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Diário da Resistência


Caio Toledo: O excelente discurso de Freixo e o cretinismo de setores da esquerda que apoiaram o candidato de Bolsonaro; veja vídeo
Luís Macedo/Agência Câmara
Política

Caio Toledo: O excelente discurso de Freixo e o cretinismo de setores da esquerda que apoiaram o candidato de Bolsonaro; veja vídeo


03/02/2019 - 08h42

O excelente discurso de Freixo e o cretinismo parlamentar

Caio N. Toledo, via e-mail

Na sexta-feira, 1.o  de fevereiro,  na Câmara Federal, apenas 50 deputados (entre 513) apoiaram Marcelo Freixo cujo excelente e digno discurso está acima.

Enquanto isso, outros deputados de setores de esquerda – exercitando o “pragmatismo” (a rigor, o chamado “cretinismo parlamentar”) – apoiaram o candidato que defendia a “modernização do país”: numa palavra, a urgente realização da edênica Reforma da Previdência!

Candidato do capitão Messias, Rodrigo Maia foi amplamente vitorioso.

PS do Viomundo: Pelo bloco parlamentar de esquerda, dois deputados disputaram a presidência da Câmara: Marcelo Freixo, do PSOL/RJ, apoiado pelo PT, teve 50 votos; e JHS (PSB/AL), 30 votos.

Considerando que o bloco tem 97 parlamentares, 17 quase certamente apoiaram o candidato de Bolsonaro, Rodrigo Maia.

Tamanho das bancadas: PT, 54 deputados; PSB, 32; PSOL, 10; e Rede, 1

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



8 comentários

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Julio Silveira

04 de fevereiro de 2019 às 07h14

Esse tem sido o problema com alguns partidos de esquerda (assim como certamente no PT), estão cheios de infiltrados coxinhas, covardes, traidores e vendidos, que estão na politica para se darem bem e não para produzirem o bem publico comum. É uma prova da incapacidade destes partidos de identificar seus adversarios, de que neles não existe inteligencia nem interna, o que os tornam fracos, suscetiveis a golpes.

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Zé Maria

03 de fevereiro de 2019 às 23h41

Ex-membro do Esquadrão da Morte é nomeado
por Jair Bolsonaro para integrar Governo Federal

Secretário Especial da Casa Civil para a Câmara dos Deputados,
Carlos Humberto Mannato, fez parte de uma das Milícias
do sinistro Esquadrão da Morte, a Scuderie Le Cocq,
que segundo o MPF teria sido responsável
por mais de 1.500 assassinatos, apenas no Espírito Santo

Uma das vítimas de policiais militares ligados à Le Cocq foi o menino Jean Alves Cunha, 14 anos, assassinado com tiros na cabeça no Morro das Torres de TV, depois de ter sido sequestrado na avenida General Osório, no Centro de Vitória, Capital do Estado.
Jean foi executado uma semana antes de representar o Espírito Santo no Encontro Nacional de Meninos e Meninas de Rua, em Brasília.

Em dezembro de 2005, o desembargador federal Guilherme Calmon, do TRF-2, manteve a decisão do juiz Alexandre Miguel, da 12ª Vara Federal no Espírito Santo, que extinguiu a Scuderie Le Cocq, que estava inscrita como Pessoa Jurídica na condição de Entidade Filantrópica.
A decisão proibiu também a utilização dos símbolos da entidade em bonés, camisas, chaveiros, adesivos e outros objetos.

íntegra da excelente reportagem em:
https://jornalistaslivres.org/ex-esquadrao-da-morte-nomeado-governo-bolsonaro/

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Nelson

03 de fevereiro de 2019 às 21h04

Os tucanos enrustidos do PT seguem agindo. Reforçam assim a tese dos que afirmam que parte do partido, por ter o rabo preso, simplesmente nada fez -ou se fez foi pura encenação – para barrar o golpe de 2016 ou para livrar Lula da prisão.

Ou o PT faz logo uma depuração, doa a quem doer, expurgando essa tucanada, ou afundará de vez no descrédito entre a militância.

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Zé Maria

03 de fevereiro de 2019 às 20h46

16 jan, 2019 – 18:46
Congresso Em Foco

Manuela D’Ávila critica apoio do PCdoB a Rodrigo Maia

Manuela D’Ávila disse que o momento deveria ser de união entre partidos como PCdoB, PDT, PSB, Psol e PT em defesa da democracia, e não de divisão interna.

“Para mim, o passo inicial seria termos uma posição conjunta, dos cinco partidos de nosso campo, para que juntos buscássemos construir uma candidatura comprometida com a democracia, mesmo que essa não fosse de nossos partidos, já que tal eleição não é terceiro turno presidencial.
Não foi o que aconteceu: os partidos seguiram diversos caminhos. Lamentavelmente”

“Como todos sabem, defendo desde antes da eleição a unidade de todo nosso campo político, razão que resultou, inclusive, na retirada de minha pré-candidatura à Presidência da república.
Para mim, demarcações e divisões entre partidos de oposição a Bolsonaro de nada servem ao Brasil e às duras batalhas que teremos pela frente, não estamos numa batalha contra ou a favor de nenhum partido de esquerda mas em defesa da permanência da democracia.”

https://congressoemfoco.uol.com.br/legislativo/manuela-davila-critica-apoio-do-pcdob-a-rodrigo-maia/
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Entrevista: Manuela D’Ávila

“A Desigualdade no Brasil é Estruturada
a partir de Gênero e Raça”

Por Marco Weissheimer, no Sul21

Decisão de Jean Wyllys é “um grito corajoso de denúncia de tudo o que nós estamos vivendo no Brasil”

“E se fosse você?”
Esse é o nome do instituto por meio do qual Manuela D’Ávila pretende promover um debate sobre as notícias falsas e as redes de ódio que tornaram as redes sociais, em várias situações, um terreno minado.
Após 14 anos cumprindo mandatos pelo PCdoB (foi eleita pela primeira vez em 2004, sendo a vereadora mais jovem da história de Porto Alegre) e depois de ter disputado, ao lado de Fernando Haddad (PT), as eleições presidenciais de 2018, Manuela prepara-se para um novo período em sua vida e em sua militância.

“Vou continuar militando.
A minha origem é o movimento social.
Desde os 22 anos tenho mandato, o que, para mim, sempre foi uma tarefa e sempre foi muito doído.
Meu primeiro dia de mandato como vereadora em Porto Alegre foi sob ameaça de um general porque meu primeiro discurso citou a guerrilha do Araguaia”, conta.

Em entrevista ao Sul21, Manuela D’Ávila fala sobre seus planos para o futuro, avalia as primeiras semanas do governo Bolsonaro, o significado da decisão de Jean Wyllys (PSOL) de renunciar ao mandato e sair do Brasil e os desafios colocados para a esquerda nesta conjuntura.
Para ela, a decisão de Jean Wyllys é “um grito corajoso de denúncia de tudo o que nós estamos vivendo no Brasil”.
Manuela conta também sobre como lida com as ameaças e manifestações de ódio que recebe há muitos anos.

“Há muito tempo lido com ameaças de morte. As redes de ódio e as fake news têm um lastro naquilo que as pessoas querem odiar.
Por isso elas se direcionam tão fortemente a mim, ao Jean e a Maria do Rosário, os três principais alvos.
É machismo e homofobia juntos.
As pessoas têm isso dentro delas.
É como se encontrassem a fome e a vontade de comer”.

https://www.sul21.com.br/areazero/2019/01/manuela-davila-a-desigualdade-no-brasil-e-estruturada-a-partir-de-genero-e-raca

Responder

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    04 de fevereiro de 2019 às 13h54

    O que a Manuela pensava em relação à eleição para a Câmara em 2017 pode não ser mais o que a Manuela pensa em relação à eleição em 2019 Diferentemente de partidos socialdemocratas, como o PT, o Psol, e o Podemos espanhol, a opinião de um militante e, sobretudo, a de um dirigente comunista é exatamente a que foi estabelecida pela maioria do seu partido; não havendo lugar para indivíduos estranhos ao partido tentar jogar a opinião pessoal de um um militante e, principalmente, de um dirigente, contra o coletivo regido pelo centralismo democrático, como é o caso do PCdoB. As divergências de posições, em um partido comunista, diferentemente de um partido socialdemocrata, como o PT, o Psol e o Podemos espanhol, terminam quando se estabelece a posição da maioria. A partir desse momento, estabelece-se não apenas a unidade de ação, mas também a de opinião, ou seja, aquela que a maioria elegeu. Tenho certeza que Manuela conhece a argumentação de seu partido, muito bem fundamentada no artigo de Walter Sorrentino que citei acima, e não diverge dela, em 2019. Nesse artigo, Sorrentino chama a atenção para o novo contexto, a nova correlação de forças produzida pela vitória do neofascismo em 2018. Embora Rodrigo Maia seja o mesmo indivíduo, o carater de sua candidatura durante o governo do golpista Michel Temer é extremamente distinto do caráter que sua candidatura assumiu agora, em plena vigência de um processo que visa liquidar a democracia, lançando a esquerda na clandestinidade. Em vez de postar colagens de opiniões fora do contexto, cole o artigo do Walter Sorrentino, e, se dele discordar, mostre aonde reside a fragilidade de sua argumentação.

Darcy Brasil Rodrigues da Silva

03 de fevereiro de 2019 às 16h58

Caio Toledo está sendo, pelo menos aqui, um típico porta-voz do senso comum de esquerda, ou seja, um intelectual orgânico que sintetiza aquilo que o “homum comum” de esquerda pensa a respeito de determinado assunto, no caso, a pisição correta que deveria ser adotada por um partido de esquerda em relação à eleição do presidente da Câmara dos Deputados. Caio Toledo, organizador do excelente blog marxismo21, contraditoriamente, não procede como a Ciência Política marxista-leninista recomendaria, porque confunde a eleição da Câmara como uma disputa regida pelas mesmas regras das eleições ocorridas em 2018. A melhor réplica que li contra as opiniões de Caio Toledo, Emir Sader, Breno Altman, entre outros, foi o artigo de Walter Sorrentino, publicado hoje em seu blog, intitulado, “A oposição, para ser consequente, tem que ser ampla”. Que tal o ” Viomundo” publicá-la na íntegra, como contraponto às opiniões dos que defendiam o voto (inútil) em Freixo?

Responder

lulipe

03 de fevereiro de 2019 às 14h28

Tá tudo dominado! O Brasil sairá das trevas impostas pelos governos petistas. O choro é livre, lula não.

Responder

    Jardel

    05 de fevereiro de 2019 às 02h13

    Trevas? Trevas é milicianos no poder.
    Se bandido é ruim, que dirá de policial bandido?
    Eles estão no governo, seu coxinha trouxa!
    O choro é livre sim… mas será para todos e não só para esquerdistas.
    Otário!


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