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Imperdível: O “diálogo” entre Gabrielli e o repórter


28/10/2010 - 21h37

Entrevista de José Sergio Gabrielli ao Valor [Econômico]

27 de outubro de 2010 / 13:09

do blog da Petrobras

Leia os principais trechos da entrevista com o presidente José Sergio Gabrielli publicados nesta quarta-feira (27/10) no Valor Econômico: “Sem novas contratações, mataríamos a empresa, acusa presidente“. Veja também a transcrição da entrevista.

Repórter: (inaudível)

Gabrielli: A governança não mudará. O que foi mudado na governança? Ou você vai dizer que nós somos mais políticos do que os anteriores? O que nós mudamos na governança? Nós mudamos algum conceito de administração?

Repórter: Eu acho que o timing da Petrobras é diferente.

Gabrielli: O que nós mudamos na governança? Nós mudamos algum conceito de administração? Nós mudamos a diretoria? Nós mudamos o processo de decisão interna? Não. A não ser que você ache, que você concorde, que nós somos políticos e eles eram técnicos. Se for isso, não tem como discutir.

Repórter: É lógico.

Gabrielli: Porque eu acho que nós somos mais técnicos do que eles eram.

Repórter: Eu acho que essa polarização não dá nenhum valor para a Companhia.

Gabrielli: Eu não estou polarizando nada, eu estou discutindo o modelo de negócios da companhia do futuro. Uma empresa que será a principal produtora de petróleo do mundo em águas profundas, uma empresa que terá a responsabilidade de ser operadora única nas áreas do pré-sal brasileiro futuro, uma empresa que tem o maior crescimento previsto da produção por novas descobertas do mundo, uma empresa que tem três vezes mais unidades produtivas em águas profundas do que qualquer outra no mundo. Essa empresa precisa pensar em como ela se organiza. Em como ela funciona. É isso que eu estou discutindo. Eu não estou discutindo eleição.

Repórter: Há uma suposta intenção, ou uma defesa do David (Zilbersztajn).

Gabrielli: O David foi explícito na defesa.

Repórter: Quando você defende a partilha de produção é porque o projeto de lei ainda não foi votado, é isso?

Gabrielli: Exatamente, é isso. O Congresso Nacional, que representa o povo brasileiro, não decidiu o que será feito do futuro. O David irá recomendar ao PSDB votar a favor do projeto de partilha? O José Serra irá recomendar ao PSDB que vote a favor do projeto de partilha? Essa é que é a questão sobre o futuro. Eu não estou discutindo eleição. Eu estou discutindo sobre o futuro do petróleo no país.

Repórter: Entendi. Mas isso não ficou claro no contexto.

Gabrielli: Mas está claro isso que eu estou discutindo. Agora, se os editores dos jornais dizem outras coisas, eu não tenho culpa. Eu respeito a decisão dos jornais.

Repórter: Eu li o blog. Ficou essa discussão, esse bate-boca com o David.

Gabrielli: Bate-boca não, eu respondi tecnicamente o que o David disse.

Repórter: Qual é o custo de 30% de todo o pré-sal para a Petrobras? É qual é a avaliação por essas consultorias. Por exemplo, Júpiter sumiu.

Gabrielli: Sumiu? Você leu o relatório? O que ele diz é que não sumiu. O que ele diz é que a razão de CO2 é muito alta e que é necessário, portanto, analisar qual será o destino para o CO2. Nisso nós concordamos; ninguém discorda.

Repórter: Como você fará o novo plano?

Gabrielli: Como fazemos todo o ano. Você conhece a Petrobras, você sabe que a Petrobras revisa o plano todo ano.

Repórter: Esses 30% do pré-sal… Na verdade vocês precisarão de um cheque em branco pronto, não é?

Gabrielli: Por que cheque em branco pronto?

Repórter: Entrar dinheiro para o governo, não é isso?

Gabrielli: Não necessariamente. Pelo contrário. Na verdade, o que se partilha é o grande futuro. A partilha é diferente da concessão, o mais importante é o ganho futuro, é partilhar, é repartir o ganho futuro. Não é antecipar uma receita esperada que o leilão diz.

Repórter: E Franco?

Gabrielli: Franco já é nosso. Franco é nosso e começará a produção em 2014.

Repórter: E Peroba?

Gabrielli: Peroba é nosso também. Ou Libra? Você está falando de Libra?

Repórter: Isso, Libra.

Gabrielli: Não sei o que será feito de Libra.

Repórter: Vocês estão ainda em que fase em relação ao plano estratégico de 2014, porque ele mudou, não é?

Gabrielli: Você sabe que todos os anos fazemos a revisão do plano estratégico.

Repórter: Mas de repente, do nada, vocês ganharam sete blocos para investir.

Gabrielli: Do nada não, nós pagamos R$75 bilhões por isso. O que é que nós temos que fazer de exploração na área da cessão onerosa? Nós temos que perfurar um poço exploratório em cada uma das áreas. Sete poços exploratórios. Nós temos que perfurar um poço de avaliação em Franco. Nós temos que realizar um teste de longa duração em Franco. Nós temos que realizar dois testes de longa duração contingentes a potenciais descobertas dos poços exploratórios. Nós temos que construir um FPSO para iniciar a produção em Franco em 2015. Nós temos que iniciar a construção do segundo e do terceiro FPSO nesse período de 2010-2014. Se eu somar tudo isso, o investimento adicional para isso, se fosse todo ele feito, seria de $10 bilhões, menos de $10 bilhões.

Repórter: Então o que mudará?

Gabrielli: O plano estratégico, que todos os anos é revisado, levará em conta a realidade que a Petrobras tem hoje: 14 bilhões de reservas provadas, de 10 a 16 bilhões de óleo recuperável nas áreas de concessão, tem cinco bilhões de garantia de produção na cessão onerosa. Portanto, somando isto, a Petrobras tem de 30 a 35 bilhões de potenciais reservas nos próximos quatro anos. Essa é a base do plano estratégico. De 30 a 35 bilhões de barris de petróleo de potenciais reservas nos próximos quatro anos.

Repórter: Mas você mencionou mais 30 bilhões.

Gabrielli: Não, com esses 14 bilhões, nós temos 14 anos de reserva para produção. Se nós quisermos manter esses 14 anos de produção, em 2020, produzindo em 2020 aproximadamente quatro milhões de barris por dia, nós precisaremos adicionar aos 14 bilhões de hoje, 25 bilhões de barris de reserva. Nós temos hoje de 10 bilhões a 16 bilhões potenciais das áreas concedidas mais cinco bilhões da cessão onerosa. Portanto o resultado é de 15 bilhões a 21 bilhões já identificados. Precisamos encontrar mais 4 ou 5 bilhões nesse período. É esse o nosso desafio.

Repórter: Não tem desafio financeiro?

Gabrielli: Não há desafios financeiros. Porque nós investiremos $224 bilhões. Nós temos dívidas a vencer nesse período de $38 bilhões. Somando essas duas coisas, o resultado é de $262 bilhões. Nós temos $155 bilhões de caixa livre depois de dividendos, se o preço do petróleo permanecer em $80. Nós temos $10 bilhões do início do ano do balanço do caixa. Nós, portanto, precisaremos levantar $96 bilhões de recursos em cinco anos. Na capitalização, nós captamos, dependendo da taxa de câmbio que for usada, entre $20 bilhões e $25 bilhões. Portanto nós estamos precisando de algo em torno de $70 bilhões a $75 bilhões em financiamento. $38 bilhões é divida vencida, portanto pode rolar. Nós estamos falando de $38 bilhões a $40 bilhões de nova dívida. Isso é absurdamente factível em cinco anos.

Repórter: Em cinco anos.

Gabrielli: Sim. É perfeitamente factível. Não há grande problema financeiro. O nosso grande problema é a velocidade da cadeia de suprimento – essa é a questão.

Repórter: Você poderia detalhar a velocidade da cadeia de suprimento?

Gabrielli: Posso detalhar isso sim. São sete mil itens diferentes.

Repórter: Quando vocês precisarem entrar na primeira partilha de produção…

Gabrielli: Essa partilha de produção não tem bônus de competição, o bônus não faz parte da competição. O quer será disputado na partilha é a proporção do lucro do óleo que será dada ao governo. É diferente da concessão. Na concessão, sim, a Petrobras seria excluída. O que entra no leilão é a proporção do lucro que vai para o governo.

Repórter: O bônus entra onde?

Gabrielli: O bônus é uma entrada no leilão. Mais a maior proporção do lucro do óleo que vai para o governo.

Repórter: Sim, mas no caso não serão vocês que darão.

Gabrielli: Sim, somos nós que daremos o bônus. Nós precisamos acompanhar os outros. Temos uma match com todos os outros.

Repórter: Então por que você discorda quando eu falo que você precisa de um cheque em branco todos os anos?

Gabrielli: Porque não tem, porque o bônus é uma antecipação do lucro futuro. Porque na concessão você coloca no leilão o bônus como uma representação da expectativa de ganho futuro. Então, consequentemente, na partilha é diferente.

Repórter: O Lula diz que espera, por exemplo, algo em torno de 15 bilhões a 20 bilhões para esse campo de Libra.

Gabrielli: Não, não há como. O leilão não é assim.

Repórter: Mas como é que eu vou saber se ninguém diz?

Gabrielli: Está na lei, leia o projeto de lei

Repórter: Eu já li.

Gabrielli: O projeto de lei diz isso. O bônus não é para entrar. Leia o projeto de lei.

Repórter: E vai para o fundo soberano?

Gabrielli: Para o fundo soberano vai o profit oil, a parcela do lucro-óleo. Não é o bônus. Se você coloca o bônus, a parcela do lucro-óleo será zero. Essa afirmação técnica é incoerente, o que você está falando é incoerente.

Repórter: Ok.

Gabrielli: Entendeu? Se você coloca tudo no bônus, não haverá parcela do lucro-óleo.

Repórter: Porque a lei não é muito explícita nisso.

Gabrielli: É explícita. Você participou de dezenas de debates que ocorreram.

Repórter: Quando vocês terão o plano estratégico?

Gabrielli: Nós sempre temos isso no primeiro trimestre, no final do primeiro trimestre do ano seguinte. Você sabe disso.

Repórter: E a questão das sondas?

Gabrielli: Neste momento me encontro no Rio Grande para inaugurar um dique seco, o qual tem uma função muito importante.

Repórter: Esse dique seco é de quem no final?

Gabrielli: Esse dique seco é alugado pela Petrobras, que fez o pagamento adiantado do aluguel. Hoje, pertence à empresa Engevix, entretanto, está alugado por dez anos para a Petrobras.

Repórter: A Petrobras contratará a Engevix?

Gabrielli: A Engevix já está contratada para construir oito cascos de FPSO. O que estou chamando de velocidade de resposta da cadeia de suprimentos é exatamente isso. O nosso volume de demanda de equipamentos é muito grande. Precisaremos de dezenas de FPSOs e para cada uma dessas plataformas, precisamos cinco barcos de apoio. Se cada FSPO produz 180 mil barris, precisarei de milhares de quilômetros de umbilicais, centenas de árvores de natal molhadas, centenas de tubos compressores, milhares de válvulas. Então, refiro-me à velocidade de resposta da cadeia. Precisaremos de 65% de produção nacional. Portanto, a capacidade de continuar crescendo na velocidade, construir cinco refinarias, quatro plantas de fertilizantes, completar toda a cadeia de gasodutos, fazer dois terminais de regaseificação a mais, um terminal de liquefação, potencialmente fazer um terminal de liquefação flutuante. Isso tudo exigirá que a cadeia de suprimento aumente sua capacidade de entrega. É o fato de haver a necessidade do investimento na cadeia.

Repórter: Você está fazendo o alerta sobre isso há três anos.

Gabrielli: Sim e já está dando resultado. A resposta tem sido ótima.

Repórter: Pode comentar sobre as vinte e oito sondas?

Gabrielli: Hoje, temos 14 sondas para mais de 2000 mil metros de profundidade trabalhando com a Petrobras. E, até 2012, teremos mais vinte, ou seja, teremos 34 sondas para mais de 2000 mil metros de profundidade. A primeira sonda feita no Brasil será a partir de 2014.

Repórter: Do jeito que está não será possível suprir em 2014.

Gabrielli: Claro que não, porque apenas foi atrasado em dois meses o licenciamento ambiental. Para não ter problema no futuro.

Repórter: Dois meses? Na briga dos estaleiros…

Gabrielli: Não estou me referindo a estaleiros, apenas que confirmem o licenciamento de operação e instalação com a anuência dos órgãos complementares.

Repórter: Mas isso atrasou tudo.

Gabrielli: Estamos falando de 2014 e teremos 34 sondas. Há três anos, tínhamos apenas duas.

Repórter: Quer dizer que as 28 são importantes e que dá para esperar?

Gabrielli: Não dá para esperar, elas estão programadas para depois de 2014.

Repórter: Por que você respondeu ao David Zilbersztajn, Gabrielli?

Gabrielli: Por que eu respondi ao David? Porque eu acho que o futuro da Petrobras é muito importante de ser discutido; e esse futuro passa um pouco pelo modelo de gestão e a percepção sobre o que é a Petrobras.

Repórter: Uma questão relacionada a investimento de exploração. Não fica claro, quando você coloca, sobre o fato de que todos os campos do Pré-sal terem sido comprados em 2000 e 2001…

Gabrielli: Sim, mas as áreas exploratórias da Petrobras estavam declinando: de 1998 até 2004. Começam a crescer a partir de 2005. É isso que eu estou dizendo.

Repórter: Mas você está falando em volume?

Gabrielli: Estou falando em áreas exploratórias, áreas.

Repórter: Eu entendi. Você está falando em volume de áreas, seriam blocos ou áreas?

Gabrielli: Estou falando em quilômetros quadrados.

Repórter: Onshore ou offshore?

Gabrielli: Tudo: onshore e offshore. A Petrobras foi limitada da participação dos leilões até 2004, até 2003. A partir de 2003, ela foi bastante agressiva nos leilões. Vou dizer mais ainda. Sabe quanto da produção atual da Petrobras veio de áreas descobertas depois dos leilões?

Repórter: Porque os maiores produtores foram descobertos na década de 90, não?

Gabrielli: Isso. Quer dizer: 99 por cento da produção atual da Petrobras vêm de áreas do tempo do monopólio, descobertas na época do monopólio. Um por cento é proveniente de descobertas pós-monopólio.

Repórter: Esse atraso não é comum?

Gabrielli: Não é que não seja comum. Isso apenas mostra que existe um ciclo longo entre exploração e produção. Então, o que acontece é o seguinte: durante a fase de 1998 até 2004, a Petrobras estava sendo inibida no crescimento, até 2003 – porque foi durante a transição – estava inibida na sua área exploratória, área é quilômetro quadrado; consequentemente, uma empresa que vive de exploração de petróleo e que tenha suas áreas de exploração limitadas, ela está condenada a morrer por inanição. Esse é o primeiro elemento; o segundo elemento é aquele ao qual já me referi: o investimento em refino estava extremamente limitado; a Petrobras investia nesse período menos de 200 milhões de dólares por ano em refino; hoje nós investimos 200 milhões de dólares por mês em refino. Isso tem um significado importante; eu nem queria comentar, mas, se você quiser eu vou adiante, porque as refinarias estavam sendo preparadas para serem vendidas.

Repórter: Mas só foi a REFAP.

Gabrielli: É, mas as outras estavam sendo preparadas. As Fafen (fábricas de fertilizantes) estavam sendo preparadas para serem vendidas; a Six (produção de Xisto) estava sendo preparada para ser vendida; a Reduc estava sendo preparada para ser vendida;

Repórter: Tem documentos falando disso?

Gabrielli: Não, tem vários movimentos, não há uma conspiração estruturada para isso, há um conjunto de ações tomadas nessa direção. No gás, você se lembra muito bem nos contratos da Merchant.

Repórter: Quando você diz assim: os campos produtores hoje foram de antes da quebra do monopólio, dá para entender que os próximos serão os que foram descobertos na década passada, não é nesta década?

Gabrielli: É verdade, o que nós estamos dizendo é que, por exemplo, em 2020 nós estamos programando produzir três milhões e 900 mil barris por dia; desses três milhões e 900 mil barris por dia, um milhão e setenta e oito será nossa produção do Pré-sal, ou seja, cerca de 25 por cento é do Pré-sal; dos 75 por cento dos restantes será área concedida para exploração: sim, nos leilões, mas em 2020. Aí, o que vai acontecer; a atividade exploratória será predominantemente na área de partilha.

Repórter: Como assim?

Gabrielli: Porque vão ser colocadas novas áreas na partilha de produção do Pré-sal, portanto a atividade exploratória vai ser crescentemente voltada para essas áreas novas. As sete áreas da cessão onerosa vão estar em intenso investimento exploratório agora.

Repórter: E as áreas que estão com vocês, dos leilões 5,6, 8…

Gabrielli: Elas serão desenvolvidas à medida que forem avançando o conhecimento e entrando em plano de desenvolvimento. É isso que eu estou chamando atenção: a exploração é a capacidade de crescer. Se você inibe a exploração, você inibe a capacidade de crescer e assim você mata…

Repórter: Outra questão que teve muita gente que foi contra foi aquela visão de que a unidade de negócios foi criada com uma visão privatista. (Argumentam) que a Petrobras não tinha organização, ela não tinha como medir…

Gabrielli: O que acontece? O que é a unidade de negócio – e quem defendeu isso o fez muito bem na época – ela é uma estrutura que permite ter claro o resultado de cada parte da companhia; então, nesse sentido, ela tem uma grande visão de accountability – um amplo processo de responsabilização para o gestor daquela unidade que passa a ser cobrado pelo resultado. Você não é cobrado pelo processo, você é cobrado pelo resultado. Então ser cobrado pelo resultado, você pode contratar advogado, você pode ter sua política de pessoal própria, você pode ter contratada terceirizada da forma que você quiser, pode ter a política de estímulo que você quiser: em última instância porque o que você tem que fornecer é o resultado. O processo fica sob seu controle – não é corporativamente analisado; portanto, nesse sentido, você acaba por reproduzir,na unidade de negócio, o conjunto de funções que a unidade para executar tem. No extremo você a torna extremamente independente e entrega o resultado. Evidentemente essa é uma posição extremada. Quando a empresa está numa fase de transição e ela está limitada no seu crescimento e com investimentos relativamente pequenos, isso tem claramente um efeito, digamos, de focar e identificar de onde vêm os resultados. Nesse aspecto, o argumento que você levantou está correto, só que esse quadro não é verdadeiro quando a empresa está se expandindo muito rapidamente e que já tenha um volume de produção muito grande. Nesse momento, esse modelo exacerbado perde sinergia: ele duplica funções corporativas, ele dá conflitos entre gestões de interesses, porque às vezes, para ter um melhor resultado para o sistema, a parte tem que ser subordinada; essa foi a principal mudança que fizemos, por exemplo, no plano estratégico de 2003/2004. Isso foi o quê? As unidades de negócio estão subordinadas na sua função aos interesses estratégicos da empresa como um todo; mas nós demos um passo mais adiante – o que fizemos: acabamos com as unidades de negócio. Nós hoje temos unidades operacionais. Em vez de ter UN temos UOs, que são unidades operacionais voltadas para a frente operacional: cuida da operação; aumentamos a visualização corporativa dos processos, incluindo custos; aumentamos a capacidade das funções corporativas serem sistêmicas e agora demos um passo a mais que estamos separando na gestão de gerências executivas a atividade operacional dos novos projetos; porque os investimentos são muito grandes. Eu não posso querer que um gestor de um ativo tenha a responsabilidade de manter a produção e ao mesmo tempo ter a responsabilidade de implantar novas unidades. Então, não tem que ter diferença entre quem vai implantar novas unidades no orçamento dado no prazo, tanto quanto aquele que tem que prover a capacidade de produção prevista. Com isso nós fizemos uma reformulação nesses oito anos fortalecendo o sistema, e fortalecer o conjunto da Petrobras ao invés de fortalecer cada parte.

Repórter: Não é uma visão de administração diferente?

Gabrielli: É claro que é uma visão de sistema. É claro que é diferente.

Repórter: Tem uma coisa ali que me parece clara, tinha uma preocupação do governo passado que seria com as águas profundas, grandes investimentos: a Petrobras tem que sair do onshore, dos campos pequenos, campos menores…

Gabrielli: Veja o que aconteceu com o que é mais relevante, que é engenharia e pesquisa e desenvolvimento. A lógica que existia naquele momento era que a engenharia se consegue por “epecistas” de grande porte, para projetos… (tecnologia) que você compra no mercado; e você não precisa também da política de desenvolvimento, você resolve no mercado. Então você inibia o crescimento do CENPES e inibia o crescimento básico da engenharia; isso mata uma companhia no longo prazo, uma companhia que é tecnológica.

Repórter: Você se lembra do problema que teve na Engenharia da Petrobras, aqueles contratos esquisitos…

Gabrielli: Sim, vários contratos, mas tem um monte de coisa certa também, ela tem mais de 50 mil contratos. Nós investimos na Petrobras 5 bilhões de dólares em 2003. Hoje investimos mais de 45 (bilhões) por ano; essa é a diferença.

Repórter: O que eu queria pontuar é o seguinte: até que ponto, ou seja, o que causa espécie nessas declarações que você fez, é que então o “PT pegou a empresa afundando“…

Gabrielli: Afundando não; sendo afundada, ou seja, sendo inibida de crescer.

Repórter: Tenho que discordar porque entregaram uma grande companhia.

Gabrielli: Claro que foi; é uma companhia que tem a capacidade de dar a volta por cima.

Repórter: É uma paixão nesta discussão?

Gabrielli: Não estou com paixão na discussão. Mas não é isso que estou chamando atenção; é que, se a companhia seguisse na mesma linha, se nós continuássemos inibidos no leilão para deixar que os outros entrassem, se nós tivéssemos que preparar as refinarias para serem vendidas, se nós fôssemos proibidos de entrar na petroquímica, se nós continuássemos com aqueles contratos de termoelétricas que só entravam com o custo e toda a rentabilidade ia para o sócio; se nós tivéssemos continuado com aquela política de internacionalização em que os ativos não tinha resultado, se nós continuássemos na política de enfraquecimento da engenharia interna e redução do investimento e sem acelerar a contratação de gente, nós mataríamos a Petrobras. É isso que estou chamando atenção, não é que a Petrobras estava falida, não é isso. Ela estava com um conjunto de ações que inibiriam o seu crescimento, por que essa é a lógica. A Petrobras naquele modelo era para ficar pequena porque o mercado iria ocupar uma parte, era essa concepção.



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79 comentários

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Luiz

30 de outubro de 2010 às 11h38

A naturalidade com que defendem interesses anti-nacionais denuncia que um poder muito maior se sobrepõe e impera.
UDN, Lacerda, FHC, Serra , PSDB, DEM, PIG, são os instrumentos de dominação estadunidense, da colonização bem-sucedida que é a arregimentação de forças nativas na defesa do capitalismo internacional.
Não admitirão jamais que tenhamos recursos para investimentos que podem fazer do Brasil um país desenvolvido. Sobretudo, recursos para educação de qualidade, visando o incremento da nossa produção científica e tecnológica, e em infra-estrutura de transportes, que agregarão valor aos nossos produtos e competitividade no mercado internacional.
Eu só me pergunto uma coisa: o que move essa gente entreguista nessa direção?

Responder

    luis matta machado

    31 de outubro de 2010 às 16h36

    A propina meu amigo, o meu pedaço dessa parada aí, o quanto é que eu levo nisso para facilitar as coisas?, o meu futuro é agora, e o resto que se foda. Não são patriotas, só pensam no seu quinhão, na sua prole, na sua descendencia, na usurpação do patrimonio nacional, não tem visão de estado, povo, nação. Sua visão é aquela do "eu primeiro', agora é minha vez, só tenho essa vida para fazer isso, etc, etc.
    Não tem outra explicação.

Luiz Araujo

30 de outubro de 2010 às 09h16

Sugiro que vocês releiam a entrevista sem paixão. A Petrobras está partidarizada e politizada. Manobrada e sendo sucateada no mercado, e ela é uma empresa de capital misto, não é do PT.

Responder

    Lais

    30 de outubro de 2010 às 18h08

    Sem paixão nenhuma a Petrobrás não está sendo sucateada no mercado. Acontece sim que o tal mercado, representado no caso por um grande banco brasileiro associado a outro tão grande quanto, fez um série de ataques especulativos às ações da Petrobrás, para recomprar barato e voltar a vender na alta. Por incrível que pareça, a manobra foi tão descarada que a CVM resolveu intervir… E o senhor tem razão, a Petrobrás não é do PT, e graças a Deus deixou de ser do David Zylberstein . A Petrobrás é , e continuará sendo, patrimônio do povo brasileiro.

Josnei

29 de outubro de 2010 às 16h37

A entrevista é uma peça de humor.

Responder

vinícius

29 de outubro de 2010 às 16h36

Sinceramente, eu perderia a paciência com esse repórter e o mandaria para a PQP…

Responder

José Carlos

29 de outubro de 2010 às 14h46

FOLHA ON-LINE 29/10/2010 – 14h22
Governo anuncia que poço de Libra pode dobrar reservas do Brasil
Da Redação, em São Paulo

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) divulgou nesta sexta-feira que o volume de óleo nas reservas no campo de Libra, na área da camada do pré-sal da bacia de Santos, está estimado entre 3,7 bilhões e 15 bilhões de barris. O mais provável, segundo a ANP, é que Libra tenha 7,9 bilhões de barris recuperáveis de petróleo.

Com o anúncio, Libra passa a ser o maior reservatório do pré-sal, ultrapassando as reservas de Tupi (entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris).

Se a estimativa máxima, de 15 bilhões de barris, se confirmar, Libra dobrará as reservas atuais de petróleo do Brasil. “É importante destacar que somente este prospecto de Libra pode vir a ter um volume de óleo recuperável superior às atuais reservas provadas brasileiras, próximas de 14 bilhões de barris de petróleo”, diz o comunicado da ANP.

O anúncio da reserva confirmou a estimativa feita pela consultoria internacional da Gaffney, Cline & Associates a pedido da ANP, que indicou potencial entre 7,9 bilhões e 16 bilhões de barris.

A megarreserva de Libra deverá ser a primeira do pré-sal a ser leiloada pela ANP, mas ainda não há uma data para isso ocorrer.

Segundo reportagem publicada em setembro pelo jornal “Folha de S.Paulo”, o governo pretende leiloar as primeiras áreas da camada pré-sal, sob o novo modelo de partilha, já na primeira metade de 2011.

Ainda de acordo com o jornal, está praticamente definido que a área de Libra será ofertada.
Tupi

Ontem (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a primeira estrutura definitiva de produção comercial na área do pré-sal. Foi no campo de Tupi, que tem capacidade de produzir até 100 mil barris/dia.

A produção da nova plataforma, porém, será de 14 mil barris/dia até o fim do ano. Só em 2012 a capacidade total deve ser atingida.
Mais reservas?

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse na quinta-feira (28) que um suposto anúncio esperado pelo mercado com relação a uma nova reserva de petróleo da estatal não passa de especulação, e que divulgações sobre o assunto só são feitas quando a empresa tem informações "precisas".

"Não sabemos disso", declarou ele ao ser questionado sobre uma eventual nova mega reserva, que teria 68 bilhões de barris de óleo equivalente, segundo informações que circularam no mercado.

"O mercado está muito líquido em ações da Petrobras, o que pode estimular" as especulações, declarou ele a jornalistas. "Queremos dar informações corretas e precisas quando tivermos as informações."
Pré-sal

O pré-sal é uma camada de petróleo e gás localizada a profundidades que superam os 7 quilômetros, abaixo de uma extensa camada de sal. A faixa do pré-sal se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos).

Responder

Gisa

29 de outubro de 2010 às 14h38

Alguém por favor, dê a abertura no Vaticano no processo de canonização do Gabrielli, esse cara é um santo! Repórter bobo e mal informado… adoro quando esses espertos a f***** se dão mal assim. Baixa a crista galo garnizé!

Responder

monge scéptico

29 de outubro de 2010 às 13h12

Tem razão o navegante lá em cima. Confiar na caixinha do ministrão, é ser tolo demais.
O serra tá mentido prá desgraça agora na tv. Perdi a concentração vou o TEXTÃO mais
tarde. Ele quer ser o que inventou a invenção do ôvo. Vai mentir assim no inferno!.
vou desliguei o som da tv por não aguentar o serra mentindo e aécio puxando o saco.
Pobre tancredo, que para mim não era tão importante assim; era mais cavador de for-
-tuna pessoal, que foi usado para que sonhassemos com democracia, que ele não traria,
pois era elitista e o pobre menino mijão aécio também o é. FORA!!

Responder

zuleica jorgensen

29 de outubro de 2010 às 12h52

Eu sou uma simples cidadã, lendo a entrevista. Entendi algumas coisas, outras não. Mas de qualquer forma, acho que o governo deveria traduzir tudo isso em um discurso mais compreensível para o cidadão comum entender o que estava sendo feito e o que se projeta para o futuro. É preciso, diria mesmo indispensável que o povo brasileiro compreenda de modo claro o que representa a Petrobras para o país.
Mais uma coisa: fico imaginando o "preparadíssimo" Serra diante de todos esses problemas; com sua incapacidade de gerenciar seja o que for e com sua característica centralização, seria um desastre total.

Responder

    Baixada Carioca

    29 de outubro de 2010 às 17h52

    Parece que querem nos fazer participar do sim e do não na discussão sobre a privatização da Petrobrás e do Pré-sal e deixar a discussão sobre o que é bom e o que não é para técnicos que entendam desse imbróglio.

Zé Eduardo Morais

29 de outubro de 2010 às 12h30

A melhor parte da entrevista é esta:

Repórter: Mas você está falando em volume?

Gabrielli: Estou falando em áreas exploratórias, áreas.

Repórter: Eu entendi. Você está falando em volume de áreas, seriam blocos ou áreas?

Gabrielli: Estou falando em quilômetros quadrados.

O repórter não teve aulas de Geometria no colégio para diferenciar área e volume?!

Durante essa semana, tivemos a SEGEPAR (Semana de Estudos Geológicos do Paraná) na UFPR. Três palestras foram realizadas por geólogos da Petrobras, todos vindos do Rio de Janeiro. Um deles, José Cerqueira, chegou em Curitiba na segunda-feira e só irá embora hoje, com a Petrobras bancando sua estadia por 5 dias na capital paranaense e entrando em contato com os futuros geólogos do Brasil.

Invariavelmente, eles diziam: 'Nós não queremos fazer campanha pra Dilma, mas durante o Governo FHC, a Petrobras não contratou NINGUÉM. E desde 2006, conquistamos a auto-suficiência do petróleo'

Responder

Roberto de Paulo

29 de outubro de 2010 às 12h22

É para nunca esquecermos o que de ruim o Pig faz para o País,a mando do PSDB da Elite do cansei,como conseguem votar num crapula desse,fhc boca de chinelo,tal de alkimin,gostam do metro,para meter a mão no dinheiro do povo,Paulistas e Paulistano,o povinho burro,com algumas excessões,no qual me incluo.

Responder

J ALEXANDRE CIPOLLI

29 de outubro de 2010 às 12h13

Ola Azenha,
O maior problema que vejo nesta reportagem é o seguinte: Um reporter que não conhece o assunto nas proporções necessárias, conversando com um conhecedor profundo do assunto! Isto traz problema de análise real da situação. Ou seja, para sabermos a real situação da Petrobras (se as politicas são corretas ou não), o reporter tem que saber sobre os assuntos. Assim, as perguntas exigiram respostas para explicar e esclarecer as politicas da empresa, mas neste caso elas servem para confundir. Pois, o reporter busca respostas que se encladrem naquilo que ele já acha que acontece (mas ele não sabe nada, alias a maioria dos reporteres hoje não sabem sobre o que escrevem – me perdoe), então o entrevistado acaba sendo evasivo nas respostas, pois percebe a intenção do reporter. Resumo final, lei de Vampeta: Reporter finge que entrevista e entrevistado finge que responde!
Precisamos de reporteres mais preparados, com uma visão mais ampla da situação, sem vicios e, principalmente, sem sindrome de perseguição, onde toda a critica é censura prévia.
É isso

Responder

sergio

29 de outubro de 2010 às 12h12

Quanta paciência do gabrielli, receber um repórter que não entende nada do que pergunta, é dose.

Responder

Felipe M. Cardoso

29 de outubro de 2010 às 12h12

Impressão minha ou o jornal mudou as perguntas? Na trascrição do blog da Petrobras, não tem aquela afirmação de que "muita gente na companhia discorda disso". Eu trabalho na Petrobras e aqui ninguém discorda disso.
Aliás, Gabrielli é mais que 'nosso presidente', é nosso ídolo!

Responder

    Baixada Carioca

    29 de outubro de 2010 às 17h53

    Parece que o papel dessa imprensa é deturpar tudo segundo seus conceitos neoliberais privatizantes.

Flavia

29 de outubro de 2010 às 10h54

Incrível quando o repórter não tem mais argumento, tenta desautorizar toda a maravilhosa aula do Gabrielli perguntando se há paixão na fala dele.

Responder

Carlos

29 de outubro de 2010 às 10h48

Trabalho na Petrobrás, numa ex-Uidade de Negócio e que agora é uma unidade operacional.
Quanta diferença!
Quanta diferença!
Só falta trocar o inventário de viúvas do FHC que insistem em perpetuar antigas práticas daquela Petrobrás que afundava!
É isso aí presidente Gabrielli! Prás Cabeças!

Responder

Valmont

29 de outubro de 2010 às 10h34

Não é à toa que o baiano José Sérgio Gabrielli foi eleito o melhor executivo DO MUNDO na área dele.
O cara mata a pau! Nos dá orgulho de sermos brasileiros.
A maior riqueza do Brasil é o seu povo.

Responder

augustodafonseca13

29 de outubro de 2010 às 10h05

Porque o governo FHC queria “doar” a Petrobrax, como fez com a Vale
http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.co

***

Responder

Edna Nogueira

29 de outubro de 2010 às 09h42

Muito bom!
;)

Responder

Gabrielli e Petrobras « Simonleonidas's Blog

29 de outubro de 2010 às 09h32

[…] Do Viomundo https://www.viomundo.com.br/politica/imperdivel-o-dialogo-entre-gabrielli-e-o-reporter.html […]

Responder

ROD

29 de outubro de 2010 às 09h13

OS MAIORES DESASTRES DA PETROBRAS (P-36 / BAÍA DE GUANABARA), FORAM CAUSADOS POR TODA ESSA POLÍTICA CRETINA DE FHC/SERRA. Estavam matando o nosso maior ben, como disse o nosso presidente, e de quebra estavam matando nossa fauna, flora e nossa gente.

Responder

spadaccini

29 de outubro de 2010 às 09h03

Oi Azenha,

O mesmo procedimento foi adotado na Mafersa, empresa de material ferroviário, em que trabalhei no passado. Esta empresa tinha um know-how enorme na área de construção de trens (carga, metrô) e além do mercado nacional, era tb muito respeitada internacionalmente.
Em 1989, durante a campanha do Lula contra Collor, foi defendida bravamente pelos seus funcionários contra um governo que havia colocada a empresa à venda nos famosos leilões de privatizações. Bem… depois todos sabem a estória, o Collor venceu, e a empresa hoje ainda existe com o nome de Alston (que tb tem estórias junto ao PSDB) de capital francês.
Tristes trópicos.

Responder

    Raquel

    30 de outubro de 2010 às 11h45

    Prezado Spadaccini, foi bom você mencionar este fato, a história da Mafersa merece ser contada !

blogdacoroa

29 de outubro de 2010 às 08h40

Capa da Folha: obscurantismo vs. modernidade
http://blogdacoroa.wordpress.com/2010/10/29/capa-

Responder

Luiz Reis

29 de outubro de 2010 às 08h35

Gabrieli não pode sair da Petrobrás no governo Dilma! Não pode ir para a mão de algum político, muito menos do PMDB, pelo amor de Deus! O camarada enquadrou o repórter… só faltou ele falar: estude mais antes de me entrevistar…

Responder

Paulo Roberto

29 de outubro de 2010 às 08h22

Da conversa com Gabrilelli com este reporter, lembrei-me de uma conversa que tive com um amigo meu, agronomo, que ná época trabalhava em pesquisas na EMBRAPA. FHC entrou e com apenas uma canetada zerou as verbas para pesquisas na embrapa. FHC entrou para detonar a infraestrutura brasileira e entregar o brasil de bandeja ao investidor estrangeiro.

Responder

Marcio

29 de outubro de 2010 às 08h19

Trabalhei na CAIXA FEDERAL 33 anos. Vivi o período FHC e sei bem o que acontecia na Petrobrás pois a lógica é a mesma. PREPARAR EMPRESA PARA VENDA. Caixa, BB, Petrobrás ia tudo pro saco. E o Davizinho, Dantas, Serra, Ricardo Sérgio, etc.. estariam todos muito mais ricos. É isso que está em discussão nesta eleição. Entrevista esclarecedora, que mostra uma companhia transparente. Já o repórter não tem nem nome. Quero saber seu nome Azenha.

Responder

Claudio Ribeiro

29 de outubro de 2010 às 08h18

Domingo é o dia da Afirmação do Novo Brasil e da negação do Brasil de 2002!
http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/10/afi

O Novo Brasil não pode ser reduzido novamente para poucos, tal como em 2002 era…

Responder

Carla

29 de outubro de 2010 às 07h47

Eh, todos dos PT, para esse 5% de "dominantes" são peões e assim vão tratados… vê se falaria assim com o genro do FHC ou qualquer papavero tucano. É uma vergonha a falta de respeito para com os maiores representantes do Estado. Basta que sejam do PT.
Mas somos tolerantes, pois personagens como Gabrielli não precisam se perder na cafonice.

Responder

Cunha

29 de outubro de 2010 às 07h41

Temos que sempre em nossos arquivos o .pdf do Aloysio Biondi, "O Brasil privatizado". Assim que tiver alguém falando contra o atual governo,sua sucessora e PETROBRAS, é só mandar como resposta o anexo,que não passa dos 660KB.

Responder

Gustavo de Recife

29 de outubro de 2010 às 05h38

Eu já vi gente dizendo que o petróleo e fonte sem valor, eu notei que isso é uma mentira sem tamanho quando eu vi essa capitalização da Petrobrás. quem disse isso foi o Índio da Costa.

Responder

Eurico Zimbres

29 de outubro de 2010 às 03h19

Assim como a Petrobrás, a CEF também estava sendo inibida em seu crescimento. FHC não criou Universidades porque também tinha como plano sufocar o ensino universitário público. Tudo se resolveria no plano da ALCA: faríamos a entrega de todo o nosso setor de seviços para as multinacionais americanas. No ensino teríamos um monte de filiais de universidades americanas, cobrando milhares de dólares por um ensino, em sua maior parte, à distãncia. Seria a forma de introduzir o ensino pago nas universidades. Total submissão a interesses americanos. Só uma pessoa idiota ou intelectualmente desonesta contesta estas verdades. Parabéns Gabrielli!

Responder

Márccio Campos

29 de outubro de 2010 às 01h47

Amigos,

O Gabrielli é um verdadeiro "Maestro" !! será ainda muito falado, pois tem futuro político naturalmente pavimentado para governo de estado e/ou senado…

bom, o que eu quero dizer é que ele foi 'demais' gentil e educado com o "boneco" que lhe perguntava; pois o que ele poderia ter dito (e fez muito bem em evitar) está muito bem descrito no sítio da AEPET pelo seu presidente – Fernando Siqueira (que infelizmente não conseguiu cadeira em Brasília este ano) – no artigo entitulado: ESTRAGOS PRODUZIDOS NA PETROBRÁS, PELO GOVERNO FHC, VISANDO DESNACIONALIZÁ-LA.
http://www.aepet.org.br/index.php?wkzMxEzNzADN20z

É uma longa história… desde quando fhc era ministrinho da fazenda… cortes de orçamentos… atrasos em projetos… cartel internacional de distribuidoras de combustíveis… trocas de alíquotas… sobrecarga de inflação com atraso de correção contra a Petrobrás… mudanças na constituição (não apenas para a reeleição!!!)… multinacionais… davidzinhos… contratos… terceirização (chegando à proporção de 5 contratados para 1 empregado!!!!)…contratos… e mais contratos, que foram prorrogados ao fim de 2002 (quando já havia sido perdida a eleição para Lula), pra fazer o novo governo engolir em seco por (pelo menos!!!!) mais 4 anos!!!… tá tudo lá!!!!…

o Gabrielli é mesmo um 'gentleman'; não merecia o "diálogo" com o boneco (que só valeu pelas informações e a demontração – mais uma vez – de sua imensa responsabilidade e capacidade).

agora é nós, meu povo, porque o 'checão' tá em nossas mãos!!!!! passando – é claro – pelo voto em DILMA!!!!

Márccio Campos
Rio de Janeiro
petroleiro

Responder

Urbano

29 de outubro de 2010 às 01h42

Afinal, o repórter queria entrevistar o senhor Gabrielli ou defender, perante este, os vendilhões da oposição ao Brasil?

Responder

Fernando Oliveira

29 de outubro de 2010 às 01h01

Isso não foi uma entrevista… Foi um verdadeiro massacre da imensa competência do GabrelIi, sobre a ignorância irreverênte de um pseudo-jornalistazinho, ululantemente dendencioso…

Responder

Marcos Antonio

29 de outubro de 2010 às 00h58

Não é o capital estrangeiro que é mau!
O problema são os vendilhões que se prostituem com o corpo alheio, são uns cafetões dos recursos brasileiros!
E assim ficam ricos e importantes!

Responder

PABLO RODRIGO

29 de outubro de 2010 às 00h57

Graças ao PT, apesar de algumas grandes trombadas, me sinto cada vez mais orgulhoso de ser brasileiro e de morar neste país, que será o modelo de desenvolvimento social e econômico para o mundo no século XXI. Escrevam aí, se continuarmos nesse ritmo, nosso país será uma Europa (dos anos dourados do capitalismo com Welfare State) Tropical.

Responder

noctivagovago

29 de outubro de 2010 às 00h56

O modelo do repórter , ao que o repórter teve acesso , é o modelo de joelhos da empresa, carcomida e pronta para ser fracionada e entregue a iniciativa privada nos estertores do governo FHC , com…Serra (2003).Não é sem razão que a fonte é o ex-genro do mesmo FHC. Para isso trucidou-se Roseana, Tasso , e se foi com tremenda sede ao poço.Dá um friozinho na barriga lembrar disto, agora.

Responder

O Petroleiro

29 de outubro de 2010 às 00h29

Quem trabalhou na empresa neste período,sabe o que viu e viveu. Imaginem vocês, uma refinaria sem receber 1 real de investimento por anos. Equipamentos gêmeos (que desempenham a mesma função), aonde um trabalhava até quebrar e outros 2 em manutenção aguardando peças, que só seriam compradas, em emergência, quando a primeiro quebrasse. Algumas unidades aguardaram + de 12 anos sem conseguir contratar qualquer mão de obra própria.
Era como o Sr. Gabrielli disse, a empresa estava sendo sucateada. Se fosse um navio, seria como se alguém inundasse seus porões lentamente até que ela fosse a pique por si só.
Foi só mudar o governo, que a empresa renasceu, de início pequenas mudanças, mas os investimentos retornaram, as contratações também, a empresa recebeu sangue novo, e voltou a ser um lugar empolgante para se trabalhar.
Sou suspeito pra falar, mas tenho orgulho da empresa e do que ela representa para o país.

Quando a esse cidadão, David Z., genro de Fegacê, é um vendilhão como o sogro.

Responder

    O Transpetroleiro

    29 de outubro de 2010 às 07h23

    E tenho o maior orgulho de fazer parte dessa família.
    O Petróleo é nosso.
    Viva Lula.
    Viva Dilma.

José Manoel

29 de outubro de 2010 às 00h18

Azenha: esse reporterzinho está a favor do vampiro transgênico!!!!!! O Gabrielli deixou-o falando sozinho!!!!!! Bem feito!!!!!!!!!!!

Responder

Yglesias

29 de outubro de 2010 às 00h16

Excelente entrevista. O Gabrielli deverá ser um grande nome para PT no futuro.

Responder

Marat

29 de outubro de 2010 às 00h02

Gabrielli nocauteou o coitado do empregado da empresa de "comunicação".

Responder

Jocélio Pires

29 de outubro de 2010 às 00h02

Creio que esta entrevista evidencia definitivamente a questão da privatização da Petrobras na ocasião do FHC.
Realmente o Gabrielli é um excelente gestor e conhece como ninguém quando o assunto é planejamento estratégico. Fico emocionado em saber que a 4º maior empresa do mundo está em tão boas mãos. Grande Zé Gabrielli!
Muito bom Azenha!

Responder

Cesar Augusto

28 de outubro de 2010 às 23h57

Azenha, o nome correto da figurinha não é decio pinto serra, tremendo lambedor de botas do serragio serrojas e do ladrão davidsinho genro do entreguista fhc, padrinho do serra?

Responder

Ernesto

28 de outubro de 2010 às 23h55

Grabrielli comeu com farofa.

Responder

Ceci

28 de outubro de 2010 às 23h49

Vi o Gabrielli passeando pela av. Atlântica no último domingo.
Ele estava feliz que só, em meio à militância do PT sorridente, cantando e dançando no "Bloco da Dilma".
Ele é o mesmo que dá esta entrevista genial e mostra o quanto nossa imprensa vai ter de aprender para poder criticar.
Fosse o presidente da Shell, teria de andar escoltado e em carro blindado.
Quem blinda o Gabrielli é quem constrói esta nação; por isso que ele estava tranquilo no meio desta gente feliz!
Já o davizinho…

Responder

joao carlos

28 de outubro de 2010 às 23h48

Para mim ficou claro que a Petrobras esta mais forte hoje e sera mais forte amanha

Responder

Alan Nakamura

28 de outubro de 2010 às 23h43

Estão fazendo isso com a Sabesp, aqui em São Paulo. A empresa já foi fatiada em "Unidades de Negócio" ou Superintendências. Acho que ainda não finalizaram porque foi a última estatal de peso (estou falando de "cash") que sobrou.

Fizeram com o Sistema Elétrico de São Paulo (CESP, CPFL, CTEEP e Eletropaulo). O Banespa e a Nossa Caixa, em São Paulo, e com os outros bancos estaduais, como o Banerj.

Fizeram com o Sistema Telebrás. Tentaram fazer com o Sistema Eletrobrás (Chesf, Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Eletronuclear). A Cemig o Itamar pegou de volta.

Fazem concessões de estradas e, agora, do Metrô, em São Paulo. Sem contar os Sistemas de Ensino e de Saúde, que por onde passam deixam à mingua, com qualidade decrescente (independentemente de alguns professores e médicos abnegados), empurrando alunos e pacientes para as instituições privadas.

Trata-se de um modelo de administração. Alguém acredita que, se eleito (toc, toc, toc), Nosferatu irá conservar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa?

Responder

rose

28 de outubro de 2010 às 23h41

Barba, cabelo e bigode.

Responder

Polengo

28 de outubro de 2010 às 23h31

Nossa, quem é esse repórter xucro?

Azenha, põe o nome dele aí, pra galera vibrar!

Responder

Decio Amadio

28 de outubro de 2010 às 23h31

Prezados:
O assunto do pré-sal é salgado mesmo, desculpem a piada. O que Gabrielli tentou demostrar é que se existe mercado futuro para esse combustível fóssil, há que se ter também a capacidade de investimento na cadeia da técnica e prospecção, quem tem mais de mil itens. Como leigo no assunto, imagino o grau de capacitação que isso exige. O investimento para isso é astronômico. As criticas neo-liberais são cínicas ao ponto de desconsiderar esse esforço necessário, haja visto a descrença do pobre jornalista que entrevistou o presidente da Petrobras. Não só creio que FHC tentou vender essa companhia, como assisti uma longa entrevista onde o então recém eleito presidente em 1994, discorreusobre o "fatiamento" da Petrobras exploração e Petrobras distribuição. Pergunta inocente: porque essa estratégia?
Enfim, estamos num embate não só tecnológico, mas extremamente políico, tanto que hoje, 28 de outubro, tive o desprazer de ouvir o Joelmir Beting falar irônicamente na rádio Bandeirantes (às 17,30h) que a inauguração em alto mar do primeiro poço do pré-sal não teria sido um ato de campanha do presidente Luis Inácio DILMA da Silva.

Responder

mario cezar

28 de outubro de 2010 às 23h26

gabielle, voicê devia mandar esse jornalista a merda

Responder

Ronaldo Caetano

28 de outubro de 2010 às 23h23

Imagino o Serra sendo entrevistado por este repórter… Na 3a pergunta dava um tiro no cara.

Responder

    José Manoel

    29 de outubro de 2010 às 00h18

    hahahahahahahahahahahah!!!!!!!!!!!! Isso mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    GilTeixeira

    29 de outubro de 2010 às 08h04

    Assim não vale, Ronaldo, eu ia escrever exatamente isso!

Liz maria

28 de outubro de 2010 às 23h22

Essa Gabrielli é um gênio, o cara porreta mesmo, sentimos orgulho dele do Brasil de tudo … catou o cara direitinho botou ele no seu devido lugar o cAra deve ter saido com o rabo entre as pernas..muito bom Gabrielli…

Responder

Daniel

28 de outubro de 2010 às 23h17

Parabéns Presidente, ótimo exclarecimento. Cada vez me sinto mais honrado com a Petrobras. Continue nos maravilhando com esta empresa.
Sinto cada vez mais orgulho deste Brasil.

Responder

Edemilson

28 de outubro de 2010 às 23h11

Excelente explanação do Gabrielli, comprovando a tática de sempre da turma do FHC: congela investimentos, inibe o crescimento da empresa, que perde valor de mercado, é taxada de estatal ineficiente e vendida a preço de banana. Igualzinho ao que foi feito com as teles.

Responder

    LuizCarlosDias

    29 de outubro de 2010 às 11h02

    Nossa , maravilha, so assim entendemos um pouquinho da imensidão, do gigantismo da petrobras, e do tamanhão das conquistas governo LULA. Agora é so SEGUIR com Dilma.

rogério

28 de outubro de 2010 às 23h09

VIVA O BRASIL!
VIVA O POVO BRASILEIRO!

DILMA 13 PRESIDENTE!

Responder

ruypenalva

28 de outubro de 2010 às 23h07

Resumindo essa longa brigentrevista: O governo FHC inibia a Petrobrax de crescer. Preparava ela pra ficar do mesmo tamanho, o que significa morte no médio prazo. A Petrobrax seria um facilitador para entrada de grupo privados nas áreas de refino, de exploração, de gás, de fertilizantes. Lula então disse: Péra lá, tira esse ex daí e vota o ésse. A Petrobrás é nossa, ela vai crescer organicamente, tecnologicamente, expandir a sua área de produção, sua área de refino, suas reservas provadas, ser uma empresa símbolo da res publica. O reporter parece não entender que entre Deivid e Zé Sérgio existe uma pedra, a pedra fundamental da refundação da Petrobrás, o retorno de Getúlio, que previu que esse povo de quem foi escravo não seria mais escravo de ninguém.

Quando Juraci Magalhães foi candidato a governador da Bahia eu era menino e me lembro duma musiquinha da campanha dele: Cacau, petróleo e Paulo Afonso (usina de Paulo Afonso) são as riquezas da Bahia. Tem nas mãos de Juraci toda sua garantia. Esse ilustre brasileiro é candidato dos primeiros. Para Bahia governar: em Juraci vamos votar. Que boa memória!

Ainda recordo-me de Paulo Francis chamando a Petrobrás, ele e o Bob Field, de Petrosauro, no que cientificamente não estavam totalmente errados, dado que os dinossauros devem ter contribuido em muito com os combustíveis fósseis há mais de 300 milhões de anos atrás, o mesmo tempo que as libélulas apareceram na Terra e continuam voando fagueiras, pois além de belas são libé-Lula-s

Responder

    Gisa

    29 de outubro de 2010 às 14h53

    Ruypenalva, execelente seu comentário. De forma resumida vc explicou tudo o que o Gabrielli falou para o desavisado repórter!
    Parabéns pela perspicácia… se todo brasileiro fosse assim…

Fredson

28 de outubro de 2010 às 23h06

É impressionante o conhecimento que gabrielli tem da Petrobras. É um bom executivo. Quando deixar a Petrobras, choverá propostas das grandes do mundo!!!

Responder

Paulo Cesar Alves

28 de outubro de 2010 às 23h04

Sem comentários ..SIMPLESMENTE BRILHANTE.GRANDE GABRIELLI !!!!!!!!!!!!

Responder

maria izabel

28 de outubro de 2010 às 23h01

Imperdível mesmo, no duro, é a fala da dona Weslian Roriz no debate, monoólogo do Agnelo, na globomente que está acontecendo agora. Ninguem merece. Não sei se dá pena ou vontade de rir. A capital do Brasil , que meu presidente tanto ama, não merece.

Responder

ROberto

28 de outubro de 2010 às 22h53

Resumindo, o PSDB estava sucateando a Petrobras e dando todas as vantagens para os concorrentes. E ainda diziam que isso era muito bom para o Brasil e para os Brasileiros. No minimo cadeia para esses traidores.

Responder

ratusnatus

28 de outubro de 2010 às 22h43

Não há como fazer uma crítica a Petrobras num momento como este de eleição.

Esta empresa será a responsável pelo maior vetor de crescimento no país nos próximos 30 anos no mínimo.
Dito isso, é importante que se faça uma crítica eficiente a sua gestão. Agora politizando o tema não chegaremos a lugar algum.
Espero que a vitória da Dilma sepulte de vez esses representantes do capital alienígena(hehehe adoro essa da extrema direita) para que possamos ter um debate sadio e honesto sobre a gestão e futuro da Petrobras.

A empresa esta melhor do que era: É lógico que esta. Estava sendo gerida por sabotadores, como poderia ser pior:

Responder

Roberto Locatelli

28 de outubro de 2010 às 22h41

Será que esse "repórter", quando entrevista um dos diretores, digamos, do Bradesco, também o trata por "você"? Isso, por si só, já é um grande desrespeito.

Responder

    Andre Luis

    28 de outubro de 2010 às 23h41

    Cara arrogante … Me impressiona a capacidade que certas pessoas tem de falar bobages homéricas, e ainda acharem que estão mandando bem … É a escola da Miriam "Leitoa" . Esses caras merecem o Serra …

    Valmont

    29 de outubro de 2010 às 10h40

    Vocês não viram nada!
    Diante da entrevista do governador Jaques Wagner, no programa de Marília Gabriela, 2ª feira, deu vontade de esmurrar a TV.
    Nunca vi tanta arrogância em gente tão medíocre e sem valor. Sabujos…

Ericson

28 de outubro de 2010 às 22h34

A tática da direita entreguista é sempre a mesma: sufocar a estatal, limitando seu investimento, seu crescimento. Mais adiante, com a ajuda, claro, de alguns meios de comunicação, controlados pelos mesmos interesses que querem a privatização, convence-se a sociedade que a referida estatal não funciona, não presta, é um dinossauro! Foi exatamente esta a tática utilizada contra a Telebrás! Aliás, não me venham falar que foi a privatização que nos permitiu ter celulares (como diz Serra). Foi o avanço tecnológico na área de comunicação, avanço este que permitiu a expansão no serviço de telefonia, não só no Brasil, como em todo o mundo.

Responder

    Mariano S. Silva

    29 de outubro de 2010 às 00h10

    Exatamente, Ericson! Já desconstrui esse argumento em matéria anterior no blog do Nassif.

Antonio Abreu

28 de outubro de 2010 às 22h34

Êsse reporter defende o quê ou quem? Nem parece que é brasileiro. Tomou uma aula do presidente Gabriele. Política entreguista é isso, minam a capacidade de crescimento da estatal brasileira. O Brasil deve muito ao governo Lula, nacionalista, desenvolvimentista e divisor de água, nova realidade, nas políticas sociais. A grande descoberta de hôje, nos faz pensar o tamanho do prejuizo se a Petrobrax vingasse

Responder

jbmartins

28 de outubro de 2010 às 22h34

Ai da para ver o desespero de Zerra e a imposição americana para ter nosso Petroleo.

Responder

Walter Cesar

28 de outubro de 2010 às 22h29

Uma entrevista de total credibilidade do presidente da Petrobras à uma reportagem tendenciosa logo do "Valor Econômico". PSDB, PETROBRAX e "VALOR" não foi há frente.

Responder

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