VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Altamiro Borges: A que “amigos” Helena Chagas está se referindo?


10/02/2014 - 13h33

por Altamiro Borges, em seu blog

Em sua página no Facebook, a ex-ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), resolveu enfrentar a polêmica sobre a destinação das verbas publicitárias do governo.

Ela até apresenta alguns ideias positivas para resolver as distorções atuais, nas quais os impérios midiáticos ficam com o grosso dos recursos públicos – “ou seja, o meu, o seu, o nosso”.

Mas, talvez ressentida por ter deixado a Secom, ela utiliza uma grosseria para atacar os que criticam a política de publicidade do governo.

Insinua que “o chororô de quem acha que levou pouco e quer mais” poderia resultar numa “ação entre amigos”. A que “amigos” ela está se referindo?

Em seu texto, postado no sábado (8), Helena Chagas defende enfaticamente a chamada “mídia técnica”, que se baseia somente em critérios de audiência e tiragem para distribuir as verbas publicitárias.

Para ela, esta “é a melhor fórmula que se inventou até hoje para aplicação correta e eficiente dos recursos públicos destinados a investimentos de mídia”.

Ela lembra que, atualmente, “são 9.963 veículos cadastrados e aptos a receber mídia em todo o país, na proporção de suas audiências e circulação. É exatamente isso o que é feito na Secom”.

A opção do governo pela “mídia técnica” já gerou inúmeras contestações. Ela parte de uma visão mercadológica, que beneficia sempre os mais fortes e sabota a pluralidade e diversidade nos meios de comunicação.

Ou seja: ele serve apenas aos atuais monopólios midiáticos. Além disso, ela se baseia em sondagens sobre audiências e tiragens bastante questionáveis.

Alguém confia nas pesquisas do Ibope – já apelidado do Globope? A tal “mídia técnica” inclusive não leva em devida conta as profundas mudanças no setor, com a explosão de um novo jornalismo na era da Internet!

A própria ex-ministra reconhece, timidamente, que há distorções nesta fórmula e defende uma discussão “aberta e saudável” sobre o tema.

“Não sou contra iniciativas do Estado para promover a pluralidade e a diversidade da comunicação para que o cidadão tenha acesso ao número mais amplo e variado possível de informações, abordagens e enfoques. Só acho que isso, quando implicar ajuda financeira a esses veículos, deve ser feito de forma aberta, transparente e democrática, com programas designados especificamente para este fim”.

Ela até apresenta uma sugestão de abordagem para o complicado assunto. “Da mesma forma como o governo dá condições especiais de crédito e vantagens tributárias às micro e pequenas empresas, poderia fazê-lo para as pequenas empresas de mídia. No limite, pode até aprovar uma lei determinando que uma fatia da verba publicitária seja destinada aos ‘pequenos’”.

Até aí, tudo bem. É um debate “saudável”. A grosseria, porém, surgiu no intertítulo (“ação entre amigos”) e no último parágrafo da sua postagem.

A ex-ministra da Secom dispara que não seria correto, “à luz da atual legislação e dos novos tempos de transparência na administração pública, transformar investimentos em mídia em ações entre amigos, por maior que seja o chororô de quem acha que levou pouco e quer mais. Simples assim, minha gente”. Mas não é tão simples assim e nem tão transparente e “republicano”.

A quem Helena Chagas se refere? Quem é que fez mais visitas e chororô no gabinete na Secom em Brasília nestes seus três anos a frente do órgão? Quem levou muito, mesmo sem merecer?

Como ex-jornalista das Organizações Globo, a ex-ministra sabe que este império midiático foi construído graças às benesses da ditadura militar, que garantiu toda a infraestrutura de transmissão e ainda desrespeitou a legislação brasileira, ao permitir a participação da estadunidense Time-Life na criação da emissora.

Isto sim foi uma “ação entre amigos” – entre os generais golpistas e a famiglia Marinho. Ela também sabe que a poderosa rede foi erguida a partir de concessões públicas para afiliadas regionais sem qualquer transparência e por motivações políticas.

Ela tem consciência que a Rede Globo sempre abocanhou o grosso das verbas publicitárias dos governos, mesmo com a sua recorrente perda na audiência e para desespero das suas concorrentes no mítico “livre mercado”.

No reinado neoliberal de FHC, esta política foi, sim, uma “ação entre amigos”.

A famiglia Marinho ajudou a eleger e depois blindou o tucano, salvando-o das denúncias da compra de votos para a reeleição ou do escândalo da privataria. FHC retribuiu a cortesia e transformou a Secom numa antessala da Rede Globo.

Já nos governos Lula e Dilma, a política da Secom foi, no geral, uma “ação entre inimigos”. Com exceção do período de Franklin Martins – em que a TV Globo sabotou a Conferência Nacional da Comunicação (Confecom), bombardeou a criação da TV Brasil e chiou contra as tímidas mudanças na distribuição das verbas publicitárias –, até hoje a famiglia Marinho não sofreu maiores abalos no seu poder de monopólio.

Não é para menos que os três filhos de Roberto Marinho figuram na lista dos maiores bilionários do planeta e lideram, de fato, a oposição no Brasil.

Durante a gestão de Helena Chagas, a Secom até tentou, por pragmatismo e medo, ser “amiga” da TV Globo, mas o governo Dilma seguiu sendo tratado como “inimigo”. Esta política masoquista de comunicação é que deve ser reavaliada, num “debate saudável”! Do contrário, as opiniões da ex-ministra apenas alimentarão cobras.

Não é para menos que o jornal O Globo elogiou a sua recente postagem no Facebook. Para o jornalão, a ex-ministra só caiu porque foi alvo do PT, que pretende maiores investimentos na internet, “onde estão os chamados blogs amigos do governo, com posições alinhadas ao partido. Há setores que defendem inclusive mudanças nos critérios de medição do alcance dos veículos”. Mesmo sem Helena Chagas, a famiglia Marinho quer manter o seu poder!

Leia também:

Memória: Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



22 comentários

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henrique de oliveira

12 de fevereiro de 2014 às 12h01

É por esse “pensamento” que essa zinha caiu fora.

Responder

ANDRE

11 de fevereiro de 2014 às 21h13

boas noticias:
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/02/abril-esta-venda-veja-sobrevivera.html#more
Abril está à venda. Veja sobreviverá?
http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

O amigo Cido Araújo, dirigente sindical demitido arbitrariamente pelo Grupo Abril e um dos líderes do movimento dos blogueiros progressistas, acaba de me enviar uma bombástica notícia. Ela foi publicada no sítio de negócios “Info Money” e reforça os boatos de que o império midiático da famiglia Civita, que edita a revista Veja, está em crise. Segundo a matéria, assinada por Leonardo Silva, “a Abril Educação deu uma sinalização clara nesta terça-feira (11) de que poderá ter novo controlador… A Abrilpar confirmou a contratação do Itaú BBA e do BTG Pactual para analisar ‘oportunidades estratégicas relacionadas ao investimento na Abril Educação’, podendo inclusive envolver a alteração no controle da empresa”.

O próprio jornalista adverte que “ainda não há nada definido”. Mas, como diz o ditado popular, onde há fumaça, há fogo. “Os rumores de que a Abril Educação pode ser vendida não são considerados uma grande novidade no mercado, sobretudo pelo péssimo desempenho que os papéis têm tido na bolsa. Vale lembrar que em fevereiro do ano passado eles estavam cotados acima de R$ 50, ou seja, praticamente perdendo metade do valor de mercado nos últimos 12 meses. No entanto, a confirmação de que os bancos foram contratados com o intuito de avaliar possíveis estratégias gerou um otimismo extra para quem espera que ela seja vendida”, informa Leonardo Silva.

De fato, os rumores sobre a decadência do império são antigos. No ano passado, após a morte do fundador de grupo, Bob Civita, houve disputas nada amigáveis entre os seus herdeiros. Também em 2013, o Grupo Abril extinguiu várias revistas e demitiu centenas de jornalistas. O boato que ocorreu na época é que a empresa priorizaria a área de educação em detrimento das publicações jornalísticas. Agora, porém, parece que nem este setor está garantido, podendo passar a outro controlador. O Grupo Abril edita a asquerosa revista Veja. Será que este panfleto da direita nativa resistirá à crise do ex-poderoso império da famiglia Civita? A conferir!

Responder

    FrancoAtirador

    12 de fevereiro de 2014 às 01h15

    .
    .
    ABRIL SOFRE DA SÍNDROME EIKE

    InfoMoney

    Os rumores de que a Abril Educação pode ser vendida não são considerados uma grande novidade no mercado,
    SOBRETUDO PELO PÉSSIMO DESEMPENHO QUE OS PAPÉIS TÊM TIDO NA BOLSA –
    vale lembrar que em fevereiro do ano passado eles estavam cotados acima de R$ 50, ou seja,
    PRATICAMENTE PERDENDO METADE DO VALOR DE MERCADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES.

    No entanto, a confirmação de que os bancos foram contratados com o intuito de avaliar possíveis estratégias gerou um otimismo extra para quem espera que ela seja vendida.

    (http://www.infomoney.com.br/abrileduca/noticia/3187570/abril-educacao-dispara-apos-confirmar-contratacao-bancos-para-possivel-venda)
    .
    .
    XP Investimentos

    Painel Corporativo

    (=) Abril Educação (ABRE11): Itaú BBA e BTG devem analisar potenciais compradores da Abril Educação.

    (http://www.acionista.com.br/xp_investimentos/110214_RM.pdf)

    FrancoAtirador

    12 de fevereiro de 2014 às 01h25

    .
    .
    O que será feito da FamíGlia Civita,

    se perder a bolsa-assinatura do PSDB

    no Governo do Estado de São Paulo.
    .
    .

José BSB

11 de fevereiro de 2014 às 20h39

O chororô da midiazona foi muito mais alto. Estão com medo de perder a chave do cofre da propaganda oficial.

Responder

Fabio Passos

11 de fevereiro de 2014 às 20h36

Sustentar as oligarquias decrépitas da globo, veja, fsp nada tem de “mídia técnica”… está mais para “mídia cretina”.

Responder

Marcelo

11 de fevereiro de 2014 às 19h40

Bloco Minas Sem Censura | Embaixadora dos Estados Unidos assina contrato de locação do novo consulado em Belo Horizonte http://portuguese.brazil.usembassy.gov/embaixadoraassinacontratobh.html

Responder

Periquito do cerrado

11 de fevereiro de 2014 às 17h37

Mais do que evidente que o PT não sabe o que é política de democratização da comunicação. Acha que é somente distribuir os recursos “entre amigos”. Que absurdo! Já foi tarde, Helenita…

Responder

sergioa

11 de fevereiro de 2014 às 14h50

Olha o curriculo da moça: “ex-jornalista Globo” …

Quanto “ingenuidade” do governo, colocar como guardiã do cofre justamente um “ex-funcionário da Globo”.

Quanto tempo vai levar para a “ex-secretária-de-comunicação-da presidência-funcionária da Globo” conseguir uma “boquinha” nas organizações GLOBO?

Etâ governo sonso … mantém tucanos em posições chaves … nomeia ministro plim-plim … tem ex-funcionário da globo tomando conta do cofre … nomeia juizes-tucano para o STF …

Tem mais que apanhar todo dia mesmo …

Responder

    Fabio Passos

    11 de fevereiro de 2014 às 20h38

    Não tenha dúvida.
    Manter oligopólios é uma estupidez.
    Sustentar oligopólios da informação é estupidez ao quadrado!

    Inexplicável a submissão dos governos do PT a esta mídia canalha.

Elias

11 de fevereiro de 2014 às 14h08

Como seria bom dizer que Helena Chagas cometeu apenas alguns equívocos. Mas não. Ela tem consciência de que comunicação no Brasil é Rede Globo e mais os “9.963 veículos cadastrados e aptos a receber mídia em todo o país, na proporção de suas audiências e circulação”, mas aqui é que mora o perigo. Como se mede a audiência desses outros 9.963 veículos? E mesmo que possível fosse medir tal audiência, que tal apresentar os números das verbas publicitárias que vão para a Rede Globo e para o resto: 9.963 veículos? Não é de se duvidar que a Globo receba o filão e o reso só as migalhas. O que espanta, num país capitalista, é a submissão, é o complexo de capacho que o resto tem, sem se rebelar, sem dizer eu também sou mídia! Seguem suas vidinhas como TV de segunda classe. Aceitando um faturamento baixo por aceitar também seu “baixo nível de audiência” apontado pelo suspeitíssimo Globope.

PS: Nem vou entrar na discussão dos blogs por saber que a Secom “pelo jeito ainda vive no século 20 antes do advento da internet”, como disse José X. em comentário aqui.

Responder

FrancoAtirador

11 de fevereiro de 2014 às 01h36

.
.
A sigla do nome é HC.

Falta só um ‘F’ pra chegar lá.

É F…! Com PH!…
.
.

Responder

Carlos N Mendes

10 de fevereiro de 2014 às 22h20

Como diria um célebre político americano, “é o dinheiro, estúpido. SEMPRE é.”

Responder

Caracol

10 de fevereiro de 2014 às 20h42

Senhora ex-ministra, esse papo de republicanismo não me interessa. O que me interessa é poder ler uma imprensa que seja informativa. Eu quero ser informado dos fatos reais, e não das mentiras, omissões e falsidades de uma imprensa que se faz de partido político. Como cidadão, “republicano” ou não, tenho esse direito, e em se tratando de mídia televisiva, mais ainda, pois trata-se de Concessão Pública. PÚBLICA, viu, ex-ministra? RES PÚBLICA, tá?

Responder

marcosomag

10 de fevereiro de 2014 às 20h19

A política do governo petista desde Lula deveria ter sido cortar todas as verbas de publicidade institucional do governo dos notórios inimigos das mudanças que começaram a serem feitas no Brasil. Poderiam anunciar na Globo/Abril/OESP/Folha/RBS exclusivamente estatais que disputassem mercado, como Petrobrás, Banco do Brasil e CEF.

Todos os contratos de produtos e serviços dos grupos citados acima deveriam ser cancelados e sua aquisição proibida em todo a máquina federal, incluindo as estatais. Assinaturas de tv, jornais, revistas, livros didáticos e paradidáticos, obras literárias. TUDO!

Deveria ter seguido o bom exemplo do projeto do Anthony Garotinho em acabar com a obrigatoriedade da publicação de balanços pela mídia impressa, transferindo tudo para a internet. Até a CVM, que de dilmista não tem nada, já acabou com este monopólio absurdo.

O conceito de mídia técnica deveria ser reavaliado levando em conta a brutal mudança no consumo de conteúdo que há no Brasil com a popularização da internet, não só nos desktops, mas em receptores móveis como tablets, notebooks e telefonia celular.

Mas, enquanto Helena, “a chaga” esteve na SECOM, assistimos a aplicação de um conceito de mídia técnica adequada aos anos 80, com o governo petista alimentando diligentemente os “tamagochis” da velha mídia com verbas públicas.

“A chaga” já foi. Falta o HIBernardo e o Mercadante (que comprou milhares de assinaturas de uma revista da Abril que prega uma pedagogia neoliberal).

Responder

Vicente

10 de fevereiro de 2014 às 17h07

O papel da SECOM não é transmitir as ações do governo? E que forma mais eficiente de transmitir essas ações colocando propaganda nas mídias de maior audiência? Fortalecer as “mídias alternativas” com dinheiro público não é papel da SECOM.

Responder

Luís Carlos

10 de fevereiro de 2014 às 16h45

Os amigos dela e não do governo.

Responder

João R. Brandão

10 de fevereiro de 2014 às 15h47

É o que está dando o tal de “ser republicano”; bobagem implantada no governo petista por Marcio Thomaz Bastos. Colocaram verdadeiros “quintas colunas” em posições estatégicas do governo.

Colocaram Tuminha na Secretaria de Justiça; deixaram Meirelles oitos na direção do Banco Central, fazendo a política que os banqueiros mais gostam, subir os juros básicos, quando a situação econômica requeria a baixa. Tem inúmeros outros que continuam no atual governo.

No governo de Dilma, Helena Chagas foi a mais notória “republicana”, isto é; conceder benesses aos grandes grupos da mídia inimigos do governo e do povo.

A rota do governo Dilma está sendo um pouco corigida, um pouco só, dado a não existência mais da certeza de ser reeleita no primeiro turno.

Responder

Euler

10 de fevereiro de 2014 às 15h42

Que papo mais furado do mundo é este da ex-ministra, segundo a qual a publicidade do governo federal é distribuída de “forma republicana”? A maior parte desta publicidade, ou quase toda, vai para o monopólio da mídia, criminoso, altamente nocivo aos interesses da maioria da população brasileira.

Penso que o critério de distribuição de publicidade tem que levar necessariamente em conta o conteúdo dos meios de comunicação, a qualidade do que é produzido, a pluralidade, a diversidade, e a preservação da cultura e dos interesses nacionais, regionais, locais e dos trabalhadores.

É um crime transferir verba pública de forma prioritária para empresas que atacam os interesses nacionais e dos de baixo, como Globo, Band, SBT, Veja, Folha, Estadão, Itatiaia (em MG), entre outros. Com estes recursos eles contratam canastrões da mídia para atacar os interesses do povo. O critério de distribuição jamais poderia ser quantitativo enquanto ponto prioritário, ainda mais com estes mecanismos furados de medição.

E que papo é este de “ação entre amigos”? Por acaso, como bem destacou o autor do post, a preferência dada à rede Globo não constituiria uma “ação entre inimigos”?

E no caso do governo federal, sobretudo se está comprometido com os de baixo, a publicidade tem necessariamente que fortalecer uma imprensa alternativa à mídia golpista. Que republicanismo é este que ao invés disto, você fortalece uma imprensa partidária pró-tucana, que quer derrubar o governo federal, a república, quer cassar nossos direitos mais elementares, inclusive o de opinião, quer dar o golpe, enfim?

Nos poupem deste falso republicanismo!!!

Responder

José X.

10 de fevereiro de 2014 às 14h13

Infelizmente Dilma é turrona demais. Demorou pra dispensar a Ana de Hollanda, num ministério politicamente fraco, e demorou MUITO MAIS para dispensar a incompetente Helena Chagas (que pelo jeito ainda vive no século 20 antes do advento da internet) de um ministério importantíssimo como a secretaria de Comunicações. Como diz o velho ditado, “a propaganda é a alma do negócio”, e nesse departamento Dilma está tomando de lavada do PIG+PSDB+STF. Espero (sendo arrogante)que Dilma tenha aprendido a lição.

Responder

Luís Carlos

10 de fevereiro de 2014 às 14h05

Morreu cinegrafista Santiago da Band, atingido por rojão lançado contra ele enquanto trabalhava por Black Blocs. Após incendiarem fusca com família (uma criança dentro) agora assassinaram cinegrafista que estava trabalhando. Cinegrafista e fusca com família de trabalhadores eram símbolos do poder opressor do Capital? Não, mas se transformam em símbolo da violência e falta de compromisso de Black Blocs com pessoas comuns e pautas dos trabalhadores. Lamento pela morte de Santiago e por família dele. Que os assassinos paguem por isso e sejam desmascarados.

Responder

Luís Carlos

10 de fevereiro de 2014 às 13h58

Helena deu asas aos adversários do Governo Dilma e do PT.

Responder

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