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Carlos Lessa: Resgatar a verdadeira tarefa do BNDES


12/07/2011 - 11h21

11 de Julho de 2011 – 8h50

Carlos Lessa: Riscos sobre o BNDES

A veiculação da possível troca de bandeira que o grupo Pão de Açúcar faria, substituindo o grupo varejista francês Casino pelo grupo também varejista e também francês Carrefour, gerou perplexidade.

Por Carlos Lessa*, na Folha, reproduzido pelo Vermelho

Seria megaoperação, pela qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aplicaria mais de US$ 2 bilhões, permitindo que o grupo Pão de Açúcar se fundisse com a rede Carrefour já existente no Brasil. Ao vazar a informação, surgiram alguns defensores no governo.

A ministra Gleisi Hoffmann disse que a operação seria feita com os fundos do BNDESPar, argumentando que não comprometeria o BNDES, o que foi uma declaração estranha, pois o BNDESPar é uma empresa 100% do BNDES, e este é 100% do Tesouro Nacional.

O ministro Fernando Pimentel, inicialmente, afirmou que a operação interessava ao Brasil, pois “aumentaria a presença brasileira no varejo europeu” (!?). Ao que eu saiba, a associação Pão de Açúcar-Casino não gerou superavit comercial para o Brasil; a rede importa muito mais do que exporta.

Alguém disse que o BNDES iria lucrar muito financeiramente com a operação. O BNDESPar subscreveria um importante lote de ações do Novo Pão de Açúcar, e essas ações iriam se valorizar.

Certamente Abílio Diniz multiplicaria seu patrimônio, mas, para o Brasil, praticamente nenhuma vantagem. O setor varejista já está desnacionalizado. Não haveria ampliação significativa de emprego nem geração de renda para a massa de brasileiros.

Fui presidente do BNDES durante 23 meses, no primeiro mandato do presidente Lula. Assumi logo após um longo período de esvaziamento da proposta de um banco de desenvolvimento para o Brasil.

Na década de 90, o BNDES foi mutilado e convertido no “banco das privatizações”, uma função totalmente distinta de sua tarefa histórica de desenvolver as forças produtivas brasileiras para ampliar a capacidade de produção, gerar emprego e renda e fazer avançar o nível tecnológico da economia.

Simultaneamente, fazendo eco ao Consenso de Washington, o BNDES foi preparado para se converter em vulgar banco de investimento. Esse tipo de banco, voltado para o mercado de capitais, é orientado por lucro financeiro, não por desenvolvimento de emprego e renda na economia nacional.

A vitória do presidente Lula interrompeu o processo que levaria o BNDES, inexoravelmente, à sua privatização. Ele me deu carta branca para repor a instituição em seu papel histórico, porque queria o banco como “o agente dos sonhos dos brasileiros”, além de refazer seu papel de animador de uma retomada da trajetória nacional de desenvolvimento.

Conheço Luciano Coutinho, atual presidente do banco, e creio que atuou com presteza e visão, defendendo a presença pátria na produção e exportação de proteína branca e de celulose de fibra curta.

Foi estratégico ter o BNDES na Petrobras para o desenvolvimento da economia do petróleo.

Não sei o que o conduziu a apoiar o projeto Pão de Açúcar; percebi que, agora, condicionou a presença do BNDESPar à concordância do grupo Casino. Provavelmente haverá uma batalha judicial entre Casino e o projeto de fusão de Carrefour e Pão de Açúcar, o que converteria a fusão em um péssimo negócio financeiro para o BNDESPar.

Com essa operação, mesmo se abortada, haverá desgaste da sua imagem. Para instituições públicas em tempos de neoliberalismo, debito à atual direção do banco ter chamado raios sobre o instrumento financeiro por excelência para o desenvolvimento futuro do país.

* Carlos Lessa é professor emérito da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Foi presidente do BNDES (governo Lula)

Fonte: Folha de S.Paulo





55 comentários

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luiz pinheiro

13 de julho de 2011 às 12h03

(Continuação)
Muita gente de boa-fé não compreendeu que a operação não se resumia a um bom negócio – e era – para o empresário Abílio Diniz. E que a sua inviabilização política – não havia como o Governo sustentar a posição do BNDES, porque o campo progresista embarcou numa visão simplista e superficial da questão – representa um mau negócio para o país, que caminha para ser o terceiro maior mercado de varejo do mundo.
Um setor que tem forte influência sobre o o poder de venda de milhares de empresas produtivas e que ficará, inevitavelmente, sob o controle quase exclusivo do capital estrangeiro.

Responder

luiz pinheiro

13 de julho de 2011 às 12h02

(Continuação)
"O cálculo é insuspeito, porque vem de Claudio Felisoni, presidente do Programa de Administração do Varejo/Ibevar, defensor da entrega do setor: “Não vejo problema no predomínio estrangeiro no varejo. Isso já ocorre em outros setores, como o automobilístico”, diz ele.
É, para quem não vê problemas em ter um mercado de 190 milhões de consumidores, com poder de compra crescente, sob um virtual oligopólio estrangeiro – como ocorre no próprio setor automobilístico, por ele citado – realmente não tinha sentido a operação.
Já para os que vêem a economia como um gande jogo não apenas entre grupos empresariais, mas entre nações, o quadro é outro. Olavo Henrique Furtado, coordenador de pós-graduação e MBA da Trevisan Escola de Negócios, diz que a operação seguia “a linha chinesa de participação pesada do Estado em vários setores”
– Perdemos uma grande chance de ser um player no varejo mundial, que é um segmento de grande visibilidade. Seria de certa forma o que Embraer e JBS representam para o segmento deles.

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luiz pinheiro

13 de julho de 2011 às 12h01

Quanto chute, quanta especulação, quanta bobagem escrita sobre uma suposta bola fora do BNDES nesta fusão!
Vejam o que diz hoje o Tijolçaço do Brizola Neto:
"Desfeita a possibilidade de realização do negócio entre o Pão de Açúcar e o Carrefour, por falta de condições políticas para que o Bndespar viabilizasse a operação, começam a surgir, na própria mídia que tanta campanha fez contra isso, os sinais de como aquela ação, além de lucrativa, deixaria o Estado brasileiro em posição de evitar a desnacionalização completa do setor de varejo e em condições de influir na política de compras de um grande grupo mundial do setor.
É o que faz a matéria publicada hoje em O Globo.
Diz que, agora, as operações do Carrefour no Brasil devem ser compradas pelo americano Walmart, que ficaria assim com perto de 30% do controle do varejo nacional. Com o controle do Pão de Açúcar pelo francês Casino, a partir do ano que vem e a ampliação dos negócios do chileno Cesconsud no país, os estrangeiros controlariam dois terços do setor hiper/supermercadista.

Responder

    João

    13 de julho de 2011 às 16h51

    Quanto chute, quanta especulação, quanta bobagem escrita sobre uma suposta bola fora do BNDES nesta fusão!
    Vejam o que diz hoje o Tijolçaço do Brizola Neto:
    ———

    e desde quando Brizola Neto é "parâmetro de verdade absoluta" pra fazer das outras opiniões "chutes", "especulações" e "bobagens"?

    lendo o q ele escreveu, me pareceu apenas "chute", "especulação" e "bobagem"… e nada mais!

    Bonifa

    13 de julho de 2011 às 17h52

    Brizola Neto, a quem admiro de graça, também pode se enganar e neste caso ele está enganado desde o princípio.

João

12 de julho de 2011 às 23h53

a decisão de colocar dinheiro PUBLICO na operação do Pão de Açucar foi POLITICA!

o Governo petista acredita q o ESTADO deva ser dono de tudo, o q se pode fazer?

mas, graças a Deus, a gritaria foi tão grande (e de todos os lados, como podem confirmar pelo artigo do petista Carlos Lessa) q "tia" Dilma já mandou o BNDES recolher o carro…

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Fabio_Passos

12 de julho de 2011 às 19h44

Perfeita análise.

O BNDES deveria é investir nas redes regionais do varejo para torná-las nacionais.

Aí sim os resultados seriam bons:
– Aumento de concorrência
– Aumento de empregos
– Re-nacionalização do varejo.

R$ 4 bi para criar oligopólio de transnacional? Um absurdo.
Isto é coisa de fhc (forca nele!).

Responder

    Calves

    12 de julho de 2011 às 21h49

    Fabio, o negócio do FHC era a famosa mão mágica do mercado. A nacionalidade da propriedade da empresa não fazia diferença. E como, para FHC, a alocação ótima de recursos blá, blá, blá… é o mercado que faz, nada mais interessa. Regras e agências de regulação são apenas enfeites para, por cima de tudo, dizer que o estado é impróprio ou incapaz de regular qualquer coisa. Essa conversa toda dos neoliberais (o FHC contínua a defender essas sandices) deu nisso que esta a nossa vista: empresas estratégicas na mão de grandes grupos estrangeiros ou multinacionais fazendo o que bem entendem para ganhar o máximo de dinheiro e salvar as suas matrizes que afundam na Europa e EUA. E a regulação? É essa maravilha de Anatel, Aneel, Anac, etc.
    Fabio e Francisco Niterói: a tendência inexorável dessa fase do capitalismo (e eu defendo o capitalismo hoje no Brasil) é a formação de grandes grupos e a financeirização. Resumo: ou o Governo decide manter um pedaço de participação no varejo ou o Brasil vai ficar totalmente fora. Meu palpite é que o Wall*Mart papa tudo.

    Fabio_Passos

    12 de julho de 2011 às 22h19

    Calves, esta formação de mega-corporações privadas e a financeirização é a tendência inexorável… para a crise.
    Está diante do nosso nariz.
    Neste momento os eua seguem aos trancos e barrancos e a Europa vai a lona.
    Precisamos é nos proteger e tomar rumo oposto a "tendência inexorável" que faliu.

    O Estado precisa participar do varejo que foi desnacionalizado. O caminho é em parceria com as redes regionais.

    francisco niterói

    13 de julho de 2011 às 08h36

    fábio
    como disse abaixo, eu acho que a questão não é empresário nacionalX estrangeiro, até porque são todos iguais no exercício do poder do capital.

    o Estado tem que intervir para garantir a multiplicidade, pequenos, médios e grandes, pois assim combatemos, entre outros casos, os monopólios.

    Na questão de mercados, a experência bem sucedida é a proibição de mercados jumbos dentro das cidades por diversos motivos ( proteger médios e pequenos (que tendem a adquir mais de pequenos produtores), a questão do trânsito,etc.).

    os grandes é que briguem entre eles, obviamente com o CADE vigiando a questão.

    o ordenamento espacial tem dado certo. No Brasil, com a mídia oligopolizada, o assunto é vetado. Há grandes interesses que seriam contrariados,cito aqueles dos supermercadistas, nacionais e estrangeiros, entre eles.

    Fabio_Passos

    13 de julho de 2011 às 13h20

    A diferença entre empresa nacional X estrangeiro é importantíssima.
    Ou não importa que direção seguem as remessa de lucros?

    Se compreende a importância do Estado p/ impedir Oligopólios como justifica ação estatal p/ criar um?

    Existem inúmeras redes regionais com enorme potencial de crescimento.
    Aí seria uma boa direção p/ investimentos e participação do Estado no varejo.

    Bruno

    13 de julho de 2011 às 14h22

    Com 4 bi o Governo poderia financiar um consórcio de unificação de compras, distribuição e sistemas de informação de um grupo de empresas varejistas nacionais de médio porte. E ainda sobrava dinheiro pra contratar o Neymar de garoto propaganda.

francisco niterói

12 de julho de 2011 às 19h34

posso fazer um joguinho?

utilizando a cadeia "controlador-controlada-aplicação societária", que tal trocar o título deste post para;

"A verdadeira tarefa do Tesouro Nacional
Não é ajudar os espanhois da MAPFRE, com certeza"

O debate não pode ser baseado em desinformação. Podemos e devemos discutir todas as aplicações da BNDESPar, mas utilizando parâmetros corretos.

A alteração no título foi feita com base na legislação em vigor, ou seja:

Controlador: Tesouro/BNDES
Controlada: BB/BNDESPar
Investimento: MAPFRE/ Pão de Açucar.

Neste momento, discordo da BNDESPar se associar ao pão de açucar pois não temos ainda no Brasil regras para regular múltiplos atores na área de mercados. Aliás, a única regra que tem dado certo é o ordenamento espacial: pequenos nos locais populosos e grandes na periferia.
Esta regra tem dado certo em muitos países : mantém a diversidade(pequenos), tende a regular preços( grandes brigando entre si e com os fornecedores). É bom até para o trânsito de áreas densamente povoadas.

Mas a regra acima enfrenta lobbies poderosíssimos, não nos esqueçamos que o ordenamneto é dos municípios.

Entre estes lobbies, temos os grades mercados, a especulação imobiliária, empresas de logística, etc.

a mídia não discute estas regras que tem dado bons resultados.

Responder

operantelivre

12 de julho de 2011 às 18h34

Sou favorável ao Estado adquirir participação nos diversos ramos da economia que resultem em aumento de segurança e bem-estar social.

Sou contrário ao Estado se desfazer, vendendo ou cedendo participação de capital privado nos diversos ramos da economia que resultem em perda ou diminuição do controle da segurança e bem-estar social.

Responder

    João

    12 de julho de 2011 às 20h46

    Precisamos de um ESTADO forte…

    Tem petróleo? O Estado explora!
    Tem minério? O Estado explora!
    Telefonia? O Estado explora!
    Energia? O Estado explora!
    O Povo? O Estado explora!!!!

    Não importa se o Estado é ineficiente, se gasta mal, se triplica o preço dos seus serviços, se aumenta a carga tributária, se não tem dinheiro nem pra fazer o essencial, quanto mais pra investir…

    Viva aqueles q querem construir a MURALHA DO BRASIL!! O Brasil tem q ser como a China… de mil anos atrás !

    Vamos contratar mais funcionários públicos, criar novas repartições, dar o dízimo q o PT merece!

    Vamos estatizar a Vale, pq o minério é nosso!

    Sugiro, como forma de protesto, q todos joguemos fora os nossos celulares e lutemos pela estatização das Teles tb !

    Ai q saudade da Telerj!!! Do tempo q telefone era patrimônio !

    Viva a Jabuticaba e ela é NOSSA !

    Fabio_Passos

    12 de julho de 2011 às 22h58

    escuta, já chamou o papai prá te ajudar… ou ainda tá soluçando debaixo da saia da mamãe?

    rapaz, eu assumo um compromisso público: Se eu não tiver a possibilidade e a honra de içar a corda atada ao pescoço do joaquim silvério dos reis, garanto que pelo menos invado o cemitério para dançar sobre a sepultura do maldito que entregou nossa nação para larápios.
    Você tem de entender que se trata de um ato civilizado. Demonstração de piedade. Hoje o entreguista corre o risco de ser morto a pedradas…

    João

    12 de julho de 2011 às 23h47

    fofa…

    vc por aqui?

    e ainda com essa revolta toda no coraçãozinho e essas besteiras todas na cabeça?

    faz assim:

    ao inves de ficar querendo fazer uma "revolução" e matar os outros, estuda, filho… seu futuro pode ser melhor q o seu presente!

    mas ó… uma dica: NÃO TOME O LULA COMO EXEMPLO! é raro um analfabeto conseguir ficar rico… ainda mais sem trabalhar!

    rsrsrsrsrsrsrs

    ps: seu papinho "sou revolucionário revoltado" beira o ridiculo!

    Fabio_Passos

    13 de julho de 2011 às 07h29

    hã… eu me divirto.
    rapaz, você realmente acha que tem capacidade intelectual para zombar do Lula?

    rsrsrsrsrsrsrs

    João

    13 de julho de 2011 às 10h37

    intelectual JAMAIS!

    nunca disse q Lula era burro… burro é quem acredita q ele "seje" honesto!

    rsrsrsrsrsrs

    Fabio_Passos

    13 de julho de 2011 às 13h25

    hã… aí piorou.

    Você sustenta que Lula é desonesto????

    Coitado. a leitura da revista veja derreteu seu cérebro.

    rsrsrsrsrsrsrsrsrs

    João

    13 de julho de 2011 às 21h24

    vc confirma a minha tese…

    vc acha q Lula "seje" honesto!

    já esperava por isso…

    rsrsrs

    Fabio_Passos

    14 de julho de 2011 às 00h08

    Errado, garoto.
    Não acho. Tenho certeza.

    Você é um modelo didático precioso…

    rsrsrsrs

    Fabio_Passos

    14 de julho de 2011 às 21h31

    Fugiu de novo?
    Pede água. Chama o papai…

    Junior

    14 de julho de 2011 às 11h08

    O playboy classe média que se acha o che guevara está com essa besteira de novo?

    Fabio_Passos

    14 de julho de 2011 às 21h30

    ficou magoadinho, não é?
    Sinto. Não dou a mínima…

    Junior

    15 de julho de 2011 às 09h01

    Claro que não. Vc é só um caso folclórico. A gente observa para rir.

Calves

12 de julho de 2011 às 16h32

O Estado brasileiro conta com BNDES, BB, CEF, Petrobrás e alguns outros grandes grupos, além de fundos diversos de grande peso. Eu defendo que o Governo amplie a participação do Estado na economia para o bem da Nação e do povo brasileiro, inclusive jogando todos os recursos para que a Telebrás consiga dar direção ao PNBL com a participação das teles privadas.

Vejo que o debate em torno da fusão quer passar ao largo dessa questão de príncipio: a presença do Estado na economia e o fato de que isso implica a inclusão da famosa burguesia nacional no projeto. É isso mesmo, aliança dos setores populares com a burguesia nacional. Quem é contra esse projeto nacional que se manifeste claramente. Caso contrário, vamos ficar na miudeza de falar mal do Abílio Diniz, do Luciano Coutinho, do Lessa e não sei mais quem.
De qualquer forma essa falta de clareza está dando um tom esquerdóide à discussão o que acaba jogando água no moinho daqueles que, apesar da tragédia mundo afora, continuando insistindo com o estado mínimo.

Responder

Julio Silveira

12 de julho de 2011 às 15h40

Não concordo que bancos estatais estejam a serviço do estreitamento do poder financeiro para as mãos de poucos, servindo ao afunilamento, ainda maior, das riquezas do País. Um banco publico, ou mesmo empresa publica, devem ser rentáveis, mas diferente do banco privado ou empresas privadas, cuja sustentação e crescimento dependem de lucros contínuos, os entes econômicos estatais recebem recursos públicos para sua manutenção, e quando vão mal, via de regra, é por causa de administrações descomprometidas ou mesmo incompetentes, podendo ser incompetência por omissão ou intenção. Nos últimos anos, principalmente nas administrações tucanas, vimos muito esse ultimo caso, enfraquecer para privatizar. Minha critica a atual gestão (que a meu ver continua neoliberal) para os Bancos publicos, ainda que seja em favorecimento da empresas nacionais (o que não é completamente verdade), deriva do fato de não reconhecer nenhuma ação que visa a utilização de seus recursos como indutor de transformações, é apenas lucro a primeira premissa. A meu ver esta discussão é míope, porquanto deveriam estar questionando exatamente isso, o que o Abilio, ou qualquer outro empresário que busca recursos publicos com a menor taxa de remuneração aos seus acionistas, a cidadania, iria dar como retribuição a ela e até aos seus funcionários? O bom gestor publico deveria utilizar os recursos publicos para ser indutor de políticas publicas transformadoras. Deveria exigir dos empresários que ambicionam esses recursos contrapartidas para a sociedade, não apenas a pura e simples garantia de riqueza suplementar, numa troca pura e simples por empregos que via de regra nem isso se cumpre.

Responder

    francisco niterói

    12 de julho de 2011 às 17h17

    "A meu ver esta discussão é míope, porquanto deveriam estar questionando exatamente isso, o que o Abilio, ou qualquer outro empresário que busca recursos publicos com a menor taxa de remuneração aos seus acionistas, a cidadania, iria dar como retribuição a ela e até aos seus funcionários?",

    júlio, a mídia plantou esta desinformação.

    a BNDESPar é uma empresa, sociedade de ações, listada em bolsa, assim, ela entra como sócia de uma empresa, diferentemente de uma empresa que recebe empréstimo do BNDES. Neste último caso, podemos falar de dinheiro público.

    recentemente, o BB criou uma subsidiária com a seguradora espanhola MAPFRE. É o mesmo caso da BNDESPar, duas empresas fazendo sociedades.

    Aliás, vc sabia que a BNDESPar tem sociedade em quase duzentas empresas? A maioria tb na época do Carlos Lessa, a Vale entre elas.

    Podemos discutir as aplicações desta empresa, mas por que não dicutirmos as do BB? Não interessa à mídia informar.

    Simples, a mídia fez uma confusão intencional entre o BNDES e a BNDESPar. Cooisas de mídia oligopolizada e politizada.

    O BNDES possui a empresa BNDESPar que, similarmente ao BB, aplica em outras empresas.

    Do lucro do BNDES, muito vem das aplicações no mercado da BNDESPar. Assim, muitos investimentos do BNDES são bancados pelo lucro advindo da BNDESPar. Asssim como muito do lucro do BB vem de suas aplicações em coligadas, por ex.

    A confusão ocorre por que é mais fácil identificar o BB ( banco) do que a BNDESPar ( aplicação de capitais). Mas as duas são, em certo ponto, iguais.

    Podemos discordar de sociedade em supernmercado, etc, por parte da EMPRESA BNDESPAR, mas jamais utilizar nesta discordência o fato de sua cotroladora ser o BNDES. Se fosse correto, na associação do BB com a MAPFRE teríamos que envolver o Tesouro Nacional, que é o principal acionista do BB.

    Aliás, o mesmo se aplica à Petrobrás e suas associações.

    Marcia Costa

    13 de julho de 2011 às 12h38

    Seu texto é coerente, mas permita-me incluir uma questão importante: o negócio em questão trata-se de uma distribuidora de produtos – mais conhecida como supermercado – para consumidores do final da cadeia de produção. Também é importante analisar a natureza das operações nas quais são realizadas as associações. Você citou a Vale, a MAPFRE e a Petrobras. A Vale é responsável pelo maior volume de recursos da pauta de exportações; o BB se oxigenou no ramo seguros com a expertise da MAPFRE e a Petrobras realiza parcerias para investimentos de alto risco na exploração de petróleo no Brasil e Exterior. Como o espaço é curto, fico por aqui.

francisco niterói

12 de julho de 2011 às 15h19

Se a BNDESPar ( uma empresa.) possui hoje aplicações societárias em quase duzentas empresas, quantas seriam na época do Sr Carlos Lessa? Tal fato não desvirtuava o BNDES à época? Por que ele não denunciou a necessidade de "resgate" antes?

Simples, pois ele sabe que BNDESPar não pode ser comparado a BNDES.

seria simples também, somente indo ao google, perceber que o BNDESPar pode ser comparado ao BB e não ao seu principal acionista, o BNDES. Caso de simples click no mouse. Aliás, nem precisa ser ex-presidente do BNDES pra saber disso.

Precisa ser ex-presidente com dor de cotovelo pra reverberar desinformação da mídia convencional.

E com isso aparecer um pouco. Ajudado por setores da BLOGPROG caminhando célere pra virar BLOGPIG.

Responder

    fernandoeudonatelo

    12 de julho de 2011 às 17h04

    O BNDESPar (BNDES participações), é o "braço" de investimentos do BNDES, no caso seu principal fundo de investimentos responsável por aplicações rentáveis no mercado financeiro, na compra de títulos e ações na renda variável.

    De certo, o Fundo compraria uma quantidade considerável de papéis emitidos, (se tornando "sócio" automaticamente do negócio) realizando financiamento direto de longo-prazo.

    Pois bem, digo isso tudo, para afirmar que o BNDESPar não entraria sozinho na negociação pela fusão do grupo Carrefour com o Pão de Açúcar, pois a necessidade de financiamento da empreitada, era bem superior ao valor referente à capitalização pela participação financeira.

    fernandoeudonatelo

    12 de julho de 2011 às 17h16

    O BNDES, deveria suplementar a outra parcela, já por empréstimo, a partir do qual a liquidez e fonte de recursos do FAT, seria o colchão.
    Digo isso por casos antigos de necessidade de capitalização, como a EBX de Eike Batista, quando recorreu ao Fundo, mas terminou no BNDES.

    Bom, suponhamos ainda sim, que o BNDESPAr, suportará a integralidade de aporte de capital, referente ao negócio (exceto o que foi colocado pelos sócios privados).
    Nossos produtos vão atingir o varejo europeu com maior inserção??

    Até aonde sei, bens de consumo duráveis e principalmente não-duráveis brasileiros, continuariam sem competitividade face à sobrevalorização cambial, e os chineses iam continuar inundando suas prateleiras.

    Outro ponto, observando a associação franco-brasileira e a já forte participação francesa no grupo Pão de Açúcar, por força contratual, o negócio ainda seria brasileiro?

    fernandoeudonatelo

    12 de julho de 2011 às 17h24

    Somente para concluir, o que quero afirmar, são dois fatores.

    Primeiro, mesmo que o BNDES ou BNDESPar, concretizassem suas operações, não ia faltar dinheiro, repito não ia secar recursos para o micro e pequeno empresário. O cartão BNDES, os programas Emergenciais de Reconstrução entre outros, com financiamento sobre o capital de giro (empréstimos de curto-prazo), continuariam sendo executados.

    O baixo índice de inadimplência associado às operações, mais o lucro obtido pelos juros e correção monetária sobre os estoques do FAT e transferências da União, asseguram inclusive grana sobre capacidade produtiva e instalada.

    Segundo Ponto, não temos que sustentar a oligopolização de mercado. Apenas isso.

    francisco niterói

    12 de julho de 2011 às 19h20

    dois pontos:

    "O cartão BNDES, os programas Emergenciais de Reconstrução entre outros, com financiamento sobre o capital de giro (empréstimos de curto-prazo), continuariam sendo executados."

    quanto destas aplicações foram feitas com lucro que veio da BNDESPar?

    Sobre a complemnetação na fusão dos mercados, acredito que não podemos discutir o fato através de hipóteses.

    Aliás, das quase duzentas aplicações do BNDESPar, quantas tiveram que posteriormente ir ao BNDES? São regras distintas, e creio que devemos aprimorar mais as regras de aplicação do BNDES, porém não posso, à luz da conjuntura atual, especular pra poder debater.

    Não quero dizer que concordo com a sociedadde do BNDESPar com o pão de açucar, só quero dizer que a questão envolvendo o seu controlador é que está sendo utilizada de forma a desinformar.

    francisco niterói

    12 de julho de 2011 às 17h55

    vamos clarificar este "braço:

    A BNDES PARTICIPAÇÕES S/A – BNDESPAR é uma sociedade por ações, constituída como Subsidiária Integral da Empresa Pública BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES e rege-se pelo presente Estatuto e pela legislação aplicável às sociedades anônimas.

    O parágrafo acima faz parte ,se não me engano, do artigo 1º do Estatuto da BNDESPar.

    E o que vemos?

    Que a mesma é uma sociedade por ações (como é aberta, é listada em bolsa), e regida "pela legislação aplicável às sociedades anônimas."

    assim, temos que compará-la ao BB, à Petrobrás, etc, ou seja, a outras sociedades anônimas.

    O que a Petrobrás faz, ao se associar a outras empresas, é errado?

    Portanto, esta é a comparação cabível no caso de qq aplicação da BNDESPar.

    Por favor, não estou dizendo que concordo ou não com a sociedade no caso pão de açucar.

    Estou dizendo que ela já é sócia de quase duzentas empresas e leva lucro pro BNDES aplicar em suas finalidades essenciais.

    acima de tudo, estou dizendo que o BNDES é "dono" da sociedade aplicadora chamada BNDESPar, da mesma forma que o Tesouro é o "o sócio majoritário" do BB.

    Ninguém, nas associações do BB, discute o " seu dono". Discute, mesmo que precariamente, se é "uma boa" pro BB.

    João

    12 de julho de 2011 às 23h42

    o cidadão está confundindo as coisas… fiz exatamente o q o Sr sugeriu… fui no site do BNDESPAR…

    CAPÍTULO III – DO CAPITAL SOCIAL
    Art. 7º O capital social da BNDESPAR é de R$ 51.428.861.286,78, representado por 1 (uma) ação ordinária nominativa, sem valor nominal.
    Art. 8º A ação representativa do capital da BNDESPAR é de propriedade do BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES.

    CAPÍTULO IV – DO ACIONISTA ÚNICO
    Art. 9º O BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES, na qualidade de Acionista Único da BNDESPAR, detém plenos poderes para decidir sobre todos os negócios relativos ao objeto social da BNDESPAR…
    —————-
    Assim, a BNDESPAR só tem 1 único acionista e recebe 100% de recursos do BNDES q recebe 100% do Tesouro! a suposta "similaridade" com o BB não procede…

    francisco niterói

    13 de julho de 2011 às 08h20

    qualquer empresa aplica aplica o capital próprio e de terceiros. E o lucro desta empresa, após os dividendos, pode ser capitalizado e aumenta-se, assim, a parte dos seus detentores( do capital próprio).

    No caso de capital de terceiros, podemos citar debêntures, ADR ( que a Petrobrás utiliza demais), etc.

    Mesmo no caso de capital próprio, qq investimento societário se trata de sociedade e não de empréstimo.

    A BNDESPar tem ações da Vale desde a época da privatização.

    No seu raciocínio, então se o Tesouro possui , digamos 51% das ações do BB, então o Tesouro emprestou 51% para a empresa do BB com a Mapfre?

    Não confunda capital e aplicações financeiras. Procure conhecer debêntures, ADR e outros tipos de financiamneto para investimento que podem ser, entre outros casos, capital de terceiros para investimentos.

    Vc conhece o "remédio neoliberal" para a previdência pública? Chamei de remédio pois, apesar de ser importente, tem que ser complementar e não somente único como no Chile. Pois bem, isto se chama previdência privada. Quando vc paga prev priv para um banco, ele aplica o seu capital em outras empresas. Entendeu? Aplicação de capital de terceiros no capital de outras empresas.

    Quer que desenhe?

    João

    13 de julho de 2011 às 10h41

    precisa desenhar não…

    já entendi q o Sr tá falando bobagens!

    e depois, "tia" Dilma já falou pro BNDES sair do caso… não tem mais discussão!

    rsrsrsrs

francisco

12 de julho de 2011 às 14h52

Eduardo, concordo com vc.(Parte 1)

A BNDES PARTICIPAÇÕES S/A – BNDESPAR é uma sociedade por ações, constituída como Subsidiária Integral da Empresa Pública BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES e rege-se pelo presente Estatuto e pela legislação aplicável às sociedades anônimas.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), empresa pública federal, é hoje o principal instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos da economia, em uma política que inclui as dimensões social, regional e ambiental.

Banco do Brasil S.A. (BB) é uma instituição financeira brasileira, constituída na forma de sociedade de economia mista, com participação da União brasileira em 68,7% das ações. Juntamente com a Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste, o Banco do Brasil é um dos cinco bancos estatais do governo brasileiro.

Os três parágrafos acima sairam da Internet.
O que vemos?

O BNDESP ar é uma empresa, nos moldes do Banco do Brasil.

Recentemente, o BANCO DO BRASIL criou uma subsidiária junto com a MAPFRE. Ele estaria ajudando os espanhóis?

Assim, o lucro que o BB tiver, através de sua subsidiária junto com a MAPFRE, irá engordar o lucro do banco.

Do mesmo modo, o lucro do BNDESPar ( recentemente, de um lucro de 9 bi do BNDES, 5 bi vinham desta sociedade de ações chamada BNDESPar). O BNDES agradece e o povo barsileiro tb, principalmente se este lucro for aplicado no S do banco.

Responder

Marcelo de Matos

12 de julho de 2011 às 14h26

Interessante a opinião do empresário Jean-Charles Naouri, na Folha, em 06.07.11: “Erros estratégicos: O empresário afirmou que a proposta de fundir Carrefour e Pão de Açúcar tem dois erros estratégicos: "Primeiro, reforça o peso dos hipermercados, que começam a perder importância. Outro é investir na Europa Ocidental, onde o crescimento é lento ou negativo, e não em mercados emergentes.”
Questionado sobre a participação do BNDES na operação, disse não ter comentários a fazer e que investe no Brasil convencido de que o país é um Estado de Direito. Consideramos a ‘Carta ao Povo Brasileiro’ de Lula, que falava do respeito aos contratos e que fazia disso pedra angular do Brasil de amanhã.” Essas questões são realmente importantes: 1) o fiel cumprimento dos acordos internacionais; 2) a conveniência econômica do negócio, ou da fusão. Avaliações técnicas de ex-presidente do BNDES sobre a atual gestão, ou possíveis mágoas pessoais, não têm nenhuma relevância.

Responder

    João

    12 de julho de 2011 às 15h23

    e a avaliação da "tia" Dilma, tem relevancia?

    ela já mandou o BNDES sair de fininho pra não passar mais vergonha!

Eduardo Guimarães

12 de julho de 2011 às 13h57

Carlos Lessa saiu atirando do BNDES e passou os 6 anos restantes do governo Lula atirando. Até aí, direito dele. Contudo, ele distorce a questão. O setor supermercadista brasileiro não está totalmente desnacionalizado. O Pão de Açúcar é o que resta de brasileiro nesse setor, o resto já foi quase todo comprado pelo Carrefour e pelo Walmart. Ano que vem, o Carrefour assume o Pão de Açúcar e, aí, já era – não restará nenhum grupo brasileiro no setor. A presença do Estado no setor é mal-vista pela mídia conservadora porque esta defende que o Estado não se imiscua na economia – dogma neoliberal. Além disso, sem o Estado no negócio e com o Carrefour mal das pernas, logo o Walmart comprará o concorrente. Particularmente, prefiro que o Estado tenha influência em um setor que ano que vem, sem a fusão, será quase que totalmente desnacionalizado. Mas, hoje em dia, até a esquerda é contra a presença do Estado na economia. Tempos bicudos, estes.

Responder

    francisco niterói

    12 de julho de 2011 às 14h58

    eduardo, concordo com vc ( parte 2)
    Portanto, as aplicações do BNDES , principalmente no S de Social, agradecem e precisam das aplicações do BNDESPar (uma empresa, só que menos visível que o BB que é banco)

    QQ pessoa pode discordar de qq associação do BNDESPar, mas tentar misturar as coisas me parece coisas da esquerda que a direita adora.

    Até o Carlos Lessa falando nisto?

    Na época dele, quantas empresas o BNDESPar era sócio? Provavelmente quase duzentas. Seria função do BNDESPar, senhor Lessa, ajudar a Vale é vender minério bruto pros chineses? Sem mesmo beneficiá-los no Brasil?

    Está certo que o Banco do Brasil ter sócios ( atividade fim é banco) causa menos estranheza do que o BNDESPar que, por semelhança no nome com o BNDES, faz com que a mídia de má-fé e muitos por TPM e coisas mais , façam tb esta confusão. Afinal de contas, o BNDESPar tem uma atividade fim menos conhecida(aplicar em empresas).
    Pode se discordar de qq aplicação, como no caso do pão de açúcar, mas quais são as outras quase duzentas empresas que o BNDESPar tem sociedade?
    O lucro delas advindo são utilizados no BNDES? Este lucro é bom ou não?

    Vamos discutir o BNDESPar e suas aplicações? Vamos criar parâmetros outros além do lucro , conforme estão surgindo na Europa setentrional? OK.

    Mas nunca seguir como manada a mídia convencional cujos amigos estão todos com sociedade a trocentos anos na BNDESPar (não é mesmo sr lessa?). Esta confusão foi feita pra seguir a sina da mídia: fazer oposição.
    Vamos discutir a BNDESPar? Vamos, e aproveitemos pra discutir a aliança BB/MAPFRE pois é a mesma coisa.

    a blogprog, com seu setor caminhando célere pra virar BLOGPIG, não se deu ao trabalho de conhecer sequer o tipo de cada pessoa jurídica envolvida

    seria simples, somente indo ao google, perceber que o BNDESPar pode ser comparado ao BB e não ao seu principal acionista, o BNDES. Caso de simples click no mouse.

    francisco niterói

    12 de julho de 2011 às 14h59

    eduardo, concordo com vc (parte 1)
    A BNDES PARTICIPAÇÕES S/A – BNDESPAR é uma sociedade por ações, constituída como Subsidiária Integral da Empresa Pública BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES e rege-se pelo presente Estatuto e pela legislação aplicável às sociedades anônimas.

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), empresa pública federal, é hoje o principal instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos da economia, em uma política que inclui as dimensões social, regional e ambiental.

    Banco do Brasil S.A. (BB) é uma instituição financeira brasileira, constituída na forma de sociedade de economia mista, com participação da União brasileira em 68,7% das ações. Juntamente com a Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste, o Banco do Brasil é um dos cinco bancos estatais do governo brasileiro.

    Os três parágrafos acima sairam da Internet.
    O que vemos?

    O BNDESP ar é uma empresa, nos moldes do Banco do Brasil.

    Recentemente, o BANCO DO BRASIL criou uma subsidiária junto com a MAPFRE. Ele estaria ajudando os espanhóis?

    Assim, o lucro que o BB tiver, através de sua subsidiária junto com a MAPFRE, irá engordar o lucro do banco.

    Do mesmo modo, o lucro do BNDESPar ( recentemente, de um lucro de 9 bi do BNDES, 5 bi vinham desta sociedade de ações chamada BNDESPar).

    Marcelo de Matos

    12 de julho de 2011 às 15h03

    Caro Edu. Nem sei se sou de esquerda ou direita. Outro dia li uma pesquisa em que a maioria dos simpatizantes do PSDB se diz de direita e a maioria dos petistas, de esquerda. Isso quer dizer que tem petista de direita. Prefiro, porém, que o Estado só invista em atividades onde a iniciativa privada tem se mostrado inerte, como petróleo, ferrovias, trem bala, produção de fertilizantes, etc. Supermercado é um ramo espinhoso, haja vista a situação do Carrefour, que já vendeu 49% das ações de seu banco para o Itaú. Esse supermercado já foi processado por comprar mercadoria roubada e contratar traficantes para fazer segurança. Não acredito, porém, em desnacionalização do setor. Tenho andado pelo interior de Sampa e não vejo grandes grupos: só mercados médios e pequenos. Correspondem a 2/3 do total, bem diferente do que ocorre na França. Agora vou dizer o que realmente penso: nessa estória de fusão o Abílio Diniz parece estar, apenas, “fazendo farol”. Ele fez um contrato com o Casino que o obriga a entregar a outra parte da rapadura.

    francisco niterói

    12 de julho de 2011 às 17h30

    eu acho que a questão não é empresário nacionalX estrangeiro, até porque são todos iguais no exercício do poder do capital. Acho que a questão é a ocupação do espaço urbano. Neste item muitas cidades da europa resolveram bem a situação.
    Vemos em cidades européias que, no centro das cidades, por razões históricas e ordenamento urbano, temos geralmente pequenos mercados cujos preços geralmente são maiores mas que mantém uma diversidade( grandes mercados geram trânsito forte, por ex.),
    Nos arredores das cidades temos mais os grandes mercados, ou seja, aqueles agentes redutores no número de fornecedores mas que tendem a ter preços menores. Assim, um regula o outro. Um apresenta opções tais como produtos de pequeno agricultor, outro "equilibra " preços.

    por outro lado, o papel do estado induzindo crescimento, de forma subsidiária, é fundamental.

    países europeus, por ex, para evitar o monopolio da boeing e tb desenvolver tecnologia, criaram a airbus.

    no caso da BNDESPar, que já é sócia de quase duzentas empresas, podemos qualificar o seu investimento. Ex: nenhum município ia querer proibir mercadões nos centros das cidaes. A Bndespar só poderia investir em mercadões com lojões somente nas periferias. Ou que só vendesse, por ex., carne certificada( combate ao desmatamento).

    Esta qualificação dos investiemntos está ocorrendo em países nórdicos ( na noruega existe um fundo ético)

    mas a mídia não quer discutir a BNDESPar. Ela quer confundir.

    já pensou se a BNDESPar, que serviu na privatização da vale, só aplicasse em mineradora que construísse siderurgica aqui?

    viu o estado como indutor? Viu tb o por que da mídia estar desinformando?

    João

    12 de julho de 2011 às 15h20

    hummm

    ele distorce a questão? o Sr não?

    li um comentário seu "isplicando" pq o dinheiro q seria colocado no negócio não era "público"… uma tolíce, claro…

    e nem li nenhum comentário seu se corrigindo quanto a isso!

    ps: devemos rapidamente injetar dinheiro pra FNM comprar a FIAT… afinal, NENHUMA MONTADORA q opera no Brasil é brasileira…

    luiz pinheiro

    12 de julho de 2011 às 18h13

    Parabéns, Eduardo, pelo resumo objetivo da situação.

Marcelo de Matos

12 de julho de 2011 às 13h54

Publicando matérias da Folha, reproduzidas pelo Vermelho, corremos o risco de repetir velhos clichês do PIG e da esquerda, sem contribuir minimamente para a elucidação dos fatos. O blog Óleo do Diabo publicou: “Em 2010, último ano do governo Lula, o lucro líquido do banco foi de R$ 9,9 bilhões, contra R$ 550 milhões de reais em 2002, último ano do agora tão festejado presidente Fernando Henrique Cardoso”. Diz o também festejado Carlos Lessa que: “o BNDES foi preparado para se converter em vulgar banco de investimento. Esse tipo de banco, voltado para o mercado de capitais, é orientado por lucro financeiro, não por desenvolvimento de emprego e renda na economia nacional”. O douto financista sabe melhor que nós que sem formar capitais é impossível qualquer tipo de investimento. Tendo integrado o governo Lula, ignoramos a quem o professor subloca, agora, seu vasto cabedal de conhecimentos. Criticando a instituição que presidiu, só pode estar coligado ao PIG e, como não poderia deixar de ser, à esquerda.

Responder

    João

    12 de julho de 2011 às 15h42

    "Criticando a instituição que presidiu, só pode estar coligado ao PIG e, como não poderia deixar de ser, à esquerda. "

    q primor de pensamento!

    quem critica o governo, foi comprado pelo PIG e À ESQUERDA!?!?!?! (PIG E ESQUERDA JUNTOS? noooooossa!)

    quanta bobagem em tão poucas linhas mal escritas!!

    olha como ficou simples:

    se "me" criticam, são vendidos!

    sendo assim, nenhuma critica é honesta e séria pq, logicamente, "sou perfeito"!

    o cidadão já pensou em fazer terapia?

luiz pinheiro

12 de julho de 2011 às 13h46

O professor Carlos Lessa é aquele mesmo que anunciou seu voto no candidato José Serra nas últimas eleições, alegando que Serra seria "mais desenvolvimentista" que a Dilma. Que credibilidade política pode ter esse emérito?

Responder

    João

    12 de julho de 2011 às 15h18

    credibilidade de quem foi presidente do BNDES no Governo Lula, talvez?

    rsrsrsrsrsrsrs

    Filipe Rodrigues

    12 de julho de 2011 às 18h27

    Ficou louco, Carlos Lessa apoiar Serra!!!

    luiz pinheiro

    13 de julho de 2011 às 10h10

    Apoiou, Felipe, em artigo assinado, publicado pela Carta Capital.


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