17h02

Pois é, já teve uma CPI, a auditoria da dívida tá prevista na Constituição, mas tanto o PT como o PSDB não quiseram nem saber, eles receberam milhões em doações de campanha , e depois devolvem essa grana através dessas maracutaias, é um bom negócio financiar campanha política, dá-se milhões e recebe-se bilhões .

Responder

Leonardo Câmara

12 de dezembro de 2010 às 16h53

Na mosca!

Tem que bater, bater e bater nisso. Esse é o ponto crucial agora. Acabar com o bolsa-milionário. Resta evidente que todas as condições estão dadas para uma redução rápida e drástica da selic.

O único impedimento é de natureza puramente mesquinha: "os conservadores que trabalham para o interesse dos banqueiros".

Até aqui a gente engolia isso, agora basta! A economia está suficientemente equilibrada para perdermos o medo de fuga de capitais. Eles estão aí aos montes e é justamente este excesso que nos prejudica, agora.

Abaixo o bolsa-milionários, já!

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Bruno

12 de dezembro de 2010 às 16h51

Tá aí um deputado de respeito. Nesse Brasil de direita e esquerda tortas, temos um que mantém seus ideais. Manteve quando foi expulso do PT, mantém agora, manterá sempre.

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assalariado.

12 de dezembro de 2010 às 16h24

O capitalismo,por enquanto,está a salvo e com sobre vida as custas dos Estados nacionais mundo afora. Num certo dia eles nos levarão para o buraco sem fundo,criado pelas elites que,em hipótse nenhuma aplica esta dinheirama/ juros na produção,mesmo porque,a história caminha para frente,ou seja, o capital só se reproduz na linha de produção/ mercadorias(MAIS VALIA) e,não na ciranda financeira,dai crises mais contundentes.O capitalista esteve/ está/ estará sempre atrás de um gerente/ governo que melhor administre os seus interesses de lucros as custas do Estado criado por eles/ para eles,por isso,não tenho ilusões quanto a "justiça social" do Estado burguês,e seus serviços publicos.O maior agiota de qualquer nação é o próprio Estado capitalista,primeiro se servem da fartura/ riqueza criada pela nação assalariada depois(se sobrar), eles distribuem, sofrimento/ misérias para a nação,esta é,em poucas linhas a preocupação social do Estado burguês e seus gerentes/ governos,o tempo todo… o povo,hora o povo… vivas a divida publica…

Saudações Socialistas.

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Pedro Luiz Paredes

12 de dezembro de 2010 às 15h54

Infelizmente ele esta certo, estamos sucumbindo aos países desenvolvidos sem precisar.
No momento eles não estão crescendo e não é interessante para eles que os desenvolvidos cresçam e nem para a China é interessante que o Brasil se industrialize porque tem matéria prima e competência para competir com eles logo, principalmente no primeiro trato. Quero ver se a Dilma acredita no Brasil.
Eu matei os juros de hoje de 10.75% há um ano atrás no Nassif, até cobrei prêmio, rsrs, mas isso porque sabia que os investimentos estavam encaminhados e o câmbio facilitaria importações.
Acontece que com planejamento não se tem inflação, veja, esse índice de inflação nosso é empurrado pelos alimentos (o que "inexiste" no mundo inteiro), ou seja, apesar de a globo dizer que a meta de inflação não foi alcançada(não existe mais "centro" da meta, reparou?) esse índice indexa o preço final dos alimentos com intempéries sazonais e a inflação de toda a cadeia produtiva, assim, se forma um ciclo especulativo sobre a própria cadeia produtiva que ele mais ainda a inflação.
Voltando…. O governo Lula mostrou que a melhor forma de se aumentar o investimento privado num país subdesenvolvido é investindo dinheiro público e não tem forma melhor de mandar dólares embora e se proteger do que rever a dívida.
Azenha, tem como até os bancos saírem lucrando com isso antecipando as projeções de crescimento (quem não quer um mercado robusto com esse potencial?) crescendo 20 anos em 5; é só o governo aliviar na cobrança e promover o crédito privado ao passo que os bancos tenham o recolhimento compulsório reduzido na proporção do crescimento do crédito de investimento direto, crédito comprometido com ampliação e modernização da industria, compra de maquinários e contratação de projetos. Iria também especializar o já expansionista sistema de crédito nacional.
Se essa quebra de paradigma for feita em conjunto com potencias que estão na Europa mas não tem "capacidade" de entrar na zona do euro, com potências americanas que não se contentam com a situação, com potências do oriente que não estão satisfeitos com a China… quebraríamos alguns bancos de uma vez, no entanto daríamos um recado claro para a China e EUA que precisam do crédito dizendo que nós também temos bananas; e daríamos por outro lado um recado para os bancos dizendo que já bastou, acabou a mamata, aqui, vai abusar dos EUA que eles gostam!
Além é claro da clara evidência internacional de que não se pode mais ignorar países emergentes no cenário internacional.
Ninguém poderia condenar porque todos estão tomando medidas protecionistas.
Eles no fundo não perderiam muito mais imprimindo notas, nós sim, Agora é hora deles se verem perdidos!

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    Pedro Luiz Paredes

    12 de dezembro de 2010 às 18h31

    Esqueci das reservas!!!
    Nisso eu não concordo, até porque não haveria outro modo de colher os frutos políticos e econômico dos últimos anos advindos desse recuro sem esse recurso(esse recurso é um produto, compra quem quer!), então seguimos em frente com um projeto de médio-longo prazo para se desindexar dessa prática financeira(alternativas???), ou ficamos correndo atrás do rabo.

Roberto

12 de dezembro de 2010 às 15h39

Os bancos tem tanto poder pode-se ter exemplo o BANCO DO BRASIL que está inflando seus lucros com o Superavit da Previ ! E agora, depois de 3 anos, apurando o superavit da Previ como receitas, exige do funcionalismo a aprovação de seus atos errados.

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lucia

12 de dezembro de 2010 às 15h34

É fácil ser oposição sempre, em qualquer governo. O PSOL não aguentaria um mês no poder, porque faria oposição a ele mesmo. Eu prefiro um governo Lula com avanços sociais lentos, mas consistentes do que um governo Alende cheio de radicalismo, mas desfeito em tragédia, resultando num retrocesso histórico. Eu também, na minha juventude fui "me bate, me chuta, sou liberdade e luta", continuo achando que os banqueiros são um câncer, os norte americanos uns usurpadores, etc, etc, só que estou mais realista e prefiro ver as mudanças acontecerem do que esperar uma revolução que nunca virá, mesmo porque nós brasileiros não temos essa índole. Politica e socialmente estamos muito melhor do que há 20 anos atrás, temos avançado. Mas de qualquer jeito, precisamos de gente como o Ivan Valente, para ser um contraponto às Kátias e Freires.

Responder

    Bruno

    12 de dezembro de 2010 às 16h52

    Ou seja, você vendeu sua alma. O Deputado Valente não o fez, o respeite por isso.

    assalariado.

    12 de dezembro de 2010 às 17h14

    lucia, "…avanços lentos/consistentes…",que será perdido na próxima crise do capital,advinha quem pagou/ pagará esta conta? Mesmo com um governo de "esquerda",como foi pago em 2008.Interessante mesmo foi voce ter comparado o Psol ao governo radical chileno(Allende) e, em vez de comparar com um tal de Jango(voce conhece?) ele é João Belchior Goulart,presidente de um país chamado Brasil que,não teve nada de radicalismo e também foi golpeado em 64.Do meio do seu comentário em diante percebi que voce tem a índole e a mente de um povo colonizado PIGuiado que não acredita na sua libertação enquanto nação explorada pelo capital internacional,tipo complexo de vira latas.Politicamente estaremos melhor (de fato),não de retórica mas,sim na prática quando nos libertarmos dos ilusionistas da social democracia do tipo,vamos explorar os assalariados/ povo mas,nem tanto… pai dos pobres,mãe dos ricos… então tá…

    Saudações Socialistas.

Mauro Silva

12 de dezembro de 2010 às 14h34

Grande Ivan!
Perfeito e tenho orgulho de dizer que voto nele há 16 anos.
Esse é do estofo de um Aurélio Peres.

Responder

Paulo Villas

12 de dezembro de 2010 às 14h30

Realmente é estarrecedor o silêncio comprado pela grana. Adívida pública é o verdadeiro grande gargalo, e os sócios do emérito IRT , Instituto dos Rentistas Pançudos , interditam qualquer discussão sôbre a matéria.

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CLAUDIO LUIZ PESSUTI

12 de dezembro de 2010 às 14h13

Entre os maleficios , mencionava-se aumento dos juros de emprestimos bancarios(balela), aumento dos juros do crediario(outra mentira) e , note-se, nem se mencionava o aumento dos gastos publicos.Ou seja, os mesmos meios de comunicacao , tao irritantes ao pedir "corte de gastos" com aposentadorias, salarios de servidores, programas sociais, simplesmente omitem que os juros sao pagos com dinheiro dos impostos que todos nos pagamos, sao a maior despesa do pais e que, ao aumentar 1% a taxa de juros , aumenta o gasto publico em mais de 10 bilhoes de dolares por ano, que sera absorvido pelos bancos e milionarios , pois como todos sabem, a massacrante maioria da populacao nao tem dinheiro aplicado em banco.Ai, para diminuir os juros, os mesmos meios de comunicacao preconizam que antes e necessarios "reduzir o gasto publico"!Diga-se:aposentadorias, salarios, programas sociais.Ai se reduz a divida pib.E quando chega na hora de reduzir os juros:ah, mas agora o problema esta resolvido, gracas ao aumento de juros, defendem eles.Lula nao teve forca de vencer este lobby.Sera que Dilma conseguira?

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CLAUDIO LUIZ PESSUTI

12 de dezembro de 2010 às 14h13

Os juros pagos pela sociedade brasileira aos banqueiros e rentistas(milionarios) e realmente o grande debate interditado do Brasil.Ja vi reportagens da Folha Online em que se listava os "maleficios e beneficios" do aumento de juros.Entre os beneficios, se falava que evitava a inflacao e aumentava o rendimento de aplicacoes financeiras.

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Pedräo

12 de dezembro de 2010 às 14h11

Pois é, então chegamos ao ponto que se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Pelo menos sabemos que pagamos cinco meses de trabalho anual em tributos para remunerarmos os juros de tão soberana dívida. Clap, clap Henrique Meirelles e demais vendilhões dos brasileiros.

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Baccko

12 de dezembro de 2010 às 13h34

Governar contra o capital financeiro é suicídio. Se não estou enganado, os grandes grupos financeiros têm financiado a campanha de Lula também. O q fazer? Se o PT resolver ser muito "valente" , não fica no poder nem 1 ano. É derrubado. E na porrada. O poder de fato está nas mãos das grandes corporações e dos grandes grupos financeiros. Sempre esteve. E continua. "Todo poder emana do Capital e em seu nome é exercido". Quer diferente? Vá viver em Júpiter!

Responder

    assalariado.

    12 de dezembro de 2010 às 15h21

    Baccko,com todo respeito,os seus sintomas/ patologia são de quem tem complexo de vira latas…

    Saudações Socialistas.

    Bruno

    12 de dezembro de 2010 às 16h54

    Não precisa ser socialista pra concordar com os erros do PSDB e do PT listados pelo Deputado. Precisa ter bom senso, o que falta a muitos militantes do PT que aqui postam. Para eles, todo mundo que saiu ou foi expulso do partido é um traidor da causa, e suas palavras merecem o achincalhamento completo.

    Leonardo Câmara

    12 de dezembro de 2010 às 16h56

    Conversa, o poder emana do povo. Basta que o governante tenha a confiança popular e energia suficiente para realizar aquilo que prometeu ao povo. Veja os Kirchner, Chavez, Morales, Correa…

    Fabio_Passos

    04 de março de 2011 às 00h19

    Exato.

    É claro que é possível enfrentar e derrotar as oligarquias financeiras.


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