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Ao recomendar aprovação da coronavac, corpo técnico da Anvisa desmoraliza o “tratamento precoce”
Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini
Política

Ao recomendar aprovação da coronavac, corpo técnico da Anvisa desmoraliza o “tratamento precoce”


17/01/2021 - 12h43

O slide

Da Redação

Ao recomendar a aprovação do uso emergencial da coronavac, o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, apontou como uma das razões “a ausência de alternativas terapêuticas”.

A frase está em um dos slides que acompanhou a apresentação de Mendes.

A recomendação foi feita com várias ressalvas aos cinco diretores da agência, que vão decidir em votação se aprovam ou não a aplicação da vacina no Brasil.

A frase vai de encontro à propaganda enganosa patrocinada pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo ministro general Eduardo Pazuello e por médicos bolsonaristas que defendem o “tratamento preventivo” com drogas sem comprovação científica.

No kit covid promovido pelo bolsonarismo estão a hidroxicloroquina e a cloroquina (malária), o remédio para piolhos e pulgas ivermectina, o antibiótico azitromicina e vitaminas.

A explicação de um médico

O Conselho Federal de Medicina fechou os olhos para o falso tratamento que está sendo promovido pelo governo e adotado por médicos.

Recentemente, o ministro Pazuello esteve em Manaus não para tratar da falta de oxigênio que matou pacientes, mas para incentivar o uso das falsas curas.

O Brasil foi o único país do mundo em que o Ministério da Saúde fez um tweet “potencialmente prejudicial” à Saúde, promovendo o tratamento enganoso:

A Sociedade Brasileira de Infectologia divulgou nota no twitter repudiando a posição do governo:

A SBI não recomenda tratamento precoce para COVID-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro), porque os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais.

Ou seja, não existe comprovação científica de que esses medicamentos sejam eficazes contra a COVID-19.

Essa orientação da SBI está alinhada com as recomendações das seguintes sociedades médicas científicas e outros organismos sanitários nacionais e internacionais, como:

Sociedade de Infectologia dos EUA (IDSA) e da Europa (ESCMID), Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), Centros Norte-Americanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Agência Nacional de Vigilância do Ministério da Saúde do Brasil (ANVISA).





1 comentário

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João Ferreira Bastos

18 de janeiro de 2021 às 09h56

Todos os pacientes que foram remendados a usar cloroquina e outras bobagens devem processar imediatamente os médicos por charlatanismo

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