Jeferson Miola: Combater a gangue da Lava Jato e o lavajatismo não pode cegar ninguém de boa-fé

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Por Jeferson Miola, no Instagram

O enredo é o seguinte:

O Diretor-Geral da PF, cargo de 2⁰ escalão [e não o titular do inquérito], funcionário subordinado ao Ministro da Justiça/MJ, entregou ao presidente do STF, chefe de um dos três Poderes da República/PR, e não ao chefe da PGR, o relatório do inquérito.

Alguém considera crível que:

1. o Presidente da República [PR], a quem o MJ e a PF estão subordinados, não sabia que o DG da PF entregaria um relatório pro Presidente do STF?;

2. que o PR não conhecia o conteúdo presumivelmente grave e sensível do inquérito, que não questiona a suspeição/imparcialidade, mas sugere “indícios da prática de crime” por um ministro do STF?; e alguém considera crível que

3. o PR não sabia o quão atípico seria o DG da PF, cargo de 2⁰ escalão, passar por cima do rito normal e comunicar fatos graves diretamente ao chefe do Poder Judiciário?

Francamente, combater a gangue da Lava Jato e o lavajatismo não pode cegar ninguém de boa-fé.

Enquanto tem gente que se alivia e se sente confortante de viver em Nárnia, Daniel Vorcaro e comparsas do União Brasil, do PP, do Centrão, da Faria Lima, do Congresso, do mercado financeiro, da mídia etc se divertem com a distração.

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