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André Singer: Sonho de Eduardo Campos é virar herdeiro do lulismo


22/09/2013 - 20h34

por André Singer, na Folha de S. Paulo

Ao fazer o gesto de entregar os cargos federais na quota do  PSB, Eduardo Campos abriu, na quarta-feira passada, uma quinzena de definições sobre a sucessão presidencial de 2014.

Nos próximos dias, duas outras importantes balizas serão conhecidas: a opção de José Serra, que só poderá concorrer pela legenda a que estiver filiado no sábado, 5 de outubro, e se Marina Silva conseguirá, até a mesma data, registrar a Rede ou vai se matricular em outra agremiação. Joaquim Barbosa, por ser magistrado, pode se filiar até abril do ano que vem.

Com tais dados, começa a se delinear o panorama dos nomes na disputa e também o tabuleiro partidário em que irão se mover.

A decisão de devolver os postos indica que, na avaliação do governador de Pernambuco, a recuperação da popularidade presidencial não irá muito longe, prenunciando um cenário em que conviria guardar distância do atual governo. Optou por diferençar-se à direita, estabelecendo programa de corte liberal contra as opções desenvolvimentistas de Dilma. Não sei se Arraes aprovaria.

Ao mesmo tempo, o neto do velho líder populista afirma manter o apoio parlamentar a Rousseff, pois não pode afastar-se a ponto de inviabilizar aquele que é o fulcro de seu projeto.

Com 6% das intenções de voto, sabe que, sustentado unicamente pelo PSB (e talvez pelo PPS, a depender da decisão de Serra), não irá muito longe agora. Por isso, está, na realidade, construindo o caminho para 2018 e quer ficar em uma situação que lhe permita pular em qualquer das canoas no provável segundo turno de 2014.

Em condições normais, a presidente já está no segundo turno. Mas aí a peleja pode ficar apertada. Por exemplo, uma eventual unidade oposicionista do PSDB e da Rede em torno de Aécio ou Marina deixaria Campos na invejável condição de fiel da balança.

Com esse trunfo na mão, poderia barganhar com qualquer dos concorrentes uma posição interessante para a eleição seguinte.

O pacto pré-eleitoral com Aécio e, ao mesmo tempo, a relação privilegiada que mantém com Lula indicam que o seu apoio a qualquer dos blocos não será automático.

Penso que o verdadeiro sonho de consumo do pernambucano é tornar-se herdeiro do lulismo. Mas para tal, precisa fazer esse arriscado jogo duplo. De um lado, ameaçar bastante os gigantes PT e PMDB, obrigando-os a lhe abrir espaço. De outro, manter-se sempre de bem com Lula.

Muitíssima água ainda vai correr por baixo das pontes de Recife, mas quem sabe, várias jogadas adiante, Campos possa, por exemplo, se tornar vice do criador do lulismo. Tendo apenas 48 anos, bem pode esperar dez para chegar à Presidência.

André Singer é cientista político e professor da USP, onde se formou em ciências sociais e jornalismo. Foi porta-voz e secretário de Imprensa da Presidência no governo Lula.

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36 comentários

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Hélio Pereira

25 de setembro de 2013 às 07h52

Eduardo Campos jamais tera meu VOTO,mesmo que em 2018 o ex Presidente Lula lhe de apoio,coisa que eu não acredito.

Responder

FrancoAtirador

24 de setembro de 2013 às 23h29

.
.
Nuvem Passageira
(Hermes Aquino)

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

(http://letras.mus.br/hermes-de-aquino/46354)
.
.

Responder

Pedro Macambira

24 de setembro de 2013 às 13h30

O Nordeste não é uma unidade como muita gente do sudeste imagina. Cearenses e Pernambucanos tem rivalidades políticas históricas. A Bahia é um caso a parte.

Eduardo Campos nunca terá o tamanho de Arraes.

Responder

Malu

24 de setembro de 2013 às 11h02

O PSB só chegou aonde está porque o Lula abriu espaço, tirando dos seus para apoiá-lo em algumas capitais e Estados. Ex: Fortaleza e Recife. Agora o traíra faz isso…vai virar PPS!!!

Responder

romildo

24 de setembro de 2013 às 10h31

Aqui em Recife tem um apresentador idiota “Edvaldo Moraes” que ontem em seu programa de rádio, que Eduardo Campos em Pernambuco estava com dez ponto na frente da Dilma.
Esse cara é um mentiroso.

Responder

SILOÉ-RJ

24 de setembro de 2013 às 06h14

Nordestinos em geral tem bronca dos pernambucanos, porque eles se acham.
Depois do fiasco do Collor, qualquer candidato apoiado pelo PIG, não emplaca.
Difícilmente conseguira índice maior do que já está. Com a ajuda que teve do governo federal, o que fizer fora da coligação, soará como traição.
Periga perder até o prestígio que tem no seu estado.
Jogou fora a oportunidade de emplaca 2018.
Burro, muito burro!!!!

Responder

Rafael

24 de setembro de 2013 às 05h56

E como sempre o grande problema dos partidos de esquerda é esse: se dividem facilmente. O que o PSB faz é exatamente isso. Dividr a esquerda, o que facilita e muito o serviços dos tucanos. Campos não convence, é fraco. Esses cálculos eleitorais não querem dizer nada, não significa que na hora de votar o cidadão vai seguir como se fosse gado na manada. Eduardo Campos vai disputar eleição contra Dilma, contra quem Lula apoiará, isso vai ser estranho para o Campos. E propostas?? Quais vai apresentar?? Tem mais pretensão do que razão.
O PSB vai esperar a eleição de 2014 caso vá para segundo turno fará chantagem pesada. Esse vai ser a carta na manga do PSB: esperar a eleição de 2014 e torcer para um segundo turno e cobrar caro. Lamentável.

Responder

    Vlad

    24 de setembro de 2013 às 10h36

    O “lulismo” abraçado intimamente com o Maluf e rolando na lama com o Sarney.
    O Ed Fields indo buscar apoio e conselhos com o Bornhausen.
    Se esses aí são de “esquerda”, que os deuses nos livrem da verdadeira direita aparecer no Brasil.
    Eu, hein?!

Urbano

23 de setembro de 2013 às 22h15

Para fazer exatamente o que herdeiro normalmente faz: dilapidar a herança. Será alguma vontade incontida de querer superar o danoso ferrando henriqueaux?…

Responder

Regina Braga

23 de setembro de 2013 às 20h46

O Dudu quer ser o herdeiro do Lula…kkkkkkkkkkkkkkkk.Junto com o Aético…kkkkk.Boa piada!

Responder

zeca sene

23 de setembro de 2013 às 16h41

Pretencioso por demais, é o tipinho que não se encherga!!!

Responder

Denise

23 de setembro de 2013 às 13h43

Sonhar não custa nada!
Teria até alguma chance se a ganância não tivesse subido a cabeça, pois Lula aparenta gostar dele. Mas, agora que se transformou num traíra, vai ter que continuar só sonhando.

Responder

Aline C Pavia

23 de setembro de 2013 às 13h29

De sonho também se vive.

Responder

Rafael

23 de setembro de 2013 às 11h54

Eu acho esse tipo de pensamento expresso nessa parte do texto: “Em condições normais, a presidente já está no segundo turno. Mas aí a peleja pode ficar apertada. Por exemplo, uma eventual unidade oposicionista do PSDB e da Rede em torno de Aécio ou Marina deixaria Campos na invejável condição de fiel da balança” algo extremamente absurdo, grotesco. Esse tipo de pensamento mostra claramente aquela frase do Garrincha: “falta combinar com os russos”. Como pode pensar que o povo é gado?? Será que pensam que podem montar uma estratégia assim como se as eleições fossem tão estáticas a esse ponto??? Não passa de chute. A eleição de Hadda mostra que esses cáculos não funcionam. Pode muito bem chegar em outubro do ano que vem aécio nem sequer ir para o segundo turno, e se houver.
Do meu ponto, Campos deve ter percebido que o PT não vai apoiá-lo para um candidatura. E na verdade não faz sentido o PT com a quantidade de voto que faz, com a estrutra do partido ceder espaço para Campos de um partido pequeno. Poderia até ser vice-presidente no futuro. Mas ser presidente com apoio do PT muito raro. Haddad tem mais chance de se tornar presidente do que Campos.

Responder

1 one

23 de setembro de 2013 às 11h46

Com as novas lideranças que estão surgindo, tipo Fernando Haddad, Eduardo Campos pode até ter a longevidade do avô, Miguel Arraes, que não chega lá.

Único post razoável.

Lula tem tantos e melhores herdeiros! Esse Campos é muito transparente e tolo.

Responder

Fernando

23 de setembro de 2013 às 10h45

Se não é PT não é bom!

Responder

    Mauro Assis

    23 de setembro de 2013 às 13h55

    Fernando, é uma ironia?

    Hélio Pereira

    25 de setembro de 2013 às 08h00

    Fernando eu acho que não é bom se for aliado do PSDB e o Eduardo Campos alem de se aliar a Aécio Neves em MG,se aliou com seu PSB a Geraldo Alckmin em SP,se aliou a Marconi Perillo em GO,se aliou a Beto Richa no PR e pra completar foi se aliar a Familia Bornhausem em SC,inimigos históricos do PT e apoiadores da Ditadura Militar.

Mardones

23 de setembro de 2013 às 09h32

Pois é. Chantagem para todo lado. Ou chamem como quiserem.

Mas o que será do chantagista Campos se as pesquisas – sempre viciadas – forem derrotadas nas urnas e ele não passar dos 2% de votos válidos?

Vai tentar voltar ao berço do Lulismo ou vai desaparecer como o Ciro?

Responder

Maria Aparecida Jube

23 de setembro de 2013 às 09h32

Eduardo Campos deveria se mirar em José Serra, vendeu a alma para o diabo para ser presidente, se ferrou; vai ficar só na vontade. O povo brasileiro, esse que carrega o brasil nas costa, não gosta de político de duas caras.

Responder

    Mauro Assis

    23 de setembro de 2013 às 14h13

    Taí o Sarney, eleito pela primeira vez em 1962, prá testemunhar o quanto elegemos bem os nossos governantes…

Matheus

23 de setembro de 2013 às 09h16

A ditadura existe aqui e agora II
07 de setembro de 2013
Já era noite da sexta-feira quando Alê chegava em sua casa. Na sua espera, parado na rua, um carro preto, sem placas, acompanhado de uma viatura da polícia militar. Antes de entrar em sua residência, Alê é surpreendido por três homens que desciam do carro não identificado. Os homens, também não identificados, derrubam o rapaz e o golpeiam na cabeça. Algemado, Alê é forçado a entrar no carro preto. Uma vez no carro, tem o rosto coberto por um capuz. Os agentes da polícia iniciam mais um dia de terrorismo. Depois de rodarem com Alê pela cidade, os policiais estacionam em local deserto, perfeito para a tortura. Nesse lugar, iniciam as sessões de choque e pancadaria, agredindo Alê, enquanto exigiam informações a respeito dos grupos Anonymous e Black Bloc.

Alê participava desses grupos no facebook. Também estava presente na ocupação da Câmara dos Vereadores – quando os vereadores prometeram e não abriram uma CPI de transportes para apresentar um projeto pelo Passe Livre. Assim como ele, pelo menos mais três integrantes desses grupos foram capturados e torturados pela polícia militar do estado. Outras pessoas seguem sendo ameaçadas por telefonemas.

Quinze dia após o ocorrido, as práticas ditatoriais do governo seguem silenciadas. Nenhuma denúncia de envergadura foi feita; nenhuma resposta em conjunto foi dada. Por sua vez, praticamente nada foi encontrado na mídia corporativa, que segue acobertando o terrorismo do Estado, blindando a figura do governador Eduardo Campos na sua corrida pela presidência. Para não dizer que nada foi feito, algumas pessoas ligadas ao direito, junto a grupos de contra-informação e com o Anounymous e o Blac Block, utilizando da internet e das redes sociais, seguem na tentativa de espalhar as práticas de repressão do governo do Estado.

Amparado em altos índices de aprovação, Eduardo Campos persegue as organizações políticas e reprime com violência as manifestações. O governo de Pernambuco foi o primeiro a negar o direito ao anonimato, coibindo o uso de máscaras nas manifestações. Sem exagero, estamos a respirar ares fascistas na capital pernambucana. Nenhuma crítica ao governo é tolerada e a figura do governador segue intocável rumo à presidência.

O autoritarismo e a violência com que responde o governo é legitimado por boa parte da população. A omissão e a cegueira das organizações não-governamentais, assim como o apoio da classe-média e das mais variadas instituições, vem dando passe-livre à repressão. Nesse momento, onde estão os sindicatos, partidos políticos e instituições que prezam pela constitucionalidade e pela paz? O governo vem jogando na lata do lixo anos de luta por uma constituição democrática, assim como segue se utilizando de um violento aparato militar para reprimir com violência qualquer tentativa de levante – tudo isso sem precisar dos antigos porões da ditadura.

É absurdo pensar que torturas podem acontecer sem qualquer denúncia ou resistência das pessoas que vivem na cidade. O momento não é de recuar, muito menos de se calar – esse é o efeito que o governo pretende causar. É preciso colocar a boca no trombone. Se a mídia corporativa não informa, precisamos criar os próprios canais que exponham as práticas ditatoriais do governo do Estado. Só através dessa comunicação é possível encontrar as pessoas que estão revoltadas com a opressão do poder público. Denunciar a figura pública de Eduardo Campos, seu verdadeiro perfil fascista e terrorista: o país tem de ter conhecimento do ditador que pretende ocupar a presidência da república.

Antes de terminar, me permitam algumas generalizações. A circulação desse texto vai atingir dois grandes grupos de pessoas. São elas (1) “as que imaginam o que acontece” e (2) os que “fazem acontecer”

No primeiro grupo estao as pessoas que escolhem fechar os olhos frente aos sequestros e as torturas. Preferem quase-não-acreditar que isso ainda é possível. Essas pessoas hoje se encontram na zona de conforto proporcionada pela atual política econômica do governo. É um grupo perigoso, que permite a Eduardo fazer o que quiser com o Estado. São também as instituições, ONG’s, intelectuais e partidos políticos que colaboram com o silêncio em torno dos abusos do poder. São os vendidos às políticas públicas que apoiam o “Estado democrático de direito” que prende e tortura a revelia.

O segundo grupo são os que “fazem acontecer”. Esse grupo faz parte dos que acreditam que o governador é bem capaz de sequestrar e torturar para impedir qualquer crítica a seu governo. Essas pessoas também acreditam que para barrar as práticas autoritárias não basta imaginar que elas acontecem. Entendem que é urgente a necessidade de denunciar a repressão e de apoiar toda e qualquer tentativa de manifestação que critique a atual organização da vida pública. Esse grupo também sabe da importãncia do diálogo com os que estão submetidos à violência cotidiana do governo. Querem lutar junto com os que estão espalhados pelas ruas e pela periferia pobre da cidade.

Fortalecer as denúncias e engrossar a presença nas ruas para avançar as lutas e reivindicações que se espalham pelo país. Só o encontro “dos que fazem acontecer” é capaz de barrar a violência com que o governo de Pernambuco vem reprimindo as manifestações. Mais do que informar sobre os sequestros e torturas, esse texto pretende contribuir com esse encontro.

Recife Resiste!

http://reciferesiste.org/a-ditadura-existe-aqui-e-agora-ii/

Responder

    Valdeci Elias

    23 de setembro de 2013 às 16h57

    Ainda bem ,que um coxinha ,acordou pra realidade. Espero mais coxinhas percebam que estão sendo usados . Quem conhece um pouco da história do Brasil, sabe que sequestros e torturas com fins politicos vem sendo usados faz tempo.

    Matheus

    23 de setembro de 2013 às 23h25

    Tortura é um crime contra a humanidade. Praticada por agentes públicos, direcionada para grupos étnicos ou de opinião (política, religiosa, filosófica, etc), com a conivência de autoridades políticas e judiciária, é ainda pior. Se essa prática é tolerada ou incentivada por governantes e magistrados, é sinal que a democracia está em seríssimo risco. Nenhuma pessoa que acredita na dignidade humana pode se dar ao luxo de ser indiferente. Esses casos devem ser investigados por órgãos federais e internacionais.

augusto2

23 de setembro de 2013 às 08h53

inoportuno.
jogador de roleta
oportunista do turno
> ainda por cima, totalmente des.Arraes.ado
>pela biblia, livro q é sagrado para muita gente, o cara lá dos trinta dinheiros, acabou enforcando-se.
mas tem uma vantagem: ja sei em quem nao votar no futuro.

Responder

rui

23 de setembro de 2013 às 08h27

Já passou da hora de Lula parar de frequentar o inferno e viver abraçado com o Diabo.Para dar continuidade as mudanças que o país precisa, deveria dar seguimento ao que Gushiken lhe pediu, moralizar o PT, cobrar honestidade dos eleitos e fidelidade nos interesses do partido na condução das políticas nas Câmaras, no Congresso e nos cargos executivos, ainda que isso custe algumas eleições.

Responder

Eurico

23 de setembro de 2013 às 02h47

Talvez muitos perguntem o que tem o Niemeyer a ver com Lula. Simples. Niemeyer foi o genial arquiteto brasileiro do concreto armado e protendido. Lula é o genial arquiteto brasileiro da política. Longa vida ao Lula.

Responder

    Abel

    23 de setembro de 2013 às 19h09

    Lula 2018!

Eurico

23 de setembro de 2013 às 02h42

Cavaleiro da triste figura! Se o autor está certo, então para ele (eduardo) tanto faz PT ou Aécio, PT ou PSDB. Basta mostrar isto ao povão brasileiro (povão dos grotões) e ele será enterrado e proibido de usar o nome do avô em vão. Isto está simplesmente nas mãos de Lula fazer. Ou ele tem o acordo de Lula para fazer o que está fazendo ou é um kamikase! Lula é o fiel da balança. Para onde pender Lula, penderá o Brasil. Vocês já ouviram isto antes, não ouviram? Eu só espero que o Lula viva tão longamente como o saudoso Oscar Niemeyer.

Responder

lidia virni

22 de setembro de 2013 às 22h37

Se Eduardo Cmpos for, por uma degraça, eleito em qualquer época que seja, será o mesmo que eleger qualquer tucano e o Brasil estará perdido, porque eles é tão traíra e entreguista como os outros.

Responder

Abel

22 de setembro de 2013 às 21h00

Campos já era o provável nome do PT para a eleição de 2018. Como resolveu arriscar tudo em 2014, não creio que tenha apoio à esquerda para suas pretensões presidenciais. Mas ele já demonstrou o que quer, indo conversar com Aécio. Daí para ser herdeiro do lulismo, vai ficar na vontade…

Responder

    Mauro Assis

    23 de setembro de 2013 às 08h54

    Bicho, não se esqueça que o lulismo compõe com Collors, Sarneys, Cabrais e quetais…

    Julio Silveira

    23 de setembro de 2013 às 09h29

    Bem lembrado.

    Julio Silveira

    23 de setembro de 2013 às 09h31

    Mas acredito que esse é o tipo de politica que o Brasil não deveria querer, mas sou só um cidadão que admira a ética e o compromisso com a verdade politica.

    vinicius

    23 de setembro de 2013 às 11h54

    Em política, infelizmente, é necessário conversar com Deus e o Diabo. Os legalistas, moralista e éticos acima de tudo podem não gostar deste fato.

    Eu não gostaria que fosse assim, mas é.

    Ao conversar com Deus se encher de energia boa.
    Ao conversar com o Diabo não se deixar iludir.
    Tenho a impressão que Lula* sabe fazer as duas coisas.
    Caso contrário, sendo tão perseguido pela mídia, ele não teria a importância que ainda possui.

    Gostaria de ver alguns ícones do Lado de Lá (FHC, Serra, Álvaro Dias, Tasso e outros) expostos ao incessante ataque e histórias inventadas pela mídia nativa.

    Eles sobreviveriam!?!?!?

    *Duvido que alguém consiga me apontar uma pessoa mais vigiada e perseguida pela grande imprensa brasileira.
    Ainda bem que a perseguição o torna cada vez mais interessante e inteligente (embora muitos odeiem que isso aconteça).

    Abel

    23 de setembro de 2013 às 19h08

    Isso que você falou chama-se “governabilidade”. Quem quiser governar o Brasil tem que compor com essa gente, lembrando que Renan, Sarney e Cabral são do PMDB, sem o apoio do qual nada se consegue – nem na Câmara, nem no Senado. Eu fico pensando como, numa improvável presidência de Marina Silva, ela faria para governar o país sem fazer uma aliança com o bom e velho PMDB. Mas, querem saber? O herdeiro do lulismo parece que é o próprio Lula: Gilberto Carvalho diz esperar volta de Lula em 2018. A oposição já deve estar com insônia :)


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