VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Ilan Pappé: As perspectivas de solução para o conflito Israel-Palestina


05/04/2012 - 01h12

por  Jair de Souza

Em 2010, o brilhante professor e humanista israelense Ilan Pappé deu uma palestra magnífica sobre o significado do sionismo: suas características inerentemente colonialistas e racistas.

Ilan Pappé observou como é enganosa a ideia propalada por certos círculos da “esquerda” europeia de que entre os sionistas israelenses  há forças democráticas de esquerda que estariam interessadas em chegar a uma solução justa com os palestinos.

Ilan Pappé deixou patente que não há diferenças significativas no comportamento colonialista e racista tanto da direita como da “esquerda” sionistas. Ambas correntes compartilham igualmente o objetivo e o desejo de livrar-se da presença do povo palestino nativo. A única grande diferença  está em que a “esquerda” sabe manipular as palavras muito mais habilmente que seus pares direitistas. Daí que, para os que lutam realmente para o fim do colonialismo naquela região, esta “esquerda” seja até mais perigosa do que a direita aberta e declarada, uma vez que, com seu palavreado ardiloso, ela consegue neutralizar boa parte da intelectualidade europeia, que parece contentar-se tão somente com palavras de efeito, independentemente da realidade sobre o terreno.

Para Pappé, a luta contra o colonialismo e o racismo na Palestina exige que o combate seja feito primeira e abertamente contra a ideologia que o impulsa, sustenta e ampara, ou seja, contra o sionismo. Sem a derrota ideológica do sionismo não há perspectivas de paz e justiça na Palestina.

Como  Pappé tratou de várias questões de fundamental importância (em minha opinião) para o desenvolvimento do trabalho de solidariedade com a luta anticolonialista do povo palestino, resolvi traduzir e legendar a memorável palestra de 2010. Dividi-a em quatro partes, que compartilho com vocês, leitores do Viomundo.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



74 comentários

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Sílvio Tendler se solidariza com Latuff: “Você tem razão” « Viomundo – O que você não vê na mídia

30 de dezembro de 2012 às 19h59

[…] Ilan Pappé: As perspectivas de solução para o conflito Israel-Palestina […]

Responder

Beto_W

10 de abril de 2012 às 08h00

Infelizmente, devido ao feriado, só pude acessar o Viomundo na segunda-feira, e demorei um pouco para assistir ao vídeo generosa e habilmente legendado pelo Jair. Como disse o Luca em um comentário, isso permite o acesso a um número maior de pessoas. Então, quero começar agradecendo ao Jair e congratulando-o por seu incansável trabalho. Dito isto, pretendo aqui comentar o vídeo de Ilan Pappé em si, objeto do artigo, e oferecer meu ponto de vista a respeito dos comentários dos outros leitores como resposta a esses comentários.

Gosto muito de Ilan Pappé, e admiro sua coragem e lucidez. Ele sempre expõe seus argumentos com clareza e não se pode negar seu embasamento – ele sabe do que está falando. Ele está coberto de razão ao afirmar que a empreitada sionista da forma que foi implementada (e que é dominante hoje em Israel e nas comunidades judaicas pelo mundo) foi e continua sendo colonialista, e concordo que se deve trazer à tona e expôr essa característica do Estado de Israel. Concordo também que o direito de retorno dos palestinos é parte fundamental no processo de paz, e que qualquer proposta de paz que não leve isso em conta é na verdade uma proposta de limpeza étnica disfarçada – seja consciente ou inconscientemente. E concordo também que, via de regra, os palestinos sofreram mais sob governos da esquerda israelense do que sob a direita.

Discordo dos comentários pejorativos de Pappé em relação a A. B. Yehoshua e Amos Oz, dois escritores israelenses renomados e muito premiados. Acho que nesse ponto ele pecou ao misturar as estações um pouco. Também acho que ele a certa altura desvalorizou um pouco os vários grupos israelenses que lutam pelos direitos dos palestinos, ridicularizando-os de certa forma. E discordo de sua afirmação de que gente como Uri Avnery e Noam Chomsky, apesar de bem intencionada, está equivocada – acho que são pontos de vista diferentes sobre algumas facetas do conflito, e opiniões diferentes sobre como prosseguir.

Gostaria de um dia ter a oportunidade de conversar com ele, saber quais são suas idéias e seus anseios em relação ao conflito, como ele imagina que deva ser resolvido, e como ele imagina que deva ser o resultado final. Enfim, tenho algumas ressalvas à sua palestra, mas no geral eu gostei do vídeo.

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NELSON NISENBAUM

08 de abril de 2012 às 23h20

Gostaria de saber se as pessoas que gastam tanto tempo aqui e em outros fóruns com este tema, investem um tempo proporcional (que deveria ser bem maior, dadas as grandezas envolvidas) com os temas fundamentais do nosso Brasil, onde vivemos.

Responder

    Luca K

    10 de abril de 2012 às 16h23

    Essa é boa! kkkkkkkkkkkkk
    Cara, só vejo vc por aqui postando quando o assunto é Israel. Nada mais. Siga seu próprio conselho então!
    :-P

Paulo

08 de abril de 2012 às 11h41

Li atentamente o " em memória de meu avô".Nesta postagem o luca k (em minúsculas…)
-Acusa os judeus de terem sido os responsáveis pelos massacres dos cossacos de 1642 na Ucrânia, quando milhares de crianças e mulheres judias tiveram seus crânios rachados as pauladas.
-Acusa os judeus pelo tráfico negreiro.
-Chama as ações das SS e Wermarcht em relações aos judeus de humanitárias.
-Justifica o transporte de judeus como gado.
-Diz que as câmaras de gás não existiram.
Quando confrontado, diz que não é simpatizante do nazismo
Como cristão, de formação jesuítica-NÃO POSSO ACEITAR ISSO.

Responder

    Luca K

    08 de abril de 2012 às 18h25

    Paulo, vc MENTE DESCARADAMENTE, falsificando minhas posições. Não muito Cristão de tua parte eh? Como disse antes em post q foi suprimido(ou não chegou?), convido possíveis interessados a lerem o thread em questão e tirarem suas conclusões: https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marcelo-s
    Dos 5 pontos levantados pelo “cristão” paulo, digo o seguinte seguindo a mesma ordem:
    – Distorce grosseiramente minha posição. Mas paulo, tua compaixão é só pra com as mulheres e crianças judias? O que vc pensa das dezenas de milhares de mulheres, crianças e homens cristãos Ucranianos que pereceram miseravelmente em função do sistema de exploração comandado pelos capatazes e coletores de impostos judeus? Hmmm…
    – Distorce minha posição novamente. Mas sim, eles foram peças importantes no tráfico e a informação vem de historiadores JUDEUS.
    – Mente.
    – Mente.
    – Diz a verdade, finalmente. Sim, não há evidências de que os matadouros químicos e o suposto programa de extermínio tenham existido. Isto é propaganda dos aliados e dos sionistas(estes últimos por sinal inicialmente trabalharam juntos com os nazistas). O que não significa que os judeus não tenham sofrido enormemente. Isso é fato. Milhares morreram miseravelmente nos campos de concentração, campos de trabalhos forçados e de trânsito. Outros tantos nos guetos. Vítimas de doenças, alimentação precária, maus tratos, etc. Outros tantos pereceram nas guerras de guerrilha impiedosas nos territórios ocupados da URSS.

    Paulo, os sionistas matam crianças e mulheres Palestinas com regularidade há MAIS DE 6 décadas. Mas isto não te incomoda né? Isto vc ACEITA.

Jair de Souza

07 de abril de 2012 às 10h46

Não tenho nenhum vínculo com o citado Luca K, não sei se ele pertence ou não a alguma corrente saudosista do nazional-socialismo. De minha parte, considero que o nazismo foi e é uma das mais horrendas expressões da perversidade a que grupos de interesses humanos podem conduzir parcelas importantes da humanidade. Ou seja, coisa similar ao que o sionismo hoje consegue fazer com parcela importante dos judeus. Alias, o nazismo e o sionismo bebem da mesma fonte. Não é à toa que a liderença sionista da Alemanha aclamou entusiasticamente a chegada ao poder do nazional-socialimo. Esta liderença sionista via aí sua grande oportunidade de ter garantida sua reserva de mercado. É claro que eles não esperavam que a coisa evoluísse da forma que evoluiu, mas isso não elimina sua responsabilidade. Dito isso, quero dizer também que considero um verdadeiro crime contra todos os direitos humanos imagináveis tentar impedir que as pessoas expressem suas opiniões só porque vão contra os pontos de vista oficiais, os quais via de regra representam os interesses dos grandes grupos de poder, dos saqueadores da humanidade, daqueles que, na verdade, foram os grandes responsáveis pela matança de milhões de pessoas (comunistas, judeus, ciganos, socialistas em geral, etc.), em outras palavras, dos grandes conglomerados capitalistas que estavam por trás do nazismo (e hoje também estão por trás do sionismo). Todo mundo pode defender em debate a visão que achar correta, desde que os que tenham visão diferente também possam se expressar a respeito. Eu não tenho medo de nenhum debate com os saudositas do nazional-socialismo nem com os defensores do famigerado sionismo. Eu creio que tenho a verdade histórica e a razão a meu favor, por isso não preciso tentar impedir ninguém de se expressar. Se, em um debate honesto, minha posição não se sustentasse, isso seria um indicador de que eu estaria me amparando em premissas falsas. Espero sinceramente que Viomundo não aceite esta solicitação de impedir que aqueles que discordam da visão oficial se expressem. O sionismo já tem garantida a maior parte dos meios de comunicação do mundo para martelar a interpretação do mundo que nos querem sedimentar na mente. Se isso não está sendo suficiente, a razão deve estar na falsidade daquilo que querem estabelecer como a única e exclusiva “verdade”. Abaixo a censura, abaixo o nazional-socialismo, abaixo o sionismo!

Responder

    Marcelo Silber

    07 de abril de 2012 às 15h35

    " Chegando ao fim da minha vida vejo que a Democracia é um sistema de governo falho, cheio de imperfeições" Pena que a humanidade não tenha produzido ao longo dos séculos, um sistema melhor que o inventado pelos antigos gregos…"

    Winson Spencer Churchill, Memórias da Segunda Guerra Mundial, 1953.

    -Creio que o Sr. saiba que vivemos em um Estado Democrático de Direito, Temos um poder executivo, legislativo e um judiciário. Todos garantidos na Constituição Federal e sob a guarda do Supremo Tribunal Federal. Todos os cidadãos tem que cumprir a lei, que é igual para todos.
    É proibida no Brasil fazer a defesa pública ou a exortação do regime nacional-socialista, assim como negar o extermínio de judeus nos campos de extermínio nazistas. ao que me consta, o sr. não é um "oráculo da república" ou se encontra acima das leis.. O que este "elemento" Luca K publicou no Post "em memória do meu avô" constitue crime e deveria ser tratado como tal.
    Numa sociedade como a nossa, não podemos e não devemos " escolher leis para cumprir"
    não roubar, não matar, não pagar imposto de renda, não punir racistas, xenófabos, neonazistas…
    O sr. pode " não gostar de determinada lei" (é um direito seu…), mas no final, isso não tem impotância nenhuma !!

    – O sr. repetidamente acusa o "sionismo" de ser um movimento colonialista, agressor e muito parecido com o nazismo. Portanto, ambos maléficos. Mas é absolutamente complacente com este elemento, a ponto de chamá-lo de "estimado". Claramente, não tem a mesma " complacência" com os judeus, principalmente os que não se definam como " anti-sionistas".
    Podemos chamar isso do quê? Incoerência? Ambivalência ? Hipocrisia? Duplicidade??

    PS-Não posso, não devo e não quero pautar o " Vi O Mundo". Recebo muito espaço (mais do que eu mereço) do Azenha e da Conceição e embora ache os comentários do "elemento" Luca K pérfidos, odientos e criminosos (como já explanei). O blog tem lógicamente o diretito de publicá-los se julgar conveniente, apenas não gostaria que este " simpatizante do nazismo" respondesse qualquer comentário meu, visto que não interagirei a nada que venha da parte deste "elemento"

    Luca K

    07 de abril de 2012 às 19h21

    Não quer interagir então vaza cara!! muito mimimimi e chorôrô da sua parte, em suma, PAPO FURADO.
    Vc está sim querendo pautar o q este blog publica e todo seu patético post é uma ameaça velada. Não é a primeira vez q vc tenta pautar o debate e pede pela remoção de posts. Quanta conversa fiada sobre lei hein meu camarada, NÃO HÁ lei no Brasil q proíba a discussão sobre o holocausto. Graças a Deus não estamos em IsraHell, nem na patética terra de meus antepassados paternos, a Alemanha, um país sem alma. E tantos outros q criminalizaram bizarramente a discussão aberta de fatos históricos.
    Vou dizer uma coisa tb; não sou neo nazista e nem ligado a qualquer grupo do gênero. Espero q o viomundo publique esse post pq vários não estão aparecendo. O q está ocorrendo? Esses covardes como o marcelo me difamam, acho q o viomundo deveria ao menos publicar minhas respostas.
    Marcelo, claramente vc me despreza… o q significa q estou fazendo alguma coisa certa. Pra mim, TEU DESPREZO É UMA HONRA!! E saiba q é mútuo…

    Luca K

    07 de abril de 2012 às 19h30

    Várias postagens minhas não apareceram e uma do Rodrigo q me dirigia uma pergunta sumiu!! O que está acontecento?? Pq a censura? Dois sionistas nesse thread me chamaram de nazista ou simpatizante. Espero q ao menos o viomundo permita q eu me defenda desta calúnia. Pela SEGUNDA VEZ, minha resposta ao Jair:
    Não se preocupe Jair… Eu NÃO sou neo-nazista, nem remotamente ligado à qualquer grupo do tipo. Mas venho estudando o Nacional Socialismo de maneira objetiva há alguns anos e hj vejo q muito do que eu acreditava – e q vc acredita – sobre o assunto é mentira. Meu esforço pessoal é me aproximar dos fatos e me afastar da propaganda dos vencedores da guerra.
    Parabéns pela tua postura de defesa da liberdade de expressão!! Ganhou mais ponto ainda comigo!! Somente os covardes e mentirosos temem o debate! Continue teu trabalho de esclarecimento sobre o projeto sionista na Palestina e OM.
    []s

Rosana

07 de abril de 2012 às 01h54

Acho um verdadeiro absurdo o Vi O Mundo postar os comentários de um certo "Luca K"
Chamar este elemento de anti-semita é uma ofensa aos anti-semitas, que em geral disfarçam muito melhor…
Em um Post do Dr Marcelo Silber (Honrando a memória do meu avo), ele nega o holocausto judaico, diz que não houve extermínio de judeus, e chama algumas ações das Waffen-SS e da Wermarcht de humanitárias, isso em meio a outros absurdos.
Destaco que tudo isso constiui crime inafiançável (segundo acórdão do STF).
Defender o Nazismo, fazer propaganda de "literatura revisionista" no nosso país é proibido.
Devemos tolerar isso ??
Devemos deixar isso sem resposta??
Francamente….

Responder

    Beto_W

    10 de abril de 2012 às 08h03

    Rosana, seu comentário me preocupa. Apesar de não concordar com as conclusões a que chega o Luca K, ele obviamente é uma pessoa que estudou e continua estudando o assunto do período nazista na alemanha. Travamos um acalorado debate naquele artigo, e obviamente nenhum de nós convenceu o outro, mas quem quiser passar por lá pode ler nossa conversa e decidir por si mesmo – e pode ainda ir atrás das referências e se aprofundar mais no assunto antes de tirar suas próprias conclusões. Ele não incorre em crime segundo a lei brasileira, já que não faz apologia ao nazismo ou ao antissemitismo. Parafraseando Voltaire (ou pelo menos acredito que a frase seja dele), não concordo com uma palavra do que disse o Luca K, mas defenderei até a morte o direito dele de dizê-las.

    Luca K

    10 de abril de 2012 às 13h45

    Muito obrigado Beto!
    :D
    A propósito, vc tem algum email de contato? Não precisa ser o "verdadeiro", pode ser qualquer um só para contato. Muitas vezes quero postar uma resposta e o tempo não permite, daí só faço muito depois. Sobre nosso debate antigo, eu quero dar continuidade quando/se tiver um tempo. Daí poderia te mandar uma msg avisando.
    Abs

Paulo

06 de abril de 2012 às 21h48

Desde o momento de sua criação Israel foi atacada por todos os lados. Hoje ele é uma realidade inexorável, como o Acre brasileiro e o Texas norte-americano. Questões sobre a legitimidade de Israel ficaram para trás na história. Quando mais cedo todos aceitarem esta realidade, melhor será para todos. Não existe outro caminho para paz. Ainda que existam aqueles que não antissionistas sem serem antissemitas, muitos escondem detrás do antissionismo o velho antissemetismo, é só ver os comentários que colocam o antissemitismo como um "mito" inventado pelos próprios judeus.

Responder

Jotace

06 de abril de 2012 às 18h07

Caros amigos do Vi o Mundo,

É um prazer retornar a este blog e ler abalizadas opiniões que enriquecem o presente debate. Pois, muito fundamentadas que são, esclarecem os verdadeiros significados dos termos judaismo, semitismo e sionismo. Elas não só põem à mostra só a desumana política do estado de Israel na Palestina, mas também os desígnios dos atuais dirigentes da nação judia em seu empenho pela promoção de uma guerra mundial para satisfação dos mais sórdidos propósitos colonialistas. Um abraço e Feliz Páscoa ! Jotacê

Responder

ZePovinho

06 de abril de 2012 às 10h26

Eu fico com os Guardiões da Cidade.:
http://nkinportuguese.blogspot.com.br/

Judaísmo versus Sionismo
O judaísmo acredita num só Deus, O qual revelou a Torah. Defende a providência Divina e, de acordo com esta, vislumbra o exílio dos judeus como sendo um castigo causado pelos seus pecados. A redenção poderá ser obtida apenas pela penitência e pela oração. O judaísmo apela a todos os judeus que obedeçam integralmente à Torah, incluindo o mandamento que os obriga a serem cidadãos patriotas.

O sionismo rejeita o Criador, a Sua revelação, as Suas oferendas e a Sua penitência. Entre os seus frutos encontramos a perseguição do povo palestino bem como a ameaça física e espiritual em que coloca o povo judeu. Encoraja a traição e a dupla lealdade entre os ingénuos judeus espalhados pelo mundo. O sionismo encara, de raiz, a realidade como algo estéril e desprovido de santidade. É uma antítese ao judaísmo da Torah.

Existe uma vil mentira que persegue o povo judeu por todo o globo. Uma mentira tão hedionda e tão distante da verdade que só ganhou popularidade devido à cumplicidade de forças poderosas existentes na comunicação social e no aparelho educativo do “sistema”.

É uma mentira que trouxe um sofrimento sem antecedentes a muitas pessoas inocentes e que se não for rebatida tem o potencial de dar origem a uma tragédia extraordinária no futuro.

É a mentira que afirma que o judaísmo e o sionismo são idênticos.

Nada poderia estar mais longe da verdade.

O judaísmo é a crença nas revelações do monte Sinai. É a crença de que o exílio é o castigo originado pelos pecados judeus.

O sionismo tem vindo a negar, há mais de um século, as revelações de Sinai. Acredita que se pode dar por terminado o exílio judaico por meio da agressão militar.

O sionismo passou o último século a expulsar estrategicamente o povo palestino. Ignorou as suas justas argumentações e sujeitou-os à perseguição, à tortura e à morte.

Judeus seguidores da Torah por todo o mundo encontram-se chocados e penitenciam-se por este breve dogma de irreligiosidade e de crueldade. Milhares de santos e de catedráticos da Torah condenam este movimento desde o seu surgimento. Sabiam que as anteriores boas relações entre os judeus e os muçulmanos na Terra Santa estavam destinadas a ser afectadas pelo avanço do sionismo.

O proclamado “Estado de Israel” mantém-se rejeitado em fundamentos religiosos com base na Torah. A sua monstruosa insensibilidade para com as leis mais básicas da decência e da justiça chocam qualquer ser humano, seja ou não judeu.

Nós da Neturei Karta temos estado na frente da batalha contra o sionismo há mais de um século.

A nossa presença serve para refutar a mentira basilar de que o mal, que é o sionismo, de algum modo representa o povo judeu.

O que sucede é o oposto.

Entristecemos todos os dias com a terrível contagem de mortes que emana da Terra Santa. Nenhuma delas teria ocorrido se o sionismo não tivesse soltado as suas energias maléficas sobre o mundo.

Como judeus temos o dever de viver pacificamente e em harmonia com todos os homens. É-nos pedido que sejamos cidadãos tementes à lei e patriotas em todas as terras.

Condenamos as actuais atrocidades sionistas levadas a cabo na Terra Santa. Ansiamos pela paz baseada no respeito mútuo. Estamos convencidos de que este respeito mútuo está condenado a não existir enquanto existir um Estado israelita. Ansiamos pela sua abolição de um modo pacífico.

Que possamos ser dignos da verdadeira redenção quando todos os homens se unam irmãmente em Sua adoração.

Responder

    ZePovinho

    06 de abril de 2012 às 10h28

    Cadê você,Beto???Esse tema nos divide e divide,ainda mais,a esquerda que já é mais quebrada do que arroz de quinta categoria.
    Os judeus tem sim direito a um Estado.Os palestinos também.Foi a proposta original do Brasil,quando da criação de Israel.

    Luca K

    06 de abril de 2012 às 18h55

    Zepovinho, pq vc acha q o judeus tem obrigatoriamente direito a um Estado? Esse "direito" NÃO existe para ninguém. Diga aí, vc é a favor dos Bascos terem um Estado? Os caras estão entre os habitantes mais antigos da Europa. E os Curdos? Vivem no OM desde os tempos do imperio romano. Há muitos outros casos e todos bem mais legítimos do que o dos judeus em IsraHell, q foram e continuam sendo artificialmente transplantados para a Palestina histórica. E pq é tão importante assim q os judeus tenham um estado se ainda hj a maioria deles prefere continuar vivendo em outros países, inclusive no Brasil? Deve ter mais judeu nos EUA q em israel.
    Pessoalmente, não sou contra a idéia dos judeus terem seu país desde que;
    1. Isso fosse feito sem a colonização da terra dos outros( o q por si só nos dias atuais mais ou menos inviabiliza a empreitada) e
    2. que os judeus fossem todos- ou quase todos – morar em seu novo país. o q tb jamais aconteceria.
    Uma última coisa; é pouco conhecido o vou dizer mas é FATO documentado. Israel não tem qualquer legitimidade. A ONU, sob a ótica do direito internacional, não tinha direito de confiscar as terras dos outros e dá-las a quem quer q fosse. E de fato, a ONU NÃO fez isso. A proposta da assembléia geral, conseguida através de fraudes e muita pressao, não foi apreciada pelo conselho de segurança e caducou. Os sionistas unilateralmente declararam israel em existencia.

    ZePovinho

    06 de abril de 2012 às 22h54

    Concordo com você,Luka,mas como vamos fazer a roda do tempo girar para trás?Como vamos tirar os judeus de lá com eles montados em cerca de 200 artefatos nucleares??Percebeu o tamanho do problema?
    Uma causa pode ser justa,podemos estar com a razão.Isso não significa que possamos ajudar apontando o dedo para eles e mostrando todas as coisas que eles fizeram.
    O Rabin(antes de ser assassinado em 1995) propôs criar o Estado palestino com as fronteiras de antes de 1967.As terras que foram ocupadas pelos judeus depois dos anos 40 podem ser indenizadas.Não existe problema que não venha acompanhado de soluções.

    NELSON NISENBAUM

    08 de abril de 2012 às 23h08

    Pois então, Sr Luca K, o que dá legitimidade aos estados existentes hoje? Por favor, um por um.

    Luca K

    06 de abril de 2012 às 19h07

    Outra coisa; a proposta imoral da ONU, totalmente ilegal e nula pq não foi submetida ao conselho de segurança, foi de dar uns 55% da terra palestina aos judeus. uma palhaçada por si só mas a proposta de um estado palestino atual seria uma palestina composta por míseros 20% do seu território histórico. Os sionistas NÃO aceitam tb. O projeto sionista é de um Israel maior do q o atual inclusive.

    rodrigo.aft

    06 de abril de 2012 às 12h08

    fala Zé, bão?

    vou responder, mesmo não sendo o Beto, podo? (sei, "posso"; é só pra fazer graça)

    Zé, sabe pq eu gosto de vc? (sem viadagens, lógico! rsrs)

    pq vc vai "pro pau"! não fica nas entrelinhas como os pseudo intelectuais do assunto… rsrs

    acho q eu adoraria debater "in loco" com vc!
    (e depois tomar umas "brejas" pra comemorar as concordâncias e discordâncias… yes!!!)

    [ ]'s

    ZePovinho

    06 de abril de 2012 às 15h37

    Eu gosto do Neturei Karta,Rodrigo.,mas do ponto de vista laico temos de raciocinar com os fatos.Dizer para os judeus que eles não tenham um lugar não dá mais.É mais prático pregar a convivência mútua que reinou durante séculos, até que europeus e americanos entrassem nessa questão e……todo mundo sabe que vem acontecendo.

    rodrigo.aft

    06 de abril de 2012 às 17h58

    vc quer dizer q os judeus americanos e judeus europeus MUITO BEM SITUADOS, a nata, criaram o mito da terra prometida para "exportar" o excesso da população judia nesses países, certo?
    afinal, não dava para "ajudar" tanta gente (mesmo sendo da própria etnia), e era mais fácil mandá-los embora q ficar fazendo papel de "bacaninha", "legalzinho", "solidário", ficar dando atenção para quem não traria retorno financeiro… (tempo é dinheiro! rsrs)

    algumas fontes "bocudas" associam elementos da alta "nata" de judeus ao nazismo, pois parece q alguns deles, misteriosamente, não foram perseguidos, durante a guerra, em nenhum país europeu, muito menos nos eua.

    a pergunta q não quer calar…. se israel é a terra prometida, pq essa "nata" de judeus nem cogitou em se mudar da europa ou dos eua para israel?

    como comentei antes, o convincente jogo de palavras (como no filme "Dia de Ira") explica a não mudança para israel… e a própria "plebe" (os q não são do 1o. escalão decisório) de judeus acredita nessas histórias….

    meramente hipóteses ou possibilidades?

    (eu, particularmente, presto atenção no q as pessoas FAZEM, não no elas FALAM, capisce?)

    ZePovinho

    06 de abril de 2012 às 22h37

    A gente pode concordar em muitas coisas sobre a história do sionismo,Rodrigo.Pode concordar que o Estado de Israel está exterminando palestinos e outras coisas.
    O que eu venho tentando dizer,por aqui,é que estigmatizar Israel só vai fortalecer aqueles que pregam o ódio entre judeus e árabes.Isso é uma armadilha argumentativa que não ajuda em nada se queremos ajudar os palestinos.
    De que nos serve uma paz que pode significar uma guerra onde morrerão centenas de milhares de árabes e judeus,enquanto os mesmos mercadores de armas enriquecerão ainda mais?
    Esse sentimento de vingança contra os sionistas não pode ser estendido aos judeus.Isso aí é que é o perigo,o cavalo de batalha que os sionistas usam para dizer que querem destruir o lar dos judeus.
    Judeus e árabes viveram juntos por séculos.Existe uma comunidade de judeus de 30 mil pessoas no Irã.Onde foi que houve o ponto de mutação????Isso não veio do nada.Alimentarmos esse ódio é que vai fazer o sionismo ter o apoio de mais gente em Israel.

    Jair de Souza

    07 de abril de 2012 às 00h04

    Perdão, amigo ZePovinho (confesso que não gosto de me dirigir a anônimos), mas parece que você não entendeu muito bem a palestra de Ilan Pappe. Reveja-a e analise o que você não concorda de lá e faça a crítica. Você coloca primeiro uma declaração de Neturei Karta (que vai de encontro às palavras de Ilan Pappe) e depois você se esforça para tentar remar em sentido contrário.

    Luca K

    06 de abril de 2012 às 19h01

    É brincadeira hein zepovinho! Quer dizer então q tudo é culpa dos americanos e europeus?? Que convivência mútua pacífica eh essa q vc estah falando?? Na Palestina? Sim, antes do projeto sionista conviviam basicamente em paz… pq os judeus na palestina eram uma minúscula – bem menor q os cristãos – minoria religiosa q antes do sionismo não tinha por objetivo conquistar a região.

    ZePovinho

    06 de abril de 2012 às 22h47

    Eles têm sim uma grande responsabilidade no problema,mesmo sendo europeus e americanos de origem judia ou não judeus.
    Você acha que,por exemplo,todo esse armamento que os EUA dão para Israel sai de graça?Você sabia que os judeus tem de pagar horrores por esse elefante branco que é o armamento que os EUA colocam lá?
    O peso do aparato de segurança para os judeus está tão alto que a paz vai permitir que eles possam investir em outras coisas e possam criar empregos para um juventude altamente desempregada.
    Procure analisar essas coisas sem ódio,Luka.É fácil,para nós,falar dos problemas deles.Vivemos em um país enorme,nunca tivemos o tipo de problemas que eles têm.
    Eu também analisava as coisas com a mente cheia de ódio.Isso vai fazer com que você encontre pessoas que vão contra-argumentar com ódio e aí não chegaremos a lugar nenhum.
    Eu já coloquei aqui um monte de coisas criminosas que esses sionistas fizeram.Adiantou o quê?Nada.Eles ficaram com raiva de mim.Eu fiquei achando que tinha razão,mas ter razão é melhor do que ser feliz?

    Luca K

    07 de abril de 2012 às 12h26

    Oi ZePovinho! Mas eu analiso sem ódio mesmo, procuro sempre ser objetivo. Por outro lado não estou aqui para concurso de popularidade. Pouco me importa o q os sionistas pensam de mim… tem um q eu até gosto, o betow. Jamais pensei q pudesse gostar de um sionista, kkkkkkk.
    Uma coisa; vc está MUITO EQUIVOCADO com relação ao armamento que os EUA dão a Israel. Quem paga por isso é o otário do contribuinte norteamericano.
    Abs

    Beto_W

    11 de abril de 2012 às 07h51

    Luca, em primeiro lugar, obrigado pela menção, me sinto lisonjeado.

    O contribuinte israelense também paga caro pelo conflito. O plano orçamentário do governo israelense para 2011-2012, por exemplo, destina aproximadamente 15% de todo o orçamento para a categoria "Defesa" (onde se enquadra boa parte do orçamento do exército), o que não inclui o aparato policial e carcerário que envolve em grande parte os prisioneiros palestinos, nem os gastos com os colonos na Cisjordânia, provavelmente espalhados em outras categorias como educação, agricultura, etc. Você pode ver isso aqui: http://www.financeisrael.mof.gov.il/FinanceIsrael

    O fim do conflito traria uma boa sobra no orçamento do país para, como bem disse o ZéPovinho, investir em geração de empregos para os jovens e em benefícios para toda a região.

    Acho que o que o ZePovinho quer dizer (e ele pode me corrigir se eu estiver enganado) é que por mais que se concorde que a empreitada sionista em Israel foi um ato de colonização e ocupação estrangeira, não adianta falar em tirar os judeus de lá, pois isso não é uma solução prática nem viável, e apenas irá gerar respostas raivosas.

    Seria mais produtivo tentar descobrir uma forma dos dois povos coexistirem em paz e harmonia. Como eu já disse algumas vezes, bem ou mal, Israel existe há 60 anos, e já existem duas gerações de cidadãos israelenses nascidos lá. O país não irá se desfazer, os judeus não irão embora. O que se pode fazer é tentar mudar a visão dos israelenses em relação aos palestinos, de inimigos mortais a parceiros e vizinhos. Aí quem sabe acontece como na África do Sul, que dissolveu seus bantustões e devolveu aos negros plenos direitos civis, sem que os brancos deixassem o país.

    Beto_W

    11 de abril de 2012 às 07h35

    ZePovinho, os Neturei Karta têm, a meu ver, um mérito – são judeus que denunciam as atrocidades que Israel comete contra os palestinos. No entanto, tenho minhas ressalvas em relação a eles como em relação a qualquer grupo religioso mais fervoroso. O motivo principal pelo qual eles combatem não só o sionismo, mas a própria existência de Israel, é por causa do mito do Messias.

    Eles acreditam que a diáspora dos judeus é um castigo divino, e que apenas quando o Messias chegar, ele irá levar todo o povo judeu de volta para a terra prometida (inclusive os que já morreram, que serão por ele ressucitados) e irá reconstruir o templo sagrado, e aí sim restaurar o domínio dos judeus na região. E eles acreditam que ele só irá chegar quando a maioria laica do povo judeu voltar a seguir piamente os preceitos da religião (de acordo com a interpretação deles, claro). E como se dará isso? Mágica, intervenção divina. E o que acontecerá com os habitantes nativos da região? Disso, até onde eu sei, nenhum deles trata. Aparentemente irão nesse momento aceitar placidamente viver sob o governo dos judeus, pois o Messias trará a paz a todos os povos ("e o cordeiro irá beber água ao lado do leão", ou algo assim).

    O que quero dizer é que os NK não são contra a idéia de um estado judeu na região, eles só acham que esse estado não pode ser fundado antes da chegada do tal Messias (que eu saiba, ele já chegou faz tempo e abriu um sebo no centro de São Paulo…). E eles acreditam que esse estado, a ser fundado quando o Messias chegar, deve ser totalmente baseado nas leis e preceitos do judaísmo – uma teocracia.

    Há outras correntes religiosas, tão fanáticas quanto, que enxergam o estado de Israel como a realização do direito divino à terra prometida, e que pressionam o governo israelense por cada vez mais leis que forcem os preceitos religiosos a todos os cidadãos. A meu ver, a separação entre estado e religião é sagrada (sacaram?), e nem os Neturei Karta, nem o Shas, nem nenhum outro grupo religioso deveria tentar intervir no conflito valendo-se de uma ótica religiosa. Se os NK separarem as coisas, e denunciarem o governo de Israel não por ser uma aberração divina ter um estado judeu antes do Messias chegar, mas sim porque de fato Israel oprime os palestinos, pode ser que sejam levados mais a sério. Mas o que acontece é que eles são vistos pela maioria dos judeus como um bando de fanáticos malucos, e mesmo seus argumentos válidos são ignorados por causa disso.

Jair de Souza

06 de abril de 2012 às 07h14

Peço licença para voltar a me expressar. Se alguém quiser ter acesso a este vídeo em uma só peça, poderá fazê-lo através de http://www.dailymotion.com. O link específico é: http://www.dailymotion.com/video/xptkpi_ilan-papp

Responder

adão paim

06 de abril de 2012 às 04h53

Paz.

Responder

Anton

05 de abril de 2012 às 19h31

O "anti-semitismo" é uma questão central da própria estrutura do judaismo em suas origens miticas.

Esta questão da perseguição ao “povo de israel” é recorrente em todas as épocas e lugares por onde os judeus passaram, desde os tempos bíblicos..! então surge a pergunta, porque povos tão distintos e em épocas tão diversas, perseguiram os judeus? Ou melhor, será que perseguiram realmente? E se sim, porque?

É claro que houve perseguição, más ela foi amplificada e mitificada pelos próprios judeus, porque o sentimento de ser especial, o “povo escolhido” pressupõem, para os próprios judeus e por seus “parametros biblicos”, ser perseguido pelos outros povos “invejosos” do , auto suposto, status judaico de “povo eleito”.

Porque fazer isto?

Simplesmente pelo sentimento de estar separado dos outros povos , a própria identidade cultural judaica está associada a isto. E é reforçando o “elan grupal” através do medo, do sentimento de discriminação, que se faz o grupo sentir diferente “dos outros”; e portanto reforçando a necessidade de união entre os “membros da tribo”.

O sentimento de ser perseguido faz parte da própria identidade judaica é algo vital para eles, desde as lendas biblicas de sua formação como povo, quando fugiu da escravidão no Egito, até a utilização do “holocausto” para promover a emigração para Israel entre os judeus da diáspora.

O sentimento de ser “vítima”, perseguido e eleito a um só tempo, ajudou a manter a identidade cultural e religiosa e a união do povo judeu ao longo de 3.000 anos e é cuidadosamente cultivado.

E com este sentimento de separatividade de ser o povo eleito, “superior e perseguido”, a elite dominante entre os judeus forma, seja qual for a sociedade onde estiverem inseridos, uma rede social fechada que protege e defende os interesses de seus membros.

Naturalmente que este componente psicológico traz algumas vantagens, como a possibilidade das elites financeiras judaicas de agirem em loby, sem muitos escrúpulos e sem pesos na consciência, já que por um lado são o povo escolhido e do outro, são as “vítimas”, que precisam se proteger, se garantir…

E daí surgiram a reação em algumas sociedades, onde se fortaleceram em demasia estes “loby” judaicos (como na Inglaterra de onde os judeus estiveram expulsos por 365 anos) , reações, que é claro, foram utilizadas pelos próprios judeus para reforçarem a sua identidade de vítimas e perseguidos, para sí mesmos e para os outros…

É claro que a elite judaica manipula tanto os goyn, como os “judeus da massa” digamos assim, para seus próprios fins e lucros, más quando o bicho pega, quem paga são estes “judeus massa de manobra” que não se beneficiaram do esquema…Os muito ricos normalmente se safam!

Responder

    rodrigo.aft

    06 de abril de 2012 às 13h54

    Anton,

    já q vc percebeu uma parte do jogo de cena, recomendo, caso não tenha visto, o filme "Dia de Ira" com Christopher Lambert (até na internet tem).

    muito bom… entrelinhas com muitos detalhes… jogo de poder, E DE PALAVRAS, levado ao extremo dentro da própria comunidade… acho uma boa referência para entender a "identidade" sionista.

    engraçado… toda vez q peço comentário sobre esse filme a algum "isento" da comunidade, ou me respondem coisas levianas (nada q possa ir contra ou a favor) ou desconexas (para desviar o assunto… especialidade dos escribas voluntários e remunerados do sionismo) com o filme em questão.

    inté!

    Luca K

    07 de abril de 2012 às 12h05

    Exatamente Anton, ótimos pontos que vc trouxe à discussão! Foi o que tentei uma vez discutir com o Beto, um sionista inteligente e muito aberto ao diálogo(raridade,kkkkk). Os judeus sempre tentam manipular a narrativa com essa estorinha d que são vítimas de uma perseguição irracional por parte dos Goyim. Lógico q não é nada disso. Vc resumiu muito bem. São ações gerando reações dentro de todo um contexto.
    Concordo com vc tb no tocante ao uso do medo e dessa narrativa falsa de eterna vitimização pela elite judaica para unir e controlar a comunidade judaica, conseguir apoio, etc. Excelente ponto tb!

Adjacy

05 de abril de 2012 às 18h54

O sionistas são os verdadeiros terroristas..são capazaes de matar mulheres e crianças, como fizeram na Palestina e recentemente na Líbia com o apoio dos cavaleiros do Apocalipse: sarkozy, cameron, obama e berlusconi ( com minúscula mesmo) e da imprensa em geral.

Responder

Anton

05 de abril de 2012 às 18h51

Anti-semita é um termo que as pessoas repetem sem refletir, como deve ser em toda expressão incutida com sucesso através de lavagem cerebral…

Afinal semitas são os povos árabes, palestinos e os antigos hebreus que viviam na Israel de 2000 anos atrás.

Hoje, a imensa maioria do judeus contemporâneos
não é semita, basta ver os judeus askenazes, que são a grande maioria israelenses. E askenaze também é a elite judaica que comanda Israel. Racialmente, são europeus, muitos brancos, loiros e de olhos azuis…Não são semitas!

E sim, qualquer ser humano tem o direito de se manifestar, contra ou a favor, de uma facção politica/ideológica. E o sionismo é exatamente isto: Uma corrente politica/ideológia/religiosa/nacionalista/ extremista muitas vezes… dentro do judaismo, não se deve de maneira alguma confundir sionismo com judaísmo.
Ou sionista com judeu…

Nada tenho contra os judeus (europeus ou não) e os árabes(semitas). Más tenho sim contra a ideologia política e militar sionista, que constitui uma forma de organização , capaz de interferir de forma negativa na sociedade em que vivo e ameaçar inclusive a paz mundial, com seu poder de influencia nas potências ocidentais.

Em tempo, tenho um amigo judeu (amigos são sempre poucos), aprecio sua cultura e caráter , creio ter mais empatia com os judeus sefarditas, tem mais a ver com os brasileiros, Penininsula Ibérica…imigração…

Por isto, acho uma pena ver o que o sionismo está fazendo com judaísmo. É como um câncer corroendo o judaísmo em seus valores, de dentro para fora…

Responder

    Bonifa

    06 de abril de 2012 às 10h04

    É um dos povos mais admiriáveis do mundo, um dos que mais enriqueceram a Humanidade com sua presença fecunda, criativa e inspiradora. Causa muita lástima o que está acontecendo.

Bonifa

05 de abril de 2012 às 18h37

O alemão prêmio Nobel de literatura Gunter Grass, 83 anos, escreveu um poema denunciando a entrega de submarinos atômicos alemães a Israel, o que faria da Alemanha cúmplice de outro crime de genocídio. O poema caiu como uma bomba na Europa e nos Estados Unidos. Todo o potencial sionista de retaliação tomou conta dos jornais e poucos se mantiveram com jornalística dignidade diante do caso. O poema "O que deve ser dito" em versão francesa está aqui: http://www.lemonde.fr/europe/article/2012/04/05/g

Responder

    Nelson

    05 de abril de 2012 às 19h14

    Meu caro Bonifa. Encontrei, no sítio português, http://www.resistir.info, publicado no dia de hoje, o poema "O que há a dizer" do Grass:

    Porque guardo silêncio, há demasiado tempo,
    sobre o que é manifesto
    e se utilizava em jogos de guerra
    em que no fim, nós sobreviventes,
    acabamos como meras notas de rodapé.

    É o suposto direito a um ataque preventivo,
    que poderá exterminar o povo iraniano,
    conduzido ao júbilo
    e organizado por um fanfarrão,
    porque na sua jurisdição se suspeita
    do fabrico de uma bomba atómica.

    Mas por que me proibiram de falar
    sobre esse outro país [Israel] onde há anos
    – ainda que mantido em segredo –
    se dispõe de um crescente potencial nuclear,
    que não está sujeito a qualquer controlo,
    já que é inacessível a qualquer inspecção?

    O silêncio geral sobre esse facto,
    a que se sujeitou o meu próprio silêncio,
    sinto-o como uma gravosa mentira
    e coacção que ameaça castigar
    quando não é respeitada:
    “anti-semitismo” se chama a condenação.

    Agora, contudo, porque o meu país,
    acusado uma e outra vez, rotineiramente,
    de crimes muito próprios,
    sem quaisquer precedentes,
    vai entregar a Israel outro submarino
    cuja especialidade é dirigir ogivas aniquiladoras
    para onde não ficou provada
    a existência de uma única bomba,
    se bem que se queira instituir o medo como prova… digo o que há a dizer.

    Por que me calei até agora?
    Porque acreditava que a minha origem,
    marcada por um estigma inapagável,
    me impedia de atribuir esse facto, como evidente,
    ao país de Israel, ao qual estou unido
    e quero continuar a estar.

    Por que motivo só agora digo,
    já velho e com a minha última tinta,
    que Israel, potência nuclear, coloca em perigo
    uma paz mundial já de si frágil?

    Porque há que dizer
    o que amanhã poderá ser demasiado tarde,
    e porque – já suficientemente incriminados como alemães –
    poderíamos ser cúmplices de um crime
    que é previsível,
    pelo que a nossa quota-parte de culpa
    não poderia extinguir-se
    com nenhuma das desculpas habituais.

    Admito-o: não vou continuar a calar-me
    porque estou farto
    da hipocrisia do Ocidente;
    é de esperar, além disso,
    que muitos se libertem do silêncio,
    exijam ao causante desse perigo visível
    que renuncie ao uso da força
    e insistam também para que os governos
    de ambos os países permitam
    o controlo permanente e sem entraves,
    por parte de uma instância internacional,
    do potencial nuclear israelense
    e das instalações nucleares iranianas.

    Só assim poderemos ajudar todos,
    israelenses e palestinos,
    mas também todos os seres humanos
    que nessa região ocupada pela demência
    vivem em conflito lado a lado,
    odiando-se mutuamente,
    e decididamente ajudar-nos também.

    Bonifa

    06 de abril de 2012 às 09h51

    A imensa repercussão deste poema, que quebrou uma blindagem de rigoroso silêncio esropeu, está deixando os sionistas e seus aliados neocons dos EUA em estado de quase pânico. Uma primeira consequência detetável é a de que estão concluindo que a acusão de suposta intenção de suposta bomba nuclear não está sendo suficientemente forte para obter da opinião pública mundial aval para o ataque ao Irã. O próprio Monde já está diversificando a demonização do Irã, agora para tentar construir a imagem de um regime cruel e desumano. Falam de um cantor que foi preso nas manifestações de 2009 e preso novamente em 2011. Mas o tal cantor já está em liberdade, e certamente vão buscar outra coisa. É duvidoso que esta nova linha de demonização ao Irã funcione, ao tempo em que os guerreiros dos EUA estão de braços dados diáriamente com os ditadores reais dos países do Golfo Pérsico. Como esconder a hipocrisia de atacar o regime do Irã e endeusar uma Arábia Saudita que proibe suas atletas mulheres de participarem das Olimpíadas de Londres?

Luca K

05 de abril de 2012 às 18h01

Não tinha visto ainda Jair, obrigado por postar!! E é ótimos pq tem legendas em português, podendo atingir um número muito maior de pessoas! Pena q vc escolheu véspera de feriado, muita gente viaja, menos gente verá. O Marcelo, Nelson e cia ficarão contentes por isso! ;-P
Cara, digo mais, a coisa vai além do sionismo. Recomendo a leitura do ótimo livro do israelense Gilad Atzmon "The Wandering Who? (A Study of Jewish Identity Politics)". O livro é excelente e traz um contexto mais amplo!! Veja uma entrevista aqui:
[youtube RtQeKrC2kVc http://www.youtube.com/watch?v=RtQeKrC2kVc youtube]

Responder

    Jair de Souza

    05 de abril de 2012 às 20h32

    Estimado Luca K, obrigado por seu comentário. Concordo com você quanto ao momento da publicação deste material. Posso te dizer que não foi por minha escolha. É um problema de agenda de Viomundo. De todas as maneiras, fiquei agradecido com a publicação, mesmo tendo saído hoje. Quanto a Gilad Atzmon, eu já o conheço há bastante tempo. Já fiz várias traduções de textos dele, inclusive de um dos mais importantes (por coincidência de título The wandering who, que eu traduzi como O mito do judeu errante). Posso te dizer que, embora eu concorde com vários dos textos de Atzmon e o admire por sua dedicação à luta contra o sionismo, tenho sérias discrepâncias com ele em várias outras questões., em especial no tocante ao judaísmo. Mas isto não vem ao caso no momento. Reitero meus agradecimentos.

    Luca K

    07 de abril de 2012 às 12h29

    Olá Jair, pessoalmente acho o Atzmon um cara sensacional. Não sei quais são suas discordâncias com Atzmon, mas já imagino. Muitos por aqui são muito ingênuos e parecem acreditar que o sionismo é um troço disfuncional, totalmente fora de compasso com a história dos judeus e com a religião judaísmo. Atzmon desmonta bem essa ficção. O que Atzmon diz é respaldado por outros trabalhos, por exemplo os reveladores livros de Israel Shahak e Norton Mezvinsky(Jewish History, Jewish Religion: The Weight of Three Thousand Years, Jewish Fundamentalism In Israel).
    De qualquer forma, parabéns pelo trabalho q é muito importante! Keep it up!
    []s

    Jair de Souza

    07 de abril de 2012 às 15h53

    Estimado Luca K, eu também conheço os trabalhos de Israel Shahak. Traduzi seu livro Jewish History, Jewish Religion (História Judaica, Religião Judaica) ao português (http://archive.org/details/IsraelShahak-HistoriaJudaicaReligiaoJudaica).

    Agora, voltando a Gilad Atzmon, considero que culpabilizar a cultura judaica pelos problemas atuais é um grandíssimo erro. Por mais aspectos negativos que o judaísmo e a cultura judaica tenham, de modo algum, eles são responsáveis pelas desgraças que estão acontecendo agora, e nem pelas que aconteceram há algumas décadas (na Alemanha nazista, por exemplo). Se é para responsabilizar culturas pelas tragédias da humanidade, deveríamos, primeiro, condenar as culturas das nações europeias que já se aventuraram no colonialismo. Foram os europeus que levaram a desgraça, a morte e a infelicidade a milhões e milhões de pessoas pelo mundo inteiro. Onde os colonialistas europeus chegaram, deixaram como consequência povos exterminados, povos escravizados, terra arrasada, miséria e infortúnio para os habitantes autóctones. O próprio drama do povo palestino é apenas mais um capítulo do sofrimento que os europeus já causaram a outros povos. Os sionistas que colonisaram a Palestina eram europeus que nada tinham de origem semita. Eles foram para lá com o tradicional espírito do conquistador europeu, esse espírito de superioridade que sempre caracterizou o colonisador europeu por onde tenha passado, deixando os rastros de miséria e sofrimento sobre os quais já me referi.

    Tradicionalmente, os judeus sempre viveram em condições de bom relacionamento com os muçulmanos. Não porque estivessem em números irrisórios. Eles eram muito numerosos em toda a Península Ibérica durante os mais de sete séculos de dominação moura da região. Viviam em harmonia com os muçulmanos e ocupavam altíssimos cargos nos governos islâmicos. Na Palestina também havia harmonia entre eles. Não porque os judeus fossem minoria, e sim porque, embora imbuídos de suas crenças e sua cultura, não cultivavam o espírito do colonialismo europeu.

    Quase todas as religiões têm suas origens em determinadas nações, ou povos, os quais vão moldando seus conceitos e suas divindades em conformidade com seus próprios interesses (ou de sua elite dirigente, para ser mais preciso) nos momentos de sua formação. Com o judaísmo, o islamismo e o cristianismo não foi diferente. Ao ser encampado pelas elites dirigentes do Império Romano, o cristianismo passou a servir aos interesses da elite dirigente do Império. Foi a partir daí que se tornou um elemento de perseguição dos mais crueis que a humanidade já conheceu. Como exemplo, poderíamos citar a Inquisição, sem falar na colonização, no extermínio e escravização dos povos da América, África e Ásia. Nem por isso vamos exigir que os europeus renunciem a suas culturas e tradições para que os aceitemos como gente normal. Eles devem olhar seu passado para aprender a não repetir os erros já cometidos.

    Mencionei estas questões só para deixar claro que, em vista do que as culturas europeias e o cristianismo europeu (nada a ver com o legado original de Jesus Cristo) representaram de negativo na história, o judaísmo e a cultura judaica não significam nada de extraordinário. É por isso que eu não aceito a visão de Gilad Atzmon neste aspecto. É uma visão embasada em um viés equivocado. As comunidades judaicas da Europa Ocidental estavam em franco processo de integração às culturas de seus respectivos países. Era isto o que mais temiam os primeiros ideólogos do sionismo. Eles tinham verdadeiro pavor porque sentiam que a maioria dos judeus que antes serviam como massa de manobras do rabinado (Shahak trata disto) estava tornando-se alemães, franceses, ingleses, belgas, etc. E eles (na verdade a grande burguesia judaica que eles representavam) precisava ter uma retaguarda nacional para levar adiante suas disputas com as demais burguesias europeias.

    Portanto, os sionistas se impuseram a tarefa de evitar que o processo de assimilação dos judeus continuasse avançando. Não foi à toa que as lideranças sionistas da Alemanha ficaram entusiasmadas com a ascensão do nazional-socialismo ao governo. Eles apoiavam a mesma proposta de segregação de raças que os nazistas apregoavam. Claro, os nazistas achavam (e acham) que os povos ários eram a raça superior, e os sionistas defendiam que os judeus (europeus, claro, não os judeus árabes, ou etíopes) eram a raça escolhida, superior. Muita coincidência para evitar o entusiasmo.

    Bem, resumidamente, é por isto que eu tenho discrepâncias com Gilad Atzmon sobre a questão do judaísmo. É claro, eu também tenho discrepâncias com ele no aspecto político, visto que ele (assim como os defensores do neoliberalismo globalizante) acredita que estamos numa era pós-política, pós-ideológica, onde não há mais questões de classe. Eu discordo totalmente disto.

    Luca K

    10 de abril de 2012 às 13h48

    Oi Jair,
    Discordo de várias de suas colocações e quando tiver um tempo explicarei pq. Se te interessar, fique de olho nesse thread para "updates", rsrs.
    Abs

Jair de Souza

05 de abril de 2012 às 17h20

Gostaria de recomendar um material para quem quiser entender melhor o que representa a chamada "esquerda" sionista. Falo do livro de Tikva Honig-Parnass, False prophets of peace (Os falsos profetas da paz). Assim como Ilan Pappe, Tikva sabe muito bem do que está tratando. Ela teve participação ativa nas campanhas de expulsão e massacre do povo palestino quando da fundação do estado de Israel. Só mais tarde ela veio a dar-se conta das monstruosidades que haviam sido cometidas contra aquele povo indefeso que havia sido tão hospitaleiro em relação aos sionistas que lá chegaram no começo do século XX. Lamentavelmente, o livro só está disponível em inglês. Ele pode ser encontrado e lido pelo google books, mas eu recomendo a sua aquisição, pois trata-se de uma obra de incomensurável valor por sua seriedade e embasamento em fontes veridicamente documentadas.

Responder

Jair de Souza

05 de abril de 2012 às 16h51

Não há como os sionistas (os raivosos e os de "esquerda", pois não há diferenças importantes entre eles) não sentirem o golpe. Aqui, nós temos Ilan Pappe, que por acaso é nascido em Israel e de ascendência judaica, revelando o caráter colonialista e racista do estado sionista de Israel. Quando os sionistas não têm mais nenhum argumento válido (nunca tiveram), apelam para o surradíssimo "antissemitismo". Nenhum dos sionistas de "esquerda" tem coragem de defender abertamente a matança, a segregação e a discriminação e o apartheid (hafradah, em hebraico) que o estado colonialista e racista de israel pratica contra o povo mais desmilitarizado do mundo. Que honra é ver um judeu como Ilan Pappe não se submeter aos racistas e colonialistas que dominam o estado de Israel e sua ideologia sionista. Um dia a maioria dos judeus voltará às tradições humanistas que os caracterizaram por muitos séculos, até o advento do sionismo.

Responder

Marcelo silber

05 de abril de 2012 às 14h51

Caros Amigos

Como o "Vi o Mundo" sempre destaca os articulistas, historiadores do lado árabe-palestino, inclusive o " conhecido" Ilan Pappé, trago a opinião do professor Robert Wistrich, chefe do Centro Internacional de Estudos do Antissemitismo, da Universidade de Jerusalém
Segundo o professor Wistrich, a Demonização de Israel alimenta o Antissemitismo moderno…..

Um dos elementos mais fortes do antissemitismo moderno, seja nacionalista, marxista-leninista ou árabe-islâmico é que eles acreditam em uma conspiração judaica. Já foi contra o cristianismo, contra a cultura nacional, contra a economia, todo tipo de coisa.

Antissemitas acreditam em uma conspiração judaica. Mas a verdade sempre foi que a única conspiração que existiu até hoje foi uma conspiração antissemita, para remover, expulsar ou matar judeus. Às vezes é uma conspiração real, às vezes é imaginária. Mas faz parte de um desejo de alvejar os judeus e isso é deliberado, não é espontâneo.

Muitas pessoas comuns em países onde há hostilidade contra Israel ou judeus, não compartilham esse sentimento, mas quando há uma campanha orquestrada de desinformação cria-se hostilidade. Isso se chama incitamento. E há muito disso acontecendo pelo mundo hoje. Israel tem que se defender de todo tipo de falsas acusações, que são feitas quase todo dia.

Obviamente que eu conheço a opinião de todos que frequentam este site, mais " ouvir o outro lado" sempre é bom, principalmente para os que como eu, acreditam em um livre debate de idéias…

Sou brasileiro,paulista,corinthiano e judeu e me identifico com o Estado de Israel, que deu unidade e identidade a um povo, vitima de perseguições por cerca de 2000 anos.

Responder

    Conceição Lemes

    05 de abril de 2012 às 16h05

    Dr. Marcelo, toparia escrever sobre o "outro lado"? Abração

    abolicionista

    05 de abril de 2012 às 16h51

    Não acho que Illan Pappé acredite em "conspiração judaica", acho que ele foi vítima do estado de Israel, que utiliza o antissemitismo como justificativa para perpetrar ações condenáveis do ponto de vista humanitário. Isso é um desrespeito à memória dos judeus vitimados pelo holocausto. Instrumentalizar o holocausto para fins imperialistas é a atitude vergonhosa. Norman Finkelstein, ele mesmo descendente de judeus mortos em campos de concentração, dedicou diversos livros ao assunto e outro dos intelectuais perseguidos pela polícia ideológica do estado de Israel. Você certamente conhece os Novos Historiadores e sabe como eles foram perseguidos apenas por seguirem os métodos mais respeitados e trazerem à tona a verdade sobre a chamada "Guerra de Libertação". Dar identidade a um povo tirando a vida de outro é o que fizeram e fazem todos os impérios. Em respeito às vítimas do holocausto, o mínimo que deveríamos fazer é ouvir o que intelectuais como Pappé e Finkelstein têm a dizer.
    http://www.youtube.com/watch?v=oubv7uimM18

    Luca K

    05 de abril de 2012 às 18h25

    Marcelo, nao boa, vc não disse coisa com coisa.. e venhamos e convenhamos; professor de um centro de estudos sobre antissemitismo?? Sério mêu? Mais um propagandista sionista hein…
    Vc fala de uma incessante barragem de falsas acusações contra israhell; vamos lá cara, dê nome aos bois! Quais são as falsas acusações? Vc inverte os fatos; israel é muito protegida por boa parte da mídia… nos EUA a mídia está quase toda nas mãos dos sionistas, isso é um fato. Se a grande mídia fosse de fato honesta, aí sim vc ia ver uma barragem pesada contra israhell e essa ideologia de supremacia judaica, o sionismo.
    Esse papo de perseguição através dos tempos tb é conversa pra boi dormir.

    Pedro

    05 de abril de 2012 às 18h34

    Vamos lá, Marcelo. Defenda Israel pelo que Israel é e faz.

    Ricardo

    06 de abril de 2012 às 12h42

    Só um cego para não ver que o seu discurso é completamente sem sentido.

    Ninguém defende conspiração, ninguém quer perseguição, ninguém pediu nada. Deixe de histeria e analise FATOS.

    Não me oponho a debater nada, mas é preciso qe venha com argumentos razoáveis e não propaganda barata.

    Beto_W

    10 de abril de 2012 às 08h01

    Eu concordo com uma coisa: a demonização de Israel alimenta o antissemitismo. No entanto, não acho que isso seja resultado de incitação ou da disseminação de uma teoria da conspiração judaica. Acho que muita gente ainda mistura as duas coisas, e muitos de nós judeus ainda contribuem para essa confusão. Quem assistir ao filme "Defamation", de Yoav Shamir, verá o que estou dizendo. Acho que sempre que alguma atrocidade do governo de Israel contra os palestinos vem à mídia, muita gente acaba por demonizar "esses malditos judeus", colocando todos no mesmo balaio. E ao mesmo tempo, muitos judeus saem em sua habitual defesa de Israel, justificando o injustificável. Pode ser que os antissemitas de plantão se aproveitem desses momentos para destilar o seu veneno. Mas gente como Abe Foxman e sua ADL tenta usar isso para argumentar que críticas a Israel são ataques antissemitas, o que não é verdade. Silber diz "Israel tem que se defender de todo tipo de falsas acusações", e eu me junto ao coro de respostas que pedem exemplos dessas falsas acusações. O Irã também tem que se defender de todo tipo de falsas acusações. Silber, ouvir o outro lado é um conselho que vale para alguns comentaristas daqui do Viomundo, mas acho que você pode também se valer de seu próprio conselho.

NELSON NISENBAUM

05 de abril de 2012 às 13h10

Todos os países tem o direito de ter língua, história, autonomia, cultura, raízes, fronteiras, governo, força militar, etc., inclusive os palestinos. Mas Israel querer ter isso tudo? Não pode. É racismo e colonialismo. Ora, senhores, disfarcem melhor o seu próprio racismo.

Responder

    abolicionista

    05 de abril de 2012 às 16h53

    Tem o direito de perseguir professores universitários, intelectuais e historiadores? Ora senhor, disfarce melhor o seu próprio racismo. Um pouco de respeito, por favor.

    Luiz Lima

    05 de abril de 2012 às 17h59

    Disse-o muito bem. Todos os países têm direito a tudo isso, incluindo a Palestina. Porém, os sionistas negam aos palestinos todos estes direitos. E aí, como fica? Ora, senhor, disfarce melhor o seu sionismo.

    NELSON NISENBAUM

    08 de abril de 2012 às 23h13

    Sou sionista sim, sem disfarces. E sou palestinista sim, sem disfarces. 2 estados para dois povos, conforme a resolução da ONU de 48.

    rodrigo.aft

    06 de abril de 2012 às 12h30

    fala Luca, bão?

    o q vc acha da solução como o "pós apartheid" da África do Sul, ou seja, retroceder aos primórdios da convivência pacífica da região e fazer uma só pátria para palestinos e judeus?
    (ah, sim, devolver as propriedades e terras tomadas dos árabes e palestinos, como eles (judeus) tiveram indenizações (polpudas, bem polpudas!) e seus bens "devolvidos" — sei! indústria do holocausto; alguém devolveu os bens e indenizou algum negro? — após a 2a. G.M.)

    ah, sim, como os judeus, principalmente os sionistas, se acham no direito a tudo q está na região (e na Terra, de quebra! rsrs), precisaria haver uma mediação internacional prolongada para não haver favorecimentos a uma das partes.
    (e vc sabe qual, não?)

    falei isso (de uma pátria única) pro ZePovinho e ele quase "me bateu"… rsrs

    eu, sinceramente, acho essa a única solução conciliatória e lógica para esse imbróglio…
    já li bastante sobre essa possibilidade e achei uma boa perspectiva sobre o problema…

    gostaria de palpitar sobre o assunto?
    (eu particularmente acho essa visão interessantísssima, de difícil e espinhosa implantação, mas interessante, e uma das poucas saídas harmônicas ao conflito atual)

    inté!

    Ricardo

    06 de abril de 2012 às 12h36

    Deixe de histeria. Ninguém negou a Israel o direito de existir. É Israel que nega diariamente o direito dos palestinos existirem.

    Disfarce melhor o seu nazi-sionismo!

    NELSON NISENBAUM

    08 de abril de 2012 às 23h12

    A guerra que os árabes insuflaram contra a partilha da Palestina e contra o recém criado estado de Israel, foi aceitação?

    ijd

    06 de abril de 2012 às 17h50

    Então me diz, quem ignorou as fronteiras estabelecidas, a Palestina ou israel?

    NELSON NISENBAUM

    08 de abril de 2012 às 23h11

    Estabelecidas quando e onde?

Jade

05 de abril de 2012 às 12h45

De fato não há diferença entre direita e esquerda em nehum lugar do mundo.
A esquerda brasileira anda junto com Assad, Bin Laden, Ahjmadinejad, Kamenei, irmandade muçulmana, Kadafi, Hamas, Hezbolah e todos os fundamentalistas muçulmanos. Todos juntos contra o direito de Israel existir, sob o manto do antisionismo.
No meu tempo a esquerda brasileira estava com Marx Rosa de Luxemburgo, Lenin, Che, Fidel etc. Que pena!!!

Responder

    Nelson

    05 de abril de 2012 às 16h54

    Mas que misturança é essa Dona Jade?
    Eu me considero de esquerda e não ando junto com Bin Laden. Aliás, sabemos todos, você inclusive, quais são as origens de Bin Laden, como ele chegou aonde chegou – não foi bem por andar com a esquerda, não.
    Quanto ao Ahmadinejad, você está simplesmente repetindo o que a infernal maquinaria de propaganda pró-Estados Unidos/Israel divulga. No Irã existe comunidade judia vivendo há milhares de anos de forma pacífica e confortável. Então, como incluir o presidente iraniano num suposto rol dos que não querem deixar Israel existir?
    Sei. Você acreditou naquela história de que Ahmadinejad teria invocado a destruição de Israel em um encontro da Organização dos Países Islâmicos realizado há quase seis anos, em 23 de agosto de 2006. Então, sugiro a leitura do excelente artigo “Por palavras na boca de Ahmadinejad”, de Virgínia Tilley, que se identifica como professora de ciências políticas, cidadã americana a trabalhar na África do Sul. O artigo pode ser acessado em http://resistir.info/irao/por_palavras.html ou http://www.counterpunch.org/tilley08282006.html
    Tomar posição radical – correta – contra os planos do imperialismo estadunidense/europeu ocidental de ampliar sua dominação, não significa automaticamente tornar-se aliado de quem quer que seja, Dona Jade.

    Nelson

    05 de abril de 2012 às 17h40

    “Todos juntos contra o direito de Israel existir, sob o manto do antisionismo”.

    Eis que a Dona Jade se utiliza das artimanhas do sistema dominante que, com sua monumental propaganda, intenta – e, infelizmente, obtém enorme sucesso – inculcar-nos exatamente o contrário do que percebemos. Dois exemplos, entre muitos:
    1 – Israel possui 150, 200 ou mais ogivas nucleares. Já o Irã não possui uma sequer. No entanto, procuram insistentemente nos convencer de que o Irã é o grande perigo para a paz no planeta.
    2 – Desde 1986 foram assassinados mais de 3.000 sindicalistas na Colômbia (veja em http://www.rebelion.org/noticia.php?id=147580), onde o número de presos políticos supera a casa dos 7 mil. Estima-se que mais de um milhão de colombianos já tenham se refugiado na Venezuela. Assim mesmo, diariamente intentam, sistematicamente, nos convencer de que a ditadura se estabeleceu no pais de Hugo Chaves enquanto que os governos de Uribe e de Manuel dos Santos, e outros da Colômbia, primam ou primavam pelos princípios democráticos.

    Por falar em impedir um povo de existir, Dona Jade, vamos à realidade, de fato. Faz mais de 60 anos que, apoiado nos governos da nação mais poderosa e dos países mais ricos do planeta, os que dominam Israel desde aquela época iniciaram uma campanha sem tréguas visando a acabar com o direito de os palestinos existirem.

    Douglas Kridi

    06 de abril de 2012 às 12h44

    kkkkkkkkkkk Que balaio de gato foi esse???
    Eu ri muito aqui!!! Santa paciência…

    Ricardo

    06 de abril de 2012 às 12h45

    "A esquerda brasileira anda junto com Assad, Bin Laden, Ahjmadinejad, Kamenei, irmandade muçulmana, Kadafi, Hamas, Hezbolah e todos os fundamentalistas muçulmanos."

    Não. Ninguém defendeu nada disso aqui. Deixe de histeria.

    "No meu tempo a esquerda brasileira estava com Marx Rosa de Luxemburgo, Lenin, Che, Fidel etc. Que pena!!!"

    No meu tempo, os judeus criticavam o sionismo como um movimento racista e colonialista, como um tal Alberto Einstein, que denunciou os crimes do sionismo já nos anos 40.

    Aliás, uma pergunta: como é que Ahmadinejad pode ser anti-judeus se há uma comunidade judaica enorme no Irã?

    ZePovinho

    06 de abril de 2012 às 22h57

    Não provoque,Jade.Assim a gente não consegue conversar.

pperez

05 de abril de 2012 às 10h36

Só quando o gargento Garcia prender o Zorro é qua haverá paz entre israelenses e palestinos, considerando os interesses de Obama de um lado e fQuando o ztEu sei quando haverá paz entre israelenses e palestinosO Governo e a autoridade da Presidenta Dilma tem sido afrontados pelos generais de pijama inconformados com a direção democratica que o País tomou, após a derrocada do golpe!

Responder

    Daniel

    05 de abril de 2012 às 15h15

    Haverá paz entre israelenses e palestinos quando o Brasil resolver seus problemas de educação, saúde, segurança e corrupção.

André

05 de abril de 2012 às 08h58

Excelente. Palestrantes falando sobre a psicologia primitiva do sionismo. Mas com coisas que eu nunca tinha ouvido falar. Muitos dos judeus, que nunca tinham visitado a Palestina, acreditavam nas mentiras apregoadas pelos mentores do sionismo de que a Palestina era uma terra vazia (sem habitantes). Inicialmente, no sentido literal da expressão e hoje no sentido psicopatológico do termo.

E não tem nada muito difícil de entender com relação ao que está acontecendo na Palestina: simplesmente os sionistas são colonizadores rascistas e criminosos, como todos os colonizadores de todas as épocas. E que não existe diferenças entre a "esquerda" e a extrema direita israelense cujo representante máximo é o Sr. Bejamim Netanyahu.

Vídeos obrigatórios para quem está cansado da propaganda oficial israelense. Estou enviando-os para todos os meus amigos. Veja-os e faça o mesmo.

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