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Ex-futura ministra de Bolsonaro, Maitê protesta ao lado de comunista no Rio; humorista Madureira sai sob escolta de ato pró-Moro; vídeo
Reprodução tweeter
Política

Ex-futura ministra de Bolsonaro, Maitê protesta ao lado de comunista no Rio; humorista Madureira sai sob escolta de ato pró-Moro; vídeo


25/08/2019 - 19h06

Da Redação

A ex-futura ministra do governo Jair Bolsonaro para o Meio Ambiente, a atriz Maitê Proença, apareceu hoje em manifestação pró-Amazônia no Rio de Janeiro, ao lado da deputada federal comunista Jandira Feghalli (PCdoB), do deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) e de Caetano Veloso. Também estavam no protesto a atriz Sonia Braga, o rapper Criolo e a ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva.

Maitê foi casada com o empresário Paulo Marinho, que em depoimento admitiu que mensagens pró-Bolsonaro foram disparadas a partir da casa dele durante a campanha de 2018, inclusive fake news.

Por causa da proximidade com o círculo mais íntimo do presidente da República, Maitê chegou a ser cogitada para o ministério.

À época, ela disse:

A ideia é tirar o viés ideológico a que o setor ambiental ficou associado. Trazer um nome que possa abrir as portas que se fecham para os ecologistas. Um nome ligado às causas ambientais, mas que circule nos diversos meios de forma isenta. E que possa colocar a pasta acima de picuinhas políticas. Concordo com tudo. Mas o meu nome é apenas uma ideia.

Desde que assumiu o poder, no entanto, Bolsonaro tratou de introduzir o “viés ideológico” na questão ambiental, escolhendo um ministro do Meio Ambiente que atua em defesa do agronegócio, enfraquecendo as fiscalizações do Ibama e da Funai e contestando dados do desmatamento fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), terminando por demitir o diretor do órgão.

Na manifestação, Maitê evitou fazer críticas diretas a Bolsonaro, mas logo atrás dela um dos cartazes dizia que se a Amazônia é o pulmão do mundo, “Bolsonaro é o intestino grosso”.

No passado, a atriz fez críticas ácidas à então presidenta Dilma Rousseff: ‘‘Não sei quem ela é. Quando é forçada a se apresentar, não acredito em uma palavra do que está sendo dito. Vejo um corpo sem alma a repetir uma ladainha que não me convence’’, afirmou em entrevista à IstoÉ.

Também no Rio, o humorista Marcelo Madureira foi expulso de uma manifestação organizada pelo movimento Vem Pra Rua pelo veto total de Bolsonaro à lei do abuso de autoridade aprovada pelo Congresso.

Ele recebeu xingamentos e saiu do encontro escoltado pela Polícia Militar.

O discurso de Madureira foi interrompido depois que ele afirmou: “Não tenho medo de vaias. Votei no Bolsonaro e vou criticar todas as vezes que for necessário. Como justificar uma aliança do Jair Bolsonaro com o Gilmar Mendes para acabar com a Operação Lava Jato? É isso que está acontecendo”.

As manifestações da extrema-direita, que incluiram palavras de ordem contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, atrairam pouca gente.

“Retumbante fracasso do Dia do Moro contra a Lei de Abuso de Autoridade, contra o STF, o Lula, a Vazajato. Patético o esforço da Globo de listar número de cidades com atos e dar fotos de baixo pra cima tentando mostrar mais público. Jornalismo de ilusão”, observou no tweeter a deputada Gleisi Hoffmann, presidenta do PT.

Juliano Medeiros, que dirige o Psol, foi na mesma linha: “Fracasso total! Atos do bolsonarismo em defesa das queimadas, pelo fechamento do STF e a favor do abuso de autoridade é um fiasco nacional. A extrema-direita cansou das ruas. Agora é nossa vez de ocupá-las!”

 

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



9 comentários

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Zé Maria

26 de agosto de 2019 às 13h26

https://theintercept.imgix.net/wp-uploads/sites/1/2019/08/outdoor-lj-1566577404.jpg

17ª Fase da #VazaJato

Áudios:
Corregedor-geral do MPF acobertou confissão de
procurador da Lava Jato que pagou por outdoor ilegal

Oswaldo Barbosa abafou caso depois que
Deltan Dallagnol atuou para proteger o procurador
Diogo Castor de Mattos.

O procurador Diogo Castor de Mattos confessou
ao corregedor-geral do Ministério Público Federal [Oswaldo Barbosa]
que pagou por um outdoor para promover a Lava Jato.
A peça, instalada em março ao lado do aeroporto
de Curitiba, era ilegal.

Oswaldo Barbosa deu o caso por encerrado
sem investigação formal – e omitiu a confissão
ao Conselho Nacional do Ministério Público, o CNMP,
que também poderia punir o procurador.

Oswaldo Barbosa entrou em contato com Dallagnol
pelo Telegram para perguntar sobre o outdoor.

“O outdoor existe, mas não sabemos quem o colocou ou pagou.
Como imaginou corretamente, jamais faríamos isso…
seria caso de internação, não de corregedoria rs”, respondeu o chefe da força-tarefa.

No dia seguinte, o corregedor voltou a questionar Dallagnol.
Desta vez, sugeriu que os procuradores tentassem remover a peça da rua – embora já se mostrasse
convicto de que não haveria envolvimento
de membros da força-tarefa no episódio.

28 de março de 2019 – Chat privado

Oswaldo Barbosa – 11:44:56 – Deltan, verifique quem colocou este outdoor sem autorização no órgão de fiscalização, pois está repercutindo muito, inclusive no CNMP…

Deltan Dallagnol – 12:26:29 – Oi Oswaldo, agradeço a preocupação, mas tenho dúvidas sobre nossa atribuição para apurar isso porque não é ato ilícito sob prisma civil ou criminal. Se fizermos algo, seria questionável. Mesmo se descobríssemos quem fez, não sei o que poderíamos fazer com a informação, por não ser nada ilegal em princípio. Parece-me que o adequado a nós é simplesmente esclarecer que não é nosso ou do nosso conhecimento a quem questionar. Creio que o Estadão já perguntou até. Fique à vontade aí para buscar a informação. Acredito que há atribuição correcional se houver notícia pública de que fomos nós, e parece que há. Se houver a apuração, seria importante tornar público o resultado, porque desmentiria a falsa acusação lançada por blogs. Abraços

Barbosa – 12:58:47 – Tenho certeza que não foram vocês! O sentido da minha intervenção foi no sentido de eventualmente vocês conseguirem retirar o outdoor da rua…
Barbosa – 13:06:47 – Mas se não conseguirem…tudo bem!

Dallagnol e o corregedor voltaram a se falar pelo Telegram na semana seguinte.
Mas aí o tom da conversa foi outro.
Segundo as mensagens analisadas pelo Intercept,
naquele momento Barbosa foi informado de que
Castor de Mattos confessara ser responsável pelo outdoor.

No início da noite de 5 de abril, o coordenador da força-tarefa
comunicou aos colegas, no grupo Filhos do Januário 4,
o conteúdo de um ofício que havia enviado a Barbosa relatando a confissão de Castor de Mattos e o seu tratamento de saúde.

“Senhor Corregedor, Cumprimentando-o, dirijo-me a V. Exa. para informar, em nome dos colegas que integram a força-tarefa da operação Lava Jato, que o procurador Diogo Castor de Mattos, afastado nesta data por razão psiquiátrica, comunicou aos procuradores que custeou com recursos próprios, por iniciativa de um amigo do seu relacionamento particular, a publicação de outdoor com imagem e mensagem de reconhecimento dos trabalhos da Lava Jato, nesta cidade, em março deste ano. O referido procurador informou ainda que encaminhou ofício a V. Exa., nesta data, solicitando audiência para reportar voluntariamente o fato a essa Corregedoria. Temos conhecimento ainda de que o referido procurador vem se submetendo a tratamento psiquiátrico desde dezembro de 2018 e, nesta data, afastou-se dos trabalhos por determinação médica. O procurador Diogo Castor de Mattos, também, pediu formalmente o afastamento definitivo dos trabalhos da Lava Jato, fundamentando seu afastamento em quadro de estafa de caráter físico, emocional e intelectual (ofício 2706/2019-PRPR/FT – PRPR00023953/2019). Nesta mesma data, foi solicitado seu afastamento à Exma. Procuradora-Geral da República. Estamos reportando essa situação a V. Exa. assim que tomado conhecimento do fato, colocando-nos à disposição para qualquer esclarecimento complementar. Certos de sua atenção, renovamos protestos de elevada estima e distinta consideração.”

Minutos depois, Dallagnol avisou o próprio corregedor, em chat privado, que encaminhara o ofício.
“Caro Oswaldo, obrigado por sua atenção, mais uma vez.
Fiz o ofício, confidencial, cadastrando apenas nós dois”.

Barbosa respondeu em seguida:
“Grato. Despacharei na segunda, abraços”.

Ou seja: na iminência de ser investigado e afastado,
Castor de Mattos apresentou um atestado médico,
datado do dia anterior, para formalizar sua saída da Lava Jato.
O documento, assinado por um médico de Curitiba,
recomendava o afastamento do procurador por 30 dias.

O teor do ofício foi explicado por Dallagnol minutos depois no mesmo grupo, em que estavam procuradores da Lava Jato.

Dallagnol disse aos colegas que a corregedoria
estaria disposta a suspender duas investigações
que envolviam Castor de Mattos no CNMP.
O atestado médico abafaria os casos.
[…]
A principal preocupação dos procuradores era com a imagem da força-tarefa.
“Se fosse só tratamento de saúde ele continuaria na FT.
Temos que proteger a operação tb, não apenas ele.
Sei que a situação é delicada, mas quando o fato
se tornar público, estaremos no sal”, comentou
a procuradora Jerusa Viecili no mesmo grupo.

Em seguida, os membros da força-tarefa começaram
a discutir uma nota que seria enviada para a imprensa
se o caso se tornasse público.
Nela, a Lava Jato afirma que o corregedor tomaria
as providências cabíveis
– apesar de já ter sido acordado que nada aconteceria.

íntegra da reportagem, inclusive com os Áudios, em:

https://theintercept.com/2019/08/26/lava-jato-procurador-audios-outdoor/

Responder

João

26 de agosto de 2019 às 08h50

Bolsonaro, “um homem de palavra”

Os bolsominions estão putos porque, segundo eles, a esquerda brasileira não é nacionalista e não protesta contra a interferência de Macron nos nossos assuntos internos (queimadas na floresta amazônica).

Ainda segundo eles, Bolsonaro é um verdadeiro nacionalista por não aceitar intromissão de “quem quer que seja”. Nesse caso, a esquerda é quem seria entreguista.

Eu diria que Bolsonaro é um “sujeito de palavra” por ter entregue aos Estados Unidos toda a amazônia brasileira, todinha, e não querer voltar atrás nem com a porra. Daí o ódio ao Macron.

Veja neste vídeo a única declaração de soberania proferida pelo nosso miliciano, hoje presidente, antes do desaparecimento do Queiroz.

https://youtu.be/zLIHAfMdT2Q

Se é para entregar, eu prefiro entregar aos europeus. Eles são um pouquinho mais civilizados.

Responder

Zé Maria

26 de agosto de 2019 às 00h38

E a gente pensava que o Recruta Zero
era o Mito imbecil.

Dá só uma olhada na foto aí embaixo …

Responder

Zé Maria

26 de agosto de 2019 às 00h33

https://twitter.com/SF_Moro/status/1165636060363350017
“Há mil anos atrás, mas orgulho de ter dado pequena contribuição. Feliz dia do soldado”,
tuitou Moro, com a foto
https://pbs.twimg.com/media/EC0rzpCWkAAK5ly?format=jpg

https://twitter.com/revistaforum/status/1165641321073324033

Responder

Ivan Monte

25 de agosto de 2019 às 21h39

Essa megera ao lado de pessoas da esquerda lutando contra as atrocidades do Bolsonaro, chega a ser cômico, patético…

Responder

ramon

25 de agosto de 2019 às 21h09

Essa ao menos se arrependeu e a deplorável Regina Duarte, uma fazendeira facista e sonegadora de IPTU, defensora intransigente do Bozo.

Responder

Guga Batista

25 de agosto de 2019 às 20h54

Ou a Maitê Proença mudou o conceito ideológico ou o que está acontecendo com essa atriz ex globo de extrema direita?

Responder

    Eugenio

    26 de agosto de 2019 às 14h01

    O que ela tem, meu caro? pose. Apenas posa de preocupada com meio ambiente. Ela, que recebe pensão do pai, por se tratar de pessoa solteira e sem posses. Ela que vitupera contra programas sociais, resolveu que aparecer como paladina do meio ambiente, pode render algum holofote para sua vetusta figura.


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