VIOMUNDO

Diário da Resistência


Anúncio do PT: Comercial eficaz num meio em decadência
Política

Anúncio do PT: Comercial eficaz num meio em decadência


14/05/2014 - 21h53

Quantos jovens vão se impressionar com isso?

por Luiz Carlos Azenha

No Brasil, é assim: a eficácia do comercial do PT que explora o temor de uma volta ao passado, nas eleições de 2014, deve ser medida pela reação não só de líderes oposicionistas, mas também de colunistas e editores da mídia corporativa. Chiaram muito? É, então, o caminho.

Desde a improvável reeleição de Lula, em 2006, precedida por uma poderosa campanha midiática ligada ao escândalo do mensalão, o PT depositou todas as suas fichas na tabelinha Lula/João Santana. Concentrou-se no que Plinio de Arruda Sampaio batizou de “melhorismo”. Politizar as pessoas que ascenderam socialmente desde 2003 exigiria incluí-las nas decisões governamentais, em todos os níveis, o que possivelmente as colocaria em choque com os interesses das alianças ditas necessárias à governabilidade.

As decisões de gabinete, entre quatro paredes, sem transparência, permitem o toma-lá-dá-cá que sustenta tais alianças — desde que o povo fique longe delas. Por isso, o PT adotou um pêndulo: se aproxima dos movimentos sociais e, portanto, das ruas, em período eleitoral, para se afastar logo depois de conquistar um novo mandato.

Em 2013, o partido, tanto quanto todos os outros, foi surpreendido por um fato político que ajudou a criar: a ascensão social destapou uma série de demandas daqueles que subiram de vida. Querem, essencialmente, serviços públicos de melhor qualidade. Algumas pessoas, notadamente o cientista social André Singer, tentaram entender o fenômeno. Alguns petistas ou simpatizantes, inclusive na blogosfera, preferiram enfiar a cabeça na areia, feito avestruz, e decretar: os manifestantes são criminosos! Arruaceiros!

Sem entender o fenômeno, é óbvio que é impossível planejar o atendimento de demandas, ainda mais quando são difusas e não partem de lideranças definidas. “Coxinha” é o nome desqualificador adotado para os que vão às ruas. Muito melhor teria sido o PT demonstrar interesse em abrir novos canais de participação popular para a definição de políticas públicas, em todas as esferas. Avançar no governo digital, por exemplo. No orçamento participativo. Seriam as respostas de um partido antenado com as possibilidades abertas pelas novas tecnologias de comunicação.

É a revolução do celular, estúpido! Das mensagens instantâneas, dos memes, das redes sociais.

Contrariamente ao que pensam alguns poucos petistas, as pessoas — especialmente os jovens — não estão indo às ruas apenas reivindicar: querem ser ouvidas, querem participar, o que é importante num país que sempre foi governado através de acertos de bastidores.

Os manifestantes não são necessariamente antipetistas, nem direitistas. Revelam desprezo por instituições que não lhes dizem respeito.

Muito já se falou sobre o esgotamento do lulismo, por conta da falta de sintonia entre o partido e as ruas.

Porém, também é importante refletir sobre as políticas de comunicação desastrosas. Não foi por falta de alerta, especialmente dos blogueiros. Em 2010, no primeiro encontro nacional, minha fala centrou-se na necessidade de produção de conteúdo próprio pela blogosfera, ou seja, de escapar da pauta única, que basicamente reflete a visão de mundo dos homens brancos, ricos e conservadores que são os donos da mídia corporativa. É, grosseiramente, a pauta do antipetismo.

Nunca, jamais, fizemos qualquer reivindicação de caráter pessoal: queríamos uma política pública para financiamento de novas vozes na mídia. De mulheres, negros, indígenas. Na internet, na rádio e TV comunitárias.

O governo federal, porém — especialmente no mandato de Dilma — optou pela “mídia técnica” e pelo “controle remoto”.

Por conta disso, ficou sem opções.

Hoje precisa apostar no poder de João Santana, num momento em que a TV perde vertiginosamente a importância na formação de opinião, especialmente de jovens. Estes, aliás, cada vez menos ficam diante de uma tela esperando o início de um programa. Fazem sua própria programação, no You Tube.

A TV, tanto quanto a internet, é um “meio quente”, ou seja, que engaja emocionalmente as pessoas.

Portanto, o anúncio de João Santana está formalmente correto. A questão é: terá o mesmo impacto de 2010, agora que o conteúdo televisivo pode ser dissecado e detonado nas próprias redes sociais?

Não há dúvida que a propaganda eleitoral — que não tem nada de gratuita — ainda terá papel fundamental este ano.

Porém, as redes sociais estão se tornando tão ou mais poderosas que a TV, uma vez que nelas os compartilhamentos vêm acompanhados pela chancela pessoal de quem dissemina conteúdo.

É amigo recomendando para amigo, parente recomendando para parente. É alguém em quem confiamos dizendo: leia isso, veja isso, ouça isso!

Barack Obama percebeu este salto qualitivativo nas comunicações em 2008, em sua primeira campanha nos Estados Unidos. Pegou os adversários de surpresa. Desenvolveu seus próprios meios para falar a uma nova geração e venceu com um comparecimento muito acima da média dos eleitores mais jovens.

Como já escrevi anteriormente, dada a concentração da mídia no Brasil, os barões do setor ganharam ainda mais poder com o advento das redes sociais.

A onda de pessimismo que tomou conta do país é uma demonstração disso.

Pode ter parentesco com as manifestações do ano passado, mas certamente foi aprofundada pelas manchetes da mídia corporativa compartilhadas aos milhões! É um filho dizendo para a mãe, ao impulsionar uma manchete de O Globo no Facebook: olha como as coisas andam ruins! Ou vice-versa. É o conteúdo raso do historiador do futuro, o notório antipetista Marco Antonio Villa, chancelado por alguém que conhecemos pessoalmente.

Além disso, tente uma experiência comigo: vá até seu aparelho de TV e tenta conversar com ele. Ouviu uma resposta? Pois é, incrivelmente, nas redes sociais há respostas! Há debates! É um meio muito mais vivo que a TV. Porém, o debate se dá em torno de conteúdos disponíveis. E é razoavelmente óbvio que a Globo tem mais poder de produzir e disseminar conteúdo que o Tijolaço, embora de qualidade incomparavelmente inferior.

O PT dormiu no ponto. Priorizou os interesses políticos e econômicos necessários à manutenção da coalizão governista. Sentou-se sobre a pauta da comunicação.

O resultado de 2014 vai demonstrar se o binômio Lula/João Santana ainda é suficiente, eleitoralmente, para sustentar a agenda do partido.

Seria ironia demais vê-la derrotada por aqueles que ajudou a ascender socialmente, influenciados em massa pela mídia corporativa que governos petistas bajularam e financiaram.

Leia também:

Autor de reportagem de Veja contra Gushiken é contratado da Secom





71 comentários

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José X.

17 de maio de 2014 às 11h22

É legal que Lula finalmente tenha começado a abrir o verbo.

Mesmo correndo o risco do PIG inverter completamente o sentido de suas palavras…

O caso recente do Aloísio 300 mil foi exemplar: no PIG, ele foi a vítima da “agressão” do “blogueiro petista”…mesmo tendo o vídeo mostrando exatamente o contrário, eles dizem na cara dura que o Aloísio (um sujeito extremamente truculento) foi a vítima…

PS. Essa história de que Aloísio foi motorista e segurança de Marighella é bastante suspeita,,,a 1ª coisa que me vem à mente é “será que ele não era simplesmente um infiltrado da ditadura ?”.

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Antonio Lopes

16 de maio de 2014 às 17h07

Azenha desde os anos 80 a gente discute que a comunicação do PT é ruim , não é isso , o outro lado é muito mais forte na comunicação e quando eles se unem como para derrubar o Getúlio ou o golpe de 64 e agora é mesmo difífil, a disparidade de forças émuito grande.

Sou professor municipal da cidade de são paulo e o que vejo nos jovens da periferia nada tem haver com aqueles jovens das manifestações, eles estão tão distantes desse debate.Os jovens das manifestações do ano passado tinham como objetivo derrubar o governo federal não tenha dúvida. Na questão da falta de água e da segurança eles nunca tocaram, por que? porque não são eles a maioria que morrem nessa cidade violenta e nem ficam sem água, são os jovens da periferia que sofrem violência e falta de água. Não se iluda Azenha eles são coxinhas mesmos!!!

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Noticiou a previsão de novos espaços de publicidade partidária à agremiação representada para hoje e para o dia 15 do mês em curso e requereu a concessão de liminar “para obstar a veiculação das propagandas partidárias com os mesmos teores do

16 de maio de 2014 às 16h57

I- “Quem não tiver a compreensão de que os eixos fundamentais do poder conservador na sociedade se articulam em torno do sistema financeiro e do monopólio privado da mídia está desprovido da capacidade de ação eficaz para desbloquear os obstáculos que travam a continuidade e o aprofundamento do processo de democratização social iniciado em 2003 no Brasil.”
Traduzindo e georreferenciando:
Ocidente: monopólio privado da mídia = mídia neoliberal globalizada, fascitizante;
Ocidente [um pouquinho mais ao Sul do Equador/Brasil]: monopólio privado da mídia = mídia neoliberal globalizada, fascistizante, partidarizada e, portanto, fora da lei.
Caracterizada pelo abuso de poder econômico; pela índole golpista; por ser um Cavalo de Troia/presente de grego da ditadura militar e recurso imprescindível na manutenção da submissão do Brasil aos interesses externos, assim como no desumano, vergonhoso, injusto e injustificável subsedenvolvimentismo capitalista naZional.
II- “Com base no sistema financeiro, canalizam os capitais fundamentalmente para a especulação e promovem a mercantilização da sociedade e do seu próprio sistema político. Com base no monopólio privado dos meios de comunicação se fabrica uma opinião pública centrada numa agenda falsa da realidade, se promove a mentalidade consumista e egoísta, com todo tipo de preconceitos, funcionando, além disso, como partido político da oposição.”
Traduzindo:
Robotização dos povos.
Fonte [sem a audácia da tradução]:
http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/O-poder-cade-o-poder-/2/30934

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abolicionista

16 de maio de 2014 às 15h49

Pessoalmente, tenho de dizer: não gostei do comercial, achei muito apelativo. Acho que teria sido mais interessante colocar números do IPEA comparando os governos do PT e do PSDB, o que traria argumentos mais sólidos. Penso que a gente deve sempre acreditar na capacidade intelectual do eleitor. O PT tem um programa de governo diferente do PSDB, cabe explicar essas diferenças. Até porque o PSDB não quer explicá-las, por isso apela para o moralismo, para o preconceito de classe, de gênero e de cor. Ou alguém acha que o PSDB ganha eleição dizendo que pretende privatizar as empresas estatais como a Petrobrás, cortar empregos para favorecer o capital rentista, desrelugamentar a economia e elevar ainda mais a taxa de juros, cortar os gastos sociais do governo (especialmente de programas como o Bolsa-Família), privatizar as universidades (como propôs o Paulo Renato, ministro da educação do FHC)? São essas as “medidas antipopulares” que o Aécio está prometendo. Cabe esclarecer o eleitorado, fornecer essas informações. Ele saberá entender muito bem do que se trata. O PT precisa ser claro, não apelativo.

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Donizeti - SP

16 de maio de 2014 às 15h10

O vídeo do PT foi muito feliz, ” pegou na veia ” da oposição e da mídia partidarizada, se ficaram nervosinhos é porque acertou em cheio.

Eles entraram numa armadilha conceitual da qual não tem muito como sair, pois realmente a contraposição do que acontecia na economia, emprego, políticas sociais e gestão do país (Brasil quebrado 3x, devendo no FMI e zero de reservas ) entre o governo Lula x FHC é demolidora para os tucanos.

Esse carimbo e conceito que o envolvem da volta dos ” fantasmas do passado ” enfatizado pela peça, é de fácil assimilação pelo povo e pega igual música brega tipo chiclete, que você escuta uma vêz e fica repetindo o dia todo na sua cabeça.

Está dada a pauta para a campanha eleitoral deste ano, e curiosamente foi a própria oposição Aécio/Campos que deram o mote e o norte para o discurso petista: a ameaça do Aécio das tais ” medidas impopulares ” (que sempre caem no lombo do povão) e do Campos com o arrocho fiscal.

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Ester Neves

16 de maio de 2014 às 13h57

O PT adotou a estratégia correta. Aliás, a única possível. Foi graças as melhoras da política econômica que foi possível atender as demandas sociais. O exercício consciente da cidadania também não se consegue num passe de mágica. É fruto do investimento em educação. Portanto, parece-me que essa análise do Azenha é bem limitada. Ele esperava o que? Que os governos petistas dessem uma canetada para resolver os problemas do Brasil? NÃO CONSEGUIRIAM. Por muito menos Zé Dirceu e outras lideranças petistas estão trancafiadas na Papuda.
Digo ainda, se os governos petistas não conseguiram avançar mais foi por culpa dos próprios movimentos sociais, que formam a base do partido. Ora, governo democrático É GOVERNO SOB PRESSÃO. Parece-me que não perceberam a separação entre governo, partido e movimentos sociais. É ISSO QUE TEM IMPEDIDO MAIORES AVANÇOS.

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José X.

15 de maio de 2014 às 21h23

Azenha como comentarista político é um ótimo jornalista. :)

A única coisa que concordo é com a crítica à desastrosa política de comunicação do PT. Insistem em tratar “tecnicamente” com a mídia corporativa, que no entanto faz uma campanha cruel e incansável, todos os dias do ano, todas as horas do dia, contra o PT e seus governos.

Lembra um pouco também o relacionamento “republicano” com o judiciário e o ministério público, uma via de mão única, com o PT oferendo o rosto e o outro lado dando os tapas.

Na internet ainda dá tempo de amenizar bastante a situação SE o PT conclamar seus militantes e simpatizantes a não deixarem nenhuma crítica sem resposta.

Quanto aos setores dominados ou infiltrados pela direita (mídia, judiciário, mp) não há muito o que fazer dentro do atual sistema político. Os setores de esquerda nunca terão maioria suficiente para impor algum tipo de reforma constitucional que democratize esses setores. Resta torcer (ou rezar!) para que quando a direita voltar ao poder em Brasília o estrago não seja muito grande.

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LucieneArroio

15 de maio de 2014 às 20h30

Será mesmo que o grosso dos manifestantes realmente querem melhores serviços públicos? Sou professora da rede estadual de São Paulo e não este o cenário que vejo. Ou se trata de reivindicações seletivas? Vejo manifestantes que criticam o governo ao exigir “educação padrão Fifa” e que certamente não estudam ou não tem filho ou o que o valha matriculados na rede pública. Sem “enfiar a cabeça na areia”, sou cautelosa quanto à consistência dos manifestos.

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    Flavio Lima

    16 de maio de 2014 às 09h37

    Concordo Luciene
    Mas o Azenha tem pruridos em criticar qualquer manifestação, virou um defeitinho. Ele tem cartaz, sem problema.
    Mas “manifestações” são a nova estratégia do (sim) imperialismo norte-americano (jurasico é a pqp) para derrubar governos eleitos. Graças a Deus não esta dando certo em todos os lugares, seguramos a Venezuela aqui, e a Russia engrossou o caldo na Ucrânia.
    Azenha, sinto muito mas voce precisa se conformar com o fato de que a direita impediu o uso das ruas, das manifestações, pelas forças democráticas e progressistas. Infelizmente vai demorar pra podermos sair as ruas nos manifestando democraticamente novamente.

    Flavio Lima

    16 de maio de 2014 às 09h38

    No mais, assino embaixo a crítica ao “controle remoto” e a covardia de travar a discussão da mídia.

Zanchetta

15 de maio de 2014 às 20h02

100% dos petistas acharam o comercial fabuloso. O resto dos brasileiros não assistiu…

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    abolicionista

    16 de maio de 2014 às 15h26

    Com esse rigor empírico, você já pode trabalhar no Datafolha.

Caracol

15 de maio de 2014 às 18h31

Azenha, concordo com você em gênero, número e grau.
Adiciono: a questão não é que o PT no Poder é ruim. A questão é que a coisa andava tão ruim, mas TÃO RUIM, que o PT no Poder foi bom. Sem dúvida podia ser melhor, bastava esclarecer politicamente a “nova” classe média, como feito na Venezuela, na Bolívia e talvez (não sei) no Equador.
Agora… atenção! A Historia esclarece muito bem, e ela se repete: O governo Clinton enriqueceu os americanos. Em quem os americanos votaram em seguida? No Bush! Não satisfeitos… reelegeram o Bush! Por quê? Porque depois de enriquecidos, eles decidiram CONSERVAR a riqueza! Votar Democratas? Nem morto, agora que eu estou rico, eu voto Republicano! Claro, deu no que deu, e o mundo que se…
Por essas e outras é que é bom abrir o olho.

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Joca de Ipanema

15 de maio de 2014 às 18h10

Desculpe-me Azenha. Mas não vejo como você o que se passou em junho de 2013. Quem foi as ruas não eram pessoas que ascenderam à melhores condições de vida recentemente e por conseguinte, mais cientes de suas direitos adquiridos, pelejaram por mais. O que eu vi, foi uma maioria de classe média, misturada com estudantes e universitários das melhores escolas do país, com a eclosão, isso sim, de novo, dessa clique anarquista, niilista ou seja o que diabos for, de inspiração de fora de nossas fronteiras. Se tinha trabalhadores, certamente não eram maioria. Não vi nenhum sindicato, organização de classe com presença~significativa. Ademais, a história mostra que em nenhum governo democrático, bicameral, se governa sem maioria. Há que se fazer coalizões. Pode acusar a Dilma de tudo, menos de condescender com xavecos que pudessem afastar o seu governo das grandes metas estabelecidas. Enganou-se algumas vezes, corrigiu, assumindo o preço que teve de pagar por isso. Veja como está a chamada base do governo. É pelo não atendimento a pleitos de políticos arrivistas. É uma leviandade dizer que o governo do PT afasta-se dos trabalhadores e sindicatos e só vem a eles na hora das eleições. Por fim, não sou PT, sou um social-democrata. E na parte que me toca, digo lhe que não sou nenhum avestruz.

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    Luiz Carlos Azenha

    15 de maio de 2014 às 19h08

    Não foi isso o que viu o André Singer, que escreveu um longo artigo para o New Left Review com fartos dados estatísticos…

    abolicionista

    16 de maio de 2014 às 15h40

    Azenha, achei o artigo no seguinte link, mas é preciso comprar (três libras, não achei caro, desde uma parte da grana vá para o autor, claro).

    http://newleftreview.org/II/85/andre-singer-rebellion-in-brazil

    abolicionista

    16 de maio de 2014 às 15h36

    O problema está no “o que eu vi”, caro Joca. Suas impressões subjetivas podem levar a equívocos, principalmente se estiverem contaminadas por uma narrativa midiática fabricada para sequestrar as pautas de um movimento por uma oligarquia da mídia politicamente interessada nisso. É preciso buscar dados mais sólidos sobre o que significaram as manifestações. Não adianta dizer que deu uma volta na Paulista e viu um bando de coxinhas. As manifestações, aliás, ocorreram também na periferia. Além disso, acho que a ausência de sindicatos e partidos nas manifestações aponta para uma crise dessas instâncias representativas que precisa ser digerida pelo poder. Aliás, não custa lembrar que o chamado “precariado” (ou “pós-proletariado”) muitas vezes não possui uma agremiação de classe que os represente. Daí a forma explosiva, quase convulsiva mesmo, que tem assumido a luta de classe no mundo contemporâneo. Se é para escolher uma narrativa, a da crise de representação ainda me parece a explicação mais plausível. Um abraço.

xand

15 de maio de 2014 às 17h53

Azenha,

Concordo no geral, mas, veja, este comercial é produção de conteúdo próprio, não disponível na grande mídia.
Gerou debate e continuará gerando inclusive nas redes sociais. Pode ser a pedra que se faz avalanche.
O bom do vídeo é que é verdade na veia. Para frente, obviamente, a concepçãp será outra, mais positiva, mais interativa, como vc com razão sugere.
Acho que a batalha é colocar o debate em convergência com os fatos. Só o horário eleitoral proporcionará isso, parcialmente.
A desproporção entre a realidade e o que é noticiado é enorme e somente a verdade e, mais, a verdade mais simples, perceptível e direta é capaz de enfrentar a ofensiva conservadora. Vide Thomas Piketty, que colocou em polvorosa a elite mundial.
Acho que o meio é importante, muito importante, mas a mensagem é, sempre será, essencial.
Xand

Responder

Francisco

15 de maio de 2014 às 17h37

Você consegue imaginar um general que, na guerra, renuncie a um meio eficiente (o mais eficiente possível!) de se comunicar diretamemte com seus comandados?

Pois é. Esse general chama-se Dilma…

Responder

nona fernandes

15 de maio de 2014 às 16h04

Sempre que leio algum comentário de Azenha, no estilo desse de hoje, percebo que ele tem uma certa birra encravada, com o PT. Acho que mesmo cheio de erros (mas quem não os tem), o partido ainda é de longe o mais afinado com o povo. Na verdade verdadeira, nem o PT, nem Lula nunca se descolaram do povo/ Inclusive todos os petista têm até um jeito especial de falar e lidar com pessoas comuns.Sou suspeita para falar assim, pois continuo acreditando e gostando muito do PT

Responder

Gilberto

15 de maio de 2014 às 14h00

Azenha, sua análise é precisa quanto ao enfrentando do PT com a mídia, mas quanto a descolamento do povo e a realpolitik força a barra. Provas: nenhum outro partido tentou fazer, com tanta insistência, uma reforma política no Congresso; e em qualquer pesquisa, a legenda PT continua sendo, sempre, a preferida dos eleitores, deixando o 2° colocado (PMDB) na poeira, bem longe! Ou seja, o eleitor reconhece que, embora o PT tenha seus defeitos, claro, continua sendo distinguido como muito melhor que os demais, claramente num outro patamar.

Responder

Elias

15 de maio de 2014 às 12h33

Quero concordar com Azenha neste excelente artigo repleto de observações instigantes. Sem dúvida a internet caminha para tomar a audiência que, por ora, ainda é da TV. A TV vem perdendo audiência, é verdade, mas ainda é a forma mais cômoda de obter informação e entretenimento. Pelo menos para a maioria da população. Sem contar o crescimento exponencial do número de assinantes de TV a cabo. Dito isto, o comercial do PT vai ao encontro dos eleitores. Agora para entender o motivo que até hoje o PT não mergulhou na internet e mais precisamente nas redes sociais, a meu ver, tem algo de conflito de gerações. A rapaziada de 20, 30 anos lida muito bem com “a revolução do celular (…) Das mensagens instantâneas, dos memes, das redes sociais”, mas apenas uma minoria dos mais crescidos, os da geração dos que são hoje a cúpula do PT é que se dá bem com essas novas tecnologias, repito, apenas uma minoria. O pessoal com mais de 60 anos não consegue responder uma mensagem no celular com a rapidez com que os moços o fazem. Prefere o telefone em vez do torpedo. Isso sugere um simplismo quase cômico de minha parte, mas o caso é que as redes estão mesmo é nas mãos da juventude. Arrisco-me a dizer que nem Aécio, nem Campos e nem Dilma sabem lidar com redes sociais. Com o tempo todos aprendem, sim, e o PT também estará engajado plenamente na internet num futuro próximo. Azenha está certo em seus apontamentos. Eu só pediria um pouco de paciência. Em 2015, tenho certeza que o PT irá “avançar no governo digital”.

Responder

Regis

15 de maio de 2014 às 12h26

Eu me lembro muito bem desse tempo sombrio, onde mal conseguia comprar um kilo de arroz e comprar a famosa carcaça de frango, pois comprar um frando inteiro ou em partes era muito caro, hoje achamos caro comprar um frango, mas não falta essa ave no prato de ninguém nos dias de hoje, vo ao mercado e as pessoas compram de tudo não so frango mas carnes nobres, que cada kilo custa em torno 20$ reais ou mais, mas parece que uma determinada parcela esqueceu de onde veio, e onde esta, cuidado com promessas duvidosas, eu sou mais Dilma 2014.

Responder

Urbano

15 de maio de 2014 às 12h05

O dedo pressionado (e de-com-força, né devagar não) sobre o cancro dos bandidos da oposição ao Brasil…

Responder

    Urbano

    15 de maio de 2014 às 12h10

    Sim! O teatrólogo recobrou os sentidos e deu um ré arretado, sobre o eduardo moita ser o mais preparado para presidir o Brasil… Disse que tem que se votar na reeleição da Presidenta Dilma. Tás vendo, se a gente não grita???

Lukas

15 de maio de 2014 às 11h07

A medida que as camadas mais pobres da população vão ascendendo socialmente mais para a direita do espectro político ela vai. Para se eleger, o PT seguirá o mesmo caminho. Aliás, com já faz há anos.

Responder

FrancoAtirador

15 de maio de 2014 às 11h03

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Artisticamente falando, este vídeo do PT é uma verdadeira Obra-Prima Cinematográfica.

E creio, por óbvio, que este primeiro anúncio do Partido dos Trabalhadores

foi direcionado especificamente para o público que ainda é fiel à TV,

aquele de mais idade, que sofreu na ‘carne’ com o período de FHC (PSDB),

e que continua tendo a televisão como principal meio não só de informação,

mas principalmente de entretenimento e, mesmo, de simples lazer.

Note-se que as inserções diárias ocorrem em vários horários e turnos.

Uma pesquisa recentemente publicada pela SECOM corrobora este acerto inicial:

16 de março de 2014 – 8h12
Carta Maior, via Vermelho.org

Pesquisa Brasileira de Mídia 2014
Secretaria de Comunicação Social (SECOM) da Presidência da República.

A TV continua como o meio de comunicação que mais atinge a população do país (97%), seguida pelo rádio (61%),
mas ambos perdem terreno entre o público mais jovem, justamente onde a internet avança.

O estudo mostra que a maior parte dos brasileiros assiste TV todos os dias da semana (65%).
A pesquisa aponta também que 31% dos lares brasileiros são atendidos por um serviço pago de TV,
em contraste com a ampla presença da TV aberta, que está em 91% dos domicílios.
Em 24% dos casos, há os dois serviços.

No caso do rádio, um em cada cinco brasileiros (21%) ouve todos os dias, enquanto dois quintos (39%) nunca o fazem.
Tal como a TV, o hábito é maior entre os mais velhos:
sobe de 15% entre os mais jovens para 26% entre a população com mais de 65 anos.

Já os veículos impressos patinam em todas as faixas etárias:
só 6% dos brasileiros leem jornal diariamente e apenas 1%, revistas.

O estudo mostra que a mídia impressa desaparece aceleradamente da preferência dos brasileiros:
76% nunca leem jornais e 85%, revistas.

A pesquisa é a maior do gênero já realizada no país e a primeira que mostra de forma clara em que meio o brasileiro busca informações.

O trabalho de campo deu-se entre os dias 12 de outubro e 6 de novembro de 2013, quando 200 pesquisadores aplicaram 75 perguntas a 18.312 brasileiros em 848 municípios, de todas as unidades da federação.

A elaboração do questionário, a coleta de dados, a checagem e o processamento dos resultados estiveram a cargo do Ibope Inteligência, contratado pela Secom, por meio de licitação.

(http://www.vermelho.org.br/noticia/237516-10)
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Responder

    FrancoAtirador

    15 de maio de 2014 às 11h19

    .
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    “No Brasil, é assim:
    a eficácia do comercial do PT que explora o temor de uma volta ao passado,
    nas eleições de 2014, deve ser medida pela reação não só de líderes oposicionistas,
    mas também de colunistas e editores da mídia corporativa.
    Chiaram muito?
    É, então, o caminho.”

    O PSDB não apenas chia, como entra com representação no TSE,

    para retirar do ar as inserções do Partido dos Trabalhadores,

    no que é monocraticamente atendido pela Justiça Eleitoral.

    14/05/2014 20h39
    Agência Brasil

    Ministra do TSE suspende propaganda eleitoral do PT

    Edição: Helena Martins

    A ministra Laurita Vaz, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu as inserções da propaganda partidária do PT veiculadas pela televisão, a partir do dia 6 de maio.

    A ministra atendeu a um pedido do PSDB para que as inserções sejam retiradas ao ar, por caracterizarem propaganda eleitoral antecipada.

    Com a decisão, o partido poderá trocar os filmes que seriam exibidos nas próximas inserções.

    Cabe recurso ao plenário do tribunal.

    Na decisão, a ministra entendeu que o partido contrariou a finalidade dos espaços destinados à propaganda partidária ao se referir à presidenta Dilma Rousseff.

    “Os contornos peculiares das inserções questionadas nestes autos, sob o pretexto da disseminação de feitos do atual governo federal, sinalizam, ainda que de forma dissimulada, para a sua continuidade, comprometendo o atendimento às balizas fixadas pela Lei dos Partidos Políticos para a divulgação dos programas partidários”, decidiu.

    (http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-05/ministra-do-tse-suspende-propaganda-eleitoral-do-pt)
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    FrancoAtirador

    15 de maio de 2014 às 12h04

    .
    .
    Observe-se como é que, jurídica e judicialmente,

    funciona (ou não) ‘a coisa’, mormente neste momento,

    em que, legalmente, está proibida a propaganda eleitoral:
    .
    .
    TSE
    PROCESSO: RP Nº 34654 – Representação UF: DF
    JUDICIÁRIA
    Nº ÚNICO: 34654.2014.600.0000
    MUNICÍPIO: BRASÍLIA – DF
    PROTOCOLO: 105902014 – 12/05/2014 17:44

    REPRESENTANTE: PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB) – NACIONAL
    ADVOGADO: AFONSO ASSIS RIBEIRO
    ADVOGADO: RODOLFO MACHADO MOURA
    ADVOGADO: GUSTAVO GUILHERME BEZERRA KANFFER
    ADVOGADO: FLÁVIO HENRIQUE COSTA PEREIRA

    REPRESENTADO: PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT) – NACIONAL
    REPRESENTADA: DILMA VANA ROUSSEFF

    RELATOR(A): MINISTRA LAURITA HILÁRIO VAZ

    ASSUNTO: PROPAGANDA POLÍTICA – PROPAGANDA PARTIDÁRIA – PROPAGANDA ELEITORAL – EXTEMPORÂNEA / ANTECIPADA – PEDIDO DE CONCESSÃO DE LIMINAR
    LOCALIZAÇÃO: CGE-CORREGEDORIA-GERAL ELEITORAL
    FASE ATUAL: 13/05/2014 13:22-Expedido

    12/05/2014 às 18:18 Distribuição ao Corregedor LAURITA VAZ
    Art. 13 da Resolução TSE nº 20.034/97.

    Despacho
    Decisão Liminar em 13/05/2014 – RP Nº 34654
    Ministra LAURITA VAZ

    D E C I S Ã O
    Trata-se de representação ajuizada pelo Diretório Nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que impugnou a veiculação, no último dia 6 do corrente mês, de inserções nacionais produzidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT), as quais teriam se destinado a “evidente propaganda eleitoral antecipada em benefício da [segunda] Representada” , levando “ao conhecimento geral a ação política que pretendem desenvolver, bem como as razões para induzir que a Sra. Dilma Vana Rousseff é mais apta a continuar na função pública de Presidente da República” . (destaques no original)

    Segundo a inicial, a primeira inserção questionada teria, a um só tempo, promovido “implícita propaganda negativa dos partidos de oposição” , ao inferir que a eleição de seus filiados representaria “dar um passo atrás para o passado” , levado “ao conhecimento geral a ação política” cujo desenvolvimento pretendem os representados, mediante a reeleição da atual governante, o que assevera ser “fato público e notório” , sob o pano de fundo da continuidade dos onze anos de administração dos governos do PT, e assinalado “as razões para inferir que a Representada seria a mais apta” a prosseguir na chefia do Executivo Federal, considerada a afirmação de que

    […] Quem foi capaz de fazer o Brasil mudar tanto, é capaz também de fazer o Brasil mudar mais e melhor.

    (destaques no original)

    No mesmo sentido, asseverou o representante que a segunda inserção teria repetido “slogans e frases ditas até mesmo em pronunciamentos oficiais” , buscando alavancar a popularidade da segunda representada, objetivando o reforço de sua imagem “como grande administradora” e

    identificá-la como aquela com maior aptidão para continuar na função atualmente exercida, utilizando-se ainda de assertiva como a de que seu “governo tem signo da mudança” e da promessa de “continuar fazendo o Brasil avançar” . (destaques no original)

    Noticiou a previsão de novos espaços de publicidade partidária à agremiação representada para hoje e para o dia 15 do mês em curso e requereu a concessão de liminar “para obstar a veiculação das propagandas partidárias com os mesmos teores dos que aqui impugnados” e, no mérito, a procedência da representação para cassar o direito de transmissão do PT, por violação ao § 1º do art. 45 da Lei nº 9.096/95, com aplicação da multa prevista no § 3º do art. 36 da Lei das Eleições a ambos os representados.

    Relatados, decido.

    Dispõe o art. 45 da Lei 9.096, de 19 de setembro de 1995, com as alterações introduzidas pela Lei 12.034, de 2009, que:

    Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão, será realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:

    I – difundir os programas partidários;

    II – transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário, dos eventos com este relacionados e das atividades congressuais do partido;

    III – divulgar a posição do partido em relação a temas político-comunitários.

    IV – promover e difundir a participação política feminina, dedicando às mulheres o tempo que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 10% (dez por cento).

    § 1º Fica vedada, nos programas de que trata este Título:

    I – a participação de pessoa filiada a partido que não o responsável pelo programa;

    II – a divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos;

    III – a utilização de imagens ou cenas incorretas ou incompletas, efeitos ou quaisquer outros recursos que distorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação.

    § 2º O partido que contrariar o disposto neste artigo será punido:

    I – quando a infração ocorrer nas transmissões em bloco, com a cassação do direito de transmissão no semestre seguinte;

    II – quando a infração ocorrer nas transmissões em bloco, com a cassação de tempo equivalente a 5 (cinco) vezes ao da inserção ilícita, no semestre seguinte.

    § 3º A representação, que somente poderá ser oferecida por partido político, será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral quando se tratar de programa em bloco ou inserções nacionais e pelos Tribunais Regionais Eleitorais quando se tratar de programas em bloco ou inserções transmitidos nos Estados correspondentes.

    […].

    Examinadas a transcrição promovida pelo representante na inicial, a documentação que a acompanha e as mídias trazidas aos autos, constata-se que as peças impugnadas põem em relevo características da atual chefia do Executivo Federal, com alusão ao período de administração da segunda representada e de seu antecessor, o que, por si só, não induz à exclusiva promoção pessoal, em afronta às prescrições legais.

    Ocorre, todavia, que esta referência é concluída com a afirmação, ao término da primeira inserção, de que “Quem foi capaz de fazer o Brasil mudar tanto é capaz de fazer o Brasil mudar mais e melhor” ,

    fazendo-se explícita associação às imagens do ex-presidente Lula e da atual titular do cargo, a segunda representada, a sugerir a ideia de continuidade dessas mudanças, a qual é expressamente corroborada nas assertivas da segunda peça, indicativas do mesmo propósito.

    Conforme assinalei, em 24.5.2013, ao deferir pedido de liminar análogo ao ora formulado, nos autos da Representação

    nº 315-68.2013.6.00.0000/DF, manejada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Sr. Aécio Neves, assentei:

    […]

    As circunstâncias de as inserções estarem protagonizadas por liderança política titular de mandato eletivo e de explorar feitos supostamente encetados no exercício do cargo, não induzem, por si mesmas, à exclusiva promoção pessoal em desvio das finalidades legais, sobretudo quando se cuida do presidente nacional do partido.

    Numa das peças, todavia, há uma nítida predominância da linguagem em primeira pessoa, com ênfase na atuação do segundo representado, além da exortação ao público para conversar, encerrada com a frase “porque juntos podemos cuidar melhor do Brasil”.

    […]

    Ainda que não se extraia desta inserção em particular, como pretende o representante, “antecipação ilegal da propaganda eleitoral”, para que esteja materializado o desvio de finalidade não é suficiente que a publicidade não incida nas expressas vedações do § 1º do art. 45 da Lei dos Partidos Políticos, fazendo-se imperioso o atendimento do quanto estabelece o caput do aludido dispositivo.

    Mesmo que o teor das peças não imponha, como pretende o representante, a conclusão de tratar-se de “nítido ato de propaganda eleitoral extemporânea” , prenunciando a “candidatura, apenas postulada” da segunda representada, ou induza expressamente à ideia de ser ela “a mais apta ao exercício de função pública” , os contornos peculiares das inserções questionadas nestes autos, sob o pretexto da disseminação de feitos do atual Governo Federal, sinalizam, ainda que de forma dissimulada, para a sua continuidade, comprometendo o atendimento às balizas fixadas pelo caput do art. 45 da Lei dos Partidos Políticos para a divulgação dos programas partidários.

    Dado o exposto, em juízo de cognição sumária, que norteia esta fase processual, defiro a liminar para:

    a) Suspender, de imediato, a veiculação das inserções impugnadas, na data de hoje ou em quaisquer outras, até novo pronunciamento do TSE;

    b) Deferir ao partido representado a faculdade de substituir as aludidas peças por outras que observem, rigorosamente, os fins previstos no art. 45, incisos I a IV, da Lei nº 9.096/95, e as vedações contidas nos incisos I a III, do referido dispositivo legal.

    Determino, ainda, a notificação dos representados para ciência e cumprimento da medida liminar, e para, querendo, apresentarem defesa, no prazo de 5 (cinco) dias, nos termos do art. 22, I, a, da LC nº 64/90.

    Em idêntico prazo, o partido indicará as emissoras escolhidas para a divulgação das inserções objeto desta representação e apresentará os respectivos planos de mídia.

    Após, com ou sem resposta, retornem conclusos.

    Brasília, 13 de maio de 2014.

    Ministra LAURITA VAZ
    Corregedora-Geral da Justiça Eleitoral

    Nº Processo: 34654
    Nº Protocolo: 105902014
    Nº Único: 34654 2014 6000000

    (http://www.tse.jus.br/servicos-judiciais/acompanhamento-processual-push)
    .
    .

Lania

15 de maio de 2014 às 10h58

Pra que tudo isso se:

Dilma for “derrotada por aqueles que ajudou a ascender socialmente, influenciados em massa pela mídia corporativa que governos petistas bajularam e financiaram.”

Responder

Heleno Gerço Ambrozino

15 de maio de 2014 às 10h58

Eu vendo isto gostaria de saber o que o pt fez pelos aposentados é pensionistas do inss ,é pelos militeres das forças armadas deste pais de 2013 até 2014 obrigado!

Responder

paulo

15 de maio de 2014 às 10h32

Funcionou.

Responder

Fabio Nogueira

15 de maio de 2014 às 10h29

Sobre o post, eu acrescentaria ainda, nessa história, um questionamento sobre a CUT. Eu tenho visto, principalmente desde o governo Dilma, diversas posições independentes da CUT. Acho que isso engrandece a entidade, que sempre questionou o alinhamento incondicional das entidades dos trabalhadores a governos, quaisquer que fossem. Por outro lado, suas manifestações de insatisfação não passaram, na maioria das vezes, de notas no site da entidade, ou de assinatura em cartas abertas conjuntas sobre algum tema específico. Acredito que a CUT não está apenas simulando independência, mas tem um pavor imenso de ser acusada de traição em caso de fiasco eleitoral do PT. Tem medo ser apontada como “autofágica”, de fazer oposição ao “próprio governo”. Se assim o for, a independência foi para o saco.
A CUT não está sabendo equalizar o seu papel histórico de instrumento de defesa da classe trabalhadora, de esquerda e democrática, com o apoio racional a medidas favoráveis aos trabalhadores. Por exemplo, apoia acertadamente as ações do governo petista que levaram milhões de pessoas a sair da pobreza absoluta, mas não move uma palha contra os ruralistas (aliados do governo petista).
Sem-teto, atingidos por barragens e grandes obras (da copa, inclusive), sem-terra, indígenas, quilombolas, negros, mulheres, movimentos de mídias democráticas: todos, pelo que me lembro, sentiam-se representados nas ações cutistas, fossem manifestações, congressos ou debates promovidos pela central. Não que a CUT fosse o único espaço desses movimentos, nem pretendia ser, mas ela exercia o importante papel de promover o encontro da diversidade, para troca de ideias, experiências e, acima de tudo, praticar a solidariedade, um pilar da força da classe trabalhadora em todo o mundo.
Quando das jornadas de junho, a direção da CUT publicou notas de apoio ao direito às manifestações. Isso foi acertado. Mas errou fortemente ao ignorar as pautas, e assim cedeu espaço aos que diziam que os manifestantes eram todos coxinhas que queriam derrubar a Dilma. Enquanto isso, militantes petistas, muitos deles cutistas, igualavam aqueles mesmos movimentos – que antes tinham espaço na agenda da Central – à velha classe média direitista Com os xingamentos chamando a todo manifestante de nazista, fascista, coxinha, que merecia tudo o que a polícia fez e muito mais, percebi que Serra venceu, porque era o ódio fazendo política.
Ainda assim, a CUT precisou recentemente do apoio do presidente Lula para abrir espaço de interlocução com o governo Dilma. É tão difícil perceber que isso não está certo? E afinal, o poder político da central cresceu depois que milhões de pessoas passaram a ter trabalho formal? Ou encolheu, porque a nova classe média é uma “totalização virtual” de um certo conjunto de consumidores feita por sociólogos e economistas?
Enfim, a bem da Classe Trabalhadora, a CUT precisa resgatar seu eixo fundamental: a Solidariedade. Não em carta aberta, mas de peito aberto. Tenho certeza de que isso vai abrir caminho para a Central Única ser a catalisadora da consciência de classe da nova classe média, e ao mesmo tempo, trazer para a esquerda as pautas do governo.

ps: Alguém viu o anúncio que apareceu bem abaixo do vídeo aqui na página? “E SE AÉCIO NEVES GANHAR? Que Ações Devem Subir se o Aécio Ganhar a Eleição? Descubra…”. O link remete a uma empresa chamada Empiricus Research. Parece ser apenas um coletor de emails para mandar spam, mas também pode ser ação da campanha eleitoral – estamos de olho.

Responder

FrancoAtirador

15 de maio de 2014 às 10h16

.
.
“E é razoavelmente óbvio que a Globo
tem mais poder de produzir
e disseminar conteúdo que o Tijolaço,
embora de qualidade incomparavelmente inferior”

Jornalista Luiz Carlos Azenha, no Blog Viomundo
também com qualidade de conteúdo jornalístico
de incomparável superioridade ao da Globo.
.
.

Responder

martha silva

15 de maio de 2014 às 09h40

Gostei da critica ao comercial, parece que o PT resolveu apelar diante doJOGO SUJO DA GRANDE MIDIA, mas, entendo que este governo tem coisa melhor pra mostrar na disputa.

Responder

valdir MG

15 de maio de 2014 às 09h01

Azenha, entendo que você também deveria amadurecer socialmente e politicamente.O que o PT faz hoje é a revolução de um sistema político-social falido. Antes os políticos (governo) sentavam com os movimentos sociais, prometiam e nada cumpriam. Agora são os movimentos sociais que ditam as regras. São os verdadeiros protagonistas. Elaboram projetos e cobram do governo. PROUNI, PRONATEC, Universidade para todos, Luz para todos, Enem, Bolsa família, agricultura familiar, a transposição do Rio São Francisco, etc. são pautas dos movimentos sociais que o governo coloca em prática. Os recursos do pré-sal irão para a saúde e educação. É lei. Recentemente a Presidenta Dilma não cedeu as exigências do PMDB, na Cãmara, com aquele deputadozinho do PMDB. E acaba de vetar a redução das multas dos planos de saúde. Azenha o Brasil está mudando. Você também deveria enxergar estas mudanças. Com este seu discurso, você está se alinhando a direita. E nos dividindo. Pare com isso.

Responder

Carlos Henrique

15 de maio de 2014 às 08h53

Você exagera no pessimismo ao super-estimar o poder da INTERNET no Brasil. As classes baixas ainda orientam-se majoritariamente pela televisão, principalmente, aqueles com idade superior a 30 anos, que constituem uma maioria significativa, num país que vem reduzindo há anos sua taxa de mortalidade. Tanto é que o poder de influência da mídia televisiva continua grande(negar a força do Jornal Nacional, a despeito de sua queda é tolice). Além do que, as pessoas das classes oprimidas usam muito a sua experiência pessoal, a experiência concreta que têm da realidade, na hora do voto, sendo que as conquistas sociais obtidas ainda são muito recentes para apagarem de suas memórias o passado em que não as possuíam(o sujeito mal comprou seus eletrodomésticos, começou a colocar os filhos na Universidade e lembra-se bem quando era diferente). A inclusão dessas pessoas ainda mal começou(existem milhões que continuam na miséria), por isso que seu apoio ao PT, embora despolitizado, é facilmente obtido, principalmente se ele colocar a luta de classes como mola mestra dessa disputa. Também é pelo mesmo motivo que soa no mínimo ingênuo qualificar as “manifestações” de junho como resultantes da insatisfação desse segmento, ainda em processo de ascensão e procurando apreender por completo as conquistas obtidas. Se não bastasse a composição social das “manifestações”(majoritariamente formada por pessoas com curso superior. De onde se tiraria essa “maioria” de universitários das classes C,D e E?), atestada pelos próprios institutos de pesquisa vinculados aos conservadores, como o Datafolha, a hipocrisia e o conservadorismo da ´”pauta” das “maniefstações” são um atestado cabal de que trataram-se quase que completamente de “movimentos” reacionários, surgidos e planejados pela classe dominante e pelas classes A e B, notoriamente anti-petistas(uma espécie de versão moderna das marchas de 64). Alguém ouviu “manifestações” pedindo o aumento das cotas nas Universidades? Ou sua extensão aos concursos públicos? Ou críticas ao metrô de São Paulo nas “manifestações” paulistas? Ou pedidos por reforma agrária? Ou reinvindicações referentes à ampliação dos direitos trabalhistas? Iludir-se com as “manifestações” de junho, do mesmo modo que comparar o poder da INTERNET no Brasil com sua força nos EUA, é antes de tudo descontextualizar conteúdos , acabando por ver a superfície das coisas e não conseguindo fazer uma crítica razoável(não discordo que o PT precisa aumentar sua ação na guerra virtual. Como precisa democratizar as comunicações num segundo Governo Dilma)que dê não apenas aos problemas seu tamanho verdadeiro, mas priorize quais as soluções que precisam ser adotadas primeiro dentro de uma avaliação correta das dificuldades enfrentadas.

Responder

    Denise Mendonça

    15 de maio de 2014 às 09h59

    SHOW !!!

    Thiago

    15 de maio de 2014 às 10h37

    Sim meu caro Carlos, as classes sociais mais baixas ainda não têm acesso suficiente à internet (têm acesso mas não têm tempo, ou vice-versa) porém já para as próximas eleições elas o terão.

    O poder da Internet tirou do PT praticamente toda a classe média e boa parte dos que ascenderam graças às políticas do partido e que hoje têm acesso à rede.

    Se o Azenha superestimou o poder da oposição na internet, você -assim como o PT- subestima. E geralmente os vencedores não são os que subestimam o adversário.

Vinicius Garcia

15 de maio de 2014 às 08h46

Essa propaganda é pouco, é necessário bombardear informações sobre o que é a ‘jestão’ tucana. Eles se posam de mocinhos e baluartes da moralidade, com o devido amém da mídia corrupta, sei que seria pedir muito o enfrentamento na linguagem direta; no caso da CPI da Petrobrás, que irá investigar também o sucateamento que eles fizeram, seguramente será abafado, alguém quer apostar comigo?

Responder

benedito carvalho

15 de maio de 2014 às 08h43

Segundo Carlos, que parece ter resolvido da equação do PT a coisa se resume na sua aparente e estranha lógica. Só sabe trabalha com “se”. E se o Carlos for um reacionário empedernido? Em que votará?

Responder

Julio Silveira

15 de maio de 2014 às 08h36

Sabias palavras Azenha, sabias palavras. Para mim não restam dúvidas que o PT mudou, as suas parcerias para a governabilidade lhes ensinaram a agir com uma certa dose de hipocrisia que alguns petistas teimam não querem enxergar outros enxergam mas defendem até agressivamente essa nova situação vivida no partido, o que acho natural, mas de uma certa forma é como desdenhar a inteligência alheia, que lhes dão uma característica de arrogância. Então por que ainda continuarei com eles? Poderão me perguntar, e minha resposta é que não são só os políticos que podem ser pragmáticos, a cidadania também deve ser. E fazendo uma análise bem pragmática sobre o que está posto, o PT é ainda a opção mais confiável que temos. É o único partido que por força de sua militância, em sua grande maioria fornada de trabalhadores ainda descontaminados da soberba, tão inerente as classes mais favorecidas do país e base dos demais partidos e principalmente dos tucanos, ainda possibilita terem crises de consciência relacionadas as classes menos favorecidas, isso ainda produz a busca por coerência entre seus programas e suas políticas públicas. Seus adversários, nenhum deles pode se dizer inexperientes em governança, todos já disseram a que vieram, e reafirmam sempre que podem que retomarão seus projetos já derrotados nas urnas passadas, e isso deveria ficar evidente para a cidadania e deixar suas barbas de molho. Afinal, a transparência hoje é evidente, ninguém estará enganando ninguém, todos já tem passado e presente para avaliação do custo benefício. O que a cidadania escolher vai indicar o futuro dela e o caminho do futuro do pais. E acredito, por tudo que tenho visto politicamente neste país, nós meus anos de vivência, ser o PT hoje o que apresenta as melhores possibilidades de surpreender positivamente o pais e a cidadania, com a conjuntura política que temos.

Responder

    Denise Mendonça

    15 de maio de 2014 às 10h01

    Também acho que o PT, apesar de tudo, ainda é a melhor opção.

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2014 às 10h35

    Júlio,

    Noto que você está a cada dia mais claro, franco e objetivo em suas observações. É disso que se trata. Ninguém precisa ser dissimulado, desleal ou desonesto intelectualmente para apoiar o PT.

    Mas, noto que falta nessas nossas observações mais ênfase numa variável importantíssima. Refiro-me à geopolítica.

    Ou, seja:

    Embora boa parte dos nossos problemas possam ser [e estão sendo] resolvidos internamente por governos progressistas com o apoio irresoluto das forças organizadas da sociedade, os verdadeiros problemas do Brasil não se resolvem de dentro pra fora, porém, de modo contrário, de fora pra dentro.

    Exemplo:
    Creio que a maioria de nós ainda não entendeu a importância estratégica do Porto Mariel; a maioria de nós ainda não entendeu a importância do Canal Interoceânico da Nicarágua; a maioria de nós ainda não entendeu a estratégia das Licitações Internacionais do Pré-sal, assim como, creio, a maioria de nós ainda não entendeu o funcionamento e a importância do Mercosul.

    Heitor de Assis

    15 de maio de 2014 às 12h02

    Mário, acertou na môsca. Parabéns.

Romanelli

15 de maio de 2014 às 08h32

eu tenho medo ..não da inflação

Tenho medo do desaquecimento em andamento ..do desemprego que virá crescente e da geração de novas vagas que já esta claudicante ..da perda de poder aquisitivo ..do ATRASO, contenção, cancelamento e/ou adiamento dos investimentos e gastos públicos limitados ..do encarecimento do crédito e aumento do calote ..do aumento do juros e do DESESTIMULO ao aumento de OFERTA (consequentemente pressionando a inflação de demanda)..

..tenho medo das tarifas públicas e preços DESadministrados, represados ..do cambio assassinado ..da carga tributária crescente, concentrada e desbalanceada SEM se ter contrapartida na qualidade dos serviços públicos ofertados ..tenho medo da improdutividade dos agentes ..da pressão por aumento do funcionalismo e da infra rastejante ..das contas externas que estão DERRETENDO..

..tenho medo pela DEMANDA e pressão social crescentes, do sindicalismo e corporativismo irresponsáveis, das INVASÕES e passivos que não dão trégua ..das reformas que nunca chegam ..da saúde e segurança com estatísticas ALARMANTES ..da habitação e educação, dos transportes públicos insuficientes ..

Tenho medo das greves que pululam (nos consulados, com os professores, policiais, correios, motoristas, metroviários e diversos outros agentes de serviços públicos essenciais) ..tenho medo dos sem terra, sem teto, sem lei, sem proteção, nem pena nem vergonha na cara ..dos sem palavra nem princípio, dos que constantemente abandonam a ética em nome de suas camarilhas e interesses imediatistas..

Tenho medo de ser governado por gente vingativa, SEM LIDERANÇA nem CARISMA, gente revisionista, sectária e RACISTA ..gente que governa pra uns e que se esquece dos outros ..gente que não faz reformas mas que se funda em POPULISMO ou em assistencialismo sem data nem ações pra se conter ..gente do jeitinho, dos que “Tudo vale a pena se a VERBA não é pequena” ..daqueles que acham que os fins justificam os meios e dos que se valem das coligações com criminosos ..dos que Institucionalizam o dando que se recebe..

Tenho medo, tenho medo dos que falam em limpeza étnica dos adversários e depois que assumem adotam os mesmos métodos dos “antes inimigos”, dos que se valem de CERCADINHOS pra apartar aqueles que nos DENUNCIAM que o mundo esta cheio de problemas que alguns querem ver “escondidos por debaixo do tapete” ..tenho medo dos que sem tentar nem saber, ainda acreditam em Salvadores da pátria ou em MILAGRES ..daqueles que desprezam o mérito e que partem pra métodos desonestos de seleção.

Tenho sim, tenho medo dos que dizem que hoje, acreditam, e que amanhã, se desmentem sem terem um pingo de vergonha na cara ou de remorso, destes que os desacompanham em corações e almas transbordando de tanto apego e ódio, com cede de vingança..

Tenho medo dos que aceitam e clamam por LEIS e Ordem, por respeito ao próximo e ao coletivo, desde que as regras sejam aplicadas aos outros e não aos seus quadrilheiros, mesmo que quando pegos e comprovados em FLAGRANTE delinquência.

SIM, também tenho medo da volta do PSDB, mas também de sermos obrigados a continuar com o PT que deu provas de que NÃO tem quadros, de que é bom de discurso mas PÉSSIMO quando o assunto é mãos a obra, ou..

ou ainda tenho medo de que por falta de escolha tenha-se que escolher um outro Eduardo que também quando fala com voz MARINADA, imitando a personagem Ofélia, a esposa do Fernandinho, só abre a boca pra falar BESTEIRA, mesmo que pensando ter a posse da verdade e da certeza.

CALA BOCA OFÉLIA !!! seu marido dizia…

Responder

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2014 às 10h39

    Admitindo que seus temores reginmoduarteanos estejam embasados na realidade. Admitindo que seu computador seja tão potente ao ponto de escrever as equações fundamentais de previsão do futuro. Admitindo, enfim, razão no seu arrazoado, fica a dúvida:

    Qual a solução, meu caro?

    Romanelli

    16 de maio de 2014 às 10h06

    Então ..no CP é termos alguém com carisma e liderança ..que apazigue as TURBAS ..ao menos pra ganharmos tempo pras reformas (política, fiscal, tribuária, civil e penal) e prioridades que NUNCA chegam (saúde, segurança, habitação educação) ..pra corrigirmos os desvios na economia que esta indo de mal a pior.

    é LULA na cabeça (mesmo que ele tenha, depois do 1o mandato, ficado devendo pra cacete) ..aliás, seria uma excelente oportunidade pra ele deixar de ser “o governo que metas, promessas e MAIS PEDRA fundamental lançou”

Nigro

15 de maio de 2014 às 08h13

Ah entendi. Lulla é tao bom que as pessoas agora querem mais? Resposta boa essa que eles bolaram.
Mas que a propaganda é boa, é. A duplinha Lulla/santana ainda vai vingar mas o tempo passa e logo a dupla se desfaz.

Responder

    abolicionista

    15 de maio de 2014 às 23h46

    Espera sentado…

sergioa

15 de maio de 2014 às 08h02

Felizmente nas últimas semanas o PT parece ter acordado do seu sonho idilico de conviver pacificamente com uma midia reacionária, conservadora e tendenciosa de ultra-direita, que chega a beirar (só para não ser muito duro) ao fascismo.

Espero que ganhando a eleição o PT finalmente parta para cima de fazer uma regulação da midia, não para censurá-la, mas sim para cortar seus tentáculos e seus conchavos com a elite.

Responder

cesar s.

15 de maio de 2014 às 07h23

Agradecimento de um pai ( engenheiro civil ), aterrorizado pelas previsões da urubóloga e editoriais da Folha de São Paulo ao longo da Era FHC e Lula: Obrigado meu filho por me apresentar a Blogosfera !

Responder

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2014 às 13h08

    Parabéns, engenheiro, Cesar S., parabéns.

    E se me permite, é por aí, mesmo.

    Entendo que seja essa a única forma realmente prática de reconquistar a plenitude de nossa capacidade de raciocínio e de romper definitivamente com o pensamento único imposto pela ideologia dominante.

Esly

15 de maio de 2014 às 06h42

A falta de uma oposição séria deixou o PT acomodado na mesmice.

Responder

Jr.

15 de maio de 2014 às 01h05

A luta é terrível. Certos lixos, como um tal de “TV Revolta”, vive colocando coisas abomináveis, desrespeitosas contra o PT, contra Dilma, contra Lula e contra o País no Facebook. E as pessoas estão curtindo, compartilhando, é difícil. Denunciei essa porcaria e o facebook não tirou do ar. Sem comentários.

Responder

A. R. Carvalho

15 de maio de 2014 às 00h40

Caro Azenha,

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

Recentemente, fiz estágio de doutoramento em direito (doutorado sanduiche) Na Universidade de Coimbra, e tive a oportunidade de pesquisar bastante no CES (Centro de Estudos Sociais), coordenado pelo festejado sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. No CES, a grande maioria das pesquisas e da produção científica é sobre democracia participativa. E todos os textos que li sobre o tema, o Brasil é o modelo de democracia participativa, cuja experiência citada por todos os autores, de qualquer parte do mundo, é ORÇAMENTO PARTICIPATIVO, que, infelizmente, em vez de aprofundado e generalizado, e mesmo institucionalizado (tornado obrigatório por lei) foi abandonado pelo PT. Com raras exceções. Você foi no ponto: realmente é uma pena.

Responder

Bacellar

15 de maio de 2014 às 00h19

Realmente.

“Sorte” que a manipulação de redes sociais ainda é uma ciência nova e sob alguns aspectos inexata. O tsunami de ataques ao PT causado pela amplificação e distribuição da pauta única da massmedia pelas redes, distribuição capilar – conta pessoal a conta pessoal – confrontado com os conteúdos anti-tucanos e também com as informações de melhor qualidade a mais profundidade e honestidade factual (nem todo mundo é tão burro como as vezes parece) criaram um clima social amplamente desfavorável a política em geral e não apenas ao principal alvo o PT, e suas personificações maiores; Dirceu, Dilma e Lula.

Com todo o capital, patrimônio, financiamento externo, máquina midiática e mais os novos meios, as outras candidaturas claudicam. Quem vai responder aos anseios de uma massa descrente do sistema político brasileiro? O Aécio? Com fama de viciado em drogas e a frente de um partido tão rejeitado quanto o PT? O Campos, que não passa de uma candidatura nanica anabolizada?

Francamente se o Neymar encaixa ali com o Hulk e o Fred uma enorme parcela do Brasil ainda se empolga com essa Copa.

Responder

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2014 às 11h09

    Com todo o capital, patrimônio, financiamento externo, máquina midiática e mais os novos meios, as outras candidaturas claudicam. Quem vai responder aos anseios de uma massa descrente do sistema político brasileiro? O Aécio? Com fama de viciado em drogas e a frente de um partido tão rejeitado quanto o PT? O Campos, que não passa de uma candidatura nanica anabolizada?

    —————–

    “…e a frente de um partido tão rejeitado quanto o PT?”

    É difícil crer que você tenha escrito isso.

    É isso mesmo que acabei de ler? Você está limando a realidade e igualando o PT com o PSDB?

    Você tem tido tempo para refletir sobre o ranking dos partidos mais corruptos dos Brasil?

    Você tem tido o cuidado de refletir sobre as origens sociais de um e de outro?

    Você tem observado o tratamento destinado a um e a outro pela mídia cavalo de troia?

    Você tem tido o cuidado de observar a ruína ideológica dos partidos de esquerda na Europa no pós-URSS?

    Bacellar

    15 de maio de 2014 às 14h49

    MSFA me refiro a índice de rejeição eleitoral. Não estou de forma alguma igualando as duas legendas. Nem mesmo neste índice, estou apenas dizendo que se estratos da população tem forte rejeição ao PT com os tucanos não é diferente.
    Alias não vejo motivos pra desespero petista agora pensando na situação inversa. Se o PSDB estivesse no poder há 12 anos na esfera federal e com um candidato oscilando em 40 e 36% das intenções de voto enquanto o PT estivesse empacado entre 20 e 16% a situação não estaria essa maravilha toda não?

J Souza

15 de maio de 2014 às 00h11

Será que esse recado que foi dado para o NOVO PT vai surtir algum efeito?

Restaram, no NOVO PT, poucos membros do EX-PT, de José Dirceu, José Genoíno, Luiz Gushiken, Cristovam Buarque, Heloísa Helena, Marina Silva, Luiza Erundina e tantos outros…

Não sei nem se o Lula os conhece bem… Talvez o Mercadante… Com o Suplicy ele já falava pouco…

O NOVO PT é Lula… E só isso! Para os AINDA petistas, parece bastar…

Responder

    vinícius

    15 de maio de 2014 às 15h33

    Não entendi as reticências…
    Você pode desenhar para eu entender a sua análise?
    Obrigado

Kaue

14 de maio de 2014 às 23h10

Excelente texto meu amigo Azenha,

O PT não se interessa mais por debate isso é da época que ele era oposição. Hoje ao PT é mais conveniente a política do mentirismo, garantida através da hegemonia fácil alimentando uma base governistas formada pela parte mas podre da direita, sustentada através de conchavos e rolos que só punem o Brasil. Sarney, Jader Barbalho, Renan, Severino e Collor agradecem.

Essa propaganda do medo é um tiro no pé, ou será que no Brasil já não existe mais menino de rua? Não existe mais miséria? Porque será então que estamos vivendo um período de greves e insatisfações gerais do trabalhador? Ninguém do PT enxerga um monte de menino na rua cheirando cola e abandonados? O PT não se interessa pela realidade?

Eduardo Campos deve estar gargalhando, está claro que ele vai crescer na reta final e fritar Dilma e Aécio.

Vamos assistir agora o desespero petista ao se ver obrigado a largar o osso.

Infelizmente não existe político bom então que pelo menos que se garanta a alternância de poder.

Responder

14 de maio de 2014 às 22h51

Azenha,
Você está cometendo o mesmo equívoco da mídia corporativa. Você está considerando que as eleições serão decididas no campo da comunicação. Assim como a candidatura Serra em 2006, os tucanos voltam a apostar no merchand, na boataria, na desinformação. Nâo entendem que o que verdadeiramente importa é a situação real vivenciada pela população. É a percepção de que a vida melhorou, abriram-se novos caminhos e oportunidades, há emprego, possibilidade de ascensão social, esperança… Nem tudo é virtual nestes novos tempos. Os jovens podem se deixar influenciar pela propaganda negativa, mas isto se deve principalmente pelo fato de não terem vivenciado a era pré-Lula.

Responder

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2014 às 13h14

    São capazes de, inclusive, re-intronizar o Bento.

    Já pensou?

    Uma nova Encíclica, tipo Rex Fascistorium?

Carlos

14 de maio de 2014 às 22h39

equação interessante: quando o povo vota no PT é porque sabe o que é bom para ele. Quando o povo não vota no PT é porque está manipulado pela mídia.

Responder

    Julio Silveira

    15 de maio de 2014 às 10h12

    Não meu caro, a grande maioria da cidadania, assim como eu, já entende como se formam as classes políticas no Brasil, e principalmente a quem servem prioritariamente. E repito, entre o que está posto, todos tem o que mostrar e explorar em termos de governança no país, mas o PT é o que tem mostrado mais solidariedade e por que não dizer afinidade com as classes que dizem representar. No Brasil, onde tantos foram excluídos no passado recente, onde interesses externos sobrepujaram os nossos, por uma classe de dirigentes impatrioticos apoiados por uma elite, inclusive midiática, que inveja e ambiciona outras nacionalidades, as pessoas do PT mostram uma busca pela formação de identidade nacional, e isso fica evidente até nas controvérsias com seus opositores. E é isso, e não esse papo que tu repete conduzindo um mantra oposicionista, que faz a diferença.

    Lukas

    15 de maio de 2014 às 10h43

    Quando o PSDB faz um comercial alicerçado no MEDO é jogo sujo; quando é o PT, está disseminando um temor baseado em fatos reais.

    Carlos, mudou-se recentemente para o Brasil?

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2014 às 13h23

    Tipo reginoduarteano; tipo bolinha de papel; tipo arranjo às escondidas representantes das multinacionais do petróleo visando a rapinagem internacional do Pré-sal, conforme atestam os telegramas vazados pelo WikiLeaks; tipo intervenção morte-americana no vergonhoso e trágico golpe de Estado de 64; tipo mentirão do tudo [só] contra o PT, Lukas?

    Aí, pode-se dizer, com todas as letras, sim, é JOGO SUJO.

    Lukas

    15 de maio de 2014 às 15h13

    Como queríamos demonstrar. Obrigado Mário SF Alves.

    abolicionista

    16 de maio de 2014 às 15h56

    Mário, não alimente os Trolls. O PSDB é comprovadamente o partido mais corrupto do país e esse pessoal ainda quer argumentar. Cada louco com sua mania.

    Aliás, é sempre bom lembrar da bolinha de papel. Foi um dos capítulos mais patéticos da vida política nacional. Esse pessoal devia trabalhar no circo.

    Um abraço.

    vinícius

    15 de maio de 2014 às 15h52

    Carlos, acho que a equação é outra:

    se vc concorda com as opiniões do Sardemberg, da Mírian, do Olavo de Carvalho, do Demétrio Magnoli, do Marcus Villa, do Jabor, do Mainardi, do Constantino, da Sheza sei lá o quê, do Boris, do Reinaldo Azevedo, do reaças da net, da sua turma:
    vc é um democrata esclarecido e não é influenciado pela midia.

    Se vc … Ah! Se vc é qq outra coisa que não se encaixa no perfil dos democratas esclarecidos, então meu amigo, vc é um fracassado, alienado, apedeuta, manipulado, bitolado, alienado…

    Abraço Dilmais de apertado, iluminado Carlos.


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