EUA atacam a Venezuela; vídeos

Tempo de leitura: 2 min

Por Telesur

A República Bolivariana da Venezuela emitiu um comunicado oficial neste sábado (3) rejeitando “a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território venezuelano e seu povo”.

O comunicado detalha que os ataques afetaram “locais civis e militares na cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira”.

O governo venezuelano enfatiza que “este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força”. Além disso, alerta que “tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas”.

Segundo o comunicado, o objetivo da agressão é a apropriação dos recursos estratégicos da Venezuela.

“O objetivo deste ataque não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política da nação. Eles não terão sucesso”, afirma o texto. A Venezuela reafirma sua independência, lembrando que “Desde 1811, a Venezuela enfrentou e derrotou impérios”, evocando a proclamação do presidente Cipriano Castro em 1902: “‘O pé insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria’”.

O Governo Bolivariano instou a população a mobilizar-se, declarando que “o povo da Venezuela e suas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, em perfeita unidade popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”. Simultaneamente, a diplomacia venezuelana apresentará “as queixas correspondentes ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao Movimento Não Alinhado, exigindo condenação e responsabilização do governo dos EUA”.

O presidente Nicolás Maduro acionou “todos os planos de defesa nacional” e ordenou “a implementação do Decreto que declara estado de perturbação externa em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e a transição imediata para a luta armada”. Foi ordenado o imediato destacamento do Comando de Defesa Integral da Nação.

De acordo com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela “reserva-se o direito de exercer legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência”. Por fim, a declaração apela à solidariedade internacional, citando o Comandante Hugo Chávez Frías: “Diante de quaisquer novas dificuldades, por maiores que sejam, a resposta de todos os patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.

A declaração foi emitida em Caracas em 3 de janeiro de 2025.

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Os eventos estão se desenrolando em um contexto de crescentes ameaças de Washington, incluindo o destacamento militar dos EUA no Caribe e o bloqueio naval contra a Venezuela anunciado pelo governo Trump em 16 de dezembro.

A operação militar dos EUA no Caribe, iniciada em agosto, inclui destróieres, um submarino nuclear, o porta-aviões USS Gerald R. Ford e mais de 4.000 soldados. O governo venezuelano considera esse destacamento militar uma violação do direito internacional.

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Comentários

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Zé Maria

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
criticou neste sábado (3) o ataque dos
estados unidos DA américa [eua] à Venezuela
e disse que a situação tem impacto direto
no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.

“Nada justifica conflitos terminarem em
bombardeio.
Guerra mata civis, destrói serviços de saúde,
impede o cuidado às pessoas.
Quando acontece em um país vizinho, o impacto
é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde.
O Ministério da Saúde e o SUS Roraima já absorvem
impactos da situação da Venezuela”, escreveu Padilha
numa rede social. (*)

Ele afirma que, desde o início das operações militares
norte-americanas no entorno do país vizinho, o governo
brasileiro tem preparado suas equipes de saúde para
reduzir, ao máximo, os impactos do conflito na saúde
e no SUS brasileiro.

“Que venha a PAZ!
Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar
ser cuidado, em solo brasileiro”, disse.

O ministro criticou a suspensão, por parte dos eua, do apoio ao financiamento da Operação Acolhida, criada pelo governo brasileiro para acolher imigrantes
venezuelanos que entram por Roraima.

“O Ministério da Saúde, desde então, ampliou investimentos
e profissionais na cidade e na área indígena, via
a nossa Agência do SUS”, relatou o ministro.

Ele foi o primeiro ministro brasileiro a se manifestar
sobre o bombardeio que os estados unidos fizeram na madrugada deste sábado (3) à Venezuela. [Valor].

(*)
https://x.com/padilhando/status/2007409271126757775
https://x.com/padilhando/status/2007409274503475600
https://x.com/padilhando/status/2007409278534000936

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Zé Maria

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.
“Petróleo é a ‘droga’ que levou Trump
a bombardear a Venezuela”
(Jornalista Leonardo Sakamoto, no UOL)
.
.
“Vamos fazer com que nossas gigantescas companhias
petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo,
entrem em cena, e comecem a gerar lucro [SIC] para o país” [*].

Donald Trump
PreZidenti dos EUA

[*] Todos sabemos a qual “país” Trump se refere.
.
.

Zé Maria

Destacamento Militar dos EUA, conhecido
como “US Organização Criminosa Armada”.

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