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Como Gilmar pode usar preso da Lava Jato para se vingar de seu desafeto Dallagnol
O outdoor "corrompido" foi colocado em nome de um laranja
Política

Como Gilmar pode usar preso da Lava Jato para se vingar de seu desafeto Dallagnol


04/10/2019 - 05h45

Da Redação

Daniela Lima, do Painel da Folha de S. Paulo, anunciou na terça-feira 3 que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, pretende processar auditores da Receita Federal no Rio de Janeiro.

A Operação Armadeira, da Polícia Federal, prendeu 14 auditores da Receita acusados de extorquir alvos da Lava Jato.

Um dos presos foi o supervisor nacional da Equipe Especial de Programação da Lava Jato, Marco Aurélio da Silva Canal.

A PF informou que apreendeu em dinheiro R$ 1,1 milhão, US$ 26.940 e 3.990 euros durante as operações de busca e apreensão.

Os auditores extorquiam empresários suspeitos na Lava Jato.

O fato de que houve extorsão abre uma nova avenida de dúvidas sobre as delações, que o próprio Gilmar Mendes explorou em seu agora famoso discurso no STF.

Gilmar citou, por exemplo, o exótico acordo de delação premiada fechado com Sérgio Machado, o ex-presidente da Transpetro.

No acordo estava escrito que ele cumpriria pena em casa, poderia sair 8 vezes por ano durante um período de 6 horas contínuas e elaborou uma lista de 27 de familiares e amigos que poderiam visitá-lo.

Machado, ex-senador e ex-presidente da Transpetro, indicado pelo PMDB, travou o famoso diálogo com o senador Romero Jucá (MDB-RR) em que se tramou o grande acordo nacional, “com o Supremo, com tudo” — que está sendo implementado agora pela dupla Toffoli/Gilmar e o presidente da República Jair Bolsonaro.

O HOMEM QUE REALMENTE PEDALOU

Num caso específico da Operação Armadeira, o auditor Alexandre Ferrari Júnior extorquiu um empresário e com o resultado do crime comprou uma bicicleta de 10 mil dólares.

Este literalmente pedalou com dinheiro de corrupção.

Alexandre aproveitou para viajar: foi a Miami, Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Barcelona e Sidney. Numa ocasião, pagou R$ 20.556,92 por uma passagem da companhia aérea Emirates.

Mas os olhos da política agora se voltam para o chefão do bando, Marco Aurélio Canal.

Na conta da mãe dele, Sueli Gentil, o Banco Central encontrou R$ 10,9 milhões.

A família mora em um apartamento da avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca, lugar chique do Rio de Janeiro.

Faz sete meses, o ministro Gilmar Mendes denunciou oficialmente que era alvo de procedimento ilegal de auditores da Receita no Rio.

Gilmar chegou a citar publicamente Canal.

Ele estaria por trás de uma investigação clandestina contra o ministro e sua família.

À época, Gilmar escreveu ter tomado “conhecimento dos documentos anexos, a partir dos quais deduzi que auditores fiscais não identificados da Secretaria da Receita Federal estariam realizando pretenso ‘trabalho’ voltado a apurar possíveis ‘fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência’ praticados por mim e/ou meus familiares”.

“Meus familiares” eram referência à esposa Guiomar, que é advogada na banca do notório causídico Sérgio Bermudes, que atua no Rio de Janeiro.

Procuradores da Lava Jato suspeitam que Guiomar é um dos canais através dos quais Gilmar fatura seu poder no STF.

A revista porta-voz da extrema-direita, Crusoé, atribui ao casal Gilmar-Guiomar uma fortuna de R$ 20 milhões.

Mensagens da Vaza Jato, reveladas pelo The Intercept e parceiros, mostram que Deltan Dallagnol mirava Gilmar Mendes.

A operação tocada por Dallagnol se sustenta em manter suspeitos na cadeia por longos períodos, em busca de obter delações.

Gilmar define isso como “tortura”.

PAULO PRETO SIM, LULA NÃO

Quando ficou determinado que o operador do PSDB Paulo Vieira da Cunha, o Paulo Preto, mantinha contas na Suiça, a partir das quais emitia cartões, o procurador Roberto Pozzobon deixou registrado em mensagem obtida pelo Intercept: “Vai que tem um [cartão] para o Gilmar…hehehe”.

Gilmar colocou Paulo Preto duas vezes em liberdade depois que o laranja dos tucanos foi preso no Brasil.

Recentemente, o desembargador João Gebran Neto, do TRF-4, amigo pessoal de Sergio Moro, fez um “favor” a Paulo Preto.

Gebran é o mesmo que, no caso de Lula, votou por aumentar a pena dada ao ex-presidente em primeira instância.

A pena de Moro saltou de 9 anos e meio para 12 anos e 1 mês, com isso evitando possível prescrição. Curiosamente, a decisão foi tomada em tempo recorde.

No caso de Paulo Preto, no entanto, Gebran votou para tirar o processo da Vara de Curitiba, alegando que o caso do operador tucano não tem qualquer relação com a corrupção na Petrobrás.

De fato, não tem.

Com isso, Paulo Preto será julgado em São Paulo, onde os tucanos governam há mais de duas décadas e têm muito maior inserção política.

A defesa de Lula fez a mesma alegação nos casos do tríplex de Guarujá e do sítio de Atibaia: ambos ficam no estado de São Paulo e deveriam ser julgados aqui.

Porém, foram derrotados.

Ao fim e ao cabo, nas decisões condenatórias de primeira instância, a Promotoria não conseguiu apontar um contrato específico em que a OAS teria recebido benefícios da Petrobrás em troca de prestar favores a Lula.

Ou seja, a defesa de Lula tinha razão.

O desembargador Gebran é candidato a ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal e os votos e a influência dos tucanos são essenciais para aprovar qualquer indicado no Senado.

Se Sergio Moro de fato sair candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, Gebran pode ser o indicado dele à vaga que será aberta no STF em 2020.

GILMAR VERSUS DALLAGNOL

Em seu discurso no STF, Gilmar praticamente vetou o nome de Sergio Moro para ocupar vaga no STF — a depender dos tucanos dos quais ele é porta-voz.

O ministro alegou que Moro apoia a “tortura” para obter delações premiadas.

Pode ser apenas pressão para Moro deixar o governo e se abrigar no ninho do tucano Doria, como outros integrantes do PSL já fizeram (o ator pornô Alexandre Frota) ou cogitam fazer (a plagiadora Joice Hasselmann).

Doria é candidato ao Planalto do PSDB em 2022.

Gilmar agora mira a cabeça de Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol, desafetos pessoais que tentaram destruí-lo.

Para pegar Dallagnol pode usar o auditor recentemente preso pela Polícia Federal no Rio, Marco Aurélio Canal.

Quando denunciou Canal oficialmente, há alguns meses, o presidente do STF e peixe de Gilmar, Dias Toffoli, pediu providências ao ministro Paulo Guedes, ao então chefe da Receita Federal, Marcos Cintra e à então Procuradora Geral Raquel Dodge.

Uma investigação da PGR, agora sob comando de Augusto Aras, pode pescar Canal e oferecê-lo na bandeja a Gilmar Mendes.

Gilmar obviamente tem foro privilegiado e uma investigação seria conduzida pelo próprio PGR, em Brasília, bem longe de Dallagnol.

Gilmar, lembrem-se, já fez um baita favor a Jair Bolsonaro: trancou todas as ações contra Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, confirmando decisão de seu peixe Dias Toffoli, que poupou o filho 01 do presidente da República.

E se Canal abrir a boca numa delação premiada?

E se contar que realmente investigou Gilmar Mendes ou a esposa dele, Guiomar, por fora dos canais legais?

E se disser que fez isso a mando ou entendendo que era de interesse de Deltan Dallagnol?

Dallagnol beberá, então, do próprio veneno.

Gilmar dispõe ainda de outra arma.

Dias Toffoli abriu um inquérito para apurar ameaças contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito é obviamente ilegal.

“A meu ver o Supremo não deveria fazer a própria investigação. Deveria na verdade requisitar que os órgãos encarregados de investigação, como a Polícia Federal e a própria Procuradoria-Geral da República, pudessem fazer”, apontou o professor de Direito Constitucional Roberto Dias, da FGV.

O problema é que no mais alto escalão da República, hoje, é cada um por si. Ninguém confia em ninguém.

As instituições estão em luta de vida ou morte pelos nacos de um orçamento que encolhe.

Sentindo-se cercado, o STF jogou a Constituição às favas. Até busca e apreensão ilegal no ex-PGR Rodrigo Janot mandou fazer, diante da revelação possivelmente fake de que ele pretendia matar Gilmar Mendes e depois cometer suicídio.

Quanto a Dallagnol, está em posição vulnerável. 

Há muitos outros vazamentos do Intercept a caminho.

Ele pode se tornar uma pedra no caminho da própria Lava Jato, que trabalho no princípio da bicicleta: se a bicicleta pára, cai.

A Lava Jato precisa de operações contínuas, infindáveis, para alimentar a mídia e, assim, seu declinante mais ainda substancial apoio público.

Se a coisa apertar para Dallagnol, ele sempre pode recorrer às palestras.

Afinal, o próprio auditor Marco Aurélio da Silva Canal, responsável por inviabilizar o Instituto Lula com multa de R$ 18 milhões, fez isso.

Um dos ‘desvios’ que os auditores de Canal encontraram no Instituto Lula, registre-se, foi o uso de 936 reais para pagar a viagem de um segurança que acompanhou viagem de Lula ao velório do ex-vice-presidente José Alencar.

Probo, em dezembro de 2016 o homem hoje preso sob suspeita de extorquir R$ 4 milhões de empresários foi o último a palestrar.

Era o Dia Internacional do Combate à Corrupção.

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13 comentários

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Zé Maria

05 de outubro de 2019 às 14h09

https://pbs.twimg.com/media/EGIKRigX0AE107v.jpg

“Coaching da Acusação”: melhor definição para caracterizar
a Suspeição, por Evidente Parcialidade, do Juiz Sergio Moro,
quando atuou como Chefe da Operação Lava Jato em Curitiba.
.
“Do meu lado da lei, condução coercitiva é inconstitucional,
prisão preventiva não existe pra forçar delação e juiz não orienta nem supervisiona o trabalho do promotor que vai ter de julgar”

Juiz Marcelo Semer, Membro da AJD,
Manisfestando-se sobre comentário
ridículo – como de praxe – do Moro.

https://twitter.com/marcelo_semer/status/1180506534104702976

Responder

Zé Maria

05 de outubro de 2019 às 13h48

“Por que jornalistas relutam em denunciar Moro e Dallagnol?
São cúmplices.
Na preguiça da reprodução de dossiês, no conforto de bajular
os patrões, na identidade de classe, no acobertamento de uma
relação jcorrupta:
ambos vendem livros, palestras e se promovem.”
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1180277708934262789

Vide Dalanhól, Barrosão, Fucks & Cia Ltda, destacados
para falar na Mídia Venal, em nome ou em favor
da Força-Tarefa de Patifes da Operação Falcatrua.

Daí os convites para Palestras Secretas remuneradas
por Banqueiros, a convite da Corretora de Valores
da qual são clientes os Herdeiros do Roberto Marinho,
como também a maioria dos Jornalistas da Globo,
notadamente os Âncoras e Comentaristas de Política
e Economia e demais ‘Celebridades’ dos Diversos
Veículos de Comunicação do Grupo Empresarial
famoso por apoiar Golpes e Sonegar Impostos.

Responder

Zé Maria

04 de outubro de 2019 às 16h51

Em meio a questionamentos sobre os métodos da Lava Jato,
o Supremo Tribunal Federal [STF} tomará iniciativas para validar
juridicamente as mensagens de Telegram envolvendo
integrantes da operação.

Por meio do ministro Gilmar Mendes, o tribunal [STF]
vai acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República)
para buscar verificar a autenticidade dos arquivos.
Outros integrantes do STF apoiam o movimento
de Gilmar nos bastidores.

Gilmar decidiu enviar ofício à PGR solicitando
que a instituição analise indícios de desvios funcionais
de membros do Ministério Público citados por ele,
o que pode demandar análise das mensagens.

Se a apuração atestar oficialmente a veracidade das mensagens, estas poderão ser usadas em processos com eventuais impactos sobre decisões judiciais e agentes públicos que atuaram na Lava Jato.

As conversas de Telegram, obtidas pelo The Intercept Brasil
e divulgadas pelo site e por outros veículos, incluindo a Folha,
expuseram a proximidade entre Sergio Moro e procuradores
e colocaram em dúvida a imparcialidade, como juiz, do atual
ministro da Justiça e a conduta da força-tarefa, incluindo
o chefe, Deltan Dallagnol.

A senha para que a corte adotasse uma medida foi dada
na quarta-feira (2), no plenário, pelo subprocurador-geral
Alcides Martins, designado pelo novo procurador-geral,
Augusto Aras, para representar a PGR naquela sessão.

Momentos antes, na sessão, Gilmar criticara os métodos
da Lava Jato com base nas mensagens já divulgadas pelo Intercept.
O magistrado leu trechos das conversas dos procuradores
e apontou indícios de ilegalidades.

“Queria deixar aqui patente a minha preocupação com todas
as colocações feitas pelo eminente ministro Gilmar Mendes.
Não me cabe fazer nenhum juízo de valor, seja em relação
às pessoas, seja em relação às instituições, [aos] atos,
à gravidade deles que foi referida”, disse Martins.
“Se me permite, ministro Gilmar, se pudesse encaminhar
esses elementos à Procuradoria-Geral para que fossem
avaliados por quem é de direito, porque o que referiu
é de extrema gravidade.”

Integrantes da nova composição da PGR têm sinalizado
interesse em analisar tecnicamente os arquivos de texto.

[Reportagem de Thais Arbex e Reynaldo Turollo Jr., na Folha]

íntegra:
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/10/supremo-vai-acionar-pgr-para-tentar-validar-mensagens-da-lava-jato.shtml

Responder

    Zé Maria

    04 de outubro de 2019 às 22h04

    Desgoverno Bagaceiro esse do Recruta Zero.

    Zé Maria

    04 de outubro de 2019 às 22h53

    Gilmar fala das Falcatruas de Moro e Dallagnol,
    externando a #VazaJato em Julgamento no STF.
    https://youtu.be/C2LVD2OrNiQ

    Procuradoria Geral da República quer mais Detalhes
    https://youtu.be/XsimGKPyej0?t=10940

Zé Maria

04 de outubro de 2019 às 15h38

Bolsonaro chefiando a Milícia
com Marcelo Álvaro Antônio,
Sergio Moro e Onix Lorenzoni.
https://pbs.twimg.com/media/EGDXY_kW4AE4A_e.jpg

Responder

Zé Maria

04 de outubro de 2019 às 15h18

CORRUPTOS NO GOVERNO?

“Aconteceu o que nós anunciávamos há meses.
A Polícia Federal confirmou todos os indícios do esquema
de laranjas no PSL de Minas Gerais.
Esquema que tem como cabeça o ministro do Turismo,
Marcelo Álvaro Antônio.”
https://twitter.com/JFMargarida/status/1180096102558814209
“A gente até poderia pedir a demissão do ministro em questão.
Mas quem tem que sair vazado é o governo como um todo.
Um governo de milicianos e de corruptos.”
https://twitter.com/JFMargarida/status/1180096104827883520

“O cerco vai se fechando contra um dos homens de confiança
de Bolsonaro, o ministro Álvaro Antônio.
Fortes indícios de que ele atuou no laranjal do PSL,
esquema que teria desviado recursos públicos eleitorais
por meio de candidaturas femininas de fachada.”
https://twitter.com/samiabomfim/status/1180135217610317824
“O mínimo que deve ocorrer, imediatamente, é a demissão do ministro de seu cargo. Ao não fazer isso, Bolsonaro escancara pro Brasil que não está nem aí para o combate verdadeiro à corrupção.”
https://twitter.com/samiabomfim/status/1180135219103449088

Responder

Zé Maria

04 de outubro de 2019 às 14h41

Olha a Crise do Capitalismo chegando aí, gente!
… Ah, Nenhuma Novidade …

“Indústria dos EUA tem o Pior Resultado da Última Década”
.
“Com a retração do consumo Mundial, houve uma Superprodução e as indústrias norte-americanas
não tinham mais para quem vender.
Havia mais mercadorias que consumidores, ou seja,
a oferta era maior que a demanda; consequentemente
os preços caíram, a produção diminuiu e logo
o desemprego aumentou.
A queda dos lucros, a retração geral da produção industrial
e a paralisação do comércio resultou na queda das ações
negociadas na Bolsa de Valores de Wall Street e mais tarde
em 24/10/1929 na quebra da própria Bolsa de Nova Iorque.
Também a política monetária mal planejada, pela Federal Reserve
nos anos que precederam a Grande Depressão de 1929
– de reduzir as reservas monetárias – foi uma tentativa
de diminuir uma suposta inflação, somente agravou
o principal problema na economia norte-americana,
à época, que não era a inflação e sim a deflação”.
.
Será que a China continuará sustentando a Economia dos EUA?
.

Responder

Kleber

04 de outubro de 2019 às 13h16

A revelação de Rodrigo Janot, no livro de memórias, afirmando que iria matar Gilmar Mendes e depois cometer suicídio é FAKE NEWS ? Desculpe, mas não vou mais ler nada que você escreve. Foi péssimo. Uma negação.

Responder

    Al Klebinho

    04 de outubro de 2019 às 15h08

    O amiguinho aí não entendeu que o o Janot fez uma “autodelação”. Na minha opinião, quis dar uma de Bolsonaro e falar (oi?) pra matilha. Há quem ache que ele queria conseguir holofotes pra vender o seu querido diário. Fato é que, assim como 99,9999999% das delações feitas, não há provas. Apenas palavras marqueteiras. O problema é que parece, repito, parece que não colou e o tiro saiu pela culatra. Agora, pra quem acredita em papai noel, Moro ainda é o seu herói, né não?

    Paulo Figueira

    04 de outubro de 2019 às 16h27

    Como assim fake news?
    Foi o próprio Janot que contou o episódio no seu livro, o autor do texto diz que pode ser fake news porque no dia em que Janot disse que foi ao STF para matar Gilmar Mendes descobriu-se que ele Janot não estava em Brasília no dia em que afirmou que teria ido ao STF para matar Gilmar Mendes.

Barezze.

04 de outubro de 2019 às 12h51

FAZ TEMPO, Que eu Cantei a bola.!! Essa Lava-jato JÁ ERA!!! Igual a “Manipulite, na ITÁLIA Lá os investigadores sumiram com provas”Plantaram Provas” prenderam quem QUERIAM e não Quem Deveriam e Tudo voltou a ficar como Dantes no Quartel de Abrantes,…. MÁS CADÊ O MALEDETO DO QUEIROZ?!??

Responder

Morvan

04 de outubro de 2019 às 11h48

Bom dia. Brasil surreal. Dificilmente um país onde a Justiça (?) emprenha, abriga entidades estranhas ao seu objeto pode vingar. A Justiça (?) brasileira, além do histórico, atávico ódio de classe, serve de casamata para a Omertà; impossível funcionar. E a guerra de gangues interna continua.

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