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Boff: Os desafios diante de Dilma


02/11/2010 - 05h24

1 de Novembro de 2010 – 19h18

Leonardo Boff: desafios para a presidente Dilma Rousseff

Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra, que não mereceu ganhar esta eleição dado o nível indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados.

Por Leonardo Boff* na Carta Maior, via Vermelho

Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, sairam desmoralizados.

Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff. Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituída.

Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura. A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Familia entre outras.

Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas, desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.

Não obtante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.

Agora se coloca a questão: a Presidente aprofundará a transição, deslocando o acento em favor do social onde estão as maiorias ou manterá a equação que preserva o econômico, de viés monetarista, com as contradições denunciadas pelos movimentos sociais e pelo melhor da inteligentzia brasileira?

Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidente compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva.

O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.

Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias(“mensalão”).

As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será dificil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios.

A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.

Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidente deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra.

Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidente irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador.

* Leonardo Boff é teólogo e escritor





33 comentários

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Sagarana

03 de novembro de 2010 às 16h59

Da forma como ela saiu da toca abraçadinha com o Palocci eu creio que vocês terão que esperar pelo menos mais quatro anos, KAKAKAKA!

Responder

    Emilio Matos

    03 de novembro de 2010 às 17h32

    Mesmo que tenhamos que esperar: nós por quê? Você não é brasileiro? Essa mania de se excluir da responsabilidade e jogar pedra do lado de fora é muito cínica.

    Sagarana

    03 de novembro de 2010 às 21h20

    Elementar meu caro, eu não sonho com o Brasil tomando o rumo da Venezuela. Entendeu?

Leonardo Câmara

03 de novembro de 2010 às 10h23

Em uma frase: Paulo Nogueira Batista Jr. para o Banco Central.

Responder

    Sagarana

    03 de novembro de 2010 às 21h25

    Ôba, assim o dolar vai para as alturas. Você encontrou a solução do problema. Parabéns!

Mariano S. Silva

03 de novembro de 2010 às 02h24

Caro Paulo Rollo,

Se você der um passeio no site : http://hariprado.wordpress.com/
vai perceber com clareza o que está afirmando. Vai notar que muitas pessoas que respondem em português correto, ou seja, não são iletrados, não conseguem perceber o tom de galhofa dos comentários lá presentes. Eu diria que a brincadeira serve como um experimento sociológico qualitativo do estado educacional de nossa sociedade. Acho que estudos mais sérios poderiam ser feitos em cima do que se apresenta lá.
O que salta aos olhos é que boa parte dos bons (que diríamos dos maus) leitores não consegue perceber o contexto. Compreende-se o sentido do texto mas não o contexto. Mais do mesmo que você diz, o computador percebe e decide através da lógica, mas uma conversa breve com uma máquina já demonstra que esta não percebe as nuances de texto e muito menos de contexto.
Creio que o problema, no caso, da educação humana está conectado a excessiva especialização de nossa formação atual e ao conteúdo fortemente imageico aliado à leitura transversal de textos. Não há muito espaço aqui para debatermos o tema e espero que o Azenha abra uma pauta para discutirmos.

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O JUIZ

02 de novembro de 2010 às 23h11

Penso que Administrar o País e ter sucesso, será uma tarefa normal para DILMA.
Mas, um grande desafio que pode ter resultados na próxima eleição, será reparar os estragos feitos pelo Serra.
Ele conseguiu dividir o País. Jogou o Sul contra o Norte, o Leste contra o Nordeste. Os líderes religiosos contra seus seguidores. Uma afronta do PSDB aos Brasileiros. " Ou serei Presidente ou acabarei com o Brasil".
DILMA terá muito trabalho, mas precisará reparar esse erro histórico e perigoso, que não foi seu.
Precisa "reunir" nosso País novamente. E nós precisamos fazer nossa parte.

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Baixada Carioca

02 de novembro de 2010 às 23h06

Eu gostei da postura inicial de chamar os governadores para uma discussão aprofundada sobre dois temas de grande importância nacional: saúde e segurança.

Fazer saúde no Brasil é muito caro. Tem que gastar mesmo e vai totalmente na contra-mão daquilo que o neoliberalismo defende que é o enxugamento do Estado. De que adianta fazer 500 UPAs e não poder contratar 3000 médicos/as; 3000 enferemeiros/as e outros 5000 mil profissionais para fazê-las funcionar? Como espalhar UPPs e não contratar policiais e pagá-los decentemente? São desafios que ela terá que enfrentar e contra o PIG, que acha que o dinheiro público serve para pagar assinaturas de revista, mas não serve para atender ao povo brasileiro.

Fazer as UPPs e as UPAs funcionarem não significa apenas colocar pessoas lá. Mas remunerá-las adequadamente e colocar o Estatuto do Funcionário Público para funcionar. Quem não quer trabalhar, dá licença que tem gente querendo. Outra coisa que considero fundamental para equalizar uma grande dívida social. Habitação.

Esse programa Minha Casa, Minha Vida tem de garantir juros menores para as pessoas que se servem desse programa. Não se pode comprar uma e pagar 3,5 imóveis que são feitos para estigmatizar essa massa humana. São propriedades estereotipadas, as mesmas que o presidente Lula já condenou. Queremos imóveis mais humanizados e com juros semelhantes aos praticados para as empresas que se servem do BNDES.

Eu ajudei a elegê-la. Fiz campanha voluntária além de dar o meu voto. Acho que posso cobrar não?

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    Morvan

    03 de novembro de 2010 às 00h23

    Pode, sim, Baixada. Mesmo que não tivesse nela votado. Dilma agora é presidente de toda a grande nação brasileira. Concordo com você em seus considerandos e vejo que a briga vai ser ferrenha. A questão da saúde não passa só pelo enxugamento da máquina pública, mas muito mais pela peita em cima das multinacionais. Mas o Brasil de Lula começou e não tem mais volta: enfrentaremos tudo e a todos por um Brasil ainda melhor.
    Saudações fraternas; Morvan, Usuário Linux #433640

    Aracy_

    03 de novembro de 2010 às 09h27

    Não só pode como deve cobrar.
    Quanto à saúde, creio que não cabe ser encarada como gasto, mas sim como investimento de um governo na felicidade de seu povo. Saúde é o maior patrimônio do ser humano. Sem ela, não se constroem a cidadania, habitação, segurança, transporte ou quaisquer outras coisas.

Claudio Ribeiro

02 de novembro de 2010 às 20h57

Perderam "os derrotados"…
http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/11/ven

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flora

02 de novembro de 2010 às 20h39

Acho que Leonardo Boff tem mais a ouvir do que a falar para Dilma. E só tem a ganhar ouvindo menos a Marina.

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Morvan

02 de novembro de 2010 às 20h15

Honorável Leonardo Boff. Só discordo de V. Sa. no tocante ao "… à revelia da CNBB…". Revelia nada. A omissão deles foi uma aceitação tácita. Mais do que "Quem Cala Consente", particularmente falando, foi um "Quem Cala Aproveita". Venho dizendo desde os primeiros movimentos medievais do José Torquemada Serra que a direita brasileira, quer sejam a TFP, PSDB, DEM, Opus Dei e a própria CNBB estão com o claro propósito de enquadrar os Poderes Executivo e Legislativo à la Pio XII (o epíteto Pio XII e o aposto – A escolha do mau menor são grifos meus, desde os primeiros movimentos da cruzada medieval do Zé Torquemada – Kramer (O Martelo das bruxas).

Abraços fraternos,

Morvan, Usuário Linux #433640

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Mazinho

02 de novembro de 2010 às 20h11

Boff nos faz entender melhor o ser humano pela sua sábia e iluminada caneta. Agora que Dilma está garantida como Presidenta, quando Lula foi eleito pela primeira vez, os militantes e simpatizantes petistas ficaram felizes por ver um Presidente que iria lutar pela melhoria de vida dos brasileiros(as). Se tinha uma esperança maior que a realidade. Faltaram ser enfrentadas questões importantes como reforma agrária, maior respeito a natureza na execuçâo de obras (PAC), reforma fiscal e política e outras mais. Todavia, o avanço foi grande … A Dilma conviverá com o Congresso bem mais favorável que tinha Lula. Lula desbravou um caminho para as questões sociais e auto-estima dos brasileiros(as), que até então, nos 500 anos de Brasil, não se conhecia, e assim, foi o 1° Presidente em 83 anos a reeleger sua sucessora. A esperança é forte, e a população de nosso país poderá manter a auto-estima em alta, unidos em torno de uma causa humanitária iluminada liderados pela fibra da mulher brasileira representada por Dilma.

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Tarcísio Elísio C.

02 de novembro de 2010 às 19h19

Antes de TUDO. É preciso tirar o povo, no mínimo, da miséria. Por isso, votamos em Lula e, agora, em Dilma. Não queremos a área social esquecida pelos governantes, como fez o brilhante sociólogo FHC. Vendeu o país PARA ESTRANGEIROS, diminuindo os gastos estatais, mas também perdendo indústrias de base importantes para o desenvolvimento do país. Essas indústrias, hoje, se modernizaram e têm um lucro GISGANTESCO.

Esqueceu a área social e ainda fez merda na área econômica!

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El Cid

02 de novembro de 2010 às 17h24

… ao sr. josé serra: coloca isto na sua conta, seu IRRESPONSÀVEL !!!

[youtube tCORsD-hx0w&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=tCORsD-hx0w&feature=player_embedded youtube]

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    Luiz

    02 de novembro de 2010 às 19h51

    Acho q pessoas como vc são fundamentais para denunciar uma ignorância cultural de pessoas que se acham inteligentes, mas nessas frases odiosas mostram o cúmulo da ignorância humana. Parabéns pelo video e vou pôr no meu orkut. Mesmo sem os votos do Nordeste, Dilma teria vencido pq quase metade dos votos do sul e de SP ajudaram a eleger a Dilma.

    Maria Ângela

    02 de novembro de 2010 às 19h52

    El Cid,
    este vídeo merece uma publicação na revista Carta Capital!

Pedro

02 de novembro de 2010 às 16h05

Fazer tudo não é possível. Mas mexer naquela parte, na miséria, mexe com o todo. É para isso que elegemos Dilma. Elegemos Lula, e ele demonstrou que é possível, sim, mexer naquela parte.

Responder

O_Brasileiro

02 de novembro de 2010 às 16h02

As forcas de esquerda nao podem se iludir! A direita saiu fortalecida dessas eleicoes.
A esquerda precisa criar suas bases tambem em cidades-polo do sul e sudeste, ainda controladas pelos latifundiarios que agem como coroneis.
Mas, com varios reacionarios fora do Congresso, a discussao sera melhor.
Se nao pudermos dar terra, que demos "canudo" e emprego!

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Christiano Almeida

02 de novembro de 2010 às 14h33

Depois da sublime frase: "Com Lula a esperança venceu o medo. Com Dilma a verdade vencerá a mentira", só temos é que tirar o chapéu. Sublime texto. Poucos palavras. Muito conteúdo. Que Deus te ilumine. Sempre!!!

Responder

Paulo Rollo

02 de novembro de 2010 às 12h54

Concordo completamente com o Leonardo Boff.
Em meus comentários anteriores neste espaço, modestamente, registrei que – após a festa – a realidade virá.
Temos um povo – criminosamente – desinformado.
E grande parte do povo – como um chip (programando a alienação) – repete palavras e ideias dos que sugam a nossa gente. Os chipados, então, não têm culpa. São levados a tal comportamento e assim usados. Em São Paulo, caramba, é uma barbaridade o volume de chipados. Moro em São Paulo, mas sou carioca. Os números e os dados provam como há chipados aqui, parecem robôs argumentando, quando argumentam.
Antes, não tínhamos – todos nós que temos alguma consciência das manipulações – nenhuma bússola que nos animasse. Só agora – é muito recente mesmo – estamos aprendendo a utilizar a internet. Mesmo com a internet já existindo – com algum vigor – há mais de uma década.
Espaços – como o nosso querido Vi o Mundo – estão nos possibilitando um embrião de organização e conseqüente resistência. Mas é muitíssimo embrião ainda. Teremos que ser criativos no sentido de nos multiplicar, enfim, fazendo com que muitos mais sejam como os atuais (daqui) consideravelmente imunes às manipulações. Certamente, saberemos produzir – além do que já feito – mais outras formas ágeis de descontaminação relativamente aos efeitos do Pig.
Por causa da maldita dívida pública e todos os efeitos dela, eu quis votar no Plínio no primeiro turno. Mas votei na Dilma por medo segundo turno.
Firmemente acredito que – tanto o Lula como a Dilma, no íntimo deles – sofram por ter engolir o sistema financeiro e as concessões que fazem a ele. A história dos dois só pode levar a tal conclusão. Mas querer enfrentar é uma coisa e poder é outra. Dependeria de o povo segurar o tranco no caso de eventual enfrentamento governamental.
Com um povo mais bem informado (e assim preparado para o que der e vier), todo governante – quando voluntariamente não vende a alma – pode pôr em prática a Verdadeira Justiça. Meu sonho era ver a cidadania (Política em sua mais alta expressão) ocupar o lugar do circo futebol (que eu tanto gosto) em termos de prioridade de interesse em debater e de dedicar paixão.
Depois de eleita, já senti – em alguns pronunciamentos – que a Dilma está pisando em ovos. Tudo em prol da governabilidade (típica de um país fortemente manipulado pelo Pig). Tenho amigos que criticam as concessões (para a governabilidade) duramente. Mas não apresentam opções que possibilitem outra postura da Dilma, como antes faziam com o Lula. Criticar é muito fácil, a solução é que são elas.
Até mesmo ao falar dos dirigentes de outros países, ficou claro que a Dilma – para segurar as iras já tão exacerbadas – deu um jeitinho de não mencionar o contato com Chávez pós eleição. Ainda que, com toda certeza, Chávez tenha demonstrado – o tempo todo – ser uma dos maiores defensores da eleição dela. E lembremos que, por ser contundentemente contra o sistema opressor, Chávez paga o preço que paga.
Sabemos que luta será muitíssimo árdua. Mas o embriãozinho que começa a surgir entre o povo (vide Vi O Mundo e assemelhados) nos anima. Mesmo com a consciência que é um embriãozinho, a ajuda (cidadania) dos mais imunes às manipulações pode ser decisiva quanto à melhor governabilidade. Tudo pode depender da nossa criatividade. Através das permanentes conversas, teremos muitas chances – não obstante a condição de luta extremamente árdua – de descobrir caminhos seguros que permitam viabilizar a forma mais digna de Governo.
Abraços fraternais aos Viomundenses.

Responder

    Aracy_

    02 de novembro de 2010 às 14h02

    Boa. Realmente, está na hora de "trocar o chip" dos teleguiados por um pensamento genuinamente crítico.
    Há comunidade Viomundense nas redes sociais? Se houver, por favor, avisem. O Facebook está, mais do que nunca, um poço de ódio e preconceito. Necessita urgentemente de contraponto lúcido.

    Paulo Rollo

    04 de novembro de 2010 às 00h16

    Li e agradeço as suas ponderações, cara Aracy.
    Hoje, ainda, comentei umas opiniões a respeito do MST e fatos ocorridos, através do Orkut.
    Vi uma menina – tem 27 anos – dizendo o seguinte: ”…mal conheço (o MST)”. E depois concluiu assim: “em vista dos últimos acontecimentos, vejo que as coisas não são exatamente como eu pensava…”.
    Sequer os acontecimentos eram recentes. Todos antigos, entre eles, o MST e os pés de laranja na Cutrale.
    E quem mal conhece não pode rever o que pensava, não é verdade?
    As opiniões reproduzem – em larguíssima escala – o que é dito na grande imprensa. Seja o absurdo que for.,
    Continuando, em nenhum momento, demonstrou o mínimo de preocupação em saber a versão da outra parte (MST).
    Realmente, uma multidão agem como teleguiado. Apenas isso.
    Li barbaridades nas páginas de relacionamento.
    Por uma mesma pessoa, uma coisa dita em um pedaço da argumentação se contradiz – com muita facilidade – logo a seguir.
    Eu me desdobro para provocar o debate e assim tentar promover a Consciência.
    Tudo pondo frente a frente os argumentos.
    Acho que temos que aprender como – em conjunto – será possível atuar contra a escuridão.
    Li barbaridades nas páginas de relacionamento.
    Como eu disse antes, temos que provocar as reflexões.
    Com carinho
    Paulo Rollo

Luiz

02 de novembro de 2010 às 12h22

Como já dizia o velho Marx, em "Glosas Críticas de 1843", os libertadores políticos ou intelecto político têm seus limites dentro de um sistema político burguês, pois a "onipotência da vontade" política é uma ilusão na realidade política capitalista. Não dá pra fazer tudo de acordo com o voluntarismo político, pois o limite é as circunstâncias que fream o ato de agir para além de… Como Marx mesmo diz no 18 Brumário de Luís Bonaparte: "os homens fazem a história, mas não a partir da pura vontade, mas a partir das circunstâncias com que se deparam." Fazer política é uma arte, um jogo de xadrez.

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ruypenalva

02 de novembro de 2010 às 12h19

Os grandes desafios de Dilma, ao meu ver, são:
1. Estabilizar o câmbio
2. Baixar os juros básicos da ecomomia
3. Reduzir drasticamente a miséria
4. Reduzir drasticamente o analfabetismo
5. Melhorar a saúde
6. Melhorar a educação em todos os níveis
7. Manter crescimento econômico acima de 5% ao ano
8. Reduzir a burocracia
9. Melhorar a segurança pública
10.Continuar reconstruindo a infraestrutura
11. Reaparelhar as forças armadas com hardware atualizado
12. Tudo que for preciso para fazer o dito acima

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Fabio_Passos

02 de novembro de 2010 às 10h34

Boff sabe das coisas.
A questão capital em um dos países mais injustos do planeta… é distribuição de renda.

O compromisso da Presidenta Dilma de erradicar a pobreza extrema no Brasil é muito ambicioso.
Não por falta de capacidade econômica, mas por enfrentar interesses atrasados que são os responsáveis pela construção do Apartheid Social.
Boff não citou a necessidade de enfrentar o PIG – rede globo / veja / fsp / estadão – mas para derrotar o atraso será fundamental combater seu porta voz.

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DenisGalbo

02 de novembro de 2010 às 10h27

A nova presidente terá todos esses desafios e tomar muito cuidado com uma conspiração contra seu governo.

Responder

LULA VESCOVI

02 de novembro de 2010 às 08h39

O discurso do Boff já mudou em relação a antes das eleições,o que é natural pois a hora era de derrotaro Serra.Agora é que são elas.A Dilma vai confirmar as melhores expectativas ou vai amarelar,eis a questão.O Lula,que é o Lula, em muitas questões não peitou.E a Dilma,não sei

Responder

    cris

    02 de novembro de 2010 às 13h19

    a Dilma vai peitar sim, e terá o apoio dos brasileiros, ela é da escola de Brizola, vai peitar e vai nos encher de orgulho, mais ainda, foi por isso que Lula a indicou.

    Flavio Lima

    02 de novembro de 2010 às 20h18

    Lula aplainou o terreno pra Dilma construir um pais verdadeiramente democratco.

Ronaldo

02 de novembro de 2010 às 08h37

Gostaria de ver a cara dos fiéis e da hierarquia da Santa Madre Igreja se o Estado, em todas as suas instâncias, se envolvesse e tentasse influenciar na nomeação de padres, bispos e cardeais.

Acompanhar os palpites dos presidentes dos países na eleição do papa não tem preço.

Responder

Archibaldo S. Braga

02 de novembro de 2010 às 08h23

Professor, comentário com o tímbre do senhor!!! Ajude a, como diz o semhor, a novel PRESIDENTA com seus argutos e sapientes conselhos!! um grande abraço A. S. Braga

Responder

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