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Fátima Oliveira: Comida búlgara e mineira, para mulherar Dilma Rousseff


30/10/2010 - 21h34

Comida búlgara & mineira para mulherar Dilma Rousseff

– “Urso com fome não dança” (Гладна мечка хоро не играе)  –

Fátima Oliveira*

Sou de uma família na qual comer é um ritual e que tem o hábito de festejar datas especiais, alegrias e conquistas com comida farta e deliciosa. Daquelas de lamber os beiços! Acabei sendo algo que não sei definir, se “gourmand” (apreciadora de boas comidas, dos sabores…) ou “gourmet” (apreciadora do ritual da comida, da elaboração à degustação), por aí… Desde que montei a minha primeira casa faço questão de manter o hábito. Uma amiga, sabedora da tradição, não se conteve e, ao telefone, foi logo atacando, num falar mineirês dos legítimos:

– Minha linda, eu sei que “Quem morre de véspera é peru”. Também sei que no 31 de outubro estarás de plantão durante o dia, mas… Mas vai rolar alguma comidinha à la Dilma Rousseff aí pra gente acompanhar a apuração e se esbaldar depois? “Nossinhora, vai ser um trem doidim, uai!” Vai ser bonita a festa, pá!

– …

– “Acá”, silenciou “cadiquê? “Cê” sabe que “Urso com fome não dança” (Гладна мечка хоро не играе). E eu quero dançar em cada rua de “Belzonte”…

Entrei na onda dela e resolvi demonstrar que também domino o mineirês, de algum modo entremeado de maranhês… Origem é origem e eu não sou ingrata de renegar as minhas. Ao contrário, cultivo com desvelo.

– “Nadica de nada! Tô sensabê doncovim, proncovô, oncotô”, mas “ondocê“ aprendeu esse ditado do urso?

– Ahraaaaan, minerou, hein? É um provérbio búlgaro! “Doidimais”, não?

– Hem-hem… Putz! Eu não sabia que você era versada em qualquer coisa da Bulgária… Achei que era que nem aquele mineiro compositor, o Rômulo Paes, que disse: “Minha vida é esta: subir a Bahia e descer a Floresta”.

– “Óiaquí” não era mesmo, mas na campanha tive de me virar e aprender um monte de coisas, só pra ter respostas na ponta da língua… Ô campanhazinha do cão, minha irmã!

– Sem dúvida! A intenção era promover uma morte moral da Dilma, seguindo também um figurino do fundamentalismo cristão do mais baixo calão que o patriarcado troglodita pode imaginar e valendo-se da condição dela de mulher moderna. Por último, inventaram até que a mineiríssima Dilma nasceu na Bulgária! E aí, quem é Pinóquio mesmo?

– “Ah, coitado”, pego na mentira todo santo dia, de bolinhas de papel a vigas e grana surrupiada do Rodoanel, passou um debate de TV todinho chamando Dilma de mentirosa! Não foi apenas deselegante. Era o Serra em transe midiático ensaiado, mais antipático do que de costume. Perdeu muito voto ali. Estava “iscritim” o capiroto do patriarcado. Aposto que até Regina Duarte teve medo.

– Como se diz em Minas: “Sangue de Jesus tem poder”, só assim para suportar tanta vilania de uma campanhazinha feita aos moldes dos detratores de Obama. Lembra que também disseram que Obama não era norte-americano? Pois é, do mesmo jeitinho. Ô falta de criatividade! E ainda custou um milhão de reais… “Ó dó”!

– Vamos lá! Aos comes e bebes… Se eu a conheço bem, vai rolar tudo de bom na comilança… Mas diga aí, você que é mulher viajada, versada em gastronomia, que diz que comida é cultura, como é a da Bulgária?

– Bem lembrado, vou homenagear a culinária da Bulgária também no dia 31. Lá, na Bulgária, o povo vai festejar a vitória de Dilma, por ser filha de búlgaro, tal como o Quênia fez na vitória de Obama, que é filho de um queniano do povo luo. E aqui vamos nos irmanar ao povo búlgaro também, via inspiração de muita gente de várias partes do mundo que fez “celebração luo” (comida queniana do povo luo) para acompanhar a apuração da eleição de Obama.

– Dizem que os vinhos búlgaros são especiais…

– Há vinhedos em toda a Bulgária. E a cerveja búlgara é saborosíssima.  E tem uns “licorzinhos”, ai, ai… O licor e o aguardente de rosa são o top do top das bebidas búlgaras. Há aguardentes populares impensáveis pra quem não é de lá: o slivova (de ameixa), grozdova (de uva), kaisieva (de damasco) e mastika (de anis). É costume búlgaro beber aguardente de frutas antes das refeições e durante as mesmas bebe-se vinho. E também gostam muito de boza – bebida balcânica de milho fermentado. Ah, os vinhos búlgaros, tanto o tinto quanto o branco, pouco divulgados aqui, são deliciosos e estão em pé de igualdade com os franceses e os espanhóis.

– Ah, são? Pois levarei os “bebes”: vinho e cerveja da Bulgária… Vou procurar, deve haver em algum lugar por aqui… Vou correr atrás do licor de rosa também…

– A comida búlgara tem muita similaridade com a grega e a turca: muita carne, de porco ou de cordeiro, e muito “boi ralado”, como em Beagá! – de sabor picante e com condimentos fortes (pimentão picante, orégano, salsinha, segurelha, pimenta preta e pimentão vermelho). Gostam muito de feijões brancos, couve e sopas – além da popular tarator (sopa fria de pepino com iogurte), há a shkembe chorba, (sopa quente de tripas de cordeiro ou de porco, temperada com vinagre e alho).

– “Nossinhorinha”, eca com essa de comer tripa! Mas, e os pratos ditos típicos?

– “Os principais pratos populares são o kebabche, o kufte e a musaka. Os dois primeiros são muito similares. Ambos são feitos com carne moída picante e grelhada. Se diferenciam principalmente pela forma. Musaka é prato tradicional, feito de batatas recheadas e carne moída, com cobertura de iogurte, farinha e ovos”. Há a kebapcheta (almôndegas de carne de vaca e de porco, grelhadas e bem condimentadas);  o guiuvech (carne de vaca ou porco, tomate, pimentão e ervilha, cozido no forno dentro de uma vasilha de barro); o shishcheta kavarma (carne de vaca ou de porco com muita cebola); e a patcha (pernil de porco temperado com sal, alho e muita cebola + papada de porco gordo, gordo, que cozinha até virar geléia), que é comida gelada.

– Humhum…

– Hem-hem… Os búlgaros gostam até demais da conta de caldos. Mas usam também muita salada: shopska salata, que é a cara da Bulgária (tomate, pepino, pimentão assado e queijo branco ralado) e a kiopolu, também chamada de “caviar vegetariano” (berinjela, pimentão e tomate).  “O iogurte é um ingrediente bastante comum, usado na preparação de saladas como a mletchna, sopas como o tarator, uma sopa fria ou de verão; e a popular bebida ayrian, levemente salgada”. A forte presença do iogurte na culinária búlgara é devida à crença de que é um alimento essencial para a longevidade.

– Ah, disso eu sei, inclusive que “o iogurte búlgaro tem conquistado um privilegiado lugar no mundo. Para sua elaboração, mistura-se ao leite, seja de vaca, ovelha ou búfala, o célebre lactobacterium bulgaricum, agente que só pode se desenvolver plenamente nas condições geográficas e climáticas da Bulgária”. O que será que aquelas coisas maravilhosas e esplendorosas da natureza, a Cordilheira dos Balcãs e o Vale das Rosas, tem a ver com isso? E os queijos?

– Queijos… Há o sirene, que é branco (de cabra ou ovelha, similar ao feta grego) e o kashkaval, que é amarelo. São muito apreciados. A mineiríssima sobremesa Romeu e Julieta (queijo com goiabada) é influência legítima da cozinha búlgara. Sabia?

– Nãããão diga!  E os “pons”?

– “Pons”?

– Sim, o pai da Dilma, Pétar Russév (abrasileirou o nome, afrancesando para Rousseff) só chamava pão de “pon”. Não sabia que ele nunca aprendeu a dizer pão?

– Nas padarias mais tradicionais encontramos os deliciosos banitsa (folheado de queijo), o mekitsa, e o pitka (um tipo de pão muito conhecido). Há dois pratos que eu diria típicos da Bulgária: kavarma – carne e vegetais guisados em cerâmica – e o plakiya, feito de peixe e arroz.

–  Geeeeeeente, e eu só conhecia o repolho búlgaro e o borek (börek). Ou é bureka?  É o mesmo que banitsa?

– Todos são pastéis de massa folhada.  O que difere o borek (börek) da bureka, que são de origem turca, mas apreciadíssimos pelos búlgaros, é o formato (que pode ser uma rosca, um quadrado), pois o recheio, nos dois é semelhante. Usa-se desde só queijo, a carne picada, batata ou outros vegetais, como berinjela.

– Me diga: o borek (börek), a bureka, são o mesmo que banitsa?

– Não sei. Tem de perguntar à Dilma. Sei que ela nunca foi à Bulgária e nem fala búlgaro, mas o pai dela com certeza cultivava alguns hábitos alimentares de sua nacionalidade. Acho que banitsa é um pastel doce (massa folhada com recheio de queijo, com calda de açúcar), logo é uma sobremesa. Mas vamos aos nossos comes da mulheragem. Então, teremos bureka de carne, de queijo e de berinjela, tarator…

– Esqueceu do churrasco, ô tchê? Ela deve gostar, pois passou a maior parte de sua vida nos pampas gaúchos…

– Na posse. Na posse! Churrasco é só na posse. E na rua, pra quem passar comer a folote…

– Na calçada do prédio? Na zona Sul de Beagá? Eu sei que mora aí, no mesmo lugar, há mais de vinte anos. Não é da nova classe média do Lula, pero… E se destoar?

– Sim! Na calçada do prédio! “Cadiquê” está espantada? Se duvidar, vou fazer na praça. Naquela ali perto de casa, ao lado do Museu Abílio Barreto, que eu amo, mas nem sei o nome… ehehhehehe. Quero ver quem é “seu ninguém” pra proibir. Conversa que vou atrás de prefeitura pra tirar licença coisíssima nenhuma! Onde já se viu tirar licença pra comer na praça? Se bem que aqui em Minas, “liberdade essa palavra”… Vai que essa gente da prefeitura aprendeu com aquele galã que ocupou o prédio da “pradaliberdade”, hein? Ah Pimentel, Pimental, ocê ainda me paga! Já começou. Num votei “nocê”, viu? Voto meu, nunca mais! Nunquinha meeeeeeeesmo!

–  Mulher do céu, que zanga, hein?

– Ainda é pouca, amiga. Não leu o Pedro Mingão, não? “Óia”, em “O voto e o preconceito de classe”, fez a ferida sangrar depois de deslindar o ódio de classe patente “nos contra Dilma”: “A segunda razão [do ódio de classe] é puramente econômica (…) Vejo muita gente reclamar ‘que é um absurdo pagar um salário mínimo e meio mais os direitos para uma empregada que, olha que audácia, vai embora pra casa todo dia!’ Percebe-se que é uma visão excludente, de que ‘o que importa é eu estar bem, o resto que se dane’, e ‘do pobre a Polícia cuida’. Mas garanto ao leitor que este mesmo indivíduo reclamaria se em seu emprego tivesse de chegar segunda-feira de manhã e somente voltar para casa no final da tarde de sábado…”

– Entendo, entendo! E da cozinha mineira, teremos o quê? Humhum…  Não vale mais nada de “boi ralado”, já tem demais…

– Torresmo com cachacinha. “Providência”, lá de Buenópolis, não faltará! Nem “Insinuante”, lá de Januária! E costelinha frita, na hora, para acompanhar a nossa cervejinha búlgara… E bambá-de-couve, uai! Do legítimo, inventado nas senzalas de Ouro Preto, com couve rasgadinha, e tem de ser rasgadinha, nunca cortada porque muda o gosto, “sá”! Vai resolver nossa ressaca.

– Tudo isso?

– E por que não, amiga?!  Com qual cara, ou com qual argumento, uma mãe, tia, avó ou bisavó, dirá à sua filha, sobrinha, neta ou bisneta que não votou em Dilma Rousseff?! Que não deu o voto para eleger a primeira presidenta do Brasil? Nós, as mulheres Oliveira Ferreira (Lívia, a mãe de Maria Clara, Débora e eu) não temos o direito de “fazer feio” diante de Maria Clara!

– Como assim?

– Entendo que, embora a opressão de gênero seja comum a todas as mulheres nas sociedades não-matriarcais contemporâneas, nem todas as mulheres são desprovidas de poder. Traduzindo: o mito da mulher universal está superado. Entre nós, as mulheres, há um fosso de classe e uma clivagem racial/étnica. O único fio que nos une é a opressão de gênero, que é vivenciada de modo diferenciado, por causa do fosso de classe e da clivagem racial/étnica. Tá sacando?

– Então, eleger Dilma Rousseff presidenta do Brasil terá uma repercussão positiva importantíssima na autoestima das brasileiras, sobretudo das meninas e das jovens. Nas mais velhas, orgulho nas alturas. É isso?

– Acertou na mosca! E entendendo que não é possível empoderar quem não possui autoestima, o resto você se vire pra concluir, pois não? Eleger uma mulher com a trajetória política e a história de vida de Dilma Roussef significa empoderamento para as mulheres, que no âmbito no âmbito privado é o nome político da velha auto-estima/amor próprio.

– …

– Na hora em que Dilma ganhar, eita festa!… Tá tudo “preparadim”, “preparadim”… Na casa de Dona Canô, lá em Santo Amaro da Purificação, também! Ela, do alto da moral da lucidez de seus 103 anos, declarou: “Eu vou votar em Dilma, porque ela tem toda a capacidade de governar”. Na casa de Mãe Beata de Iyemoja, lá em Nova Iguaçu, da mesma forma.

– Meeeeesmo?

– Mesmo, uaaaai! Sem “fuleragem”, juro! Imagine o impacto cultural na vida das nossas meninas e das nossas jovens de hoje uma presidenta da República do quilate de Dilma? É que a mudança de padrão cultural que beneficiará, sobremaneira, a vida de nossas meninas e jovens aparecerá muito mais na vida delas do que nas nossas….  “Prestenção”! Escreve aí o que estou dizendo. Não é por outra razão que essa gente conservadora, fundamentalista cristã, homofóbica, mesquinha e misógina até o talo levou a cabo essa vigorosa campanha de destruição da imagem da Dilma. Apenas porque ela é mulher! Foi a sua condição feminina que fez o “boca de sulapa” chamá-la de “poste” (Ai, que ódio!), como se fosse crime um presidente ter o direito de dizer e de escolher quem ele deseja que continue sua obra! Bah, fazer o que, se tudo que Lula faz para essa gente é crime, não é? Não é isso que nosso povo pensa! Olha só a popularidade de Lula lá nas alturas!

– Se fosse um homem o oponente dos “muy amigos”, a campanha não teria sido tão rasteira e despolitizada. Até serviram “bandejas e bandejas de ovários”. Das brasileiras, obviamente… Juarez Guimarães, em “O caluniador, figura da barbárie”, foi perfeito ao citar o que afirmou o sociólogo Ricardo Guedes, após divulgar o resultado da primeira pesquisa Sensus/CNT para o segundo turno: “Nessa eleição, principalmente no final do primeiro turno, temos um fenômeno sociológico de natureza cultural de desconstrução de imagem. O processo de difamação, até certo ponto, pegou.’ Quem conhece alguém que não recebeu uma calúnia contra Dilma?”

– Tem razão. Toda a razão. São uns machistas “disgramados”, isso sim! Dilma Rousseff tem cabeça própria, não entrou na política pulando as cercas dos currais da oligarquia – “relações de parentesco de pai, irmão, marido, ex-marido, cunhados e primos”. Nem podem alegar tal coisa, daí o ódio do “coiso”, pois ela é filha da primeira geração de um pai búlgaro no Brasil!

– Ela não entrou na política empurrada por um contexto oligárquico, que usa as mulheres para representar os interesses das elites locais, como frisa Lúcia Avelar: “Se as mulheres ascendem por esses canais, sua atuação nada tem a ver com as mudanças propostas pelas gerações de mulheres que lutaram pela estruturação de sua própria identidade política. Em suma, podemos até ter mais mulheres, mas elas não representam as necessidades especificamente femininas”

Dilma na política corre em raia própria. Não chegou à esfera pública nem em nome do pai e nem em nome do clã. Já escrevi que “Mulher que entra na política tendo como base o poder ancestral, especificamente o patriarcal, vai a qualquer canto ‘em nome do pai’” e do clã. A força que a move tem origem nas decorrências da opressão de gênero na vida familiar”. Daí porque Dilma não é um pau-mandado (um poste!)

– Bem lembrado…

– Como resposta à pergunta “Há um estilo feminino de fazer política?” Lúcia Avelar não vacila: “É a consciência feminista que determina a singularidade da atuação política da mulher, porque é ela que informa quais são os temas relevantes a serem politizados e defendidos na arena política formal”. Afirmativa que dá razão a quem diz que “Não basta ser mulher”.

– Essa Dilma, essa Dilma é “dilmais”, eheheheh…. Lembra daquela história do encontro dela com a Vitória?

– Lasca aí. Lembro, não!

– Dilma encontrou no aeroporto, durante a campanha, uma mulher com a filha no colo, que falou “Trouxe minha filha aqui para você dizer a ela que mulher pode”. “Pode o quê?”, perguntou Dilma. “Ser presidente”, respondeu a mulher. E Dilma enfatizou: “Pode sim, não tenha dúvida que pode”. Ao contar a história Dilma disse que a menina se chama Vitória: “É para ela e para todas as outras Marias e Vitórias que eu dedico a minha luta.”

– Eita Lula cabra da peste! Além do legado de um governo popular e democrático, ele sabe que “Não basta ser mulher”! A escolha de Dilma foi assim como se ele estivesse, através dela, fazendo um “mea culpa” do muito que ficou para fazer pelas brasileiras. Pode ser, pode ser… O futuro dirá.

Nazdrave! (saúde!) Dilma Rousseff!

E-mail: [email protected]

* Fátima Oliveira é médica e escritora. Feminista. Integra o Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e o Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC). Escreve uma coluna semanal no jornal O Tempo (BH, MG), desde 3 de abril de 2002. Uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005, pelo projeto 1000 Mulheres para o Nobel da Paz 2005.

Autora dos seguintes livros de divulgação e popularização da ciência: Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995 – 14a. impressão, atualizada em 2004); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997 – 8a. impressão atualizada, 2004); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2000); O estado da arte da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (CNDM/MJ, 2002); Saúde da população Negra, Brasil 2001 (OMS-OPS, 2002).

Autora dos seguintes romances: A hora do Angelus (Mazza Edições, 2005); Reencontros na travessia: a tradição das carpideiras (Mazza Edições, 2008); e Então, deixa chover (no prelo).

Belo Horizonte, 28 de outubro de 2010

Notas:

1. AVELAR, Lúcia. Mulheres na elite política brasileira. Editora UNESP e Konrad-Adenauer-Stiftung, 2a. Edição revisada e ampliada, 2001).

2. GUIMARÃES, Juarez. “O caluniador, figura da barbárie”,

www.cartacapital.com.br/politica/o-caluniador-figura-da-barbarie

3. MINGÃO, Pedro. “O voto e o preconceito de classe”

http://advivo.com.br/blog/luisnassif/o-voto-e-o-preconceito-de-classe

4. OLIVEIRA, Fátima. “Mulheres na elite política brasileira” (resenha)

A mulher na política em seu lugar histórico (O TEMPO, BH, MG – Magazine. O Tempo, p 3, 20 de abril de 2002

“Em nome do pai… e do clã”

www.observatoriodaimprensa.artigosjd/60120021.htm

Referências:

1. Carta Aberta de Mãe Beata de Iyemoja: Apoio a Dilma Rousseff

http://br.groups.yahoo.com/group/discriminacaoracial/message/62711

2. Celebração Luo – Luís Alberto Furtado

www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=2137

2. Dicionário maranhês

http://jamirlima.blogspot.com/2008/11/dicionrio-maranhs.html

3. Dicionário mineirês-português

www.nababu.org/?p=898

4. Dona Canô é Dilma!

www.geledes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7963:dona-cano-e-dilma&catid=508:presidencia&Itemid=1430

5.   ”Hem-hem uma marca polissêmica do falar maranhense” – José Neres

http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/25/artigo185982-1.asp

6. Povo de Terreiro em apoio à Dilma Rousseff

http://blogdoclaudionascimento.blogspot.com/2010/10/povo-de-terreiro-em-apoio-dilma.html

7. Rômulo Paes – A minha vida é esta: subir Bahia e descer Floresta (1994)

http://sonetista.blogspot.com/2006/06/minha-vida-esta-subir-bahia-descer.html

8. Rua da Bahia – Paulo Mendes Campo

http://avidatemsemprearazao.blogspot.com/2006/09/rua-da-bahia.html

Links das receitas:

O bambá-de-couve é nosso!

www.ouropreto-ourtoworld.jor.br/bambanosso.htm

Banitsa

www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe?p_cot_id=2518&p_est_id=6393

Bureka de berinjela

www.culinaria-receitas.com.br/salgados/bureka-de-berinjela.html

Bureka de carne ou de queijo

www.flavorcollection.com.br/tag/bureka/

Patcha: aventuras pela culinária búlgara

www.camiseteria.com/profileblogpost.aspx?usr=egonzakuska&bid=9399

Repolho búlgaro

www.culinariatotal.com.br/default.aspx?id=4406

Tarator (Sopa Fria de Pepinos)

http://correiogourmand.com.br/receitas_sal_156.htm

Outras receitas da culinária búlgara:

www.recetasycomidas.com/pais/recetas-de-bulgaria/

http://easybulgarian.com/portalbulgaria/pt_comidas.htm

www.depositodamasco.blogger.com.br/2004_07_01_archive.html

* O presente texto é uma obra de ficção, escrita com a finalidade de injetar ânimo em quem está na campanha de Dilma Rousseff. Estamos na reta final das eleições 2010. Nos molhamos muito em todas as chuvas que se abateram sobre nós. A tempestade vai chegando ao fim. É hora de, confiantes na vitória, fruto do nosso empenho, iniciarmos os preparativos para a festa. Acho que o melhor da festa é prepará-la. Não podemos deixar que “os contra” nos roubem a nossa festa.

O diálogo narrado é imaginação da autora. Qualquer semelhança com histórias de vidas reais não pode ser considerada, para quaisquer fins, como relatos de tais vidas.



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57 comentários

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Katia Popov

06 de novembro de 2010 às 11h30

Oi Fátima!__Como todos aqui amei o texto. Sou casada com búlgaro, e aqui em casa as tradições búlgaras são fortíssimas. Adoro as comidas e já sei cozinhar várias delas como chef. Tenho um blog sobre as tradições, cultura e comida búlgaras. http://balkansnobrasil.blogspot.com/ __Parabéns pela inspiração. Com certeza você inspirou muitas pessoas a procurarem um pouco mais sobre a Bulgária.

Responder

    Fátima Oliveira

    07 de novembro de 2010 às 00h01

    Oi Kátia, obrigada pelo comentário. Visitei o teu blog e adorei… Deu uma foooooooooooooome, eheheheh

Luís Alberto Furtado

06 de novembro de 2010 às 09h38

Fátima Oliveira, saiba que babei lendo "Comida búlgara & mineira para mulherar Dilma Rousseff". Linda inspiração. Também gostei muito do comentário da Aline, a gente sente que brotou da alma.

Responder

Aline Dimitrof

05 de novembro de 2010 às 21h30

Fatinha….

Adorei o texto… Apesar de saber que não gostava da Dilma né!!!
Sou o que chamam de Búlgara, descendente de avô bulgaro ( Kirov Dimitrof ) que como pai da Dilma veio para o Brasil, fugido do regime comunista implatado na época, teve sua posses tomadas pelo governo…Durante a 2ª Guerra Mundial conheceu uma italiana a qual casaram e vieram para o Brasil devido ao Carnaval, acredita??? Farrista pouco…. Mas uma coisa me fez lembrar e me bateu uma saudade danada, como exposto no seu artigo e como tradição búlgara era lei meu avô ter ( principalmente aos domingos porque não tínhamos muito dinheiro na época ) licor de frutas e degustar um belo vinho italiano nos almoços de familia…. e não demorou muito quando ele veio a Minas se encantar com as belas cachaças mineiras…. A comida ele era fã de uma carninha de porco, preferencialmente as costelas…. Não era muito de cozinha, e como a minha avó, uma típica nona italiana, dominava as "pastas", então comida búlgara não era nosso forte.
Lendo este artigo, me bateu uma saudade deste tempo e gostaria que eles estivessem aqui… Te garanto que o Sr Dimitrof ia amar vendo a vitória da Dilma e iria festejar muito….
Afinal, torço para minha consanguínea faça um bom governo e que tenha bastante força nesta nova etapa da vida dela, porque na historia ela já entrou… Primeira Mulher Presidenta do BRASIL!!!!

Responder

    Fátima Oliveira

    07 de novembro de 2010 às 00h04

    Aline, sem palavras…
    Visitei o blog da Kátia, sobre "coisas búlgaras", comidas deliciosas também. Você e sua família vão adorar.
    Chama-se OS BALKANS NO BRASIL http://balkansnobrasil.blogspot.com/

Luísa Mateus

04 de novembro de 2010 às 11h29

Fátima Oliveira, vc foi profética amiga! Adorei

Responder

Fátima Oliveira

31 de outubro de 2010 às 20h32

Oi gente! Acabei de chegar em casa. Passei o dia de plantão num pronto-socorro, só saí meia hora para votar. Em Dilma, evidentemente. Já estou celebrando. Não é pouca coisa e nem uma coisa qualquer, mas a eleição da primeira presidenta do Brasil, vitória que ofereço simbolicamente as minhas netas Maria Clara, de dez meses e Luana de doze anos, mas ela pertence a todas as meninas, adolescente e jovens do nosso país, porque com a eleição de Dilma os horizontes delas se alargaram e elas criaram asas mais firmes e com elas podem voar com segurança para conquistar o mundo! Obrigada pela leitura e pelos comentários. E agora vai rolar a festa… que eu preparei em minha casa…

Responder

ADROALDO S. FAGUNDES

31 de outubro de 2010 às 17h28

Denuncia: O Sandoval eh um comentarista desequilibrado! êle é do mal! Cuidado!!!

Responder

vanraz

31 de outubro de 2010 às 17h13

Pois é amigo zenha, quantas palavras amargas foram proferidas durante esse embate do 2º. turno da eleição presidencial. Vimos renascer toda a sanha hipócrita e malevóla da direita brasileira. Resta a nós, pessoas de boa fé, nos indignar e dar o tiro certeiro com a nossa “bala de ouro” O VOTO EM DILMA!
À vitória, companheiro!
faltam apenas algumas horas….. o “marco zero”, no Recife, nos espera!!!!!!!!!!!!!!! http://www.vanraz.wordpress.com

Responder

Urbano

31 de outubro de 2010 às 14h56

Uma vez que o zé contra-rampa, o mitômano, deu um chega pra lá no mineiro Aécio Neves, então chegou a hora dos mineiros darem o troco e da melhor forma, votando numa mineira, a nossa Presidenta Dilma Rousseff.

Responder

DINA

31 de outubro de 2010 às 14h44

ô Fatiam!
tão lindo!

seus textos são perfeitos, uma coerÊncia cristalina. Consegue alinhar a linguagem acadêmica à simplicidade textual. Você faz isso com a maestria para fazer se inteligível e dar acesso àquelas que não são versadas no mundo intrincado intelectual.
Você tem seu blog?
a exemplo do PH e do Azenha, que são minhas leituras diárias, gostaria de ter seu blog como leitura cotidiana.
parabéns!
Dina
a exemplo

Responder

Paulo Afonso

31 de outubro de 2010 às 14h05

OLHA O BOCA DE SULAPA AÍ, MINHA GENTE!!!
FHC ironiza pesquisas que dão vitória à Dilma

Ex-presidente disse que a previsão era de chuva e fazia sol na hora que votou
31/10/2010 12h18
FREDERICO MACHADO

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso votou por volta das 11h em um colégio, na região central de São Paulo. FHC falou com a imprensa antes de votar e ironizou as pesquisas que apontam a vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff.
“A previsão para hoje era de chuva. Eu estava com um medo danado que fosse chover, mas olha esse sol todo”, brincou o ex-presidente, que chegou até a sua sessão eleitoral caminhando.
http://www.otempo.com.br/noticias/eleicoes2010/ultimas/?...

Responder

Edemar Motta

31 de outubro de 2010 às 11h11

Puxa!

Responder

Maria Mineira

31 de outubro de 2010 às 10h55

Lindo, lindo, lindo!

Responder

Maria Helena

31 de outubro de 2010 às 10h37

Cara Fátima Oliveira, de acordo que não podemos deixar que essa gente roube até nossa alegria de preparar a emoção da vitória de Dilma.

Responder

Volnei João Meller

31 de outubro de 2010 às 10h13

Querida Fátima,
Muito agradecido pelo marvilhoso momento de leitura e emoção…

Responder

jose

31 de outubro de 2010 às 09h10

Texto maravilhoso da Fátima. Sério, alegre, profundo. Na mistura da ficção com a realidade política, Fátima apresenta uma análise sócio-histórica dos preconceitos de nossa elite branca das mais lúcidas que li nesta campanha. Para não perder a oportunidade outra mulher se destacou na análise da campanha, falando do voto do pobre, Maria Rita Kell. Essa eleição definitivamente é das mulheres. Viva todas as Fátimas, viva todas Marias, viva todas Ritas e principalmente viva Dilma, que representa todas elas!

Responder

Mitsue

31 de outubro de 2010 às 08h42

Fátima
Simplesmente lindo! Bem-humorado, gostoso de ler, lição da mulher para todos os gêneros.
Valeu!!!

Responder

Valdir

31 de outubro de 2010 às 08h09

Prezado Azenha: Estimada Fátima Oliveira: seus textos são sempre apreciados por mim.No entanto, em vez de usar as palavras gourmand e gourmet, eu fugiria do galicismo e usaria as palavras portuguesas que são da nossa lingua .Que tal OPSÓFAGO E OPSOLOGIA ? parece meio fora de uso ou pedantismo, mas, como você é formadora de opinião, vamos valorizar o nosso idioma. Os franceses fazem questão( e como muita razão) de não serem aculturados, aqui tambem podemos fazer isto.

Responder

    Gigi

    31 de outubro de 2010 às 13h09

    Brinca não, Valdir! Usar ospsófago e opsologia é F- – – -… Vamos deixar de sectarismos linguísticos meu amigo. Lembra como queriam que chamássemos o futebol? Acho que era ludopédio. Dá para encarar? eheheheh.
    O português como toda língua viva evolui. O francês também, apesar dos bairrismos. Mas não vamos brigar por esse motivo, logo hoje na festa da Dilma, ainda mais que as línguas faladas em nosso Brasil são muitas. E VIVA DILMA!!!!
    Dá uma olhada numa referência que a Fátima Oliveira deu:
    ”Hem-hem uma marca polissêmica do falar maranhense” – José Neres http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportugue

roberto bohm

31 de outubro de 2010 às 07h35

Palavras comoventes que nos tocam no próprio coração. E não esqueçam, a partir de hoje, com todos nós e por muito tempo.
SUA EXCELÊNCIA DILMA VANA ROUSSEF. DIGNÍSSIMA SENHORA PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

O século XXl será o século brasileiro! Quem viver verá!! Dito isto, chega de café de chaleira!!!
VIVA A PRESIDENTE DILMA!

Responder

Humberto

31 de outubro de 2010 às 07h32

Maravilhoso Fatima ! Muito grato, querida ! Dilma la' !

Responder

Juliana Cintra

31 de outubro de 2010 às 07h13

doiDILMAIS, uaaaaaaaaaaaaai!

Responder

Laércio Sales

31 de outubro de 2010 às 01h59

Azenha, veja só que bela história foi postada no site NaMariaNews, é animador vermos pessoas acordando, ainda que tardiamente, e vendo realmente as diferenças entre o Brasil do passado ( com a turma do Fhc, Serra inclusive, e seus métodos) e o Brasil de hoje, com o presidente Lula e com Dilma.
.
“””Este singelo blog teve a honra de receber a mensagem de um leitor que segue abaixo. Embora não seja de nosso feitio, publicamos. É um recado inspirador. Após a emocionada missiva seguem algumas informações complementares. Os grifos na carta são nossos:
.
'''Prezada NaMaria News;
.
Sou uma pessoa comum. Meu nome é Carlos Romero e frequento seu blog sempre, leio, comento e recomendo aos amigos de todos os partidos mesmo que eu nunca tenha sido petista. Ao contrário eu votei sempre PSDB, (não me leve a mal! Leia até o fim!). O que me traz ao seu blog é a certeza de que as suas informações procedem, então toda informação segura é bem-vinda. Nunca acreditei que a verdade viria de uma só fonte (eu sei que você sempre fala isso). Além do seu blog eu vou ao Azenha, Nassif, Cloaca, PHA, Vianna, muitos dos outros "sujos" e, claro, os do "meu partido". Os contrastes são impressionantes, para pior.
.
Eu trabalho na área da engenharia há muitos anos, sou irmão, tio, pai, avô, compartilho todos os deveres e prazeres com minha mulher há mais de 40 anos. Já passei por muitas eleições, mas nunca vi uma sujeira miserável como a que estou vendo nesta eleição de 2010. Como eu disse vou aos sites de "meu partido" e participo de correspondências.
.
Acontece que recebi um e-mail de um deles indicando um texto, fui lá olhar. Era o site Vou de Serra 45, ligado ao site oficial do José Serra e um texto pedindo para assistir e espalhar um filme disponível no Youtube. O filme é um horror, não apenas pelo tema ou forma como foi feito ou por ser contrário à candidata Dilma Roussef e ao PT e Lula, mas porque as informações nele contidas são absurdas. Eu assisti enojado, deu desespero ao ver tanta imbecilidade. Pouco tempo depois minha filha telefona perguntando se eu havia visto, o mesmo fizeram meus três filhos. Todos estavam revoltados. Mas o pior foi quando meus netos chegaram apavorados em nossa casa. Eles haviam assistido também e estavam assustados querendo saber se aquilo era verdade mesmo. Em casa sempre educamos os nossos para questionar e pensar, para refletir sobre os fatos em vez de aceitar tudo passivamente.

( leia mais no endereço http://namarianews.blogspot.com/2010/10/historia-… )

Responder

Lili

31 de outubro de 2010 às 01h24

Nazdrave!

dILMAIS ESSA FÁTIMA!

Responder

ma.rosa

31 de outubro de 2010 às 01h06

emocionante seu texto fatima!! muito inspirador, esperançoso e motivador. daqui a algumas horas, estaremos todos nas ruas festejando e brindando a democracia e o privilegio de ter-mos a nossa querida DILMA como presidenta do nosso pais!!!! boa noite, paz e bem a todos nos brasileiros e brasileiras que nunca antes neste pais vimos um povo tao unido e com a auto-estima tao elevada como agora.

ma.rosa

Responder

Maria Amelia Dickie

31 de outubro de 2010 às 00h59

Obrigada, Fatima, por este escrito bonito lido nesta noite de vespera em que um alento alegre e feminista veio a calhar.

Responder

Fefeo

31 de outubro de 2010 às 00h48

Lindo texto.

Responder

DEGAS

31 de outubro de 2010 às 00h40

Azenha, santómi di Deus

Se eu num tiver um assado para comemorar a vitória da Dilma, logo mais, já ganhei este achado, para antegozá-la. A vitória, é claro.

Responder

Mariana Rodrigues

31 de outubro de 2010 às 00h39

FESTA
Ivete Sangalo
Composição: Anderson Cunha

(….)
Que vai rolar a festa
Vai rolar!
O povo do gueto
Mandou avisar…(3x)

Que vai
Que vai rolar a festa
Vai rolar!
O povo do gueto
Mandou avisar…

Responder

francisco p neto

31 de outubro de 2010 às 00h36

Fátima
Você não acharia mais prudente escrever esse artigo, após encerramento das apurações?
Do feito que foi a campanha, o sofrimento da Dilma e de todos aqueles que torcem por ela, não acho conveniente essa comemoração antecipada.
Estou com o peito mais aliviado. Mas será definitivo após a contagem final dos votos.
Otimismo é bom, mas cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém.
Não adepto de São Tomé, mas nesse caso faço exceção.

Responder

    Mariana Rodrigues

    31 de outubro de 2010 às 01h00

    Francisco do céu! Tá vendo o que essa gente má fez conosco? Essa gente passou a campanha toda nos subjugando, roubando até o nosso direito de pensar em uma vitória e preparar a nossa festa! Nos adoeceu.
    Eu estou doente, doente, doente. O diálogo que Fátima imaginou, eu o entendo como uma maneira de nos aliviar de tanto estresse, de colocar nossos nervos no lugar, de nos dar ânimo e soprar o nosso medo, E assim termos o direito de PENSAR em comemorar. Veja bem que o diálogo não é uma comemoração antecipada de nada, apenas duas amigas conversam sobre a possibilidade de prepapração de uma festa, de uma comemoração. Uma coisa mais do que normal numa festa democrática como deveriam ser todas as eleições em nosso país. Temos esse direito e nos aniquilaram tanto que temos até medo de "pensar" que temos o direito a uma comemoração. Festa a gente prepara e preparar uma festa é o melhor dela.

    francisco p neto

    31 de outubro de 2010 às 11h57

    Mariana
    Muito obrigado pelas palavras.
    Respondo à você com as mesmas palavras que dirigi ao Luis.
    Um grande abraço.
    E vamos para a vitória sem medo

    Luís Alberto Furtado

    31 de outubro de 2010 às 01h16

    Não é uma comemoração antecipada meu amigo. Esse texto tinha mesmo de ser publicado hoje. No antes. Porque depois da apuração ele teria de ser outro, cantando a vitória. Esse aqui é cantando a preparação d euma possível vitória. E pelo menos a mim fez muito bem.
    Se acalme. Fique aliviado, como disse que ficou depois de ler essa conversa de duas amigas que se dão ao desfrute de preparar uma comemoração. A literatura de entretenimento é para retirar o peso do nossos ombros mesmo. E Fátima Oliveira foi muito feliz na criatividade desse texto. Me senti leve depois da leitura, sem falar que dei boas risadas.
    Dilma despertou a criatividade de muita gente. Já virou samba, diálogo literário e poesia. Tudo isso é bonito demais.

    francisco p neto

    31 de outubro de 2010 às 11h55

    Tá bom!
    Confio em você.
    Mas olha lá hein, se der errado…
    Estou brincando.
    A verdade é que no meu meio, embora tenha muita gente que vai votar na Dilma, tem outras que falam o diabo e eu não tenho paciência para ficar convencendo as pessoas de suas burrices.

edson

30 de outubro de 2010 às 23h49

Me alimentei . . . . . .

Responder

Laurita Salles

30 de outubro de 2010 às 23h18 Responder

Carlos França

30 de outubro de 2010 às 23h14

Depois da eleição, não podemos deixar a pauta morrer. Acho que devemos sim ir para o debate da moral da sociedade brasileira. Precisamos expor a dupla moral da direita — ou não é para discutir a naturalização da prostituição proposta por eles em Uberlândia? Não devemos discutir a pedofilia nas igrejas? Precisamos continuar nas ruas a discutir. Nos próximos 4, 8 anos, não quero ser pautado pela mídia partidária. Quero encontrar, ao vivo, os meus irmãos brasileiros. Discutir tudo sem intermediários. Ocupar as ruas, as praças, os botequins. Falar, conversar, discutir.

Lula é um cara singular. Ele sabe que as mulheres são melhores do que os homens. Eu tenho certeza. Ele sabe que só uma mulher pode avançar no seu legado. Qualquer homem seria um retrocesso.

Por minha mulher, por minha filha (desculpa, não consigo evitar o pronome possessivo…), Dilma sim.

Responder

Orley Galindo

30 de outubro de 2010 às 23h08

Amanhã é o DIA D, é o DIA da DILMMMMMMMMMMMA brasileiríssima Rousseff.
Amanhã também é 31, é só inverter, é 13 na cabeça.

É DILMA Presiedente prá o Brasil seguir em frente.

Responder

Depaula

30 de outubro de 2010 às 22h59

Além da beleza literária, ler esse diálogo, me deu um novo ânimo. Vamos preparar a nossa festa. Está chegando a hora. Essa gente espírito de porco quer nos tirar a alegria de preparação da nossa festa. Não permitiremos. É Dilma lá! Ânimo galera…

Responder

ruypenalva

30 de outubro de 2010 às 22h59

Grande Sertões tem uma frase de Miguelim "Quem mói no aspro não fantaseia"

Responder

Anni Barrigaverde

30 de outubro de 2010 às 22h57

Lindo texto! Foi bom conhecer mais uma pessoa lúcida (e com um currículo de tirar o chapéu!) que tem o condão de, com suas palavras, aliviar o peso, a angústia, que temos carregado durante este triste período da campanha. Que aflição!
Cumprimento todos os blogueiros que participaram desta luta. E que amanhã possamos ser recompensados, com a vitória de Dilma, a mineira.
Nazdrave Fátima!

Responder

gilberto

30 de outubro de 2010 às 22h49

hmmm, deu até água e alcool na boca!
as coisas ficaram muito tempo estagnadas, agora vão pegando uma velocidade muito boa; a esquerda no poder, um operário presidente e agora uma mulher presidenta, e vem embasada na luta de fazer um brasil muito melhor.

Responder

Nauriello Andrade

30 de outubro de 2010 às 22h46

Benza Deus!!!

Responder

Larissa

30 de outubro de 2010 às 22h46

Gente, que esperanças. Senti um novo ânimo com essa bela peça literárial

Responder

luiz

30 de outubro de 2010 às 22h43

Lindo texto. O povo brasileiro vencerá amanhã. Viva Dilma. Viva Lula. Viva o Brasil.

Responder

Gerson Carneiro

30 de outubro de 2010 às 22h29

Sou de uma família onde quando criança painho botava a gente pra comer mesmo sem fome.

– Quero não. Tô com fome não painho.
– Coma meu fí. Pobre tem que comer quando tem comida, e não só quando tá com fome. Comer só quando tá com fome é luxo.

Lembro também da data do meu aniversário de 10 anos. Corri para painho e disse:

– Painho, hoje é meu aniversário. O que é que eu vou ganhar?
– Lá no fogão tem uma panela de feijão. Meio dia você pega um prato e encha de feijão e coma. É seu presente.

Confesso que na época morria de raiva. Mas hoje eu dou muita risada. É bom ter história pra contar.

Responder

celso

30 de outubro de 2010 às 22h29

Que texto mais alegre !!!

A pronúncia do ditado búlgaro é assim :

" …gládna mêtchka , urô ne igrae …"

Urô é um tipo de dança do folclore búlgaro.

Traduzindo ao pé da letra seria "um urso faminto não perder tempo dançando urô" pois estará levando a sério o fato de se alimentar.
Um similar ao nosso "com a fome não se brinca! "
Sei disso pois meus pais eram búlgaros.
Dilma 13 !

Responder

    ruypenalva

    30 de outubro de 2010 às 22h48

    E você estão se esquecendo que Serra é o amigo Urso.

    Amigo Urso (letra de memória)

    Amigo urso saudações polares
    Ao leres esta há de te lembrares
    Daquela grana que te emprestei (Paulo Preto)
    Quando estava bem de vida
    Nunca te cobrei
    Hoje está bem eu me acho em apuros
    Quero receber e pode ser sem juros
    Eis o motivo o qual te escrevi
    Agora quero dizê-lo como me lembrei de ti
    Conjeturando sobre a minha sorte
    Transportei meu pensamento ao Polo Norte
    E lá chegando por aquelas regiões
    Vagando só com minha condições
    Morto de fome, de frio, tão cansado
    Sem encontrar um só amigo ao meu lado
    Eis de repente vi surgir em minha frente
    Um grande urso apavorado me senti
    Ao vê-lo caminhando sobre o gelo
    Porque não dizê-lo
    Foi que me lembrei de ti
    Espero que mandes pelo portador
    Isso não é nenhum favor
    Estou cobrando o que é meu
    Sem mais queira aceitar um forte abraço
    Daquele que muito te favoreceu
    Eu não sou filho de judeu (o preconceito havia)
    Dê cá o meu!

ruypenalva

30 de outubro de 2010 às 22h28

Como não vou poder ir de Bulgária vou de Bavária com um sopa Búlgara chamada Sova com o Zé na Cova. Agora, Fátima, Rousseff me parece um étmo mais para os falares arábicos do que para os falares franceses. Outra retoquinho que queria fazer, é que gourmand é quem come muito, gosta de comer, já gourmet é o apreciador da boa comida. Fátima na Bahia também, isso de muito antigamente, era esmate de unha. Valeu Nossa Senhora de Fátima.

Responder

Joao Carlos

30 de outubro de 2010 às 22h26

Amanhã levo minha filha de cinco anos para votar comigo.
Ela já sabe que é o numero 1 e 3 depois é o verde confirma.
Quero que minha filha se lembre que ajudou a votar na primeira mulher presidente do Brasil.

Responder

    carmen silvia

    31 de outubro de 2010 às 14h37

    Lindo João Carlos,cê pode ter certeza,ela nunca vai esquecer e quando crescer vai contar pros amigos, que apesar de não ter idade pra votar, ela ajudou a eleger a primeira mulher presidente do Brasil.Quando criança,nas poucas oportunidade que tivemos para votar, meu pai me levava com ele e eu achava o máximo me sentia muito importante,meu pai já é falecido e essa sua atitude me trouxe de volta essa lembrança e fiquei emocionada.

Flávio

30 de outubro de 2010 às 22h12 Responder

Baixada Carioca

30 de outubro de 2010 às 22h04

Aqui em casa vai rolar linguiça de porco frita, pastéis, caldo de mocotó e cerveja. Não vou ver TV. Vamos acompanhar pela internet. Eu que não bebo, vou tomar uma cerveja inteirinha e sozinho. Se ficar bêbado, bebo bastante água, mas não abro mão de aloprar um pouco. Em homenagem aos milhares de blogueiros que ficaram na linha de frente dessa batalha com Dilma.

Responder

Luiz Hespanha

30 de outubro de 2010 às 22h01

Maravilhoso. Adorei o texto. Viva Dilma, Viva Lula, Viva "nóis"

Responder

Regi

30 de outubro de 2010 às 22h00

As mineiras, não os homens, entrarão para a história por terem feito a primeira mulher presidente do Brasil.
Carioca, mas as mineiras merecem esta marca histórica.
O que vale mesmo é eleger Dilma amanhã, presidente do Brasil.
Porque nós temos o poder.

Responder

sergio

30 de outubro de 2010 às 21h58

Belíssimo texto, amanhã derrotaremos a treva. Avante Dilma 13.

Responder

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