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Sader: Quanto vale a palavra de torturadores?


18/11/2010 - 10h09

17/11/2010

por Emir Sader, no seu blog em Carta Maior

O Superior Tribunal Militar abriu o processo da Presidenta eleita, Dilma Rousseff, que um órgão da imprensa – aquele cuja executiva disse que a mídia é o partido político da oposição – buscava afoitamente na reta final da campanha eleitoral.

O que teremos nesse processo? A versão que os torturadores davam das suas vítimas, dos torturados. Essa mesma imprensa que reclamava, com razão, da censura, vai agora acreditar no que os verdugos diziam do crime monstruoso da tortura, que praticavam? E do comportamento das vitimas indefesas desse crime hediondo?

É como se levassem a sério o que os censores devem ter escrito sobre as publicações que censuravam e os jornalistas. Nós nunca os tomaríamos a sério, utilizamos os documentos da censura para denunciar ainda mais o obscurantismo da ditadura.

O processo tem que ser mais um instrumento de denúncia da tortura – crime imprescritível – e não instrumento de manipulação política justo do jornal que emprestou carros para que a órgãos da ditadura, disfarçados de jornalistas, cometessem suas atrocidades. O mesmo órgão que considerou que não tivemos uma ditadura, mas uma “ditabranda”.

O processo é um testemunho dos agentes do terror, daqueles que assaltaram pela força o Estado, destruíram a democracia e se apropriaram dos bens públicos para transformá-los em instrumentos dos crimes hediondos que cometeram – em nome da “democracia”.

Nas mãos de democratas, se transformará em mais uma prova da brutalidade dos crimes cometidos pela ditadura militar contra seus opositores. Nas mãos dos que foram complacentes e se beneficiaram da ditadura, será instrumento político torpe. A mídia que acreditar no que diziam os torturadores, será conivente com eles, ao invés de denunciar os crimes que eles cometeram.

Para os que se sujaram com a ditadura é insuportável que houve gente que se comportou com heroismo e dignidade. Querem enlamear a todos, porque se houve tanta gente que resistiu à ditadura, mesmo em condições limites, havia alternativa que não a conciliação e a conivência com a ditadura.





125 comentários

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Joao

20 de novembro de 2010 às 14h31

Quanto vale a palavra de Torturadores??? Pra vcs que pregam moral de cuecas não valem nada !!!!
Mas, as palavras de sequestradores pra vcs valem muito pelo jeito!!! Sequestro de dois enbaixadores , e outros, desses valem muito, que sequer discutem…
Uai, sequestro e carcere privado não é uma forma de tortura??????
Se seguir a mesma linha que vcs estão tendo nao lenvariam em conta a palavras dessaspessoas também…Ah mas eles sequestraram para lutar por democracia….Um ato ilegal justifica um legal??? So podem estar de brinadeira…

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    Brasil

    21 de julho de 2011 às 02h44

    Certo. Que bom João, que alguns, como meu pai, lutaram ( e sentiram na pele) para que hoje você postasse comentários aqui sobre o que quisesse. Que Bom! Como já disse Voltaire: "Não concordo com uma só palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las"

Fernando Branquinho

20 de novembro de 2010 às 05h49

Hora de Comissão da Verdade. Quem procura saber o que os torturadores achavam das suas vítimas, teria a obrigação de buscar a verdade sobre esses criminosos que, sob o manto irregular de uma lei de anistia que deixou impunes crimes contra a humanidade, estão por aí livres e soltos. Claro, se a grande mídia não tivesse participado ao lado destes nas atrocidades do regime.

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Luca K

19 de novembro de 2010 às 19h44

Emir Sader levanta uma questão importante; "quanto vale a palavra de torturadores?" Mas poderia ter feito ainda melhor se tivesse incluido tb a pergunta; qual a validade de depoimentos obtidos via tortura? Pouca coisa. Obviamente q por vezes a tortura obtem informações corretas. Muito frequentemente no entanto, tortura produz informação não confiável, falsa. O torturado, para fazer cessar sua agonia, diz qualquer coisa. Importante perceber q pode até não haver tortura física, técnicas como ameaças, privação do sono e outras são muito eficientes. Vejam esse caso(em ingles) nos EUA, aonde a policia obteve a falsa confissão de 4 homens num caso de estupro seguido de morte, através de privação do sono, ameaças de pena de morte, etc. http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/the-confe
Aliás, os americanos – e os ingleses tb – são experientes torturadores, Bagran, Abu Ghraib, extraordinary rendition, treinamento de torturadores na América Latina e Ásia, nada disso é coincidência. Volta na linha do tempo várias décadas pelo menos até a segunda metade dos anos 1940, qdo ingleses e norte-americanos obtiveram "confissões" de homens da SS como Rudolf Höss, através tanto de tortura física quanto psicológica.
Em suma, depoimentos, mesmo confissões obtidas via tortura tem pouca validade como inteligencia e nenhuma em julgamentos em países q respeitam o estado de direito.

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bene

19 de novembro de 2010 às 18h12

Pois é, se a Folha quer tanto fuçar o processo espúrio da ditadura contra a Dilma, porque não abrir um processo, como sugerem alguns dos comentaristas dessa matéria, contra as pessoas e empresas que colaboraram com a ditadura?

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Rafael

19 de novembro de 2010 às 18h08

Por que a folha não tem o mesmo afinco em mostrar o passado do serra?
Divulgar qualquer documento, ou fazer acusacões contra qualquer um que seja baseado em documento obtidos ou criados por torturadores, por pessoas que destruiram a democracia na época é legitimar a ditadura. É assinar em baixo de todos os atos que a ditadura cometeu. Por isso a abertura desses documentos não tem sentido. Obter documentos criados por torturadores e ditadores e usá-los como se fossem legítimos é simplesmente aceitar a ditadura como algo normal, como se fosse autêntica esse período da nossa história. É uma afronta tão desprezível quanto o próprio golpe militar. Não podemos nos esquecer que todas as informações obtidas pelos ditadores e torturadores eram para seus interesses, eram para servir ao porpósito da ditadura. Considerá-las verdadeiras, acredito eu, é pior até que as torturas executas contra pessoas que honradamente lutaram por democracia. Temos é que processar todos envolvidos, vivo ou morto, em tortura e no golpe militar.

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rodolfo

19 de novembro de 2010 às 17h09

Defender a censura do passado é horrendo. Mas defendê-la no presente, como faz Emir, o ideólogo do neoautoritarismo brasileiro, é monstruoso. O passado é para ser conhecido e compreendido à luz do presente. Não é para ser filtrado pela burocracia orweliana em seus esforços de construção de falsos mitos.

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    Rafael

    19 de novembro de 2010 às 20h31

    Com certeza o passado tem que ser conhecido, mas fazer isso considerando o ponto de vista de torturadores e ditadores é aceitar mentira como fato verdadeiro, como fato histórico. Não há credibilidade em qualquer documento feito pelos militares. Todos documentos tinham objetivo perseguir qualquer um que lutasse por democracia. O que a Folha está fazendo, sem dúvida, não é esclarecer fatos da nossa história, mas sim caluniar.

    rodolfo

    23 de novembro de 2010 às 13h39

    Sim, Rafael, considerar estes depoimentos como verdade é aceitar mentira como fato. Mas não é como verdade que eles devem ser considerados. Eles são um testemunho, um documento, que deve ser avaliado como qualquer documento: tendo em vista quem o produziu, em quais circunstâncias e com quais objetivos.

    Bruno

    20 de novembro de 2010 às 04h03

    Então me diga por que a Folha não faz esse esforço para abrir TODOS os arquivos da ditadura?
    Aí sim eu concordaria que seria o resgate do passado e que estariam contribuíndo para a história do país.
    Mas a intenção deles é simplesmente fazer jogo político, não se faça de ingênuo.
    E Orweliano é o PIG! Que tentou construir o mito do Serra, mas fracassou.
    Engraçado chamar nós progressistas de 'neoautoritaristas'. Pra mim vc tá praticando o doublespeak…

    rodolfo

    23 de novembro de 2010 às 13h48

    Oi Bruno, é "duplipensar", não "duplifalar" (o que dá mais ou menos no mesmo, na verdade). Não posso responder pela Folha, até porque moro no Rio e não leio o jornal todo dia. A matéria que li sobre o assunto me pareceu bastante equilibrada, ao contrário, por exemplo, da matéria do Globo, esta sim desfavorável à Dilma. Quanto ao Serra, não vi qualquer tentativa de construção de mito. Como não vejo o porque do termo PIG. Desconheço qualquer veículo de imprensa que tenha defendido um golpe no período pós-abertura (88 pra cá). O que eu vi foram denúncias de corrupção e desperdício de dinheiro público. Se isso é golpe, bem, não seria o momento de reconduzir o Collor à presidência? Onde estavam os petistas para reclamar de golpe naquela ocasião?

Ramiro

19 de novembro de 2010 às 16h28

Palavra de torturador não vale nada, são criminosos. Tortura é um crime hediondo, não passível de prescrição.
Processo penal e cadeia para quem tortura em nome do Estado!
Palavra tem o povo brasileiro, que debaixo de uma criminosa campanha baseada em calúnias e todo tipo de crimes contra a honra da cidadã Dilma Rousseff , não hesitaram em a eleger – e belissimamente! – para ser a nossa Presidente!
Viva Dilma Rousseff e sua corajosa luta pela democracia e a liberdade!
Estaremos ao lado dela a cada dia de seu governo. Não vamos admitir desrespeito à nossa Presidente!
Temos direito de ter orgulho dos caminhos que nosso povo elege, temos direito a um ambiente político decente onde o povo unido possa somar esforços para desenvolver o país em todos os sentidos.
Temos orgulho da biografia da nossa Presidente eleita e do nosso Presidente em exercício. A Folha que voe.Que espalhe bem tudo o que consta desse processo. Queremos que o Brasil inteirinho saiba que temos uma Presidente eleita à altura de seu povo! E que o Presidente Lula, que ora termina o seu mandato, honrou-o do começo ao fim.

Responder

    rodolfo

    19 de novembro de 2010 às 18h16

    Palavra de torturador vale sim. Não como verdade, mas como documento. E para conhecer a verdade é preciso tirar os documentos do porões. Quanto à biografia de Lula – e para horror dos obscurantistas – ela registrará o apoio as ditaduras do Irã e de Cuba. Registrará as alianças com Collor e Sarney. A defesa de Renan Calheiros. Sinceramente: você gostaria de ter estes fatos em sua biografia?

    Rafael

    19 de novembro de 2010 às 21h26

    Santa ingenuidade. Os eua tem relações quase íntimas com Arábia Saudita e ninguém fala nada por quê?
    Pelo mesmo raciocínio Brasil e qualquer país que se diga democrático não pode ter relação alguma com a China.
    Os eua apoiam ditadores desde que satisfaçam seus interesses, e aí o que dizer sobre isso? As ditaduras na américa do sul todas foram com aval dos eua, e pior arquitetadas pelos eua e o que você vai dizer sobre isso?
    E diga uma coisa se palavra de torturador não vale como verdadeira, vale para que então?

    rodolfo

    23 de novembro de 2010 às 14h01

    Os EUA são hipócritas também, você tem toda razão. E na minha opinião, de fato nenhum país democrático deveria ter relações com a China. É uma ditadura abjeta, como a Iraniana, a Cubana, a brasileira ou qualquer ditadura. Mas o que é bom para os EUA não é necessariamente bom para o Brasil. A hipocrisia deles não justifica a nossa. Além disso, se lá a maioria respalda a política externa, pelo menos há uma minoria que grita contra. Já no Brasil, qualquer protesto é imediatamente taxado de neoliberal, entreguista, golpista, direitista, etc.

    Aline

    19 de novembro de 2010 às 22h52

    Palavra de torturador não vale nada. Confissões obtidas sobre tortura também não.
    Ditadura também não vale nada. E viva Dilma Rousseff e o Presidente Lula!

Marat

19 de novembro de 2010 às 10h33

Azenha, agora que os arquivos foram abertos, Dilma foi comparada à Joana D´arc… a memória de Joana D´arcm portanto, será conspurcada pelo PIG – rsrsrsrs
Outra coisa que deve ter deixado o PIG louco foi a menção de pessoa com inteligência acima da média – rsrsrs – o pessoal do PIG, cujo QI em raros casos ultrapassa 72, deve estar se remoendo de inveja!

Responder

Thomaz Magalhães

19 de novembro de 2010 às 09h31

Palavra de torturador vale o mesmo que palavra de terrorista.

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    paulo gimenes

    19 de novembro de 2010 às 13h29

    Vale não. Torturador é um ser ruim, as vezes demente, mas quase sempre de carater duvidoso, cruel, um bicho. Deve ser banido da sociedade. Guerrilheiro é aquele que faz opção por um tipo de guerra, para defender váras causas.

    Paulo

    19 de novembro de 2010 às 14h58

    Me parece lamentável que se compare as ações dos militantes que lutavam contra a ditadura com a repressão estatal. Havia todo um aparelho estatal, fortemente armado, cruel e perverso, todo um exército, marinha, aeronáutica para combater… jovens que não aceitavam a ditadura militar brasileira. Estudantes! Pessoas que tinham a opção de não fazer nada, se omitir (e muitos o fizeram) ou de lutar contra a ditadura. Com a repressão aumentando, só restava responder com a luta armada. Diferente de hoje, na democracia, quando os partidos comunistas (sim, os comunistas!) existem e disputam suas idéias livremente. Só pra lembrar: ser comunista não é crime. Acreditar que toda a humanidade deve usufruir dos produtos de seu trabalho não é crime. Perseguir, calar as diferenças com tortura e assassinato, isso sim, é crime.

    Ⓐnti

    19 de novembro de 2010 às 15h36

    De novo? Vai reciclar teu discurso, faz bem…

    Aline Nogueira

    19 de novembro de 2010 às 16h03

    Há mesmo uma gradação. Por exemplo, palavra de quem defende torturador vale coisa nenhuma.

Bernardo Felsenfeld

19 de novembro de 2010 às 07h05

A disputa eleitoral onde o candidato derrotado não teve uma atitude republicana aflorou no seio da sociedade o que há de mais deplorável: o não respeito ao semelhante levado às suas instâncias.
Devemos respeitar as diferenças, os contrastes. Comece assistindo a esse vídeo: http://bernardoalerta.blogspot.com/2010/11/contra

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De Paula

19 de novembro de 2010 às 07h04

De certa forma, a decisão do STM de abrir os seus arquivos para a Folha bisbilhotar o processo Dilma, abriu também os arquivos da ditadura tirando-lhe seu caráter sigiloso, (mais prá sigilento). Lá estão, na íntegra, processos como o do Capitão Lamarca, do Wlado, do Fiel Filho, do Riocentro, do Marighela, e outros mais.

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SôniaG.

19 de novembro de 2010 às 00h11

Para quem não viu, os documentários "Perdão, Mister Fiel", de Jorge Oliveira, 2009 (5ªMostra Cinema e Direitos Humanos na a.do Sul- da Secretaria de Direitos Humanos-Gov.Fed.-em várias capitais ) e "Vlado, 30 anos depois" de João Batista de Andrade, são bastante elucidativos, inclusive pelo depoimento de um ex-militar do DOI-Codi, que relata a barbárie e dá nomes aos bois, no primeiro. http://www.cinedireitoshumanos.org.br

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flavio marcio

18 de novembro de 2010 às 23h10

O fascismo in natura.
Na macabra experiência que presenciei, fico pensando de que lado ficariam os donos deste jornal e os ogros da nefanda ditadura quando ouvi o grito : – Pegaram o tarado http://www.youtube.com/watch?v=6q7bHktD8Qk
Frente aos neofas, que se levantem os neopartisans!

Responder

Taques

18 de novembro de 2010 às 22h54

"Quanto vale a palavra de torturadores?"

Vale o mesmo que a palavra de terroristas, ou seja, nada.

Responder

    Luís Alberto Furtado

    18 de novembro de 2010 às 23h35

    O que é terrorista em vosso conceito, mestre?

    Exilado

    19 de novembro de 2010 às 07h21

    "terroristas foram os que estabeleceram um Estado de terror e com o uso da força bruta dominaram nosso país nos deixando uma herança terrível de intolerância, uma polícia militar e, por vezes, civil violentas que não respeitam os cidadãos e tratam a todos como suspeitos. Uma herança maldita de décadas de atraso promovido pelo medo das pessoas debaterem, questionarem o regime e ser presas, torturadas ou desaparecerem. http://mariafro.com.br/wordpress/?p=19011 "
    A América do Norte é um pais terrorista, pois se utiliza de sua força bruta para dominar e calar a voz dos outros"
    Os americanos do norte, que apoiam este regime, TODOS eles são terroristas.

    Taques

    19 de novembro de 2010 às 17h05

    Terrorista é aquele(a) que faz uso sistemático da violência (atentados, sequestros, destruições, assaltos …) para fins políticos, tendo como objetivo final a tomada do poder após a desorganização da sociedade existente.

    Luís Alberto Furtado

    19 de novembro de 2010 às 00h33

    Você sabe o que é terrorista? Tem certeza?
    Maria Frô

    terroristas foram os que estabeleceram um Estado de terror e com o uso da força bruta dominaram nosso país nos deixando uma herança terrível de intolerância, uma polícia militar e, por vezes, civil violentas que não respeitam os cidadãos e tratam a todos como suspeitos. Uma herança maldita de décadas de atraso promovido pelo medo das pessoas debaterem, questionarem o regime e ser presas, torturadas ou desaparecerem.
    http://mariafro.com.br/wordpress/?p=19011

    Hoje, cada um faz o que quer com a palavra “terrorismo” – Glenn Greenwald, Salon http://mariafro.com.br/wordpress/?p=17903

    Taiguara

    19 de novembro de 2010 às 21h24

    Espero não me arrepender por acreditar não existir a figura da "DILMINHA PAZ E AMOR". Quero ver os torturadores em fila indiana rumo à prisão. Vingança, conservada à frio, é prato que se aprecia em "chapa quente".

Cristiano

18 de novembro de 2010 às 22h48

Não entendo essa histeria toda… Parece que todos já adivinharam a forma como a Folha abordará o assunto! Não dá pelo menos para esperar as reportagens e artigos? O arquivo é um documento histórico de interesse público! É incrível o número de pessoas que prefere desconhecer a história!!! Em nenhum momento a Folha afirmou que os documentos relatam a verdade, qualquer idiota sabe que é apenas a versão dos ditadores!

Como é que se pode preferir que documentos históricos fiquem permanentemente ocultos???

Responder

    Ane

    19 de novembro de 2010 às 00h59

    Cristiano,

    Esse tipo de documento não é de interesse público. Fere o direito do preso político à privacidade sobre o seu processo.
    Não me interessa saber o conteúdo dessa documentação.
    Por sinal, quando estudante, tive acesso a fichas de "subversivos" presos em São Paulo, durante a era Vargas. Esse acervo encontra-se no Arquivo do Estado. Por decisão judicial, esses documentos deixaram de ser para livre consulta.
    Eram fichas de pessoas comuns, das quais nunca ouvi falar. Os principais motivos para a detenção dos subversivos: ser estrangeiro; participar de organizações civis de qualquer tipo; ser amigo de fulano ou beltrano (também com ficha no DEOPS); freqüentar determinada igreja (da religião não oficial); possuir livros "subversivos" (qualquer coisa que falasse nos direitos do trabalhador. Karl Marx dava cana garantida); imprimir ou distribuir panfletos "subversivos" (direito à greve, reivindicação salarial, jornada de trabalho justa, enfim, toda essa sorte de injúrias à nação brasileira).
    O que nenhuma dessas fichas relata, é a forma como essas pessoas foram tratadas. Os subversivos considerados mais perigosos, chegaram a ser deportados.
    Os depoimentos dos "subversivos" podiam ser coerentes e plausíveis, mas nunca eram suficientes para sua soltura.
    Cheguei a ver uma ficha de um pobre infeliz, que pelo relato dos fatos pela própria polícia, ficou bêbado e provocou uma briga. Mas como era estrangeiro e operário (desempregado), bingo! Só podia ser subversivo!
    Estou falando de pessoas simples, escolhidas aleatoriamente, para uma pesquisa sobre o período. Que era outro.
    Portanto, consigo facilmente imaginar o tipo de coisas escrita por um regime bárbaro, na ficha de uma pessoa que devia ter algum significado organizacional, e foi barbaramente torturada.
    Acreditar que essa ficha irá revelar algo sobre a vida pregressa da Presidente eleita é no mínimo, ingenuidade. Acreditar que a Folha irá tratar o material como base para uma reportagem isenta, é burrice.
    Pode até ser que com a eleição perdida, eles tentem puxar o saco da Dilma, mas acho muito improvável.
    Mas de um jeito ou de outro, isento esse jornaleco nunca foi.

    Exilado

    19 de novembro de 2010 às 07h26

    Histeria? Ora, ora.
    Vou te contar um fato: "no exorcismo, o exorcista não DEVE, em nenhuma hipótese, conversar com o demônio que possui a vítima, sob pena de, por não ter o conhecimento que o demônio tem, ser enganado por este ser, inteligente por natureza e maligno também por natureza" Estamos exorcizando os demônios que tomaram o corpo de nossa imprensa, e a boa regra é nos antecipar a sua ferocidade, ódio, mentira e hipocrisia. E, EM NENHUMA hipótese, conversar com o demônio, pois este é mentiroso DESDE toda a eternidade!

    rodolfo

    19 de novembro de 2010 às 18h01

    Ufa, isso aí Cristiano. Acho que, no fundo, esta histeria reflete o pensamento profundamente autoritário e obscurantista do autor deste artigo. É gente que acredita que a opinião pública deve ser permanentemente tutelada por um burocrata esclarecido. Não acreditam em liberdade de opinião, não acreditam que as pessoas possam colocar fatos e versões em perspectiva. Não! É preciso criminalizar e extirpar a diferença, como fizeram ditadores mundo afora – inclusive os ditadores brasileiros. Quanto à história, bem, nesta visão, ela é mera matéria-prima para distorções e mistificações vazias. Para eles, Dilma não pode ser apenas uma pessoa, como eu, como você. Contraditória e ambígua como todo ser humano. Ela precisa ser um herói popular, sucessora do Grande Líder. Quem sabe, um dia, perceberão que ditaduras não são ruins por serem de direita, mas por serem ditaduras.

    Bruno

    20 de novembro de 2010 às 04h11

    O empenho deveria ter sido então para abrir TODOS os arquivos da ditadura. Esse seu argumento é ridículo.
    O que a Folha quer é fazer uso político, desestabilizar a transição.
    Vá trollar em outra freguesia por favor. Você e esse tal Rodolfo.

Armando do Prado

18 de novembro de 2010 às 22h17

Canalhas. Serviram e continuam servindo os direitosos covardes. Tortura nunca mais!

Responder

Ronaldo

18 de novembro de 2010 às 22h13

Azenha.

A coisa tá feia.

Veja esse perfil no twitter.
http://twitter.com/#!/HomofobiaSIM

Veja esse comentários:
http://twitter.com/#!/HomofobiaSIM/status/5279610
http://twitter.com/#!/HomofobiaSIM/status/5089976
http://twitter.com/#!/HomofobiaSIM/status/5089168

Aproveite e veja a quantidade de seguidores…

Responder

    Exilado

    19 de novembro de 2010 às 07h27

    Amigo,
    já era a página:

    "Sorry, that page doesn’t exist!
    Pode estar ficando feio, mas eles tem medo também!

LizdeLiz

18 de novembro de 2010 às 21h17

Colaborando com o texto de Sader, cito Ayres Brito no julgamento da Lei da Anistia no STF: “O torturador experimenta o mais intenso dos prazeres diante dos mais intensos dos sofrimentos alheios”. Mais: “O torturador é uma cascavel que morde o som dos próprios chocalhos”. “O torturador não é um ideólogo, não comete crime de opinião, não comete crime político, portanto. O torturador é um monstro, é um desnaturado, é um tarado”.

Responder

CEduardo

18 de novembro de 2010 às 21h00

Fiquei apenas na pergunta do Sader porque nào necessito ler o que vem.
Quem viveu naquela época sabe o que foi a Ditadura/

Responder

CEduardo

18 de novembro de 2010 às 20h48

Irei responder apenas à manchete:

Nada que nào implicar uma cadeia, sem torturas, e pelos crimes individualizados…

tais como, falsidade ideológica, falsa comunicação, tortura (inclusive psicológica), carcere privado, homicídio, ocultação, ….

vou para por aqui.

Responder

LULA VESCOVI

18 de novembro de 2010 às 20h41

Não há que temer nada.Acho interessante saber o que os verdugos deixaram em seus documentos.Óbvio,que o interesse da Folha é enlamear a Dilma.Mas o contraponto tem que ser feito.Como diz o Sader,nas mãos d e democratas será um instrumento de denúncia do que foi a ditadura.A versão dos carrascos é bom que se saiba,até para que se combata efizcamente.

Responder

Alvaro Tadeu Silva

18 de novembro de 2010 às 20h38

(TORTURA, cont. II)
Anos depois, numa homenagem ao Alexandre, o DCE-Livre da USP ganhou seu nome. Seus pais estiveram presentes, vieram de Sorocaba (interior do estado), especialmente para a ocasião. Conversei com eles. A mãe, mesmo anos depois, tinha os olhos fundos de tristeza, o pai, um olhar vazio. Senti pena daquele casal de gente decente do interior, que teve a vida do filho ceifada pela mentira, pela tortura, pelo nazismo.

Décadas depois, sendo pai, eu consigo compreender aquela tristeza imensa impressa nos olhos do casal, que tantos sonhos tinha para seu filho querido.

Responder

Alvaro Tadeu Silva

18 de novembro de 2010 às 20h37

Alexandre Vannuchi Leme, presidente do centro acadêmico dos estudantes de Geologia da USP (CEPEGE), foi preso no DOI-CODI de SP em 1973. Submetido a intensa tortura, foi assassinado a socos e pontapés. Morreu em 17 de março daquele ano. O jornal Folha da Tarde, do grupo Folha, divulgou que ele morreu atropelado na Rua Bresser, no bairro do Brás, SP, quando tentava fugir da polícia. Naquela época, toda a diretoria do CEPEGE estava presa em celas vizinhas à de Alexandre (Minhoca) e todos ouviram seus gritos de horror e dor. Perceberam que ele estava morto quando o silêncio se fez. Depois, um biltre qualquer da Ditadura, lavou o sangue com um balde d'água. (cont. em II – TORTURA)

Responder

Gerson Carneiro

18 de novembro de 2010 às 20h26

Jornaleco de gente covarde que não teve a coragem de defender nem a própria funcionária jornalista Rose Nogueira, presa e torturada, na época mãe de um bebê de um mes de idade. Tudo sob o conhecimento e consentimento do jornal, que covardemente demitiu a jornalista sob o argumento de abandono de emprego.

Portanto, não vale nada a palavra de torturadores divulgada no órgão de impresna oficial da tortura.

Responder

Marcelo Fraga

18 de novembro de 2010 às 19h33

Vamos ver no que vai dar. O povo mostrou que sabe separar o joio do trigo na frente das urnas.
Saberá distinguir também quando divulgarem esses relatórios de torturadores na TV.

E deixo aqui uma postagem do vlog do Pablo Villaça sobre o assunto:
[youtube eYKBoiPZoCM http://www.youtube.com/watch?v=eYKBoiPZoCM youtube]

Responder

Tunico

18 de novembro de 2010 às 19h30

A Folha mais uma vez tenta confundir seu pobre leitor, alegando que a sociedade tem o direito de saber em quem votou, além de ofender a inteligência do leitor, ofende tembém as pessoas que tiveram seus familiares assassinados e torturados pela ditadura,porque ao dar aval a versão dos militares coloca em dúvida o caráter das pessoas que foram presas, torturadas e assassinadas. É claro que os familiares das vítimas da ditadura tem o direito de saber a verdade( se é que torturador e assassino diz a verdade), mas não desta forma, falceada, na rabeira de interesses políticos, eivada da obsessão doentia de derrubar um governo legitimado pelo voto. Uma atitude muito pequena para um jornal, pelo menos para mim.

Responder

monge scéptico

18 de novembro de 2010 às 19h28

NADA!. Esses criminosos comuns são inconfiáveis.
Prates ficará impune, como tantos. Não temos legislação nem legisladores para passar o trator sobre
ele.
Sendo LULISTA, nunca pensei que chegaria a conclusão,que esse governo, mais parece um governo
de acôrdo, onde permitiram ao LULA etc. Porque? Insultado, ameaçado de espancamento,chamado
de espúrio pelo prates e o homem não reage com base nas leis? Tem mêdo da globo. mêdo de pssar
o trator sobre a globobo………………………………………………………………..

Responder

maria e. ferrarezi

18 de novembro de 2010 às 19h28

Não preciso saber o que está na ficha da Dilma.O que não deveria ter havido era ditadores e torturadores e aqueles que colaboraram com eles.São tais e quais,identicos.Parabéns a Dilma e a todos os torturados e os mortos pelo que fizeram por nós neste período negro da história, enquanto eu e meus colegas só faziamos era rezar contra o "comunismo" que segundo as freiras estava prestes a chegar ao Brasil.Parabéns Dilma e obrigada por sua luta tivemos a democracia.Que Deus lhe dê forças para suportar a imprensa desonesta.

Responder

    Milena

    19 de novembro de 2010 às 15h12

    Todos sabem que Dilma não estava lutando pela Democracia, a Var-Palmares tinha outro objetivo que era implantar a Ditadura Comunista no Brasi., vai se informar melhor, você não sabe o que diz.

    Ⓐnti

    19 de novembro de 2010 às 21h29

    Cof, cof, cof
    O tal do comunismo já não tinha acabado?
    Parece que até inventaram um monstro novo… e se não me engano parece que 'tavam chamando ele de Islamismo? Ou será que me enganei???

    Rafael

    19 de novembro de 2010 às 21h34

    Nossa. Você certamente não habita o Brasil.

Ana Lucia

18 de novembro de 2010 às 19h25

Estranho! Por que a Folha não procura saber dos diplomas do Serra, inclusive aqueles conseguidos no Chile à época de seu "exílio"?

Responder

Rudnei de oLIVEIRA

18 de novembro de 2010 às 19h22

Vindo da Folha não me é estranho, afinal alguém tinha dúvidas de seus candidatos?! Bom, há não muito tempo ligaram-me para vender a assinatura do jornal, forneci o tel. do PSDB de minha cidade, talvez lá vendam alguma coisa!

Responder

marcio gaúcho

18 de novembro de 2010 às 18h57

Quando Dilma assumir deve tomar a primeira providência: mandar abrir TODOS os arquivos da ditadura, menos o seu, que já está aberto pela Folha e que, brevemente será escancarado ao público, para deleite dos perdedores.
Se é para ser assim, então: uma no cravo, outra na ferradura!

Responder

MirabeauBLeal

18 de novembro de 2010 às 18h20

.
Publicar o processo da Ditadura Militar contra Dilma Rousseff

é como publicar o processo do Apartheid contra Nelson Mandela.

O que o Povo Brasileiro precisa saber mesmo é:

QUEM FORAM OS TORTURADORES E OS ASSASSINOS,

QUEM DEU AS ORDENS

E QUEM COLABOROU COM ELES.

E PUNI-LOS TODOS.
.

Responder

Cornélius/Londrina

18 de novembro de 2010 às 17h45

Otavio Frias faz jus ao nome…frias paredes dos camburões da Folha, frias eram as águas do 'caldo', frias eram as paredes do DOI/CODI…frias eram as pupilas dos algozes. Frias serão as interpretações sobre as anotações dos torturadores.

Frias são as folhas da Folha de São Paulo…não aquecem nem os mendigos 'higienizados' pela elite política paulistana.

Responder

@sillvatima

18 de novembro de 2010 às 17h26

Se a – fuinha – pensa que vai sai bem dessa está muito enganada. Não era prá ser assim, era para apagar esse triste passado da nossa história. Mas agora que querem e vão abrir os arquivos da ditadura

Responder

Edson Augusto

18 de novembro de 2010 às 16h59

Se a Folha de São Paulo tem direito de abrir um arquivo de processo sobre Dilma, todos os órgãos de imprensa têm direito de solicitar abertura de processos sobre qualquer pessoa no STM. A Folha só abriu a brecha (a intenção era outra).

Responder

easonnascimento

18 de novembro de 2010 às 16h47

A afirmação da Folha de que "foi lamentável" não ter sido possível que isso ocoresse antes das eleições, é prova irrefutável do objetivo do jornal. Nas mãos de pessoas comprometidas com a democracia, estes documentos teriam outro uso. Certamente mostrariam os horrores cometidos por tantos quantos praticaram uma das maiores barbariedades que o ser humano é capaz: a tortura. Nas mãos do pessoal da Folha, o destino será a manipulação para fins políticos contra Dilma e e seu governo.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Cícero

18 de novembro de 2010 às 16h42

Sou a favor de um manifesto popular exigindo a abertura de todos os arquivos da ditadura militar. Se o Superior Tribunal Militar concedeu acesso à Folha, tem de liberar pra todos. Os torturadores da ditadura têm de ser julgados e condenados pelos crimes que cometeram. Não importa a idade. Devem pagar pelo que fizeram. Se o STM permitiu à Folha devassar a vida da Dilma, vai ter de permitir que se vasculhe também a vida dos generais da ditadura.

Responder

Cícero

18 de novembro de 2010 às 16h15

Ou nós acabamos com o PIG ou o PIG vai levar a nação a uma guerra civil.

Responder

    rodolfo

    19 de novembro de 2010 às 18h54

    Cícero, se o PIG achar que ou ele acaba com você ou então teremos uma guerra civil, bem, neste caso teremos uma guerra civil.

Elias

18 de novembro de 2010 às 15h55

Sem querer saber os detalhes desse maldito arquivo, quero aqui e agora prestar minha solidariedade e meu reconhecimento de todas as causas pelas quais Dilma lutou e defendeu, pois se hoje esse país e grande e poderoso, devemos gratidão a todos que lutaram e morreram defendendo a nossa liberdade e nossa soberania.Parabéns presidente Dilma Roussef e sucesso nessa nova e dramática guerra!!!!

Responder

José A. de Souza Jr.

18 de novembro de 2010 às 15h49

A folha (com minúscula mesmo) é parte de um sistema informacional monopolístico, o p.i.g., dominado por uma única idéia hegemônica: que seu domínio sobre a (de)formação das consciências é supremo. Entretanto, tal suposição se baseou, até então, sobre a desigualdade exacerbada do acesso à renda, à educação e à informação. Isso está mudando, para desespero deles. E o compasso da mudança pode ser acelerado ainda mais, se continuarmos resistindo ativamente à idéia única do p.i.g.. Querem enxovalhar a reputação da cidadã Dilma Roussef, nossa presidente eleita, mas quebrarão a cara; o p.i.g. fala cada vez mais para si mesmo.

Responder

Cícero

18 de novembro de 2010 às 15h44

Nós, o povo, . temos também o direito de exigir o acesso a todos os arquivos referentes às ações dos militares, seus abusos, crimes, perseguições, ilegalidades, etc. Para que sejam julgados um a um pelos crimes hediondos que comenteram. O Brasil é o único país do mundo que ainda não julgou seus ditadores militares. Tá na hora de julgar e condenar esses fascistas, junto com suas hienas, seus abutres e chacais dos anos da ditadura.

Responder

Raadamés A. P. Silva

18 de novembro de 2010 às 15h44

Mair Pena Neto – Direto da Redação 17/11/2010 – "quando a ditadura tentou apresentar a morte do jornalista Vladmir Herzog como suicídio. Ninguém, talvez com exceção da empresa que publica a Folha, aceitou a versão como verdade"
Se a Folha creditou no suicídio de Vladmir Herzog, pode-se esperar a publicação de manchetes terríveis contra Dilma baseadas nas informações daqueles que suicidaram Vladmir Herzog.

Responder

Cícero

18 de novembro de 2010 às 15h33

Ou nós acamos como o PIG ou o PIG vai levar a nação a uma guerra civil.

'Ley de medios' JÁ.

Responder

Cícero

18 de novembro de 2010 às 15h29

Se os 10 juízes do Tribunal Militar autorizaram (1 deles foi contra) o acesso da Folha ao proceso da Dilma, tem que liberar tudo, tem de tornar públicas todas as atrocidades e crimes praticados pelos militares durante os "anos de chumbo". A TV Record, a Carta Capital e Revista IstoÉ bem que poderiam requerer do STM a abertura de todos os arquivos atinentes àquele período e fazer uma devassa na vida e nos atos criminosos dos generais despóticos e sanguinários que comandaram o regime despótico e inconstitucional daquela fase cinzenta, página suja da História do nosso país.

Portanto, se o STM liberou pra um, tem de liberr agora pra todos os mios de comuicação, inclundo TV Record, Carta Capital e a Revista IstoÉ. O Nação pertence ao povo, ainda que a Folha ache que não.

Responder

Carlos

18 de novembro de 2010 às 15h24

Não vale nem mais nem menos do que as palavras de terroristas…

Responder

    ana cruz

    18 de novembro de 2010 às 17h18

    Nelson Mandela era tachado de terrorista pelo governo racista da AFRICA DO SUL (APATHEID) e listado como tal na CIA.
    Qual a credibilidade um jornal que emprestava seus veiculos para transportes de cidadãos brasileiros presos ilegalmente para a TORTURA?

    Gersier

    18 de novembro de 2010 às 19h29

    Nenhuma

    Archibaldo S Braga

    19 de novembro de 2010 às 08h31

    Palavra de torturador não vale a titica de minha cadela e a falha muito menos que isso! A. S. Braga

    dukrai

    18 de novembro de 2010 às 17h50

    terror foi a ditadura que espalhou, com perseguições, prisões, torturas e exílio. quem não fugiu e resistiu são os nossos heróis, guerrilheiros e guerrilheiras de armas e palavras.

    Carlos

    19 de novembro de 2010 às 16h18

    Assim como em Cuba e na Coréia do Norte?

    Luiz Moreira

    18 de novembro de 2010 às 19h55

    Terroristas eram os dois milicos que estavam no PUMA para explodir no meio de uma apresentação no Pio. Pena que só um morreu. O outro esta recebendo dinheiro da nação brasileira. Foi aposentado pelo Exercito Nacional, após o ato de bravura. Te manca Cláudio, e veja o que é terrorista e o que é militante contra a "DITABRANDA"!!!

    José de Lima

    18 de novembro de 2010 às 20h07

    Voce sem querer acertou …Eram verdadeiros terroristas, eu estive 10 dias no DOI_CODI 50 dias no DEOPS e 5 meses no Presidio Tiradentes. eram realmente terroristas, eu estive lá… E pensar que a folha colaborou com isso, estou de acordo,se liberou pra folha porque não libera geral? Nos documentos que me entregaram só deram a versão deles, claro.

Angelo F.Silva

18 de novembro de 2010 às 15h15

O que esperar da Folha? É possível que mesmo se, eventualmente, os abomináveis torturadores da Presidenta eleita, Dilma Rousseff, fizeram constar no processo algo que lhe seja favorável, a Folha publicará com distorções, certamente.

Responder

Sader: Folha (*) acredita em torturador | Conversa Afiada

18 de novembro de 2010 às 15h01

[…] Conversa Afiada republica texto de Emir Sader sobre a “vitória” da Folha (*), que abriu no STM o inquérito contra a Dilma, no regime […]

Responder

gilberto

18 de novembro de 2010 às 14h39

A "foinha" vai acabar sem querer dando um tiro no próprio pé.
Simples : a "foia" vai abrir os arquivos e torna-los publicos com sua visão ao lado dos torturadores, mas isto vai servir de base para escancarar os arquivos em outras midias e o assunto vai voltar em pauta de discussões e pode muito bem ser levado ao congresso, congresso que temos maioria e podemos mutio bem punir os torturadores e seus auxiliares…a "foia" auxiliou a dita branda ( éla que disse ) e com isso sera um tido no ouvido e no pé.

Responder

Alan

18 de novembro de 2010 às 14h26

– Pensamos falsamente no nosso país (eua) como sendo uma democracia, quando esta evoluiu para uma "midiacracia" onde a imprensa, que supostamente deveria controlar os abusos políticos, faz parte do abuso político.

Trecho de introdução do excelente documentário "Orwell está se revirando no túmulo", de Robert Kane Pappas.

Responder

YKR

18 de novembro de 2010 às 14h18

Num pais onde o Luis Carlos Prates fala o que falou e nao sofreu, nem sofrera nehum processo ou punição pelo que disse(Lembremos do Marcelo Madureira e dos "Comentaristas" dos "Jornais" mais vistos na TV). Essa "elite" ainda diz que no nosso pais nao há liberdade e que o pt quer instalar uma ditadura. Só posso rir disso tudo.

Responder

    Bernardo Madeira

    18 de novembro de 2010 às 14h38

    Perfeito meu caro. Lei para a mídia já!

    José Manoel

    18 de novembro de 2010 às 14h45

    Tá na hora de baixarmos a lenha nesse indigesto da RBS! E com vontade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    joni

    18 de novembro de 2010 às 14h49

    Não se preocupe, o povo fará justiça. Será lenta, silenciosa, mas contundente. O M. Madureira já recebeu um duro golpe de seu fã clube. O casseta e planeta também(quantos assistem hoje?). Sem contar os políticos que quanto mais falaram mal do Pres. Lula, menos votos tiveram. Os jornais e revista que mentem, manipulam e tentam formar opinião, só conseguem alimentar os seus iguais, não formam opinião. Quantos leitores já perderam? As TVs que se utilizam do mesmo expediente desses jornais, estão perdendo audiência. Os que destilam ódio e preconceito estão se escondendo, porque são reprovados abertamente(Mayara, Prates) .E assim vai. E assim será. Quanto mais gente estudando(viva o Enem), mais gente pensando, analisando e escolhendo.

Svibra

18 de novembro de 2010 às 14h00

Acredito que a Folha, ainda que não tenha tido esta intenção, acaba de prestar um grande serviço à nação.

Vamos começar agora, tardiamente, a prestar as devidas homenagens a quem foi além do que simples murmúrios, no protesto contra o crime lesa-pátria, que é a tomada do poder por vias não constitucionais e, além disto, manter-se nele, por atos deploráveis pelos direitos humanos.

No período no "negócio" da transição do encerramento da fase negra da nossa história, não foi possível identificar, nomear e homenagear os nossos heróis. A folha abre este processo, mesmo que não tenha esta intenção.

O crime da tortura é imprescritível sob todos os critérios universalmente reconhecidos. A "negociata" brasileira da transição terá pouco valor perante a humanidade. Ainda que jamais venham a ser punidos, esta escória da raça humana será devidamente registrada e terão seus nomes inscritos no mesmo livro onde forma inclúidos todos os bárbaros nazistas e assemelhados.

Responder

    Bernardo Madeira

    18 de novembro de 2010 às 14h40

    bem pensado. Quero ver se esse jornalzinho mequetrefe divulgará os nomes dos verdadeiros criminosos.

Cláudio

18 de novembro de 2010 às 13h40

Prezado Sader,

Só querem enlamear a nossa democracia, conquistada com Luta e clamor popular.
Tenho certeza que a nossa querida Presidente Dilma, tem as respostas corretas a eles.

Responder

FrancoAtirador

18 de novembro de 2010 às 13h00

.
.
É CHEGADA A HORA DE ABRIR TODOS OS ARQUIVOS DA DITADURA MILITAR

E DE REVELAR AOS BRASILEIROS A VERDADEIRA HISTÓRIA DO BRASIL
.
Livro
O QUE RESTA DA DITADURA
TELES, Edson, SAFATLE, Vladimir, O que resta da ditadura. São Paulo: Boitempo, 2010. (Coleção Estado de Sítio).
.
Resenha, por Maria Carolina Bissoto, em:
http://periodicos.incubadora.ufsc.br/index.php/em

Responder

    Cícero

    18 de novembro de 2010 às 16h29

    Assino embaixo. Se autorizaram o acesso ao processo da Dilma, chegou "a "hora de abrir todos os arquivos da ditadura militar.". Na América, o Brasil é o único país que ainda jnão ulgou os ditadores, torturadores, criminosos e colaboradores do regime despótico.

Zumbi dos Palmares

18 de novembro de 2010 às 12h53

O Brazil não conhece o Brasil: destampar a coisa, soltar a serpente, dividir, macular, suspeitar …não funciona… quem não teve medo de masmorra não tem do museu da masmorra. Acho que a Folha de São Paulo não publicaria também algumas receitas de bolo na primeira página e no mesmo dia que publicasse alguma materia sobre a Dilma na masmorra: o gesto seria uma completa homenagem ao que denomina "ditabranda": pegaria mais uma vez muito mal. É um tiro que pode sair pela culatra. Aliás, conforme seja o que a folha publique, a forma como publique esta página infeliz da nossa história, esta "passagem desbotada da memoria das nossas novas gerações", os blogs sujos deveriam ser "solidarios" à FSP e publicarem “a ditadura voltou, hoje tem receita de bolo e poemas…”, etc… Tem muita historia pra contar.

Responder

Urbano

18 de novembro de 2010 às 12h36

Vale tanto quanto eles, ou seja, nada.

Responder

Petras

18 de novembro de 2010 às 12h35

De antemão, digo que não sou ativista negro – até porque minha cor de pele não é negra -, porém tenho profunda admiração pelos que defendem a causa, até porque todos nós somos GENTE.
Nelson Mandela, pelo que sei, também foi preso e torturado – muito mais do que Dilma -, mas mesmo assim se tornou o 1º presidente negro da Africa do Sul, País até pouco tempo atrás desprezível em face do Aparttheid – o qual, nas cabeças de muita gente de lá, ainda não desapareceu, pois isso não se dissipa da miote para o dia, como fumaça que se joga pelo ar.
Para os dirigentes daquele regime de exclusão, Mandela também era um terrorista comedor de criancinhas boeres.
É palpável a sensação de que, com o pedido de liberação do dossiet de Dilma pela Folha, o que se quer é demonizá-la, quase que de modo a justificar os atos cometidos pela "ditabranda".
Qué que é isso, meu Deus! Como diria PHA, que horror!!!!

Responder

Marat

18 de novembro de 2010 às 12h31

Vale os dólares ensanguentados que eles ganharam, ou seja, vale vermes na cor verde!

Responder

Maria S. Magnoni

18 de novembro de 2010 às 12h25

Caros,

Que inveja de los hermanos!!

Abs.

Responder

Emília

18 de novembro de 2010 às 12h22

Eu era pré-adolescente nos anos de ditadura não lembro de quase nada, mas creio que foi muito difícil viver com repressão e, acredito que foi bom o TSM liberar o processo, pois outros poderam fazer o mesmo pedido. Agora, pra Folha acho que mais uma vez o tiro vai sair pela culatra, pois ela vai mexer em coisa feia e fedida, e quem mexe com "merda" acaba ficando com o mesmo fedor.

Responder

José Eduardo Camargo

18 de novembro de 2010 às 12h17

A Folha quer reescrever a história recente do país. Imaginem se ela tentasse reescrever também a história da 2ª Guerra Mundial. Ela certamente não teria vergonha de dar a palavra aos nazistas na tentativa de justificar seus crimes! Lamentável! Precisamos de uma Lei de Mídia, já!

Responder

    José Manoel

    18 de novembro de 2010 às 14h44

    Vão escrever nada sobre nada!!!! A página mais triste de nossa história está para ser contada por um pseudo jornal!!!!!!!!!! É por isso que sou grande fã dos 3 Patetas (e sou mesmo! Grande Larry, Moe e Curly!!!!)

faustino

18 de novembro de 2010 às 12h14

Vamos entrar com um processo no STF para investigar a participação da FOLHA durante a ditadura. E aproveitamos e pedimos também a participação da Rede Globo etc…

Responder

Elaila

18 de novembro de 2010 às 12h04

Eu me entristeço profundamente com essa mídia mesquinha e ordinária que (ainda) domina o Brasil. Não sei como tantos jornalistas se prestam a isso…

Responder

NELSON NISENBAUM

18 de novembro de 2010 às 11h53

Apoio e parabenizo o professor pelo artigo.

Responder

Walter Cesar

18 de novembro de 2010 às 11h52

Conivência com torturadores é a destruição ética da nova política no Brasil. São longos passos para trás. É atraso.

Responder

Hermano

18 de novembro de 2010 às 11h49

Vai ser bom, pois vamos começar a mexer nos arquivos da ditadura…querem falar sobre crimes dessa época ? Que seja dada a largada…mas teremos que abordar crimes cometidos por ambos os lados…

Responder

    Melchíades A. Prado

    18 de novembro de 2010 às 12h16

    Olá Hermano
    Usted es hermano de quién?
    Pelo seu comentário, suponho que você é o Hermano Prates, e deve ser mano do Luís Carlos Prates.
    Você é eleitor do Serra! Aposto! Ainda não se conformou com a naba que levaram na eleição e está desejando um terceiro turno ou a repescagem. Não vem, que não tem. Querias….
    Vá desempenhar seu papel na beira da estrada porque a caravana já vai passar!

    Alcides Santos

    18 de novembro de 2010 às 15h31

    Caro hermano, então vc quer q a torturada fale como apnhou, como sofreu abusos psicológicos e como se sentia com tudo isto né??? Ridículo vc. Vai te catar, vc deve ser porta-voz do PIG né?

    dukrai

    18 de novembro de 2010 às 18h00

    sim, vamos julgar os crimes de resistência à ditadura brasileira, argentina, chilena, … os assassinatos de nazistas pela resistência francesa, os crimes de Fidel Castro na libertação de Cuba, etc.
    Vamos botar ordem na casa e chamar de volta Garrastazu Medici, Pinochet, Hitler, Batista e todos os seus heróis.

Lorena

18 de novembro de 2010 às 11h33

Vale tanto quanto uma reportagem "séria" da Folha de São Paulo.

Responder

    José Manoel

    18 de novembro de 2010 às 14h41

    Não vale , pois não existe!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Cícero

    18 de novembro de 2010 às 16h45

    Para mim, o que a Folha publica vale menso do que excremento, pois estes ainda servem para adubar a terra, e as publicações da Folha para nada serve, senão para distorcer os fatos.

Luiz Jornaleiro

18 de novembro de 2010 às 11h28

Só vale se os torturadores estiverem devidamente encarcerados, cumprindo suas penas pelos covardes crimes que cometeram. Ou para jornais e saudosistas da ditabranda…

Responder

Edmilson

18 de novembro de 2010 às 11h27

A palavra de um torturador vale um pouco mais.

Uma nota de R$ 3,50 com um tucano estampado

Responder

desinformacaonao

18 de novembro de 2010 às 11h27

Com a palavra, aqueles que emprestavam os carros para que os torturadores buscassem suas vítimas sem serem percebidos.

Responder

dukrai

18 de novembro de 2010 às 11h24

a falha de sp sente uma atração patológica pelo esgoto da ditadura onde se chafurdou sadicamente e não pressente o risco de ser engolfada pela ruptura do tumor da tortura.
vai, otavinho, seja o autor do nosso nuremberg.

Responder

Dirval

18 de novembro de 2010 às 11h22

A "(in)justiça militar foi seletiva, disponibilizando apenas o processo da Dilma. Quando se fala em abris os arquivos da ditadura os janízaros da guarda, incluindo esse jornaleco paulista neo-nazista ficam em polvorosa. Nós, cidadãos, deveríamos EXIGIR que todos os arquivos fossem abertos, incluindo da AP do Serra e do Aloysio Nunes. Por que somente da presidente Dilma?
É preciso, também, acabar com esse discurso da direita raivosa contra aqueles que lutaram contra a ditadura e pela democracia. São heróis que devem ser cultuados e não execrados, como querem os direitistas, incluindo alguns que pegaram em armas, como o Serra, Gabeira e o Aloysio Nunes.

Responder

    Alex

    18 de novembro de 2010 às 14h34

    Serra não pegou em armas, fugiu, como muito bem lembrou o ator José de Abreu, em depoimento que já entrou para o História pela coragem e ousadia!

    Edson Augusto

    18 de novembro de 2010 às 17h04

    Minha curiosidade sobre as fugas do Serra nos golpes no Brasil e no Chile é que ele se refugiou no país que patrocinou os mesmos, e lá se formou (não sei em que: Economia? Não sei não.)

    rodolfo

    19 de novembro de 2010 às 17h13

    Olha Edson, acho este seu comentário tão desrespeitoso quanto aqueles que classificam Dilma como terrorista. Serra, Dilma e tantos outros se opuseram à ditadura e empreenderam suas lutas como puderam. Tenha respeito por eles.

    Alex

    18 de novembro de 2010 às 14h37

    Enquanto isso, os familiares das vítimas do Araguaia (sejam os comunistas do PCdoB, sejam os moradores locais) sequer tem o direito de enterrar seus entes queridos…por que a FSP não usa de sua inclíta advogada para ajudar a remover essa mancha da nossa História???

    ana cruz

    18 de novembro de 2010 às 17h24

    A Carta Capital deveria pedir a abertura do arquivo de Serra, Aluizio Nunes e cia ltda.
    E os torturadores não serão expostos?
    Anistia é so para os aliados da direita golpista?
    Reforma do judiciário, Já!

    rodolfo

    19 de novembro de 2010 às 17h16

    Ana, a anistia foi para todos. Já a bolsa ditadura é só para alguns – todos eles de esquerda.

    Ramiro Tavares

    19 de novembro de 2010 às 16h35

    Isso mesmo!
    Já que abriram um processo, como vão justificar a não abertura de TODOS OS PROCESSOS?
    Que o Grupo Tortura Nunca Mais entre em ação abrindo manifesto com essa solicitação e tenho certeza a significativa maioria do povo brasileiro vai apoiar.
    Tortura não pode ficar na impunidade. Honduras está aí mesmo: continuam matando e torturando por lá, desde que "exilaram"o Zelaya em junho de 2009. Lá grassa uma ditadura hedionda como todas as que varreram a nossa América Latina nos idos de 1950-1980.
    É só verificar no blog hondurenho Hibueras ou no Bitácora del Párvulo.

Jairo_Beraldo

18 de novembro de 2010 às 10h10

Vale tanto quanto uma nota de tres Reais novinha em Folha!

Responder

    Polengo

    18 de novembro de 2010 às 23h16

    Opa!
    Cuidado, "em folha" não vale não.
    É palavrão.


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