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Eduardo Campos fala em “superar a velha política”
Política

Eduardo Campos fala em “superar a velha política”


14/10/2013 - 05h23

domingo, 13 de outubro de 2013

Uma alternativa para o Brasil – Eduardo Campos

Na Folha de S. Paulo

Dois movimentos políticos que agiam na defensiva notaram que sua aliança transformaria a estratégia em possibilidade de ofensiva

O olhar atento à história recente do Brasil leva à conclusão de que os ciclos políticos coincidem com a ascensão, envelhecimento e substituição dos partidos no poder. A ausência de renovação impõe uma dinâmica de obsolescência das legendas.

Nos anos 1980, o MDB/PMDB foi vetor principal da redemocratização. Uma década depois, o PSDB cumpriu a tarefa de matar a hiperinflação e construir os alicerces da estabilidade econômica. No período seguinte, o PT, apoiado nos pilares da democracia e da estabilidade, pôde comandar um ciclo de inclusão.

Todas essas forças operaram apoiadas nas conquistas das etapas que as precederam, ainda que muitas vezes as tentações da política peçam a negação retórica do passado. Mas essa negação não resiste à análise. Sem 1985 não haveria 1994, e sem 1994 não haveria 2002.

Sem democracia, não haveria como o país superar um impeachment; sem estabilidade, não seria possível distribuir renda.

Toda força política momentaneamente hegemônica sofre a tentação de enxergar-se como o ponto final do bonde da história. Mas é ilusão. Hoje, por exemplo, assistimos ao enorme desejo de que se abra um novo ciclo na política brasileira.

É disso que tratarão as eleições do próximo ano. Como superar a velha política para que o poder possa ser mobilizado na construção do novo, na pavimentação dos caminhos necessários e possíveis para alcançar outro patamar — eis a questão.

Precisamos remover o velho arranjo político, ou nenhuma agenda inovadora será viável.

Cada um por sua própria estrada, o Partido Socialista Brasileiro e a Rede Sustentabilidade vinham tateando em busca do novo.

O PSB, que governa seis Estados e mais de 400 cidades, estava empenhado em construir gestões democráticas, inovadoras e sérias, lutando para valorizar a função primeira do Estado: servir à sociedade. A Rede, procurando compreender e reunir a imensa energia represada nas aspirações dos jovens, nas preocupações com o bem-estar das gerações futuras, na busca obsessiva por uma economia renovada e mais democrática.

Certamente teriam convergido num eventual segundo turno, se as circunstâncias perversas da política brasileira não tivessem antecipado esse desfecho. Quando alguns imaginaram que poderiam represar completamente o rio da história, foram surpreendidos pela água que jorrou das frestas do dique, até derrubá-lo.

Eis por que a convergência entre o PSB e a Rede Sustentabilidade aconteceu com tamanha e surpreendente naturalidade. Porque já eram dois vetores de uma única inquietação: romper com estruturas fossilizadas para abrir caminho ao futuro.

O desenvolvimento sustentável é a releitura contemporânea mais próxima do socialismo democrático.

Dois movimentos políticos que agiam taticamente na defensiva, lutando para sobreviver em terreno desfavorável, notaram que sua aliança transformaria a estratégia em possibilidade de ofensiva.

O Brasil, infelizmente, acostumou-se a debater eleições como se se resumissem a pesquisas, tempo de rádio e TV e palanques estaduais. Mas a política é muito mais do que isso. Sua beleza está em trazer para si o debate programático do futuro, sobre como romper as amarras da inércia, e avançar.

Pretendemos contribuir para que o processo eleitoral supere a tentação da mediocridade, para que os eleitores sejam contemplados com uma opção consistente, transparente e sincera, que lance luz sobre deficiências e aponte caminhos para atender as exigências da sociedade.

Como dissemos ao selar nossa aliança, a luta da sociedade brasileira tem alcançado importantes conquistas: a redemocratização, a estabilidade econômica, a redução das desigualdades sociais. A única forma de aprofundá-las é avançar. Por isso, unimos forças para apresentar ao Brasil uma alternativa.

Eduardo Henrique Accioly Campos, 48, economista, é governador de Pernambuco desde 2007 e presidente nacional do PSB desde 2006

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28 comentários

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Vicente

18 de outubro de 2013 às 14h20

Ele vai passar Aécio, infelizmente, e vai pro 2º turno. Votarei nele e ajudarei o país a tirar a anta e sua corja nefasta do poder

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Maringoni: Quem tiver os melhores efeitos especiais, a melhor trilha sonora e mais dinheiro, leva - Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de outubro de 2013 às 21h03

[…] Eduardo Campos fala em “superar a velha política” […]

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Valdeci Elias

15 de outubro de 2013 às 18h17

Eu me lembro de 2002 , da ameaça ou chantagem que sofri como eleitor. Naquela época quanto mais Lula subia nas pesquisas, más a inflação aumentava.
E corriam boatos , tipo:” Se Lula ganhar os investidores vão sair do Brasil !!!”, ” Se Lula ganhar vai haver crise no Brasil !!!”, etc.
Oque eu sei, é que o Brasil que Lula entregou a seu sucessor estava muito melhor, do que o país que FHC deixou ao seu sucessor. Se FHC tive-se realmente acabado com a inflação, Lula teria recebido um país sem ela. Na verdade FHC entregou uma bomba, que seu sucessor teve que desarmar.

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Pedro Florêncio

15 de outubro de 2013 às 00h07

Azenha,

Existe motivos para os quias eu não consumo qualquer produto do grupo Folha.

A meu ver instigar o debate com textos como esse é desnecessário. Passa a impressão de cagar no site para ver o quanto fede entre os amigos. Você não tá rindo né?

“Todas essas forças operaram apoiadas nas conquistas das etapas que as precederam, ainda que muitas vezes as tentações da política peçam a negação retórica do passado. Mas essa negação não resiste à análise. Sem 1985 não haveria 1994, e sem 1994 não haveria 2002.”

Esqueceu de dizer que sem 1994 não existiria 1998.

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    José X.

    16 de outubro de 2013 às 19h55

    Apoiado.

Taiguara

14 de outubro de 2013 às 22h25

Comentário postado no face pelo Dep.Federal/PT. Nilmário Miranda:”Eduardo Campos disse que vai aposentar as velhas raposas da política. É da boca pra fora. Em Pernambuco todas as velhas raposas de 14 partidos estão em seu governo. Lembra de Severino Cavalcanti? Está lá. Sua filha é secretária de Esportes. Inocêncio Oliveira? Tem dois secretários. Jarbas Vasconcelos, inimigo jurado de Arraes? Está lá no governo. Joaquim Francisco, adversário de direita do seu avô? Está lá. Sem falar nas velhas raposas do PFL que levou para o PSB, como Heráclito Fortes e a família Bornhausen.”

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José Neto

14 de outubro de 2013 às 17h57

Que texto carregado: “o PSDB cumpriu a tarefa de matar a hiperinflação e construir os alicerces da estabilidade econômica. No período seguinte, o PT, apoiado nos pilares da democracia e da estabilidade, pôde comandar um ciclo de inclusão.” Será somente eu que vejo erro nessa afirmação ?
Ouvi sim o impeachment, mas somente porque era benéfico para a elite. O que de inovador trará o filho da velha politica ?. Venha com um projeto de democratização da mídia por exemplo, mais acho que ele é só mais que querem colocar no poder para terem seus interesses bem assegurados.

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Celso

14 de outubro de 2013 às 16h29

“Precisamos remover o velho arranjo político, ou nenhuma agenda inovadora será viável.” Com essa frase, pra ser no mínimo coerente, teríamos que ler na sequência que o PSB e todas as suas forças e partidos aliados seriam os promotores mais entusiasmados a favor de uma constituinte exclusiva para a reforma política. Cantilena.

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francisco.latorre

14 de outubro de 2013 às 16h26

eduardo quem?..

..

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Maria Izabel L Silva

14 de outubro de 2013 às 14h04

Eu gostaria mesmo de levar esse rapaz a serio. Ele é jovem, bonito … tem uns olhos impressionantes. Mas é só isso. Não passa disso. Cresceu à sombra dos politicos tradiiconais do seu estado, e á sombra do governo federal. Fez uma gestão tradiiconal,”feijão com arroz”. Nenhuma inovação que mereça destaque. Esta em um partido prá lá de tradicioanl, fisiológico mesmo. Cheio de caciques espertos iguais a ele. Se quer ser candidato, tudo bem. Tem todo o direito. Mas não me venha com discurso de representação do “novo” por que isso é insustentável …

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Urbano

14 de outubro de 2013 às 13h15

Deve ser pelo volume porque pela qualidade tende ao impossível, pois o eduardo moita segue pari passu os rastros do mitômano zé contra-rampa, que fala demais, mas não faz zorra nenhuma, pelo menos algo pra ser dizer benzó Deus. Pior, quando o moita resolve fazer alguma coisa, faz devidamente errada como aconteceu no Porto de Suape. Pelo visto e sabido a única obra prima dele é estender o máximo de cordões, a fim de pendurar as bandeirolas dele. Daí é festa o ano inteiro.

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Eurico

14 de outubro de 2013 às 13h06

Eis aí mais um embromador. Um embromador engomadinho que se une a uma embromadora ecológica e vingativa, para, em troca de uma evanescente utopia, trocar os avanços concretos do governo Dilma pela promessa de criação da Pasárgada brasileira. Discurso confuso de adolescente que se propõe a salvar o mundo das mãos sujas de seus de seus principais aliados. Tenho a certeza que o povo brasileiro, liderado mais uma vez por Lula, conseguirá barrar-lhes o caminho. Não será fácil, mas nunca nada foi fácil para o povão e muito menos para o Lula.

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Bonifa

14 de outubro de 2013 às 12h53

A aliança que sustentou Campos em Pernambuco, toda ela, é constituída de velhos políticos pernambucanos de centro. Não que sejam políticos ruins, mas são velhos políticos de uma política velha. Exemplos disso são o Inocêncio Oliveira e o Severino Cavalcanti. Sair de Pernambuco para pregar o fim da velha política que ele praticou e pratica em Pernambuco, é achar que o país não tem como saber o que ele fazia.

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    AEVER NÉSCIO

    15 de outubro de 2013 às 13h06

    Todos sabem o que ele fez no Verão passado.

    renato

    14 de outubro de 2013 às 14h55

    Dudu não sabe o que lhe acometeu na cabeça.
    Ele vai descobrir porque a alcunha de BLABLABLÁ.
    Um dos dois vão ter que estar sempre tapando buraco
    do outro.Não jogam em dupla e não jogam individualmente.
    Já uma outra dupla falam a mesma coisa..e coisa com coisa.

Edson

14 de outubro de 2013 às 12h41

Superar a velha política ao lado de Heráclito, Bornhausen e Caiado(quase ministro da agricultura), e agora com Marina (Itaú, natura e globo), faca-me um favor, conta outra. Você pode enganar uns poucos, mas, não se esqueça que este País não é mais tão analfabeto político (ainda tem muitos) quanto antes.

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Julio Silveira

14 de outubro de 2013 às 12h07

Gostaria de conhecer essa magica.
Um jovem politico criado na velha politica, herdeiro de um politico que envelheceu praticando a politica velha, afirma ter descoberto a pólvora politica brasileira. Mas aonde esse gênio esteve aperfeiçoando essa química inovadora? Em Pernambuco? Aonde pode mostrar essa sua criatividade politica além das possibilidade resultantes da generosidade financeira do aliado federal?

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    Celso

    14 de outubro de 2013 às 16h24

    Só se o Eduardo Campos é devoto fervoroso de São Francisco de Assis e renunciou as suas posses pra mostrar com sua própria vida sua transformação espiritual em relação a si mesmo, aos outros e à natureza. Difícil, hein!!!

    Mário SF Alves

    14 de outubro de 2013 às 23h28

    Sou mais o Ciro.

    Julio Silveira

    15 de outubro de 2013 às 12h01

    Acho que estamos pobres de possibilidades.
    Com o que temos delineado se ficar o bicho pega se correr o bicho come.

    Valdeci Elias

    15 de outubro de 2013 às 18h38

    Pelo menos ele tem o dom do perdão. FHC e Jarbas, deram um rasteira em seu avô. Jarbas quando governou Pernambuco , se chamava de Novo e Eficiente, e que Arraes representava o Passado e a Ineficiencia.
    Não é que Dudu perdou os dois, e se aliou a Jarbas. Esquecendo todas as difamações sofrida pelo avô.
    Quando Dudu usa “o Novo”, ele plagiou seu aliado Jarbas ? Ou na verdade é um Novo novissimo ?

Sr.Indignado

14 de outubro de 2013 às 11h16

Mas o debate político precisa ser de alto nível. E o pretenso candidato tem o discurso de velhas raposas, repetitivo, de mesmo tom, sem gosto e incoerente. O povo amadureceu e está vacinado contra a maioria das retóricas, nem todas. O discursos tem que ter base ideológica sim, como nunca antes precisou ter. Por enquanto, esses candidatos funcionam afugentando as pessoas do processo político, e isto não interessa.

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edir

14 de outubro de 2013 às 10h41

Que novo é esse que essa gente tanto fala ? Traz para o partido uma meia duzia de velhos pensamentos, o ilustre governador arranja a familia inteira em cargos públicos. Permite instalacäo de fábrica em mangais, permite desmatamento onde é proibido e vem falar de novo ? que novo é esse ? Se for novo isso, seria um novo reciclado ?

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J Souza

14 de outubro de 2013 às 10h29

É só a equipe de campanha do Eduardo Campos e da Marina Silva não se deixar abalar pela agressividade dos torcedores do PT e do PSDB.

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Charles

14 de outubro de 2013 às 10h24

Traíra sem-vergonha.Tua hora vai chegar.

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Rui

14 de outubro de 2013 às 06h43

Lamentavelmente ele é um da velha política. O que fez de diferente em Pernambuco? NADA!

Responder

Jose Mario HRP

14 de outubro de 2013 às 06h17

Conteudo sexual de baixo nivel:}

Essa eleição promete.

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