VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Política

Ildo Sauer: Pré-sal será partilhado entre as elites brasileiras


20/11/2010 - 14h05

Uma boa entrevista de Ildo Sauer a Valéria Nader e Gabriel Brito, no Correio da Cidadania. Eu, Azenha, acredito ser essencial desenvolver uma crítica à esquerda do governo Lula:

Correio da Cidadania: Como encarou o período eleitoral, os debates que foram levados a cabo, culminando com a vitória de Dilma Roussef nessas eleições?

Ildo Sauer: De certa forma, a campanha eleitoral acabou sendo resolvida em parte pela longa metamorfose pela qual o governo Lula passou. Logo em seu início, quando liderava um governo hegemonicamente do PT, veio a Carta aos Brasileiros, a fim de garantir algo que era razoável – estabilidade econômica, tranquilidade social, pois se esperava um processo de profundas mudanças por parte dos mercados. Uma carta que, portanto, tornava o governo aparentemente aceitável para alguns segmentos como estratégia de transição.

Evidentemente, todo mundo concordava com a necessidade de estabilidade da moeda, redução do processo inflacionário, já que o sistema capitalista de produção ainda seria hegemônico de qualquer maneira e por longo tempo, e isso tinha de ser mantido. Mas progressivamente, após 2003, 2004 e 2005 passarem tranquilos, apareceu a ironia de o sucesso do Lula ser o anti-Lula, o avesso de si mesmo, o que foi percebido pelo mercado, pelo sistema financeiro internacional e pela burguesia nacional. Então, o anti-Lula, que de fato residia dentro do Lula, garantiu a estabilidade, sendo seu próprio fiador, à medida que revelou como líder aquilo que alguns já tinham percebido em seu entorno, mas que não estava claro: o partido passou a ser secundário e a figura carismática de Lula ficou como fiadora das expectativas da burguesia, ao mesmo tempo em que era profundamente donatário e depositário das esperanças do processo construído ao longo de décadas em torno do PT, da mudança.

O processo que ele conduziu foi o de garantir as expectativas de grande retorno ao capital financeiro, via juros, aparelhamento das empresas públicas, BNDES, para manter a taxa de investimento, numa transformação da estrutura produtiva brasileira que se manifestou em vários campos hegemônicos. Criou-se uma petroleira brasileira que faz sombra à Petrobrás -– a OGX de Eike Baptista –, a petroquímica ficou em torno do grupo Odebrecht; nas telecomunicações, após uma disputa quase de faroeste — com espionagem, dois ministros envolvidos, fundos de pensão — terminou por hegemonizar o grupo Telemar, encastelado no grupo Jereissati e Andrade Gutierrez (com a coincidência, ou não, de seu principal executivo ser amigo de infância da nova presidente); nas obras de infraestrutura o BNDES consolidou outros grupos econômicos com hegemonia no Brasil e exterior, nas áreas de agronegócio, carnes, frigoríficos. Há a Vale, que vinha do governo FHC, mas no fundo o Lula criou um monte de Vales; instrumentalizou os fundos de pensão, as estatais, o BNDES e outros bancos para financiar tais ações. E mais ainda: hegemonizou um protagonismo na África, América Latina, de grupos econômicos como vendedores de equipamentos, obras de infra-estrutura, hidrelétricas, rodovias e outros projetos financiados pelo BNDES. Uma espécie de sub-imperialismo.

Com isso, a agenda do PSDB – a chamada social-democracia que na prática implementou todos os cânones do neoliberalismo hegemônico dos anos 90 – foi sequestrada pelo Lula. Lula sequestrou a agenda da burguesia, mantendo e ampliando os espaços abertos pelo governo tucano, e ao mesmo tempo se manteve depositário da esperança de um processo longamente construído.

Assim, nestas eleições, havia pouco espaço para uma candidatura legitimamente de esquerda ser ouvida pelas bases, pois ainda há toda essa herança construída de esperança e transformação, ainda formalmente depositada pela população no PT. Isso é demonstrado pelo voto. De onde veio a grande vitória do governo? De regiões que antigamente eram chamadas pelo depreciativo nome de grotões. Mas hoje não existe esse tipo de coisa na democracia, os votos têm o mesmo valor.

É bom observar tais ondas da percepção política. Na ditadura, o MDB, que liderou a resistência eleitoral a ela, se tornou hegemônico nos grandes centros urbanos, progressivamente encurralando a Arena a regiões periféricas. Veio o PT e o solavanco da social-democracia, varrendo o PMDB pra periferia e tomando seu espaço nos centros urbanos. Agora, é interessante ver o misto: a hegemonia do PT voltou a essas regiões periféricas, com menor grau de desenvolvimento e acesso ao processo de consumo e renda.

Enquanto isso, criou-se nos grandes centros a onda verde, do discurso ambiental, de sustentabilidade, mas sem conteúdo fortemente social, problema básico do país. E ao mesmo tempo, veio o ressurgimento do discurso conservador – numa social-democracia, do ponto de vista teórico, expresso pelo PSDB. No limite do pouco que PT e PSDB expressam programaticamente, o PT em tese é social-democrata, mas muito mais operador da máquina – levou-nos a um discurso um pouco mais populista contra outro um pouco mais elitista, com pequenas nuances na forma de abordar o Estado. Não vejo muita diferença entre privatizar uma empresa ou instrumentalizá-la em favor dos interesses privados. Portanto, nesse sentido, os projetos são parecidos, tanto que não geraram entusiasmo.

Correio da Cidadania: Os votos nulos, brancos e abstenções nesta eleição são significativos deste quadro que o senhor ressalta, de mais semelhanças do que diferenças entre os blocos de poder representados por PT e PSDB?

Ildo Sauer: Sim, é importante notar, para simplificar essa análise inicial: os votos brancos, nulos e abstenções atingiram 28%, dentro de um eleitorado de 135 milhões. O candidato que ficou em segundo, teve 32%; 32 mais 28, já se vão 60%, enquanto os restantes 40% ficaram com a candidata vencedora. De modo que esse é o quadro resultante da longa metamorfose do projeto que nasceu socialista e progressivamente virou gestor dos interesses da burguesia nacional, do setor financeiro, industrial, do setor contratista de obras públicas, expressos no Brasil e no exterior.

A grande diferença para o PSDB é que o PT ainda conta com a enorme confiança e esperança dos setores mais distantes, das cidades mais periféricas e mais pobres. O futuro mostrará, no entanto, as semelhanças entre ambos os partido, à medida que o debate evoluir e isso for decantado, com a transparência e capacidade de mobilização aparecendo. Os movimentos sociais têm uma clara identificação histórica, assim como as regiões que citei, com o PT. O movimento ambiental se ancorou na Marina, mas se dividiu. Esse é o quadro brasileiro.

Para definir, o governo Lula foi aquele que consolidou as relações sociais de existência e de trabalho capitalistas com a hegemonia capitalista no país. Até Lula chegar ao poder, havia a dúvida se aqui poderia nascer um experimento de caráter social-democrata, mas profundamente transformador, que apropriasse socialmente os excedentes econômicos provenientes das rendas, com controle público sobre o petróleo, telecomunicações, potenciais hidráulicos, sobre tudo que é patrimônio da nação, inclusive a terra, cujo resultado econômico seria apropriado para fins públicos. Mais do nunca, vemos uma privatização e internacionalização da terra; ao invés de fazermos a reforma agrária, nós estamos internacionalizando cada vez mais o agronegócio e o acesso à terra.

Portanto, o governo Lula foi o que consolidou o capitalismo no Brasil, gerando a tal falta de diferença na campanha.

Era nítido que todos procuravam mostrar quem tinha feito mais disso ou daquilo no passado. Mas não se discutiu a reforma da educação, necessária, com conceito e amplitude, horizontalização; não se discutiu a reforma agrária, que ficou escondida; não se discutiu a reforma urbana, a questão da moradia, do planejamento, abarcando onde as pessoas vivem, trabalham, circulam, enfim, a mobilidade de um transporte público de qualidade; não se discutiu a questão da reforma da saúde, e não há um brasileiro que queira estar submetido ao nosso sistema de saúde público, muito bem concebido e mal implementado. Ninguém deseja circular nos transportes públicos nas grandes metrópoles; ninguém acredita que a proteção ambiental hoje, da qualidade do solo, ar e água nas cidades e em termos globais, seja aceitável; ninguém está satisfeito com o volume de investimento em ciência, tecnologia e pesquisa.

E, no entanto, o país parece feliz, o que é um paradoxo. De onde vem isso? Creio que da pequena sensação de bem estar, promovida por uma conjuntura econômica, externa e interna, favorável.

Com a situação pós 2ª. Guerra, a visão cepalina da economia, de Celso Furtado e tal, denunciava o subdesenvolvimento em parte como produto da deterioração dos termos de troca, em que a produção primária – essencialmente minérios, agricultura –, por ser de baixo grau de manufatura, exportada pelos países latinos, se defrontava com o enorme valor atribuído às importações de produtos de maior conteúdo tecnológico e industrializados.

Houve uma reversão desse processo comandada a partir do dinamismo da economia chinesa, que passou a ter a necessidade do afluxo de alimentos, matérias-primas etc., para poder incorporar 40, 50 milhões de chineses todos os anos ao processo modernizado de produção, saindo da atividade camponesa, braçal, de baixo nível de apropriação energética, para o nível de produção industrial urbanizada. Portanto, acho que essa situação da China e da Ásia comandou tal transição, fazendo sua revolução industrial e urbana, iniciada nos anos 70, com uma grande quantidade de empresas estatais planejando estrategicamente e implementando. Na China, a renda da terra não existe. Os solos urbano e rural pertencem ao Estado. Assim, o preço da terra e da moradia, como custo de reprodução da força de trabalho, são bem menores, propiciando o acúmulo de enormes excedentes.

O dinamismo chinês, e em parte indiano também, permitiu, mesmo com a crise de 2008 que afetou Europa e EUA, que não se afetasse a valorização progressiva dos produtos primários brasileiros. Porém, ao mesmo tempo, assistimos à deterioração da nossa balança de pagamentos, porque a taxa de câmbio é muito valorizada em função da alta taxa de juros, devido à necessidade de atrair dólares para nossas reservas – as quais, por si só, já custam muito, pois implicam em ampliação da dívida pública interna para a compra e manutenção dessas reservas, com um custo de 12% ao ano sobre os 270 bilhões de dólares de reservas. A dívida pública não pára de crescer desde o governo FHC, já tendo alcançado R$ 2,2 trilhões, parcela significativa do PIB, de maneira que tal quadro deixa a preocupação com a desindustrialização futura.

De qualquer maneira, tal período de prosperidade comandado por essa conjuntura internacional foi determinante para a pequena sensação de bem estar, que permitiu dar um pouquinho mais para os que nada tinham, e muito mais para aqueles que já tinham muito, configurando a partilha do governo Lula, consolidando definitivamente as relações sociais capitalistas e abafando a expectativa de um movimento social que propunha outro quadro. É isso que foi revelado. O discurso tradicional da esquerda foi sequestrado, e de certa forma também foi sequestrada a prática da direita. E o Lula, com uma mão de cada lado, emplacou sua candidata, ainda que de forma muito mais apertada do que podia supor a dita popularidade de seu governo.

Assim, o que vejo no próximo governo é o aprofundamento do capitalismo nessa trajetória e, a partir daí, talvez, um espaço para o novo debate. É a minha percepção.

Correio da Cidadania: Portanto, Dilma levará adiante o legado de Lula, reforçando as tendências neoliberais, como a continuidade da política econômica, ao lado das tendências sociais/assistenciais do governo Lula, com eventual ampliação do Programa Bolsa Família.

Ildo Sauer: É muito claro. Mais assistencialismo, mais Bolsa Família, quando o caminho necessário para mudar a sociedade é criar autonomia, promover independência, que só se faz com as reformas da educação, urbana, da mobilidade, agrária, da infraestrutura… Falo reforma, não revolução; reestruturar o que existe, dando novos sentidos, direção e conteúdo.

Como o produto social é único no PIB, é preciso escolher em que direção vão os recursos, que caminho teremos. E o que está aí é mais do mesmo. Grande parte da poupança é canalizada pelos bancos públicos, e muito pouco se reverte em investimento público, como se viu, por exemplo, no programa Minha Casa Minha Vida. Todos reconhecemos a enorme carência da habitação, mas não só isso. Além de casa, as pessoas precisam de transporte, escola, morar menos distantes do trabalho… A reforma urbana tem de ser mais ampla.

E o que esse programa engendrou? Um enorme movimento de especulação imobiliária, em que a renda do solo urbano acabou enriquecendo pequenos grupos especuladores. E mais ainda: hoje temos uma longa ironia sobre a promessa de ‘minha vida’ e ‘minha casa’. O que se criou? Dinheiro dos fundos públicos, dos fundos de garantia, do FAT, que são poupanças mandatórias da força de trabalho e que recebem uma remuneração abaixo do valor capitalista, de 3% ao ano de juros sobre o fundo de garantia, sendo apropriado pela Caixa, que empresta esse dinheiro muitas vezes a empresas estrangeiras, muitas das quais fracassaram no mercado imobiliário dos EUA e agora estão aqui. Elas tomam esse dinheiro, compram a força de trabalho dos trabalhadores, construindo a casa com a força de trabalho e a poupança deles, com mediação dos bancos e lucro enorme, terminando por criar uma dependência de 20, 30 anos do trabalhador com as prestações sobre aquilo que foi uma valorização extraordinária do capital originalmente do próprio trabalhador, que o poupou compulsoriamente via fundo de garantia.

Nesse caminho, o que houve? A especulação do solo urbano, que explodiu de preço, um sobrepreço enorme no custo do trabalho incorporado aos insumos e mão-de-obra. Aí se expressa o verdadeiro caráter capitalista desses projetos ditos sociais. Há outros modelos, desde os mutirões, cooperativas e uma estrutura planejada, com o planejamento urbano retomado da localização urbana em relação à escola, trabalho, planejando também a mobilidade.

De repente, isso permitiria não soltar da garrafa com tanta força o espírito da especulação e da acumulação quase primitiva sobre o solo urbano e a construção. Digo isto pra mostrar como projetos que ancoraram grande parte da aprovação ao governo são na verdade mais do mesmo, significando cada vez mais acumulação capitalista para quem controla os meios. E, claro, enquanto a economia continuar crescendo, haverá uma sensação de bem estar.

Podemos dizer que temos um enorme peleguismo político, para não chamar de populismo, paternalismo, agora maternalismo. A única solução é a busca de um grande debate de projeto nacional, sobre quais as propostas concretas para as reformas citadas anteriormente, os planos de proteção ambiental e, acima de tudo, para o setor do mais extraordinário excedente econômico: as rendas do petróleo e o setor de energia, temas varridos pra baixo do tapete, que só voltaram à campanha após provocações de gente externa, que mostrou claramente que o rei estava nu, pois ambos se acusavam de privatistas e ambos estavam corretos.

O governo FHC iniciou a entrega do petróleo como um todo, dando razão a ambos em suas acusações – e não se pode diferenciar o petróleo do Pré-Sal daquele das demais camadas, pois são qualitativamente pouco distintos, com diferença raramente acima de 10% em seu valor; portanto, tanto faz 60 ou 70 dólares no preço do barril, pois de toda forma são valores astronômicos. O governo Lula exerceu por muito mais tempo, e talvez com mais gosto, o modelo de concessões criado por FHC, e no final propôs uma mudança já obsoleta, a da partilha, ao invés de um novo modelo.

O que está no horizonte (aliás, a grande ameaça política que vejo ao país)? Se olharmos as experiências de México e Argentina, vemos dois paradigmas que inspiram cautela com o futuro. Se houver um crescimento econômico, a tendência é que a “pax lulensis”, da mão direita grande e esquerda pequena (mas que afaga o coração e a consciência dos mais humildes com redistribuição), se mantenha e o capitalismo floresça no Brasil.

Se houver crise, o governo talvez lance mão de um recurso que remete à história mexicana… O México fez uma revolução muito sangrenta no início do século passado, que se institucionalizou no chamado processo da Constituição de 1917; em 1938, a nacionalização do petróleo e a criação da Pemex passaram a gerar um fluxo de excedente econômico comandado pelo Estado e pelo PRI, que o permitiu ficar no poder de 1917 a 1994, quando, por corrupção, exaustão e crise econômica, acabou varrido por um governo mais conservador ainda. A partilha do excedente econômico do petróleo mexicano é algo que está no horizonte e merece atenção, porque o Projeto de Lei que tramita no Congresso delega ao presidente ouvir do conselho nomeado também por ele a definição sobre quase tudo que será feito; o ritmo em que o Pré-Sal será colocado em partilha, quem vai participar do processo e quem vai dirigir tudo.

Nesse sentido, a experiência mexicana é o exemplo de como a apropriação do lucro do petróleo, comandada pelas instâncias do governo, permitiu uma partilha entre as elites, fortalecendo-as e mantendo-as no poder. Ao mesmo tempo, temos um movimento sindical no Brasil que perdeu seu rumo classista histórico; teve um período de discurso socialista de enfrentamento ao capitalismo, mas busca hoje a conciliação, à semelhança da Argentina, onde a principal tarefa das grandes centrais e sindicatos — que se enfrentam mutuamente, mas se abrigam no governo, que lhes dá recursos, espaço político, mantendo a corrente sindical ativa — é conferir uma aura de legitimidade social aos governos.

Portanto, se olharmos as duas experiências, podemos vislumbrar a enorme dificuldade, mesmo em situações de crise daqui pra frente, que a esquerda brasileira terá em se reorganizar, pois está claro que o atual governo não é mais de esquerda; sequestrou boa parte do discurso de esquerda, mas sua prática é nitidamente conservadora.

Dessa forma, é o desafio que sobra: compreender o que está em jogo, buscar, talvez, uma frente de esquerda e amplificar os debates públicos. Uma frente que, a exemplo de outras ondas, consiga se multiplicar, para, na medida em que as contradições ficarem mais claras, se agrupar em uma iniciativa política.

Acho que a esquerda, com seus méritos específicos, está muito fragmentada, em muitos partidos. Creio ser hora de pensar, como saída para o debate, e o atual quadro de enfrentamento, numa frente de esquerda que abrigue tais partidos, abrindo discussões sobre todas as questões em jogo, elaborando propostas concretas em torno dessas reformas e de como apropriar socialmente os recursos, disputando-os com o governo de turno. Certamente, se não houver tal pressão, a partilha será pior ainda, e creio que esse é o nosso papel.

Para continuar lendo, vá ao Correio da Cidadania





260 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

euuuuuuuuuu

23 de novembro de 2010 às 15h46

eu acho afirmar que o candidato do pt e o melhor.

Responder

Vinícius Camargo

23 de novembro de 2010 às 14h06

O debate é fundamental e uma oposição de esquerda, mais ainda.

O governo necessita de críticas progressistas, mais à esquerda, para mediar com os debates e posições retrógradas que estarão sujeitos.

É preciso ocupar esse espaço da política para equilibrar o debate público, e não só de governo, que devem fazer esquerdas e direitas.

Ildo Sauer, debate e bate com suas colocações, contribui, mas uma oposição pela esquerda tem que construir um discurso adequado para a compreensão da maioria da população.

Mesmo com teses libertárias, as alternativas à esquerda foram interpretadas, nessas eleições, como opositoras, também, das conquistas que as classes trabalhadoras obtiveram nos últimos tempos. E, um pouco, porque a própria esquerda governamental tem conseguido rotular de utopias irresponsáveis, traições, radicalismos, os diagnósticos e teses que os partidos mais à esquerda têm propalado, pior, utilizam as estratégias da direita de desqualificação e mistificação que os próprios foram submetidos, sofreram.

Assim, se ficarem os dois lados, à esquerda, debatendo com esse mesmo cacoete, ambos perdem. Quem ganha, já se sabe quem são.

Por uma oposição à esquerda para que o Governo tenha a chance de ser coagido a executar o seu destino.

Responder

    Aline

    23 de novembro de 2010 às 21h31

    Se entendi bem a esquerda iria para a oposição fazer crítica à esquerda, a direita estaria na oposição fazendo crítica à direita e a nossa Dilma ficaria isolada , sem apoio político.
    Que proposta indecorosa!
    Somos de esquerda, socialistas, e apoiamos um governo de esquerda da Dilma e papo encerrado.
    Sem apoio popular ela não pode fazer nada e é exatamente isso que os reacionários querem. Nós queremos um governo de esquerda e revolucionário, e vamos lutar por isso. Como lutamos bravamente para impedir que os críticos da esquerda e da direita colocassem o Serra a vender pátria. O tempo de sermos otários já acabou!

    francisco.latorre

    24 de novembro de 2010 às 12h46

    pontaria!..

    //

    Somos de esquerda, socialistas, e apoiamos um governo de esquerda da Dilma e papo encerrado.

    ..

    O tempo de sermos otários já acabou!

    //

    valeu.

    fecho. de ouro.

    ..

Mary

23 de novembro de 2010 às 04h39

Essa é a esquerda que a direita adora e faz questão de ter ao seu lado para evitar que o governo coloque em prática as melhorias para o povo e para o país. Como disse o Sr. Plínio, que o governo Dilma será uma tragédia e que preferiria que o Serrote Vampiro tivesse ganhado para que, através do sofrimento, o povo se rebelasse…(enquanto ele comandaria de longe?)

Heloísa Helena não ensinou nada ao partido? Se a esquerda não fosse tão desunida, o governo não precisaria ter que se aliar ao PMDB e a certas figuras mal vistas.

Francamente, Azenha, depois dessa eu nem vou postar mais nada.

Responder

Vera Lucia

22 de novembro de 2010 às 18h39

Azenha:
Vc não pode falar em criticas pois vcs não as aceitam,é contraditório de sua parte.
Este blog boicota os posts de alguns,como os meus p ex.,pq?
Nunca.nem ,nem no PIG,a minha liberdade de expressão foi tão cerceada.
Estou decepcionada e muiiiiiito brava!
Vou repensar se continuo por aqui. Talvez posso até dar uma passadinha p ver o q 'rola',mas comentar n sei não!
Só tenho mais uma coisinha p dizer:
Sou,como tantos outros,formadora de opinião e sei usar direitinho meu teclado e meu mouse tanto qto meu controle ….

Ah resolvi postar aqui nessa matéria pq está mto difícil enviar email p vcs.Este n é p publicar mesmo tá.. FUUI!

Responder

Neto

22 de novembro de 2010 às 17h51

Esse Sauer parece querer ressucitar o Plínio.

Ora, o Plínio já teve sua oportunidade… A globo (PIG) deu uma mãozinho… Não colou!

Esse discurso "mais a esquerda" seria talvez desenterrar e aplicar, em pleno séc. XXI, teses de meados do século XIX?

Responder

Neto

22 de novembro de 2010 às 17h46

Não é bem assim…

Há um monte de equívocos e conceitos inviesados na entrevista.

Responder

Vera Lucia

22 de novembro de 2010 às 16h58

Nossa.por um momento pensei q estava no G1 ou na Folha online!

Honestamente n conheço esse Sr Ildo,mas pelo q li,aliás q texto cansativo e chato, ele faz OPOSIÇÃO escancarada ao governo LULA.
Esse espaço,pelo q sei ,ou achava q sabia,era contrário aos q só tentam desmoralizar o atual governo.
O PIG,q aprendi aqui o significado,já se encarrega de deturpar essa imagem,n seria necessária sua ‘ajudinha’ AZENHA.

Criticas são sempre bem vindas quado não tendenciosas e construtivas.

Devemos acreditar na Pres.Dilma qdo ela afirma q o pré -sal é do povo e para o povo,se não nosso voto perderá o sentido…
Eu acredito nela!

Espero q publiquem meu post..esse instrumento não pode ser de uma nota só….não pode….

Responder

Sagarana

22 de novembro de 2010 às 15h26

Olha o barulhinho da ficha caindo…

Responder

Léo Costandrade

22 de novembro de 2010 às 13h49

Uma exelente e elucidativa matéria, concordo plenamente que o Lula consolidou o capitalismo mas colocou o país nos rumos, mas é claro que agora precisamos de alguém que aja como o Lula de 30 anos atrás para fazer uma esquerda realmente de esquerda, há bastante tempo já comentei em outro site que eu sinto a necessidade de uma esquerda de esquerda e de uma direita de direita para discutirem programas diferentes de governo, acho que nós temos o direito de decidirmos nas urnas programas diferentes e não só nomes diferentes, eu ainda sonho com a "democracia plena" que ainda não foi exercida em nenhum país do mundo no sentido literal da palavra "o povo no poder" ou seja tudo sendo feito com o único objetivo de gerar bons resultados para o povo.

Responder

    Mário SF Alves

    04 de dezembro de 2010 às 00h59

    O, Leo! Legal, cara. Democracia plena ou democracia direta, como queira, é, talvez, a única ferramenta ou blindagem que ainda dispomos e que nos tornaria capazes de enfrentar esse poder alucinante montado e sustentado por essa militarização infinita [morram de inveja, oh! hitlers!], essa máquina de guerra terrível que trucida inocente, aterroriza qualquer um que lhe manifeste interesse contrário, cria do nada inimigos perigosíssimos e tende a dominar mundo. A democracia, ainda que demagogizada e distorcida ao extremo pelo país que se dizia seu guardião no mundo, está tão arraigada, tão arraigada em nossa cultura [ocidental], que só ela poderá ser usada contra os falsos argumentos e falácias de toda ordem produzidas pela ideologia do império. Só ela poderá servir de antídoto contra esse veneno. A não ser assim, e diante de eventual fracasso da democracia no mundo, só nos restaria dois caminhos: 1) resistir por todos os meios, inclusive revolucionários; ou, 2) aceitar o DESTINO e deixar o processo anti-civilizatório se consolidar.

Claudio Dode

22 de novembro de 2010 às 13h38

Antes de tudo temos que avaliar o Ildo Sauer, que já vi dizer e desdizer varias coisas. Parece que depende do público.
Na verdade o Ildo fez parte do primeiro governo do Presidente Lula, que não dá nem para comparar com o segundo mandato sob a batuta da Dilma.
O Ildo disputou o Ministério de Minas e Energia com a Dilma, perdeu. Quis a presidência da petrobras, perdeu. Na diretoria da Petrobras o que realizou? Esta prestação de contas ele não faz. É mais fácil cobrar dos outros.
Ele perdeu todas as disputas que ensaiou com a Dilma, no frente a frente. Sobrou este ressentimento todo.
A Dilma só subiu, hoje é presidenta. E o Ildo? um franco atirador? Os tucanos são muito agradecidos!
Como ele acha que o governo do PT é igual ao do PSDB, parece que a opção dele é pelos tucanos. O discurso é apenas para ver se leva alguém de esquerda com ele.
Vai para casa Ildo, ou melhor, fica em casa Ildo!

Responder

    Mário SF Alves

    04 de dezembro de 2010 às 01h36

    Cláudio! É de gente como você que o mundo precisa. Mas, o que é isso, cara, você desmontou o sujeito, meu velho? A propósito, acabei de rever um documentário no You Tube [https://www.viomundo.com.br/humor/nao-esquecam-de-como-eles-tirariam-o-brasil-da-crise.html] mostrando os competentíssimos tucanos e seus aliados de sempre, leia-se mídia golpista, fazendo de tudo – malabarismo, contorcionismo, pirotecnia e o escambal – para desacreditar o Governo Lula na condução do processo ante-crise. A da marolinha. O receituário preconizado pelos caras, economistas, inclusive, se seguido à risca, aí, sim, iria criar tsunames. Irresponsáveis é o que foram!

LAGUERRE

22 de novembro de 2010 às 13h30

Parece mesmo aqueles que dizem qualquer coisa. Não tem compromisso com nada, bem típico do psol.

Responder

carlos saraiva

22 de novembro de 2010 às 12h38

O Sr. Ildo Sauer não faz uma crítica à "esquerda" do governo Lula. Faz sim uma oposição ferrenha ao governo e ao próprio Lula. Faz e conclama uma oposição ao governo Dilma, vaticinando um "futurista" fracasso do governo. Assim convoca a esquerda para marchar junto com os demo tucanos, assemelhados e a grande mídia em uma oposição ao PT e ao governo Dilma. Em não sendo assim como as esquerdas se diferenciarão do governo Dilma e dos demotucanos e da mídia. Essa "esquerda" reorganizará um amplo espectro revolucionário, com quem? Hegemonizado por quem? Acho que no estágio politico que alcançamos, de reconhecimento das "esquerdas" do mundo inteiro, não podemos ser levianos, superficiais e agir no voluntarismo e movidos à ressentimentos primários e ou "esquerdismos" inconsequentes. A minha opinião é que devemos fazer no campo das esquerdas uma grande reflexão, que passa pelo apoio critico ao governo que se inicia, combate ferrenho à direita e à midia golpista.

Responder

    jose marcos

    22 de novembro de 2010 às 15h12

    Perfeito.Concordo com voce em genero, numero e grau

mcalerta

22 de novembro de 2010 às 11h56

Trata-se de um discurso dogmático. Dogmatismo e dialética são os lados opostos da esquerda. O dogmatismo fica parado no tempo, ignorando a praxis. Pode ter alguma validade mas, ao final, a praxis prevalece. A interpretação correta da realidade como base para a ação implica no conjunto, na totalidade: teoria e praxis.

Responder

    Fabio_Passos

    22 de novembro de 2010 às 13h02

    Ele está criticando a praxis neoliberal. A praxis da privataria. Concessões, partilhas…

    Petrobrás 100% Estatal não é posição dogmática.

    É puro bom senso, pragmatismo e defesa intransigente dos interesses da população mais pobre.

Luiz Fortaleza

22 de novembro de 2010 às 11h46

Aos que me retrucaram lá embaixo: não, o socialismo real ou soviético não fracassou (temos o socialismo artesanal cubano), ele está aí de pé inteirinho ainda. Nem China meu fio: Um socialismo híbrido (mistura de capitalismo de Estado com propriedade comunal). Claro que quem não leu "A Ideologia Alemã" de Marx, e infelizmente, nem Rosa nem Lênin leram, pq só veio a ser publicado em 1932, obras juvenis e intermediárias de Marx, não sabe o que é comunismo. Não é um regime político ou econômico, é um movimento histórico, o princípio de um novo desenvolvimento histórico, o fim da pré-história humana, mas antes tem um período intermediário q é o socialismo, uma fase de transição q Lênin chama de "Ditadura do Porletariado" (não confundir com governos ditatoriais). Quando falo de capitalismo, falo do desenvolvimento histórico da propriedade privada (saber este conceito em Marx) e esta é o passaporte para o desenvolvimento da propriedade comunal onde será abolido o sistema de trabalho assalariado e o dinheiro. Mas não dá pra explicitar essa teoria marxiana aqui. Então leiam "Manuscritos Econômico-Filosóficos" e "A Ideologia Alemã" (teses sobre Feuerbach) que daí vcs vão compreender o que estou dizendo qdo falo em comunismo, parto histórico, revolução das forças produtivas e sua contradição com as relações sociais de produção.

Responder

Sagarana

22 de novembro de 2010 às 10h19

É como eu sempre disse: pai dos pobres e mãe dos ricos. Ou ainda o Paganini brasileiro, pega com a esquerda e toca com a direita.

Responder

José Ruiz

22 de novembro de 2010 às 10h03

À despeito de ter sido escrito no início do ano, o artigo me parece bastante atual e eu concordo, em boa parte, com a visão do entrevistado, sobretudo quanto a movimentação do PT para o centro, refém de um lulismo que se mostrou muito mais forte, amplo e hegemônico do que, talvez, algumas lideranças partidárias esperassem: Lula superou o PT… e Lula é um consenso. O lulismo penetra todas as classes sociais, atinge todas os níveis educacionais e todas as idades. Em um país de tantas injustiças, tanta desigualdade, é tolice imaginar que tamanho consenso se daria em torno de alguém que "quebrasse" estruturas. Lula foi cirúrgico, econômico até, quanto a "bater de frente" com adversários históricos, em nome de uma governabilidade que veio às custas do abandono de uma série de bandeiras da esquerda. O exemplo citado no texto, o programa Minha Casa, Minha Vida, é um símbolo do processo de formação desse consenso. Muito mais do que dar acesso à casa própria para milhares de brasileiros, o programa representou uma incrível transferência de renda para as elites. Um apartamento de 70m2 que há 10 anos custava R$ 30 mil, hoje está sendo vendido por R$ 300 mil. Entretanto, a renda do trabalhador que constrói esse apto. não teve um aumento nessa escala (não passa nem perto!)… essa diferença de valores está indo parar no bolso de uma elite que controla os meios de produção nesse setor, essencialmente bancos, construtoras e também donos de terrenos urbanos que nunca cumpriram função social e que não se sujeitaram às regras previstas no Estatuto das Cidades. Existem vários exemplos semelhantes a esse. Basta analisar com sinceridade as condições no campo, nas cidades, na educação, na saúde, etc… Com isso quero dizer que Lula é igual a FHC, Serra, Alckmin ou que o PT é igual ao PSDB? Claro que não! Existem diferenças de princípios e de direção. Ainda que se possa questionar o ritmo, as ações do governo Lula são voltadas para o bem comum, para a inclusão social, para o resgate da cidadania, e prosperam em meio a uma enorme resistência de uma sociedade essencialmente conservadora. E nesse sentido acho que o Lula deixa um importante legado para sua sucessora: um congresso mais progressista. Talvez esse seja o maior feito desse governo, e isso pode significar toda a diferença do mundo, porque é no congresso onde enfrentaremos as principais batalhas. Sem ilusões, porque mais progressista não significa de esquerda. Longe disso: a fatura está na mesa. Todas as coligações que viabilizaram o governo Lula, agora cobram o seu preço. Razão de sobra para que as esquerdas se organizem, pois há muito que fazer e uma longa estrada para caminhar… Lula deu os primeiros passos e eu acho que o Brasil lhe deve gratidão… penso que é assim que ele entrará para os livros de história… é preciso que continuemos esse trabalho para que nossos filhos e netos possam viver em um mundo mais justo e solidário…

Responder

    jose marcos

    22 de novembro de 2010 às 13h48

    Caro Jose Ruiz, acho que voce foi muito feliz na sua analise, um ou outro ponto posso até discordar, mais na essencia esta perfeito. O autor do texto cai na velha armadilha de ser escravo de uma utopia, cega para a realidade, onde as mudanças, infelizmente, demandam um processo que leva seculos e o Lula "deu os primeiros passos". O Sr Ildo quando afirma que o governo Lula é igual ao FHC falou uma grande bobagem, tipica daqueles que não enxergam o micro, são escravos de uma analise macro que teima em negar os pequenos avanços, necessários para mudar uma estrutura perversa, que nos domina ha mais de 500 anos e que não admite nem reformas.

Panambi

22 de novembro de 2010 às 09h40

Tá tudo errado! O Lula está enganando o povo brasileiro. Sou mais Ildo Sauer(quem é Ildo Sauer??), Serra, Hitler…….

Responder

augustinho

22 de novembro de 2010 às 08h48

a capacidade de açao politica, social e historica dos Ildos, lucianas genros e assemelhados em PROVOCAR mudanças e tivas na sociedade, de transformar algo na vida real do povo nao p´roduziu ate hoje nem marolinha no tanque de lavar roupa da familia da periferia.
Mas, antes que tua segunda geraçao, Ildo, possa balbuciar alguma nova teoria, a terceira geraçao deles ja estará
comendo os restos da feira as duas horas da tarde, se restos houver.

Responder

Wlademir Carvalho

22 de novembro de 2010 às 08h28

Atés tu, Azenha; só falta publicar relexões do Gabeira e Hélio Bicudo para respaldar e arejar a mente de todos sobre o quanto é "danoso e mal-versado" esse governo "espúrio".

Tenha santa paciência Azenha.

Responder

Laura

22 de novembro de 2010 às 04h58

Achei meio
estranho esse texto.

Responder

Sonia Montenegro

21 de novembro de 2010 às 23h56

O Ildo Sauer é um ex profundamente recalcado, e está na linha psolista do Plinio de Arruda Sampaio, que disse preferir o Serra para assim acelerar a revolução. Faltou apenas combinar com os russos.
O Lula ganhou a presidência, e não uma revolução, mas inaugurou no Brasil a distribuição de renda, o fim da miséria, coisas que jamais vimos no Brasil. Se nem em 64 conseguiram derrubar a ditadura, quem iria tomar o poder para entregá-lo ao dividido PSOL? Me engana que eu gosto!!!

Responder

gilberto

21 de novembro de 2010 às 23h31

E a PEC 300 – piso salarial dos policiais e bombeiros? coomo fica ? não tem dinheiro? é justo morrer por 850R$ de salário?

Responder

M.Pinto

21 de novembro de 2010 às 23h20

Não acho o texto em qualquer outra referência. No Correio da Cidadania há outra entrevista com o Ildo Sauer, só sobre setor energético, que é mais a praia dele.

Alguém teria o link para o texto original?

Responder

Leone

21 de novembro de 2010 às 23h10

Não quero nem ter trabalho para responder, assim, faço minhas as palavras de:

Chico: "Azenha, não acredito que vc deu respaldo a um discurso desses e ainda chamou de discurso "a esquerda". Caiu no meu conceito…."

Bertold: "Azenha… como petista de longa data conheço a figura. Para que todos saibam ele é da turma do Plínio que agora está no PSOL, portanto, nada de evolutivo ou revolucionário na elucubração. Esse "marxismo" de classe média alta e pretenssamente ilustrado é de doer!"

Marcelo Solidade: Deixa eu ver se entendi…
1 – O Lula e o FHC se equivalem em quase tudo?
2 – O Governo lula somente aprofundou o neo-liberalismo lançado por FHC?
3 – As diferenças a olhos vistos entre os resultados dos dois governos não tem nada a ver com as políticas adotadas (por serem as mesmas), mas são tão somente por que o povo deposita a esperança ( apesar de nada haver mudado nos oito últimos anos) na figura de Lula?
4 – O programa que permitiu a milhares de brasileiros o acesso a casa própria ( inclusive muitos próximosa mim) é só especulação imobiliária.( Melhor seria não fazer nada e não dar acesso a casa própria, não aquecer o mercado gerando milhares de empregos diretos e indiretos)?

Poderia fazer muitas outras indagações ao texto do Sr. Ildo, mas se a resposta pra essas quatro for positiva acabo de descobrir que estou vivendo em outro país.

Responder

Alceu Gonçalves

21 de novembro de 2010 às 23h03

Inicialmente gostaria que o Azenha me explicasse porque censura meus comentários, pois eles não são melhores ou piores do que a maioria dos comentários postados neste blog. Agora, vamos à vaca morta. Esse Ildo Sauer faz parte daquele clubinho de ex-petistas invejosos e frustrados, entre outros do tipo do Plinio de Arruda, Helio Bicudo, Cristovam Buarque, Aquela Desiquilibrada lá do Alagoas (não lembro o nome), enfim, parte de uma lista bem grande de gente que tem uma imagem de si próprio bem maior do que a realidade. Aqui no meu estado, Mato Grosso do Sul, esse Ildo foi o responsável pela entrada no Pt do senador Delcidio do Amaral, um traíra oriundo do psdb, carreirista que praticamente desmantelou o partido no estado. Aliás, já faz um bom tempo que o sauer espalha aos quatro ventos seu inconformismo e estranhamente o zé trololó não usou em benefício próprio as palavras invejosas da figurinha.

AlceuCG.

Responder

Ricardo

21 de novembro de 2010 às 22h43

Azenha, ninguém pode estar errado em tudo o que diz, mas esse senho Ildo Sauer parte de uma análise totalmente equivocada e, às vezes, prepotente. Em primeiro lugar ele diz que a Carta aos Brasileiros foi lançada durante o governo Lula, o que não é verdade. Ela sinalizou o que poderia ser um governo de transição democrática e Lula venceu as eleições. Depois ele diz que "o PT consolidou o capitalismo no Brasil", como se esse governo pretendesse fazer a revolução socialista e incluir "os marginalizados" fosse uma heresia. Finalmente, ele insiste em dividir o país entre aqueles que vivem nos "grotões" e aqueles que vivem na "civilização". Como explicar que Tarso Genro tenha ganho as eleições no RS, Dilma ganhou no primeiro turno e perdeu por menos de 2 porcento no segundo? Dilma ganhou em Minas Gerais, No Rio de Janeiro e na Bahia, entre outros importantes estados brasileiros. Serra ganhou com maior diferença apenas em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, a sua terra abençoada pela religiosidade e, parece, pelo dogmatismo tipo revolucionário. Ou seja, as suas análises estão baseadas em leituras leituras equivocadas de livros e da nossa realidade.

Responder

Rafael

21 de novembro de 2010 às 21h59

Temos que ter muito cuidado com esses discursos falsos. É um discurso leviano. Tenta induzir que Lula é de direita. Fica claro que é uma reclamação dos tucanos a falta de discurso, falta de uma plataforma para fazer campanha. Como próprio Ildo diz, Lula deixou eles sem discurso. Vão defender o que em disputas eleitorais?
Vale lembrar que a Argentina usou o modelo de economia e exploração do petróleo iguais aos dos tucanos, o que faliu com a Argentina.
No México, a Pemex produzia, e acrwedito que produz, 5 milhões de barris de petróleo por dia e o país não se desenvolveu.

Responder

easonnascimento

21 de novembro de 2010 às 21h56

Achei estranho a afirmação de que o país investiu pouco em pesquisa, quando a informação que tinha era exatamente o contrário. Temos investido muito mais que alguns países desenvolvidos, embora por aqui os resultados não sejam satisfatórios, por outros motivos.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Jair Orichio Junior

21 de novembro de 2010 às 20h49

Fico imaginando se hoje, dia 21 de Novembro de 2010, se o Brasil tivesse quebrado com "A Marolinha", O Zé Afoga Nordestino" tivesse ganho e o Lula não tivesse gerado mais postos de trabalhos que o FHC?
O que este senhor teria dito!!!
Com certeza ele votou no Zé Afoga Nordestino, está rasgando anáguas, pois não foi na sua gestão que o Pré-Sal foi descoberto e ele não é nem lembrado, para o projeto, pois já se debandiou para o outro lado.
Se você é personalista num governo plural e não tem como não ser num país onde os partidos não têm identidade, a não ser alguns poucos… Como governar para a maioria querendo se impor como verdade única.
Professor Ildo Sauer, Chupa que é de Uva!!!

Responder

Nena Noschese

21 de novembro de 2010 às 20h19

Este texto é de março de 2010, em plena campanha dos Tucanos, fica estranho ele estar rolando hj no Blog,não acham?
Mais exatamente do dia 25 de março de 2010 e foi publicado no Globo

Responder

    angela

    22 de novembro de 2010 às 09h35

    À esquerda de quem???? Isso é importante saber.Existe muita coisa pra ser revista, pensada, definida??Com certeza.
    Mas fica meio "forçar a barra", fazer essas considerações antes mesmo da Dilma tomar posse. Parece chantagem camu-
    flada….se vocês não fizerem isso, vai acontecer aquilo. Bola de cristal? Prefiro ler Maria da Conceição Tavares e a Marilena Chaui, são mais equilibradas. Um abraço Azenha

Chico

21 de novembro de 2010 às 20h14

Nossa Azenha, não acredito que vc deu respaldo a um discurso desses e ainda chamou de discurso "a esquerda". Caiu no meu conceito….

Responder

carlos saraiva

21 de novembro de 2010 às 20h03

Sr. Ildo a sua analize é muito enfatica, contra o PT, LULA e sobretudo Dilma. Assim pergunto o discurso da esquerda deve ser esse. Qual "esquerda"?O PSDB? O PSOL?Acho que a "esquerda" deve fazer uma reflexão do seu papel sim. Acho que a "esquerda" deve atuar no sentido de fazer avançar para as rupturas necessárias. Por isso essas questões precisam ficar mais claras, senão ficaremos refens de "chavões"pseudo esquerdistas. Presos entre definições reformistas ou pseudorevolucionárias, podendo cair apenas em moralismos e ressentimentos antipetistas, que realmente não contribuem, alem de serem o deleite da direita e da imprensa golpista.

Responder

    Vinícius

    21 de novembro de 2010 às 23h40

    Essencial o que você acabou de dizer, carlos saraiva.

    Por outro lado, eu e você elegemos um vice-presidente tão safado que vai construir um bloco de oposição ao governo no parlamento!

    Quer dizer, votamos na esquerda, botamos um direitista no poder. A Soninha deve estar dando pulinhos. Mas deixa ela de lado, vamos conversar só nós dois: o PT se elege apoiado na direita brasileira, que não é resquício do passado coisa nenhuma, está é crescendo. Tem outro jeito? Pro executivo nacional não, não tem. Então vamos deixar de criticar? Pô, carlos saraiva! Vamos criticar sim! É só isso que a gente quer pro Brasil? A gente precisa querer muito mais. Tem que apoiar, não ufanar. Tem ser no mínimo que nem professor de balé da europa oriental, tem que dizer "muito bom, melhorou, mas ainda não fez metade do que devia".

    Se não a gente não é esquerda. Vai virar outra coisas, nem quero saber o que.
    Por exemplo, os sindicatos andam pelegando geral. Não estou falando da CUT e do governo, estou falando dos sindicatos pelegando mesmo, literalmente, desistindo de greve 'misteriosamente' da noite pro dia… Na minha opinião, o adesismo da esquerda ao Lula virou uma espécie de catarse ("oh, o Brasil finalmente mudou", etc), muito militante se deu por satisfeita com o PT na presidência e parou de lutar nas bases.

    A situação da militância de esquerda tá MUITO FEIA, em algumas áreas estamos naufragando mesmo. A base social da direita está firme, tem representantes no governo e vai pressionar o governo pra agir por ela. E nós? Acho que o governo lula teria sido mais esquerdista se a esquerda tivesse pressionado melhor. Mas, como eu disse, o povo se acomodou… É mesma coisa com a Dilma. Antes o vice era do PR, partido neném. Hoje o PR está crescendo exponencialmente, e o vice é do PMDB. Se a gente não pressionar, esqueça aquele papo que a Dilma ia ser mais de esquerda que o Lula. Vai ser mais de direita, isso sim.

    Um beijão!

Fabio_Passos

21 de novembro de 2010 às 19h54

O João Pedro Stedile avisa:

"… apesar da apatia e pasmaceira social nesse período de nossa história, não se iludam, o povo voltará a se mobilizar e a se organizar por mudanças estruturais."

"De poucos para poucos " http://www.mst.org.br/node/10102

"
Nossa economia é cada vez mais dependente do exterior e do capital financeiro. O Estado brasileiro transformou-se no acumulador da poupança nacional e repassa todos os anos mais de 250 bilhões de reais (25% de toda a receita) na forma de juros ao sistema financeiro, com as inaceitáveis teses de superávit primário, que nenhum país desenvolvido pratica.

(…)

Temos uma dependência tecnológica. Investimos uma ninharia em pesquisa e tecnologia. O capital internacional controla nossas riquezas naturais: minérios (basta saber que 52% dos acionistas da poderosa Vale, agora moram no exterior), água, hidrelétricas, petróleo (ao redor de 30% dos acionistas da Petrobras são estrangeiros) e ultimamente até o setor sucroalcooleiro se desnacionalizou, em 33%, em apenas três anos.
"

Responder

carlos saraiva

21 de novembro de 2010 às 19h52

Gostaria de fazer pequenos e simples questionamentos. O Sr. Ildo se diz de esquerda , o que não duvido. Diz que o governo Lula "não é mais um governo de esquerda". Diz ainda que os governos FHC e LULA, não se diferenciam na essencia. Primeira pergunta, os dois governos podem ser denominados de direita? O governo Lula é um governo de direita e o governo FHC foi um governo de esquerda? Se o governo FHC tambem foi um governo de direita, onde está a esquerda? O PSDB, representa hoje a esquerda e o PT a direita, como explicar a disputa eleitoral e o papel da mídia? foi uma disputa de espaço dentro da direita?Porque o discurso mais violento de direita, conservador, preconceituoso e golpista foi dirigido contra o PT, Lula e a candidata Dilma?Esse discurso então estava correto?

Responder

Otávio Augusto

21 de novembro de 2010 às 19h42

Concordo…

Segue ujma outra reflexão sobre o governo petista:
http://espacobanal.blogspot.com/2010/11/o-pt-e-o-

Responder

Romério Rômulo

21 de novembro de 2010 às 19h22

quem não conhece o ildo sauer pode pensar que ele é um socialista convicto. perder cargo em governo dá nisso.
romério

Responder

Jyame

21 de novembro de 2010 às 19h01

Conclusão, Ildo Sauer é tucano. Falou muito e não disse nada…

Responder

Scan

21 de novembro de 2010 às 18h12

Parei de ler em "…OGX faz sombra à Petrobrás".
Esse sr. é uma rematada cavalgadura.

Responder

Luca K

21 de novembro de 2010 às 18h07

Muito interessante a entrevista! Agradeço a postagem! Vou salvar e divulgar entre amigos.

Responder

    Rodrigo

    21 de novembro de 2010 às 20h21

    Não se iluda, Ildo Sauer tece ódio de Dilma. Foi limado da Diretoria de Gás e Energia da Petrobrás por ela. Graça Foster entrou no lugar. De lá pra cá, tudo que se refere a Dilma ele critica.
    Ademais, não é cientista político para fazer as análises que se propôs. Aí tem muito mais revanchismo do que patriotismo.

oswaldo j. baldo

21 de novembro de 2010 às 17h28

Apesar de grandes conquistas da maioria dos brasileiros, desenvolveu-se em contra partida um sobre preço a tudo, esse sobre preço teve uma ação contraria a tudo que foram as conquistas ou seja, quem esta lá, continua subindo ao mesmo tempo ou até mais que o elevador da maioria dos brasileiros sobe.
A diferença é que sairam da miséria e acenderam a outras classes milhares de brasileiros, essa inclusam possibilitou apenas que com maiores oportunidades alguns por seus méritos cheguem lá, mas a maioria vai só conquistar uma melhor qualidade de vida ou seja o salario Ô.

Responder

LUCAS PEREIRA

21 de novembro de 2010 às 16h44

BBC: Estaria chegando a vez do Brasil?
Reportagem não traz nenhuma novidade para um cidadão brasileiro minimamente bem informado.
Mas é sempre bom saber o que pensam sobre nosso país lá fora.
E a impressão passada nos últimos anos, bem como a perspectiva para os próximos anos, é animadora.
O maior desafio, na opinião dos gringos? A brutal desigualdade que, para eles, tem sido diminuída aos poucos.
A conferir no link abaixo: http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2010/1

Responder

ratusnatus

21 de novembro de 2010 às 16h10

Onde esta a crítica:
Cita o México e diz que somos iguais proque temos petróleo.
Bom, e dai.

Responder

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 17h12

    Privataria da partilha e/ou concessões x Petrobrás 100% Estatal
    Parte da riqueza do pre sal já foi entregue para exploração privada.

    O risco é claro: Riqueza dividida entre os ricos e os pobres chupando o dedo.

Pedro Luiz Paredes

21 de novembro de 2010 às 16h08

Nossa, tentei comentar esse texto em duas partes porque é muito chato de ler.
O escritor não tem objetividade e por falta do que falar fica vagando pela história como se isso validasse mais a opinião. Para cima de mim não!
De repente ele falou que o preço do petróleo do pré sal não é tão melhor assim que os outros, alias ele deve estar correto pois é tão perto um do outro (alguns quilometros) que foram coisas de semanas, alias as coisas são assim na geologia moderana, porque é criacionista, ou seja, deus criou uma camada em um dia, no outro colocou uma camada de sal no meio, encheu com mais petróleo por cima e depois fez o mar!
A discussão sobre o modelos de exploração aqui se mostra ausente quando não colocados claramente os interesses en questão. Até porque se trata de um planejamento de décadas e é bom ficar pianinho até termos condições de fazer o que o Chaves fez na Venezuela na questão energética. Querem que eu desenhe?????? Em resumo, o modelo de partilha é o melhor porque não cria desvinculação e muito menos altera a propriedade do óleo, depois fica mais fácil aumentar a participação do estado quando for necessário, quem sabe quando tivermos uma industria mais forte e precisarmos de um pouco mais desse petróleo.

Responder

IV Avatar

21 de novembro de 2010 às 15h54

A velha questão segundo a qual Lula deveria ter partido para a ruptura logo ao assumir, a questão é saber se isto teria tido algum resultado prático para estes que melhoraram de vida nestes últimos oito anos, ah sim, alegam que aos pobres restaram apenas as migalhas, dizem até que Lula foi pai dos pobre e mãe dos ricos, vamos esperar por 2014, se até lá a pobreza tiver sido erradicada, como promete Dilma, este artigo não terá nenhum valor, ah sim, os ricos se tornarão mais ricos com o pre-sal, nós mesmo que pertencemos à classe média gostamos de dividir? Claro que não, nem a CPMF aceitamos enquanto distribuição de renda, viva a utopia socialista, viva a ruptura, o problema é: isto é possível? Falei bobagem?

Responder

Sidney

21 de novembro de 2010 às 15h43

Me desculpe azenha, mas isso está longe de ser uma crítica a esquerda. A contradição no governo existe, mas o primeiro passo para uma revolução na estrutura social já está acontecendo – a erradicação da pobreza extrema.

Para o Brasil ser um país socialista, ele precisa antes de mais nada desenvolver o capitalismo nacional, pois até então vivia um neocolonialismo, e após, subordinar o capital ao trabalho. Essa é a verdadeira tarefa de Dilma, baixar os juros e desenvolver a indústria nacional.

CHEGA DE ESQUERDISMO INFANTIL.

Responder

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 17h08

    CHEGA DE ENTREGUISMO SERVIL.

    Petrobrás 100% estatal

    Luiz Fortaleza

    21 de novembro de 2010 às 17h59

    CHEGA DE DISCURSO VAGO

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 19h37

    Chega de discurso vago: Petrobrás 100% Estatal!

    francisco.latorre

    22 de novembro de 2010 às 01h32

    num viaja..

    please.. poupe.

    parece o plinio 1%..

    ..

    ou então.. diga como.

    intenção vazia.. é dose. dose.

    ..

    bla. bla. bla.

    gastura.

    ..

BTib

21 de novembro de 2010 às 15h24

Outras coisa…OGX faz sombra a petrobras? Só pode ser piada…

Responder

BTib

21 de novembro de 2010 às 15h22

Se PT e PSDB fossem iguais, não teríamos tido a mídia que tivemos ao longo destes anos, insanamente tentando derrubar o governo e a sua sucessora. Se o pré-sal fosse ser dividido com as elites, estas também não estariam tão raivosas quanto ao governo do Lula e o futuro governo Dilma. Dois fatos incontornáveis de que não é bem a mesma coisa…

Responder

Paulo Sarnento

21 de novembro de 2010 às 15h15

Se o texto fosse baseado em números, ou seja, em indicadores que apontam que não é nada disso que Ildo aponta…
Não rola ser pessimista com o futuro
Ildo votou em Serra?

Responder

    lia vinhas

    21 de novembro de 2010 às 18h09

    Boa pergunta, mas eu soube que ele saiu da Petrobrás atirando para todos os lados. Concordo com o Sidney:chega de esquerdismo infantil. Como dizem amigos meus de outro país latino: como a Terra é redonda, quando a esquerda vai muito para a esquerda, acaba se encontrando com a direita. Pior são aqueles que não acompanharam a evolução dos tempos e continuam com seu discurso de sempre, atacaram o governo durante os oito anos e por puro oportunismo, porque sentiram que a coisa iria ficar feia para eles também, todos funcionários públicos na ativa ou aposentados, chamaram seus correligionários ao "voto crítico" na Dilma.

Fabio_Passos

21 de novembro de 2010 às 14h38

Este sistema de partilha pode atenuar as perdas do Brasil em relação ao sistema de concessões.

Mas não há dúvida: É privataria!

Alguém sabe explicar por que o governo mantém a privataria sobre a mais fabulosa riqueza descoberta no Brasil?
É evidente que a privataria do pre sal vai favorecer corporações e os ricos.

Tem alternativa:
"Petrobrás 100% estatal e pública" http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT

"
O PLS 531_2009 propõe:

1- Reafirmação do Monopólio da União sobre as reservas de petróleo e gás do nosso subsolo, estabelecido pelo art. 177 da CF1988;

2- Petrobras 100 % Estatal e Pública;

3- Revogação da Lei 9478/97 que privatiza, de fato, o setor petróleo e gás e permite os leilões das reservas da União;

4- Criação do Fundo Social Soberano com recursos da exploração e produção do petróleo e gás para correção das desigualdades sociais do Brasil, através de investimentos maciços em educação, saúde, habitação, saneamento, reforma agrária, ciência e tecnologia e em meio ambiente.
"

Responder

    @andremendes

    22 de novembro de 2010 às 09h30

    Meu caro Fábio, tomei contato com as reivindicações da Federação Única dos Petroleiros numa reunião do Comitê de Defesa do Petróleo, no Sindpetro-SP. O projeto apresentado por eles é um grande golpe na burguesia, pois retoma todo o ciclo do petróleo (extração, refino, transporte, etc.) para o controle estatal. Só fiquei com uma dúvida, porque no link que você enviou, diz-se que o projeto apresentado pela FUP é o PL 531/09, enquanto aqui, no site da FUP, se fala no PL 5891/09 – http://www.fup.org.br/noticias.php?id=3177

    A dúvida é se o PL 531 seria o tal anteprojeto que a FUP menciona. Me parece que o que transita hoje é o PL 5891. O teor dele é o seguinte:

    * Fim das rodadas de licitações e retomada dos blocos petrolíferos que já foram leiloados;
    * Monopólio estatal na exploração, desenvolvimento, produção, refino, pesquisa e transporte do petróleo bruto e seus derivados, tendo a Petrobrás como executora;
    * Fundo Social Soberano (com controle social) para garantir que os recursos gerados pelo petróleo sejam investidos em políticas públicas voltadas para as necessidades do povo brasileiro (previdência, saúde, educação, habitação, reforma agrária, trabalho, etc) e no incremento de fontes alternativas de energia renovável e limpa;
    * Petrobrás 100% estatal e pública, garantindo também a reincorporação da Transpetro e da Refap e a incorporação da Refinaria Riograndense (antiga Ipiranga), da Refinaria de Manguinhos (RJ) e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG);
    * Estabelecimento de quarentena de 12 meses para os diretores e gerentes executivos da Petrobrás que deixarem a empresa;
    * Mudança do papel da ANP, que deixa de ser reguladora do setor e passa a ter a função de fiscalizar as atividades da indústria nacional de petróleo e gás, sobretudo a distribuição;

    Ademais, precisamos nos organizar e dar nossa contribuição, como for possível, para que esse projeto, o mais progressista (de longe) dos que se apresentam hoje, passe.

    Fabio_Passos

    22 de novembro de 2010 às 19h04

    Andre Mendes, pelo que entendi é o mesmo projeto. Na Câmara dos Deputados como PL 5891/09 e no Senado Federal como PLS 531/09.

    "Campanha do petróleo convoca estudantes e lança carta aberta às executivas de curso" http://www.apn.org.br/apn/index.php?option=com_co

    Temos mesmo de nos organizar. Percebe que os apoiadores do governo sentam a pua no Ildo Sauer mas não tem coragem de defender o sistema de partilha? Creio que tem espaço prá pressionar o governo.
    Talvez transpareça demasiado rancor na análise do Ildo Sauer e assim a demanda perde a força entre a esquerda que apóia o governo em qualquer circunstância.

    De minha parte vou escrever agora mesmo ao meu deputado Dr Rosinha e ao meus senadores Requião/Gleisi cobrando apoio.

    Coloque um comentário lá encima defendendo a Petrobrás 100% Estatal.

    @andremendes

    23 de novembro de 2010 às 05h55

    você tem razão, pelo que eu entendi é isso mesmo.

    sobre a indignação com o texto do sauer, acredito que veio do viés fortemente denuncista que ele adotou, simplesmente apresentando as falhas que existem e não discutindo as alternativas que se apresentam, como o projeto da FUP. assim corre-se mesmo esse de interpretar, como muitos aqui o fizeram, como um ataque gratuito ao governo.

    inclusive, acho que se focar simplesmente na denúncia das falhas (que inegavelmente existem) ao invés de se organizar em torno da cobrança das reivindicações contribui pra criar situações como as que estamos vendo aqui nos comentários, de reforço das ilusões (que também são inegáveis) – algumas pessoas veem nisso uma agressão e se agarram ao que têm. é preciso, sem abrir mão das nossas convicções, adotar um tom mais sereno às vezes, companheiro. não fazer isso pode prejudicar o diálogo.

    não acredito muito em ciberativismo, penso que precisamos ir pra rua. vou me informar melhor sobre como andam as atividades do comitê lá no sindipetro pra me integrar melhor à luta cotidiana dos pretoleiros.

    um abraço.

Reginaldo

21 de novembro de 2010 às 14h34

Realmente a decepção do governo Lula foi justamente este rompimento com a esquerda de fato e opção por esquerda-centro se é que pode chamar disso. Espero que a presidente Dilma pelo menos realize esses grandes projetos sociais e consiga distribuir melhor a riqueza do País. A maioria da população do Brasil não tem consciência disso porque é comandada pelos PIGs. Acho que a presidente eleita tem um grande trunfo nas mãos.

Responder

coelho

21 de novembro de 2010 às 14h34

O governo do Lula não só não fez a reforma agrária, como atrapalhou uma revolução que estava em andamento, através do enfrentamento do latifúndio pelos trabalhadores. Os líderes foram calados, tomados pelo governo, que partidarizou órgãos como INCRA, tornando-os ineficientes e a serviço de interesses privados mesquinhos. Foi no governo do Lula que o Daniel Dantas adquiriu simplesmente 800.000 ha de terras. Quantos trabalhadores rurais não poderiam se beneficiar de tudo isso. E, como se sabe, essas terras estão localizadas em uma região riquíssima em minérios, os mesmos que ajudaram enriquecer o tal do Eike Batista. Ao povo, migalhas. Aos ricos, milhões

Responder

Alexandro

21 de novembro de 2010 às 14h17

Me assustei lendo os comentários. Cuidado, gente. Defender o governo Lula acima de tudo e de todos e enxergar em toda critica, uma crítica de direita, é fechar os olhos para a realidade. O Brasil continua sendo, apesar dos avanços, um país pobre e com milhões de pessoas vivendo na pobreza, o nosso sistema de saúde continua sendo uma piada e por aí vai. Concordo com o Azenha, precisamos criar uma crítica de esquerda ao governo Lula e para isso precisamos ser menos apaixonados e mais críticos.

Responder

ricardo silveira

21 de novembro de 2010 às 14h11

Há uma pseudo esquerda que nunca perde a oportunidade de jogar água no moindo da direita. Quando no Parlamento, atua de forma personalista, e mais atrapalha do que ajuda a avançar. A dificuldade de olhar para a realidade concreta, objetiva, sem mistificá-la e sem criar falsas correlações de força, só pode levar a idealizar a prática. Acontece que, quem governa, para ser conseqüente, tem que ser mais responsável, senão, dá-se um passo à frente e um monte para trás. Todavia, o governo Lula não deve ficar isento de críticas, mas não essas, que foram feitas, porque apenas retóricas.

Responder

antonienko

21 de novembro de 2010 às 14h09

Se alguem queria revolução com o Compaheiro Lula e não viu. é que é cego.
Perdeu a década de 70.
Ele e seus companheiros (poucos, do tamanho da LIBLU) enfrentaram um golpe poderoso, armado e internacional.
Enquanto artistas, políticos fugiam(sem críticas), O Lula instalou rua reação no segmento inatacável da mão de obra operária..
Operários que moviam as fortunas dos golpistas da época. Lula e seus companheiros.Sozinhos! O grande Pasquim era a única fonte de informação dessa movimentação de resistência.
Lula desconstruiu as bases do militarismo. Fortaleceu a politização das classes plebes. Seduziu jornalistas.
Derrubaram sozinhos a ditadura militar. Ou foi o Ullisses?
Elites existem há 10.000 mil anos. Lua há 8 anos.
Repetir os revolucionários do passado significa não entender o presente.. Críticas recheadas de abstrações antigas, é plágio puro, e ultrapassado. Mas sobra aquilo que disse "Alguém" 100 anos atrás: a revolução tem que ser contínua e permanente.
A sociedade quer o que as elites querem. Numa disputa franca , pessoas como o Lula , nos dirigirão, para diariamente, ganharmos as batalhas.
Inaceitável é a postura dos estranhos ao Brasil em nos desafiar e participarem de nossas gloriosa Perdas e Ganhos.
Sem arriscarem a própria integridade física!

Responder

José Ayres Lopes

21 de novembro de 2010 às 13h41

Desculpem-me, mas este Ildo já encheu o saco. Foi voto vencido, saiu magoado e fica aí atirando e cuspindo no prato em que comeu. Hoje dedica-se a desqualificar o governo Lula. Continue independente Azenha, mas não precisa convocar os chorões ressentidos. Muito blá blá blá… Lamentável!, como diria aquela senhora que foi candidata…

Responder

Conceição Lemes

21 de novembro de 2010 às 13h32

Cícero, criticar, tudo bem. Palavras ofensivas, não. abs

Responder

    Conceição Lemes

    21 de novembro de 2010 às 17h18

    Cícero, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa", rs. Criticar, ok. Chamar do que vc o chamou (lembra-se dos vários adjetivos?), não. Só isso. Critique com o cérebro, não com o fígado. abs

Trindade

21 de novembro de 2010 às 13h20

Infelizmente ildo Sauer guarda o rancor de não ter sido Ministro de Minas e Energia no Governo Lula.
Acertadamente Lula colocou Dilma e hoje vemos bem quem é ildo Sauer.

Responder

El Cid

21 de novembro de 2010 às 12h36

Postando documentários mais uma vez:

11 de setembro, conspiração interna: http://www.megaupload.com/?d=FD9B4OA7

BBC – Racismo, a História: http://www.megaupload.com/?d=IO1CUKX7

Dinheiro como Dívida: http://www.megaupload.com/?d=Q75YVPPZ

Opus Dei: http://www.megaupload.com/?d=RIB0DG77

Os Mestres do Dinheiro: http://www.megaupload.com/?d=VTMHV59R

Responder

mello

21 de novembro de 2010 às 12h32

Ildo Sauer é um grande conhecedor do assunto Energia. Foi um dos formuladores da política do candidato Lula em 2002. Junto com Pinguelli é digno de prestarmos atenção em suas avaliações sobre o setor.
Depois de sua substituição em cargo importante da Petrobrás , já no governo Lula, passou a ser um crítico ácido, feroz, da política de energia do PT, particularmente à Dilma, então Ministra das Minas e Energia. Isso enfraquece um pouco os seus argumentos.

Responder

Hamilton

21 de novembro de 2010 às 12h25

A questão de ser contra ou a favor do governo Lula chegou a uma tal polarização que hoje qualquer critica é entendida como uma crítica de direita. Não tenho dados para avaliar todos os comentários feitos por Ildo Sauer, mas alguns dos dados que ele levantou são de conhecimento público. Por exemplo, a entrada de Eike Batista no ramo de petróleo foi feita à partir de "consultorias" a altos funcionários da Petrobrás. Eike comprou concessões onde não havia qualquer risco, com completa conivência do governo. Outro ponto fundamental é o regime para o pré-sal. O regime no México é semelhante ao que empregaremos, mas com uma diferença: lá o valor do petróleo foi pré-fixado em US$ 2.00, aqui o valor é 4 vezes maior. Mas isso é suficiente? Não é um valor também irrisório? São questões que devem ser debatidas e não simplesmente catalogadas como críticas de direita. O que Ildo Sauer faz, no fundo, é uma equiparação entre o governo Getúlio e o governo Lula: pai dos pobres, mãe dos ricos, essa é a crítica de esquerda ao governo Getúlio. Ela também cabe ao governo Lula?

Responder

Fabio_Passos

21 de novembro de 2010 às 12h19

Não vi nenhum argumento contrário a posição do Ildo Sauer em favor de uma Petrobrás 100% estatal e o fim da privatização do pre sal (partilhas e/ou concessões).

Em minha opinião a privataria é um processo de favorecimento dos ricos em detrimento dos interesses dos pobres.

Manter a privataria no pre sal – que é a grande perspectiva para o Brasil alcançar desenvolvimento/justiça social – com este sistema de partilha é contra os interesses da população brasileira.

Chega de privataria!

Responder

    joker

    21 de novembro de 2010 às 15h18

    Isso nunca vai acontecer… os ricos vão querer ficar mais ricos.. e como controlam a economia, se não fizerem o jogo deles podem simplesmente afundar o Brasil..
    E assim continuaremos refém desse sistema.

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 17h15

    Nunca diga nunca.
    Porque sempre fomos roubados não significa que sempre seremos roubados.

marcello mantovanni

21 de novembro de 2010 às 12h00

Mais uma "janaina" (referência a "professora que defendeu uma aluna que destilou ódio contra nordestinos pela derrota fragorosa de seu candidato)… reduzir todo o governo Lula a um assistencialismo é algo tão pueril que o artigo, com todo o respeito Azenha, deveria ter sido publica no blog do augusto nunes et caterva…

Responder

Sergio F. Castro

21 de novembro de 2010 às 11h51

Opinião pessoal, mas não gostei do Post, parece manifesto do PSOL, isto é, o governo Lula é uma porcaria reformista (seria melhor termos um governo tucano dentro da tese do "Quanto pior, melhor…) e só a revolução socialista (às armas trabalhadores!) nos salvará, papo que cheira a bolor…

Responder

Filipe Rodrigues

21 de novembro de 2010 às 11h19

Esse Ildo Sauer é um babaca, tem raiva do PT porque foi demitido da Petrobrás, devia ser um incompetente (20 anos atrás, muitos petistas eram assim, só tinham discurso e gogó, más na hora de colocar em prática…)
Se Lula e FHC são iguais, por quê a elite (principalmente a paulista) tem tanta raiva do "barbudo"?
O projeto tucano era fornecer todo o pré-sal para a China, esse Sauer tentou confundir a opinião pública afirmando que o Lula leilou o Pré-Sal para os gringos, sendo que o modelo de concessão foi implantado pelo PSDB e na hora que a grande reserva petrolífera foi encontrada o governo do PT propôs o modelo de partilha.
Sauer deveria ter seguido o exemplo do Fernando Siqueira, engenheiro da Petrobrás e um dos primeiros a alertar sobre a importância do Pré-Sal, Siqueira é filiado ao PDT/RJ e foi candidato a Deputado Federal nas últimas eleições (infelizmente não eleito).
A todos os seguidores do Azenha, que tal a gente propor que o Fernando Siqueira seja indicado pela Dilma para ocupar uma das diretorias da Petrobrás?

Responder

Paulo Agostinho

21 de novembro de 2010 às 11h16

Sub-imperialismo? governo populista? Tá perdido, o coitado. Tá precisando se reciclar, pra entender o que é ser esquerda em termos concretos, não em teorias abstratas.

Responder

Luiz - Fortaleza

21 de novembro de 2010 às 10h44

Lendo uma parte da entrevista, percebo uma certa análise puramente fenomênica dos fatos. A esquerda ou centro-esquerda no Poder político não pode dizer tudo claramente, pq uma palavra anti-capitalista pode fazer desandar talvez uma estratégia oculta do PT. A burguesia brasileira e internacional tem knowhow político-econômico pra garantir sua hegemonia histórica. Compreendo que algumas questões não podem ficar tão claras, para não haver a priori uma reação do inimigo. Mas o PT sabe da sua tarefa histórica hoje e não é fazer socialismo. Por outro lado, ele fala em educação, mas não fala de q tipo de educação (a capitalista?). Ou seja, esse cara também, sem perceber, cai no mesmo discurso reformista do capitalismo dito mais humano. Qto ao movimento sindical, concordo q os dirigentes são na sua maioria pragmáticos, até ateóricos, desideologizados marxianamente. Sem teoria revolucionária – diz Lênin – não há movimento revolucionário. Como diz Marx, não fazemos a história a partir da pura vontade política, mas a partir das circusntâncias com q nos deparamos (Ler 18 Brumario).

Responder

Roberto Ribeiro

21 de novembro de 2010 às 10h29

Excelente entrevista do dr. Ildo Sauer, no entanto, em seus pronunciamento sinto um certo grau de ressentimento em relação a Lula e ao PT.

Responder

Sidartha Silva

21 de novembro de 2010 às 10h22

Caro Azenha, também concordo que é importante a construção de uma crítica à esquerda do governo Lula. E concordo com algumas colocações de Sauer, mas não com todas. O fato de a maior parte da população brasileira "parecer feliz" ou aprovar majoritariamente o governo Lula só é um paradoxo para quem não entende – como Sauer e normalmente os (ultra)esquerdistas – as razões do sucesso de Lula. Realmente, para quem acha que Lula é apenas assistencialismo e jogo de cena, será um enigma de esfinge saber como é tão popular.
Além disso, como alguém já comentou aqui, há concessões de Sauer aos juízos da direita – é o caso dos extremos (esquerda, direita) que se tocam. Dilma não venceu "nos grotões" apenas. Isso é conversa de quem insiste com a tese conservadora e direitista de que os tucanos vencem no "Brasil desenvolvido e esclarecido" enquanto os petistas só ganham no Brasil "dos miseráveis e ignorantes". Ou seja, outra bola fora esplêndida de Sauer.
Por fim, esquerdistas como Sauer insistem no voluntarismo político radical(óide), atacam Lula por ter ido em direção ao "desenvolvimento do capitalismo" no Brasil etc. Eu sou um comunista das antigas, etapista e muito realista: temos, sim, que desenvolver o capitalismo ao máximo neste país, e com ele a indústria (já mediada pela crítica e pelos filtros ambientais), com a indústria um mercado de trabalho de fato, e com ele uma classe trabalhadora assalariada de massa. E, com esta, a luta pela expansão ou efetivação dos direitos trabalhistas e sociais (welfare state). E, com este, maior segurança para a classe assalariada, para, quem sabe num dia qualquer do futuro, ousar fazer questionamentos ou ter práticas que apontem para um horizonte pós-capitalista.
O contrário disso é república de bananas, é pobreza e violência africanas, é o mergulho num capitalismo absolutamente selvagem e bárbaro, em que o dinheiro continuará fluindo do mesmo jeito, mas para poucos e à custa do sofrimento de incontáveis.
Enquanto Sauer, psolistas e outros guetos da extrema-esqueda não perceberem isso, continuarão a ser insignificantes na cena política brasileira, incorrendo em desserviço ao país, ao não conseguirem construir uma alternativa à esquerda de Lula que, de modo realista e consequente, consiga puxar o governo para o lado da consecução de uma socialdemocracia em nossa sociedade.

Porque o governo Lula, embora seja mais do que assistencialismo (muito mais – duvido que alguém consiga nominar um grupo ou segmento social no Brasil que tenha perdido de fato nos anos Lula. Todos ganharam, ainda que de forma variável, e ainda que alguns grupos não tenham ganhado muito – ou quase nada -, mas ninguém perdeu. De pobres a ricos, de trabalhadores a empresários, de baixos a altos salários, de idosos a jovens, de analfabetos a universitários, houve políticas para praticamente todos), peca, sim, ao não ter impulsionado algumas reformas de cunho estrutural, que são necessárias para a ruptura da dinânima de reprodução da pobreza ou da desigualdade. Nossa educação, por exemplo, ainda não viu um salto de tipo coreano. A questão fundiária ainda está para ser atacada – o agrobusiness, que mescla jagunçada e operações financeiras de ponta em seus negócios, ainda não foi quebrado em seus pilares fundamentais, que são nocivos para o conjunto da sociedade, ao impedir maior democratização da propriedade e maior socialização do capitalismo brasileiro. O Estado brasileiro foi em boa medida recomposto do sucateamento sistemático em que foi atirado pela triste década tucana, mas ainda é preciso avançar muito, até termos instituições republicanas. Aliás, falando nelas, precisamos reformar aquele que deve ser o pior dos poderes da república – o Judiciário. Este parece ser o último baluarte do conservadorismo, do reacionarismo e dos privilégios da direita e das elites brasileiras. Nosso sistema de tribunais é um convite à rapinagem praticada pelos ricos e poderosos contra o restante da população (pobres, assalariados, classe média etc).
Enfim, já me estendi demais.
Saudações a todos
Sidartha Soria e Silva

Responder

    Cícero

    21 de novembro de 2010 às 16h55

    Perfeita a sua análise. Parabéns.

    Thelma Oliveira

    22 de novembro de 2010 às 11h32

    Que bom ler esse comentário. Confesso que fiquei estática depois de ler o post, pensando em mtas coisas sem conseguir chegar a qq conclusão. Hoje, decidi ver os comentários pra ver se tinha alguma luz no fim do túnel. Concordo que devemos ter uma postura crítica sempre, inclusive em relação ao (no meu caso) partido da minha juventude e do meu coração. Mas achei meio deslocadas algumas críticas do post, que me fizeram pensar que eu e outros 56% das população brasileira estávamos completamente iludididos. Foi necessária essa mediação para retornar as coisas pro lugar. Concordo com o Fabio Passos, que o modelo dever ser completamente estatal, conforme o PLS 531_2009, com lucro revertido para a sociedade brasileira, mas tb vejo que 8 anos para recuperar 500 é pouco tempo. Tb penso, conforme vc disse, Sidarta, que nem tudo pode ser dito e esclarecido em uma política de esquerda e, por isso, espero que as coisas caminhem para o benefício do país como um todo, mesmo sem que se saiba.

    Thelma Oliveira

    22 de novembro de 2010 às 11h33

    cont.
    Acredito que a Dilma vai ser mais dura q o Lula, menos preocupada com efeitos políticos e mais com a construção de uma nova etapa da efetivação das políticas sociais. E, como pessoa ligada à educação, aguardo ansiosa que esse seja, junto com a saúde, o projeto mais importante desse governo, até como forma de possibilitar que as pessoas tenham, cada vez mais, condições de discernir entre os diferentes projetos políticos, àquele que mais atende e atendeu as necessidades do país.

Jairo_Beraldo

21 de novembro de 2010 às 08h34

Este post ficou mais parecendo desabafo das viúvas de FHC, que outra coisa.

Responder

crisolito

21 de novembro de 2010 às 05h03

Ildo o que?…..KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK…
vai procurar uma trouxa de roupa pra lavar. quem manda é a gente, vai agorar o capeta lá nos infernos.

Responder

Lukas

21 de novembro de 2010 às 04h00

Li toda a entrevista e boa parte dos comentários e infelizmente parece que as pessoas não entenderam exatamente o que Ildo quis dizer.

Para entender o quadro político atual é preciso olhar para a história do Brasil e os grupos de interesse.

O governo FHC trazia em si a manutenção da ordem mais antiga do Brasil, abraçando latifundiários, industriais paulistas e grupos conservadores. Esses grupos são a versão moderna dos senhores de engenho, dos barões do café, da estratificação da sociedade e da manutenção das relações patriarcais e autoritárias. Em outras palavras, pode-se dizer que era um governo elitista e que vinculava o Brasil ao capitalismo mundial na condição de colônia. O projeto neoliberal do PSDB até tinha sua lógica teórica, mas havia uma falha grave dentro de si: o Brasil não tem capital nativo (financeiro e cultural) para ser liberal de fato.

A chegada de Lula ao poder veio reforçar o capitalismo no país. Reforçar o capitalismo é ampliá-lo. Milhões passaram de miseráveis a pobres e de pobres a consumidores. Quando foi eleito em 2002, ninguém de fato acreditava que Lula seria um comunista cubano e de um modo geral a sociedade brasileira não queria isso. Lula não traiu o povo. Muito pelo contrário, fez o que o povo queria: massificou o capitalismo. E aqui surge toda a raiva da elite.

A inclusão dos miseráveis ao mercado consumidor tira das velhas elites a possibilidade de explorá-los nos limites mais baixos possíveis. Tira-lhes também o status de consumidores num país de miseráveis e iguala a todos sob o status de consumidores. As novas classes consumidoras passam a exigir salários e condições de trabalho e vida que reduzem os limites de ação da velha elite.

Faz certo sentido comparar Lula a Getúlio Vargas.

Diante de um país cada vez mais capitalista, faz sentido, portanto, que se comece a fazer críticas mais à esquerda. É difícil julgar se o governo Lula não avançou mais porque não pôde ou porque não quis. O fato é que as reformas agrária e educacional (as duas reformas mais "perigosas") não aconteceram. Mas acho que tudo tem o seu tempo. O Governo Lula cumpriu o seu papel para o momento. A velha elite conseguiu um desempenho considerável nas eleições, mas está bastante enfraquecida. O governo Dilma poderá consolidar o capitalismo de massa no Brasil e fazer com que a velha elite seja enterrada de vez.

Quanto à esquerda, é hora de começar a se organizar. O PSB teve um desempenho promissor na última eleição. O PC do B, fiel à sua histórica lógica, apoia o governo Lula. E o PT mantém dentro de si vertentes mais socialistas.

Por ora sejamos gratos a Lula e Dilma por reforçarem o capitalismo de massa contra o velho colonialismo das velhas elites.

Responder

Fabio_Passos

21 de novembro de 2010 às 01h53

Se o padrão atual no mundo é que 77% do petróleo está sob controle estatal, por que o Brasil definiu este sistema de partilha, entregando uma boa parte da renda do petróleo para corporações privadas?

O pre sal é a oportunidade de promover uma transformação social fabulosa.
Sua exploração precisa estar estratégicamente integrada aos interesses nacionais.

Por que insistir no modelo da privataria?

Responder

Leonardo Câmara

21 de novembro de 2010 às 01h18

Parece que estamos vivendo a confirmação da teoria da síntese atribuída a Hegel. Tanto o capitalismo do liberalismo selvagem, quanto o socialismo utópico da sobreposição do interesse coletivo aos interesses privados parecem não aceitar o modelo encontrado por Lula, de forma absolutamente intuitiva.

O discurso deles é muito parecido, pessimista, quase destrutivo, prevendo uma desgraça próxima que certamente não virá. Este é um momento de virada na história. Estamos vendo que este modelo em que o estado forte media os interesses dos elementos constituintes da nação sem se impor de forma absoluta a nenhum deles, tem obtido real sucesso por que segue fielmente as premissas democráticas.

Isto parece estar em conformidade com a teoria atribuída ao matemático estadunidense John Nash Frobes Jr., muitas vezes chamada de " teoria dos padrões governantes". Por conta de outros interesses, hoje se encontra como subárea da teoria dos jogos e aplicada em teoria econômica (aliás, muito conveniente para o establishment essa mudança estratégica do nome, não?). Grosso modo, ela sustenta que é necessário que cada busque o seu interesse, tendo sempre em conta o interesse coletivo.

É estranho, pois neste réquiem bizarro mais uma teoria encontra confirmação, a teoria da ferradura: "Os extremos estão mais próximos entre si dos que estes do centro".

Muitos desejaram viver para testemunhas estes dias, no entanto, poucos se dão conta disso…

Coincidentemente ambos os vaticinadores de teorias superadas à direita e à esquerda têm um discurso melancólico muito parecido. Agarraram-se aos ideiais sem se aperceber que seus sonhos nunca foram capazes de prover uma solução concreta para as questões humanas.

Responder

Durvaldisko

21 de novembro de 2010 às 01h17

Dor de cotovelo ,no amor e na política, tem o mesmo tom:ressentimento e mágoa.Pior, arrogante, se imaginava intocável na Petrobrás.Segundo suas palavras,superado até pelo IKe Batista.Os próximos oito anos ,lhe serão bem dolorosos…

Responder

Edemar Motta

21 de novembro de 2010 às 00h53

Dizia minha santa vovó: os bons quando se tornam maus ficam péssimos. Eu digo: nada mais anti-petista que um ex-petista.

De todo modo, vou revisar meu estilingue e me perfilar ao lado do sr. Sauer, provável páginas amarelas em breve, para empurrar o capitalismo mar adentro e Andes acima. Marchemos com esses teóricos sem nenhum compromisso com a realidade, o abismo nos acolherá.

Enquanto isso, rezo para que Dilma, como Lula, concretize as melhoras possíveis para o povão, a começar pelo dos grotões, onde as necessidades e as dificuldades são mais prementes.

Responder

Geraldo Galvão

21 de novembro de 2010 às 00h50

Bem que o Sauer no 2º turno, tentou dar uma forcinha para o candidato da direita, o Zé Bolinha. Mas ninguém deu ouvidos ao que ele falou. O professor Ildo Sauer, demitido pela ministra, da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, não perde a oportunidade de criticar a Dilma e o governo Lula. É como eu sempre digo: o pior adversário do PT e do Lula, são os ex-petistas e os demitidos do governo

Responder

Marcelo

21 de novembro de 2010 às 00h31

Valeu pelo bom texto, uma opinião divergente e bem construída nos faz pensar e ponderar, contudo discordo de diversos pontos e vou cita-los: só quem nunca passou aperto na vida pra comer sabe que o "assistencialismo do bolsa familia livra da fome certa enquanto resgata a dignidade a muitos pais e mães de familia; acreditar que o PT criou "currais eleitorais" em locais com menor grau de desenvolvimento é no mínimo falta de carater, afinal de contas os caras passavam fome ou não tinham perspectivas de vida que não fosse a migração pro sul/sudeste e agora aparece alguem que reverte este quadro e é chamado de fisiologista!; sou professor e pesquisador e não concordo em nada com a paridade que o autor tenta criar entre o governo fhc e Lula, citando que a pauta foi apenas para a burguesia, eu vi e estou vendo um esforço conntra tudo e contra todos para universalizar a educação superior e ensino medio técnico, assim como nos tirar do abismo medieval no mundo da ciência; eu quero sim a PAX LULENSIS, c/ investimento em ciencia e tecnologia em ensino superior e tirando da míseria o faminto de hoje para que seu filho seja um doutor amanhã e não mais um escravisado.

Pensando melhor, não gostei do texto!

Responder

Marcos

21 de novembro de 2010 às 00h16

Na cidade mineira de Barbacena existe uma tradição. Quando não é a família Andrada que está no poder, é a família dos Bias. Às vezes acontece de se eleger alguém que fez apresentou contra a hegemonia destas duas famílias. No entanto, durante o mandato o eleito vai se mostrando a cara de uma das famílias dominantes. São pessoas que no meio do caminho fazem uma desvio cíclico onde sempre retorna ao início.
No Brasil funciona de forma semelhante. O Serra, por exemplo, cometeu na sua juventude algumas "peripécias" próprias da juventude, mas voltou ao seu próprio ninho, o da elite. Não conheço esse Professor Ildo Sauer, mas ao que tudo indica é alguém que fez o mesmo percurso de Serra.
Se analisarmos bem, a extrema esquerda e a extrema direita se completam.
Não podemos dizer que o governo do Presidente Lula foi o governo dos sonhos, no entano, jamais poderemos compará-lo a FHC e companhia.
Este comentário me parece mais com a postura de uma criança "birrenta" que está indignada por se achar melhor que a outra e ter aparecido menos.

Responder

assalariado.

21 de novembro de 2010 às 00h02

O discurso é bonito e de esquerda porém,será necessário seus partidos de 'esquerda',entre outros pequenos burgueses avisarem o povo desta dissimulação da social democracia lulista,em conluio com a buguesia 'nacionalista'. Desta forma,criou-se um arremedo de socialismo que,enquanto a elite do capital mais que dobrou a Mais valia -(seus lucros)-,os assalariados continuam em sua imensa maioria ganhando até R$800,00/ mes e,nos escamoteiam,dizendo que,agora somos classe média -( a familia inteira trabalha, cada um ganha 800 reais/ mes que vezes 4 é igual 3200,00, oba agora sou classe média,me engana que eu gosto)- e,por tabela,obrigam-nos a fazer banco de horas/ horas extras/ aumentam o ritimo de produção… A estes 'revolucionários' de botequim falta ter coragem necessária e descer dos seus pedestais academicos e vir à periferia avisar o povo. A esquerda só vai ser(de fato) esquerda,quando tiver contado direto com as senzalas da pirâmide social brasileira,fora isso,todos os discursos 'revolucionários' serão em vão,não tem pré sal que de jeito se não criarmos consciência politica popular.

Responder

Fauzi

20 de novembro de 2010 às 23h39

Os cães ladram e a caravana passa …

Responder

    João Grillo

    21 de novembro de 2010 às 09h13

    Tem gente que não se deixa desimpregnar de jeito maneira de uma tal de Albânia. Os caras passam 24 horas fechando cortina de ferro e não viram ainda que, tanto Friedman, como Engels, se vivo fossem, teriam que se repensar. Disso tudo que o Sr. (esqueci o nome) falou, eu fico mais com o clima maravilhoso do Hitchcock no Intriga Internacional, em preto e branco. Ou será a turma fascista do FHC tentando minar o Brasil que está dando certo, agora com discurso Henver Roxa? Tá bom assim, presidenta. Não invente não, só melhore.

soninha

20 de novembro de 2010 às 23h07

Parabéns, Azenha, fazia tempo que não lia algo interessante por aqui…

Responder

Nilva

20 de novembro de 2010 às 23h04

Azenha, estas me parecem críticas à direita.

Responder

    rogério

    21 de novembro de 2010 às 00h19

    À direita da esquerda, né?

    Adroaldo Lima L.

    21 de novembro de 2010 às 16h15

    byby azenha e illlldoooo!

Pedro Luiz Paredes

20 de novembro de 2010 às 22h47

Eu venho pensando exatamente nisso ultimamente.
É claro que que há de se ter forte setores econômicos estratégicos, não só para dar alicerce ao crescimento já que grandes grupos são muito dinâmicos para investir e uma salva guarda já que quanto mais as empresas brasileiras forem globalizadas e/ou de capital aberto, mais o capital vai depender do Brasil; isso traz importância e segurança geo-política já que ninguém vai querer perder dinheiro.
Da mesma forma como foi importante o robusto sistema bancário e os juros para puxar o crédito quando ele era escasso (no primeiro ápice da crise), ele agora é a erva daninha do sistema financeiro brasileiro já que não podemos ficar subindo ele a bel prazer para conter a inflação enquanto o Brasil continua crescendo, se quisermos continuar a crescer.
Mas com uma política agressiva na questão das micro, média e pequenas empresas, aparelhamento das vias alfandegárias para agilizar a importação ao menos nesse período, o monitoramento e ajustes fiscais ainda relativos à importação e exportação quando for conveniente para conter a inflação em determinado setor; e o tema mais delicado de todos porém essencial para essa possível revolução, a reforma trabalhista. Alias, nem acho que precisa de uma reforma tão grande mas precisamos de mais dinamismo nas contratações e demissões, diminuir a carga horária e certos encargos do empregador.
A questão da educação é essencial!

Responder

fernandoeudonatelo

20 de novembro de 2010 às 22h24

Não é bem assim, primeiramente, a propriedade sobre as jazidas do pré-sal (baixo risco exploratório e grande produtividade) será da União. Segundo, a concessão ocorrerá apenas nas áreas já licitadas anteiorimente ao processo de votação das leis referentes ao contrato de partilha. A concessão só ocorrerá, como caráter raro, na presença de reservas com alto risco exploratório e baixa produtividade segundo estudos preliminares da Petrobras.

No mais, a BR terá participação societária mínima de 30% nas empresas que porventura, prospectarão as áreas ainda não licitadas, equivalente a capitalização de 5 bilhões de barris de petróleo para a BR. Lembrando, que boa parte do petróleo e gás ficarão em propriedade da União, compondo estoque regulatório ou reserva de longo-prazo.

A BR terá preferência no Bônus de fornecimento de óleo para a União, significando que ela terá maior competitividade sobre os bolsões, adquirindo monpólio de exploração sobre os mais importantes poços.

Bom, contrato de partilha de produção não é dar um pé na bunda dos estrangeiros, mas usa-los em favor de nossos interesses.

Responder

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 01h20

    Então.
    O que o Ildo Sauer alerta é justamente que a maior parte da renda do petróleo será apropriada por corporações privadas.
    Isto não é usar corporações em favor dos nossos interesses. É ceder nossa riqueza aos interesses das corporações.

    Se o padrão atual de exploração do petróleo no mundo é nacionalizar perto de 70% de sua renda… porque diabos o Brasil aceita muito menos?

    A lógica da privataria permanece.

    Thelma Oliveira

    22 de novembro de 2010 às 11h49

    Mas os estrangeiros, acostumados e muito eficientes em tirar todo tipo de proveito das suas antigas colônias (formais ou não) há séculos, serão tão ingênuos a ponto de permitirem ser usados? Essa não é uma perspectiva meio simplista?

CC.Brega.mim

20 de novembro de 2010 às 22h22

azenha, pra que lado é a esquerda, azenha?

vai na conversa dos burgas não meu!

que que isso?

ceis vão fazer então a revolução?

quando?

será que não é o lula que tá fazendo não?

pensa meu!

Responder

José Manoel

20 de novembro de 2010 às 21h45

Azenha: duvido!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O Pré-Sal está monitorado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Alexandre

20 de novembro de 2010 às 21h42

A política é a medida do possível. No Brasil que o Lula pegou o possível estava bem distante do que ele conseguiu fazer. A Dilma já vai pegar um possível um pouco mais possível….

Responder

yacov

20 de novembro de 2010 às 21h39

Esse ILDo Sauer com certyeza é mais uma das viúvas do FHC querendo roubar os méritos do governo LULA para dividí-los com o "Çábio Çossiologo" da Sorbona, que só fez enterrar o país no caos e na recessão. Que absurdo é este de chamar o LULA de neoliberal com matiz mais popular?!?!? Isso é ridículo. É o cúmulo do diversionismo e da cara-de-pauísmo. O governo LULA fortaleceu todos os setores da economia e do estado brasileiro, impondo o "diálogo" como norma com todos os setores da sociedade, e acabando com os mandamentos vindos da corte, como era na época do Rei FDP, digo, FHC, I e último. Nos poupe de suas chorumelas, Ildo Sauer!!!

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

David R. da Silva

20 de novembro de 2010 às 21h31

Esse elemento da entrevista vive onde? Sugiro o mesmo ir pra Israel. Pelo visto, sua incompetência na área energetica do Governo LULA, o colocou como uma VIÚVA. Que tristeza! Sauer, acorda! Jerusalém não é AQUI. de Belo Horizonte.

Responder

francisco.latorre

20 de novembro de 2010 às 21h28

tô esperando uma crítica de esquerda ao governo lula…. fundamentada.. faz tempo.

nem sinal.

se alguém encontrar por aí.. me avise.

vou considerar com atenção.

até lá.. me poupem.

e deixem o homem.. eps.. a mulher.. trabalhar.

..

Responder

Regina

20 de novembro de 2010 às 21h19

Acho importante as idéias do texto, mesmo não concordando com todas, pois precisamos das críticas à esquerda, para o Brasil não perder o rumo de políticas mais progressistas e em benefício da população, em primeiro lugar.
Ficando apenas com nossas idéias, podemos perder o foco com o grande entusiasmo.

Responder

José Antônio Pinto

20 de novembro de 2010 às 20h58

O Senhor Ildo Sauer está fazendo o jogo dos serristas, do PIG, das elites em geral. Será que algum líder político no mundo comtemporâneo, fez mais pelos seus pares, do que o Presidente LULA? Não acredito… Os números não mentem… Quantos milhões de brasileiros, começaram a se alimentar, uma, duas, três vezes ao dia? quanto entraram para a classe média? Faça-me o favor senhor Sauer… Comparar os políticos do PT aos do PSDB é querer nos fazer acreditar novamente em Papai Noel ou nas histórias da Carochinha. O GOVERNO LULA é imcomparável. O governo da DILMA será mais imcomparável ainda, afinal ela receberá uma herança bendita, como ela mesma diz. Viva o povo brasileiro, que aprendeu a identificar a boa e a má política.

Responder

Jair Orichio Junior

20 de novembro de 2010 às 20h46

Será que o Professor Ildo está com Alzheimer?
Comomé que o cara pode falr dessa maneira, se em Dezembro de 2002 a Petrobrás valia , apenas 98 Bi de de Dólares e depois da falência do Capitalismo Mundial, a Petrobrás se torna a segunda maior empresa em Patrimônio Líquido da América e ele ainda faz essa resenha toda… Só pode tá com Alzheimer!!!!

Responder

    Manoel Teixeira

    20 de novembro de 2010 às 22h28

    Em 2002 a Petrobrás valia U$ 21Bi…
    Ildo Sauer está vivendo em outro mundo. É um discurso completamente fora de contexto.
    Estranho, muito estranho.

Márcio Martins

20 de novembro de 2010 às 20h46

Há uma enorme diferença entre tese e praxis quando se fala a respeito de se governar, principalmente em um país enorme, complexo e desigual como o Brasil. Lula poderia ter avançado mais? Pode ser que sim, pode ser que não, mas, ele como agente político obteve um sucesso enorme, plantou a semente da mudança, e isso já é um grande começo. Dilma, quem sabe, poderá avançar ainda mais. O mais importante é a conscientização social, e isso demora…por isto temos de ser pacientes, ir no tranco pode emperrar. Agora, se retroceder, o povo saberá; disso estou certo, pois Lula mudou o paradigma de governar e ninguém, por mais forte que seja conseguirá apagar.

Responder

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 20h36

Por que insistir agora com este modelo de partilha?
Isto não é a continuidade da privatização?

Quanto da renda do Petróleo será concretamente apropriado pelo Brasil?

A denúncia é que apenas 23% da renda do petróleo será apropriada pelo Brasil e 77% de toda a riqueza do petróleo vai para o bolso de corporações privadas, em sua maioria transnacionais.

"Modelo de partilha e nova estatal aprofundam entrega do petróleo às multinacionais" http://www.pstu.org.br/nacional_materia.asp?id=11

Responder

    Geraldo Galvão

    21 de novembro de 2010 às 19h55

    Fabio sabe qual a diferença do Lula para o Zé Maria do PSTU? É que o Lula disputou seis eleições e só ganhou na quarta; o Zé Maria vai disputar dez eleições e não vai somar votos suficiente para ser vereador.

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 22h57

    Pode ser.

    E sabe qualé a semelhança entre o regime de concessões e o de partilha?
    Em ambos o Brasil abre mão de parte de sua riqueza para remunerar corporações. E você comemora?

dukrai

20 de novembro de 2010 às 20h19

bão, li tudinho e isto não pode ser chamado de crítica de esquerda.
podia tomar como ponto de partida os três latifúndios que Emir Sader aponta, o da terra, o da grana e o da mídia e indicar medidas políticas para aglutinar a tal frente de esquerda, de quem ninguém sabe, ninguém viu.

Responder

Julio Cesar

20 de novembro de 2010 às 20h15

sei, sei…Depois vc não reclame!
Essa é a esquerda que nós temos? Depois se bandam tudo para ajudar os projetos direitistas…
20 anos, pelo menos, do PT no poder e vamos ver como é que fica!
A elite está tão agradecida ao Governo Lula que todos os dias fica boicotando seus programas sociais (agora o Enem)
Vai te catar, meu!

Responder

RBM

20 de novembro de 2010 às 20h04

Corolário: se este governo é praticamente igual ao outro, tanto faz!! Então votemos nos doutores mais experientes!! Se o pessoal qu mandava até 2002 estivesse aí, não faria diferença? Só se fosse no seu mundo de teorias. Para os meus muito amigos de infância a diferença, não se trata apenas numa "pequena sensação de bem-estar". Para os meus conhecidos que puderam migrar de alguns "grotões" (que o autor ensaia depreciar e recua, deixando apenas se entrever o mesmíssimo preconceito de sempre), por conta do Prouni, a acusação de assistencialismo não cola.

Responder

Rafael

20 de novembro de 2010 às 19h56

Essas críticas do Ildo Sauer parecem muito com o discurso do serra. Dizer que as estatais estão instrumentalizadas a ponto de comparar com privatizada é ridículo. É justamente o discurso falso do serra dizendo que ia reestatizar Correios, Petrobras, etc. Há um ponto a considerar que é a terceirização. Na Petrobras a situação é precária.
Considerar o modelo de partilha como inadequado sem citar qual caminho a seguir é hipocrisia. O que não pode acontecer é manter o modelo de concessão que com certeza é atentar contra soberania do Brasil.
Se Lula fizesse o governo que Ildo diz que Lula fez, não teríamos a mídia com tanta gana contra a eleição de Dilma. São críticas ao governo muito superficiais.

Responder

Zilda

20 de novembro de 2010 às 19h47

Há tempos Ildo Sauer faz parte daquele grupo de "especialistas" – como Lucia Hipólito e cia. _ que presta serviço às elites brasileiras, ao PIG e à extrema-esquerda – lavando a própria alma com críticas ao PT e ao governo Lula, derramando inveja e rancor por todos os poros. Ele é um revolucionarista abstrato que virou celebridade fazendo esse lamentável papel. Como quase todos os articulistas do CC, estarão eternamente de um lado e o povo do outro. Provavelmente o povo tornou-se mero detalhe para essas criaturas.

Responder

Marat

20 de novembro de 2010 às 19h20

Eu sempre respeitei e respeito as opiniões do Ildo Sauer. Espero que as coisas mudem no Brasil, que haja uma melhor distribuição de renda, e um maior compromisso das elites com nosso povo, sem preconceitos. Ainda dá tempo de se delinear bem um governo de centro-esquerda de verdade…

Responder

    rogério

    21 de novembro de 2010 às 00h22

    De verdade? Já ouviu o ditado: "o ótimo é inimigo do bom"?

Maria Lucia

20 de novembro de 2010 às 19h12

Ildo Sauer cumpre aquele papel de ser a esquerda que a direita gosta,como disse um dia o velho Brizola.
Trata-se de um tipo de esquerda que não convence ninguém, que não apresenta nenhuma proposta concreta e que viveu e vive de jogar pedra no governo Lula, em suas realizações e conquistas. Agora, acham que vão fazer o mesmo no governo Dilma. Vão querer viver de intriga, futurologias caluniosas, desgastes desconstrutivos… Estão fadados a ficar falando sozinhos.
Estamos todos cansados desse desânimo falsamente intelectualizado, dessas invejas ressentidas, desse empenho em deixar todo mundo paralisado, envergonhado com seu povo e seu país.
Chega! Queremos somar com a nossa Presidente, unir esforços, tocar em frente rumo aos avanços sociais e econômicos, mais do que necessários. Varrer a miséria do mapa, zerar o analfabetismo, distribuir renda,criar empregos de qualidade,educação e saúde de primeira,saneamento básico, habitação, combate total ao tráfico de drogas e de armas,etc Vamos trabalhar e agradecer ao povo trabalhador que pensou com lucidez e não caiu em esparrelas de esquerdas radicais ou direita caluniadora.
Al lavoro!

Responder

    Jose AntonioAraujo

    20 de novembro de 2010 às 21h13

    Muito bom Maria Lúcia. Esse cara é muito chato e recalcado….

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 20h29

    Nunquinha que o Brizola ia permitir concessão, partilha ou qualquer outra forma de privataria com o pré sal…
    Brizola sabia muito bem que a rapinagem de nossas riquezas era a causa n1 de nosso subdesenvolvimento e da injustiça social.

    As perdas internacionais! São elas, sim.

    Petrobrás 100% Estatal!

    Aline

    21 de novembro de 2010 às 23h06

    Concordo! E se pensam que vão fazer com a Dilma o que fizeram com o Lula vão quebrar a cara!
    Está todo mundo revoltado com essa esquerda "pura e radical" que quase entrega o país para os vende-pátria de bandeja. Com seus punhos de renda,seus doutorados e pós-doutorados só sabem formular críticas infundadas. Projetos, sugestões concretas, arregaçar mangas? Disso não cogitam! É só falatório vazio.
    Vamos cerrar fileiras com a nossa Presidente, que sabiamente o Presidente Lula indicou, vamos apostar nisso com força e fé!
    Críticas? Só com fundamento, pé e cabeça! Mãos à obra que temos muito trabalho pela frente!

Luiz - Fortaleza

20 de novembro de 2010 às 19h04

Primeiro, vamos fazer uma análise marxista. Socialismo não nasce da onipotência da vontade política de um partido ou de um político no poder militar. Socialismo nasce com o final da gravidez do capitalismo. Socialismo é um ato simultâneo de todos os povos ao mesmo tempo com a crise final e global do capitalismo. O que temos até agora não passa de princípios humanistas do socialismo e não um programa a efetivar. O modelo de socialismo implantado com o bolchevismo fracassou por uma série de razões e uma delas é que o capitalismo não tinha ainda chegado a seu desenvolvimento final. Claro que temos q estar preparado qdo chegar a crise final do capitalismo e tentarmos fazer a transição para o socialismo. Não há nenhum partido de esquerda do mundo q tenha esse projeto de transição. Outra coisa. Socialismo não nasce de canetada, de cima pra baixo com um decreto governamental. Socialismo é um movimento histórico que é realizado por toda a sociedade e para tal é preciso criar a cultura socialista, apontar as contradições do capitalismo.

Responder

    vipissima

    21 de novembro de 2010 às 00h51

    Acho engraçado esses rótulos. A gente fica tentando achar uma saída, uma solução que contemple todo mundo ou quase e la vem o rótulo: Estamos indo rumo ao Socialismo, que segundo Luiz o "Socialismo nasce com o final da gravidez do capitalismo." (sic).
    O que venha a ser isso, Catso, duma coisa sei: Marx não falou isso. Marx era um puta capitalista doido e por falta de dotes físicos, resolveu ser filósofo e se interessava pela psicanálise.

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 01h12

    O capitalismo não vai acabar.
    Nós é que temos de dar cabo dele.

    De qualquer forma o Ildo Sauer não está defendendo uma experiência socialista no Brasil.
    Está defendendo que a maior parte da riqueza do pre sal seja apropriada pelo conjunto da sociedade brasileira e não apenas por uma minoria inescrupulosa e podre de rica.

    Quem sabe assim não deixaremos de ser uma das nações mais injustas do planeta?

    Paulo Agostinho

    21 de novembro de 2010 às 12h07

    O socialismo soviético fracassou? Então industrializar um país feudal é fracassar? Influenciar positivamente, permitindo amplas vitórias do movimento operário no Ocidente (a ver o estado de bem-estar social construído no século XX) é fracassar?

    Aline

    21 de novembro de 2010 às 23h20

    As condições vão ter que estar maduras para que se possa um dia ver surgir um novo sistema econômico e social,que convencionamos chamar de socialismo. Por enquanto, ainda não existe plenamente em nenhum lugar do mundo. Até porque enquanto houver expansão do capitalismo,imperialismo, miséria, guerras em grande escala, como ocorre atualmente, torna-se quase impossível transformar o sistema econômico de qualquer país em um sistema verdadeiramente socialista.
    O socialismo ainda é uma utopia. Mas uma utopia benéfica e benfazeja. Já o capitalismo tem demonstrado ad nauseam que só traz injustiças, guerras, miséria e infelicidade.

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 19h01

1 em cada 6 habitantes de São Paulo vive em favelas.
Enquanto isso a grã-finagem deita e rola… morando em mansão nababesca.

Por mim… uma revolução começava ontem.

[youtube Knqg8o_Cvf8 http://www.youtube.com/watch?v=Knqg8o_Cvf8 youtube]

[youtube ZGQxmLwgUCg http://www.youtube.com/watch?v=ZGQxmLwgUCg youtube]

Responder

    Adroaldo Lima L.

    21 de novembro de 2010 às 13h20

    Fabio, entendo que uma especie de revoluçao começou em 2003. Como seria a sua revoluçao?

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 13h58

    Uma taxa de redução de desigualdade muito superior a atual.
    Fim da rendição ao neoliberalismo e as oligarquias financeiras.

    @andremendes

    23 de novembro de 2010 às 06h17

    ponha na conta também os que vivem em loteamentos irregulares e a fatia sobe, segundo o professor fábio mariz, da fau-usp, pra mais da metade.

Angela Mara

20 de novembro de 2010 às 19h01

Querer REDUZIR o governo Lula a mero assistencialismo é de uma estupidez sem precedentes.

15 milhões de emprego não lhe dizem nada, senhor Ildo.

O fato das pessoas que passavam fome estarem comendo não significa nada?

O grande numero de escolas que foram construidas são apenas "esperanças"?

Ah, me poupe no seu ranço elitista. Mais respeito com o presidente Lula, ele não
é apenas um bom presidente, ele é uma HISTÓRIA.

Responder

rubem

20 de novembro de 2010 às 19h00

Este "cara" é daqueles tipos, que quando esta no governo não faz nada , más quando sai, sai criticando e achando-se "dono da verdade", não concordo com suas críticas.

Responder

Jairo_Beraldo

20 de novembro de 2010 às 18h47

Era o sonho do Zé Derroratado, do "TENHOJATINHOPORQUEPOSSO", e da casta tucana…vejo ao longe, o LIXO Perigo sendo algemado com seu meliante intelectual, como fora o Governador do Amapá. PF Hilton nele!

Responder

ebrantino

20 de novembro de 2010 às 18h36

Azenha, voce sugere uma crítica à esquerda, do governo Lula. Durante minha infância e juventude, vivi assistindo ao antigo Pecesão, posteriormente enterrado pelo atual PPS, mas que na época era dirigido por homens que podiam estar estar enganados no atacado ou no varejo, vitimas do dogmatismo das ideias da época, a advogar, quase sempre, a famosa frente única entre as forças populares, isto é, operáros, outros trabalhadores, pequena burguesia inclusive a rural, camponeses, e setores não comprometidos da burguesia nacional, em nome de um projeto anti-imperialista de desenvolvimento. Aquela gente, do antigo PCB, analisava os interesses reais dessas classes ou camadas, e acreditava que, no momento, não eram contraditorios. Sempre que essa frente conseguiu trabalhar unida, até de forma precaria, obteve avanços, até ao revés do golpe de 1964. Relembro : ERA UMA FRENTE ANTI-IMPERIALISTA. Foi desmantelada por um movimento fascista, dirigido e operacionalizado, nitidamente pelo imperialismo, conforme amplamente documentado até pelo depoimento do embaixador americano da época, Sr Lincoln Gordon. Então o primeiro governo militar era nitidamente uma rendição aos mais agressivos interesses imperialistas, e depois, começou uma lenta guinada rumo a desenvolvimento independente. Com a eleição de Collor, o pais rendeu-se novamente às politicas dos Estados Unidos, o que foi intensificado drásticamente no governo FHC.
(aquele que queria enterrar a era Vargas). Com Lula, voltamos a procurar um DESENVOLVIMENTO INDEPENDENTE. Lula não assumiu o poder no bojo de uma revolução de outubro, muito menos depois de 30 anos de revolução, como Mao. Foi eleito junto com apenas 100 deputados do PT e um ou dois governadores, num conjunto de 26 governadores, e mais de 500 deputados. Quando o Incra foi fazer algumas vistorias em fazendas no RGS, já agendadas desde o governo anterior, para constatar a improdutividade, a ministra Ellen Gracie do STF proibiu, e os fazendeiros ficaram em pé de guerra. O assunto morreu na casca. O lider dos sem terra de Sao Paulo foi várias vezes preso. Lula quase foi derrubado, na armação do chamado mensalão. O Governo Lula e agora o novo governo, são governos de coalizão. Só se manterão e governarão, se mantiverem as políticas das classes dominantes, e os limites da legalidade e intituições burguesas.Nossa famosa constituição cidadã, tão comemorada pelo saudoso e folclórico Ulisses, é uma constituição nitidamente capitalista, mais do que a de 1946. O famoso CENTRÃO, providenciou isso. O que pode fazer um presidente: Presidir na forma da lei e da constituição, aproveitando os caminhos viaveis para as políticas que norteiam a sua linha : NO CASO : – Não diminuir ainda mais o tamanho do Estado; não privatizar; reforçar as estatais onde for conveniente e possivel: manter uma politica exterior favoravel ao pais; explorar todas as possibilidades de comercio e negócios externos; dar o máximo de tranquilidade e confiança para as atividades economicas internas; reforças o setor bancário oficial e orientar para incentivar a economia,: gerir muito bem as atividades estratégicas – petroleo, energia, alimentos, bancos, educação, e setores sociais. Ou seja dar prioridade aos interesses nacionais, e não aos de mercado. O Lula e a Dilma foram eleitos por uma coalizão nitidamente burguesa, nacional, que domina o congresso e a economia.NÃO ESTÁ EM JOGO O CONFLITO CAPITAL/TRABALHO. Esse conflito existe, desde sempre, mas não está na pauta para resolver. Está em jogo, sim, o conflito desenvolvimento independente do Brasil, e não só do Brasil, ou a volta ás Regras do Consenso de Washington, do neo liberalismo extremado.
Somente levando em conta essa situação, Azenha, pode-se e deve-se fazer a critica pela esquerda, e não só pela esquerda, tambem a verde, a da eficiência, etc. Mas não se pode, ou melhor, não se deve cobrar a missão impossivel, que seria um governo revolucionário, para quem não tem mandato e nem forças para tanto. Nós, da esquerda, precisamos ser democratas – isto é que os eleitores decidiram. Devemos criticar e opinar – com a verdade e bom senso. Aliás, a verdade sempre está ao lado da esquerda, já que a direita é a barbárie.

Responder

    Luiz - Fortaleza

    20 de novembro de 2010 às 19h25

    Muito lúcida a sua reflexão e contemporiza bem a situação em que vivemos. Socialismo tem q nascer primeiro nos países capitalistas avançados e daí ser um ato simultâneo de todos os povos. Não se decreta socialismo de Estado. Socialismo é um movimento histórico constante.

    Thelma Oliveira

    22 de novembro de 2010 às 12h04

    Excelente comentário. Obrigada.

Luis

20 de novembro de 2010 às 18h34

Sinceramente: dizer que o Lula consolidou o capitalismo no Brasil é piada. O capitalismo está consolidado no Brasil desde a Colônia. Ou haveria ameaça de instalação de algum feudalismo anacrônico?
Aliás, com ou sem Lula, o capitalismo mundial está em crise aguda, geral e estrutural desde a década de 1960. Não há como "consolidá-lo", seja lá o que isso queira significar. A crítica parcial dos democratas cristãos de esquerda é melhor que critica nenhuma. Mas é fraquinha e opera entre a racionalidade dessa democracia cristã decadente e a social democracia também decadente. Votei em Dilma. Se fosse votar em outra alternativa seria o PCB.

Responder

Luis

20 de novembro de 2010 às 18h22

Ô Azenha. Eu também acho que deve ser feita uma crítica de esquerda ao governo Lula. O Sauer termina por fazer uma crítica no contexto do democratismo pequeno-burguês. Lá vem a história de mexicanização do Brasil, por obra do PT. Isso é coisa de tucano sincero ressentido. Depois de toda sua reclamatória, com alguns itens interessantes, ele conclui de forma pífia: "desafio que sobra: compreender o que está em jogo, buscar, talvez, uma frente de esquerda e amplificar os debates públicos." Pô, diria Lukacs: tanto inconformismo resultando num gesto conformista. Sou filiado ao PT, "compreendo" o papel de partido de reformas tímidas que pode efetivar e não tenho ilusão de classes. A alternativa é falar a expressão "maldita": revolução social. Isso o Plínio, a histriônica Heloisa e esses intelectuais bem instalados em apartamento de pequena burguesia não querem arriscar. Fico com o PT,com toda sua moderação, ao invés de embarcar no discurso do "cretinismo parlamentar de esquerda"!

Responder

Bonifa

20 de novembro de 2010 às 18h21

Esta história de instrumentalização de Estatais confunde-se com o discurso da direita. Uma coisa é o projeto neoliberal e subserviente aos interesses dos países hegemônicos. Outra coisa é direcionar o Estado para o combate às desigualdes sociais e regionais. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e o projeto neoliberal, quando se instalou em definitivo, chegou até a pregar o esvaziamento populacional do interior do Nordeste (Não se sabe como. Talvez com a solução Mayara) sem sequer preocupar-se em estudar seriamente a região. O governo neoliberal foi uma piada de mau gosto. As visões são burguesas, as duas, mas a diferença é abissal. Quem sonha com oum socialismo puro e ideal, não causa um pingo de mêdo às elites dominantes.

Responder

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 18h21

Impressionante os dados trazidos pelo Emir Sader sobre tributação no Brasil.

O governo precisa mudar isso.
O Estado está transferindo renda dos pobres para os ricos.
É estarrecedor:

"O sistema tributário brasileiro é regressivo" http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostra

"
– As pessoas que ganham até 2 salários mínimos pagam 48,8% da sua renda em impostos, enquanto os que ganham acima de 30 salários mínimos pagam 26,3%.

– Os 10% mais pobres pagam 32,8% da sua renda em impostos, enquanto os 10% mais ricos pagam apenas 22,7%.

(…)

– Os rendimentos do capital são menos taxados (0,8% do PIB ou 13% da arrecadação total) do que os do trabalho (1,7% do PIB ou 26,9% do total arrecadado).

– O imposto sobre herança, que existe apenas em alguns poucos estados, cobra 4% em São Paulo, enquanto na OCDE se cobra, na média dos países, mais de 10 vezes mais: 41%.
"

Até quando este absurdo vai continuar???

Responder

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 18h10

Acorda classe média!

Este é o Brasil… ainda hoje. Brutalmente desigual:

[youtube 0CKOH8PeEfw http://www.youtube.com/watch?v=0CKOH8PeEfw youtube]

[youtube ORqEFeUp0Vs http://www.youtube.com/watch?v=ORqEFeUp0Vs youtube]

Responder

    CC.Brega.mim

    21 de novembro de 2010 às 14h12

    ah fábio…
    o que é acordar?
    pegar o saquinho de pedras
    lamentar que a revolução não veio
    e tacar umas pedrinhas aqui outras ali?
    sei não…
    sou mais tirar 28 milhões da miséria
    e levar 35 milhões pra classe C…

    o saquinho de pedras já estava no berço da classe média…
    não é acordar não…
    e foi alimentado pela folha de são paulo
    a crítica que não leva a nenhum lugar
    só à limpeza da consciência
    fiel à teoria
    mas cega à realidade…

    sou a favor do possível.
    aconteceu acontece acontecendo
    e era impossível quando a gente era criança
    o nordeste sem seca
    o fim da miséria…

    para marx também
    o caminho era o desenvolvimento
    esqueceu?

    a terrível desigualdade que sim continua no brasil
    diminuiu.

Daniel Quireza

20 de novembro de 2010 às 18h00

Nao sei nao. Me parece mais um ressentido. Criticar é fácil meu amigo. Mas apontar a solucao que é bom nada né.

Responder

    Cícero

    21 de novembro de 2010 às 03h58

    É exatamente isso: ressentimento. Esse sujeitinho aí, enquanto foi diretor da Petrobás (2003-2007), com um salário de R$ 57 mil, falava bem do Lula e do PT. Depois que foi demitido por incompetência e insubordinação, passou a detonar o governo Lula e a falar mal da Dilma. Portanto, suas declarações são produto de ressentimento e têm natureza vingativa.

Kappa

20 de novembro de 2010 às 17h55

Ildo Sauer… é de esquerda? Mas esse "tucanou" há tempos…
Ildo Sauer, durante a campanha eleitoral deu entrevistas a um dos orgãos do PIG, contrariando o discurso da Dilma sobre a questão do pré-sal, e botando lenha aos que defendiam o Serra.
Mania de RESSENTIDO, por ter sido excluido do gov. Lula (no 1o. mandato)? Não sei. É contra o governo Lula desde que foi excluido.
Então suas manifestações trazem sempre esse viés de espinafrar o que o gov. Lula faz. Por isso mesmo não me disponho a ler mais seus "artigos". Perdeu o prumo da análise técnica.

Responder

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 18h04

    Errado.

    Ildo Sauer saiu da Petrobrás porque divergiu da proposta do governo para o pré-sal.
    Ele considera que esta proposta de partilha, embora melhor do que o regime de concessões, ainda permite que "vaze" uma quantidade enorme de riqueza para mãos de corporações privadas.

    Parte da renda do pré-sal não será apropriada pela população brasileira.

    francisco.latorre

    20 de novembro de 2010 às 18h42

    pode crer.

    dor de cotovelo.

    .

    Leontino Avarela

    20 de novembro de 2010 às 18h46

    Ele Sauer tá muito mais pra Jarbas Vasconcelos que outra coisa. Isto deve ser Urubú travestido de meioTucano!

    Trindade

    21 de novembro de 2010 às 13h02

    Concordo plenamente, Ildo Sauer deve estar inconformado por não ter sido Ministro de Minas e Energia no Governo Lula no lugar da Dilma. Acertadamente a escolha de Lula.

Pedro Ayres

20 de novembro de 2010 às 17h50

É sempre bastante elucidativo a gente ler o pensamento da inteligentsia nacional. É elucidativo porque serve para esclarecer alguns pontos obscuros a respeito da prática política da direita e dos seus mais fiéis aliados internos – a ultra-esquerda. Aquela que sempre tem uma “escorreita” crítica sobre o atual governo Lula, principalmente orientada para o fato de não ter solucionado problemas sociais de séculos e de não ter tido a “competência política” para dar um fim em tudo isso, quando, só com o uso da caneta executiva, tais quadros deixariam de existir.
O interessante é que todas essas críticas partem de atores agregados ao meio universitário. O meio que poderia produzir projetos de soluções políticas, econômicas e técnicas para todos esses problemas. Como nada produzem de concreto, é lícito pensar que são estéreis em sua produção intelectual. No máximo, servem como refletores para as “luzes” que a Europa ou os Estados Unidos enviam para cá, por sinal os piores exemplos em termos de capitalismo neoliberal.
Ora, se a socialdemocracia é uma podre, se o capitalismo brasileiro cresceu e se fortaleceu ao longo desses últimos sete anos e meio, por que então esses iluminados críticos não criaram alternativas ao que estava se desenvolvendo? Por que preferiram ficar enquistados em seus núcleos acadêmicos e suas carbonárias seitas esquerdistas? Por que tentam nos fazer crer em analogias impossíveis, como relacionar a história da Petrobrás e a da Pemex, como algo crível e passível de merecer o mesmo tipo de análise? Por que? Creio que a resposta já foi dada há muito tempo, quando se disse que a prática é o critério da verdade e que o esquerdismo além de ser uma típica doença infantil, também é uma espécie de vírus dos sistema.

Responder

    francisco.latorre

    20 de novembro de 2010 às 18h41

    a academia morre de inveja.

    da práxis vitoriosa do operário.

    ..

    Ramiro

    21 de novembro de 2010 às 22h47

    É isso aí, Pedro!
    Tem uma turma que acha que crítica de esquerda é cair no pensamento idealista, ignorar os dados e fatos da realidade e desconhecer o que é a prática política.Pensamento dialético para eles é palavrão.
    Não explicam nunca em que autores se fundamentam ou em que análises concretas e comparativas de dados se baseiam. São uns gênios iluminados, cheios de si, babando de inveja e de ressentimento dos líderes que o povo elege, apesar de toda a grana que corre e do terror que a direita organiza. Pessoalzinho indigesto!

Claudio Ribeiro

20 de novembro de 2010 às 17h48

O saldo histórico de Lula: mais de 15 milhões de carteiras assinadas e reconhecimento mundial
http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/11/o-s

Reconhecimento internacional, 15 milhôes de carteiras assinadas e herança bendita à Dilma!

Responder

    Cícero

    21 de novembro de 2010 às 03h53

    Bem lembrado. É isso que temos de debater e promover aqui: as conquistas e os avanços do Brasil no governo Lula.

    Ficar debatendo entrevistas contra o governo, como essa do Ildo Saure, é perda de tempo. Não vale a pena.

Herbert

20 de novembro de 2010 às 17h44

Ainda, neste momento o que está sendo "afagado" nos "mais humildes" não são fundamentalmente "corações" e "consciências", mas, acima de tudo, são fome, frio, sede, falta de perspectivas. Só isso já deveria ser determinante para que a "esquerda" diferenciasse responsavelmente entre a possibilidade representada pelos anos de governo FHC e os do governo Lula.

Responder

Herbert

20 de novembro de 2010 às 17h44

O que a "esquerda" tem que resolver não é com a atuação institucional, mas sim com a atuação social, minguada e desmobilizada há décadas. Essa sim é a situação complexa e desafiante sobre a qual devemos nos debruçar privilegiadamente. Não basta dizer (e crer) simplesmente que o centro da desmobilização é a emergência do neoliberalismo enquanto sistema social. Certamente é o ponto principal, mas toda a situação histórica brasileira das últimas duas décadas apresenta ainda variáveis e índices bem mais complexos e abrangentes, seja culturais, políticos, econômicos, sociais, psicológicos e filosóficos. Trata-se da consolidação no Brasil da modernização em todos os seus aspectos, e não simplesmente da "consolidação do capitalismo" gerando "sensação de bem estar". (…)

Responder

Herbert

20 de novembro de 2010 às 17h44

O que o PT representa, hoje, é a possibilidade de atuação institucional da esquerda, no âmbito do Estado, em direção a um possível Estado de bem estar social futuro. "Possível". Esta atuação "institucional" se dá num pano de fundo social que é muito claro e visível, a crise e despolitização da sociedade como um todo. A desmobilização é flagrante em muitos segmentos classistas e sociais, nos quais, inclusive, há atuações de "vanguardas" organizativas que, em sua "organização", só desorganizam, por serem celularmente sectaristas. (…)

Responder

    Leontino Avarela

    20 de novembro de 2010 às 18h52

    Estes ressentidos sempre irão existir. Eles (ressentidos ) se tornam amargos pois acham que mereciam mais atenção do que lhe foi devida. Então criam os ressentimentos. Se ele pensasse de fato no bem estar do povo brasileiros deveria dar sugestões de progresso, de como podemos melhorar a situação.
    E não ficar instilando sua bilis contra um governo que está dando certo.

Herbert

20 de novembro de 2010 às 17h43

O que o governo Lula faz é aquilo que hoje ("historicamente") um partido de esquerda pode fazer estando na posição de governança de um Estado nacional. Obviamente cabem críticas, "à esquerda", à atuação governamental. Mas certamente elas perdem o senso histórico (e de realidade) quanto ultrapassam o limite de uma crítica interna a um governo de centro-esquerda que é confrontado diariamente com forças político-partidárias de direita, e fascistas, e uma mídia golpista cujo único objetivo é a desestabilização do governo e a desinformação das massas. Ao ultrapassar este limite, as críticas de "ultra-esquerda" fazem coro às apelações diárias da mídia golpista e das forças direitistas, estas sim bem definidas. (…)

Responder

    Lukas

    21 de novembro de 2010 às 04h18

    Excelente comentário. Essa galera que vive de teorias marxistas tem uma tremenda dificuldade em enxergar o mundo contextualmente.

Regina

20 de novembro de 2010 às 17h43

O Comunismo era o ideal do socialismo…Nenhum Comunismo existiu de fato…Lula chega,começa o governo…aproveita o que serve…amplia e fortaleçe a renda…pemite o fluxo de capital e capitaliza recursos…Começa a recompor a Educaçaõ e descentraliza investimentos…Abate o conservadorismo da direita e o pensamento utópico da esquerda…e,sem querer começa um movimento comunista que é a integraçaõ …Sem apelos teóricos vai fazendo o jeito Lula de Governar.Está dando certo,em breve veremos a questaõ da terra…Lula criou as condições e Dilma vai aprofundar.

Responder

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 18h36

    Penso que só vai conseguir avançar se encontrar eco e suporte na sociedade para um grande processo de transformação.

    CC.Brega.mim

    20 de novembro de 2010 às 22h21

    tipo assim…
    a esquerda tomando o poder na america latina
    índio governando índio
    trabalhador governando trabalhador
    governos politizando e distribuindo renda

    mas não, nada começou ainda…
    a teoria que é esquerda
    a prática é traição…

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 01h08

    A desigualdade social é uma realidade concreta.
    A prática atual significa tolerar tamanha injustiça por mais quantos séculos?

Herbert

20 de novembro de 2010 às 17h42

Num momento histórico como o nosso, caracterizado, desde a crise do petróleo na década de 1970, pela despolitização das massas, fragmentação dos movimentos sociais, diferenciação interior do movimento operariado, avanço da desregulamentação dos mercados e das políticas neoliberais, abertura econômica exponencial na década de 1990 no Brasil, diminuição do Estado, absorção e integração da cultura de massas, esfera pública brasileira flagrantemente anti-democrática e golpista, etc., falar de um "sequestro" de boa parte do discurso de esquerda pressupõe necessariamente um conceito ideal de "esquerda", claramente não histórico. Tanto é assim que o autor tem dificuldades em dizer realmente qual é a alternativa de esquerda que se impõe dada a situação "conservadora". (…)

Responder

    EDUARDO SOUTO JORGE

    20 de novembro de 2010 às 18h50

    Perfeito Herbert. Temos que "bombar" essa turma que so teoriza e nao quer saber da realidade.Eles fazem mais mal ao Mundo que a direita. Pau neles!

Herbert

20 de novembro de 2010 às 17h42

Não concordo que o discurso do PT seja um "sequestro" de um discurso de esquerda, nem que o que o autor chama de "pax lulensis" (aprovação e prosseguimento das políticas do governo Lula) se dê em razão de uma "mão esquerda pequena" que "afaga" corações e consciências "humildes".

Responder

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 17h40

“Se o governo tivesse coragem, reestatizaria 100% da Petrobras”

Ildo Sauer http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?ti

Assino embaixo.

Responder

    CC.Brega.mim

    20 de novembro de 2010 às 22h18

    claro, governinho covardinho esse nosso…

    por isso que a gente só caminhou pro buraco…

    viva a teoria!

    Fabio_Passos

    22 de novembro de 2010 às 18h34

    Você é contra a petrobrás 100% Estatal?

    francisco.latorre

    23 de novembro de 2010 às 14h18

    diga como.

    ..

    Fabio_Passos

    23 de novembro de 2010 às 21h21

    Nos últimos 16 anos nós nos endividamos de R$108Bilhões para R$1,76 Trilhão!

    Dívida contruída sem nenhuma contrapartida real. Sem construir estrada, porto, casa, hospital, escola… Sem produzir um prego! Dinheiro queimado. Atirado pela janela.

    E você tá com medo de se empenhar em uns R$150 Bilhões prá receber um excedente líquido de riqueza de R$300 a 400 bilhões de reais/ano durante 70 anos?

    Não consigo imaginar melhor negócio para o Brasil.

    Diga você como é possível perder tamanha oportunidade?

    francisco.latorre

    24 de novembro de 2010 às 13h04

    opa. 150 bi?.. sobrando?..

    eu retomava o controle da vale. comprava.

    ..

    me empresta esses 150 bi que eu resolvo.

    ..

    \magic sena. bilionária.

    ..

lucila

20 de novembro de 2010 às 17h39

Então, tá.
Alguém acredita que era possível construir um projeto socialista? Basta ver a ferocidade da oposição em 8 anos e a campanha de ódio de classe surgida com a possibilidade de termos, com Dilma, o projeto atual, potencializado e aprofundado.
Tal qual o histriônico Plínio da campanha, esse sujeito reduz os investimentos de cunho social a mero assistencialismo, nega todos os investimentos em todas as áreas, voltados para a emancipação da população de baixa renda.
Assim como a direita fascista, trata o Nordeste como massa de manobra, isenta de senso crítico. Alguém por favor diga a esse senhor que aquela foi a região que mais cresceu nesse 8 anos!?!
Texto longo, pretencioso e eivado de distorções e omissões Tolo, muito tolo.

Responder

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 18h07

    Eu acredito na implementação do projeto socialista.

    CC.Brega.mim

    20 de novembro de 2010 às 22h17

    quando?

    eu achei que estava em andamento…

    e não foi o plínio que trabalhou pra isso…

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 01h27

    Quando a maioria assim desejar.

    francisco.latorre

    20 de novembro de 2010 às 18h35

    é.. aquela dos grotões doeu.

    ..

    EDUARDO SOUTO JORGE

    20 de novembro de 2010 às 18h47

    Lucila, eu te amo! A gente passa meses se descabelando com a pressao do PIG, dos ultra conservadores, e vem um debiloide exquerdizofrenico , com menos de 1% de apoio da populacao, Falar esse monte de besteiras "corretas".HAHAHAHAH!!!!

    Sidora

    20 de novembro de 2010 às 19h30

    É isso aí, devagar com o andor que o santo é de barrro. A gente chega lá. O interessante agora é não espantar a galinha, dizendo xô, e tocar o projeto. Romper com tudo isso que taí assim, num estalar de dedos, nos levaria pra onde? A mulher já foi eleita e ainda estão "ciscando" com tal processo, acho que precisamos organizar o povo, sim, mas sectarismos exagerados, calma aí…

Taques

20 de novembro de 2010 às 17h36

Ildo Sauer demonstra que Lula não é de esquerda conferindo-lhe assim críticas as suas ações.

Pois é, para mim estas ações – inversamente ao que pensa Sauer – são as únicas coisas boas que acontecem neste governo.

Se Lula fosse realmente de esquerda nós estavamos perdidos.

Responder

Marcelo Solidade

20 de novembro de 2010 às 17h32

Deixa eu ver se entendi…
1 – O Lula e o FHC se equivalem em quase tudo?
2 – O Governo lula somente aprofundou o neo-liberalismo lançado por FHC?
3 – As diferenças a olhos vistos entre os resultados dos dois governos não tem nada a ver com as políticas adotadas (por serem as mesmas), mas são tão somente por que o povo deposita a esperança ( apesar de nada haver mudado nos oito últimos anos) na figura de Lula?
4 – O programa que permitiu a milhares de brasileiros o acesso a casa própria ( inclusive muitos próximosa mim) é só especulação imobiliária.( Melhor seria não fazer nada e não dar acesso a casa própria, não aquecer o mercado gerando milhares de empregos diretos e indiretos)?

Poderia fazer muitas outras indagações ao texto do Sr. Ildo, mas se a resposta pra essas quatro for positiva acabo de descobrir que estou vivendo em outro país.

Responder

Bertold

20 de novembro de 2010 às 17h30

Azenha… como petista de longa data conheço a figura. Para que todos saibam ele é da turma do Plínio que agora está no PSOL, portanto, nada de evolutivo ou revolucionário na elucubração. Esse "marxismo" de classe média alta e pretenssamente ilustrado é de doer!

Responder

    Riri Farinha

    20 de novembro de 2010 às 20h41

    Bertold. Também conheço alguns. Por isso, comungo com sua avaliação.

joao batista

20 de novembro de 2010 às 17h17

esse cara tá nas nuvens….

Responder

Francisco

20 de novembro de 2010 às 17h09

Há críticas pertinentes, sem dúvida.
O problema do agronegócio é um deles.
Mas o camarada esquece que no segundo mandato Lula deu mais atenção à agricultura familiar. Não tanto quanto deveria, mas há um movimento de inflexão neste sentido.
Legal falar de reforma estrutural da educação sem levar em conta nada do que foi feito. Mais de duzentas escolas técnicas, mais de cem extensões universitárias, cerca de vinte universidades, massificação do ENEM, aumento em quinze vezes do investimento da FINEP em ciência e tecnologia… Falta muito? É claro, mas já há alguns bons passos dados.
A parte em que ele fala de Bolsa Família e assistencialismo foi hilária. Poderia ser usada pelo Ali Kamel.
Na boa, sou totalmente a favor do fim do capitalismo como ideia abstrata. Mas concretamente é impossível deixar de considerar que há um jogo a ser jogado aqui dentro e lá fora. E esse jogo envolve o capital, infelizmente.
Considerar o governo Lula neoliberal não é a melhor estratégia de oposição pela esquerda.
Só quem não viveu a década de 1990 – ou tem saudade dela porque era mais fácil fazer oposição – que pode pronunciar um enunciado tão deslocado da realidade.
O governo Lula tem falhas?
Várias. Mas não é chamando de neoliberal, de PRI, de assistencialista que essas falhas serão adequadamente combatidas e consertadas.
Desse jeito o tal Ildo Sauer vai ser convidado pela Mirian Leitão para uma entrevista na Globo News.
O grande problema desse tipo de análise é que ela deixa de fora um dado fundamental da existência das sociedades: a política.
É muito legal imaginar como deveria ser um governo sem deixar de considerar o poderosíssimo entulho autoritário que ainda existe no Brasil que esteve disposto, a qualquer momento, a fulminar o governo Lula pelo golpe.
Prefiro Lula ao Jango, sinceramente, ainda que admire muito o Jango.

Responder

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 18h01

    Um sujeito defendendo Petrobrás 100% estatal – como o Ildo Sauer – não vai ser convidado para debater na rede globo.

    Conceição Lemes

    20 de novembro de 2010 às 19h01

    Faça uma busca na Globo/Globo News. Ele já participou de muitos programas. abs

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 23h13

    Por que coloco dois vídeos em um post e aparece apenas um repetido?
    Qualé a manha prá fazer os dois aparecerem?

    francisco.latorre

    21 de novembro de 2010 às 09h36

    põe um no poste.. outro como resposta ao poste.

    é o jeito.

    ..

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 13h40

    Valeu.

    francisco.latorre

    20 de novembro de 2010 às 20h06

    a globo.. e a direita.. adora esquerda sem noção.

    ou já esqueceu do plínio 1%?..

    foi outro dia.

    ..

    francisco.latorre

    20 de novembro de 2010 às 18h33

    o ildo já é assíduo convidado do jornal da cultura tucana.

    glorioso papel. inocente inútil.

    ..

    rogério

    21 de novembro de 2010 às 00h28

    Inocente útil (para o golpe)

    Antonio Abreu

    20 de novembro de 2010 às 22h55

    Sinceramente a mente brilhante do Ildo Sauer está poluida pelo ressentimento visível de alguém que talvez tenha sido preterido no mundo do petróleo, que tão bem êle conhece. Se o novo modêlo para explorar o pré-sal fosse para atender as elites, os jornais, dominados pela plutocracia, não estaria em campanha contra essa elite, criticando de forma e maneira êsse mesmo modêlo. O sr.Ildo propõe uma guinada à esquerda, um confronto com o capitalismo, só não indica como a isso poderia o Lula ter alcançado, enfrentando as forças conservados do Senado, do Congresso.
    Êle propoe um esquerdismo que só um ditador poderia tentar,e nega todos os avanços e conquista do Lula. TÁ!

    @andremendes

    23 de novembro de 2010 às 06h15

    Caro Antonio, não se trata aqui de negar categoricamente que houve avanços no governo lula, o que está em questão é que não podemos parar por aí. o modelo de partilha não é tão submisso ao capital quanto o de concessão, é verdade, mas as riquezas naturais do brasil só serão exploradas em benefício exclusivo da população quando houver a retomada do monopólio estatal (o que está previsto na constituição, inclusive). o caminho para alcançar isso está dado – a federação única dos petroleiros (FUP) apresentou, ano passado, o PLS 531/09, projeto de iniciativa popular (resultado de uma intensa e ampla campanha de discussões e coletas de assinaturas) que proprõe justamente isso: http://www.fup.org.br/downloads/PLS%20531_2009.as… . claro que há forças conservadoras de peso no parlamento, mas é aí que a população pode fazer a diferença. devemos nos organizar, e dar apoio aos movimentos sociais e sindicatos em suas reivindicações.,

Luiz Fernando

20 de novembro de 2010 às 17h03

"De qualquer maneira, tal período de prosperidade comandado por essa conjuntura internacional foi determinante para a pequena sensação de bem esta".

Não parece o discurso do PSDB?

O que interessa, essencialmente, e tem que ser analisado (e fiscalizado) é a efetiva aplicação dos recursos do Pré-Sal (educação, erradicação da pobreza, saúde, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia).

Responder

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 17h59

    O que o Ildo Sauer questiona corretamente é que no modelo de partilha, reconhecidamente melhor do que o de concessões, uma fatia enorme da riqueza do pré-sal será apropriada por cias privadas, inclusive transnacionais.

    Ildo defende a Petrobrás 100% estatal e toda a riqueza do pré-sal sob controle da sociedade brasileira.

    Luiz Fernando

    20 de novembro de 2010 às 18h14

    E qual é a solução? reestatizar tudo? e quem vai segurar o tranco das quebras de contratos e possíveis abalos institucionais? a sociedade brasileira, que em boa parte é reacionária e ignorante (70% de analfabetismo funcional, em todas as classes)? Duvido!

    Melhor que tentar voltar no tempo e corrigir as besteiras que já foram feitas, é evitar novos erros, principalmente evitar que o Brasil se transforme numa corporocracia, tal como ocorre nos EUA, em que as instituições democráticas estão visivelmente fragilizadas pelo Estado mínimo.

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 19h20

    Estatizar 100% da Petrobrás. É claro.
    Exatamente para impedir que corporações privadas abocanhem parte significativa das riquezas do pré-sal.

    Quem tem de segurar o tranco somos nós.

    Antonio Abreu

    20 de novembro de 2010 às 23h14

    O controle acionário estatal, no governo Lula cresceu e muito, estava na faixa de trinta e pouco por cento, não me lembro exatamente, agora já ultrapassa os 50%. Lula fêz muito, dentro das regras democráticas que encarou, se o Lula tentasse os reclamados 100%, o sr. Fábio acredita que o Congresso tranquilamente aprovaria. TÁ!

    Sergio F. Castro

    21 de novembro de 2010 às 12h03

    Na verdade este tem sido o discurso de alguns "colonistas" (royalties para o PHA) do PIG, ou seja "Se as privatizações foram ruins porque o Lula não reestatizou?". Respondo: Para que? Para a direita dar um golpe de estado em defesa da "Segurança Juridica"? Podem continuar desejando, o PIG não consegue abandonar a noção (ou falta de) de que Lula não passa de analfabeto débil mental quando, na verdade, ele os enrolou direitinho…

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 17h01

Até quando?

A disparidade é estarrecedora.

A grana que um grã-fino dos 1% mais ricos no Brasil abocanha em 1 ano… um brasileiro entre os 10% mais pobres demoraria 120 anos prá conseguir juntar.

É isso mesmo:
O que um magnata da "elite" branca e rica põe no bolso em 1 ano, os brasileiros mais pobres não conseguem ganhar durante toda a vida!

IPEA – http://www.ipea.gov.br/portal/

Qual o resultado?

Confiram:

[youtube _IvFMSXKerY http://www.youtube.com/watch?v=_IvFMSXKerY youtube]

[youtube dg7f1JPNe80 http://www.youtube.com/watch?v=dg7f1JPNe80 youtube]

Responder

    RBM

    20 de novembro de 2010 às 19h42

    Muito bem. Agora o governo é também responsável pela existência de coberturas luxuosas! Difícil vai ser convencer meus muitos conhecidos de infância, que adquiriram sua casinha humilde ou a reformaram, de que devem ficar indignados com isso. Infelizmente, para gente de opinião como você, isto não incomoda, nem começou na era Lula.

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 22h32

    Penso que o governo tem a responsabilidade de acabar com uma das sociedades mais injustas do mundo.
    Sem dúvida a população brasileira deve ficar indignada com a distribuição de renda e patrimônio no Brasil

    francisco.latorre

    21 de novembro de 2010 às 09h42

    vai pensando..

    enquanto isso o governo vai fazendo.

    ..

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 13h46

    Você sugere que o governo não pensa?

monge scéptico

20 de novembro de 2010 às 16h57

SERÁ O BENEDITO?. PREFIRO COMENTAR DEPOIS DE ESTUDAR MAIS ESSE TREM.
LULA TEM MEDO DA GLOBO E AGORA ISSO? FOMOS ENGANADOS: SOU ENTÃO UM
SIMPLÓRIO CRÉDULO. o GOVERNO FOI UM ACORDÃO(ACORDO GRANDE)?
DILMA A FÔRÇA ESTÁ FRAQUEJANDO; EXPLICA AÍ LULA! SE DEFENDA!!.
DEPOIS RACIOCINAREMOS MELHOR.

Responder

Adroaldo Lima L.

20 de novembro de 2010 às 16h56

texto longo, primeiro damos uma "catada"! paramos em "pois ainda há toda essa herança construída de esperança e transformação…." Ocorre que realiadades sempre serao concretas e esperanças sempre serao abstratas! Entao, o illldo eh uma esperança!

Responder

Jorge Leite Pinto

20 de novembro de 2010 às 16h39

Lá vem os "teóricos"…
Quero ver sentar naquela cadeira, governar com esse congresso (que, espero, vai mudar agora) e distribuir melhor a renda.
De blá-blá-blá teórico já estou cheio!

Responder

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 16h38

Lá no topo da pirâmide, apenas 1% da população – a "elite" afrikaaner – tem 12,11% de toda a renda produzida no Brasil.
Isso é mais renda do que tem os 40% mais pobres.

É isso mesmo:
Menos de 2milhões de grã-finos abocanham mais renda do que 77milhões de brasileiros fubecados.

IPEA – http://www.ipea.gov.br/portal/

Em desigualdade só perdemos(?!?) para Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.

Assim é o Brasil hoje.
Agora… imaginem o impacto desta disparidade aviltante e secular de renda sobre o patrimônio acumulado pela "elite" branca e rica.

Será que não está na hora da grande massa – a produtora desta riqueza – recuperar o que foi roubado por uma minoria inescrupulosa?

Responder

    CC.Brega.mim

    20 de novembro de 2010 às 22h13

    você marcou a revolução?

    me avisa quando começa

    que eu vou pegar a minha marreta

    e sair quebrando tudo…

    hehhehehehe…

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 01h29

    Por mim começa ontem.
    Mas a revolução não vai cair do céu. Não fique esperando. Lute por ela.

    Adroaldo Lima L.

    21 de novembro de 2010 às 13h27

    recuperar como?

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 13h50

    Impondo limite sobre acumulação de renda e patrimônio.
    Tributando fortemente os ricos e isentando os pobres.

    Garantindo que o Estado se aproprie da riqueza do pre sal e destine esta riqueza para o resgate da população marginalizada.

EDUARDO SOUTO JORGE

20 de novembro de 2010 às 16h38

Tudo bem, tudo intelectualmente e ideologicamente perfeito. Mas e a realidade mundial? Esses ideologos dessa esquerda burguesa( ou o Ildo Sauer ja passou fome , ou esteve quando bebe nos bracos da mae em um sinal do Rio de Janeiro, servindo de "isca" para uma esmola?) que vivem delirando e se masturbando nos banheiros da utopia, o que tem na realidade para oferecer aos miseraveis do Planeta? Para com isso! Se ficassemos nessas teorias o povao continuaria a passar fome aguardando o Ceu prometido por esses que ate' hoje nao conseguiram convenser 1% da populacao. Um conselho, consigam os 40% dos votos da Dilma, ganhem o poder, e depois, sentados na cadeira no Planalto, tentem fazer melhor.

Responder

    Sergio F. Castro

    21 de novembro de 2010 às 11h55

    Concordo! É muito fácil ser socialista e arrotar platitudes quando se tem patrimônio milionário (como o Plinio) e se ganha pensão de 20.000 reais.

Fabio_Passos

20 de novembro de 2010 às 16h23

Distribuição de renda no Brasil:

42,77% – 10% mais ricos
15,92% –
10,90% –
8,26% –
6,66% –
5,23% –
4,08% –
3,09% –
2,13% –
0,96% – 10% mais pobres
(dados de 2009)

É isso mesmo.
Os 10% mais ricos abocanham mais renda que 80% da população mais pobre.

Fonte:
IPEA – http://www.ipea.gov.br/portal/

Responder

    RBM

    20 de novembro de 2010 às 19h54

    Você tem razão. Isto é um absurdo. Principamente porque, em dezembro de 2002, os 10% mais ricos detinham apenas 1% da renda e os 10% mais pobres tinham 99%!!! Aí chegou esse governo e bagunçou tudo! Vamos voltar ao passado! Ou então obrigar na força, à margem da democracia, os ricos a distribuírem renda. Rapaz, uma doença grave nãos cura nos cinco minutos de consulta a um excelente médico. O histórico de desigualdade brutal, resultante de séculos, não se resolve em puos anos. Até um cenário enos vergonhoso, muita bolinha de papel vai rolar, muita manipulação de mídia, muita baixaria e manobra no congresso, e o resultado não está garantido, porque isto não é questão de voluntarismo. Valorize cada passo adiante.

    Fabio_Passos

    20 de novembro de 2010 às 22h42

    A desigualdade secular não pode ser álibi para que a correção da injustiça demore séculos.

    Um movimento lento de redução da desigualdade pode ser a espoleta de uma grande e justa transformação social ou tornar-se um álibi para a manutenção da injustiça por um longo período histórico.

    francisco.latorre

    21 de novembro de 2010 às 09h44

    pode ser que sim pode ser que não.

    ou o contrário.

    é isso?..

    ..

    Fabio_Passos

    21 de novembro de 2010 às 13h52

    É muito claro.
    O fato da desigualdade ter raiz secular não pode ser álibi para que a correção da desiguldade dure séculos…

    A taxa da redução de desigualdade é muito baixa.
    Acima o resultado. Parece-me inegável.

    Ou não?

Marco Aurelio

20 de novembro de 2010 às 16h20

TÁ NA HORA DE SE ARTICULAR!!!!!!
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Bloco de Esquerda quer atuar com 104 deputados em 2011 na Câmara
Continuam os entendimentos entre PSB, PDT, PCdoB, PV e PRB para a formação de um bloco visando as eleições à direção da Câmara dos Deputados em 2011. O grupo, que já realizou dois encontros, promoverá mais uma reunião na próxima semana, desta vez com a participação do PMN. Pelos cálculos dos líderes, caso seja confirmada a coalizão, o novo bloco terá 104 deputados federais.
Com base nos resultados das urnas, o número de parlamentares eleitos por agremiação ficou assim: PSB (34), PDT (28), PCdoB (15), PV (15), PRB (8) e PMN (4).

Responder

    Taw

    20 de novembro de 2010 às 16h55

    O PV é da esquerda?

    Jonas

    20 de novembro de 2010 às 18h49

    E PRB e PMN então?!

    francisco.latorre

    20 de novembro de 2010 às 20h30

    o pcdob não vai nessa.

    não mesmo.

    enfraquecer o pt?.. pra que?.. pra quem?..

    ..

    Filipe Rodrigues

    21 de novembro de 2010 às 11h39

    Metade do PV tem simpatia ao tucanato, a outra metade petista.
    PMN????? Cruzes, nesse partido estão filiados aquele playboy lá do Rio Grande do Norte que tá pegando a Sabrina Sato, a filha do Joaquim Roriz, um senador eleito no Acre que apoiou o Serra.
    O PRB possui alguns progressistas (Marcelo Crivella), há também outros pastores onde sabe lá o posicionamento de ambos, o ex-campeão Popó é filiado ao partido e pode assumir uma vaga na Câmara, pois é o 1º suplente de sua coligação na Bahia.
    Faltou o PSOL, que apesar de não participar de blocos, também pertence a esquerda.
    O PMDB possui muitos deputados ligados ao conservadorismo, más também há muitos que são ligados a esquerda e as forças progressistas.

Marco Aurelio

20 de novembro de 2010 às 16h16

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-contro

O controle do fundo social do pré-sal
Enviado por luisnassif, sex, 19/11/2010 – 17:17

Por Rudá Ricci

Passadas as eleições, já é hora de começarmos a discutir o país (desculpem a provocação, mas não resisti). Um dos temas centrais é o Fundo Social do Pré-Sal. O Fundo está vinculado à Presidência da República e, segundo o texto de sua institucionalização, será destinado ao desenvolvimento social e regional na forma de programas de combate à pobreza e desenvolvimento da educação, cultura, saúde pública, previdência, ciência e tecnologia e meio ambiente. A origem dos recursos será a parcela dos royalties que cabe à União, deduzidas as destinadas aos órgãos específicos, a receita advinda da comercialização do petróleo e sub-produtos e a participação especial dos blocos do Pré-sal licitados destinados à adminstração direta da União. A estimativa de receita do Fundo é de 15 bilhões ao ano, durante os próximos 100 anos, ou o equivalente a um PAC por ano.

Qual é o problema a ser discutido? Quem estará compondo o Comitê de Gestão Financeira (CGFFS) deste fundo. Pelo texto aprovado pelos parlamentares em junho, a sua compsoição será estabelecida pelo governo federal, assegurada a participação dos ministérios da fazenda, planejamento, orçamento e gestão, além do Banco Central. Lembremos que a partir do primeiro leilão, no regime de partilha, o vencedor pagará um bônus de assinatura ao governo federal, que será dividido entre o Tesouro Nacional e o Fundo Social.

Pois bem, e nós, cidadãos? Ficaremos apenas olhando a nave singrar os mares?

Temos que introduzir mecanismos de controle social, imediatamente, sobre este fundo. É urgente!

Responder

Magda Mª Magalhães

20 de novembro de 2010 às 16h05

Historicamente, a União, os Estados e os Municípios têm muito imóveis, tanto urbanos como rurais. Contra esta especulação imobiliária de Minha Casa, Minha Vida, seria bom exigirmos dos governos destes três entes, o levantamento deste patrimônio, a apropriação e o uso para finalidades públicas.
Quanto à educação seria necessário um debate mais amplo, onde não se priorizasse e contemplasse apenas a visão marxista da área. Devemos lembrar que a Unesco declarou a Bolívia país livre do analfabetismo. Por aí se vê que, a educação no Brasil está ainda encastelada no que uma elite julga o que se deve fazer. Não me refiro à elite econômica e sim, aquela da visão marxista e de governos que não estão nem aí, afinal de contas os filhos deles frequentam escolas particulares. Para a educação melhorar é preciso mais envolvimento da comunidade. Não é aquele envolvimento que os professores querem, praticamente obrigando os pais a serem co-partícipes no ensino(não estou dizendo educação, área em que o sujeito principal são os pais), senão o sujeito principal. Entendo que a comunidade possa se envolver, após os governos cadastrarem os analfabetos e os analfabetos funcionais, adotando uma pessoa nestas condições. Existem jovens precisando preencher o tempo, aposentados também. E pessoas com pouco tempo mas, com aquela chama chamada responsabilidade social. E um envolvimento comunitário tão grande não excluiria jamais a maior capacitação e valorização de professores do ensino regular. Lembrando sempre que o aluno tem que estar permanentemente motivado.

Responder

BeauGeste

20 de novembro de 2010 às 15h57

Quatsch!

Responder

emerson57

20 de novembro de 2010 às 15h57

azenha,
"Eu, Azenha, acredito ser essencial desenvolver uma crítica à esquerda do governo Lula:"
me parece inócuo.
o governo lula termina amanhã.
depois é dilma.
abraço.

Responder

Marco Aurelio

20 de novembro de 2010 às 15h57

Concordo,Azenha.Chegou o momento.O debate entre os da esquerda tem de ser sem dó e piedade.Essa entrevista vai dar a maior polêmica mas é necessária para o futuro.

Responder

Roberto A.P.

20 de novembro de 2010 às 15h56

Acho que o Ildo anda viajando na maionese. Não entendeu nadinha do pré-sal, que alguém explique pra ele,urgente.

Responder

Eduardo

20 de novembro de 2010 às 15h56

É muito fácil fazer análise desse tipo, ignorando jogo político enfrentado para poder governar. As coisas não acontecem apenas pelas vontades, é preciso viabilidade política, momento, conjuntura. Acima do Brasil e dos brasileiros existe establishment , o capitalismo mundial; me lembra o Garrincha sobre as instruções do técnico, se eles haviam combinado com o time adversário?
Eu acho que essas eleições demonstraram de quem são os interesses contrariados ou não?
Essa análise não se sustenta, comparar Getúlio Vargas, Lula e Mandela, apesar das disparidades conjunturais de seus
governos com outros qualquer é não querer enchergar o óbvio.
Acho que todos os governos tem a sua fundamentada crítica, mais ir por esse caminho de instrumentação de estatais e dos interesses do agronegócio é um pouco demais, menos!

Responder

CC.Brega.mim

20 de novembro de 2010 às 15h37

a prática do lula não é de esquerda?

leia-se: a prática do lula funciona.

não é mais teoria limpinha

que não se rende ao capital

agora é pragmatismo

marxista, não?

mais que os críticos

da esquerda da esquerda

que defendem a estagnação com o discurso da utopia

e ajudam a direita a manter o luxo e a exploração.

Responder

    EDUARDO SOUTO JORGE

    20 de novembro de 2010 às 17h14

    E' isso ai, CC.BREGA! Sao as viuvas do Plinio de Arruda.

geraldo a. cassol

20 de novembro de 2010 às 15h32

Que tal o Sr. Ildo Sauer colocar os pés no chão; O que tem a propor?. A socialização dos meios de produção? Olha a parcela da população que este discurso representa.

Responder

O_Brasileiro

20 de novembro de 2010 às 15h10

Tem de haver, necessariamente, um contraponto as ideias hegemonicas dos capitalistas donos dos meios de producao. Do contrario, desastres como os da atualmente economia americana continuarao acontecendo.
O Brasil so venceu a crise internacional porque se priorizou as necessidades do povo, que foi o salvador da economia brasileira via consumo interno!

Responder

francisco.latorre

20 de novembro de 2010 às 15h10

ildo sauer?..

esquerda?..

tem certeza?..

..

Responder

    Reginaldo Batista

    20 de novembro de 2010 às 19h31

    Parece que este Sauer é o Xerox do Plinio de Arruda Sampaio. Arrume pra ele uma Pasta no Governo que ele achará tudo uma maravilha.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding