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Diário da Resistência


Carlos Bolsonaro ataca vitória da Mangueira com corrupção de preso que é de seu próprio partido
Chiquinho da Mangueira ao lado de Flávio Bolsonaro. Foto Alerj
Política

Carlos Bolsonaro ataca vitória da Mangueira com corrupção de preso que é de seu próprio partido


07/03/2019 - 15h10

Da Redação

“Dizem que a Mangueira, escola de samba campeã do carnaval e que homenageou Marielle, tem o presidente preso, envolvimento com tráfico, bicheiros e milícias. Esse país está de cabeça pra baixo mesmo”, escreveu ontem no twitter o vereador Carlos Bolsonaro, substituindo o pai na polarização com a esquerda em que o bolsonarismo aposta para evitar a fuga de suas bases.

Ele foi detonado por internautas em seu próprio post por causa da palavra “milícias”.

Tuiteiros lembraram a Carlos que o irmão dele, Flávio Bolsonaro, eleito senador, é suspeito de envolvimento com Fabrício Queiroz, o ex-PM que estaria ligado à maior milícia da Zona Oeste do Rio.

Internautas também lembraram das várias homenagens prestadas por Flávio a policiais envolvidos com extorsão e homicídios. Um dos líderes da milícia da Zona Oeste, foragido, empregou a mãe e a mulher no gabinete de Flávio quando ele ainda era deputado estadual no Rio.

“Rapaz, o presidente da Mangueira foi afastado da escola. Ele é investigado por participar dos esquemas do MDB. Eu sempre denunciei, diferente da sua família que sempre apoiou. Esqueceu do apoio de vocês ao Cabral, Pezão e Paes? O que tá virado é sua memória”, escreveu o agora deputado federal Marcelo Freixo em resposta a Carlos.

Freixo deixou de citar que Flávio Bolsonaro votou em Jorge Picciani, hoje preso, para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj.

Carlos Bolsonaro voltou à carga mais tarde, descrevendo “mais uma curiosidade do braço esquerdo do PT [ele se refere ao Psol]. De boas… né frouxossss”.

O texto veio acompanhado do link para uma reportagem de O Globo:

Chiquinho da Mangueira usou propina de Sérgio Cabral para realizar desfile da escola de samba, diz delator

Denúncia da Operação Furna da Onça mostra que o deputado, que é presidente da agremiação, pediu dinheiro da organização criminosa perto do carnaval

De fato, a suspeita é de que o ex-presidente da Mangueira trocava votos por ajuda de Cabral. Ele foi preso na Operação Furna da Onça, mas colocado em prisão domiciliar em janeiro deste ano, depois de perder 8 quilos em 41 dias.

Segundo denúncia do MPF, Chiquinho ou sua mãe Celeste receberam R$ 3 milhões em dinheiro vivo em meias compridas. Ele presidiu a Mangueira de 2013 a 2016.

Na carreira política, que começou em 2003, Chiquinho já foi “socialista” do PSB, do PMDB, PMN, Podemos e estava no PSC quando foi preso.

Carlos Bolsonaro, que está na Câmara Municipal do Rio desde 2001, passou pelo PTB, PP e agora está no PSC (o mesmo do governador Wilson Witzel). Especula-se que ele seria candidato a prefeito do Rio em 2020 com apoio de Witzel.

Quando foi preso, Chiquinho da Mangueira era corregedor parlamentar, cargo ao qual ascendeu com 44 votos (cinco contrários, duas abstenções).

O corregedor é o encarregado de abrir e presidir investigações sobre os colegas. Além de participar dos esquemas do ex-governador Cabral, anteriormente ele havia sido acusado de fazer pressão sobre a PM para facilitar a vida de traficantes.

Na polêmica com Carlos Bolsonaro, Marcelo Freixo acrescentou um lembrete mais tarde:

“Ontem esqueci de uma coisa importante. O vereador Carlos Bolsonaro é do PSC, mesmo partido do ex-presidente da Mangueira. Que coisa, né? Realmente esse rapaz não está com a cabeça boa”.

Vitor Teixeira

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8 comentários

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Zé Maria

08 de março de 2019 às 10h27

O Carnaval e as Cinzas de Jair Bolsonaro

Depois do post pornô,
Bolsonaro ameaça com ditadura
e invoca ‘famílias e pessoas de bem’

“Sinhozinhos e Sinhazinhas, e seus
Capitães-do-Mato driblam a Lei
em nome da lei…

Por Bob Fernandes, no canal do YouTube

https://youtu.be/8YttRDgL5_4

https://twitter.com/Bob_Fernandes/status/1103788514142023680

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Julio Cesar

08 de março de 2019 às 07h04

A famiglia disfuncional do presidente disfuncional compõem o verdadeiro samba do “crioulo doido”.

Responder

Jardel

08 de março de 2019 às 02h17

A Mangueira é uma instituição, uma agremiação de dezenas de milhares de pessoas. Tem 90 anos.
Os presidentes passam, a instituição permanece.
Carluxo se aproveita da ignorância reinante na nossa infeliz sociedade para generalizar tudo. Assim como o pai dele que tem a coragem de publicar um vídeo impublicável, pelo menos para quem respeita não só os seus seguidores, mas a si próprio, generalizando e insinuando que aquilo era o carnaval dos brasileiros.
Uma ação totalmente prejudicial ao País, principalmente ao turismo, que para os não ignorantes, é uma fonte de arrecadação importantíssima para os cofres públicos.
Assim como os shows e espetáculos subsidiados por EMPRESAS através da Lei Rouanet, tão atacada pelos Bozo.
Eles apostam na ignorância do povo. Sempre difamando e debochando como moleques mimados e irresponsáveis.

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Otto

07 de março de 2019 às 18h47

Ué. Mas as Escolas de Samba não são em grande parte financiadas pelo crime organizado (bicheiros, traficantes etc.) e políticos corruptos em geral? O tipo de pessoa que planejou a morte de Marielle.

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    Jardel

    08 de março de 2019 às 02h32

    O “tipo de pessoa” que planejou e executou Marielle foram os MILICIANOS, tão elogiados e “auxiliados” pelos Bozo.
    Não se faça de sonso, caro coxinha.
    A casa tá caindo… melhor Jair se acostumando.
    CLT já foi pro saco, Justiça do Trabalho também, o PIS também, agora vai ser a aposentadoria, depois será o SUS que já está quase inoperante e por fim a Escola Pública.
    É bom passar vaselina.

eudes fernando alvesx

07 de março de 2019 às 17h23

Não sobra ninguém nessa história.

Responder

robertoAP

07 de março de 2019 às 16h58

O país está sim de cabeça para baixo, porque tem um quarteto de panacas do mal como presidentes.

Responder

Sagarana

07 de março de 2019 às 15h58

Cadê o pai desse menino?

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