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Política

CUT fará ato político em homenagem aos que lutaram contra ditadura


17/11/2010 - 18h49

CUT vai organizar ato político em homenagem aos combatentes da ditadura no dia 13 de dezembro, aniversário do AI-5

do site da CUT

Decidido hoje durante a reunião da Executiva Nacional da CUT, que está acontecendo em São Paulo.

Foi sugestão do diretor executivo da Central, Adeilson Telles, companheiro e amigo.

Queremos reunir personagens da luta contra a ditadura militar e pela liberdade e justiça social num ato político para celebrar um capítulo importante das conquistas do povo brasileiro. O dia 13 é aniversário do odioso AI-5.

O ato deve acontecer no Rio ou em São Paulo – pensamos no TUCA (SP), na Fundição Progresso ou Teatro Casagrande (RJ). Como a idéia é nova, os contatos com essas casas apenas começaram.

O mais importante, porém, é que vamos reafirmar a beleza e a nobreza da luta de toda uma geração, que nos trouxe até o processo de mudanças que vivemos hoje. Assim, vamos nos contrapor ao discurso de direita que foi muito utilizado pela campanha de José Serra e que agora recrudesce em alguns setores da sociedade.

Parte desse discurso tenta transmitir às novas gerações que a luta contra a ditadura foi obra de “terroristas”, “ladrões” e outros adjetivos que tentam desqualificar a luta e apagar a História.

Discurso que ganhou hoje a manchete da Folha de S. Paulo, empresa que contribuiu com a ditadura militar (a qual chamou de ditabranda recentemente) e que agora quer explorar a prisão de Dilma durante aquele período através dos olhos – e das fichas – dos torturadores.

******

Soledad no Recife em julho

Trazido do Viomundo antigo, onde foi publicado originalmente  em 27 de junho de 2009

soledad.jpg

por Conceição Lemes

Soledad Barret Viedma.

Eu a “conheci” ao ler uma coluna do jornalista e escritor pernambucano Urariano Mota, em Direto da Redação. Fascinou-me na hora. Uma jovem idealista, corajosa, doce e linda, muito linda.Foi torturada e morta no Recife em 1973, grávida, depois de ser entregue ao delegado Sílvio Paranhos Fleury, traída pelo cabo Anselmo , de quem trazia um filho na barriga. O texto era tão terno, carinhoso, delicado. Confesso que me passou pela cabeça os dois terem sido namorados.

Emocionou-me tanto a história, que, imediatamente, quis saber mais de Soledad. Daí nasceu esta conversa com Urariano, que lança, em julho, o livro “Soledad no Recife” pela editora Boitempo. Ele é autor do romance “Os Corações Futuristas”, cuja paisagem é a ditadura Médici.

Viomundo — Por que Soledad? Na sua coluna, você diz que só agora teve condições de mergulhar nas entranhas daquele momento. Por quê?

Urariano Mota — Há temas que nos perseguem, embora nem sempre a gente perceba. No meu primeiro livro, o romance “Os corações futuristas”, houve Cíntia, uma brava socialista. Já no destino trágico de Cíntia havia um destino de Soledad. A “diferença” é que Cíntia se apoiava em outra pessoa, em outra militante. Enquanto Soledad, pelo menos quero crer e me empenhei muito por isso, Soledad é a pessoa. É a própria pessoa, pelo menos desejo ter realizado isso.

Por que só agora, 36 anos depois? De um ponto de vista pessoal, estou mais apto e cônscio de minhas fronteiras. De um ponto de vista mais geral, digamos, objetivo, o crime contra Soledad é o caso mais eloqüente da guerra suja da ditadura no Brasil. A traição que ela sofreu expressa, com vigor, a traição contra jovens do sentimento mais generoso, que é o sentimento de humanidade, do mundo.

Viomundo — Era tua amiga? Como ela era?

Urariano Mota — Eu sou fundamentalmente um escritor.  Isso quer dizer, expresso minha experiência vivida, sempre. Ou em fatos biográficos, testemunhados e sofridos, ou em fatos imaginados, recompostos, ressurgidos, que são também, para a literatura, para o artista, fatos testemunhados e sofridos. Soledad não era, ela é minha amiga. Mas não trocamos palavras em sua curta vida. Este livro diz a ela, fala as palavras que não podemos trocar, no Recife da ditadura Médici.

Mais de uma pessoa, para não dizer quase todas as pessoas, pensam que Soledad foi minha namorada, que eu a conheci pessoalmente. Isso vem da narração e da forma apaixonada do relato.  Essa impressão surge, veio e vem do livro. Mais de um leitor já recebeu essa impressão. Isso se deve à mistura, em um só corpo, de pessoas e fatos absolutamente reais, documentados, sabidos, ao sentimento que tenho daqueles dias. O documento vivido pela segunda vez. Então, é claro, o elemento “ficcional” virou factual.  Como ela era, como ela é, o livro dirá.

Viomundo —   É citado o massacre da chácara São Bento. Que lembrança isso traz?

Urariano Mota — As notícias, publicadas em todo o Brasil em janeiro de 1973, dos seis “terroristas” mortos no aparelho da São Bento, são absolutamente falsas. As “notícias” de terroristas mortos, naquele tempo, eram reproduzidas com a mesma redação e teor em toda a imprensa brasileira. Vinham da agência de segurança nacional. Jamais houve o “massacre da chácara São Bento”. Houve a execução fria, planejada, de seis bravos militantes. A chácara foi o teatrinho criado para a execução de seis bravos.

Soledad Barret Viedma e Pauline Reichstul – há testemunho público disso – foram assaltadas em uma butique no Recife, de surpresa espancadas sob pistolas e seqüestradas. Em uma mangueira, por trás da butique, a proprietária notou depois sangue, vômito e urina. Isso de modo público, à vista de todos. Jarbas Pereira Marques, outro militante, que aparece entre os terroristas da chácara, foi retirado da livraria onde trabalhava, à luz do dia.
Digo isso no livro, e repito aqui: em uma ditadura, até as datas dos jornais são falsas.

Viomundo — Soledad foi traída pelo cabo Anselmo, que a delatou ao delegado Fleury. Você conheceu o cabo Anselmo? O que  sente por ele?

Urariano Mota — Eu estudo o seu caráter há muitos e muitos anos. Ele é objeto de minha permanente observação e pesquisa. No entanto, jamais vi na rua o cabo Anselmo. Eu o conheço por seus cadáveres, que ele arrasta como uma cauda. Fui, sou amigo de quem ele perseguiu, traiu e matou.

Ninguém podia imaginar que ele fosse uma infiltração. Anselmo pertence à família dos agentes duplos, dos instrumentos de política que se chamam espiões. Isso quer dizer: ele é um mundo de mentiras. Ele era e é um sistema em que mentiras armam mentiras, que constroem mentiras, sempre. Isso quer dizer, enfim, que tudo quanto esse instrumento dizia e disser, falar, deve ser posto sob absoluta desconfiança, porque ele mente por sistema, por hábito, por defesa, por ataque e natureza. Não se pode acreditar em uma só das suas palavras. Quando ele diz eu amo, eu respeito, o bom senso deve traduzir de imediato, ele odeia e despreza.

Sou de opinião que não importa o seu último nome. Porque ele não tem outro nome nem outra face. Jonas, Daniel, José, com barba, sem barba, magro, gordo, com novos olhos, novas orelhas, novo nariz, nova boca, não importa. Ele será sempre, para onde for, cabo Anselmo, aquele que gerou a morte da sua companheira, que trazia um filho no ventre.

Viomundo — Soledad morreu jovem, linda. Se ela vivesse no Brasil de hoje, o que estaria fazendo Soledad, em quem votaria, o que a preocuparia?

Urariano Mota — É a pergunta mais difícil. Mas sei, ou posso ter a esperança de que ela estaria no movimento socialista, com um apoio crítico ao governo Lula. Continuaria linda, pelo fogo que tomava o seu corpo e sua vida, que não se apaga, não arrefece, apenas fica mais maturado. Como um vinho decantado que embriaga melhor.

Para ela, viva neste 2009, digo o que escrevi no livro:

Soledad não é só a mulher bonita, de um ponto de vista físico, cuja fotografia revela apenas uma estação do seu ser. Uma estação imóvel do seu peito dinâmico, e de tal modo que dará ao fotógrafo o que se diz de um mau desenhista, “isto não se parece com ela, não saiu parecido”. E se pedirá então ao fotógrafo o absurdo, a saber, que a máquina, a mecânica, reproduza um ser, a textura, cor e delicadeza da orquídea, da pessoa mesma. Como se fosse possível da flor um close que a isolasse do ar que ela respira, do campo em torno, do cheiro que exala, em resumo, como se fosse possível reproduzir o complexo, a conspiração de sentidos que se dirigem para um único fim, a pessoa, o ser vivo, poderoso em nos despertar amor, afeição, paixão, tar a e paz, que buscamos como a uma miragem. Ainda assim, se sabemos que na flor há um ser inalcançado na fotografia, se comparamos, se transpomos mal, imagine-se então Soledad no lugar dessa flor do campo. Imaginamos mal e mau, já vêem. Flor não se rebela nem canta. Flor nos desperta canção e rebeldia, quando machucada. Mas a pessoa de Soledad, ainda que lembre essa flor – e é irrecusável não lhe ver a pele como o tecido de uma pétala -, e assim a lembraremos pelo vento forte e traiçoeiro que se prepara para a muchucar e destruir, ainda assim, como a superar tal associação, ainda que nos persiga como só uma idéia é capaz de perseguir, hoje, neste dia do seu aniversário, ela está mais bela que antes. ¡ Arriba, Sol!

Como aperitivo, encante-se com mais estes dois momentos de”Soledad no Recife”

Primeira vez em que Urariano fala de Soledad no livro

Eu a vi primeiro numa noite de sexta-feira de carnaval. Fossem outras circunstâncias, diria que a visão de Soledad, naquela sexta-feira de 1972, dava na gente a vontade de cantar. Mas eu a vi, como se fosse a primeira vez, quando saíamos do Coliseu, o cinema de arte daqueles tempos no Recife. Vi-a, olhei-a e voltei a olhá-la por impulso, porque a sua pessoa assim exigia, mas logo depois tornei a mim mesmo, tonto que eu estava ainda com as imagens do filme. Num lago que já não estava tranquilo, perturbado a sua visão me deixou. Assim como muitos anos depois, quando saí de uma exposição de gravuras de Goya, quando saí daqueles desenhos, daquele homem metade tronco de árvore, metade gente, eu me encontrava com dificuldade de voltar ao cotidiano, ao mundo normal, “alienado”, como dizíamos então. Saíamos do cinema eu e Ivan, ao fim do mal digerido O anjo exterminador. Imagens estranhas e invasoras assaltavam a gente.

A vontade que dava de cantar retornou adiante, naquela mesma noite. No Bar de Aroeira, no pátio de São Pedro, naquela sexta-feira gorda. Como são pequenas as cidades para os que têm convicções semelhantes! Estávamos eu e Ivan sentados em bancos rústicos de madeira, na segunda batida de limão, quando irromperam Júlio, ela e um terceiro, que eu não conhecia. Ela veio, Júlio veio, o terceiro veio, mas foi como se ela se distanciasse à frente – diria mesmo, como se existisse só ela, e de tal modo que eu baixei os olhos. “Como é bela”, eu me disse, quando na verdade eu traduzi para beleza o que era graça, graça e terna feminilidade.

A morte de Soledad

Chegamos agora mais perto de Soledad Barret Viedma. Excluo-me, na medida do possível, da qualidade daquele que a amou em silêncio.

Há quem considere que a morte de Soledad, nas circunstâncias que conhecemos mais tarde, deu-se em razão de sua ternura. Isso é mais que um namoro, um interlúdio, para dizer que ela esculpiu a própria sorte, porque, diabo, era terna e verdadeira. Com a evidência de um escândalo. Prenhe de ternura até as raias do suicídio. Esse elogio torto, digno da reen¬carnação e pele de um Anselmo 2, é como um açúcar no sal de sua execução. Um doce, um mel, a lhe correr sobre os lábios entre coices, descargas elétricas e afogamentos. Conviria melhor ser dito que ela, por suas qualidades raras de pessoa, estava condenada.

Vá ao blog de Urariano Mota



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29 comentários

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Julio Montenegro

18 de novembro de 2010 às 16h23

Vivi (sofri) o tempo da ditadura. Trabalhei no Opinião onde recebiamos as noticias sobre "terroristas" mortos em "combates" pelas forças da "ordem". A preguiça/auto-confiança dos assassinos praticamente padronizava as execuções. Até que um dia uma bomba lançou longe a porta de ferro da redação no Jardim Botânico- Rio. Era dos verdadeiros terroristas A SERVIÇO DA DITADURA. Da turma que foi explodir o publico do show musical no Riocentro mas acabou se explodindo. Parece que está acontecendo o mesmo com outras bombas plantadas pela ditadura, tipo folha, globo, milicos desativados mais ainda com alta carga explosiva. Vão explodindo enquanto a gente assiste esse show de Brasil DEM

Responder

    Paulo

    18 de novembro de 2010 às 21h30

    Havia uma rua em minha cidade (São Carlos) com o nome de Sérgio Paranhos Fleury, em homenagem ao delgado torturado-assassino. Por iniciativa de um vereador do PT o nome da rua, para nosso orgulho e alegria foi mudado para Dom Helder Câmara. Muita coisa, pequena e grande, pode ser feita para que não nos esqueçamos desse bárbaro período da nossa história. http://www.camarasaocarlos.sp.gov.br/portal/index

Fani

18 de novembro de 2010 às 14h40

Podemos e devemos comemorar a data. Seria perfeito se Cidadão Boilensen pudesse ser exibido neste dia. Acho muito adequada a idéia de reunirmos todos os que foram perseguidos pela ditadura. Desmascarar as farsas montadas pela imprensa. Eu mesma, estando em Petrópolis, li, no Globo, que a terrorista ( que no caso era eu) com cursos de guerrilha em Havana Pequim e Moscou "havia impedido a entrada de Lacerda na Faculdade de Filosofia, no Rio, jogando ácido no rosto do mesmo" . Não há verdade nesta imprensa que não seja uma farsa. Meu marido, em 1961, junto com outros professores (que na época eram estudantes), foi espancado e preso. Mas leu no Globo, ao ser solto, que os "estudantes haviam recebido a polícia à bala". Muitos de nós temos muitas histórias para contar. Já passa da hora de exigirmos condenação, pois para a tortura não existe perdão.

Responder

ZePovinho

18 de novembro de 2010 às 10h31

Vendo como Gilmar Dantas usa a justiça para manter o poder da família em sua cidade,devemos mesmo temer uma ditadura se o PSDB chegar ao poder com esse tipo de gente:
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/o

Instabilidade política e social em Diamantino
O prefeito e o coronel: a atuação política da família do ministro Gilmar Mendes
publicada quinta-feira, 18/11/2010 às 09:08 e atualizada quinta-feira, 18/11/2010 às 09:08

O prefeito e o coronel

por Leandro Fortes, na CartaCapital

Obcecada por destruir um adversário político, 
a família do ministro Gilmar Mendes não mede esforços. Vale até arruinar as finanças de sua terra natal

Eleito em 2008 prefeito de Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, o notário Erival Capistrano enveredou-se por um pesadelo político sem precedentes. Nos últimos 23 meses do mandato, Capistrano, do PDT, foi cassado e reconduzido à prefeitura três vezes. Ao todo, ficou no cargo apenas nove meses. Os outros 14 foram ocupados pelo candidato derrotado nas urnas, Juviano Lincoln, do PPS, graças a um jogo de manobras judiciais que transformou a vida de Diamantino num caos político e administrativo. A cada troca de prefeito, os cofres municipais sofrem um rombo de, aproximadamente, 200 mil reais. Por conta dessa situação, o lugar caminha rumo ao precipício contábil e social.

Antes como candidato e agora como prefeito eventual, Lincoln é patrocinado politicamente pela oligarquia local, comandada pela família do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Mendes usa, inclusive, expedientes do velho coronelismo nativo: vale-se de meios de comunicação sob seu controle para atacar o adversário político. A TV Diamante, retransmissora do SBT no município, virou arsenal de baixarias contra o grupo de Capistrano comandado por um preposto da família, o técnico rural Márcio Mendes. A emissora, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é uma concessão para fins educativos à União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), instituição de ensino superior fundada pelo ministro do STF………………………………………………………………………………

Responder

ZePovinho

18 de novembro de 2010 às 10h29

Vendo como Gilmar Dantas usa a justiça para manter o poder da família em sua cidade,devemos mesmo temer uma ditadura se o PSDB chegar ao poder com esse tipo de gente:
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/o

Instabilidade política e social em Diamantino
O prefeito e o coronel: a atuação política da família do ministro Gilmar Mendes
publicada quinta-feira, 18/11/2010 às 09:08 e atualizada quinta-feira, 18/11/2010 às 09:08

O prefeito e o coronel

por Leandro Fortes, na CartaCapital

Obcecada por destruir um adversário político, 
a família do ministro Gilmar Mendes não mede esforços. Vale até arruinar as finanças de sua terra natal

Eleito em 2008 prefeito de Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, o notário Erival Capistrano enveredou-se por um pesadelo político sem precedentes. Nos últimos 23 meses do mandato, Capistrano, do PDT, foi cassado e reconduzido à prefeitura três vezes. Ao todo, ficou no cargo apenas nove meses. Os outros 14 foram ocupados pelo candidato derrotado nas urnas, Juviano Lincoln, do PPS, graças a um jogo de manobras judiciais que transformou a vida de Diamantino num caos político e administrativo. A cada troca de prefeito, os cofres municipais sofrem um rombo de, aproximadamente, 200 mil reais. Por conta dessa situação, o lugar caminha rumo ao precipício contábil e social.

Antes como candidato e agora como prefeito eventual, Lincoln é patrocinado politicamente pela oligarquia local, comandada pela família do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Mendes usa, inclusive, expedientes do velho coronelismo nativo: vale-se de meios de comunicação sob seu controle para atacar o adversário político. A TV Diamante, retransmissora do SBT no município, virou arsenal de baixarias contra o grupo de Capistrano comandado por um preposto da família, o técnico rural Márcio Mendes. A emissora, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é uma concessão para fins educativos à União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), instituição de ensino superior fundada pelo ministro do STF………………………………………………………………………………

Responder

Daci Vieira

18 de novembro de 2010 às 09h59

Eu penso que tinha que ser feito um ato em cada estado mesmo que menor, Rio e São Paulo sem duvida!
Conheço duas pessoas que foram torturadas, uma era de Recife uma moça e tem medo de delegacia até hoje, o meu amigo esse teve um bebê arancado dos braços no Rio e até hoje nada se sabe… esse meu amigo foi preso e o ano passado foi anistiado e me ligou chorando feito uma criança.
Depois de conhecer essas pessoas passaei a entender melhor o que foi esse periodo

Responder

urarianomota

18 de novembro de 2010 às 09h06

Não sei se lhe digo "bravo!" ou "muito obrigado", Conceição.
Então seguem os dois: Bravo! Grato, Conceição.
Jornalismo é isto o que você faz: olho no presente, olho na memória.
Abração.

Responder

Marat

18 de novembro de 2010 às 08h33

Não podemos deixar que a direita derrotada e raivosa faça prevalecer seu apoio à ditadura cívico-militar que destruiu o sistema de ensino no Brasil e que matou muitos inocentes. Não podemos a impren$$$a dizer o que bem entende, sem a responsabilização que isso lhes custe!

Responder

Henrique

18 de novembro de 2010 às 08h20

O oxigênio que mateve vivo José Serra nas paradas de sucesso são as milhares de assinaturas de Veja, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, etc. com qiue pagou a preferência por seu nome. Se José Serra continuar bancando essas assinaturas continuará tendo o apoio, continuará sendo descrito como um gênio da política e da administração! Se parar de pagar essas assintauras, corre o risco de desaparecer, falar com moinhos! Porque José Serra, sem o suporte midiático, aparece o verdadeiro José Serra: um cara sem talento, inteligência, cultura, "savoir faire", sem a habilidade e a sagacidade do grande político, carente de toda visualização estratégica, enfim total carência de aptidão para a grandeza real! Como produto da mídia, sem a mídia, tende a desaparecer. Vamos aguardar para comprovar!

Responder

easonnascimento

18 de novembro de 2010 às 08h00

Parabéns à CUT e ao Adeilson Telles pela sugestão desta homenagem. Estava passando da hora. No momento em que a mídia continua querendo terceiro turno nas eleições, agora procurando atormentar a vida da presidente eleita, atos como este deveriam pipocar por todo o país. A luta continua. O PIG não se entrega. Precisamos derrotá-lo mais uma vez.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

denilson

18 de novembro de 2010 às 07h45

meu Deus… No rio ou São paulo? pq não nos dois? Pq não em todas as capitais? Pq não incentivar que as juventuddes partidarias (PT, PDT, PSB, PC do B) façam algo em qualquer cidade brasileira em que estejam presentes? ]

Sério mesmo… O pessoal já começa pequeno… Pq não fazer uma ligação simultanea entre o evento de SP e RJ… Os dois na mesma hora reunindo pessoas nas duas cidades e mantendo um dialogo enter si, entre pessoas quem lutaram contra a ditadura e o público presente…

Responder

    Eridan

    19 de novembro de 2010 às 00h08

    Pois é, Denilson, isso seria o ideal.

laura

18 de novembro de 2010 às 07h36

fui presa e torturada na ditadura. E ví meu nome publicado em jornais, na ditadura. Ví e tenho documentos a meu respeito inventados pela ditadura. Ou seja, na ditadura, documentos são ficções inventadas de acordo com os interesses dos militares. Haveria que fazer um grande movimento de divulgação desses fatos para as novas gerações. os documentos sobre Dilma Rousseff são documentos dessa ordem. Há verdades neles, há mentiras neles.e isso é tudo.

Responder

Cícero

18 de novembro de 2010 às 03h45

O PSDB e o DEM, banda podre da política, corja de malfeitores, têm em suas hostes membros remanescentes do "anos de chumbo". Muitos dos que hoje se empenahm em acusar e difamar a gloriosa Dilma, são os mesmos que durante a ditadura concorreram para o massacre e tortura dos valentes companheiros da resistência. Por isso, importantíssimo e bastante oportuno esse ato promovido pela CUT em homenagem aos mártires da resistência.

Responder

Cícero

18 de novembro de 2010 às 03h25

Parabéns à CUT pela iniciativa. É preciso lembrar os dias terríveis dos "anos de chumbo". Lembrar para que se não perca nas noites do tempo a bravura e o empenho dos nossos companheiros todos que lutaram contra o regime despótico e sanguinario que se assenhorou do país. Hoje podemos desfrutrar de ampla liberdde pessoal, civil. Hoje podemos caminhar livremente pelas ruas sem medo de ser feliz. Podemos expor nossos pensamentos, expressar nossa opinião, defender nossos sonhos, perseguir nossos ideais sem receio de ser preso, torturado e morto. Muitos, porém, tombaram no caminho, vítimas da perguição cruenta e impiedosa de generais canalhas, sanguinários, fascistas, demonícos. E é em nome dos que tombaram que temos de recordar. Temos que gritar seus nomes um a um, em uníssono, como cântico de louvor aos nossos heróis conhecidos e anônimos. Não podemos permitir que a luta arrostada pelos movimentos de resistência se apague da memória. Muitos são os que querem transformar aquela luta em agitações "subversivas". Muitos são os que querem transformar em terroristas aqueles mártires. Tentarão fazer isso com a Dilma. Com documentos que a Folha tem em mãos, certamente jornalistas do PIG se reunirão em torno dessse porocesso para tentar achar um meio de distorcer os fatos e transformar a Dilma em vilã e os militares em vítimas daqueles "anos de chumbo". Tentarão inverter a verdade e jogar os jovens contra os que resistiram à ditadura militar. Já que liberaram o acesso ao processo conta a Dilma, a Carta Capital, a Revista IstoÉ e a TV Record também têm direito de acessá-lo também. Poderiam, inclusive, investigar por meio dos arquivos, os crimes praticados a mandoi dos generais. Segundo noticiado, 10 juízes do tribunal militar autorizaram a devassa na vida da Dilma. Temos também todo o direito de nos mobilizar e exigir o acesso a todos os arquivos referentes às ações dos militares, seus abusos, crmes, perseguições, ilegalidades, etc. Para que sejam julgados um a um pelos crimes hediondos que comenteram. O Brasil é o único país do mundo que ainda não julgou seus ditadores militares. Tá na hora de julgar e condenar esses animais generais, junto com as suas hienas, seus abutres e chacais dos anos da ditadura.

Responder

Nilva

18 de novembro de 2010 às 01h29

Concordo com a Hilda de que o ideal seria vários atos, em várias cidades ao mesmo tempo, porque assim haveria uma maior participação dos interessados em demonstrar o que foi aquele famigerado período. Eu, por exemplo, só poderei comparecer se for em São Paulo. A PUC é um lugar histórico porque lá fizemos muitos atos contra a ditadura e, no segundo turno destas eleições, lotamos o TUCA no ato dos Juristas pró-Dilma. Precisamos mostrar a verdade histórica para nossos jovens que têm-se baseado nos artigos revisionistas do PIG e de forma inocente têm pregado a volta da ditadura para "colocar ordem" no suposto caos em que o país se transformou. Várias pessoas na faixa dos 50 anos dizem não se lembrar se houve ou não ditadura, inclusive "professoras", conforme já relatei neste espaço.

Responder

wagner m. martins

17 de novembro de 2010 às 23h00

Estava passando da hora de acontecer um ato dessa natureza.Que não fique somente nesse. Que outros mais, muitos mais, pipoquem pelos cantos desse país, para que a chama não se apague e não corramos o risco de aparecer um tresloucado qualquer para negar a importância de tantos quantos enfrentaram esse monstro, morreram, ficaram inutilizados ou, simplesmente desapareceram. As novas gerações precisam tomar consciência de que um dia, o Brasil viveu nas trevas e padeceu por momentos de terror. Salve os bravos jovens e todos quantos tiveram a CORAGEM de se contrapor àquela torrente de barbárie que mancha a história desse país.

Responder

Lucila

17 de novembro de 2010 às 22h25

Azenha,
Lembro quando pequena meu pai, hoje com 82 anos – que você conheceu quando trabalhava em Bauru um líder dos pequenos agricultores , dizia que isso ou aquilo não podia ser dito fora de casa, cresci e não consigo esquecer aquele medo que se tinha de alguém ouvir as conversas. Tenho um orgulho enorme do meu velho pai, um dos fundadores do PT logo no inicío da abertura e, até hoje, um grande sonhador por um Brasil mais justo. Então, se o ato for em SP estarei em nome dele para honrá-lo.

Responder

Armando do Prado

17 de novembro de 2010 às 22h23

Bela homenagem. Lembro-me perfeitamente desses tempos, pois jovem de 16 anos estava preso no Quartel Central do Exército em Itu sendo torturado pelo psicopata coronel-comandante. É preciso homenagear nosso heróis e heroinas. É preciso substituir os nomes de assassinos como Costa e Silva, Milton Tavares, Figueiredo, Geisel e outros menores. É preciso honrar nossos modernos Tiradentes, como Soledad, Lamarca, Marighela e outros tantos que não se acovardaram.

Quanto ao canalha do Anselmo desejo que viva uns 150 anos para dia a dia remoer suas covardias e canalhices. A morte para ele seria a libertação, portanto que viva seu inferno aqui na terra.

Responder

Lucila

17 de novembro de 2010 às 22h11

Azenha,
se o ato for no Tuca a noite estarei lá, não podemos deixar no esquecimento quem colocou a vida pela democracia.
Viva a Dilma Guerreira Brasileira!

Responder

hatecotidiano

17 de novembro de 2010 às 21h55

E hoje a direita se diz a favor da vida quando o assunto é aborto.

Responder

Hilda

17 de novembro de 2010 às 21h19

Muito bem vindo este ato da CUT. Poderia acontecer ao mesmo tempo em muitas outras cidades brasileiras. A luta dos que foram mortos, torturados e perseguidos durante a ditadura tem que ser relembrada para as gerações mais novas. Entre os da minha geração mesmo, que não é nova, muitos ignoram ou não querem "saber disto", já que pertenço a uma geração em grande parte alienada. Nasci já no regime militar e cresci aprendendo na escola que a "revolução" nos tinha livrado do "perigo comunista". Graças a meu pai que mesmo não sendo muito politizado me disse aos 11 anos, meio com medo e baixinho, que a história não era bem assim, que muita gente tinha morrido sob tortura porque pensavam diferente dos militares. A partir daí me interessei pelo assunto.
No entanto, como um véu foi colocado sobre o passado, muitos jovens de hoje, filhos da minha geração não possuem a mínima idéia do que significou a luta contra a ditadura.
Se não houver reação, vai prosseguir este aviltamento da memória daqueles que morreram, vai continuar esta sandice de querer reescrever a história daqueles que resistiram.

Responder

Nena Noschese

17 de novembro de 2010 às 21h09

Onde anda a UNE ? Estudantes não se manifestam? Tá cheio de cabos Anselmo por aí, que pena, que pena mesmo.

Responder

    Armando do Prado

    17 de novembro de 2010 às 22h25

    Estudantes se manifestam sim, mas a serviço do PIG e da direita troglodita como aconteceu recentemente em Santa Maria, quando protestaram contra as cotas para negros.

Antonio Silva

17 de novembro de 2010 às 20h52

Eu conheço o Adeílson, um companheiro idealista e batalhador aqui do RJ .

Acredito que nada impede que façamos eventos aí em SP e aqui no RJ .
Aqui no RJ, ao invés de fazermos em ambiente fechado (Circo Voador ou Teatro Casa Grande), poderíamos fazer um ato aberto na Cinelândia ou na Candelária (pontos históricos de manifestações políticas) .

Abs.

Responder

Newton

17 de novembro de 2010 às 20h22

Sem querer polemizar nem defender revanchismos… mas é absolutamente inacreditável que um Anselmo destes esteja impune. Essa excrescência é a vitória, ainda que minúscula, da ignomínia sobre a humanidade. É a prevalescência do abjeto. É a comprovação científica de que existem vermes em nosso meio, que regurgitam Cabos Anselmos quando alimentam-se de esgoto.

Responder

    Cícero

    18 de novembro de 2010 às 03h29

    Falou pouco, mas disse tudo. É por aí. Mandou bem.

    fred

    18 de novembro de 2010 às 03h43

    Piior, ele anda querendo pensao de torturado…

Bernardo Felsenfeld

17 de novembro de 2010 às 19h14

Em atos como este é que devemos ressaltar a liberdade de imprensa. Mas não dessa imprensa que vemos atualmente, mas sim aquela que INFORMA DE VERDADE: http://bernardoalerta.blogspot.com/2010/08/impren

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O lado sujo do futebol

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