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Diário da Resistência


Datafolha: Só metade dos eleitores de Bolsonaro aprova perda de direitos trabalhistas
Política

Datafolha: Só metade dos eleitores de Bolsonaro aprova perda de direitos trabalhistas


05/01/2019 - 13h09

Da Redação

Dois pilares do neoliberalismo turbinado que ganhou pleitos estaduais e o do Planalto não tem apoio majoritário da população brasileira, segundo o Datafolha.

Em pesquisa publicada no diário conservador paulistano, 60% se disseram contra as privatizações e 57% rejeitam a perda de direitos trabalhistas.

Quando se trata de preferência partidária, nem entre os eleitores tucanos há maioria no apoio às privatizações: 41%.

Já entre os simpatizantes do PSL de Jair Bolsonaro, o apoio é de 65%.

Curiosamente, quando se fala em perda de direitos trabalhistas, apenas 50% dos que votaram em Bolsonaro concordam.

Ou seja, as propostas de Bolsonaro de atacar ainda mais os direitos dos trabalhadores, cogitando até mesmo extinguir a Justiça do Trabalho, não contam com apoio majoritário nem mesmo de seus eleitores — o que significa que o número de “arrependidos” pode aumentar exponencialmente nos próximos meses.

Não é coincidência: os homens ricos e moradores do Sul são que mais apoiam garfar os trabalhadores.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



9 comentários

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Zé Maria

08 de janeiro de 2019 às 18h54

A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra)
ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADI) 6050, que tem por objeto as novas regras da CLT relativas
às reparações de danos de natureza extrapatrimonial
decorrentes da relação de trabalho.

Os dispositivos questionados são os incisos I, II, III e IV do artigo 223-G
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) com a redação dada
pela Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista)…

Segundo a Anamatra, a limitação contraria o princípio da isonomia.
“A indenização decorrente de um mesmo dano moral
(tetraplegia de um servente ou de um diretor de empresa, por exemplo)
terá valor diferente em razão do salário de cada ofendido”, argumenta.
“Na parte que toca ao dano moral decorrente de acidente de trabalho,
os trabalhadores haveriam de ser considerados como iguais,
de sorte a merecer tratamento isonômico para a fixação da indenização”.

Ainda de acordo com a Anamatra, a norma introduzida na CLT
estaria restringindo a atuação do Poder Judiciário nos casos de dano moral
decorrente de relação de trabalho “ao impedir que o órgão judicante
fixe em favor do trabalhador a indenização ampla
eventualmente aplicável ao caso”.

http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=400370
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5612680

Responder

    Zé Maria

    07 de janeiro de 2019 às 17h38

    A Justiça do Trabalho não deve ser “medida pelo seu lucro monetário”,
    mas pela importância da Mediação do Estado brasileiro
    nas Relações entre Capital e Trabalho promovidas
    ao longo de mais de setenta anos, sobretudo para proteger
    a parte mais fragilizada em momentos de crise: os trabalhadores.
    Ainda assim, se olharmos apenas para o aspecto econômico,
    apenas em 2017, mais de 27 BILHÕES DE REAIS foram pagos aos trabalhadores
    em virtude de DIREITOS TRABALHISTAS SONEGADOS.
    Outros quase 5 bilhões foram recolhidos aos cofres da União.

    Em 2018, a Justiça do Trabalho arrecadou mais de 2,3 bilhões
    apenas para a Previdência Social, que tem reformas
    sendo debatidas pelo novo governo.

    Fonte: Sintrajufe

Zé Maria

07 de janeiro de 2019 às 15h20

A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público [Frentas],
que reúne 40 mil juízes e promotores em todo o país,
em nota pública divulgada neste domingo repudiou
as falas do presidente eleito sobre extinção da Justiça do Trabalho.

A nota desmente a afirmação recorrente de que a Justiça do Trabalho
só exista no Brasil. Avisa que ela existe, com autonomia estrutural
e corpos judiciais próprios em países como Alemanha, Reino Unido,
Suécia, Austrália e França.
‘Na absoluta maioria dos países há jurisdição trabalhista,
ora com autonomia orgânica, ora com autonomia procedimental,
ora com ambas’, diz a nota.

“A Justiça do Trabalho tem previsão textual no art. 92
da Constituição da República, em seus incisos II-A e IV
(mesmo artigo que acolhe, no inciso I, o Supremo Tribunal Federal,
encabeçando o sistema judiciário brasileiro).
Sua supressão – ou unificação – por iniciativa do Poder Executivo
representará grave violação à cláusula da independência harmônica
dos poderes da República (CF, art. 2º) e do sistema republicano de freios e contrapesos”.

Leia a íntegra da nota pública:

A Frentas – Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público, congregando mais de 40 mil juízes e membros do Ministério Público, com respeito às declarações feitas pelo presidente da República Jair Bolsonaro, em entrevista divulgada nesta quinta p.p. (3/1), vem a público manifestar-se nos seguintes termos.

1. Não é real a recorrente afirmação de que a Justiça do Trabalho existe somente no Brasil. A Justiça do Trabalho existe, com autonomia estrutural e corpos judiciais próprios, em países como Alemanha, Reino Unido, Suécia, Austrália e França. Na absoluta maioria dos países há jurisdição trabalhista, ora com autonomia orgânica, ora com autonomia procedimental, ora com ambas.

2. A Justiça do Trabalho não deve ser “medida” pelo que arrecada ou distribui, mas pela pacificação social que tem promovido ao longo de mais de setenta anos. É notória, a propósito, a sua efetividade: ainda em 2017, o seu Índice de Produtividade Comparada (IPC-Jus), medido pelo Conselho Nacional de Justiça, foi de 90% (noventa por cento) no primeiro grau e de 89% (oitenta e nove por cento) no segundo grau.

3. A Justiça do Trabalho tem previsão textual no art. 92 da Constituição da República, em seus incisos II-A e IV (mesmo artigo que acolhe, no inciso I, o Supremo Tribunal Federal, encabeçando o sistema judiciário brasileiro). Sua supressão – ou unificação – por iniciativa do Poder Executivo representará grave violação à cláusula da independência harmônica dos poderes da República (CF, art. 2o) e do sistema republicano de freios e contrapesos. O mesmo vale, a propósito, para o Ministério Público, à vista do que dispõe o art. 128 da Carta, em relação à iniciativa ou aval da Procuradoria-Geral da República. Em ambos os casos, ademais, esforços de extinção atentam contra o princípio do desenvolvimento progressivo da plena efetividade dos direitos sociais, insculpido no art. 26 do Pacto de San José de Costa Rica, de que o Brasil é signatário.

4. Por tais razões, a FRENTAS repele qualquer proposta do Poder Executivo tendente à extinção, à supressão e/ou à absorção da Justiça do Trabalho ou do Ministério Público do Trabalho, seja pela sua inconstitucionalidade, seja pela evidente contrariedade ao interesse público.

Presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e Coordenador da Frentas)

Fernando Marcelo Mendes
Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe)

Victor Hugo Palmeiro de Azevedo Neto
Presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp)

Jayme Martins de Oliveira Neto
Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Ângelo Fabiano Farias da Costa
Presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT)

Antônio Pereira Duarte
Presidente da Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM)

Elísio Teixeira Lima Neto
Presidente da Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT)

Fábio Francisco Esteves
Presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis-DF)

https://t.co/gbM8QBTrQ2
https://twitter.com/luisnassif/status/1082269601742942208
https://jornalggn.com.br/noticia/juizes-repudiam-ataques-de-bolsonaro-a-justica-do-trabalho

Responder

Zé Maria

06 de janeiro de 2019 às 21h03

https://twitter.com/ptbrasil/status/1081645161862582272

Jair Bolsonaro tem tanto Medo do Contraditório,
que – fugindo do Debate com Fernando Haddad –
chegou ao ponto de publicar um Decreto transferindo
a administração de suas Contas Pessoais em Redes Sociais
para a Secretaria de Comunicação (SECOM) da Presidência.

Além de anunciar algumas medidas de sua gestão
e fazer comentários políticos, a conta de Bolsonaro no Twitter
também vem sendo usada para bloquear alguns jornalistas
e curtir e compartilhar matérias e comentários de Perfis Falsos.

https://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/conta-pessoal-de-bolsonaro-no-twitter-sera-administrada-pela-secom/

Responder

Silas Mala

05 de janeiro de 2019 às 21h33

Tem mais de 1 ano de reforma trabalhista e cadê os empregos ?
Se tirar mais direitos trabalhistas irá surgir milhões de empregos.
Depois dizem que acreditar no papai Noel e coisa de criança.
Talvez estejamos chegado ao fim do ciclo de trabalho com carteira assinada. O que adianta ter carteira assinada sem direitos trabalhistas. Talvez trabalhar por conta seja melhor. Assim não ficamos preso a um senhor de engenho.
Pergunta se deputado e senador quer perder direitos tipo as verbas de gabinete.
O povo cai como um pato em qualquer conversa mole só pq o político tem um curso superior e anel de doutor. Tem faculdade ta aprovado. Sabe tudo. Não vai roubar tb.
Assim não dá !

Responder

Julio Silveira

05 de janeiro de 2019 às 19h06

O “mito” criará um confronto grave aqui outro ali. Agora é o Ministerio do Trabalho, que afrontará milhões de brasileiros, logo uma base militar americana, que afrontará os militares realmente brasileiros, mesmo dentre os golpistas reacionarios de seu staff devem existir nacionalistas que ficarã insatisfeitos. Rsrsrs. E triste para a imagem oficializar as Forças Militares como incompetentes, e o Brasil, cada vez mais Brazil, como quintal. Já está acabando com os poderes da COAF, que é o mesmo que proibir investigar corrupção no Brasil, com isso afronta aqueles que acreditaram em discurso de bons costumes e moral para todos. Conforme indica, também promoverá o fim dos Indigenas através do fim de seus direitos sobre suas terras, acabando com suas possibilidades de manterem sua sobrevivencia, inclusive cultural. Com a extinção de direitos na previdência para uns e criação de privilegios para outros, poucos, conforme já demonstra, os do seu time promoverá mais insatisfações. O que certamente trará ainda mais desaprovação e descredito popular. Apesar das manipulações feitas contra o povo, midiotizado para atender demandas de suas oligarquias, que os fizeram acreditar em mitos, inclusive oriundos das FAs, quando a carne daqueles que o apoiaram e que apostavam em dor só para outros começar a doer nos próprios, não demoram vão começar a repensar rapidinho esse apoio. O sujeito é insano e tem vocação para tirano, e tiranos como se apresentam na historia, não costumam escutar ninguem, a não ser aquela sua vozinha interior.

Responder

Zé Maria

05 de janeiro de 2019 às 15h34

No fim, quem levou o Golpe da Facada
foram os Néscios Eleitores do Mitômano.

Responder

    Zé Maria

    06 de janeiro de 2019 às 21h08

    “o bolsonaro é tão burro que atacou @Haddad_Fernando por um artigo escrito por um jornalista da deutsche welle.
    o cara NUNCA LEU nada na vida, impressionante.
    se bem que mais impressionante é saber que teve gente
    capaz de eleger um burro desses presidente”

    https://twitter.com/cynaramenezes/status/1081581549479444483


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