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Depois de Onyx e FHC, Folha diz que Guedes, que convidou Moro para o ministério de Bolsonaro, foi poupado pela Lava Jato
Válter Campanato/Agência Brasil
Política

Depois de Onyx e FHC, Folha diz que Guedes, que convidou Moro para o ministério de Bolsonaro, foi poupado pela Lava Jato


20/08/2019 - 09h31

Curitiba ignorou repasse de Guedes a firma de fachada. Título com que a Folha escondeu o assunto na primeira página

Para favorecer Bolsonaro, Lava Jato ignorou fortes indícios de corrupção contra Guedes em denúncia contra empresa de fachada.Contra Lula, valia até Powerpoint. Fernando Haddad, no twitter

Vi… (já sabia, mas tinha que fingir que não sabia, o que foi, na verdade, bom…rsrsrs). Procurador Deltan Dallagnol, ao ser informado de que Onyx Lorenzoni, aliado da Lava Jato e hoje ministro, tinha aparecido na lista de suspeitos de Edson Fachin

Ah, não sei. Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante. Ex-juiz federal Sérgio Moro, a Dallagnol, sobre prosseguir ou não investigações contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

CRISE NO POSTO IPIRANGA

Lava Jato ignorou repasse de Guedes em denúncia contra empresa de fachada, diz jornal. Segundo a Folha de S. Paulo, força-tarefa detectou pagamento de R$ 561 mil, mas só acusou outras firmas.

Seu Dinheiro

A Lava Jato descobriu que uma empresa do ministro da Economia, Paulo Guedes, fez pagamento a um escritório de fachada, mas não o incluiu no rol de acusados ao apresentar a denúncia, disse a Folha de S. Paulo nesta terça-feira, 20.

Segundo o jornal, o escritório era suspeito de lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos no governo do Paraná.

A força-tarefa da operação em Curitiba apresentou denúncia sobre o caso em abril de 2018. Na época, o agora ministro integrava a pré-campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República.

A publicação informa que o repasse de R$ 560,8 mil foi feito em 2007 pela GPG Consultoria à Power Marketing Assessoria e Planejamento – operada por um assessor do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR).

Guedes foi sócio-administrador da GPG Consultoria entre novembro de 2005 e outubro do ano passado.

Uma citação ao pagamento foi registrada em nota de rodapé da peça de 138 páginas encaminhada à Justiça, ainda segundo o jornal, que diz que os responsáveis por outras duas companhias que destinaram recursos ao escritório suspeito foram presos, denunciados e viraram réus de ação penal aberta pelo então juiz Sergio Moro.

O propósito, segundo os investigadores, era o de beneficiar a Econorte, do Grupo Triunfo, em concessões de rodovias, diz a Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, os procuradores de Curitiba sustentam que a Power Marketing era uma das empresas usadas pela Triunfo para simular a prestação de serviços ou a entrega de mercadorias.

O caso foi investigado na Operação Integração, fase da Lava Jato deflagrada em 22 de fevereiro de 2018.

Outras quatro denúncias derivadas da mesma investigação, apresentadas posteriormente, não fazem referência à GPG ou seus sócios, ainda de acordo com a publicação.

Outro lado

Segundo o jornal, a Lava Jato afirma que a denúncia focou pessoas e empresas sobre as quais havia “prova robusta”, mas que a investigação prossegue. Guedes não informou quais serviços justificaram o desembolso, conforme a publicação

 

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



2 comentários

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Zé do rolo

20 de agosto de 2019 às 20h48

O canalha do Moro é protetor dos verdadeiros corruptos de extrema direita.
#moro é corrupto.

Responder

Zé Maria

20 de agosto de 2019 às 19h13

Pela ordem:

1) A “Power Marketing Assessoria e Planejamento”
era um “escritório de fachada”, operado por um
assessor do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR);

2) O escritório era suspeito de lavar dinheiro para esquema
de distribuição de propinas a agentes públicos no governo
do Paraná;

3) A Power Marketing era uma das empresas usadas
pelo Grupo Triunfo para simular a prestação de serviços
ou a entrega de mercadorias;

4) O propósito era o de beneficiar a Econorte, do Grupo Triunfo,
em concessões de rodovias do Estado do Paraná;

5) Em 2007, a “GPG Consultoria” fez um repasse de R$ 560,8 mil
para a “Power Marketing”;

6) Paulo “Guedes foi Sócio-Administrador da GPG Consultoria”
entre novembro de 2005 e outubro do ano passado (2018);

7) O caso foi investigado na Operação Integração,
fase da Lava Jato deflagrada em 22 de fevereiro de 2018;

8) A Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba
apresentou denúncia contra os acusados em abril de 2018,
época em que Paulo Guedes integrava a pré-campanha
de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República;

9) Donos de outras duas companhias que destinaram recursos (propinas) ao escritório suspeito (“Power Marketing”) foram denunciados, presos e viraram réus de ação penal aberta pelo então juiz Sergio Moro.

10) A Lava Jato efetivamente descobriu que a empresa (“GPG Consultoria”) do atual Ministro da Economia, Paulo Guedes,
fez pagamento ao escritório de fachada (“Power Marketing”), mas não o incluiu no rol de acusados ao apresentar a denúncia.

https://www.seudinheiro.com/lava-jato-ignorou-repasse-de-guedes-em-denuncia-contra-empresa-de-fachada-diz-jornal/

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