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Gleisi: Caso haja intervenção militar na Venezuela, Brasil será a bucha de canhão dos EUA; veja o vídeo
Alessandro Dantas/PT no Senado
Política

Gleisi: Caso haja intervenção militar na Venezuela, Brasil será a bucha de canhão dos EUA; veja o vídeo


23/01/2019 - 12h10

Intervenção contra Venezuela faria do Brasil “bucha de canhão dos EUA”, diz Gleisi

Em vídeo publicado no YouTube, senadora criticou o que chamou de “postura submissa” do Brasil aos Estados Unidos

Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube (veja acima) nesta segunda-feira (21), a senadora e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, afirmou que, caso ocorra uma intervenção militar na Venezuela, o papel do Brasil “será o de bucha de canhão dos Estados Unidos”.

Sem citar diretamente o Grupo de Lima, Gleisi criticou o endurecimento dos ataques contra o governo venezuelano.

No início do mês, o bloco, do qual o Brasil faz parte, anunciou que não iria reconhecer o novo mandato do presidente Nicolás Maduro.

“Gostem ou não, Maduro foi eleito com 67% dos votos do povo venezuelano”, afirma no vídeo.

Segundo a senadora, “com essa postura intransigente e submissa aos EUA, Bolsonaro só tende a acelerar a crise [na Venezuela]. E uma intervenção por lá prejudicaria todos nós. Não precisa concordar com Maduro, com seu governo ou com os processos institucionais venezuelanos para entender que, no caso de uma intervenção militar na Venezuela, o papel do Brasil seria, infelizmente, o de bucha de canhão dos Estados Unidos”.

Em 2017, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou que estudava a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela. Em outubro, nas Nações Unidas, o mandatário reiterou a possibilidade quando questionado por jornalistas.

Desde antes de assumir, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, adota um tom contrário ao governo Maduro. “Desestabilizar a Venezuela é a próxima meta. Trump e Bolsonaro são aliados nessa investida. Falam até em intervenção militar”.

Justificativa humanitária

A senadora também criticou a justificativa humanitária dada pelos governos regionais e pelos EUA para intervir na Venezuela, classificando o endurecimento do tom contra o governo Maduro de “ação coordenada”. Os “ataques ao governo e ao povo venezuelano nada tem a ver com a defesa da democracia ou da liberdade de oposição naquele país. Não é motivada por nenhuma preocupação com o povo”.

No vídeo, Gleisi ainda lembrou que não é a primeira vez que os Estados Unidos buscam interferir em outros países alegando a necessidade de defender outras populações.

Para ela, “em nome de defender os direitos do povo e instalar a democracia, os EUA invadiram o Iraque. Mais de 250 mil pessoas morreram e cidades foram totalmente destruídas. O rastro que ficou foi de fome, miséria e destruição”.

Sanções

Em agosto de 2017, Trump impôs uma série de sanções contra a Venezuela sob a justificativa de “restabelecer a democracia” no país sul-americano. Em dezembro de 2018, novas medidas para pressionar o governo Maduro foram anunciadas pelo mandatário norte-americano.

Além disso, o governo da Colômbia, chefiado pelo então presidente Juan Manuel Santos, também adotou um tom agressivo contra o país vizinho, chegando a bloquear exportações de remédios e alimentos para a Venezuela.

Segundo a senadora, ações como essas foram determinantes para acentuar a situação venezuelana.

“As dificuldades que passa a Venezuela só foram agravadas pelas sanções impostas pelos EUA e seus aliados. Não foi a preocupação com o sofrimento do povo que fez a Colômbia se recusar a vender remédio ao governo venezuelano, mesmo este tendo dinheiro para pagar”, frisa.

 

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5 comentários

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euclides de oliveira pinto neto

25 de janeiro de 2019 às 07h39

Nelson, perfeito o seu raciocinio. O processo de colonização europeu iniciado no século XV ainda continua, através de próceres como os USA Inc., a empresa que controla as colonias norte-americanas através do sistema financeiro implantado pelos sionistas khazarians via FED/FMI/ Banco Mundial/BIS, mecanismos utilizados para manter a hegemonia do dólar como moeda de trocas internacionais. Os USA Inc. representa a ficticia nação “Estados Unidos da América”, utilizada para promover guerras de conquista, ocupação e saqueio das reservas naturais de todos os povos do mundo, utilizando todos os meios espúrios para obter seus resultados. Nos últimos 240 anos, promoveu, incentivou ou realizou diretamente mais de 200 atos de agressão contra dezenas de povos do mundo, com o apoio da midia submissa e apoiado por forte suporte militar, utilizando inclusive os colonos norte-americanos como seu instrumento de ação. Controlando a educação e a mídia, criou o mito da “nação defensora dos direitos humanos”. A criação da ONU em 1948 teve como objetivo principal a formação do Governo Mundial, tendo Israel como centro de controle mundial. São programas criados e desenvolvidos há quase 300 anos, que vêm sendo implantados de acordo com as possibilidades. A análise dos fatos históricos ao longo dos últimos séculos mostram tais determinações.

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Zé Maria

24 de janeiro de 2019 às 00h09

Mourão desautoriza os Bolsonaro e o Chanceler Araujo
e diz que “não é da nossa política externa intervir
nos assuntos internos de outros países”

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão,
em tom abaixo do utilizado por Bolsonaro e família,
afirmou que o Brasil não vai interferir na política interna da Venezuela.
Nesta quarta-feira 23, o líder da oposição Venezuela, Juan Guaidó, se autodeclarou presidente interino do país.

O Brasil, os Estados Unidos e outros países reconheceram a
legitimidade do ato, enquanto México, Uruguai, Rússia
e outros países se manifestaram em favor de Nicolás Maduro,
o atual presidente venezuelano, que conclamou o povo
e as Forças Armadas para ficarem a seu lado.

“O Brasil não participa de intervenção. Não é da nossa política externa intervir nos assuntos internos de outros países”, disse Mourão sobre a situação no país vizinho.

https://www.cartacapital.com.br/politica/brasil-nao-vai-participar-de-intervencao-na-venezuela-diz-mourao/

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Otto

23 de janeiro de 2019 às 18h59

Deuses! Como os petistas adoram governos autoritários e criminosos como esse do Caindo de Maduro!

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Zé Maria

23 de janeiro de 2019 às 16h49

O impostor Juan Guaidó, presidente da Assembleia [Congresso] Nacional, um dos convocadores do protesto [Movement], prestou juramento e se declarou presidente interino da Venezuela.
Logo após o juramento, Donald Trump e Luis Almagro, [Corrupto] da OEA, reconheceram Guaidó presidente em exercício da Venezuela. (G1.Globo)

O impostor Guaidó é o Temer da Venezuela.

Donald Trump, o “Restaurador do Ocidente Judaico-Cristão”
(palavras do Reverendo Araújo, Chanceler do Chefão da Milícia),
não descarta uma Intervenção Militar na Venezuela
[para transformá-la no Iraque do Continente Americano].

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Nelson

23 de janeiro de 2019 às 15h34

No livro “Um Olhar sobre a América Latina”, em resposta à pergunta “o que os Estados Unidos querem em Cuba?”, o linguista e filósofo estadunidense, Noam Chomsky, afirma: “os EUA querem roubar Cuba”.

Indo na mesma toada, o que os EUA querem na Venezuela é roubar o povo venezuelano. Simples assim.

Nicolás Maduro tem feito cagadas? Claro, muitas. Mas, nenhuma de suas cagadas preocupa Europa e Estados Unidos. Eles estão se lixando para o povo venezuelano. A preocupação dos imperialistas se resume aos acertos da Maduro.

No dia 02 de fevereiro, completar-se-ão 20 anos da ascensão de Hugo Chavez à presidência da Venezuela. De lá para cá, o país nunca mais foi mandado por EUA e Europa. Pelo menos da forma que os modernos e “democráticos” países do primeiro mundo gostariam. Este é o grande problema.

E, quanto mais o império demorar em fazer ruir a experiência venezuelana, mais o povo do país irá firmando convicção, mesmo aos trancos e barrancos, com tanto sofrimento, de que é possível trilhar um caminho próprio.

É ai que reside o grande desespero dos governos dos EUA e Europa. Eles têm que deitar abaixo, o mais rápido possível, o bolivarianismo.

Um país com uma riqueza fabulosa como a Venezuela não pode ser deixado ao governo de seu próprio povo, pensam os mandatários dos países ricos.

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