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Antonio Lassance: E se Joaquim Barbosa fosse candidato?


10/06/2013 - 11h27

Nelson Jr./SCO/STF

E se Joaquim Barbosa fosse candidato a presidente?

por Antonio Lassance, cientista político, em seu blog

Parece que a mosca azul tem rondado a instância suprema do Judiciário país. É sintomático o fato de a figura de seu atual presidente ser cogitado como candidato à Presidência.

Um rumor de toga

Primeiro, surgiu uma cogitação no reino da boataria. Depois, passou a perambular uma torcida pelas redes sociais. Finalmente, a ideia de uma candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República em 2014 se espalhou por alguns veículos de imprensa.

O assunto até chegou a ser ventilado fora do país. Em uma entrevista à agência Bloomberg, especializada em mercado financeiro, o já presidente do STF foi apresentado ao público estrangeiro como alguém comparável a Barack Obama. A repórter Ellis Cose começou a entrevista logo fazendo a pergunta, direta e reta, sobre a  possibilidade de ele concorrer à Presidência da República. Barbosa respondeu:

“Eu nunca me vi sendo presidente do Brasil. Em primeiro lugar, não sou político. Nunca fui e penso que sou uma pessoa improvável para esse tipo de atividade por causa da minha franqueza. Nunca lidei nem tenho conexões com partidos”.

Mesmo assim, alguns entusiastas, por conta própria, criaram uma página  especialmente para fazer a apologia do suposto-futuro-jamais-candidato e para colocar sua campanha na rua, aliás, fora do prazo determinado pela lei eleitoral. Na página já se pode baixar o adesivo, conhecer sua biografia e acompanhar notícias na imprensa que falam da aventada candidatura.

Mas, e o partido?

Finalmente, apareceu o que faltava: um partido, ou quase. O Partido Militar, que ainda não existe, tem apenas metade das fichas de filiação necessárias para ser homologado e lançar-se às eleições de 2014. Mas não se fez de rogado e já anunciou um convite a Joaquim Barbosa para ser candidato. O convite certamente se tornou a principal peça publicitária de um partido em busca de uma razão de ser.

Pouca gente sabe, mas o Brasil já teve dois presidentes que passaram pelo STF. O primeiro foi Epitácio Pessoa, de 1918 a 1922. O segundo foi José Linhares, que assumiu o cargo interinamente, por dois meses, no lugar de Getúlio Vargas, quando deposto em 1945.

No campo das possibilidades, uma aventura presidencial de Joaquim Barbosa teria várias dificuldades. Para concorrer à presidência, é fundamental ter o apoio de um partido nacional, de preferência, médio ou grande, e de uma coligação que ofereça uma razoável cobertura nos estados. Partidos e coligações maiores proporcionam mais tempo de rádio e TV, mais comitês eleitorais e mais propaganda de rua, que contam muito até em campanha para vereador, que dirá para presidente.

Enfim, das duas, uma: ou Barbosa teria que ser “adotado” por um partido médio ou grande, desses que acabou de chamar de “partidos de mentirinha”, ou teria que inventar um partido de verdade do dia para a noite, algo difícil de escapar da pecha de oportunismo.

O problema é que os partidos grandes e médios, quase todos, já têm lá seus candidatos. Salvo algumas exceções, como, por exemplo, o DEM, ex-partido de Demóstenes Torres e José Roberto Arruda, ou o PTB de Roberto Jefferson. Qualquer que seja o partido, a vida pregressa de seus líderes e correligionários imediatamente se colaria em Barbosa. “Diga-me com quem tu andas”, perguntariam os eleitores.

E se Barbosa formasse chapa com Marina Silva?

Se optasse por um partido maior, Barbosa ficaria muito mal na foto. Se saísse por um partido pequeno, sumiria da foto. Inventar um novo partido em menos de seis meses é algo fora de questão. A única possibilidade viável, até para evitar uma concorrência na mesma raia, seria uma dobradinha Barbosa- Marina Silva, ou vice-versa. Aí teríamos uma candidatura espetaculosa, cheia de apelos midiáticos.

O primeiro grande problema é que nem Barbosa nem Marina têm cara de estarem pleiteando a vice de quem quer que seja. O segundo problema é que a Rede é, por excelência, um partido de mentirinha. É um partido que tem vergonha de usar a palavra “partido” para se definir, mas que defende com unhas e dentes o interesse de não apenas ser reconhecido como um partido, mas de ter as regalias a eles reservadas de modo a poder usar os recursos do fundo partidário e ter acesso ao horário eleitoral, que é pago com dinheiro público, antes mesmo de ter recebido um único voto.

A ideologia desse partido tem nome. Chama-se Marina Silva. Seus seguidores são os “marineiros”, um culto à personalidade pra ninguém botar defeito. É o partido da Marina, pela Marina e para a Marina.

O que faria Joaquim Barbosa em um partido dessa natureza, depois de ter reclamado dos que buscam “o poder pelo poder”?

Quem financiaria Joaquim Barbosa?

Outro aspecto a se perguntar é quem iria financiar a campanha de Barbosa. Seguindo estritamente as regras eleitorais fiscalizadas pelo TSE, qualquer um poderia fazê-lo. Pela Rede, estariam excluídas as empresas de armas, bebidas alcoólicas, cigarros e agrotóxicos, mas foram providencialmente preservados os bancos e as empreiteiras, que são os maiores doadores de campanha.

Mas, imaginemos uma campanha heroica, financiada por recursos individuais. O fato dos recursos serem individuais não diz se eles são grandes ou pequenos. Doações individuais não necessariamente são mais limpas do que as provenientes de empresas – depende da pessoa e da empresa. Uma campanha voluntariosa normalmente é eivada de informalidades. Muita coisa é feita na cara e na coragem, de modo até criativo, mas às vezes difícil de ser “contabilizado”.

Por mais quixotesco que seja o candidato, ele se torna protagonista ou coadjuvante do sistema político que se propõe a atacar. Ser candidato significa aceitar as regras do jogo, sendo conivente com as mazelas que aponta, ou conformar-se à condição de anticandidato.

Quanto tempo duraria um governo Joaquim Barbosa?

Tão ou mais importante do que imaginar se Barbosa pode ou não ser candidato, ou se teria chances de ser eleito, é considerar que tipo de governo ele faria. Qual seria seu programa? Qual seria sua agenda prioritária de desenvolvimento do país? Quem seriam seus líderes na Câmara e no Senado? E seus partidos aliados? De que  maneira ele trataria os demais Poderes? Como trataria o próprio Judiciário? E os governadores de estado? E os prefeitos? E a imprensa? O que ele de fato conseguiria fazer? Quanto tempo duraria um governo Joaquim Barbosa sem que se corresse o risco de paralisia decisória?

Por que caminhos iria levar sua pregação contra os partidos, contra as maiorias congressuais e contra a dominância do Executivo sobre a agenda do país, requisitos para que um governo governe? Que tipo de regime seria esse em que um presidente deve supostamente se comportar como uma majestade que reina, mas não governa?

Que poder é esse?

O Judiciário não é um poder representativo, tampouco é um poder democrático. Seus integrantes devem ser, todos eles, pessoas democráticas, e suas decisões servem a proteger o Estado democrático de Direito. No entanto, o Judiciário é – e é feito para ser – um poder meritocrático, em que pese seus membros serem indicados, como se sabe, por regras sujeitas a injunções políticas e a interesses de toda sorte.

Mas parece que a mosca azul tem rondado a instância suprema do Judiciário país. É sintomático o fato de a figura de seu atual presidente ser cogitado como candidato à Presidência. Não que ele não possa. Pode e deve. Para tal temos partidos, eleições e debate democrático.

Seria positivo termos mais gente do Judiciário como candidata. Isso poderia contribuir para para trazer outras questões relevantes à baila, de forma qualificada. Contudo, termos magistrados se comportando quase como pré-candidatos é algo que compromete o papel do Judiciário brasileiro. Mesmo em um campeonato com muitos jogadores pernas de pau e desleais, com jogos cheios de lances faltosos, ninguém imagina que a melhor solução para o problema seja o juiz começar a chutar a bola e a reclamar do nível dos times.

De 1988 a 2012, o número de ações que deram entrada no Poder Judiciário subiu de 350 mil para 26 milhões (dados do Anuário da Justiça, 2013). Fosse um Poder mais transparente e mais eficiente para lidar com o problema da impunidade, diante dessa avalanche de processos sob sua responsabilidade, já daria uma grande contribuição à República.

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35 comentários

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Igor Felippe: A metamorfose de um protesto em ato de vandalismo - Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de junho de 2013 às 22h31

[…] Antonio Lassance: E se Joaquim Barbosa fosse candidato? […]

Responder

FrancoAtirador

11 de junho de 2013 às 19h20

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‘MENSALÃO’: O ESTUPRO DA LÓGICA, DO CALENDÁRIO E DO BOM SENSO

Para justificar a denúncia de que o chamado Mensalão foi um esquema do PT para comprar apoio de outros partidos no Congresso, para assuntos de interesse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, partiu da tese de que o dinheiro do Fundo de Incentivo Visanet (FIV), que era usado pelo BB para promover a marca Ourocard e o uso dos cartões de débito Eléctron, financiou este esquema. Fazia as campanhas para o Banco do Brasil a agência de publicidade DNA, do empresário Marcos Valério, por força de uma licitação que datava do ano 2000.

O então procurador-geral, Fernando de Souza, incluiu apenas o nome do diretor de Marketing do BB, Henrique Pizzolato, ligado ao PT, na denúncia apresentada ao STF e excluiu os outros três executivos da mesma área.
Um deles era Claudio Vasconcelos.

Se fosse aceita a tese de coautoria, os quatro teriam que ser denunciados – e, neste caso, a narrativa do ‘mensalão’ enfrentaria um grande complicador:
três deles, os excluídos, estavam no BB antes do governo Lula, nomeados na gestão Fernando Henrique Cardoso.

Pior, os procedimentos contábeis considerados irregulares, reiterados pela denúncia de Souza ao STF, datavam de 2001, dois anos antes de Pizzolato assumir a direção de Marketing do banco.

(Carta Maior; 3ª-feira, 11/06/2013)

Leia, abaixo, a íntegra da quarta reportagem de Maria Inês Nassif, que desmonta a narrativa criada para sustentar o processo do chamado ‘mensalão’:

Segundo delegada da PF, inquérito contra ex-gerente do BB, que assinou com Pizzolato notas para veiculação de publicidade com dinheiro do Visanet, teve sua conclusão comprometida pelo excesso de pedidos do MPF.
Pizzolato foi condenado; Vasconcelos pode não ser, embora contra eles pesem as mesmas acusações.

Por Maria Inês Nassif – Jornal GGN e Carta Maior

São Paulo – O inquérito que corre na 12ª Vara Criminal Federal de Brasília, e investiga a responsabilidade de Cláudio de Castro Vasconcelos no suposto desvio de dinheiro da Visanet para a DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério, caminha devagar, sem grandes chances de se tornar efetivamente uma denúncia e, posteriormente, resultar num julgamento do ex-gerente de Propaganda do Banco do Brasil.

Segundo despacho da delegada de Polícia Fernanda Costa de Oliveira, enviado em 19 de abril do ano passado ao IPL nº 0555/2006-4, a conclusão do inquérito está comprometida. Diz a delegada:

“… a presente investigação, que soma seis anos sem atingir proximidade em sua conclusão, teve sua conclusão comprometida em razão da amplitude de seu objeto. Não houve como efetivar todas as ações sugeridas pelo nobre membro do MPF em sua requisição inicial, distanciando-se do desfecho da persecução penal”.

Se o inquérito contra Vasconcelos, que corre em segredo de Justiça na 12ª Vara Criminal Federal de Brasília, não chegar a lugar nenhum, Henrique Pizzolato, que foi diretor de Marketing entre 2003 e 2005, será o único condenado por uma acusação de desvio de dinheiro do BB que teve por base quatro notas técnicas de indicação de serviços de patrocínio e publicidade dos cartões Visa do banco, assinadas por ele, Vasconcelos e mais seis pessoas (o diretor de Marketing, Pizzolato; o gerente-executivo de Propaganda e Marketing, Vasconcelos; o diretor de Varejo e o gerente-executivo de Varejo. Além deles, assinaram as notas técnicas mais três pessoas, em substituição aos integrantes ausentes). Aliás, uma delas sequer teve a assinatura de Pizzolato, que estava de férias.

Para justificar a denúncia de que o chamado Mensalão foi um esquema do Partido dos Trabalhadores para comprar apoio de outros partidos no Congresso, para assuntos de interesse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, partiu da tese de que o dinheiro do Fundo de Incentivo Visanet (FIV), que era usado pelo BB para promover a marca Ourocard e o uso dos cartões de débito Electron, financiou este esquema. Fazia as campanhas para o Banco do Brasil a agência de publicidade DNA, do empresário Marcos Valério, por força de uma licitação que datava do ano 2000.

A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios, em março de 2006, concluiu o relatório pedindo o indiciamento de 126 pessoas pelo Mensalão, entre as quais quatro executivos do Banco do Brasil – Pizzolato, os outros três que assinaram solidariamente as quatro notas técnicas (não foram considerados os três substitutos, nem o funcionário do Banco do Brasil Léo Batista dos Santos, que era o gestor do Fundo Visanet no BB). A CPMI apontou para o indício de coautoria. O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, incluiu apenas o nome do diretor de Marketing, Henrique Pizzolato, na denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 dos 126 apontados pela CPMI, e excluiu os outros três executivos do BB, rejeitando a tese de coautoria. Vasconcelos foi acionado pela Justiça de primeira instância, que não andou muito desde agosto de 2006, quando foi apresentada pelo procurador Antonio Fernando de Souza. Em 29 de setembro, o juiz decretou segredo de Justiça a pedido do Ministério Público Federal. Os demais, não se sabe se foram denunciados.

Se fosse aceita a tese de coautoria, os quatro teriam que ser denunciados no STF – e, neste caso, existia um grande complicador para a tese de que o Fundo Visanet regara os cofres do Mensalão, pois três deles estavam no BB desde antes do início do governo petista, não tinham qualquer vínculo com o PT e foram nomeados para suas funções por presidentes do BB escolhidos no governo Fernando Henrique Cardoso. Ou teriam que, juntos, figurar num mesmo processo na primeira instância – mas se Pizzolato não fosse incluído no processo do STF, a denúncia do procurador-geral contra os 40 não iria a lugar nenhum. Souza desconheceu todas as outras possibilidades de aporte ao caixa dois do PT e ficou apenas com uma, a do dinheiro do Fundo Visanet, e imputou a uma única pessoa, Pizzolato, a responsabilidade pelo suposto desvio. Nessas circunstâncias, se tirasse o ex-diretor de Marketingo do BB, todo o inquérito do mensalão ruiria.

O outro complicador era que os procedimentos contábeis que foram considerados irregulares na CPMI, e reiterados pela denúncia de Souza ao STF, datavam de 2001, dois anos antes de Pizzolato assumir a direção de Marketing. Quando a tese de coautoria foi derrubada, sobrou uma história segundo a qual um diretor que assumiu em fevereiro de 2003, quando a agência DNA já trabalhava para o BB, tornou-se o responsável por procedimentos ocorridos dois anos antes de sua posse, o que é impossível. Mas foi ela que prevaleceu no voto do relator do julgamento do Mensalão, Joaquim Barbosa, que foi majoritário.

Quem era Cláudio de Castro Vasconcelos
Vasconcelos era gerente-executivo de Propaganda e Marketing do BB desde 2001, nomeado pelo então presidente do BB Eduardo Guimarães. Continuou na função em 2003, quando o novo governo nomeou Cássio Casseb presidente da instituição. Pelo regulamento do banco, os gerentes-executivos da diretoria de marketing não se subordinavam ao diretor, mas diretamente ao presidente. O contrato com a agência DNA foi assinado depois de uma licitação, em 22 de março de 2000, pelo então diretor de Marketing, Renato Luiz Belineti Naegele. Como é praxe no Banco do Brasil, todavia, Naegele referendou uma decisão aprovada pelo Conselho Diretor (presidente e vice-presidentes) e pela área jurídica. A primeira prorrogação também foi assinada por Naegele, em 21 de março de 2001; a segunda, por Cláudio Vasconcelos, em 22 de março de 2002.

Em 17 de fevereiro de 2003, quando Pizzolato assumiu a diretoria de Marketing, o gerente-executivo de Propaganda, que ainda era Cláudio de Castro Vasconcelos, já havia pedido a terceira prorrogação do contrato com a DNA. A nota DIMAC Nº 2003/0401, que propõe a prorrogação dos contratos com as agências que operavam para o Banco do Brasil (além da DNA, mais duas trabalhavam para o BB), data de 4 de fevereiro daquele ano. Pizzolato solicitou, então, um parecer ao Departamento Jurídico do banco, que respondeu em 20 de fevereiro que a prorrogação não apenas era legal, como vantajosa para a instituição.

“Os contratos (…) preveem a possibilidade de o Banco optar pela prorrogação do ajuste por até três períodos, iguais e sucessivos de doze meses”. (…) “Nada obstante disso, a Nota da DIMAC registra que, sob o aspecto financeiro, ‘a prorrogação do contrato das agências permite ao Banco do Brasil manter as regras de remuneração estabelecidas na licitação, que são muito mais vantajosas para a Empresa do que aquelas praticadas pelo mercado e regulamentadas pelo Conselho Consultivo de Normas-Padrão – CENP, em maio de 2002’.” Apenas dois dias depois de receber o parecer favorável da consultoria jurídica do BB, Pizzolato assinou a terceira prorrogação (22/3/2003). No dia 23 de setembro houve uma nova licitação, prorrogada no ano seguinte – e os contratos delas decorrentes foram assinados por Henrique Pizzolato.

Em 2009, em audiência no Tribunal Regional da 2ª Região, Vasconcelos explicou a sistemática de aprovação das campanhas de veiculação de publicidade que eram pagas pelo Fundo de Incentivo Visanet com seus próprios recursos. “No Banco do Brasil não existem decisões individualizadas. Todas as decisões são por um comitê”. A nota técnica assinada em 22 de abril de 2002 envolveu a aprovação de pelo menos 20 pessoas. “Ela foi aprovada primeiro no comitê da diretoria de Marketing, depois no comitê de comunicação, de que fazem parte outros diretores da empresa e, por fim, no conselho diretor do banco, onde participam o presidente e os vice-presidentes do banco”, afirmou. Repetiu o mesmo argumento para as três outras notas técnicas.

No mesmo depoimento, afirma que Pizzolato não tinha poderes para, sozinho, aprovar campanhas do tamanho das propostas pelas quatro notas técnicas. E reiterou que a Diretoria de Marketing não efetuava nenhum pagamento. “No Banco do Brasil também existe a segregação. Quem contrata não paga”.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22175

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kalifa

11 de junho de 2013 às 17h38

E se o joaquim barbosa fosse candidato?É simples eu não votaria nele!

Responder

Santana

11 de junho de 2013 às 09h16

Primeira providência do Barbosa presidente (ditador) seria fechar o Congresso e o Judiciário.

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    Julio Silveira

    11 de junho de 2013 às 13h17

    Quero essa bola de cristal.

Policarpo

11 de junho de 2013 às 09h06

Uma possibilidade concreta: Barbosa, Marina e os diretores do Itaú sendo processados pelo uso de caixa 2 nas eleições de 2014. É a vingança do Dirceu.
Quá, quá, quá, quá!

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Major

11 de junho de 2013 às 08h00

Barbosa e Marina, um chapaço. E novamente o nome do Dirceu voltaria à baila. Sim, porque no esquema de obtenção de votos e apoios (inclusive financeiro) estaria a elaboração de um vídeo com o Barbosa algemando o Dirceu. Mas tem que ser o Barbosa. E novamente a eleição para presidente estaria nas mãos do Dirceu, melhor dizendo, nas algemas do Dirceu. O problema é que o Barbosa andou batendo na mulher (do primeiro casamento?) e este assunto viria a tona com certeza durante a campanha de 2014. Porrada x algemas, ou algemas x porrada? E aí o partido da Marina não precisaria apresentar um programa coerente de governo, porque a polarização ocorreria em torno desse dois temas monumentais para o futuro do Brasil.

E a coisa ficaria assim: porrada pra cá, algemas pra lá; porrada pra cá, algemas pra lá.

Responder

Major

11 de junho de 2013 às 07h50

Barbosa e Marina, um chapaço. E novamente o nome do Dirceu voltaria à baila. Sim, porque no esquema de obtenção de votos e apoios (inclusive financeiro) estaria a elaboração de um vídeo com o Barbosa algemando o Dirceu. Barbo

Responder

Robson

10 de junho de 2013 às 23h34

OLHA A PINTA DO BARBOSA AÍ, GEEEEEEEEENTE!
Índios só saem da Funai após reunião com Barbosa e Carvalho
Valor
10/06/201322h34

Um grupo de 150 índios ocupa a sede da Funai (Fundação Nacional do Índio), em Brasília, e seus integrantes afirmam que só sairão do prédio após audiências com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Segundo Valdemir Munduruku, representante do grupo, a autarquia não funcionará enquanto os encontros não ocorrerem.

Mais cedo, a assessoria de imprensa da Funai negou ter ocorrido uma ocupação, informando que os índios foram “autorizados” a entrar no edifício. Procurada novamente para explicar a ocupação, a assessoria não foi encontrada.

O problema começou quando os índios não foram recebidos pela Secretaria-Geral da Presidência, em reunião marcada para a manhã desta segunda-feira, 10. De acordo com Valdemir, eles se recusaram a enviar uma comissão de dez índios porque, com isso, o governo pretendia “enfraquecer o grupo”. Eles exigem que todos os 150 indígenas sejam recebidos nos dois gabinetes.

A Secretaria-Geral afirmou, em nota, que “as lideranças indígenas recusaram-se a participar da reunião, limitando-se a protocolar um documento na Presidência da República”. Além disso, “o ministro lamenta a perda desta oportunidade de diálogo, mas reafirma sua disposição de continuar em negociação”.

Os indígenas rejeitaram a alegação do ministro: “O diálogo que o governo está mostrando é a força policial”, disse Valdemir. De acordo com ele, a Funai “trabalha para o governo e não para os índios”. A prova disso, para ele, é a de que a presidente interina da autarquia, Maria Augusta Assirati, é oriunda da Secretaria-Geral da Presidência e “sempre se colocou contra os índios nas reuniões”.

http://migre.me/eXIXF

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juarez campos

10 de junho de 2013 às 20h14

Vai Barbosa! Vai!. Pede demissão no STF e vai ser candidato! Eu adoraria, contudo não voto.

Responder

Fabio Passos

10 de junho de 2013 às 18h03

Bem… quem assistiu algum debate(bate-boca) da farsa do mentirão sabe muito bem qual seria a grande dificuldade deste capacho da casa-grande.

joaquim barbosa, para ser medíocre, precisa evoluir muito.

O xodó da “elite” branca, rica e racista tem a mesma dimensão de um datena. rsrs
Serve como animador prá programa de puliça no PiG.

Responder

Urbano

10 de junho de 2013 às 16h54

Só para fazer número, há coisas bem menos ruins no páreo…

Responder

Gildásio

10 de junho de 2013 às 16h30

Infelizmente Joaquim Barbosa encanta e engana a muita gente. No frigir dfos ovos, pode ser ele a Opção Final do PSDB só para chafurdar o PT. Pode mesmo. Tudo se encaminha para tanto.

Responder

Jair

10 de junho de 2013 às 16h20

Joaquim Barbosa seria a barriga de aluguel perfeita para a direita e sua fiel escudeira, a mídia golpista.
Currículo perfeito, história de vida pessoal bastante aproveitável do ponto de vista do marketing político e, o que é mais importante, falta de noção de consequencia de suas falas e movimentos políticos.
Em síntese, a vítima perfeita para a direita golpista.
Refiro-me a ele como vítima, porque nem ele mesmo está percebendo o quanto sua entrada na cena político-partidária do País está sendo aguardada pela turma do lado de lá.
Basta ele fazer opção por qualquer partido e, enfim, lançar sua candidatura à Presidência para que todos os demais candidatos da direita desistam de suas posições em seu favor. A mídia vai passar a tratá-lo como um semi-deus que Deus enviou ao Brasil para salvar o País para expulsar do trono os vendilhões petistas.
Será o oba-oba do século.
Pesquisas eleitorais a destacar o seu vertiginoso crescimento na preferência do eleitorado, muito mais mais oba-oba, vitória (talvez) em primeiro turno.
Assenta-se na cadeira presidencial e no mesmo momento começará o mesmo grupo político que o levou até lá – sempre contando com a sabujice da mídia corporativa – começará o trabalho de desconstrução de sua personalidade para alijá-lo do Poder e colocar em seu lugar alguém em quem realmente possam confiar para defender seus escusos interesses.

Responder

Maria Izabel L Silva

10 de junho de 2013 às 16h16

Eu adoraria ve-lo fazer todas aquelas coisas que tanto despreza. Fazendo politica dizendo que não é politico… Fazendo aquela demagogia tipica dos farsantes. Quero ve-lo repetir aqueles cliches e frases de efeito, extraidos senso comum, elevadas a quintessencia da sabedoria … Vai ser hilário.

Responder

H. Back™

10 de junho de 2013 às 15h19

O Barbosão como candidato? Longe daqui esse pesadelo. Se fosse eleito não teria o jogo de cintura necessário para negociar e fazer política. Com a sua tão característica petulância, um eventual governo desse sujeito não duraria meio ano. O país entraria em uma crise política sem precedentes e podemos dizer adeus às instituições democráticas. Sim; o Barbosa seria um ótimo candidato para trazer instabilidades políticas ao nosso país, o que seria muito bom para a direita conservadora.

Responder

    Rodrigo Leme

    10 de junho de 2013 às 16h50

    O engraçado é que era isso que as pessoas pensavam do Lula…

    Abel

    10 de junho de 2013 às 21h38

    Lula encarou a Ditadura. Foi preso pela Ditadura. Ou seja, Lula tem história. Já o Barbosa… quem é Barbosa?

    Julio Silveira

    10 de junho de 2013 às 22h37

    Abel, o Barbosa foi uma escolha do Lula. Sua indicação. Que se respeite o Lula, que admirem-no, mas sejamos justos, apesar de saber que é pedir de mais, que o negocio aqui não é de justiça. Mesmo assim não consigo entender como costuma-se condenar a criatura e fazer vista grossa ao criador. Isso é que eu chamo de sentimento oportunista, também pode ser considerado hipocrisia.
    Nessa história toda culturalmente, que é o fica para as gerações, o atraso ou lentidão no aprendizado da cultura de cidadania, as maiores vitimas sempre seremos nós a cidadania dependente. E voltando ao ponto, esta possibilidade, quem sabe, só exista em face de algum lobby feito lá no inicio por algum dos companheiros preferenciais do ex-presidente? Com boa vontade podemos presumir que acontece, dado as falas publicas e publicadas de um certo companheiro nobre que explicitam fatos na rotina da republica, em seus momentos de revolta pela traição recebida com os compromissos assumidos.

    Rodrigo Leme

    10 de junho de 2013 às 22h46

    Você quer prender o Barbosa para depois decidir o que acha dele?

    Rodrigo Leme

    10 de junho de 2013 às 22h47

    Isso aí em cima é piada, tá? rs

    Senão, tem gente que leva serio e prende o homem pq ele quer ver bandido na cadeia….

    Maria Izabel L Silva

    11 de junho de 2013 às 14h13

    Só você e sua gang pensava isso do Lula …

José BSB

10 de junho de 2013 às 14h50

O Joaquim Barbosa que comandou o julgamento do mensalão não serve para ser candidato a presidente da república. Basta consultar sua excelência sobre temas como racismo e preconceito contra o negro na sociedade brasileira. Sua opinião certamente não seria bem aceita pelos conservadores que pautam a mídia patropi.

Responder

Alexandre Bastos

10 de junho de 2013 às 14h27

Joaquim Barbosa é a opção C do PSDB, a verdadeira opção do FHC. Quando Aécio Neves se conscientizar que entra pra perder, não vai querer. Aí a turma do Alckmin e do Serra (que são diferentes) vão se engalfinhar, mas não vão levar. Entra FHC com a proposta do Joaquim Barbosa, EM NOME DO AMOR AO BRASIL, e então todos serão felizes para sempre. A infelicidade virá no dia seguinte após as eleições. Vale qualquer coisa contra o PT, mesmo não sendo pra ganhar as eleições, apenas para enlamear, enfraquecer o PT.

Responder

    Vlad

    10 de junho de 2013 às 14h30

    Tem como enlamear mais?

    H. Back™

    10 de junho de 2013 às 16h03

    “Tem como enlamear mais?” Tem sim. É ele ser candidato pelo PSDB ou DEM.

Jorge

10 de junho de 2013 às 14h20

O Dr. Joaquim Barbosa não engana a ninguém: é doidinho pelo poder e se achar o Deus do Olimpo. Quis implodir o PT para correr na raia da dita moralidade. Só um burro não entendeu.

Responder

Mário SF Alves

10 de junho de 2013 às 13h50

O JBarbosão é cria e – o mais importante – ESTRATÉGIA da pior elite do mundo e seus miquinhos amestrados (inclusive, e acima de tudo, a mídia corporativa pró-imperialismos e radicalmente neoliberal) visando a derrota definitiva do modelo de desenvolvimento adotado pelo PT. Nada além do já famoso “tudo [só] contra o governo do PT”. Então, o que esperar disso? Candidatando-se, vencendo ou não, JBarbosão é nada além de mais uma arma usada para fins de desmantelamento de tal modelo e a consequente re-entrega [definitiva?] do Brasil aos desígnios do imperialismo norte-americano.

Responder

Bacellar

10 de junho de 2013 às 13h15

PM? Partido Militar? J.Barbosa? Meda…

Responder

Julio Silveira

10 de junho de 2013 às 13h11

Depois de anos de idade, passados acompanhando a politica nacional, como um agente anônimo dela, aprendi que não podemos subestimar nem superestimar quem quer que seja nesta questão. Não me preocupa quem será o cidadão, mas com quem ele estará, de fato, comprometido. É um direito constitucional de qualquer brasileiro, estando enquadrado na normas vigentes, postular a Presidência. A instabilidade emocional que alguns grupos políticos demonstram, com relação a determinados nomes, ocorrem mais pelas próprias incapacidades em estabelecerem normas que assegurem algo que devesse ser entendido e reconhecido como verdadeiro na politica, principalmente na hora da implementação de promessas e propostas de campanha. Infelizmente, nós, agentes anônimos, eleitores, temos que ser submetidos a este tipo de pressão, que tem se demonstrado mais uma hipocrisia da politica, já que verdadeiramente temos sido muito pouco representados pelas escolhidos que fazemos na hora de elegermos nossos representantes, que após a conquista do poder sentem-se desobrigados, mais voltados a seus conchavos e interesses pessoais e partidários. E parece culturalmente que não vamos nos livrar disso, nem mais por sorte na escolha parece que poderemos esperar.

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Ricardo Musse: A pressão pela desvalorização do real - Viomundo - O que você não vê na mídia

10 de junho de 2013 às 11h47

[…] J. Carlos de Assis: Na política econômica, nem uma coisa, nem outra […]

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Gerson Carneiro

10 de junho de 2013 às 11h42

Who cares?

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    Willian

    10 de junho de 2013 às 15h38

    Todos os pré-candidatos.

    Abel

    10 de junho de 2013 às 21h39

    Só se o “todos” forem o Aécio e a Marina…

    Neotupi

    11 de junho de 2013 às 01h54

    Barbosa já caiu para 8% no datafolha. Ele está na presidência do STF ha 6 meses e nenhum outro caso de corrupção foi colocado em pauta para julgar. É juiz de um julgamento só, e tratou diferente o mensalão tucano, não fazendo o processo andar com a mesma velocidade, mesmo sendo um processo muito mais simples, pois só tem dois réus no STF. Os mais informados já sabem que ele fez lambança no mentirão e os acadêmicos do direito que leram os embargos falam nos bastidores que ele desmoralizou o STF, com erros crasos.
    Eu adoraria que ele fosse candidato. Sua casa cairia. Seria obrigado a declarar na internet seu patrimônio, inclusive nos EUA. A Lei de Acesso à Informação dá direito a sabermos de todas as suas viagens com dinheiro público. Sua biografia semi-secreta antes do ir para o STF seria revelada. Foi procurador por 19 anos e não sei de um único caso em que ele tenha atuado no combate à corrupção, apesar de não faltar matéria prima no Rio de Janeiro, sua jurisdição. Além disso, basta levantar meia dúzia de processos contra políticos que ele NÃO julgou nos 10 anos que está no STF para ver não representa esperança nenhuma de ser alguém que combata a corrupção com vigor. Ele só se interessou pela fama do caso mensalão.


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