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Beto Almeida: Reconstruindo o que os tucanos puseram abaixo


21/11/2010 - 13h48

A retomada da indústria naval e a soberania

Para aqueles que, até mesmo nas fileiras da esquerda, chegaram a dizer que os candidatos presidenciais eram todos iguais, eis aqui uma estupenda diferença: enquanto os neoliberais conseguiram demolir e paralisar uma das mais expandidas indústrias navais do mundo, a brasileira – fazendo com que desde 2000 não se produzissem mais navios aqui – o governo Lula acaba por transformar o setor em fonte geradora de emprego, desenvolvimento tecnológico, promoção de justiça social e, especialmente, alavanca indispensável para se alcançar a soberania. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida, na Carta Maior

Marinheiro , marinheiro,
Quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro
Eu também sei navegar

Geraldo Vandré

Muitas lições podem ser tiradas da retomada da indústria naval no Brasil que nesta sexta-feira lançou, no Estaleiro Mauá, em Niterói mais uma grande embarcação ao mar, o navio Sérgio Buarque de Hollanda. Mas, certamente, deve-se discutir com prioridade que não é possível pensar um Brasil soberano sem uma indústria naval desenvolvida. Para aqueles que, até mesmo nas fileiras da esquerda, chegaram a dizer que os candidatos presidenciais eram todos iguais, eis aqui uma estupenda diferença: enquanto os neoliberais conseguiram demolir e paralisar uma das mais expandidas indústrias navais do mundo, a brasileira – fazendo com que desde 2000 não se produzissem mais navios aqui – o governo Lula acaba por transformar o setor em fonte geradora de emprego, desenvolvimento tecnológico, promoção de justiça social e, especialmente, alavanca indispensável para se alcançar a soberania.

O que pensar de um país com costa superior a 8 mil e 500 quilômetros sem uma indústria naval desenvolvida? Eis aí a tarefa dos neoliberais que se ocuparam de destruir o que havia sido levantado na Era Vargas em particular. O Brasil chegou a ter a sua empresa estatal no setor, a Loyd Brasileiro, e a ocupar uma posição de destaque no cenário mundial da construção naval. A própria navegação de cabotagem teve expressivo desenvolvimento e nem podia ser diferente. Vargas chegou a criar a frota do álcool e do petróleo. Com o neoliberalismo dos anos 90 tem início a demolição devastadora. Ela alcançou todos os pilares estruturais do transporte, seja ferroviário (privatização da Rede Ferroviária), aéreo (privatização da Embraer) e o naval, com a privatização do Loyd Brasileiro seguida de uma programada desindustrialização. O desemprego foi dramático, generalizado.

Organizadores de derrotas

Demolir a indústria naval é organizar a dependência, é organizar a derrota de uma nação. Mais que isto, é programar sua incapacitação para a defesa, pois sem indústria naval não há como ter também uma Marinha equipada à altura dos potenciais de riqueza que devem ser defendidos. As autoridades de defesa já indicaram, em numerosas oportunidades, a situação de desarmamento em que se encontra e ainda se encontra a Marinh a Brasileira, agora em fase de recuperação. É certo que ainda falta muito, porém, recuperar a indústria naval é condição indispensável para organizar uma capacidade de defesa do porte das magníficas riquezas que o petróleo pré-sal representa. Aí está o desafio. Nesta linha de raciocínio podemos concluir que uma indústria naval recuperada é fator que se junta à Nova Estratégia de Defesa Nacional.

Há alguns anos, antes da divulgação da existência do petróleo pré-sal, a imprensa noticiou a existência de um estranho relatório da CIA indicando que as plataformas da Petrobrás em alto-mar eram muito vulneráveis a atentados terroristas. Seria um relatório ou seria uma espécie torta de ameaça, ainda que velada? Agora, vemos a Quarta Frota dos EUA ser retomada e se insinuar pelos mares do sull depois de décadas paralisada. Junte-se a isto, a discussão recente na OTAN sobre a mudança de sua doutrina militar, cujo raio de operação deverá incluir o Atlântico Sul.

De fato, na situação atual a Marinha não tem ainda as condições para realizar uma defesa efetiva de todo o potencial de riquezas contido na plataforma continental brasileira. Esta área, agora ampliada para 350 milhas, também chamada Amazônia Azul, possui, além de petróleo, gigantescas reservas de biodiversidade sempre desafiando nossas universidades e os centros de tecnologia da Marinha para o desenvolvimento das tecnologias apropriadas ao seu adequado aproveitamento em favor do nosso povo.

Em resposta à proposta de intervencionismo ampliado da OTAN, o governo brasileiro, pela voz do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, já afirmou que as nações desta região sul deverão capacitar-se para ter a condição de dizer NÃO quando chegar a situação de ter que dizê-lo concretamente, ou seja, tendo capacidade de defesa para fazê-lo. Sem indústria naval, sem tecnologia própria, sem indústria de defesa, não há como falar de soberania efetiva.

A retomada da indústria naval, o projeto do submarino nuclear, o reequipamento da Marinha, e, sobretudo, sua modernização, são medidas que sintonizam-se plenamente com a renacionalização da Petrobrás, sua consolidação e com medidas que recuperam o papel do estado na formulação das diretrizes econômicas. Ou seja, exatamente ao contrário dos governos neoliberais, para quem o estado deve ser mínimo.

Afinal, ricos não precisam de estado. A informação de que há centenas de navios e embarcações encomendadas pela Petrobrás, gerando milhares e milhares de empregos qualificados e com carteira assinada, reforçam o movimento sindical, a previdência, o mercado interno. Até mesmo a Escola Técnica do Arsenal de Marinha, que há 10 anos estava paralisada, voltou a ativa e está formando técnicos imediatamente contratados pela construção naval. Até a estatal venezuelana, a PDVSA, tem encomendados no Brasil a construção de 17 embarcações petroleiras. Integração produtiva latino-americana é o outro ingrediente neste episódio.

Soberania em vários quadrantes

Mas, para além desta conclusão que liga recuperação naval e soberania, o lançamento do novo navio, cuja madrinha é a cantora Miúcha, estimula a reflexão sobre outras medidas necessárias. Se era absurdo um país do porte do Brasil não tivesse uma indústria naval, também o é não ter sob controle público a indústria aeronáutica, sobretudo porque a Embraer foi produto de um esforço da poupança nacional, irresponsavelmente entregue aos interesses internacionais, quando há todo um potencial de aproveitamento da aviação regional por desenvolver aqui no Brasil.

O resultado da privatização da Embraer e sua dependência do mercado internacional foi a demissão de mais de 4 mil trabalhadores da ex-estatal quando a crise estourou no capitalismo do primeiro mundo.

Certamente, a estratégia deve voltar-se para o mercado interno. Como disse Lula no lançamento do “Sérgio Buarque de Hollanda” enquanto os EUA estão perdendo 70 mil empregos, o Brasil está gerando este ano mais de 2 milhões e meio de novos postos de trabalho. Aqui nasce uma nova classe média, nos EUA há uma erosão na classe média, que está sendo despejada, dormindo nas praças públicas…

Com a imensidão do Brasil e sem sistema de transporte ferroviário eficiente – também foi demolido – a aviação regional poderia receber um grande impulso no Brasil, mas não sem antes recuperar o controle sobre a Embraer, como está fazendo na área naval e de petróleo.

Cultura e soberania

Assim sucessivamente. Todas as medidas neoliberais resultaram em enormes prejuízos para a poupança popular, ou para a tecnologia nacional, ou para a soberania. Ou tudo junto. Se fôssemos analisar o cinema, por exemplo, quando existia a Embrafilme, cerca de 40 por cento do mercado cinematográfico era ocupado por produção nacional. Bons filmes e maus filmes, como em todo lado. Mas, havia uma indústria viva, gerando empregos, absorvendo talentos, renovando-se e superando em linguagem e em capacidade produtiva. O fim da Embrafilme jogou o cinema brasileiro no chão. Sob aplausos do cinema norte-americano que passou a ocupar 95 por cento do mercado brasileiro. E cinema também é soberania, como parte da construção da identidade nacional.

A retomada da indústria naval e do papel protagonista do estado são medidas inequivocamente necessárias. E respondem concretamente aos sinais de aprofundamento da crise nos centros do capitalismo. E bem sabemos, pela história, que as crises mais agudas do capitalismo tendem a buscar superação na economia de guerra. Por isto o intervencionismo crescente, sem que Obama possa mudar quase nada. Por isso o reforço orçamentário da indústria bélica dos EUA, a principal rubrica do orçamento, o que equivale a uma ameaça contra os países que possuem grandes reservas de riqueza, como é o nosso caso. E ainda não nos recuperamos plenamente da devastadora demolição organizada pelos neoliberais, um desarmamento unilateral, em favor dos que pretendem tomar conta dos mares, ignorando soberanias e o direito dos povos.

Há um conjunto de sinais sombrios indicando que o mundo cobrará de nós brasileiros a coragem e a rebeldia de João Cândido, da Revolta da Chibata, o almirante negro da música de Aldir Branco e João Bosco. Mas, a embarcação do Brasil Nação está encontrando o rumo certo.

(*) Beto Almeida é membro da Junta Diretiva da Telesur





54 comentários

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Simone

01 de dezembro de 2010 às 09h23

Gente, que horror o que FHC fez com o Brasil !
Será que os paulistas aprovam o comportamento do PSDB ?
FHC deveria ser expulso do Brasil por traição.

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janete

23 de novembro de 2010 às 14h53

Nao foi só a industria naval que os tucanos detonaram no Brasil, mais também, as universidades, BB, CEF estavam quase no vermelho sem projetos a espera da privatização, isso sem falar no setor de pesquisas que nao recebeu nenhum investimento na era PSDB. Serra mandou embora diversos agentes de saúde quando era ministro da saúde e o que se viu foi um epidemia generalizada de dengue em todo país com varias mortes. PSDB NUNCA MAIS. ACORDA SAO PAULO.

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ulisses barbosa

23 de novembro de 2010 às 08h05

Não existe um grande nação sem soberania. Parabens pelo artigo.

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Jota Ricardo

22 de novembro de 2010 às 22h01

Beto Almeida,um dos melhores e mais atuantes jornalistas do Brasil. Presidenta Dilma poderia fazer um golaço nomeando-o diretor de uma turbinada tv Brasil.lá o jornalismo continua devagar,com muito rebutalho da Globo.O povo brasileiro tem o direito de se defender e ganhar a guerra que é travada em sua cabeça.Espero que o imenso fosso entre o PIG e a verdade seja diminuído no próximo governo.

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rubem

22 de novembro de 2010 às 21h50

Não foi só a industria Naval que os tucanos colocaram abaixo, mas tambem as universidades federais, as estradas que estavam todas 'acabadas " no final do governo tucano,os bancos federais (caixa, BB e Nordeste)etc, enfim os tucanos são uns desastres em termos de gestãoe só são considerados competentes para grande mídia paulista e a "classe média paulistana" que acredita "cegamente" nesta mídia.

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Rafael

22 de novembro de 2010 às 20h19

A indústria naval durante governo fhc revela muito como os tucanos veêm o povo brasileiro. A verdade é que tucanos não consideram que o povo brasileiro tenha capacidade de construir navios. Assim como não consideravam que a Embraer teria competência para competir internacionalmente. Eles veêm o povo brasileiro como incompetentes. Sem falar que aliado a esse ponto de vista, tem o fato de faturar alto com privatizações, porque com certeza boa parte do dinheiro das privatizações está em paraísos fiscais na conta da alta plumagem tucana.

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Eliane

22 de novembro de 2010 às 19h08

Descobri este blog a pouquíssimo tempo, porém já se encontra nos favoritos!!!
São textos como esse que realmente faz aquela fagulhazinha no nosso coração, acender a fogueira do nosso patriotismo.

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Alcides Santos

22 de novembro de 2010 às 19h05

Sem comentários.

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edson fachin

22 de novembro de 2010 às 18h55

boa tarde,conheci este site nesta semana, sou de esquerda,votei no Serra.
quero ler coisas concretas,por exemplo: a copa teremos bons estadios,trens,aeroportos. bom…parece que teremos bons navios.
mais que coisa…. esqueçam a FHC, agora o ex ou governo anterior é o LULA.

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    edson fachin

    22 de novembro de 2010 às 18h56

    que bom,parece que vai ser ou não sensurado????não escrvi nada….ainda.

    baixosteores

    22 de novembro de 2010 às 23h41

    Sou de esquerda e votei e Serra …????!!!!!

    O Cinismo dos Demos-tucanos acha que Serra é de esquerda … afinal no geral Demo-tucanos são Nazistas …

    Cunha

    23 de novembro de 2010 às 14h58

    O cara é de esquerda e votou no Serra?
    Huummmmm……: É um mutante com desvio de personalidade e transtorno bipolar agudo, além de sofrer de crises existenciais e não conhecer absolutamente nada do que se sucede na vida brasileira.
    Acho que minha velha TEXAS TI-57, guardada com lembrança do início do curso de engenharia, tem mais passos de programação que esse senhor. :)

    Airton

    25 de novembro de 2010 às 14h37

    fachin, é censurado não "sensurado", ou você quiz dizer que o funcionário do ibge te entrevistou? mas, de eque esquerda você é mesmo?

Cunha

22 de novembro de 2010 às 18h43

Excelente artigo. Trabalhei nas últimas fases de construção do alojamento e Pargo e na plataforma de Vermelho 2, em Niterói e vi tristemente os estaleiros sendo fechados,virando ponto de encontro de gatos noturnos e local de descanso de garças e socós. Tinha gente de várias partes no canteiro de obra para ,anos depois ficarem sem horizonte e sustentação das famílias,graças ao neoliberalismo tucanodemonata. Hoje vejo tudo em plena atividade e até novos estaleiros abertos,empregando muitos brasileiros e atraindo até profissionais de empresas estrangeiras que prestam serviços à NOSSA Petrobras. Uma coisa eu pergunto: Como pode gente daquele tipo achar que o Brasil estava bem no modelo neoliberal? Como estariam os que hoje trabalham,geram riquezas,sustentam suas famílias e patrocinam o desenvolvimento social se Lula não tivesse sido eleito ou se Serra ganhasse através dos artifícios sujos dele? Com certeza teríamos chances de encararnos sérias dificuldades e até ter nossa soberania ameaçada. Parabéns também pelas referências à Revolta da Chibata,que completa 100 hoje.Neste momento estou de celular ,na Ponte e vejo o Mauá com o Sérgio Buarque de Holanda devidamente ornamentado no pier e outras embarcações em produção. Viva o trabalhador brasileiro!

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ebrantino

22 de novembro de 2010 às 18h38

Ebrantino diz
Este texto é bom. Nada mais a dizer.

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IV Avatar

22 de novembro de 2010 às 18h23

Só mesmo um cego para afimar que tanto faz PSDB como PT

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Maria Dirce

22 de novembro de 2010 às 17h26

votem no Azenha, vamos apagar o PIG do Brasil=
http://www.whopopular.com/Luiz-Carlos-Azenha

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Roberto Locatelli

22 de novembro de 2010 às 16h10

Agora temos que correr atrás do prejuízo. Felizmente, Dilma venceu, e vai aprofundar as transformações iniciadas por Lula.

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Tomudjin

22 de novembro de 2010 às 13h02

A maneira mais fácil de se invadir um País é elegendo um lider para abrir o portão que o mantém intransponível.

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Rafael

22 de novembro de 2010 às 12h57

Excelente texto. Acaba com o texto do Ildo Sauer dizendo que Lula é de direita. A retomada da indústria naval mostra claramente que o governo Lula é representante da classe trabalhadora. É um governo que defende a soberania e riqueza do nosso país.
A retomada da indústria naval é um exemplo a ser seguido em telecomunicações, banda larga por exemplo.
O que seria se serra tivesse sido eleito em 2002 é submissão aos eua.

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Marco Túlio

22 de novembro de 2010 às 12h53

Não sou PT e não votei em Dilma (muito menos em Serra…hahaha).
Mas, senhoras e senhores, o autor tem toda razão.
Abandonar a indústria naval foi de uma falta de patriotismo ímpar (aliás, depois de Mário Covas parece que o PSDB esqueceu o que significa o B que vai ao fim da sua sigla).
Parabéns ao governo Lula por este "resgate" providencial…e que Dilma tenha consciência da importância da indústria naval, do domínio da sua tecnologia e da vital contribuição à soberania que confere.

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    Remindo Sauim

    22 de novembro de 2010 às 17h54

    Votou em quem, então? Só tinha 2 candidatos.

    Marco Túlio

    22 de novembro de 2010 às 20h09

    Plínio no 1º, nulo no 2º.
    Quem quise discordar que discorde.
    Mas o voto é meu e a consciência é minha.
    Se as pesquisas estivessem pondo o Serra em condições de vender, votaria na Dilma apenas para evitar o mal maior.
    Simples assim, como dizem por aqui. ;)

    Leandro

    23 de novembro de 2010 às 11h30

    Não votar na Dilma já é votar no Serra.

mariazinha

22 de novembro de 2010 às 12h44

A oposição brasiliera no poder, os chamados neoliberais, destruíram e entregaram aos alienígenas nossas riquezas; devem ser condenados ao ostracismo eterno.
Parabéns ao caríssimo jornalista Beto Almeida; registrou com maestria a orgia maquivélica que assolou nossa pátria, tempo atrás. Que esses acontecimentos e muitos outros, permaneçam vivos em nossa memória para que não erremos pela frente.

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Marcia Costa

22 de novembro de 2010 às 11h36

Só quem já entrou em um estaleiro e vê o volume de trabalhadores necessários para erguer do nada um navio, sabe a importância dessa indústria. Em 1980 estive no antigo ISkawagima. Era recém formada em Técnica em Mecânica e fiquei encantada com as possibilidades de desenvolvimento profissional. à época, não passei porque ainda não era usual contratrem mulheres para trabalhar em campo, porém não esqueci a emoção de ver aquela massa de gente e de talentos construindo algo.

Responder

Cláudio

22 de novembro de 2010 às 11h24

Prezados,

O Presidente LULA, ao contrário dos neoliberais que o chamam de espúria, demonstrou coragem, ousadia, respeito ao Brasil e ao seu povo.
LULA é BRASILEIRO!

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mello

22 de novembro de 2010 às 10h53

Muito bom o artigo, muito bons os nomes escolhidos para os navios, mais ma grande vioria do Presidente Lula : recuperar a importante indústria naval.

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augustinho

22 de novembro de 2010 às 08h36

Ha uma analogia direta entre o grande capital monopolista antigo no brasil, aquilo QUE FAZIA com nos, consumidores, e o grande business monopolista privatizado, HOJE, com o que FAZ com a gente…
Como nunca vi alguem fazer esse paralelo, faço agora, na esperança que alguem mais capacitado o desenvolva.
É clarissimo o que a ind. do automovel dos 60,70 e 80 nos empurrava com pesada publicidade : os gordinis, corceis,
simcas e 140 e setes… a bom preço na epoca. Faziam a festa das oficinas e das auto-peças. Ate o Collor ter o merito de dizer que o rei tava nú.
Pois a midia nao nos deixa ver nos dias de hoje, oa mesmo LIXO monopolista dos operadoras decelulares, serviços de banda larga, portais e comunicaçoes de ALTISSIMO custo e horrivel velocidade.
Sao ou nao, os gordinis de hoje que essa mafia da privataria nos empurra?? Entao que a dilma arrebente com eles, via tecnologia,via mercado, via desnudamento dos segredinhos deles, via qualquer coisa. Pensem nisso.
Tenho dito.

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gabriel

22 de novembro de 2010 às 05h04

muito bom. os malditos neoliberais só sabem vender, construir nada. kkkk

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    valdeci elias

    22 de novembro de 2010 às 13h07

    E os neoliberais tupiniquins, primeiro sucateiam pra depois vender barato abaixo de custo.

Alexandre Oliveira

22 de novembro de 2010 às 01h34

Parabéns Beto Almeida. Como sempre seus textos são lúcidos e refletem os avanços no governo Lula e os atrasos durante o desgoverno demo-tucanalha.

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Marcio H Silva

22 de novembro de 2010 às 01h34

Sexta feira vi o lançamento do petroleiro pela TV a cabo NBR. Grande discurso do Lula. Quem estourou a champanhe foi a Maria da Penha ( a da lei ). Grande discurso do Lula, um estadista. FHC, se assistiu, encolheu no sofá.
Texto excelente, mas o Governo tem que priorizar a Saúde, Educação, Segurança interna e Defesa ( Amazônia e mares do sul, agora que descobrimos o pre-sal). Cinema tem que ser da iniciativa privada, cadê nossos empresários? A Embrafilme financiava o Jabour para fazer filmes medíocres. O atual é medíocre, segundo ouvi, mas não foi feito com dinheirop público.
Como iríamos retomar a Embraer após privatiza-la?

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Gerson

21 de novembro de 2010 às 23h24

Não foi de graça que a cidade de Ipojua – PE ali, ao lado do porto de Suape e do estaleiro Atlântico Sul , fora das capitais quem mais gerou emprego no último mes. Dados do Cagede.

Tá faltando mão de obra barata pra cortar cana por lá. Que bom !

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Edson Augusto

21 de novembro de 2010 às 22h48

Nossa cultura ainda está em fase de destruição. Nossas televisões só passam filmes dos EUA. Só exibem filmes brasileiros que nos baixam a autoestima, ainda assim como excessão, em "Festival Nacional", "Cinema Especial" ou "Semana do Cinema Brasileiro". Nossa história é satirizada. Não vemos filmes baseados em obras de nossos romancistas. Os fundos musicais de filmes e novelas são em 90% estadunidenses. Se tem que haver diversidade, por que não filmes argentinos, paraguaios, chilenos, franceses, portugueses? E nos filmes exibidos as grandes estrelas são invariàvelmente a bandeira e os "heróis" dos EUA. Cadê os nossos grandes músicos? Muitos trabalhando de forma independente por falta de interesse em divulgá-los.

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portilho

21 de novembro de 2010 às 22h42

Os tucanos de São Paulo ,venderam BANESPA,Nossa Caixa,todas as linhas de transmições,todas a hidréletricas do Estado.pedagiáriaram todas as rodovias paulistas com os valores abissurdo .Sem nunca construir um unico'km de rodovia. Venderam a CONGAS.Pagam os piores salários para professores,delegados de polícia,para os funcionario públicos em geral.E ainda devem 150 bilhoes de reais ao governo federal.A isso os tucanos chamam de choque de gestão . Paulista me enganam que eu gosto

Responder

Julio Silveira

21 de novembro de 2010 às 21h45

Ihhh!!! tem um monte de gente aqui dentro que acha que esse negócio de soberania dá muito trabalho.
Por eles vendiam esse terrenão chamado Brasil de porteira fechada (com esse povão ignorante que elegeu o Lula dentro), pros gringos, pela sua moeda idolatada, a melhor moeda do mundo, as tais verdinhas. Com uma exigência, que pudessem receber o Green Card para se livrarem do incomodo de serem reconhecidos como sulamericanos, ainda se fosse brazileiro. Querem o direito de serem chamados norte americanos desenvolvidos.

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easonnascimento

21 de novembro de 2010 às 21h41

Os tucanos são especializados em vender, e doar patrimônio público, se curvando aos ditames do capital externo, deixando o país à deriva. Na indústria naval não fizeram diferente. Foi preciso um metalúrgico surgir, fazer promessa em comício no Riode Janeiro, na campanha de 2002, e eleito cumprindo sua promessa, recuperar a indústria naval brasileira. Até as encomendas de plataformas para a petrobrás eram para o mercado de Cingapura, gerando empregos por lá. Isso acabou. A geração de empregos é por aqui e a realidade agora é outra como nos mostra neste artigo, o Beto Almeida. Graças a sabedoria do povo nos livramos dos tucanos por mais 4 anos e quiça o façamos em 2014 por mais 4 e assim sucessivamente. Para o bem da nação.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Júlio César

21 de novembro de 2010 às 21h09

Pabens pelo artigo.

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ma.rosa

21 de novembro de 2010 às 20h58

nooossaa, que texto mais positivo! muito bom coloca a gente pra cima, nos enche de entusiasmo, com vontade e força pra trabalhar. nossa auto estima andava tao pra baixo, agora a esperança nos renova e motiva, nos faz confiantes outra vez!!! parabens Beto Almeida, muito boa a sua sintese sobre a nossa industria e riquezas.

Responder

José Manoel

21 de novembro de 2010 às 20h31

Azenha: aliás, a especialidade deles é destruir e doar tudo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Construir que é bom, nada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Rodrigo

21 de novembro de 2010 às 20h24

FHC tentou destruir a soberania brasileira para justificar sua teorias de dependência natural do Brasil aos EUA. Não conseguiu.

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    Jairo_Beraldo

    21 de novembro de 2010 às 21h19

    Mas quase conseguiu….Celso Laffer que o diga!

    FAFerreira

    22 de novembro de 2010 às 18h07

    Celso Lafer, aquele subserviente ministro das Relações Exteriores, que tirou os sapatos nos EUA?

Renato Lira

21 de novembro de 2010 às 19h09

Como disse o Beto Almeida, este fato serve para calar a boca tanto dos reaças de direita como dos reaças de esquerda.

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Adroaldo Lima L.

21 de novembro de 2010 às 16h48

dizer que os demo tucanos acabaram com a industria naval do Brasil mostra que o beto almeida eh amiguinho dos caras! na verdade, os demo tucanos fufu milhares de brasileiros que ficaram desempregados por decadas para favorecer industrias navais de outros paises nos quais provavelmente possuem interesses no minimo financeiros!! ou nao?

Responder

Gerson Carneiro

21 de novembro de 2010 às 16h41

Batizar e lançar ao mar em maio de 2010 o primeiro navio petroleiro com o nome de João Cândido, com a presença do filho de João Cândido, foi a prova de que Lulão é o nosso Zumbi dos Palmares contemporâneo.

Viva Lula!
Viva o Brasil!
Viva o povo brasileiro!

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Wagner Souza

21 de novembro de 2010 às 16h30

A recuperacao da auto estima esta ligada a este fator, estou cansado de novelas que falam ingles, novas comemoracoes que nunca fizeram parte de nossa cultura, cartazes de publicidade em ingles etc etc, as vezes nao sei se estou no Brasil ou em outro paiz do norte. a coragem e a rebeldia esta no seio de minha gente, o pior e ter que lutar com os colaboradores internos que sao muitos…basta ver a votacao que teve o Serra!

Responder

    mariazinha

    22 de novembro de 2010 às 12h03

    Entretanto é bom nos lembrarmos que a votação de serra pode ter sido, na maioria, de urnas fraudadas; continuo achando que D. DILMA ganhou pq a oposição não conseguiu viciar a quantidade de urnas necessárias. Bem que eles tentaram de tudo mas o povão não deixou.
    Abs.

Herbert Ravagnani

21 de novembro de 2010 às 16h26

Parabéns a Beto Almeida pelo lúcido e excelente artigo. O modo de gerenciamento e defesa do pré-sal é com certeza um dos maiores desafios do próximo governo Dilma, sendo que o Estado deve ter papel protagonizador e impedir a concessão do petróleo ao capital especulativo internacional. Os brasileiros certamente estão esperançosos que os recursos em jogo sejam destinados em sua grande maioria às áreas mais necessitadas do Brasil, como saúde e educação.

Responder

Hélio Jacinto

21 de novembro de 2010 às 16h11

Beto Almeida,disse tudo.

Responder

Leider_Lincoln

21 de novembro de 2010 às 16h10

Nosso povo livrou-nos destas bestas e espero que possamos algum dia contar com uma direita nacional, não entreguista. É um nicho do mercado político que está por ser ocupado…

Responder

Polengo

21 de novembro de 2010 às 15h06

"Reconstruindo o que os tucanos puseram abaixo"

Por um instante pensei que o artigo tratasse de plataformas de petróleo…

Responder

Valquer Bicalho

21 de novembro de 2010 às 14h54

Grande texto do jornalista Beto Almeida.
Parabéns, precisamos voltar a organizar o que foi desorgnaizado no passado. Nosso cinema, ferrovias, apontar a presidente onde está o mapa da miséria, para além do que o estado tem de informação. Abrir, mediar e fechar o debate para apontar alternativas e ações concretas

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