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Depois de um século, Ford capota no “crescimento em V” de Paulo Guedes e fecha todas as fábricas no Brasil
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Opinião do blog Política

Depois de um século, Ford capota no “crescimento em V” de Paulo Guedes e fecha todas as fábricas no Brasil


11/01/2021 - 19h58

Ford encerra a produção de veículos no Brasil

Serão fechadas as fábrica de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e a da Troller, em Horizonte (CE). A marca vai continuar vendendo carros no Brasil, mas apenas modelos importados.

Por G1

A Ford anunciou nesta segunda-feira (11) que encerrará a produção de veículos em suas fábricas no Brasil após um século.

A montadora mantinha fábricas em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), para carros da Ford, e em Horizonte (CE), para jipes da marca Troller.

A empresa, que fechou 2020 como a quinta que mais vendeu carros no país, com 7,14% do mercado, continuará comercializando produtos no Brasil.

Eles serão importados principalmente da Argentina e do Uruguai.

A Ford disse ainda que vai garantir a manutenção do veículos já vendidos no país.

Dentre as instalações atuais, será mantido o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, além do campo de provas e da sede administrativa para a América do Sul, ambos no estado de São Paulo.

Motivos da decisão

Em comunicado divulgado para a imprensa, a fabricante diz que a decisão foi tomada “à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Em carta a concessionários obtida pela Globo, a montadora afirmou que “desde a crise econômica em 2013, a Ford América do Sul acumulou perdas significativas” e que a matriz, nos Estados Unidos, tem auxiliado nas necessidades de caixa, “o que não é mais sustentável”.

A montadora citou ainda a recente desvalorização das moedas na região, que “aumentou os custos industriais além de níveis recuperáveis”, e mencionou a pandemia e a ociosidade nas linhas de produção, “com redução nas vendas de veículos na América do Sul, especialmente no Brasil”.

“Essa decisão foi tomada somente após perseguirmos intensamente parcerias e a venda de ativos. Não houve opções viáveis”, concluiu a carta dirigida aos revendedores.

5 mil empregos afetados

Questionada pelo G1 sobre quantos funcionários serão demitidos, a Ford disse que aproximadamente 5 mil empregos serão afetados com a reestruturação no Brasil e na Argentina.

O país vizinho sofrerá ajustes pelo encerramento da produção no Brasil, mas continuará produzindo veículos.

Ao todo, a Ford possui 6.171 funcionários no Brasil. Em Taubaté, 830 funcionários serão demitidos segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. A fábrica de Horizonte emprega 470 pessoas.

A unidade de Camaçari, que produzia Ka e EcoSport, e a de Taubaté, onde eram feitos motores e transmissões, serão fechadas imediatamente, reduzindo a produção às peças para estoques de pós-venda.

No último trimestre de 2021, será fechada também a planta da Troller, em Horizonte.

Com a decisão, os modelos nacionais terão suas vendas interrompidas assim que terminarem os estoques. A empresa garante, porém, que todos os clientes seguirão com assistência de manutenção e garantia.

A partir da decisão, a Ford diz que o país passará a ter modelos importados, principalmente das unidades de Argentina e Uruguai, além de outras regiões fora da América do Sul.

Em comunicado, a montadora confirma a venda dos novos Transit, Ranger, Bronco e Mustang Mach1 no Brasil.

Reestruturação global

De acordo com a Ford, o fechamento das fábricas no Brasil é mais um passo de seu processo de reestruturação global.

“A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford.

Especialista comenta saída da Ford do Brasil

“Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global”, completou.

No ano passado, a Ford vendeu 119.454 automóveis no Brasil, segundo dados da Anfavea. O resultado representou uma queda de 39,2% na comparação com 2019.

A queda observada foi maior do que a registrada pelo segmento de automóveis. Em 2020, o tombo foi de 28,6%, para 1.615.942.

Encerramento em São Bernardo do Campo

No Brasil, o primeiro passo da reestruturação, em 2019, foi o encerramento da produção na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), depois de 52 anos.

Em outubro, foi concluída a venda da fábrica do ABC paulista para a Construtora São José e com a FRAM Capital.

Como consequência, a marca deixou de vender no Brasil o Fiesta, um de seus modelos de maior sucesso, e abandonou o mercado de caminhões na América do Sul.

A fábrica da Ford empregava 2.350 funcionários e, desses, apenas mil, que são da área administrativa, foram mantidos.

Em nota, a companhia afirmou que, entre os potenciais compradores, priorizou durante a seleção os projetos que melhor atendessem às necessidades da região, comemorou a transação e agradeceu aos envolvidos no negócio.

Impactos no mundo

O plano de reorganização da empresa também afetou outros países nos últimos anos. Foram fechadas fábricas na Austrália, após 91 anos no país, e na França, em Blanquefort. Na Europa e Estados Unidos, a montadora anunciou demissões em 2019.

Repercussão

A associação das fabricantes, a Anfavea, disse que não vai se pronunciar sobre o encerramento das atividades.

“A Anfavea não vai falar sobre o tema, trata-se de uma decisão estratégica global de uma das nossas associadas. Respeitamos e lamentamos. Mas isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local, global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil”, disse a associação em nota.

O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo, lamentou a notícia. “Com muita tristeza, recebemos esta notícia da Ford. Infelizmente, a crise provocada pela pandemia da covid-19 trouxe consequências ruins para a área da saúde e, também, para a economia, fazendo com que pequenos e grandes negócios se tornem inviáveis. Lamento o fechamento da fábrica e me solidarizo com os trabalhadores”, disse.





1 comentário

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Cintia Aires

12 de janeiro de 2021 às 01h38

O mais Ilário dessa situação atual do país é que um humilde torneiro mecânico governou com mais competência, ou seja, o país cresceu na época dele, tinha emprego etc. do que os de hj.
Cercou-se das pessoas certas, com capacidade administrativa em suas respectivas áreas, ministérios.
Deve ser de matar, de foder para direita com seus títulos acadêmicos ver um peao governar bem o pais. Ser competente. Pois esperavam um fiasco do torneiro mecânico. Decrescimento do PIB ano a ano.
Como pode um torneiro, um peao, ter mais capacidade que um advogado ou um médico para governar o Brasil. Isso deve ser de matar para a direitona quadrada que temos.
Olha a explicação vagabunda da Ford: o dólar. O real desvalorizou muito, mas a moeda Argentina é melhor que a nossa ? Não, né.
Se fordemos legal.
Esse Paulo Jegues é só propaganda e competência bem pífia. Já tem mais de 2 anos no cargo e até agora não fez nada que presta na economia.
Até as donas de casa sabem de economia mais do que o Jegues.
O gen. da saúde é a piada engatilhada. Se esse é o especialista em logística do exercito, então, acho que de fato vamos precisar do cabo e do soldado para ensinar geografia para o gen. O general de trocentas estrelas não consegue organizar uma fila digo, campanha de vacinação. Seringa, agulha e o imunizante, ou seja, o remédio. Filas. Todo mundo parado. Imagine qdo ele precisar suprir a força com várias coisas, inclusive tirar os tanques, armamentos etc e levá-los ao destino com o inimigo em movimento.
Resumindo é só título acadêmico, mas experiência nenhuma. É para chorar de rir se não fosse uma situação tão desesperadora. Um monte de gente morrendo e os “estadistas” atuais do Brasil
a brincar de estilingue na guerra.
Por isso somos essa potência.
Brasil acima de tudo. Brasil tá abaixo até da Venezuela. Viramos piada mundial, motivo de chacota. Riem de nós no exterior.
O marketeiro do governo paulista é outro. Essa vacina chinesa, não sei não. Tô achando um engodo.
A vacina russa é melhor.
Veja que o marqueteiro sumiu da frente das câmeras recentemente.
Do jeito que vai a coisa acho que até a vacina cubana tem mais eficácia que a coronovac.
Cadê o governador marketeiro, alguém viu.
Polítizou, ideolizou e nenhuma das 2 antas escolheu uma vacina boa e eficaz e o povo se fordeu, pois tá todo mundo morrendo. Até os médicos sambaram nessa. Morrem a rodo tb, pois o Bozo não se importa com ninguém.
Depois ainda qdo a economia vai para o buraco jogam a culpa no trabalhador. O peão administra a macroeconomia do país. É culpa do povo. Ah é.
Como a Ford fica num país que o governo caga e anda para o material humano da empresa. Vale a pena investir nessa pocilga de pais. Não mesmo.
Governo negligente, omisso, corrupto, envolvido em crimes no rio de janeiro. Quem vai apostar seu dinheiro nisso aqui do jeito que tá.
Só o veio lunático da Havan que é outro marqueteiro igual o governador.
É isso que dá por amador para governar.
Não dá para prescindir de políticos experientes.
Será que o povão não vê que fez cagada. Vai ver qdo. Qdo ficar igual o Chile. Aí já será tarde demais.

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