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Diário da Resistência


Bob Fernandes: Como chegamos a isso?
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Falatório Política

Bob Fernandes: Como chegamos a isso?


05/07/2018 - 12h29

Procurador ofende Supremo, comida envenenada, e Bolsonaro: como chegamos a isso?

por Bob Fernandes, no Jornal da Gazeta

Comissão na Câmara aprovou: proibido vender alimentos orgânicos em supermercados ou varejo. Salvo se vencida burocracia estabelecida pela bancada do boi.

Apoio das bancadas do boi-ruralistas, da bala e da bíblia e outra comissão aprovou: uso de mais agrotóxicos nos alimentos. De pesticidas proibidos mundo afora.

E Bolsonaro quer mais 10 ministros no Supremo. São 11, seriam 21. Bolsonaro diz que indicaria “10 isentos”. Vindo de quem vem, o desejo revela intenção perigosa.

O mesmo Bolsonaro já disse ser a favor de dar um “golpe”. De uma “guerra civil” e de se “matar uns 30 mil, a começar por Fernando Henrique”.

Em Natal, Bolsonaro disse: “A Amazônia não é nossa, aquilo é vital para o mundo. (…) É com muita tristeza que digo isso, mas é uma realidade”.

Deltan Dallgnol acusa: “Toffoli cancela cautelares do seu ex-chefe”. Referência a uma medida cautelar relacionada a José Dirceu.

Dallagnol disse isso no Twitter…

Como se Toffoli não fosse ministro do Supremo. E como se ele, Dallagnol, fosse um boçal de rede social e não um procurador da República.

Monique Cheker, procuradora, tuitou: “Os caras ganham por fora com companheiros que beneficiam”. E Monica Bergamo publicou na Folha:

Procuradora (Monique) será investigada a pedido de Toffoli e Gilmar Mendes.

Depois da repercussão a procuradora disse não ter insinuado que ministros do Supremo “ganham por fora”.

Como chegamos a esse estágio de decomposição?

Por 11 anos o Brasil debateu corrupção. Mas derrubaram uma presidente acusando-a de “pedaladas”, não de ser corrupta.

Quem derrubou? Bandos chefiados por Eduardo Cunha e seus “milhões de Cunhas”.

Chefiados por Geddéis e Chefes mais graduados.

Presidente da República considerado ruim se tira nas urnas, não com manchetes, helicópteros e numa Farsa.

Que a Farsa não termine em Tragédia. Que não se entregue o país a fascistas carregados de ressentimento e ódio.

E, antes de tudo, portadores de ignorância interminável, estratosférica. Exibida diariamente, com grande orgulho.

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4 comentários

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Izaías Almada

05 de julho de 2018 às 20h41

Como chegamos a isso? Ignorância política, desconhecimento da história do Brasil, muita corrupção além daquela supostamente investigada pela Lava a Jato, isto é, a corrupção da classe média acusadora, mas que faz sua corrupçãozinha às escondidas; a constatação de que nossas instituições foram tomadas por medíocres e incompetentes: executivo, legislativo, judiciário e Forças Armadas que não sabem o que é patriotismo e soberania nacional, ou melhor, que pensam que ser patriota é combater o “comunismo” (quá,quá,quá…) Uma vergonha!

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    Nelson

    06 de julho de 2018 às 19h15

    Caro amigo Isaías.

    Nos meus debates acerca da barafunda em que nos metemos, tenho dito que, infelizmente, a recente greve dos caminhoneiros foi mais um evento a nos escancarar a verdade sobre nós mesmos, a jogá-la nas nossas caras.

    Falo da constatação, uma vez mais, de que nosso problema não se restringe a quase seis centenas de políticos lá da capital federal ou de outras sete dezenas de milhares de vereadores, prefeitos, deputados estaduais e governadores.

    Como temos visto, nos últimos quatro ou cinco anos, notadamente, a mídia hegemônica tem se esmerado em arrasar com a credibilidade da classe política. E tem feito isso não exatamente com o objetivo de livrar o país da corrupção. Não mesmo.

    Ora, amigo, como é que os órgãos da mídia hegemônica, que constituem, quase todos eles, um bando de sonegadores de impostos e de apoiadores de corruptos – corruptos que são eleitos e reeleitos com o apoio desses órgãos – iriam estar verdadeiramente empenhados em acabar com a corrupção?

    O que a mídia hegemônica quer é fazer o maior número possível de brasileiros “pegar nojo” da política e dela se afastar ainda mais. Quer vê-los o mais longe possível da “arena de decisões”, para que os poderosos sigam dominando os parlamentos e a política.

    Mas, voltando ao nosso problema, que foi jogado nas nossas caras uma vez mais. O problema é que, entre nós, os comuns mortais, vige o mesmo espírito do “levar vantagem em tudo”, tal como vige no meio político.

    Uma grande parte de nós age da mesma forma que uma grande parte dos políticos: corruptamente. O que podemos dizer de alguém que se aproveita de uma situação de escassez, gerada pela greve, para elevar o preço da gasolina a R$ 7 R$ 8 ou até mesmo R$ 10? Ou duplicar o preço do botijão de gás? Isto, para ficar só nesses exemplos.

    Os que o fizeram, que não são políticos, estavam extorquindo, roubando, para ser mais exato, seus semelhantes, seus conterrâneos – o que vimos foi brasileiro roubando brasileiro. Bem como faz grande parte ou mesmo a maioria dos políticos.

    Parece que o genial Millôr Fernandes tinha razão ao asseverar que “a ocasião não faz o ladrão, apenas o revela”.

    A greve dos caminhoneiros foi um fato. No nosso cotidiano nos deparamos com inúmeros outros fatos que escancaram esse problema.

    Então, amigo Isaías, penso que temos ainda um longo caminho a percorrer na construção de um país melhor. Se cada brasileiro não olhar para si e para seus atos e identificar com quanto está a contribuir para a M… geral em que estamos mergulhados e, a partir daí começar a se reciclar, se melhorar, não haverá como construir este país melhor.

    Apontar o roubo e a corrupção dos outros é muito fácil. Creio que temos que ouvir Ghandi: “seja a mudança que você quer do mundo”.

    Em tempo. Ficou claro que acabei dando uma generalizada, colocando, até certo ponto, todo mundo “no mesmo saco” na minha reflexão. Contudo, não há dúvidas de que temos um grande contingente de pessoas corretas, possivelmente a maioria, que postulam um país decente.

    Mas, creio que está faltando, da parte desse contingente, mais ação no sentido de empurrar os que não prestam para fora da “arena de decisões”.

    Grande abraço!

carlos

05 de julho de 2018 às 19h54

O meu recado ao povo brasileiro, é não eleger nenhum desses achacadores, que a camara dos deputados seja totalmente renovada e os dois terços do senado idem, não votar em empresário.

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Julio Silveira

05 de julho de 2018 às 19h04

Não sou comunicador, literato, politico profissional, mas tenho certeza sou um eleitor antenado, e por mais que admire o trabalho do PT no campo social não tenho duvidas em afirmar que o que vivemos é também por culpa do PT. Mas, não atribuo ao partido uma culpa que o faça merecer uma pena capital, antes o contrario. Para mim, merecem o resgate de oportunidades. Erraram, ameu ver, por não terem feito uma leitura correta da historia e das clãs hipocritas que fizeram e conduzem até hoje a historia do Brasil. Erraram ao não entenderem que não deveriam buscar conciliações com o conservador terrivel, que por aqui habita a eras, para que facilitassem, por seu dominio, seus caminhos ao poder. Deveriam manter-se criticos ao sistema arcaico, hipocrita e anti nacional, que predomina nas nossas castas elitistas. Faltou tato, possivelmente por orgulho com uma parte bem realizada do trabalho, o menos importante, a meu ver, o menos educativo, cultural, que pode ter se tornado em vaidade do tipo que faz perder o chão. E assim a atenção ao circulo do qual passaram a fazer parte. Obtiveram o poder mas foram seduzidos, enredados, pelo circulo, perderam o foco e o objetivo necessario para o Brasil se tornar uma nação, quando se deixaram conduzir e deixar de instrumentalizar as mudanças culturais. Agiram na contramão de nossas necessidades e contrario a tudo que deveriam fazer culturalmente mantiveram as concessões questionabilissimas para as suas novas e decadentes companhias. Essas que sempre repercutem pessimas consequencias a todo o povo e que como consequencia tem sido já a bom tempo refem dessa gente. Se tornado tornando como linha auxiliar, se firmando e formando coxinhas, imbecis, desnacionalizados, e hipocritas. Coisas, a meu ver que deveriam levar o PT ao divã para voltar mais forte e mais antenado.

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