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Dr. Rosinha: Muitos Nêumannes e poucas Elianes
Dr. Rosinha: "Cego pelo ódio, fala besteiras imaginando que em frente à tevê há uma multidão de ignorantes, tontos e imbecis"
Política

Dr. Rosinha: Muitos Nêumannes e poucas Elianes


08/05/2013 - 19h36

Dr. Rosinha: "Cego pelo ódio, fala besteiras imaginando que em frente à tevê há uma multidão de ignorantes, tontos e imbecis"

Muitos Nêumannes e poucas Elianes

por Dr. Rosinha, especial para o Viomundo

Conheci a escritora Eliane Brum quando li o livro “Dignidade”, e de lá para cá me tornei não só um leitor mas também um admirador de seus artigos, me identificando com muitos deles.

O último que li, Pela ampliação da maioridade moral, de 22 abril, me levou a imaginar que estava diante do texto definitivo sobre o tema da redução da maioridade penal. Imaginei que qualquer pessoa inteligente que o lesse seria convencido por seus argumentos.

Mas muitos não o leram e entre eles acredito estar o senhor José Nêumanne Pinto.

No dia 30 de abril, ouvi o referido senhor, no programa SBT Brasil, dizer que “o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o PT, que manda no governo e manda no Congresso, garantem que ninguém pode mudar a Constituição, porque [a maioridade penal] é cláusula pétrea. No caso, o direito deles [os menores] de matarem qualquer um de nós. Os caras mandam e a nós não resta mais do que rezar para que não cruzemos com esses menores algum dia em nosso caminho”. (O grifo é meu.)

Assim que ouvi essas frases, me pus a pensar: a que santo devo recorrer? Pois não há fundamento no que o senhor Nêumanne Pinto falou. Sei que ignorante não é, então o que falou só pode ser resultado de má-fé ou ódio ao PT.

As frases vieram em reação às manifestações dos ministros sobre o reclamo da “opinião pública” para a redução da maioridade penal.

Conheço há muitos anos os ministros citados e nenhum deles jamais defendeu a impunidade de qualquer assassino ou o direito de alguém de matar o seu próximo.

Tampouco, e isso sabe o senhor Nêumanne Pinto, o PT manda no governo e no Congresso, como ele afirma. O PT, através da presidenta Dilma Roussseff e do seu vice, Michel Temer (PMDB), é quem governa, o que não significa “mandar”. Já o Congresso Nacional tem na presidência um senador do PMDB.

O senhor Nêumanne Pinto sabe disso, mas seu ódio ao PT o cega. E cego, não consegue ver essa realidade.

Para aqueles que, como o senhor Nêumanne Pinto, não leram o artigo de Eliane Brum, seu título, “Pela ampliação da maioridade moral”, já diz a que veio: cobrar do Estado brasileiro que assuma sua maioridade moral e passe imediatamente a cuidar de seus filhos.

Indignada, Eliane pede “não para aumentar o rigor da lei para adolescentes, mas para aumentar nosso rigor ao exigir que a lei seja cumprida pelos governantes que querem aumentar o rigor da lei”.

Como a razão para pedir a redução da maioridade penal é a criminalidade, Eliane cita um documento da Fundação Abrinq que reúne as estatísticas sobre o tema. “Mais de 8.600 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil em 2010, segundo o Mapa da Violência. Vou repetir: mais de 8.600. Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre os 99 países com as maiores taxas de homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Em 2012, mais de 120 mil crianças e adolescentes foram vítimas de maus tratos e agressões segundo o relatório dos atendimentos no Disque 100. Deste total de casos, 68% sofreram negligência, 49,20% violência psicológica, 46,70% violência física, 29,20% violência sexual e 8,60% exploração do trabalho infantil. Menos de 3% dos suspeitos de terem cometido violência contra crianças e adolescentes tinham entre 12 e 18 anos incompletos, conforme levantamento feito entre janeiro e agosto de 2011. Quem comete violência contra crianças e adolescentes são os adultos. Será que o assassinato de mais de 8.600 crianças e adolescentes e os maus tratos de mais de 120 mil não valem a nossa indignação?” Não vale uma ação do Estado?

Estes dados de violência contra crianças e adolescentes são estarrecedores. Apesar disso, não vi o senhor Nêumanne Pinto fazer qualquer comentário a respeito. Caso vier a fazer, provavelmente não será contra a incapacidade do Estado brasileiro, mas sim contra o PT especificamente.

Eliane Brum continua e chama a atenção para o fato de que do “total de adolescentes em conflito com a lei em 2011 no Brasil, [apenas] 8,4% cometeram homicídios. A maioria dos delitos é roubo, seguido por tráfico. Quase metade do total de adolescentes infratores realizaram o primeiro ato infracional entre os 15 e os 17 anos, conforme uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E, adivinhe: a maioria abandonou a escola (ou foi abandonado por ela) aos 14 anos, entre a quinta e a sexta séries. E quase 90% não completou o ensino fundamental”.

Recentemente estive com o Professor Adauto, na cidade de Sarandi, região metropolitana de Maringá, norte do Paraná. Adauto é professor na Penitenciária de Maringá. Durante nossa conversa ele revelou que parte dos seus atuais alunos na penitenciária é de desistentes da rede pública de ensino. São aqueles adolescentes que abandonaram a escola, sem nenhuma preocupação do Estado. Por isso, como Eliane, eu clamo pela maioridade moral do Estado brasileiro.

O artigo de Eliane Brum, que todos deveriam ler, é um dos mais lúcidos textos sobre a redução da maioridade penal. Dele extraio somente mais um trecho: “Vale a pena registrar ainda que o número de crimes contra a pessoa cometidos por adolescentes diminuiu – e não aumentou, como alguns querem fazer parecer. Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, entre 2002 e 2011 os casos de homicídio apresentaram uma redução de 14,9% para 8,4%; os de latrocínio (roubo seguido de morte), de 5,5% para 1,9%; e os de estupro, de 3,3% para 1%. Vale a pena também dar a dimensão real do problema: da população total dos adolescentes brasileiros, apenas 0,09% cumprem medidas socioeducativas como infratores. Vou repetir: 0,09%. E a maioria deles cometeram crimes contra o patrimônio”.

Um dos graves problemas de nosso país é que há muitos Nêumannes e poucas Elianes.

Dr. Rosinha, médico pediatra, deputado federal (PT-PR), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

Leia também:

Miguel do Rosário: Pelo amor de Deus, Damatta, quanta besteira!



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78 comentários

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Dr. Rosinha – deputado federal – PT Paraná

14 de maio de 2013 às 16h08

[…] Texto originalmente publicado no Viomundo. […]

Responder

Edgar Rocha

10 de maio de 2013 às 16h51

Uma coisa é certa: dada a enorme quantidade de participações num post como este, é consenso de que esta questão deve ser discutida e que há uma necessidade generalizada de se resolvê-la. Seja vista pelo viés da impunidade, da crítica social, da crítica às instituições de segurança, este assunto tem monopolizado não só a discussão política, mas as ansiedades mais cotidianas do brasileiro em geral. Fato este que não tem encontrado eco nos meios de comunicação, muito menos abordado de maneira informativa e realista, o que gera uma série de equívocos da parte de quem se pronuncia. Estamos discutindo um assunto que nos toca diretamente na epiderme e no coração. E nos falta espaço pra falarmos abertamente sobre nossas experiências e nosso ponto de vista, sem que nos enquadremos no binômio “jovem desamparado” (acusado de insensível e irreal) e “jovem criminoso” (acusado de fascista e impetuoso). Esta dicotomia é falsa. A questão é complexa e as análises mais realistas são passíveis de censura, perseguição cotidiana ou até pena de morte. Isto é repressão. Somos induzidos a dar ao tema um tratamento que nos separa e nos imobiliza, exigindo aços insitucionais que, de uma forma ou de outra, convergem para a impunidade dos responsáveis por tal realidade e ineficácia nas ações de contenção do problema. Parabenizo este espaço pela liberdade e democracia e, peço permissão pra fazer um desagravo: já tentei apresentar em comentário feito na Carta Capital, em matérias que abordam esta questão, posicionamentos semelhantes ao colocados neste post e que diferiam da condução dicotômica do tema a qual me referi. Fui solenemente censurado por cinco vezes, sem que me dessem uma única justificativa. A única resposta que obtive ao apontar tal censura foi a seguinte: “Chorão!” Ora, se um periódico que se diz democrático e simpatizante da esquerda, age desta forma, o que esperar dos chamados PiGs? Reitero meus respeitos ao Jornalista Carlos Azenha e ao espírito democrático do Viomundo. E peço que avaliem, antes de qualquer coisa, a quem beneficia o atual massacre de toda uma geração e sua transformação de monstros cruéis pelos quais sentimos alívio quando vemos estendidos no chão com a cabeça explodida.

Responder

Julio Silveira

10 de maio de 2013 às 11h54

Para mim pouco importa a fala do Neumane, esse intelectual da midia PIG. Outro dentre varios que constrõem convicções direitistas e reacionárias, mas apenas para mentes que tiveram pouca atenção desde a infância resultando em cidadãos frágeis em convicções, que costumam comprar aquelas vendidas como sabias pelos detentores do poder da palavra, tranformadora em poder financeiro. Mas, como o pau que bate em Chico bate em Francisco, nessa má formação também eclodem suas antiteses, outras mentes vazias propensas a aderir ao antogonismo puro e simples, sem questionar, sem se disporem a entrar no merito dos problemas. Apenas desqualificando-o ou elevando-o, conforme a simpatia ou antipatia pelo proponente do debate.
Neste caso especifico, em que as vitimas não são teóricas, nem abstratas, mas reais, vistas no dia dia da cidadania, com familias e com dor, tambem acredito que algo deva ser feito no sentido de rebaixar a maioridade penal. A juventude no Brasil de hoje é muito diferente do que já foi no tempo dos meus páis. Hoje a informação existe, a comunicação está diponivel ai, e aqui mesmo. A ingenuidade jovem já passa longe, a massificação da violência, a profusão da comunicação de criminosos e do alcance de suas palavras, que eensurdece filhos ante o aconselhamento paterno, traz coisas nefastas a sociedade, mas tambem retira a desculpa da ignorância, da ingenuidade, do desconhecimento, as redes sociais e a internet, estão aí mesmo para aferir essa novidade. O amadurecimento que existe hoje, não reconhecido, serve apenas para a manutenção da cultura da impunidade e do imobilismo social, enquanto o problema não nos atingir. Fruto de uma sociedade egoista e sem comprometimento com as vitimas. Que se culpe a ideologica dominante. Mas fazer o que? eu pelo menos não irei querer ser vitima de criminosos menores ou maiores com todas as desculpas sociais que eles possam ter, nem eu nem minha familia, já que batalhamos pelas nossas consciências.

Responder

Jose Mario HRP

10 de maio de 2013 às 07h04 Responder

Fernando

09 de maio de 2013 às 23h10

Dr. Rosinha: “Cego pelo ódio, fala besteiras imaginando que em frente à tevê há uma multidão de ignorantes, tontos e imbecis”……….e o pior é que tem, os eleitores da direita!!!

Responder

Marat

09 de maio de 2013 às 21h00

Esse Nêumani pinto sempre falha em suas colocações!

Responder

Fabio Passos

09 de maio de 2013 às 19h41

Vale a pena assistir e refletir…

F.U.R.T.O – Ego City
http://m.youtube.com/#/watch?v=_Dv7pgOYeJ8

Carros à prova de bala, com vidros à prova de gente
Cor fumê da indiferença
E vão lambendo os cartões de crédito.
Comprando de quase tudo; do orgulho à cocaína de dólares a meninas

(…)

De frente pro mar, de costas pro mundo
Perderam o governo, mas ainda seguram os trunfos

Responder

mineiro

09 de maio de 2013 às 19h16

tai nao tem regulaçao de imprensa , temos que aturar um lixo desses. esse imbecil é so mais um que compoe essa rede de mentiras que existe no pig golpista. isso ai é o que nos temos que aturar todos os dias , para quem tem estomago forte é claro,pra quem nao tem asia. porque so a voz desse imbecil ja vomito , de tao nojento que ele é. agora imagina , o resto do pig golpista que é trinta vezes pior. por que todos nos falam todos os dias em regulaçao de imprensa. porque é pelo menos tentar mudar isso, mas o pt e a pres.dilma nao quer, quer que aturemos gente dessa laia todos os dias , e depois eu quero ver na hora da eleiçao . o que ela tem a nos dizer.

Responder

Fabio Passos

09 de maio de 2013 às 18h57

Tem de colocar as criancas na escola.
Pra cadeia tem de mandar esta ricaiada branca e canalha que construiu um Apartheid Social no Brasil.

A principal causa da violencia no Brasil e a desigualdade social.
E as principais vitimas sao os jovens.

Os ricos sao o crime!

Responder

Urbano

09 de maio de 2013 às 18h20

Se inteligência fosse proporcional à cabeça, hein???

Responder

Pedro Teixeira

09 de maio de 2013 às 17h59

Sempre voto 13, mas nesse quesito, eu concordo com quem quer a redução da maioridade. Ausência de Estado não justifica estupro(para mim, o crime mais horrendo que possa existir) e nem homicídio. Com 15 anos uma pessoa já tem idéia do que seja a vida. OBS: não adianta me chamar de tucano, abomino o tucanato, e mesmo que a diminuição da maioridade não represente uma diminuição da violência juvenil, só a punição de um ser miserável desses já dá uma sensação de justiça a quem sofreu tamanha barbaridade para poderem seguir com a vida.

Responder

kalifa

09 de maio de 2013 às 15h04

Faltou o neumani pinto dizer que os criminosos de hoje estavam no ventre da mãe quando o psdb entrou no poder e da formação que deu aos jovens e os acordos com o PCC surgiu os bandidos de hoje!

Responder

Silvio I

09 de maio de 2013 às 15h01

Em quanto a sociedade não cuide de seus filhos (meninos em general, não se preocupe de dar escola,uma profissão u oficio, não teremos homens descentes).Também quando ter idade de ir a trabalhar, que exista trabalho para eles. Brasil necessita sempre criar por ano, mais de um milhão de lugares de trabalho. Porque essa e a quantidade de jovens, que entram no mercado. Os interessados em a redução da idade são os mesmos que tem mantido o Brasil, com essa vergonhosa diferença social. Agora que o PT, esta derrubando isso, são contra o PT porque este partido, está acabando com as diferenças sociais.

Responder

Gislaine Silva

09 de maio de 2013 às 14h46

Em palestra recente afirmei que o ex-presidente Lula mereceria pelo menos três verbetes no Guinness World Records. O primeiro por ter levado à pré-insolvência a Petrobrás, apesar de ser monopolista, a demanda por seus produtos ser inelástica, os preços internacionais, altos e as reservas conhecidas, elevadas. Fez a proeza de levar a maior empresa do País à pior situação desde que foi criada, há 60 anos. Promoveu o congelamento de seus preços em reais, instaurou uma administração de baixa qualidade e conduziu a privatização da estatal em benefício de partidos e sindicatos, com o PT no centro. Esse condomínio realizou investimentos mal feitos e/ou estranhos, sempre a preços inflados; queimou o patrimônio da Petrobrás na Bolívia; promoveu previsões irrealistas sobre o horizonte produtivo do pré-sal e fulminou, para essa área, o modelo de concessão, trocando-o pelo de partilha, que exige da empresa ampliação de capacidade financeira, administrativa e gerencial impossível de se materializar.

Outro verbete é o da desindustrialização, promovida ou acelerada pelo governo de Lula, ex-operário metalúrgico (durante dez anos). Uma ironia de bom tamanho, sem dúvida. O golpe decisivo foi dado a partir da crise internacional de 2008/2009, quando o real se desvalorizou e, ao mesmo tempo, a inflação quase virou deflação, criando-se uma oportunidade única para corrigir nosso malfadado atraso cambial. Mas o governo Lula jogou-a pela janela: já tinha aumentado a taxa de juros no começo da crise, fato único no planeta, e mesmo depois da quebra do Lehman Brothers demorou quatro meses para reduzi-la, timidamente. Daí em diante fez questão de mantê-la no nível real mais alto do mundo, forçando a revalorização da nossa moeda nos anos seguintes e comprometendo ainda mais, por isso, a competitividade da indústria.

Paralelamente, a política fiscal destinada a combater os efeitos da crise internacional enfatizou, sobretudo, o consumo do governo, não os investimentos, contrariando o recomendado por nove entre dez manuais de economia. A tradicional rigidez fiscal foi tonificada como nunca antes neste país, atravancando a administração da economia, a eficiência e a efetividade do gasto público, presente e futuro.

A farra dos bens de consumo importados deu-se, em grande medida, à custa da expansão da produção doméstica. Para se ter uma ideia, de um saldo comercial de produtos manufaturados quase equilibrado em 2007 passamos a um déficit projetado de US$ 112 bilhões em 2013. Isso principalmente no caso de produtos de maior densidade tecnológica. Mas não só. A título de ilustração e emblema: sabem quem é o maior fornecedor dos materiais e alegorias do carnaval carioca? A China.

E entramos no terceiro verbete: a proeza de reviver desequilíbrios no balanço de pagamentos, não obstante a maior e mais intensa fase de bonança externa já experimentada pela economia brasileira. Desde 2003 os preços das exportações agrominerais do Brasil explodiram e os juros internacionais mantiveram-se baixos. Entre 2004 e 2010, apenas por conta do diferencial de preços entre nossas exportações e importações, o Brasil ganhou US$ 100 bilhões.
(…)

Responder

    Paulo Guedes

    09 de maio de 2013 às 16h44

    Discordo em gênero, número e grau com tuas acertivas.
    O diagnóstico não poderia ser mais tosco por obtido a partir de premissas e momentos históricos dispares.
    Estivesse o país sob a tutela de Zé Serra e Cia Tucana, aplicando sem pudor o receituário neoliberal, imposto a fórceps à Grécia, Chipre, Portugal e Espanha, o Brasil estaria de volta à idade das trevas com altas taxas de desemprego, crise social, de pires na mão passando-o entre os países centrais.
    Ao contrário temos US$350 bi de reservas, a exploração do pré-sal segue em ascensão (a queda de produção global é consequência de paradas técnicas e perda de produtividade de campos pós-sal mais antigos) e, vc repete a cantilena da “opinião publicada”, não houve aparelhamento nem inchaço da máquina administrativa federal – temos mais funcionários que ao final da era FHC, mas ainda menos que nos trágicos anos 1980 e 1990.
    Vc escreve bem, é articulado, mas tem recebido informações de setores não comprometidos com a busca de desenvolvimento dest varonil país.

    Pedro Teixeira

    09 de maio de 2013 às 18h01

    Em suma: cuidou bem do Brasil.

Gerson carneiro

09 de maio de 2013 às 14h29

José Nêumanne Pinto é um que há 40 anos termina os comentários citando o próprio nome mas, se perguntar pra qualquer pessoa quem ele é, a resposta virá em forma de pergunta:

– Zé Neumani, o quê?

Responder

nona fernandes

09 de maio de 2013 às 13h25

José Nêumanne de Pinto e Carlos Chagas, literalmente todos os dias cospem pelos cantos da boca, de tanto ódio que, provável e conscientemente, querem demonstrar. Ainda assim, acho que ambos não conseguem fazer muito mal ao País e nem ao PT, porque são múmias paralíticas que não devem ser levadas muito a sério. Isso é o que acredito. O que me preocupa e muito, é a também paraibana Rachel não sei das quantas. A moça, que estava escondida da grande mídia até Sílvio
Santos apostar nela, todas as suas fixas, é um verdadeiro horror. Quando vai emitir sua opinião sobre qualqeur assunto relacionado com o governo Dilma, ela posiciona a cabeça, joga os ombros para a frente, chama a câmara para si como se estivesse olhando em um espelho, faz trejeitos, e vomita ódio e outras porcarias. Dá até medo. Eu até gostava do jornalismo do SBT, mas hoje só me informo pela internet. Alguém pode alegar, se você não assite mais aos telejornais, como está sabendo disso? E eu respondo, quando estamos zapeando com o controle, muitas vezes erramos o caminho, e dá nisso.

Responder

José Carlos Araújo

09 de maio de 2013 às 13h00

Todos os dias nossos jovens são assassinados nas periferias das cidades…
Como esses adolescentes não são punidos pela justiça, os mesmos são assassinados por Matadores de Aluguel e/ou Traficantes. Essa é a maioridade penal.

Responder

Tomudjin

09 de maio de 2013 às 12h27

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
Provérbios 16:18.

Responder

Gersier

09 de maio de 2013 às 11h48

Dificilmente,mas dificilmente mesmo,eu assito os telejornais do SBT.Das pouquíssimas vezes,mudei de canal quando esse senhor começou a falar asneiras.Ô sujeitinho intragável.Uma coisa é certa,tudo que o Governo é contra,PIG e seus assemelhados são a favor e vice-versa.

Responder

    H. Back™

    10 de maio de 2013 às 00h57

    Esse Neumane (SBT) é a versão masculina da Míriam Leitão(Globo).

Filipe

09 de maio de 2013 às 11h43

Esquerdistas estão fazendo papel ridículo (igual o Bolsonaro):

Querem os torturadores da ditadura punidos como na Argentina, mas não querem o mesmo para menores assassinos.

Eu sou coerente, quero a punição de ambos, pra mim não existe luta de classes no debate da criminalidade.

O Brasil é o pais da impunidade e da injustiça, tentam criar a falsa impressão de que o país mudou quando inocentes são condenados no mensalão (enquanto o mensalão do PSDB nem foi julgado).

Responder

marco

09 de maio de 2013 às 10h35

Nêumane é a versão “B” malacabada do SBT para o idiota reacionário da globo: Alexandre Garcia.

Responder

Jose Mario HRP

09 de maio de 2013 às 10h10

Neumane faz parte desse esquema da PIG:

Responder

Hélio Pereira

09 de maio de 2013 às 09h39

Em 05/11/2013 o casal de namorados Liana Bei Friedenbach e Felipe Caffé foram mortos em Embu Guaçu,no Bairro Santa Rita,Divisa com Juquitiba.
Na época tivemos inumeros protestos e também o pedido de Redução da Maioridade Penal de 18 P/16 anos.
O Menor Roberto Aparecido Alves Cardoso,vulgo CHAMPINHA,foi preso junto com outros 4 maiores(Todos Condenados e presos até hoje),inclusive o CHAMPINHA,que tinha 16 anos,continua preso e hoje tem 26 anos,portanto esta detido a 10 anos!
Este caso mostra que existe condições de manter na cadeia Menores que praticam este tipo de crime,portanto não se justifica a “Gritaria” do Sr José Neumânne Pinto pela Redução da Maioridade Penal.
No caso da dentista de SB do Campo,o “Di menor” já hávia praticado DEZENAS de assaltos a Consultórios,sempre uttilizando de violência e se a Policia fosse mais eficiente,ele teria sido preso há mais tempo e não teria ocorrido este assassinato brutal.
Alckmin defende a Redução da maioridade Penal,apenas pra se eximir de culpa na área da Segurança,passando a impressão,de que basta mudar a Lei e tudo se resolve,acabam os assaltos,extupros,explosões de caixas eletrónicos,arrastões,Tráfico de Drogas,assaltos,cracolândia etc,enfim parece que nosso Governador não tem culpa por tudo que vem ocorrendo em nosso estado,”a culpa é da legislação que protege os menores” e o Sr Neumânne parece concordar com ele.
Hoje vi o Alckmin falando em acabar com a corrupção,levando corruptos pra Guilhotina,sendo assim fico imaginando que ele “quer exterminar com a própria familia”,ou estou errado?

Responder

    Hélio Pereira

    09 de maio de 2013 às 09h42

    Obs o caso de Embu Guaçu,ocorreu em 05/11/2003 e não 2013,foi erro de digitação.

Mardones

09 de maio de 2013 às 09h00

Muitas Dilmas e poucas Cristinas.

Responder

Zhungarian Alatau

09 de maio de 2013 às 08h58

Nêumanne bem que tenta ser alguém no PiG. Mas nem pra PiG o cara tem competência. Odeia o Lula, pois Lula tem reconhecimento internacional.
Afinal, Lula foi longe demais. E a vaidade desses parasitas não suporta o FATO.

Responder

    Falando pra pobre

    09 de maio de 2013 às 10h21

    Seria ele um nordestino que não teve reconhecimento? Ele parece nordestino ( eu sou sempre a favor de nordestinos)Seria aquela coisa explicada pela Marta, de negar o que se é?

sebastiao

09 de maio de 2013 às 08h38

Jose Neumane Pinto é um reacionário e um grande mentiroso.Sinto nojo quando
vejo sua figura na TV,mudo de canal automaticamente.

Responder

Martins Andrade

09 de maio de 2013 às 08h10

Esse Jornalista é meu conterrâneo regional.
E despeja ódio todo dia, com seus comentários preconceituosos, contra nossa região, o Nordeste.
É descendente de velhas e tradicionais oligarquias ligadas à cana de açucar. Daí, trazer em suas veias “Sangue velho dos vossos avós”, como diria o poeta Portugues José Régio, em Cântico Negro.
Conseguiu uma cadeira entre os ultraconservadores do sul maravilha e já esqueceu a parentada da terra natal,muitos deles vivendo também do bolsa família, que a troupe do Nêumannes chama de bolsa esmola.
Mas, a grande insanidade proferida por esse cidadão,foi no acidente com o avião da Tam, em São Paulo. Os destroços da aeronave ainda subiam, o fogo ainda travava uma luta para se animar na explosão que se seguiria, a mutilação dos corpos dos passageiros ainda nem se iniciara, a carbonização de tudo que era inflamavel sequer começara, e o tal Nêumannes Pinto já bradava sua odienta, preconceituosa e segregativa opinião: O CULPADO FOI O LULA!
Querendo,talvez, que os desesperados famíliares, e toda a população brasileira acorresem a Brasília para crucificar o presidente da República, por um acidente ocasionado por uma peça do avião, que não funcionou.
Triste!

Responder

RicardãoCarioca

09 de maio de 2013 às 07h38

Não sou a favor de linhas de corte para a maioridade (18, 21, 16 anos,…) porque não é um método inteligente.

Gostaria que menores fossem tratados como adultos sobre seus crimes perante à justiça após avaliação do menor e do crime, tal como é feito em alguns outros países.

Mas, como isso geraria custos, o legislador brazuca vai continuar eternamente com a ideia de linha de corte.

Responder

    Romanelli

    09 de maio de 2013 às 09h26

    tá perto …é puraí ..até presidiários INCORRIGÍVEIS são jogados precocemente nas ruas pq não temos cadeias ..e isso depois de terem tido suas penas reduzidas a autenticas chacotas jurídica, ou a terem tido a chance de GOZAR em pleno castigo ao ponto de sem condição fazerem até filho

    difícil ..solidariedade Às vítimas agredidas, crime e castigo, meritocracia, palavras que pra nossa sociedade hoje são vazias

    http://www.youtube.com/watch?v=RYZtqKt6gbA

    Falando pra pobre

    09 de maio de 2013 às 10h23

    Ricardão,
    Todos queremos. O problema é que isso é cortina de fumaça. A policia é tão pobreem tudo que nem estatisticas tem. Só falácia.

Maria Fulô

09 de maio de 2013 às 06h19

Como tantos outros veteranos, e não só do jornalismo, esse tal de Neumanne procura apenas manter seu emprego ladrando coisas que os donos do Canil querem ouvir… lembram do negro servil da Casa Grande no filme “Django Livre” (magnificamente interpretado por Sam Jackson) ? É isso que esse idiota faz…

Responder

    Falando pra pobre

    09 de maio de 2013 às 10h25

    Até o PIG tem se livrado dessas figuras.

Romanelli

09 de maio de 2013 às 05h59

Sou a favor da diminuição da maioridade penal, assim como favorável a que os condenados cumpram o TOTAL de suas penas com dignidade, sem penduricalhos e/ou regalias, mas que cumpram em cadeias limpas e não em masmorras superlotadas como hoje em dia.

Não entendo como podemos ser tão hipócritas, como podemos por exemplo permitir que um jovem vote aos 16 (talvez o ato mais consciente numa sociedade) e doutro lado não reconhecermos que ele sabe muito bem do que faz.

EVIDENTE que a diminuição da maioridade NÃO acabará com muitos dos crimes, assim que a maior frequência destes delinquentes pouco ou quase nada os afastara da criminalidade.

Desagregação da família, uso de inúmeras drogas, uma sociedade hedonista a lhe tentar todos os dias, a falta duma estrutura familiar, pessoal e social, tudo isso faz parte sim, inclusive os valores sociais que lhe são transmitidos, como a VALORIZAÇÃO da vida humana como bem mais supremo, ou o respeito e reconhecimento do esforço do próximo, ao mérito, coisa entre nós tão esquecida.

PSICOPATAS tem em todas as idades, e chega a ser OFENSIVO tanto às vítimas como a seus próximos que os algozes sejam tratados como “passivos”, enquanto seus alvos como meras estatísticas.

chega de POESIA, de infantilidade com o tema, vamos praticar mais a coerência, o “não faça ao próximo…”

Aqui não estamos correndo atrás de gente inocente, nem atrás de carente já cercado de tanta assistência ..francamente, se 92% diz que sim, político em democracia não tem que discutir coisa nenhuma, ACATA e pronto ..ou será que aqui, como sempre denuncio, efetivamente não vivemos na democracia que sonhamos ?

O maior mérito duma PUNIÇÃO célere e transparente, COERENTE, não é o castigo ou a TORTURA a que muitos dos nossos condenados são subordinados, mas sim o EXEMPLO, o DESESTÍMULO, o ENSINAMENTO que passamos aos que dali pra frente pensarem e/ou se atreverem.

SIM, a quase certeza da impunidade MATA, mata sim ..e CHEGA desta história de ficarmos vermos governos INCOMPETENTES, destes que não reservam verbas pra construção de novos presídios pq não dá voto, ficarem promovendo a custa de mentiras, o esvaziamento forçado a titulo de política “humanista”

ps – pelas escolas que passei nenhuma matéria tinha que me dizer da importância ao respeito da vida do próximo, e você ?

Responder

Gerson Carneiro

09 de maio de 2013 às 05h29

É de tão simples compreensão a criminalidade que envolve os adolescentes. Mas a imbecialização resultante do ódio ao PT, acrescida de má-fé, impede qualquer resquício de honestidade para encarar a realidade.

Fato é: atacam agora a consequência, e não a causa.

O Estado destruiu a Escola. A Escola deixou de ser atraente para os jovens. O Estado preocupou-se apenas em encontrar um mecanismo que o possibilitasse de se livrar rapidamente da responsabilidade que tem de educar os jovens. E encontrou. A tal progressão continuada.

A progressão continuada acelera a expulsão do adolescente da rede pública de ensino, livra o Estado da responsabilidade de educá-lo, e tira do adolescente o atributo da responsabilidade. Resulta daí um exército de analfabetos funcionais.

Do exército de analfabetos funcionais formado pelo Estado brotam potenciais criminosos. Pessoas despreparadas para a vida, sem motivação, sem senso de responsabilidade, sem referência de condutas saudáveis, sem perspectivas.

E em um exército de jovens com essa formação, óbvio que haverá “corajosos” que levarão ao extremo suas fantasias tais como, estuprar alguém dentro de um ônibus.

Ou seja, o Estado cria monstros.

Eu estudei em uma escola, na Bahia, aonde o dono da escola sempre dizia:

“Se não dermos oportunidade real para os jovens sem condição financeira empregarem suas inteligências para o bem, haverá grande possibilidade desses jovens empregá-las para o mal. A criminalidade abrirá portas para estes jovens”.

Essa escola, apesar de ser de um particular, selecionava (através de uma bateria de estudos e provas aos quais o candidato era submetido) alunos de origem de famílias pobres no interior do Nordeste. Alunos egressos de escolas da rede pública de ensino. Destinava apenas 5% das vagas para alunos não pobres. Estudávamos sob regime de internato e bolsa de estudo. Fui nessa escola contemporâneo do hoje deputado federal Jean Wyllys.

Uma pessoa pobre convive com muitas desgraças desde cedo, e a convivência diária com tais desgraças traduz em grande possibilidade de torná-la insensível a estas mesmas desgraças, no sentido de reproduzí-las. Exemplo, o filho que cresce vendo o pai chegar alcoolizado em casa, após um exaustivo dia de trabalho, e espancar a mãe. A possibilidade desssa pessoa repetir essa cena trágica ao se tornar um adulto, cresce com a convivência diária com esse tipo de situação aliada à falta de oportunidade e perspectiva de mudança de vida.

Então é preciso eliminar a causa, a origem da criminalidade. Criminalidade é só consequência.

Responder

    Gerson Carneiro

    09 de maio de 2013 às 05h42

    Em tempo: Refiro-me à gente pobre não para dizer que pobreza é sinônimo de criminalidade. Refiro-me à gente pobre porque fui pobre e passei pelo processo de ter sido salvo pela Educação. “Salvo” no sentido de ter perspectativa de mudança e melhora de vida. Aliás, para criminosos pobres pensa-se em cadeia; para criminosos ricos pensa-se em bons advogados para inocentá-los. Como ocorre neste instante com a quadrilha denominada “Playboys do Tráfico”.

    Romanelli

    09 de maio de 2013 às 09h20

    sei sei ..papo desprovido de ciência

    Colega, vc tem que separar os diversos tipos de crime ..os famélicos, os de origem social, furto, roubo, ou os a serviço do trafego por ex

    Há tb os assassinos, reincidentes, os sádicos, premeditados, de psicopatas em ato de crueldade

    Problema é que hoje todos ficam sob o mesmo teto com este estatuto

    MAIS do que escola, o que falta são CADEIAS ..hoje por ex, crimes como corrupção e estelionato, tem praticamente 100% de chances de JAMAIS serem reparados ..Pior até do que facilitação à prostituição de adultos e/ou até mesmo o de traficante, o corrupto sequer se justifica socialmente, e este cancro sempre nos sai livre

    francamente, cultivamos sim, não a ignorância como vc diz ..afinal, todos os índices de alfabetização estão sendo superados, o desemprego e concentração SEVERAMENTE combatidos ..o que estamos de fato cultivando é a IMPUNIDADE, a falta de parâmetro MORAL, valor, este que é dado pela censura pra quem OUSA AGREDIR ao próximo por ex. (e aqui não digo que precisamos nos transformar numa Nação muçulmana de amputação não)

    de sua corrente de pensamento eu já vi gente sendo contrário às UPPs recentemente ..poetas, essa é a verdade, poetas desprovidos de senso de justiça, solidariedade para com as PACATAS e honestas, indefesas vítimas ..estas que tem descartados precocemente seus sonhos de apenas poderem viver o que o bandido assassino vai, pelas nossas frágeis leis, vai ter a chance de desfrutar pra valer

    em tempo, ontem em Sp foi preso um cara que após MATAR um policial, foi alvejado tb ..nas costas ele tinha a condenação por ROUBO, assassinato e SEQUESTRO ..francamente, confiar em quem, em ?

    http://www.youtube.com/watch?v=RYZtqKt6gbA

    Falando pra pobre

    09 de maio de 2013 às 10h27

    e para a máfia do asfalto…

Jorge Portugal

09 de maio de 2013 às 01h18

Eu sou a favor da redução da maioridade penal! Mas acho também que um menor infrator por roubar um pacote de biscoito em uma padaria, não receber a mesma pena, ou o mesmo tratamento que um menor estuprador. O que rouba o biscoito deve ter um tratamento sócio educativa, mas o estuprador, ou assassino deve responder pelos seus atos. Mas sei que isso não vai acontecer, infelizmente, o ladrão de biscoito vai ter a mesma pena que o assassino.

Responder

    Alexandro Rodrigues

    10 de maio de 2013 às 10h21

    Pô Jorge, você é muito malvado… O pobre coitadinho que queimou a dentista é só mais uma vítima do Estado Brasileiro…

FrancoAtirador

09 de maio de 2013 às 00h41

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“Quero ver se acontece com tua família…”.
Uma reflexão sobre Justiça, Direito e Estado

Em debates envolvendo direitos humanos, especialmente quando os humanos em questão são presidiários, rapidamente alguém esgrime a frase: “quero ver se acontecer com tua família…”. O uso dessa expressão apoia-se em sentimentos compreensíveis, mas evidencia o quanto os conceitos de Direito, Justiça e Estado ainda são contra-intuitivos.

Por Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior

Em debates envolvendo direitos humanos, especialmente quando os humanos em questão são presidiários, rapidamente alguém esgrime a frase: “quero ver se acontecer com tua família…”. É uma expressão muito usada, por exemplo, em debates cotidianos sobre a pena de morte. Para os defensores desta máxima, tudo se passa como se ela fosse uma espécie de premissa fundadora da justiça. O complemento – nem sempre expresso – da frase é: (se acontecer com alguém da minha família)…tem que arrebentar e matar.

O uso da premissa ameaçadora “quero ver se acontecer com a tua família” apoia-se em sentimentos compreensíveis de raiva e vingança comuns em caso de violência. Ela é acompanhada, muitas vezes, por outra premissa, mais ameaçadora ainda, que consiste em invocar episódios particulares de violência extrema com requintes de crueldade para justificar teses gerais sobre o tratamento de presos. A maioria das pessoas tem hoje um integrante da família ou alguém próximo que foi vítima de um ato violento, seja um assalto, um roubo, um acidente causado por imprudência, um episódio de violência doméstica ou mesmo um assassinato. Estes casos particulares, porém, por mais dramáticos e dolorosos que sejam, não justificam a adoção da “justiça pelas próprias mãos”. Essa é uma das razões pelas quais existem coisas como o Direito, a Justiça e o Estado. Se quisermos abrir mão dessas instituições, por maiores que sejam suas imperfeições, em pouco tempo estaremos de quatro urrando nas matas.

A frequência no uso da expressão citada mostra como esses conceitos (Direito, Justiça e Estado) ainda são um tanto contra-intuitivos, ou seja, seu significado e suas implicações ainda escapam a muita gente. A construção desses conceitos e sua transformação em ordenamento jurídico e instituições levaram séculos e custaram muito sangue derramado. A instituição do conceito de Estado, em especial, exigiu algumas renúncias, entre elas, a de querer fazer justiça com as próprias mãos, ou de querer criar e legitimar normas e preceitos particulares a partir, por exemplo, do que ocorre com cada um de nós e respectivas famílias. A pretensão de fundar a Justiça e o Direito em apelos desta natureza significa, na verdade, a implosão desses conceitos, ou, pelo menos, de sua universalidade, o que, no frigir dos ovos, dá no mesmo.

É sintomático que esse tipo de expressão tenha ampla circulação no Brasil e seja geralmente apontado contra defensores dos direitos humanos, reduzidos então à categoria de “amigos de bandidos”. O Brasil, ao contrário do que certa historiografia tenta construir, foi construído na base de muita violência, racismo e desigualdade. A “cordialidade do brasileiro” é um mito. Milhões de índios foram massacrados, com requintes de violência. O Brasil foi um dos últimos países a abolir oficialmente a escravidão. Os resquícios desses episódios fundadores da nação brasileira estão aí para quem quiser ler, ver, ouvir e sentir.

Essa é uma das razões centrais pela qual os conceitos de Direito e Direitos Humanos precisam avançar no país, tanto do ponto de vista de sua efetivação como no de sua compreensão. Esta última, aliás, parece ser uma condição para a primeira. O problema do país não é, como disse recentemente um editorial do jornal Zero Hora, a existência de um excesso de direitos e uma escassez de deveres.

Esse chavão é uma expressão típica da cultura da Casa Grande que está impregnada na nossa cultura. Não há país que tenha perecido por algo como “excesso de direitos”. O reconhecimento de novos direitos é uma conquista civilizatória. Acenar com um suposto desequilíbrio na balança Direitos-Deveres é um velho artifício retórico que mal consegue disfarçar seu mal-estar com a consolidação de certos direitos. Isso aparece, mais uma vez, hoje, nos debates sobre direitos trabalhistas de empregadas domésticas, reconhecimento de territórios quilombolas e sobre o casamento gay, apenas para citar três exemplos. Aliás, esse artifício costuma dar as caras no debate público justamente quando ele versa sobre o reconhecimento de direitos.

Esse mal-estar evidencia que nossa sociedade está fundada em uma cultura de violência, de aversão ao Direito, ao Estado e à Justiça como conceitos universais, de perpetuação da desigualdade e de práticas discriminatórias variadas. Todo esse caldo de cultura indigesto é retroalimentado diariamente pelos meios de comunicação que, ao mesmo tempo, bebem dele e o vitaminam com falácias, preconceitos e doses maciças de desinformação.

O debate sobre a situação dos presídios é paradigmático neste sentido. Merece registro a observação feita pelo ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Zachia, ao relatar sua experiência no Presídio Central ao jornal Zero Hora (edição de 07/05/2013). Zachia foi um dos presos pela Polícia Federal na Operação Concutare, que investiga um esquema de fraudes ambientais no Rio Grande do Sul. “Teve uma noite que dormi muito mal. Fui político, presidente da Assembleia, secretário de Estado, mas fiz muito pouco pela questão prisional. Os presos têm de pagar a conta, mas têm de ser reintegrados. Hoje, têm expectativa de vida zero. Isso me incomodou. Eu poderia ter ajudado, pelos cargos que ocupei”, afirmou.

Esse é um debate difícil, mas que precisa ser feito. Se a população carcerária não para de crescer e a sociedade não está disposta a considerar esse assunto como seu, então estamos diante de um grave problema, a saber, a constatação de uma sociedade doente que quer fechar os olhos para as enfermidades que a ameaçam. Em tempo: eu já perdi “alguém da minha família”, uma querida irmã no caso, vítima fatal de um motorista imprudente, para dizer o mínimo. Ele já foi julgado e condenado pela Justiça. As marcas dessa morte ficaram gravadas na alma e no corpo da família como se fossem feitas por ferro em brasa. Querer usar esse tipo de marca para justificar teses gerais sobre o mundo é simplesmente indecente.

Marco Aurélio Weissheimer é editor-chefe da Carta Maior

(http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=6083)

Responder

Vlad

09 de maio de 2013 às 00h38

Mas então devemos aumentar a maioridade penal para 35 anos?
Como podem brincar de estatística com uma amostragem viciada, já que apenas 8% dos crimes de homicídio e muito menos dos crimes menos graves são solucionados?
Hein?

0,09% cumpre medida socioeducativa, mas quantos deveriam cumprir e não cumprem por falta de estrutura do Estado sequer para identificar e indiciar, muito menos apreender e menos ainda punir e fiscalizar a punição?

Plebiscito nem pensar, certo? Aí há uma “multidão de ignorantes, tontos e imbecis” que não saberiam votar, certo?
Ok.

Responder

Alexandro Rodrigues

08 de maio de 2013 às 23h18

Sinceramente eu sou favoravel a que nao haja limite, como na maioria dos paises civilizados.

A historica desigualdade social no Brasil ja foi sim a grande causadora do flagelo da criminalidade na adolescencia. Agora hoje em dia, dizer que aquele muleque vagabundo que colocou fogo na dentista (isso se tiver sido ele mesmo, o que eu tenho duvidas) era um pobre coitado vitima da pobreza e balela.

Algo que politicos, sociologos e jornalistas nao falam e da completa apatia que acomete a juventude brasileira. Preguicosa, apatica, covarde! Usar o passado de desigualdade social para explicar uma realidade que e totalmente diferente de 20 anos atras e estupidez. Nao que nao haja flagelados pela pobreza no Brasil de 2013! Mas apos 16 anos de PT, e isso e um elogio, uma gama gigantesca de oportunidades hoje esperando pelos brasileiros.

O Brasil e um pais de jovens assassinos e drogados. As leis preicsam sim ser endurecidas! O Dr. Rosinha deveria, isto sim, usar seu mandato de deputado e precionar o PT que em 16 anos poucos fez pela melhoria da Educacao Basica no Brasil.

Educacao! Este sim e o grande desafio do Brasil. Em meio a todo desanimo que o tal mercado tem em relacao ao Brasil, uso aqui as palavras do jovem banqueiro Andre Esteves do Pactual. Nao exatamente com essas palavras ele disse: `a questao da infra estrutura do Brasil e so uma confusao que esta sendo resolvida, os investimentos estao sendo feitos… O grande desafio do Brasil e a Educacao!!!`

Enquanto o PT se vangloria de criar universidades federais para os filhos do funcionalismo publico federal estudar, a educacao basica do Brasil esta totalmente atrasada! Enquanto isso, seguimos exportanto cafe para Suica e importanto o mesmo cafe, industrializado, da mesma Suica!

Quem tem conscienca de queimar viva uma pessoa, tem total capacidade de pagar pelos seus crimes! O resto e so papo de esquerdista anacronico que acha que ainda vivemos em 1917!

Responder

    Wanderson Brum

    09 de maio de 2013 às 08h52

    Uma dica!

    Leia o texto do posto por favor ou pelo menos o da Eliane antes de disparar a metralhadora de asneiras…

    Falando pra pobre

    09 de maio de 2013 às 10h20

    Como se vê o problema da criminalidade é mesmo de escolha das disciplinas a serem ensinadas, e não de nivel de escolaridade, e não depende de idade. KKKKKKKK.

    Trabalho com um engenheiro que tira caca do nariz,em frente à minha escrivaninha, defende que os idosos deveriam ficarem casa de manhã ao invés de ocupar lugar de trabalhadores, acha o PSDB ótimo, mas nunca se filiou, nem foi a uma sede do partido, vota em Serra, tem preconceito de gênero ostensivo, e nunca pronunciou uma palavra que não fosse piada de homossexuais ou de questões técnicas: não saberia.

    DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

    09 de maio de 2013 às 09h11

    Você acaba de incendiar a humanidade que poderia um dia ter havido em você. O seu comentário é um convite à barbárie fascista. Em tudo o que se lê, não há nada, a não ser a apologia da cultura da vingança de direita. Da concepção de direito fundado no humanismo, duramente conquistado por anos de luta em defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana, retrocedemos ao primitivismo dos códigos fundados no “dente por dente, olho por olho”. Seu texto, materializa um desejo de violência tão grande quanto a do menor que você condena. Dir-se-ia que você está a um passo das vias de fato. Sabe-se lá o que o detém! Talvez o medo de ser descoberto. Talvez a falta de oportunidade. Você apenas se sente confortável com esta apologia da violência, da barbárie fascista, porque supõe possuir um álibi : a dentista assassinada. Aliás, a propósito: já se comprovou que quem ateou fogo na dentista não foi o menor. Este apenas assumiu a autoria para safar o adulto que o praticou, o que deixa no ar a seguinte pergunta: quantos dos 1,6% de menores condenados por homicídios, entre os 98,4% condenados por outros delitos, não o teriam sido por assumir a responsabilidade pelas assassinatos e latrocínios levados a prática por um adulto de sua quadrilha? Voltando ao meu argumento principal, você acredita que possui, portanto, um álibi, o mesmo que os policiais que participam de grupos de extermínio acreditam ter, dormindo todos os dias com “o senso do dever cumprido”, a cada “bandido” eliminado a sangue frio por seus tiros “justiceiros”. Há também em seu texto uma incursão pelo terreno da moral, da psicologia e da sociologia, no mínimo. A relação ilógica “quem tem consciência de queimar uma pessoa viva, tem total capacidade para pagar pelos seus crimes” é digna da filosofia do direito de botequim, da moralidade de justiceiro, que serve de código de conduta para as milícias armadas que substituíram o Estado em muitos bairros cariocas. Quem somos nós para lidarmos com esse problema, dispensando todo conhecimento acumulado pela humanidade nas áreas de ciências humanas? O que dizem sobre o tema os cientistas sociais, a OAB, os conselhos profissionais de psicologia, psiquiatria, serviços sociais, entre outros com afinidade científica com o tema? O que a indivíduos como Luiz Datana se permite dizer em cadeia nacional em uma grande Rede de Televisão é digno de responsabilização dos que deveriam zelar pelo direito à informação inscrito em nossa Constituição. Mais uma demonstração do ponto a que se pode chegar quando se permite à direita deter o monopólio dos meios de comunicação de massas. Datena expressa-se como se fosse uma profunda autoridade no assunto. Um único homem que dispões cotidianamente de uma hora em cadeia nacional para destilar o seu ódio de direita, aos defensores dos Direitos Humanos, aos que advogam pelo ECA e, sua chave de ouro, aos políticos. Nenhum minuto sequer é cedido às palavras dos que conhecem o tema em profundidade. A palavra é cedida apenas àqueles que pensam como ele,os seus patrões, ainda ontem co-autores morais dos crimes da ditadura; seus cúmplices de reportagem e de ideologia de direita; os delegados que comungam com as mesmas ideias reacionárias escolhidas a dedo ( até mesmo entre os delegados encontram-se muitos que descordariam de Datena). Toda a sua fraquíssima argumentação, Alexandre, não passa de gesto de “direitista anacrônico” que acha que estamos no regime militar ou em uma ditadura nazi-fascista. Mas a verdade, Alexandre, é que não existe anacronismo nenhum em se tratando de direitistas, como você, e esquerdistas, como eu. A prova disto são os comentários de direita e de esquerda que se confrontam. A esquerda e direita só serão um dia anacrônica , no dia em que uma conquistar a vitória definitiva sobre a outra. No dia em que o humanismo socialista subjugar a barbárie fascista ou vice-versa. Nesse embate entre DIREITA e ESQUERDA, cada um escolhe conscientemente o lado em que quer ficar. Nós dois, pelo menos, sabemos muito bem qual o lado que escolhemos.

    Alexandro Rodrigues

    09 de maio de 2013 às 19h05

    E uma perda de tempo tentar argumentar com dinossauros! Ok, Darcy, eu sou direita entao! Um Abraco do seu, quem sabe, primo distante, Alexandro Rodrigues Da Silva!

Maria Letícia Gomes

08 de maio de 2013 às 23h13

Qualquer comentário que começa com; Como você reagiria se a vítima fosse sua filha ou esposa??? é tão ridículo ou mais que o comentário desse senhor citado no texto.

Responder

    Roberto Locatelli

    09 de maio de 2013 às 07h48

    A pergunta poderia ser: “como você reagiria se seu filho ou filha de 15 anos cometesse, por exemplo, um roubo?”

Djijo

08 de maio de 2013 às 23h02

Qual é! O sujeitgo é mail intensionado já que é pau mandado. Ele não tem opinião própria, só do patrão. Não repararam que não há um deles que falam ao menos uma pauta diferente? Apertam sempre o mesmo botão?

Responder

Luis

08 de maio de 2013 às 22h59

Neumâne, vulgo Tampinha.

Responder

Rafael

08 de maio de 2013 às 21h44

Esse assunto de diminuir maioridade penal é uma cortina de fumaça do alckimim. O estado de SP, está de mau a pior, segurança é um caos, educação é ridícula, a administração tucana é péssima. Esse assunto serve para distrair, para passar a imagem que alckim de preocupado com segurança. Pior disso tudo é que a globo faz a campanha para o psdb.

Responder

Antonio C. Silva

08 de maio de 2013 às 21h30

Se a imprensa no Brasil fosse séria, de qualidade e imparcial não haveria lugar para jornalistas como este Nêumanne Pinto. Ato falho, o cara se comunica como um senhor de engenho, sente-se o dono absoluto da verdade e não quer nos convencer a pensar igual a ele porque coêrencia e argumentos lhe faltam, mas pelo hábito do cachimbo, nos obrigar, como se fôssemos ainda os moradores da senzala historicamente condenados a nos curvarmos aos caprichos e interesses dos moradores da casa grande. O cara soa tão patético que só mesmo em respeito ao Estatuto do Idoso controlo minhas gargalhadas. Mas uma curiosidade permanece, especialmente para os zelosos, como ele, dos salários e finanças alheias: quando deve ganhar para falar tamanhas abobrinhas? Se suas palavras tivessem valor estaria em débito nas empresas em que trabalha. E ainda precisou fazer faculdade pra isso?

Responder

Noé

08 de maio de 2013 às 21h28

O problema do delinquente juvenil é este: ele sabe o que está fazendo, mas não consegue aquilatar as consequências do que faz. Faltou-lhe os parâmetros da infância perdida na maioria das vezes pela ausência de laços familiares. Nosso povo pobre vive correndo na luta pela vida e não tem tempo para corujar seus pupilos. Cada um tem que aprender com as porradas da vida. Ademais, a TV nada ensina de bom, passa a idéia aos jovens de que “vc tem que ser o cara”, a despeito de tudo. Ontem mesmo o Lobão esteve na TV distribuindo sabedoria…aos desavisados, claro.

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angelo

08 de maio de 2013 às 21h26

José Nêumanne Pinto chatinho, previsível, deselegante e desagradável. E SBT fazendo propaganda subliminar piscando quadros com logo Jequiti no decorrer dos filmes da série 2 Homens e Meio e em outros programas. Pensei fosse proibida essa prática antiética e violenta a meu ver.

Responder

Marat

08 de maio de 2013 às 21h20

Olhe que, para aturar o tal de Nêumane tem que ter “aquilo roxo”… Esse cara é o marrom do marrom da nossa imprensa 50 tons de marrom… E o pior é que o coitado talvez pense que faz a cabeça de alguém com menos de 95 anos de idade… Ele está no século XVIII. Ele está no tempo da escravidão. Logo mais será levado por alguém de bom senso, numa camisa de força… Juro que já tentei ouvir esse cara durante um tempo, mas a sua ignorância, sua estupidez, sua inépcia, seu radicalismo político etc. etc. etc. são abissais…

Responder

angelo

08 de maio de 2013 às 21h17

José Nêumanne Pinto chatinho, previsível e deselegante.

E SBT escancaradamente fazendo propaganda subliminar, piscando quadros da marca Jequiti na série 2 Homens e Meio e outros programas, no meio do filme quadros com o logo. Pensei que fosse proibido. É indefensável. Algumas piscadas são tão rápidas que os olhos quase não percebem mas o subconsciente capta. Por isso é covarde o estilo. Pensei fosse proibida essa violência.

Responder

ricardo silveira

08 de maio de 2013 às 21h16

Parabéns ao artigo do deputado. Esse “jornalista” é muito ruim, mostra-se preguiçoso e muito reacionário. Um jornalista, ou alguém que tenha um mínimo de leitura, no exercício da profissão, pode ser conservador, fazer o quê, mas reacionário em um veículo que é concessão pública de comunicação é inaceitável.

Responder

    FERRETTI

    09 de maio de 2013 às 11h06

    Então, o que não consigo entender é como um veiculo tv aberta de concessão pública pode manter um comentarista com tal qualidade,ou qualidade nenhuma todos dias a dizer baboseiras para o povo brasileiro, na verdade eu entendo, é que essa imprensa mentirosa ainda acredita que nós concordamos e assimilamos qualquer babaquice que eles pretendem nos enfiar em nossas mentes.Ainda não perceberam que os trabalhadores povo em geral aa cada dia mais esclarecidos,temos as opções do contra ponto em outros canais de informações.

lulipe

08 de maio de 2013 às 21h05

No Brasil, o “di menor” que ateou fogo em uma dentista, viva, pelo fato de ela só ter 30,00 na conta, pode ficar, no máximo, já que com bom comportamento pode sair antes,três anos em um abrigo para menores e depois saírá com a ficha limpa, podendo até arranjar emprego em um consultório odontológico, quem sabe!O que o Dr.Rosinha, especialista “em tudo”, acha desta “punição”??Como ele reagiria se a vítima fosse sua filha ou esposa???Tais perguntas são estendidas a Sra.Eliane.Ninguém discute que o estado deve dar condições dignas, não só aos menores, mas a todos os brasileiros mais necessitados.O que não se pode mais é aceitar a impunidade que protege esses bandidos que cometem crimes hediondos.Torço para que todos aqueles que defendem estes criminosos possam um dia ficar cara a cara com um desses “anjinhos”.

Responder

    Falando pra pobre

    09 de maio de 2013 às 10h30

    O problema nãoa é esse Lulipe,

    Com o nível de possesão dos governos estaduais, e desaparelhamento técnico das policias – e salarial – não há combate ao crime, nem vai haver. Sò cortina de fumaça.E tem gente que pega a bola murcha…

    Ronaldo Silva

    09 de maio de 2013 às 15h43

    …quanto rancor, quanto ódio…cuidado, pode fazer mal ao seu coração!

    lulipe

    09 de maio de 2013 às 18h53

    A torcida para um encontro com um desses “anjinhos” é estendida a você, caro Ronaldo.

    Edgar Rocha

    10 de maio de 2013 às 11h56

    Lulipe, os “anjinhos” são cooptados desde muito cedo e recebem todo apoio institucional pra se sentirem capazes de atos que causem tamanha e justificada revolta. Diminuir a maioridade penal, neste caso, é só conferir a estes “anjinhos” a possibilidade de receberem o diploma em nível superior de profissional do crime, nada mais. Além do que, muita gente que comete crimes menos chocantes, como furto, tráfico de drogas, estes sim, é que serão o alvo da lei, garantindo ainda mais a eficiência nos métodos de cooptação do jovem para o crime. Temos que aceitar o fato de que há um esquema pernicioso de fomentação à violência, de cooptação para o crime e de um falso protecionismo institucional que deturpa o estado de direito e nos dá a sensação de que o jovem está sendo protegido mais do que deveria. Isto não é verdade! Ser condescendente com o jovem criminoso é muito diferente que garantir que este não se torne um criminoso de fato. Jovens inocentes são parados nas ruas em batidas, são coagidos pelos grupos cooptados a fazerem parte deste esquema que fortalece o banditismo, são cooptados em portas de escolas em bailes funks, em locais de participação e confraternização, adquirindo uma falsa consciência de que é preciso ser bandido pra sentir-se seguro. O carinha é pego furtando, toma uma surra na rua pela polícia, é levado ao distrito, escuta uma conversinha fiada que só Deus sabe o teor, e sai de lá sentindo-se mais livre que nunca pra fazer ainda pior. Como assim? Ele se torna mais violento ainda e, depois desta conversinha, nunca mais é parado na rua, nem questionado, nem preso? Estranho, não? Enfim, ele passa a ter direitos de “jovem em processo de formação”, de “jovem carente”, de “indivíduo em situação de risco”, depois que enfia o pé na jaca. Antes, apanhava sem dever, agora, deve sem ser punido… Depois, queremos que ele seja punido feito adulto e levado pra cadeia com adultos, bandidões. Vai resolver? A culpa é do jovem? Quem é que precisa ser punido? Ele, o jovem, ou quem lhe dá asas e o cooptou? A questão é mais complexa do que este Nêumane e nosso senso de indignação nos permitem discernir. Dá raiva do sujeito que comete uma atrocidade destas, mas há uma estrutura que o transforma numa bomba-relógio e que gente feito o Nêumane, de certo sabe como é, mas não se atreve ou não se interessa em peitar.

Fabio Passos

08 de maio de 2013 às 20h59

Se nao e o Vi o Mundo nao saberiamos que 8.600 criancas foram assassinadas em 2010 e que 120.000 criancas sofreram maus-tratos em 2012.
Alguem ja viu um destes pistoleiros de m. do PiG cobrando punicao para os assassinos de criancas?

O PiG nao permite o debate e jamais daria oportunidade para Dr Rosinha contestar as sandices neuroticas de um neumane qualquer…

Ao que parece o PiG esta em campanha para prender menores de idade.
Como o voto do jair bolsonaro nao sera capaz de garantir a vitoria no congresso… creio que vao pedir ajuda ao stf. gilmar dantas e cia. sem duvida serao a favor.

Responder

Francisco

08 de maio de 2013 às 20h52

É fato: há mais crianças sendo mortas, do que crianças matando; há mais indios sendo mortos, do que indios matando; há mais sem terra sendo mortos, do que sem terra matando.

Não há justiça.

A ausência da justiça a que me refiro não é fruto de punição a menores, mas fruto de punição ao Estado (e sociedade) que não cumpre com suas obrigações (inclusive legais…) para com a criança (e o índio, e o sem terra, e o negro, etc.).

Se não tem acolhimento à criança de qualidade ninguém vai para a cadeia, se não é demarcada a terra, ninguém vai se esbarrar no tribunal. Não há consequencias legais para o prefeito que permite à meninada se amontoar pelas ruas.

Não há aplicação da justiça.

A criança esta dando um retorno até módico em violencia, diante da violencia que sofre. Duvida?

Estere até ela ficar adulta…

Responder

Luís Carlos

08 de maio de 2013 às 20h47

Dr. Rosinha apresenta dados do texto de Eliane Brum, e contra dados não há argumento… …mas Nêumane não se importa com dados, apenas com a versão dele sobre os fatos.

Responder

willian

08 de maio de 2013 às 20h41

Para o estuprador do ônibus do Rio de Janeiro, só resta uma coisa a dizer: ECA nele!

Para a estuprada: foi mal!

Responder

    Noé

    08 de maio de 2013 às 21h08

    Pára de ver o Cidade Alerta do Marcelo Rezende, Willian. Vc não tem discernimento suficiente para assistir estes tipos de programas.

Luiz Hespanha

08 de maio de 2013 às 20h41

Que susto! Pelo título pensei que fosse a Miss Febre Amarela, a Cantanhede!

Responder

    marlene

    08 de maio de 2013 às 22h07

    também assustei. pensei que fosse a cantanhede, heheheh

guilherme

08 de maio de 2013 às 20h32

É de “jornalistas” como esse senhor Nêumane que não necessitamos. Por que ele não defende a educação e a valorização da família, na mídia em horário nobre. Educação e família são o que há de mais importante em todas as sociedades. Não vejo ninguém defender esses valores básicos. O que nós vemos os Srs. Nêumanes e suas turmas falando o falam. Lamentável.
E tome de novela.

Responder

Panambi

08 de maio de 2013 às 20h31

Grande cientista Nêumanne, inventor do método mais barato para lustrar coturnos: utilizando a própria língua…merece o Nobel!

Responder

    Marat

    08 de maio de 2013 às 22h30

    Muuuuito bom, Panambi, o vetusto jornalista parece falar com Costa e Silva, Geisel, Figueiredo, Castelo Branco, Médici et caterva…


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