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Dr. Rosinha: Paraguai, golpe parlamentar orquestrado


24/06/2012 - 19h33

por Dr. Rosinha, especial para o Viomundo

Uns dizem que a terra é pública, do Estado. Um fazendeiro diz que a terra é dele, mas não apresenta prova convincente. Esta mesma área é ocupada por alguns trabalhadores rurais, menos de uma centena de famílias.

Um juiz dá uma ordem de despejo. Acusa-se o fazendeiro de ter infiltrado, entre os trabalhadores, homens fortemente armados. Policiais, também armados, chegam para cumprir a ordem de despejo dada pelo juiz, ligado ao partido de oposição ao governo e sobre quem há suspeita de que tenha sido corrompido.

Durante a execução da ordem, ocorre um conflito. Nele, morrem 17 pessoas, sete ou oito policiais e nove ou dez campesinos. Pelo menos outras 50 pessoas saem feridas. Os números não são precisos, dependem da fonte. Este é um breve relato do sangrento conflito agrário ocorrido no último dia 15 em Canindeyú, região Noroeste do Paraguai, fronteira com o Brasil.

Dirigente do Movimento dos Campesinos, José Rodríguez afirma o seguinte: “As famílias estabelecidas na fazenda só resistiram ao despejo e não foram as culpadas dos disparos contra a polícia”. Chega a afirmar também que “pudo haber sido un autoatentado de la policía” [“Desalojo, sangre y fuego en Paraguay”, Página 12, 16/06/2012], para justificar as mortes dos sem-terra. Se isto for verdade, mostra do que são capazes a polícia corrupta e os que se dizem donos de grandes extensões de terra no Paraguai, inclusive alguns brasileiros.

Quem afirma que a terra lhe pertence é o empresário e fazendeiro Blas Riquelme, ex-senador do Partido Colorado, de oposição ao governo Lugo. Riquelme afirma que comprou a terra do Estado durante a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989). Militantes pela reforma agrária afirmam que a terra é pública, e que o ex-senador foi favorecido pelo ditador que lhe concedeu a área.

A partir destes fatos, a oposição, entre os quais o Partido Colorado (partido do fazendeiro e do juiz) e a Unión Nacional de Ciudadanos Éticos (ironia no próprio nome), partido dos oviedistas (seguidores de Lino Oviedo), com apoio do Partido Liberal Radical Autêntico, a que pertence o vice-presidente, passam a responsabilizar o presidente Fernando Lugo pelas mortes.

Quarta feira, 20 de junho: Lugo anuncia a criação de uma comissão especial para investigar a razão da violência e as causas das mortes. Antes, porém, no dia 16, o presidente já havia aceitado, como exigia a oposição, a renúncia do seu ministro do Interior, Carlos Filizzola, e de seu chefe de Polícia. Não foi suficiente, pois a oposição quer o golpe. Um golpe com cara de legalidade, semelhante àquele que ocorreu em Honduras, há exatos três anos, em junho de 2009.

A comissão especial não começou a trabalhar. Mas seu trabalho não interessava a oposição, pois esta trabalha com versões e não com fatos. E as versões continuam: alguns afirmam que os campesinos emboscaram os policiais. Outros culpam a polícia. O que menos importa para a oposição é apurar como tudo ocorreu. Apurar a verdade.

A ela importa a versão do fato e, a partir daí, punir o ‘culpado’ (Fernando Lugo). Culpado não pelo trágico fato, mas o culpado identificado pela versão que a oposição criou.

O conflito ocorreu no dia 15, e já no dia seguinte começou a ser veiculado publicamente que a oposição tentaria um impeachment, batizado pela própria oposição de “juicio político” de Lugo. A oposição utilizou o conflito com o objetivo de criar a condição para o “juicio político” do presidente.

Sobre este “juicio”, o ministro do Interior (agora ex), Carlos Filizzola, afirmou que “no existen ni pies ni cabezas, ni argumento alguno” [“Desalojo, sangre y fuego en Paraguay”, Página 12, 16/06/2012] para solicitar o “juicio” político de Lugo como pediu o presidente da Unión de Gremios de la Producción (a UDR do Paraguai, onde se aglutinam os “ruralistas”, brasileiros ou não, daquele país), Héctor Cristaldo. Já no dia seguinte ao conflito, foi pedido o impeachment.

A questão da terra no Paraguai é um dos mais complexos problemas. Os grandes proprietários são acusados, com algumas exceções, de apoderarem-se da terra através de métodos ilegais, como, por exemplo, favorecimento do ditador Stroessner. O ditador expropriava a terra de seus adversários e dava a seus correligionários do Partido Colorado. E nesta questionada situação está a terra de Blas Riquelme.

O empresário, fazendeiro e ex-senador do Partido Colorado é conhecido pela riqueza e por várias frases célebres, tais como: “o sujeito lavou as mãos como Pitágoras”, ou “a la oposición nada le gusta, nada le conforma, son como el perro de Don Ortellado, no comen ni dejan comer” [‘Político, empresário e dirigente’, Pagina12, 16/6/2012). Porém, agora, a oposição, da qual faz parte Riquelme, soltou todos seus ferozes cães contra Lugo e, mais uma vez, contra o povo paraguaio.

Riquelme também foi denunciado por suposta fraude eleitoral nas eleições internas do Partido Colorado, realizadas em 27 de dezembro de 1992 (repare a data: 27 de dezembro, entre natal e ano novo). Também foi presidente do Cerro Porteño entre 1972 e 1974 e é hoje um dos homens mais ricos do Paraguai.

No final da tarde do dia 21 (quinta-feira), depois de o impeachment ter sido já aprovado (73 votos a favor e um contra) pelos deputados, sem sequer direito de defesa, fiquei ouvindo uma rádio (não me recordo o nome), via internet, de Assunção.

Ouvi de alguns parlamentares paraguaios algumas pérolas, se não da qualidade das de Blas Riquelme, muito próximas. Como a audição não estava perfeita, não consegui anotar os nomes, mas parte do que afirmavam.

Um parlamentar justificava que não era um golpe de Estado, que não é a ruptura de um processo democrático, pois há “um vice democraticamente eleito”. Outro, na eminência da cassação, dizia que Lugo não quer “renunciar porque não quer soltar a mamadeira”.

Um terceiro argumentava que a renúncia seria importante para “descomprimir a situação”. Já um quarto, abusando da condição de o presidente ser um ex-bispo, pedia a Deus para que iluminasse a “Lugo pela primeira vez”.

Estes parlamentares não apresentaram, enquanto ouvi, nenhum argumento sério que justificasse o impeachment de Lugo. Era quase que o pedido de “pelo amor de Deus”, renuncie. Tive a impressão de que eles queriam lavar as mãos (Riquelme deve responder se como Pilatos ou como Pitágoras) para não cometer uma injustiça, mais um ato contra a democracia, contra o Estado de Direito.

Quando o pedido de “juicio” político chegou ao Senado, as cartas já estavam dadas e marcadas, tanto que o senador e presidente do Congresso Nacional paraguaio, Jorge Oviedo Matto, eleito pelo Unase, partido fundado pelo General golpista Lino Oviedo, acusou o presidente Lugo de ser cúmplice das mortes no conflito de Camendiyú:

“Acá no hay que hablar de jefe de policía ni de ministro, acá el presidente Lugo es el responsable de la seguridad interna, las fuerzas del orden están a su cargo. Esto no puede seguir así”, enfatizó. Ante la posibilidad de que los autores del asesinato de los policías fueran miembros del grupo denominado Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP), indicó que el mismo hace tiempo debía haber sido eliminado por las fuerzas de seguridad, de existir voluntad para ello (“El congreso amenaza a Lugo”, Página 12, 16/06/2012).

Sabem os paraguaios que o EPP é mais ficção e versão que fato.

As declarações do senador Oviedo, horas depois do conflito, mostra a predisposição da oposição: não apurar os fatos, mas trabalhar com uma versão.

Em declaração a Dario Pignotto (“Paraguai: fazendeiros estariam por trás da morte de camponeses”, Agência Carta Maior, 17/6/2012), Damasio Quiroga, secretário geral do Movimento Campesino Paraguaio, declarou:

“O que aconteceu foi uma matança contra nossos companheiros, muitas mentiras estão sendo ditas para prejudicar o que a gente disse dos camponeses que estão lutando por terra para trabalhar, que estão lutando pelo direito à reforma agrária. Confirmo que, até esse momento, são 12 os companheiros que foram assassinados […] Também ficamos sabendo que alguns foram executados depois de terem sido presos”.

Versões continuaram desde o conflito até o dia do impeachment. A oposição canta vitória, no entanto, não se sabe como exatamente ocorreram os fatos. Não se conhece a verdade. Foi conflito ou enfrentamento? Quantas pessoas participaram? Quantas eram? Quantos foram os feridos? Havia capangas infiltrados? Houve execução? Houve autoatentado? Nada disso interessa para a oposição. A ela não importa o fato, mas sim a versão. Usando a versão, cassaram um presidente. Deram um golpe (branco) de Estado.

Fernando Lugo foi eleito presidente do Paraguai em 2008 quebrando uma hegemonia de 35 anos do Partido Colorado. Tomou posse em 15 de agosto de 2008 para um mandato de cinco anos, até agosto de 2013. Foi o primeiro governo, desde o fim da ditadura, sem vínculos com o ditador Stroessner.

Nunca foi tolerado pelo Partido Colorado, pelo Unase e tampouco pelo PLRA (Partido Liberal Radical Autentico), este último, seu “aliado”.

Todos no Paraguai sabem que a polícia, o exército e todo o aparato estatal do Paraguai sempre foi instrumento dos ricos empresários, fazendeiros e da elite política.

Lugo não teve apoio do Congresso paraguaio para desbaratar este aparato estatal. Consequência: mais uma vez, não apenas Lugo, mas o povo paraguaio é vítima deste Estado.

Dr. Rosinha, deputado-federal (PT-PR), é o vice-presidente brasileiro do Parlamento do Mercosul. No twitter: @DrRosinha

PS do Viomundo: Acrescento ao pertinente artigo do Dr. Rosinha que, na Venezuela, também foi assim, em 2002. A versão de que Hugo Chávez havia mandado atirar em manifestantes desarmados, propagada pela mídia, foi determinante para ‘legitimar’ o golpe perante a opinião pública mundial.  Quem quiser refrescar a memória, veja aqui no documentário A Revolução Não Será Televisionada e aqui no documentário Puente Llaguno. Os documentários desmontam as mentiras dos golpistas e da mídia que os assessorou.

Leia também:

Brasil considera que houve ruptura da ordem democrática

Idilio Grimaldi: Com apoio da mídia, Paraguai inaugura o “golpe transgênico”

O que os Estados Unidos podem ganhar com o golpe no Paraguai



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34 comentários

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Dr. Rosinha: Paraguai, golpe parlamentar orquestrado - Blog do Bordalo

05 de abril de 2019 às 12h44

[…] No comunicado, os países-membros expressaram a “enérgica condenação à ruptura da ordem democrático ocorrida na República do Paraguai”. O comunicado informa ainda que os chefes de estado irão analisar novas “medidas a serem adotadas” – inclusive a adoção de sanções econômicas.   O golpe à democracia, já abençoado pelos EUA e Vaticano, foi desferido a toque de caixa. Aqui no Brasil, em 2005, foi tentado o mesmo golpe contra o presidente Lula. Clique para ler. Entenda o golpe no Paraguai no artigo a seguir, do deputado petista dr. Rosinha (PT-PR), publicado no blog Viomundo. […]

Responder

Renato Mocellin

25 de junho de 2012 às 21h40

Caro Doutor Rosinha, como seu eleitor aqui no Paraná fico muito feliz pelo seu posicionamento em relação ao golpe que derrubou o Presidente Lugo. Estudar a História da América Latina é sofrer intensamente. Ter a simpatia pela “bandeira listrada” é sinal de ignorância ou de desonestidade. Parte da elite brasileira conhece a História, contudo, como todos sabemos é desonesta. Desde a Guerra contra o México, passando pelo “Big Stick” e mais recentemente pela Doutrina da Segurança Nacional, os Estados Unidos têm atuado como coveiros dos regimes progressistas em nosso continente. O Governo brasileiro deve ser duro. O Paraguai deve ser isolado. O Governo Franco (o sobrenome é sugestivo) deve passar a pão e água. Nada de acordo com os golpistas. Nada de defender supostos interesses de latifundiários brasileiros no Paraguai. Vamos ver se o nosso Governo Dilma tem a mesma posição dos companheiros Chaves, Correia, Cristina e Morales. Um grande abraço!

Responder

João Heleno

25 de junho de 2012 às 17h39

A Embaixada Americana no Paraguai vem planejando esse golpe desde 2009

Fonte: WikiLeaks
Integra no link abaixo:
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1018

O EUA é um país de 2 caras, falso, traiçoeiro, perigoso.

Atenção Cristina, Hugo Chaves, Evo Morales, Rafael Correa, Dilma chegou a hora da verdade, mostrem a eles uma cópia do Telegrama da Embaixada Americana e digam que seus países não tem interesse em manter relações diplomaticas com gente falsa e mentirosa.

Ora, apregoando aos quatro ventos que são defensores da Democracia, mas os telegramas das embaixadas mostram que defendem é a ditadura; tai o Paraguai de prova. Eles detestam Democracia.
Eles não tem nada de bom para oferecer a América Latina.

Porque teremos de manter relações diplomáticas com países canalhas ?????

Não precisamos dele para nada.

Responder

Sagarana

25 de junho de 2012 às 17h20

Foi, de fato, um golpe. Golpe no traseiro do padreco de passeata.

Responder

Mácio

25 de junho de 2012 às 17h12

Tá no Vermelho:

Governo paraguaio mostra sua debilidade ao pedir ajuda a Lugo

A insólita petição de ajuda do atual presidente paraguaio, Federico Franco, ao destituído Chefe de Estado, Fernando Lugo, representou nesta segunda (25) uma evidente mostra de debilidade ante o repudio internacional que enfrenta esse novo governo.

Franco solicitou reunir-se com o dirigente deposto para que este lhe ajude a superar a crítica generalizada proveniente do exterior pelo acelerado processo utilizado para tirar de seu cargo o presidente Lugo, a nove meses da celebração de novas eleições gerais.

Minha pergunta é a seguinte: os golpistas de merda não esperavam nenhuma reação internacional?

Responder

    Mário SF Alves

    26 de junho de 2012 às 00h44

    Primeiro depõem o cara. Não sem antes rasgarem a declaração universal dos direitos humanos. E, depois, ainda não satisfeitos, convocam o deposto/destituído/humilhado/golpeado a ajudar a esfriarem a batata-quente. É muita arrogância, né não? Dessa pode se dizer tudo; só não se pode dizer que não foi o mais autêntico – e talvez único – produto made in Paraguai.

carlos cruz

25 de junho de 2012 às 16h15

O que difere o golpe no Paraguai dos outros tentados, alguns com sucesso, na atual América Latina? Criam uma situação de enfrentamento e “quebra da ordem” para justificar o impeachment.O mesmo processo foi tentado na Venezuela (Chavez), Brasil (Lula), Bolívia, Equador, Chile, Argentina, sem sucesso. Em Honduras e Paraguai conseguiram o resultado desejado, a deposição do presidente eleito. O processo de sufocação dos governos eleitos está dado, e com a demagogia da legalidade. Ou os paises da UNASUL/Mercosul agem com dureza, expulsando e sufocando governos ditadoriais, ou em pouco tempo teremos, mais uma vez, ditaduras serviçais a interesses externos comandando a Amárica Latina. Obs: deve-se instituir uma comissão extranacional de direitos humanos para averiguar o que aconteceu, sem a presença dos EUA ou representantes do governo paraguaio. Uma comissão já!

Responder

Jaime B.

25 de junho de 2012 às 14h52

Fabio Passos

Companheiro Fábio Passos, seu comentário foi estupendo, algo basilar eu diria, eu acho que a entrada da Venezuela do nosso amigo Hugo Chavez tem muito a contribuir para com o Mercosul, e não apenas no campo comercial, já que se trata de um belo país e com economia pujante e diversificada, também podem nos ensinar muitas coisas boas, tenho plena convicção que Chavez pode dar boas lições de como administrar um país com competência e fortalecer suas intituições, acho que a Venezuela seria um verdadeiro exemplo a ser seguido, um modelo de país não só para o Brasil bem como para o mundo, sob qualquer ponto de vista.

Quanto ao companheiro Gerson Carneiro, comentarista deste blog a quem confesso desde já minha grande admiração, eu não sei se impor sanções econômicas seriam suficientes, a gravidade do momento exige ações emergenciais, estive pensando que a melhor forma de combater esse golpe militar da direita e urdido nos porões da CIA e Casa Branca fosse na verdade uma invasão militar, impondo um governo provisório liderado pelo Brasil, acho que já deveríamos a está altura estarmos mobliando tropas a fim de prover uma ocupação militar.

Não quero arriscar, mas suponho que a UNASUL já esteja tomando providências neste sentido.

Invasão terrestre e ocupação do território Gerson, essa é a solução para fazer o Paraguai a trilhar pelo caminho da esquerda revolucionária e progressista.

Grande Doutor Rosinha.

Responder

    Willian

    25 de junho de 2012 às 15h47

    O melhor para o Paraguai eu não sei o que é, mas para o Jaime B. é, com certeza, camisa-de-força.

    Gerson Carneiro

    25 de junho de 2012 às 16h58

    Grande Jaime B.

    De verdade não sei o que pode ser feito grande Jaime, são só divagações. Mas que alguma coisa deve ser feito, sim, deve.

    Um grande abraço, e fico muito contente com sua admiração à minha pessoa.

    Jaime B.

    25 de junho de 2012 às 17h54

    Clap!!! Clap!!! Clap!!!Clap!!! Clap!!!

    Invasão militar imediatda e instalação de um governo chefiado por brasileiros.

    Todo o apoio da esquerda progressista e bolivariana democrática a fim de por na cadeia esses golpistas financiados pela CIA e Tio Sam.

    Há rumores de que Fidel Castro pode ajudar com equipamentos e tropas.

    P Pereira

    25 de junho de 2012 às 20h38

    Para bom entendedor meia palavra basta, né Jaime B. ?
    Aliás, você é parente do Diogo M.?

Mário Cesar Serafim

25 de junho de 2012 às 13h33

Trata-se de mais um golpe com as digitais da CIA. Ou o Brasil constrói já sua bomba atômica ou jamais seremos uma nação respeitada…

Responder

Alexandre Carlos Aguiar

25 de junho de 2012 às 13h08

Golpe de cartilha, conforme mandam as apostilas.
Resta saber como reagirão Brasil e Argentina, os maiores do bloco, daqui para frente, se complascentes ou decisivos.

Responder

DUDU

25 de junho de 2012 às 12h03

Está mais do que claro que os estados unidos estão por trás desse golpe.
Onde esses malditos põem a mão, com certeza dá merda.
Ô povo in fame…

Responder

Jair Orichio Junior

25 de junho de 2012 às 11h21

Azenha,
Quando o Merval e a Castanhede dizem que não houve Golpe… Por que é que a Mídia Alternativa não os contesta?
Existe algum código de ética entre vocês?
Só o PHA tem contestado eles…é impressão minha?

Responder

    Conceição Lemes

    25 de junho de 2012 às 11h39

    Jair, impressão tua. Ao usarmos a palavra golpe está claro o que achamos. abs

Ainda o Paraguay

25 de junho de 2012 às 10h55

[…] https://www.viomundo.com.br/politica/dr-rosinha-paraguai-golpe-parlamentar-orquestrado.html Categoria: Notícias 25 de junho de 2012 at 10:55 Nenhum comentário José Geraldo Fábio Deixe um Comentário ou Cancele a resposta […]

Responder

LEANDRO

25 de junho de 2012 às 10h47

Quem está gostando de tudo isso são nossos políticos. Esqueceram a CPI do Cachoeira, vão poder abafar tudo em paz.

Responder

Dr. Rosinha: Paraguai, golpe parlamentar orquestrado | nikoska.com

25 de junho de 2012 às 10h16

[…] Por Dr. Rosinha, publicado originalmente no Viomundo […]

Responder

Mardones Ferreira

25 de junho de 2012 às 09h57

A rapidez com a qual efetivaram o processo de impedimento do presidente Lugo foi incrível. De por inveja em qualquer ditadura!

E, como sempre, no Brasil, a imprensa não vai a fundo das questões que envolvem as doações do ditador Alfredo Stroessner, o senador e o juiz que estão com as digitais marcadas no caso das mortes.

É esperar para ver a reação do povo paraguaio e a atuação dos outros países do Mercosul, pois deve caber alguma possibilidade de pressão contra esse golpe por parte de Brasil e Argentina.

Responder

fabio

25 de junho de 2012 às 09h49 Responder

Paraguai: golpe ou impeachment? | OCOMPRIMIDO

25 de junho de 2012 às 09h45

[…] Os fatos que culminaram no pedido impeachment por mal desempenho de funções, como o manifestam, estão relacionados aos acontecimentos de Curuguaty, onde não se comprovou judicialmente ou através de uma série de investigações a responsabilidade do Presidente da República. Para saber mais sobre o que aconteceu em Curuguaty, clique aqui. […]

Responder

maria nadiê rodrigues

25 de junho de 2012 às 08h54

Há pouco escutei Jabor defendendo o golpe, reportando os casos dos filhos do ex-padre e ex-presidente pra denegrir a imagem dele, misturando alhos com bugalhos, até chegar em Dilma e Lula, e na defesa de Lula no episódio de Honduras. E assim age esse Jabor: sem passar um diazinho, sequer um dizinho, sem citar o nome de Lula, sempre se mordendo de ódio do ex-barbudo.

Responder

    Maria Thereza

    25 de junho de 2012 às 11h48

    O jabor não consegue ficar um dia sem citar o Lula (estou confiando em você, porque não leio nem ouço nada dessse energúmeno) porque morre de inveja, se rói todo. Lula é amado, é inteligente, é carismático, tem visão social. O outro só é conhecido por meia dúzia de colegas e, mesmo assim duvido que receba alguma simpatia. Está, há anos, tentando se recompor como cineasta, mas só consegue mesmo escrever uma coluna de 3ª categoria. O ódio embota a criatividade, pois os verdadeiros artistas são pessoas um pouquinho mais generosas. Quem nasceu para jabor nunca chegará a ser a mosquinha no pão doce de Lula.

    Mário Cesar Serafim

    25 de junho de 2012 às 13h31

    Mas o que esperar do Jabor? Foi um cineasta medíocre, um falso comunista,é todo falso… Pensando bem, será que ele existe?

simas

25 de junho de 2012 às 00h56

E o Brasil tem uma dívida com o Paraguai… Outra, é a q pto se chegou na República Paraguaia: uma elite degradada, um balaio de ganâncias de multinacionais, inescrupulosas, uma atividade política comprometida com a corrupção; tdo institucionalizado por ditaduras, seguidas. O Pres Lugo representava uma esperança, aquela possibilidade para se imprimir alguma coisa de normal no cotidiano paraguaio. Mas, uma verdadeira máfia está, ao q indica, encastelada no aparelho do estado, profundamente, dificultando. Só a democracia, representativa, poderá libertar a nação paraguaia desse quase destino, negativo. Vamos, lá.

Responder

João-PR

25 de junho de 2012 às 00h24

O golpe paraguaio tem as digitais da CIA. E não me venham dizer que estou adepto da teoria da conspiração, pois os fatos demonstram claramente o que afirmo.
Atacaram o Paraguai, o elo fraco da democracia popular da América do Sul; atacaram o Paraguai pois lá podem estabelecer uma base militar (cujo aeroporto já existe desde os tempos do Stroessner) dos EUA lá; atacaram o Paraguai para atacar a todos nós.
Espero que a tríplice aliança do bem (Argentina, Brasil e Uruguai) e os demais países do mercosul e Unasul se imponham, e não aceitem um golpe como este.
Ah, só para lembrar: em Honduras, está provado, o que houve foi golpe. Porém…alguém por aí ouve falar de Honduras??

Responder

    Fabio Passos

    25 de junho de 2012 às 07h46

    Concordo.
    Interessa aos eua implodir o Mercosul e impedir o desenvolvimento socio-econômico da região.

    Os eua nunca encontraram dificuldades para conquistar apoio dasa oligarquias entreguistas e corruptas na América Latina.

    Cabe as demais nações Sulamericanas lutar para impedir este atentado a democracia.

ccbregamim

24 de junho de 2012 às 23h32

a cia deu um golpe em nosso quintal!
atenção às fronteiras!

Responder

A questão agrária e o golpe paraguaio | Opinião Divergente

24 de junho de 2012 às 22h15

[…] Paraguai, golpe parlamentar orquestrado « Viomundo – O que você não vê na mídia. […]

Responder

Elias

24 de junho de 2012 às 19h54

Desde ontem e até este momento a TV Pública Paraguay transmite, ininterruptamente, Micrófono Abierto, programa de TV anti-golpe de estado ocorrido em Assunção. Cidadãs e cidadãos comuns soltam suas vozes do fundo coração, um verdadeiro espetáculo de indignação de um povo que não aceita o afastamento de seu presidente legítimo Fenando Lugo. “Lugo, Amigo! O povo está contigo!”, “Ditadura nunca mais!” ouve-se a cada final de um discurso.

http://www.desdeparaguay.com/tvpublica

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