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Diário da Resistência


Gilson Caroni: Imprensa e toga, a tentação do golpe é grande
Política

Gilson Caroni: Imprensa e toga, a tentação do golpe é grande


03/02/2013 - 00h27

Gilson Caroni: “Não há limites para o golpismo. Que se troquem as fardas por togas dóceis”.  Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

por Gilson Caroni Filho

Como realizar uma tarefa desmedida, a retomada da agenda neoliberal, se na direita nada há que não seja um imenso vazio? A sua ideologia, incapaz de se reciclar, continua se apoiando em um pensamento econômico que, além do fracasso retumbante, exige para sua implantação, a derrocada das mínimas condições democráticas vigentes.

Para operar a demolição do país é necessário modificar profundamente a estrutura de poder no Brasil. E não nos iludamos. O protagonismo do judiciário, traduzido em confronto permanente com o Legislativo e outras instâncias da organização republicana, nomeadamente, o Poder Executivo, é peça central de uma onda golpista que tende a se acirrar em 2013.

É bom lembrar, como destaca a tradição marxista, a capacidade das classes dominantes de deslocar o centro do poder real de um aparelho para outro tão logo a relação de forças no seio de um deles pareça oscilar para o lado das massas populares. A estratégia é restabelecer, sob nova forma, a relação de forças em favor do capital rentista. É à luz da perda de importância dos partidos conservadores, em especial do PSDB, que se estabelece a proeminência das corporações midiáticas e de um STF por elas pautado.

Não deve ser motivo de surpresa que os membros dos dois campos (midiático e jurídico) se vejam empenhados em mudar as regras formais do jogo político, inaugurando uma série de eventos dramáticos com o objetivo último de deslegitimar o governo eleito pelo povo.

E por que tal empreitada ainda se afigura no horizonte das viúvas do consórcio demotucano? Porque nossas elites estão pouco acostumadas com a vida democrática, sendo incapaz de enriquecer o debate político. A democracia, como todos sabemos, não prospera sem o compromisso de todos com sua manutenção.

Seria preciso que a imprensa, o sistema educacional, as lideranças empresariais e intelectuais apoiassem a ideia democrática como única forma que legaliza e legitima o conflito. Nada mais incompatível com a prática e o discurso que caracterizam a falange neoliberal brasileira, forjada a ferro e fogo em uma formação autoritária secular que considera a negociação de interesses opostos como fator impeditivo para a adoção das medidas necessárias solicitadas pelo mercado. Estamos diante de atores que, como sabemos há muito tempo, não recuam de medidas mais radicais para a execução das tarefas a que se propõem: o desmonte do Estado e o aniquilamento da cidadania.

A maior presença, dia a dia, do Poder Judiciário reconstitucionalizando o direito ordinário à luz dos editoriais (estatutos) da mídia corporativa, não é um episódio isolado, uma carta encomendada apenas para o julgamento da Ação Penal 470. A nova direita brasileira, cega e surda, arrogante e displicente, irá às últimas consequências para o cumprimento de suas metas. Nem que para isso tenha que levar à desmoralização o seu próprio braço parlamentar.

Não há limites para o golpismo. Se dessa vez o estamento militar opera nos marcos da legalidade, não há problemas. Que se troquem as fardas por togas dóceis. A margem de manobra é mínima, mas a tentação é grande.

A tarefa mais urgente, pois, é continuar mobilizando a vontade nacional, atuando em todos os movimentos sociais organizados. É preciso deflagrar uma campanha orgânica de desmistificação do noticiário envolvendo questões legais.

Ao país interessa um Poder Judiciário que, como guardião da Constituição Federal, dinamize os instrumentos processuais constitucionais previstos para garantir o funcionamento da democracia. E isso significa evitar que o Estado volte a ser atropelado pela insanidade dos golpistas, ficando sem condições para cumprir e fazer cumprir as leis.

Veja também:

Altamiro Borges: Mídia cronometrou julgamento do mensalão

O fosso que se abre entre opinião pública e opinião publicada

O discurso de José Dirceu no ato do Rio

Hildegard Angel: Sobre a “manipulação de uma mídia voraz”

 





53 comentários

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Guimarães: Barbosa pressiona STF para publicar acórdão do AP 470 « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de março de 2013 às 23h32

[…] Gilson Caroni: Imprensa e toga, a tentação do golpe é grande […]

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Luciano Alvarenga

05 de fevereiro de 2013 às 12h36

O Texto é ótimo, mas erra ao indicar que o golpe é em função dos interesses contrariados da elite. Os rentistas, nas palavras gordas do próprio Lula, nunca ganharam dinheiro como em seu governo. O que explicaria um golpe, ainda que a conta gotas via judiciário, é outra coisa.
O Mensalão e a ingenuidade do PT
O mensalão passou e deixou atrás de si a realidade. O PT pagou o preço, antes dos demais, e pagou caro pelo esgotamento do modelo eleitoral e político brasileiro que não teve coragem nem vontade de mudar no tempo em podia ter feito.
Caixa dois ou compra de votos no varejo para aprovação no congresso seja lá do que for não importa mais. O fato é que em 1997 quando FHC, junto com a tropa de choque do PSDB, comprou no mesmíssimo congresso a emenda da reeleição ficou clara a eficiência do método mensaleiro.
O método foi refinado em Minas Gerais em 1998, na campanha para Governador deste Estado, pelo candidato do PSDB Eduardo Azeredo no que ficou conhecido como Valerioduto Tucano (clique). Evidentemente que o PT sabia. A questão em política não é não saber; é saber e provar. Esse processo se arrasta até hoje sem que nada tenha ainda acontecido com os fundadores da pedagogia mensaleira.
É claro que o Mensalão do PSDB pouco importa a grande mídia que está mais interessada na sua campanha de desgaste do PT e do Lula. Ingênuo foi o PT imaginar que ainda que fizesse um governo conservador e de pacto com todos os grupos de classe do país, que conseguiria aquilo que na Europa os partidos de esquerda conseguiram, cumplicidade das elites para realizar o projeto das elites.
Lá, as elites não se importam que os partidos de esquerda façam aquilo que se esperava que os conservadores fizessem, pouco importa quem faz desde que faça. Aqui, mesmo com o PT fazendo um governo que recebeu elogio de quem antes o próprio PT condenava, não foi o suficiente. As elites, capitaneada pela velha mídia e seus pseudo intelectuais, lideraram um combate sem quartel contra o metalúrgico analfabeto e seu partido.
O que o PT não entendeu é que no Brasil as elites tem um ódio de classe do povo. Ainda que o PT fizesse um governo ipses literes com os interesses das classes dominantes, e em larga medida fez, o fato é que ele não é da elite. As elites no Brasil são preconceituosas e não esperam que o PT faça aquilo que ela espera que apenas os seus façam. Ao contrário de boa parte do mundo no Brasil o dinheiro tem origem de classe. O PT imaginou que pudesse ter uma procuração que o autorizasse a representar quem nunca quis ser representada por ele.
Aqui mora o imenso amadorismo de quem jamais se esperava isso. O PT foi buscar no fundador do Mensalão tucano o background para fazer em seu governo aquilo que deveria ter sido exterminado numa reforma política e eleitoral que pusesse fim ao financiamento privado de campanha. O PT se deixou esquecer que nada em seu governo seria perdoado ainda que uma cópia das piores coisas feitas em governos passados, especialmente do PSDB.
O erro do PT foi ter feito enormes concessões programáticas imaginando que com isso seria entendido; o PT como uma evolução sem rupturas fazendo melhor para as elites aquilo que os filhos da elite, PSDB?, não conseguiram.
Um pedaço da simbologia do PT foi enterrado no mensalão. Cabe saber se o preço pago pelo partido vai redundar numa adstringência geral do sistema político brasileiro. Ou se significará apenas o esgarçamento da esquerda levado a cabo, a toque de caixa, pela velha mídia, eleita pelos setores conservadores como legitima oposição política no país. Luciano Alvarenga

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    abolicionista

    05 de fevereiro de 2013 às 16h53

    Ao reduzir a taxa de juros, Dilma contrariou os interesses rentistas. Por isso a revista “the economist” pede a cabeça do ministro. Cuidado para não comprar argumentos genéricos.

Roberto Locatelli

05 de fevereiro de 2013 às 09h59

Em 1964 a esquerda dizia: “eles não fariam isso”. Fizeram. Um presidente moderado foi deposto por um golpe.

Em 1973, o presidente Allende, um moderado, foi deposto por um golpe.

Em 2009, o presidente Zelaya, de Honduras, também moderado, foi deposto por um golpe.

Em 2012 Fernando Lugo, presidente paraguaio, moderado, foi deposto por um golpe.

Portanto, ser um governo “light” não impede o golpe. Aliás, muito ao contrário. Os presidentes que derrotaram os golpistas são Chávez, Evo Moralez, Rafael Correa e Cristina Kirchner. Todos eles são firmes e “radicais” em suas posições e fazem do movimento popular ORGANIZADO seu alicerce político contra os golpistas. Eles não cedem à direita, nunca.

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    Geysa Guimarães

    05 de fevereiro de 2013 às 12h23

    Muito bem observado, Locatelli!
    É não ter medo do confronto.

João Vargas

04 de fevereiro de 2013 às 12h48

Acho que estão vendo chifre em cabeça de cavalo. Na democracia quando um poder enfraquece os outros tendem a crescer e ocupar o lugar daquele. É exatamente isto que acontece no Brasil. O Legislativo se tornou um mero homologador das medidas provisórias emitidas pelo Executivo. Neste compasso o Judiciário vem ocupando os espaços deixados pelo Legislativo. É aí que mora o perigo: a anulação do poder que deveria representar os cidadãos.

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    Mário SF Alves

    04 de fevereiro de 2013 às 13h42

    Sei não, heim, João, mas, parece que isso já merece uma tese, não?

    abolicionista

    05 de fevereiro de 2013 às 09h51

    O problema é que Montesquieu, no “De l’esprit des Lois”, não podia prever o surgimento de um quarto poder: a mídia.

JORGE

04 de fevereiro de 2013 às 12h13

Belo artigo do Gilson Caroni.

O povo brasileiro não pode esquecer o Supremo Judiciário de Honduras e do Paraguai, as Escolinhas do Professor Raimundo dessa gente. Todo cuidado é pouco.

Além DO CHAMAMENTO PARA O DEBATE PÚBLICO SOBRE A PARTIDARIZAÇÃO DA MÍDA, direitona de SEMPRE, temos que LEVANTAR O CONGRESSO NACIONAL, único PODER POLÍTICO E CONSTITUINTE e que pode impor LIMITES ao Gurgel (MP) e Judiciário.

BASTA UM CÓDIGO DE CONDUTA DE UM SERVIDOR PÚBLICO, COM PENA DE PERDA DE CARGO E CADEIA, PRINCIPALMENTE, NOS CRIMES CONTRA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

Basta lembrarmos que julgamento POLÍTICO é proibido pela CONSTITUIÇÃO.

E, se o Gurgel (MP) e o STF (Judiciário) rasgam a Constituição, PODE E DEVE FALAR O PODER CONSTITUINTE, OU SEJA, O PODER CONSTITUINTE DO CONGRESSO NACIONAL.

Prova INDICIÁRIA já temos de sobra e alguns IMPEDIMENTOS JÁ PODEM SER ABERTOS NO CONGRESSO NACIONAL.

Um abraço.

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Bonifa

04 de fevereiro de 2013 às 08h26

Caroni tem razão. E já que tem razão, tudo nos encaminha a acreditar que todas as cabeças orientadoras da direita golpista devem agora estar concentradas em buscar influenciar, por todo e qualquer o meio que puderem, na escolha de novos membros do STF, para que a direita golpista manter possa manter aquele tribunal sob o ditame de seus interesses. Já devem ter contatato todos os “candidatos” prováveis e improváveis. Isso dobra a responsabilidade do Governo quanto a essas nomeações, para que não venha mais uma vez a tomar gato, ou cascavel, por lebre. E ainda há o cargo chave de Procurador Geral da República, a ser preenchido depois de julho.

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Cibele

03 de fevereiro de 2013 às 20h19

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2013/02/03/paraguai-anuncia-investigacao-internacional-sobre-morte-de-oviedo.htm

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J.Carlos

03 de fevereiro de 2013 às 18h51

A mudança de estratégia do golpe via togados em lugar de fardados começou, como sempre começa em matéria de golpismo, nos EUA com a “eleição” de Bush Jr. após ter perdido no voto popular e na recontagem do colégio eleitoral. Aliás, para impedir a eleição democrática do presidente, o sistema de poder implantado nos EUA inventou uma forma bem complicada de escolher o governante para que o “eleito” seja manipulado por esse mesmo sistema, uma vez na Casa Branca.
Depois disso os EUA exportaram a estratégia para Honduras e, mais recentemente, para o Paraguai. Então houve apenas a mudança do militarismo para o judicialismo da política, mas persiste a intenção do complexo industrial-militar americano de ter a América Latina como seu quintal.

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Urbano

03 de fevereiro de 2013 às 17h53

Numa eventualidade, o povo deve conversar primeiro com os da toga e do pig…

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anac

03 de fevereiro de 2013 às 16h58

Bem Lula, Dilma e o PT mostraram ao povo brasileiro que o impossivel se tornou possivel.E ao contrario do ventilado por seculso temos não so uma terra bonita e que tudo produz, mas um povo pacifico, trabalhador, competente e alegre. Dá para fazer do Brasil uma grande e rica nação. Compete a cada um de nos brasileiros impedir que o tempo das trevas retorne.

Responder

geniberto campos

03 de fevereiro de 2013 às 15h46

Parabéns, Caroni.
Finalmente um texto límpido, enxuto e claro. Como os poemas do Geir Campos(não somos parentes) ,que embalavam a Esquerda, na década de 1960.
Uma visão nítida do processo político vigente. Sem assumir falsas culpas, ardilosamente instiladas pela midia conservadora nas cabeças politicamente progressitas, mas vacilantes quanto à qualidade moral da coalizão que comanda o país, há dez anos.
Que, de repente, passam a acreditar que faltam condições éticas ao senador Renan Calheiros para assumir a presidência do Senado Federal. Como se o pré-requisito para fazer o duro jogo político fosse a condição de santos e anjos, puros e imaculados. Hipócritas ,falsamente ingênuos. Golpistas de truz.Melífluos como um Gabeira…
São textos desta marca, Caroni, que pela sua coerência e nitidez, se transformam em “palavras-de-ordem”, orientadoras da conduta política do lado progressista da Sociedade brasileira. Abaixo os golpistas. Pela Democracia plena.

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Jair de Souza

03 de fevereiro de 2013 às 15h39

Espero que Gilson Caroni volta a escrever seus textos com a regularidade que o fazia até há algum tempo. A clareza de sua análise e a forma concatenada com que expressa suas ideias (além, é claro, de seu posicionamento democrático e humanista) são de grande ajuda para todos os que buscamos ferramentas para enfrentar o poder de fogo dos inimigos de nosso povo. No presente artigo, Gilson nos traz luz sobre um tema bem conhecido de todos nós, mas, em virtude de sua irretocável exposição, nossa compreensão sobre a gravíssima ameaça das forças oligárquicas contra os direitos de nosso povo fica bastante melhor consubstanciada.
Obrigado novamente Gilson Caroni por esta contribuição valiosa.

Responder

    Jair de Souza

    03 de fevereiro de 2013 às 15h40

    Queiram ler “Espero que Gilson Caroni volte…”

FrancoAtirador

03 de fevereiro de 2013 às 15h20

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06/07/2011 21h31 – Atualizado em 06/07/2011 21h34

Dilma reconduz Roberto Gurgel ao cargo de procurador-geral

Nomeação será publicada nesta quinta (7) no Diário Oficial da União.

Roberto Gurgel será reconduzido ao cargo por dois anos.

[!!!VIVA!!!] Do G1/GLOBO, em Brasília

A presidente da República, Dilma Rousseff, manteve o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no cargo.

A nomeação de Gurgel será publicada na edição desta quinta-feira (7) no Diário Oficial da União.

Gurgel está no comando da Procuradoria Geral da República desde 2009, e será reconduzido ao cargo por mais dois anos.

Embora já tenha sido indicado pela presidente Dilma, Gurgel ainda precisará ser aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, além do plenário do Senado.

A nomeação de Gurgel será feita por meio de decreto presidencial, após a aprovação do Senado.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/07/dilma-mantem-roberto-gurgel-como-procurador-geral-da-republica.html

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Roberto Locatelli

03 de fevereiro de 2013 às 15h01

E por que o capital financeiro quer dar o golpe? Para aplicar aqui a mesma política que o fmi impôs à Europa. Lá, banqueiros, especuladores e rentistas estão a receber bilhões e mais bilhões de “ajuda” do banco central europeu e do fmi. Enquanto isso, o povo come o pão que o deus mercado amassou. Ou nem isso.

Responder

Julio Silveira

03 de fevereiro de 2013 às 14h56

Quando se soma a inercia governamental no quesito democratizar as comunicações no Brasil, quando preferem discursos para o publico interno e inação para a cidadania, mais as indicações juridicas que produziram os proprios algozes, quando se sabe que neste nivel de poder nas instituições não existem despolitizados sequer neutros, acaba-se por acreditar que os que se dizem representantes da esquerda (que em essencia no Brasil não existe, ou está por provar-se) é formada por gente burra, no que eu não acredito. Estou mais para luta pura e simples pela manipulação da massa ignara.

Responder

Luís Carlos

03 de fevereiro de 2013 às 14h35

Estão importando tecnologia golpista aplicada no Paraguai e Honduras. Tentam desesperadamente, mas até agora não deu. Globo está perdendo audiência em seu principal instrumento de política ideológica que é o JN, portanto influenciando cada vez menos gente. Merval, Reinaldo e Dora estão decepcionados com a bancada do partido tucana no Senado, pela traição em votar no Calheiros após ciscarem de um lado para outro, e fazendo seus jagunços midiáticos pagarem mico.
O que restou aos traidores entreguistas é a desacreditada grande mídia, com menos capacidade de influenciar “corações e mentes” do que antes e o judiciário com Fux, Gilmar e Mellos. Terão muito trabalho.

Responder

Mário SF Alves

03 de fevereiro de 2013 às 14h02

Agora, deus nos livre e guarde, imaginemos o day after de um tal golpe. Imaginemos o que seria divulgado na imprensa e demais mídias da elite casa grande-Brazil-eterna senzala.
_________________________________________
Hipóteses (escolha a opção correta):
a) Dependeria da natureza do golpe aplicado;
b) Uma vez dado o golpe, só restaria aos golpistas a reedição a História recente do País;
c) Proceder a respectiva desconstrução da imagem do Lula e da presidenta Dilma;
d)) Na hipótese 2, teriam de incluir o PT;
e) Todos as opções estariam corretas.
___________________________________________________
Quanto à situação do povo brasileiro:

a) Tudo ficaria igual;
b) Seria o reinício do próprio inferno;
c) … desisto… sem chance… não dá pra continuar esse imaginário… seria tudo muito, triste demais…

Responder

    anac

    03 de fevereiro de 2013 às 16h54

    O Mexico do biliardario Carlos Slin neoliberal de carteirinha é um bom exemplo de como ficariamos. Ou a Grecia e Espanha em termos de quebradeira e o povo nas ruas comendo resto de lixo.

    Conceição Lemes

    04 de fevereiro de 2013 às 10h13

    Mário, vc nos perguntou em outro comentário se tínhamos vetado um comentário seu em resposta a outro comentarista. Não vetamos. Só que tanto esse comentário como a minha resposta sumiram. Não sei o que aconteceu. Por isso estou respondendo aqui. Se quiser, por favor, mande de novo o primeiro. Nossas sinceras desculpas. abs

    Mário SF Alves

    04 de fevereiro de 2013 às 11h28

    Não faz mal. O mundo digital possui razões que a própria razão às vezes desconhece. E, confesso, é agradável saber que a ordem cronológica dos dígitos em nada alterou a perspectiva do bom e imprescindível entendimento.
    A propósito, ainda que tivesse havido restrição, tenha certeza, entendo, respeito e admiro as diretrizes do Blog.

    Deixo-lhe um cordial abraço,

    Atenciosamente,
    Mário SF Alves
    Dialética sempre [que possível]!

    Geysa Guimarães

    04 de fevereiro de 2013 às 12h59

    Parabéns, Conceição!
    O respeito que o Vi o Mundo dedica aos leitores é notável.
    Aqui, a interatividade tem vez!

assalariado.

03 de fevereiro de 2013 às 13h53

A midia do capital, fala anos apos anos que, as leis é o “Estado de Direito” Ora, nada mais hipócrita quando essas palavras saem da boca de uma classe que adota como modo de vida, a ideologia capitalista e seu saco de maldades, que se refletem a olhos nu, as suas consequencias sociais que, por tabela se pressupõe, segundo os valores de democracia das elites, manipular e controlar, para poder explorar os assalariados e o Estado brasileiro, de forma a (NÃO) parecer o que parece, aos olhos das massas.

A psicologia do capital, na sua forma real, nos é apresentada através de seu alto falante 24 horas/ dia em nossas casas e, como ela já percebeu, e sabe, o cabresto midiatico, formador de opinião pró ideologia do capital, não é mais absoluto, como de antes. Porém, pergunta a burguesia: E quando perdermos (um a um), o tripé do poder, da qual nós usamos para controlar o Estado e as mentes do povo? É aí que os donos do capital morrem de medo. Sim, eles e seus representantes, também tem lá os seus medos, principalmente quando esse medo tem jeito e o cheiro de povo.

O (capeta -lismo), seus quarteis e soldados de plantão, sempre usaram e usam o tripé (executivo, legislativo e judiciário), para legitimarem -se como “Estado Democratico de Direito” como ponto afirmativo e psicológico de que vivemos numa sociedade com “ordem” democratica. Porém, a história da luta de classes, com interesses economicos e politicos opostos, diz o contrario. É como observou muito bem, o Sr. Gilson Caroni: “É bom lembrar, como destaca a tradição marxista, a capacidade das classes dominantes de (deslocar) o centro do poder real de um aparelho (para outro) tão logo a (relação de forças) no seio de um deles pareça oscilar para o lado das massas populares.”

Então o que está embutido/ escondido, nessa correlação de forças, senão a luta pela (HEGMEONIA) e (CONTRA HEGEMONIA), no comando desse tripé do Estado constituído que, em última instância é o pensamento burgues em forma de fardas e leis, segundo os critérios de democracia e de sociedade do capital. Basta observar quem é a classe (HEGEMONICA) e ideologica dominante, no congresso e as leis que passam ou não passam. Não devemos esquecer que, quem manda mesmo, são os donos do capital ocultos e dissimulados nessa teia tripé estatal. O capital atua nessas três frentes do Estado, que por sua vez, é quem faz as leis e julgam entre outras tramoias mais, para consolidar a dominação dos capitalistas sobre o todo social.

Ah, mais e o PIG (Partido da Imprensa Golpista), oras bolas, este inimigo de classe, cancro esse (corruptor) maior do Estado e da sociedade, era e é, para ser abatido ontem, na batalha do dia anterior, assim como já escreveu o Sr. Saul leblon, na cartamaior.

Saudações Socialistas.

Responder

Marat

03 de fevereiro de 2013 às 10h47

Caroni mais uma vez demonstra, de forma clara, como os monstros conservadores, tal qual um pesadelo, tentam voltar ao cenário político nacional… Este trecho de seu texto é muito importante: “nossas elites estão pouco acostumadas com a vida democrática”. Tudo a ver com a tal da Casa Grande, tantas vezes mencionada por Mino Carta.
Veja na classe média paulista (sacoleira desde Miami), uma mórbida vontade de fortalecer nosso complexo de vira-latas, e seu ardente desejo para que continuemos colônia de exploração, ou país periférico, agroexportador.
Pois são os filhos desta brejeira, cafona e antiquada classe média, que ocupam a maior parte dos cargos do judiciário, num torpe círculo vicioso.
Estes coitados (de alma) têm todo o respaldo do PIG, financiado pelas empresas estrangeiras, nessa.
Portanto, temos várias máfias mandando e desmandando no Brasil. Não consigo ver uma forma eficiente de combate a estas pragas. Talvez possa ajudar uma ampla disseminação das informações, especialmente aos que vivam em condições de “vulnerabilidade eletrônica” e “vulnerabilidade midiática”…

Responder

    Walter

    03 de fevereiro de 2013 às 11h52

    Quanto preconceito.
    Quem ocupa cargos no judiciário são pessoas que estudaram e foram aprovadas em concurso público.Não se pode pegar a elite do judiciário e colocá-la como paradigma de um poder.Trabalhadores concursados, servidores públicos, ocupam pelo critério democrático do concurso público, os cargos do judiciário.
    Esses a quem o comentarista deestila seu preconceito e inveja são filhos da classe rica, aqueles que o PT insiste em privilegiar, ao contrário do discurso que defendia quando era oposição.
    O Judiciário não é composto de desembargadores e ministros. É composto de trabalhadores que sofrem uma sangria por parte do governo do PT.7 anos sem reposição sequer da inflação.Não conheço um colega de repartição que já tenha ido fazer sacolagem nos Estados Unidos.
    Engana-se redondamente o Marat petista.A maioria dos cargos do judiciário, que é composta por servidores advindos de classes as mais diversas, são trabalhadores.A maioria não são juízes.É por causa de stalinistas preconceituosos, invejosos e incapazes de identificar quem são os inimigos reais da democracia , cegamente unidos à direita política e midiática nas suas AÇÕES de governo, que estamos onde estamos.Os inimigos são os ricos, não a classe média. Os ricos continuam deitando e rolando nos 10 anos de governo do PT.Ate mais do que antes…

    Albertinho Limonta

    03 de fevereiro de 2013 às 15h55

    bull shit..o sistema judicial é so uma mascara para dar “legitimidade democratica” a uma mesma e ancestral estrutura de poder dominado por uma plutocracia que nunca larga o osso…”a lei diz o que o juiz diz que a lei diz”..então o juiz e a propria lei são a mesma coisa e eles sabem muito como fazer..exemplo????: temos uma otima lei contra o racismo..mas quantos racistas condenados??? zero..neris de pitibiriba..pq??? pq os juizes como todos sabem que “não existe racismo no Brasil” e ponto final..

    Marat

    03 de fevereiro de 2013 às 17h27

    Prezado Walter, tenho muitos amigos no serviço público, conheço pessoas do judiciário e convivo (profissionalmente) com muitas pessoas dos jardins, portanto, falo com conhecimento de causa.
    Atento Walter, lógico que mauricinhos (aqueles que não são vagabundos) estudam de quatro a 10 horas por dia, conseguem passar nos concursos com mais facilidades do que aqueles que são obrigados a trabalhar e estudar… também não nos esqueçamos de que certos concursos são muito bem direcionados!
    Nobre Walter, “preconceito e inveja são filhos da classe rica”? Ora, de onde você tirou tal ideia? eu apenas invejo (de maneira positiva) os que lutam e vencem, não obstante serem pobres e discriminados por um sistema econômico profundamente estamental, como o que vige no Brasil… Eu jamais invejo pessoas que ficam passando e repassando apresentações em Power Point onde o VERDADEIRO preconceito deita e rola sobre nordestinos, pobres, negros, árabes e todos os desprezados…
    Observador Walter, creio que você seja inteligente o suficiente para perceber que falo de juízes, ministros etc., ou seja, do primeiro escalão… daqueles sacoleiros de luxo… Sobre os aumentos salariais, lembro-lhe que o funcionalismo é bombardeado 24h por dia pela televisão e demais impren$$$as burguesas, essa mesma impren$$$a que ajuda a eleger senado e câmara onde predomina a vetusta ideia de pagar muito bem ao alto escalão e vilipendiar o baixo clero…
    Ah, o engano é seu, conspícuo Walter… não sou petista. Sou pelo Brasil, e não pelo Brazil agroexportador, e bordel dos EEUU, do PSDB!
    Confuso Walter… você me chama de “Stalinista”… isso é risível… tô começando a achar que você mora ali no entorno da Rua Bela Cintra… se sou “stalinista”, você seria o que? Bushista???
    Invejosos e incapazes, creio, sejam os que recebem desde o berço mordomias, e complexo de vira-latas dos pais…
    Creio que você, astuto Walter, seja desonesto intelectualmente, o esteja passando por algum problema nas ideias, pois seu discurso é o dos malandros dos jardins… agora vem falar mal dos ricos???
    O grande câncer daqui é a classe média que limpa as botas da classe rica, é essa classe que definiu a Constituição de 1988… o PT, o PC do B ou qualquer partido não pode rasgar a Carta conservadora, sabia? Nós estamos presos àquilo… Quem sabe, no futuro, com as coisas um pouco melhores, aprendamos a votar e modificar nosso percurso, de modo a trilharmos o desenvolvimento para TODOS…

    Jotace

    03 de fevereiro de 2013 às 20h49

    Sugiro ao ilustrado defensor da classe média – que praticamente integra o judiciário -, assistir a palestra da Profa. Marilena Chauí e que foi apresentada neste blog em 30.08.12. Cordialmente, Jotace

    Jotace

    03 de fevereiro de 2013 às 17h14

    Caro Marat,

    Como sempre, teu comentário é altamente judicioso. Com relação às ‘fórmulas’ para mudar o quadro que contempla a nação brasileira, é certo que proporcionar meios à nossa imprensa alternativa é um excelente caminho. Deixá-la se afogar é o sonho dos que não querem o Brasil para os brasileiros pois, em se contrapondo ela à mídia direitista, difundiria mais amplamente a verdade dos fatos esclarecendo o povo sobre o que realmente se passa. Mas há outros caminhos a seguir ao mesmo tempo e os exemplos deles temos no que já ocorre em outras nações irmãs da América Latina. É que tem nos faltado olhos pra enxergar e destemor para as grandes ações políticas. Abraços e um bom domingo! Jotace

    Albertinho Limonta

    04 de fevereiro de 2013 às 08h21

    alerta vermelho..ambiente contaminado..advogado no perimetro

    maria olimpia

    03 de fevereiro de 2013 às 18h03

    Perfeito, Marat!

    Marat

    03 de fevereiro de 2013 às 22h03

    Prezados Jotace e Maria Olimpia, obrigado pelas palavras. Estamos no mesmo barco, e buscamos um Brasil grande, para evitar um brazil pequeno! Abraços.

jõao

03 de fevereiro de 2013 às 10h42

FEB
3
ATO EM BRASÍLIA DIA 05/02 ÀS 19:00H,em defesa do legado de Lula

PT-DF realiza ato em defesa do legado de Lula
O PT-DF realizará ato em defesa dos oito anos de governo Lula. A motivação do ato são os inúmeros ataques da mídia golpista contra a imagem do nosso eterno presidente que mudou o Brasil. Tentativas de desconstruir a imagem e a inegável liderança de Lula são diárias. O próximo alvo certamente é a Presidenta Dilma, os ensaios já começaram. Uma direita que perdeu privilégios nesses 10 anos de governo do PT, que não suporta ver os pobres ascendendo para a classe média e viajando de avião. Temos hoje o menor índice de desemprego da história recente do Brasil. O povo reconhece isso e é preciso dizer para a oposição e sua mídia aliada que o Brasil vai muito bem, eles não precisam se preocupar, até porque jamais se preocuparam. Estavam ocupados demais governando para a classe rica. Vamos mostrar para essa gente que não somos bobos e nem nos deixamos enganar. O ato acontecerá dia 05/02, na próxima terça-feira, às 19h, no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
fonte: http://cascavilha.com.br/site/brasilia/pt-df-realiza-ato-em-defesa-do-legado-de-lula?fb_source=pubv1
http://www.megacidadania.com.br/ato-em-brasilia-dia-0502-as-1900h/

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sergio m pinto

03 de fevereiro de 2013 às 10h42

A questão é que todos os golpes, no Brasil, foram articulados por políticos, que tem que prestar contas a seus eleitores, e executados por entidades que não tem que prestar contas a ninguém.
A questão é como evitar esses golpes. Passa por um processo de conscientização da população, mas quem é que vai fazer isso?

Responder

anac

03 de fevereiro de 2013 às 10h41

Emenda propondo mandato de 8 anos para ministros do STF.Gurgel sai em julho. É não errar na escolha do proximo procurador geral. É mirar no exemplo do PSDB.

Responder

    Mário SF Alves

    03 de fevereiro de 2013 às 12h19

    O problema é esse “não errar”, prezada Anac. Não errar como, se o terreno ali é todo um campo minado? Não errar como, se a essência do “estado de fato” ainda subsiste intacta em “provisória” fantasia de Estado Democrático de Direito? Ou será quenão foi extamente isso o que vimos no julgamento da AP 470, vulgo mensalão [tudo {só} contra o] do PT?
    ________________________________________
    Diga um, que pertencendo à burocracia estatal (nem sempre igual a burocracia governamental), tenha vencido esse tal referido campo minado? Umzinho, que seja!

Damastor Dagobé

03 de fevereiro de 2013 às 09h54

é a superestrutura estúpido (mas advogados e jornalistas são so parte do problema – a parte mais visivel). Tudo que universidade brasileira produz é merda reacionaria – medicos que odeiam pobres, engenheiros que não passam de feitores de obra, professores analfabetos e ultra conservadores (a escola é a instituição mais avessa ao progresso e a mudança de todas), e por aí vai. Por isso alerto sempre para o dia em que será preciso passar pelas armas – fuzilar, enforcar, eletrocutar – todos os letrados e começar de zero..Knowhow e precedente historico não faltam…

Responder

    Miguel A. de Matos

    04 de fevereiro de 2013 às 00h49

    Pol Pot tentou fazer isso no Camboja. Vai ler e ver no que deu.

    Albertinho Limonta

    04 de fevereiro de 2013 às 11h05

    Não foi so Pol Pot..todas as guerrilhas maoistas tem a mesma linha, incluindo o Sendero Luminoso peruano..
    e eu sei no que deu..por isso estou alertando para os “inteligentes” evitarem um repeteco…
    mas como dizia o Grande Millôr Fernandes…” se a palavra em russo para sua intelectualidade é intelligentzia, em nosso caso teria de ser ..burritzia..”

Roberto Locatelli

03 de fevereiro de 2013 às 03h00

Washington tem pressa. Tio Sam precisa muito que a América do Sul volte a ser seu quintal. Três países são estratégicos para isso ocorrer: Brasil, Venezuela e Argentina.

Não nos iludamos: a agenda do golpe de estado continua avançando. A primeira fase foi condenar Dirceu e Genoino. A segunda fase é condenar Lula. A terceira fase é cassar o mandato de Dilma e cassar o registro do PT na justiça eleitoral, proibindo o partido de disputar eleições.

Como diz o texto, só há um meio de deter o golpe: a mobilização da sociedade, de seus partidos e organizações.

Responder

    Mário SF Alves

    03 de fevereiro de 2013 às 12h56

    Ô, Locatelli! Ô, prezado Roberto! De onde é que você anda tirando isso? Já verifiquei nos vazados de Washington pelo Assange via WikiLeaks; já verifiquei nos idos de março/64; já verifiquei até nas profecias, inclusive nas extraterrenas, e nada.
    ____________________________________
    Bom, como “o seguro de morreu de velho” e “prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém”, então… que seja assim. Que venga el toro!

    Roberto Locatelli

    03 de fevereiro de 2013 às 15h00

    Aposto que você fez todas as suas “verificações” nos arquivos do instituto millenium

    FrancoAtirador

    03 de fevereiro de 2013 às 15h42

    .
    .
    Meu prezado Mario SF Alves.

    O Locatelli tem razão. Não devemos menosprezá-los.

    A estratégia deles, aqui, é comer o mingau pelas beiradas.

    Há pouco, só tinham Colômbia e Chile. Já têm o Paraguai.

    Ora, alvejam Argentina e Brasil, pra chegar na Venezuela.

    De acordo com a geopolítica regional, mudam apenas na forma.

    Com outros meios, atacaram Líbia e Síria para atingir o Irã.
    .
    .

    Mário SF Alves

    04 de fevereiro de 2013 às 00h18

    Tá. Tudo bem, admito; reconheço que impliquei com a sua antevisão do processo. Entretanto, tenha certeza, não foi por mal. Mas… peraí, você pegou pesado desnecessariamente. Parece que lhe passou batido o fato de eu ter “verificado” até em “profecias extraterrenas”. Tudo bem, vou esquecer que há quase um ano tenho estado por aqui. Vou esquecer que sua resposta me diz o quanto sou irrelevante por aqui. Tudo bem. C’est la vie. E, francamente, não sei ainda o que foi pior: se a certeza de ser um zero à esquerda (o que não deve ser de todo um mal) ou essa coisa aí de instituto millenium?!! Não, meu caro, isso não. Isso você não deveria destinar nem aos seus desafetos.
    __________________________
    Saudações mencheviqueanas.

Abelardo

03 de fevereiro de 2013 às 01h52

O país tem que se mobilizar rápido contra os traidores da pátria, os golpistas, aqueles que tentam se aproveitar da condição de poder, que seus cargos os conferem, para tramar contra a população. Tramar sim, isso é incontestável, e nesse momento devem estar planejando mais uma covardia, que é o que tão bem sabem fazer. Por isso, a população ordeira e trabalhadeira, que é mais de 70% de nossa nação, precisa se mobilizar para imobilizá-los o quanto antes. Para isso, basta usarmos nossa inteligência e o poder de nossos desejos e do nosso trabalho. Afetar os seus bolsos, rejeitando seus produtos midiáticos e industrializados. Usarmos a força do voto, cada vez mais, para infringir-lhes constantes e humilhantes derrotas e, ao mesmo tempo, fazer o mundo saber de que lado está a população. Jamais devemos usar de violência e nunca aceitar suas infames provocações pois tanto quanto covardes, elas são traiçoeiras. O STF, só pensando em ser celebridade, está levando a instituição do judiciário ao fundo do poço, já que começa a se tornar mais rejeitada pelo povo do que antes desse grupo atual. Até no exterior as críticas e ameaças de punições estão cada vez mais constantes contra o judiciário. Porém, já que a própria instituição não toma nenhuma providência, convém a nós (população brasileira) começarmos a dar um basta em todas essas vergonhosas infrações e abusos de poder e, por fim, colocar essa turma, pela lei e pela ordem, em seus devidos lugares.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

03 de fevereiro de 2013 às 01h26

Temos que tirar a legitimidade desses togados. Gilmares e Barbosas não têm voto para legitimar seus atos, fazendo-se disfarçadamente, passar-se por Executivo e Legislativo. Pau na cambada. Quanto ao rato bicudo do Gurgel, seu tempo está findo.

Responder

Francisco

03 de fevereiro de 2013 às 01h25

Renunciar à própria identidade cultural é condição sine qua non para ter o privilégio de poder lamber as solas dos sapatos dos poderosos iôiôs brancos.

Ai tem aquele crucifixo mais alto que o emblema da república. Alguma embaixada de núncio apostólico? Não. Suprema Corte com a função de defender a todo transe a Constituição do nosso estado. Laico.

Na nota de dinheiro, documento oficial de curso forçado. O nome de uma divindade que não é a de todos. Num estado laico.

Como não fiz direito, não me atrevo a enbarcar nessas cruzadas, mas seria maravilhoso que, por isonomia, alguém entrasse com uma ação exigindo que toda semana fosse pendurada na parede do STF o simbolo da religiaõ de uma das crenças abraçadas por brasileiro.

O mesmo com o no me na nota de dinheiro.

Na parede do STF, numa semana, o simbolo do crescente fértil, na outra semana, o simbolo do satanismo (é uma religião praticada por alguns brasileiros…), na outra, a estrela de Davi, na outra a cruz gamada budista e assim por diante…

No papel dinheiro, numa semana, se leria “Alá seja louvado”, na outra “Jeová seja louvado”, na outra “Olorum seja louvado” e assim por diante…

O meu Supremo, não me representa. E por isso eu o temo, não o respeito.

Afinal, ele não me respeita.

Aparentemente as únicas pessoas preocupadas com a defesa da liberdade e equidade das religiosodades no Brasil são os ateus…

Responder

    José Ricardo Romero

    03 de fevereiro de 2013 às 09h28

    Muito bem, Francisco, clamo com você: “O meu Supremo, não me representa. E por isso eu o temo, não o respeito. Afinal, ele não me respeita”. Enquanto isso, aqueles que são investidos de poder autêntico, eleitos pelo povo, que deveriam ter em mente o artigo primeiro e único da Constituição: “Todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”, o legislativo e o executivo, fingem-se de mortos. O governo e o PT acreditam em votos, que os tem sem dúvida, mas não sabem que golpe não respeita votos, democracia, estado de direito, nada. É a força bruta, toma o poder e pronto.

    Mário SF Alves

    03 de fevereiro de 2013 às 09h56

    Francisco,
    O problema da simbologia religiosa e da fé – mercerizada ou não – proposta aí é saber se nessas voltas que o mundo dá, não iria prevalecer apenas um símbolo, a cruz gamada; não a budista, conforme proposto, claro, mas a outra. Aliás… se escarafunchar a coisa toda… é possível que se encontre Reich até em sobrenomes.
    _______________________________________
    Choque de contrários é isso. E pior, costuma ser radical. E mais, costuma desaguar no conhecido: vão-se os anéis, ficam-se os dedos. A questão que se coloca é até que ponto vão continuar a esticar a corda? Se esticar demais costuma não ficar nem os dedos. Em 64 quem perdeu os dedos foi o povo, porém quem garante que vai ser assim agora.
    _____________________________________________
    E curioso, em canto algum da Terra, parece-me, não há ninguém que esteja pensando em reeditar a Revolução Francesa. Mas, será que é isso o que a mídia nativa turbinada pela pior elite do mundo, inclusive ela própria e o STéFão, andam querendo que se dê aqui? E, um segredo: há tempos, coisa de uns vinte e poucos anos, tive pesadelos com a tal da revolução social, e confesso, foi aterrorizante.
    _____________________________________________________
    Dizem que tudo na vida passa: a arrogância passa; a presunção passa; até a ignorância passa. Sobre isso perguntei a um conhecido, defensor intransigente desse tudo passa: e a ambição desmedida, também passa? Respondeu-me: sim, passa; e concluiu: a guilhotina não foi inventada exatamente pra isso? Pode ser… pensei.


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