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Diário da Resistência


Carone: Em Minas, lideranças do PT, PSOL e CUT aderem à campanha pela liberdade de Louisa Hanoune
Juntos na ALMG pela liberdade da secretária-geral do PT da Argélia, Louisa Hanoune (no centro): no topo, deputado Betão e Cida de Jeuss, presidenta do PT/MG; à esquerda, Walkiria, Sindicato dos Economistas, MarKus Sokol, executiva nacional do PT; à direita, Isabela Oliveira, executiva estadual do Psol, e Jefferson Silva, Sindieletro/MG. Fotos: @joaopedrocm
Política

Carone: Em Minas, lideranças do PT, PSOL e CUT aderem à campanha pela liberdade de Louisa Hanoune


11/06/2019 - 16h08

O mundo clama pela liberdade de Louisa Hanoune na Argélia

por Marco Aurélio Carone, especial para o Viomundo

Foi lançada nessa segunda-feira (10/06), em Belo Horizonte, a campanha internacional pela libertação de Louisa Hanoune, secretária-geral do Partido dos Trabalhadores da Argélia.

Foi durante uma coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Parlamentares, trabalhadores, sindicatos e centrais de, pelo menos,40 países estão unidos em coletas de assinaturas para enviar à embaixada da Argélia, condenando a prisão arbitrária dessa histórica militante argelina.

Louisa Hanoune foi candidata a presidente da República em três oportunidades:  2004, quando foi a primeira mulher argelina a candidatar-se a esse posto, 2009 e 2014.

Além disso, desde 1997, é deputada da Assembleia Nacional por cinco mandatos consecutivos.

Louisa é também uma das coordenadoras do Acordo Internacional dos Trabalhadores e Povos.

Louisa teve a sua prisão decretada por um tribunal militar em 9 de maio, quando foi depor como testemunha em um processo envolvendo três membros do governo Bouteflika (1990-2019).

Portanto às vésperas de grandes manifestações de massa pelo “fim do sistema”, que, desde o dia 22 de fevereiro, ocupam as ruas de Argel e outras cidades do país todas as sextas-feiras.

“A prisão de Louisa, sem qualquer amparo legal, é reflexo da crise política na Argélia, que vive um processo de convulsão social’’, explicou durante a coletiva o deputado estadual Betão (PT).

Segundo o deputado, a situação de Louisa é grave porque a prisão dela, assim como a do ex-presidente Lula, tem viés político.

“A prisão se dá num momento em que ela chegaria ao sexto mandato como deputada. Por isso, as duas causas [Lula e Louisa] se irmanam, tornando necessário que nos mobilizemos pela libertação da companheira argelina”, reforçou Betão.

O economista e membro da executiva nacional do PT brasileiro, Marcus Sokol, também participou da coletiva e manifestou sua preocupação:

“É claramente uma prisão política dentro de um contexto de mobilização da população contra o atual regime. O país está sem governo porque o atual mandato já venceu e não foram feitas novas eleições. É uma sensação de incerteza muito grande. Isso nos faz renovar as preocupações com relação ao desdobramento, em especial para as pessoas detidas. Por isso, a campanha pela liberdade de Hanoune é uma causa urgente”.

Sokol lembrou que, o ex-presidente Lula, mesmo preso, fez questão de mandar uma mensagem de solidariedade à companheira do PT da Argélia.

A presidenta do PT de Minas, Cida de Jesus, atentou também para a semelhança da prisão de Louisa e Lula:

”Nós, dos Partidos dos Trabalhadores, temos o dever incondicional de entrar na luta pela libertação de Louisa, assim como temos que lutar incessantemente pela liberdade de Lula.

A prisão de um e de outro tem tudo a ver com o que passamos agora e eu sinto que a nossa democracia está em risco, por isso o PT tem como tarefa estar presente e convocar todos pela luta pela liberdade dos povos”.

Isabela Oliveira, representando a executiva estadual do PSOL e a deputada Andreia de Jesus, reconheceu a importância do engajamento:

“É fundamental nos unirmos pela não degradação dos sistemas democráticos. Temos que lutar em defesa da legalidade e da democracia, vinculada à defesa das instituições democráticas para que novos casos como esses [Lula e Louisa] não aconteçam”.

Para o coordenador geral do Sindicato dos Eletricitários e membro da Frente Brasil Popular, Jefferson Silva, “a prisão de Louisa representa um acirramento das práticas antidemocráticas e sabemos quais são os resultados. Se Lula não tivesse sido preso, não estaríamos discutindo uma reforma da Previdência. A causa de Louise é uma causa mundial”.

Em 20 de junho, os advogados de Louisa Hanoune terão autorização para apresentar uma nova demanda para a sua libertação.

Daí a convocação para esse dia da Jornada Internacional com concentrações na frente das embaixadas argelinas.

Já estão confirmadas atividades na Alemanha, Inglaterra, Portugal, Espanha, França, Suécia, México e Peru.

No Brasil, em função do feriado de Corpus Christie, a manifestação em frente à embaixada da Argélia, em Brasília, acontecerá em 19 de junho.

As moções pela libertação de Louisa podem ser enviadas para a Central Única dos Trabalhadores por meio do endereço eletrônico [email protected]

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