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Doutor Angelo foi às ruas sem máscara defender Bolsonaro; entrou para a estatística da pandemia
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Política VIOMUNDO na Pandemia

Doutor Angelo foi às ruas sem máscara defender Bolsonaro; entrou para a estatística da pandemia


19/05/2020 - 18h24

Da Redação

O professor tinha uma formação sólida: era doutor em Administração e lecionava na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade Federal de Alagoas.

Mesmo assim, no dia 19 de abril, juntou-se a algumas dezenas de manifestantes que se aglomeraram diante da sede do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado em Maceió.

Dentre outras palavras de ordem, eles gritaram “AI-5 já” e cantaram o Hino da Independência.

Além de protestar contra o STF e o Congresso, os bolsonaristas que se reuniram naquela data protestavam contra as medidas de isolamento social.

O professor não usava máscara. Vestia sua camisa da seleção brasileira, com o primeiro nome gravado nas costas: Angelo.

Angelo Antônio Cavalcante Martins foi enterrado domingo em Maceió, “no Campo Santo Parque das Flores de forma bastante reservada, devido à suspeita de contágio da Covid-19”, informou a Associação dos Docentes da UFAL.

O presidente Jair Bolsonaro, defendido pelo doutor Angelo, desde o início da pandemia assumiu uma atitude negacionista, referindo-se à covid-19 como “histeria” e “gripezinha”.

Desde que o vírus chegou ao Brasil, dezenas de aglomerações podem ser atribuídas direta ou indiretamente às ações do presidente.

Nesta terça-feira, o Brasil atingiu 17.971 mortes causadas pela covid-19.

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9 comentários

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Anesio

24 de maio de 2020 às 20h35

Um professor assim tão atrasado e reacionário não pode ter “formação sólida, mas DEFORMAÇÃO SÓLIDA. Uma pessoa minimamente informada não pode apoiar um governo tão corrupto e mentiroso, envolvido com milícias e “otras visitas mas”. Não tenho sentimento algum por essa morte.

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Álvaro Guilherme

22 de maio de 2020 às 15h22

Educação formal superior não basta; pelo visto precisaremos de uma revolução cultural à moda chinesa.

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Juscelino G. Garcia

22 de maio de 2020 às 10h55

Mais um ordinário que foi pra vala! Para acabar com o gado seguidor do presidente miliciano nazifascista deveria jogar veneno na grama!

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Guilherme

21 de maio de 2020 às 13h09

Olha só a quantidade de grana que o Brasil gastou com esse cretino, altos rolês massa, tudo sem colocar um tostão do próprio bolso, e para quê?
Para virar um Bolsominion retardado.
Além de deixar o ar mais respirável, abriu uma vaga de professor na universidade federal de alagoas, só não vão colocar outro Bolsominion retardado.

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Nelson

20 de maio de 2020 às 18h51

“O professor tinha uma formação sólida: era doutor em Administração e lecionava na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade Federal de Alagoas.”

Isto deve nos deixar ainda mais preocupados com o que está a acontecer ao nosso redor. Não é uma regra, mas, a princípio, as pessoas que conseguem fazer um curso superior, mais ainda as que fizeram uma pós, um mestrado, um doutorado, deveriam apresentar uma capacidade de compreensão da realidade bem mais acurada que os que não conseguiram ir além dos primeiros anos escolares.

Mas, não é o que vemos. Como é que se pode conceber que um cara doutorado se torne apoiador do Bozo; pior ainda, participe do grupo dos bem fanáticos? E não estou a falar aqui em partidos. Até porque, não sou e nunca fui filiado a qualquer deles.

Você pode perfeitamente ser contra os que estavam no governo – a turma do PT.
Não há qualquer problema nisso. Eu mesmo , ainda que venha votando no PT há vários anos, tenho um caminhão de críticas a seus governos. Tenho votado, na verdade, no menos ruim.

Mas se você vai optar por um outro caminho que o caminho escolhido seja construtivo em alguma medida, pelo menos. E, um cidadão de nível educacional superior deveria, obrigatoriamente, saber qual era o passado e as propostas do Bozo.

Enfim, tudo só vem mostrar que há algo errado com a nossa educação. A mesma educação que dizem, repetidas vezes, só ela pode mudar as coisas, só ela pode salvar a nação.

Pois, a educação que produz gente do tipo do professor já deu mostras, de sobra, que não vai mudar coisa alguma. Pelo contrário, vai nos enterrar cada vez mais no atraso, até mesmo no fundamentalismo.

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    Eduardo Figueiredo

    22 de maio de 2020 às 11h12

    Desde Heidegger o facismo e teorias totalitárias sempre têm conseguido guarida entre intelectuais. Não há novidade nesse triste fenômeno.

    Antonio Silva

    24 de maio de 2020 às 20h22

    Completamente de acordo com a sua análise, mas ela mostra que a tão propalada doutrinação marxista das universidades é uma mentira. O que nós vemos, é grande parte das pessoas com cursos universitários, serem de direita, e mais grave do que isso, muitos serem abertamente fascistas. Um abraço bom fim de semana.

Joao Silveira Lopes

20 de maio de 2020 às 11h28

De vez em quando aparece uma noticia boa, menos um fdp no Brasil.
O verde e amarelo virou símbolo dos bandidos sem pátria, esses fdp deviam usar o uniforme dos EUA.

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a.ali

19 de maio de 2020 às 22h34

de que adiantou a “formação sólida” e seus títulos se continuava sendo um abestado ? pois, agora, está lá nas estatíscas : + um número!
já tem bolsonazistas com as barbas de molho pois, até então, se achavam imunes, bando de tontos.

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