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Economista filiado ao PSB diz que candidata afronta memória de Arraes


01/09/2014 - 19h37

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A educadora Neca Setubal, acionista do Banco Itaú, ajudou a coordenar o programa de governo de Marina que prevê autonomia para o Banco Central, ou seja, o fortalecimento dos bancos na formulação da política econômica

Brasil. Como sobreviver?

por Adriano Benayon*

01.09.2014

via Facebook da Bernadette Siqueira Abrão

As TVs e a grande mídia promovem intensamente a candidata que surgiu com a morte do desaparecido na explosão. Marina Silva costuma ser apresentada como defensora do meio-ambiente e como diferente de políticos que têm levado o País à ruína financeira e estrutural, como foram os casos, em especial, de Collor e de FHC.

2. Mas Marina não representa ambientalismo algum honesto, nem qualquer outra coisa honesta. O que tem feito é, a serviço do poder imperial angloamericano, usar a preservação do meio ambiente como pretexto para impedir — ou retardar e tornar absurdamente caras — muitas obras de infra-estrutura essenciais ao desenvolvimento do País.

3. Pior ainda, a tirania do poder mundial, com a colaboração de seus agentes locais, já ocupa enormes áreas, notadamente na região amazônica, para explorar não só a biodiversidade, mas os fabulosos recursos do subsolo, verdadeiro delírio mineral, na expressão do falecido Almirante Gama e Silva, profundo conhecedor da região e, durante muitos anos, diretor do projeto RADAM.

4. Além da pregação enganosa sobre o meio ambiente, o império vale-se de hipocrisia semelhante em relação à pretensa proteção aos direitos dos indígenas, a fim de apropriar-se de imensas áreas, que os três poderes do governo têm permitido segregar do território nacional, pois brasileiro não entra mais nelas.

5. As ONGs ditas ambientalistas, locais e estrangeiras, financiadas pela oligarquia financeira britânica, como a Greenpeace e o WWF (Worldwide Fund for Nature) trabalham para quem as sustenta, não estando nem aí para o meio-ambiente.

6. Isso é fácil de notar, pois não dão sequer um pio contra a poluição dos mares, produzida pelo cartel anglo-americano do petróleo: a mais terrível poluição que sofre o planeta, pois os oceanos são a fonte principal do oxigênio e do equilíbrio da Terra.

7. Marina foi designada ministra do meio ambiente, em Nova York, quando Lula, antes de sua posse, em janeiro de 2003, foi peitado por superbanqueiros, em reunião após a qual anunciou suas duas primeiras nomeações: Meirelles para o BACEN e Marina Silva para o MME.

8. Empossada no MME, Marina, nomeou imediatamente secretário-geral do ministério o presidente da Greenpeace, no Brasil.

9. Marina foi dos poucos brasileiros presentes, quando o príncipe Charles reuniu, na Amazônia, outros chefes de Estado da OTAN e caciques das terras que ele e outros membros e colaboradores da oligarquia mundial já estão controlando por meio de suas ONGs e organizações “religiosas”, como igreja anglicana, Conselho Mundial das Igrejas etc.

10. Todos deveriam saber que os carteis britânicos da mineração praticamente monopolizam a extração dos minerais preciosos, e a maioria dos estratégicos, notadamente no Brasil, na África, na Austrália e no Canadá.

11. Os menos desavisados entenderam por que Marina desfilou em Londres, nas Olimpíadas de 2012, única brasileira a carregar a bandeira olímpica.

12. É difícil inferir que o investimento da oligarquia do poder mundial em Marina Silva visa a assegurar o controle absoluto pelo império angloamericano das riquezas naturais do País?

13. Algo mais notório: a mentora ostensiva da candidatura de Marina é a Sra. Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, o que tem maiores lucros no Brasil, beneficiário, como os demais, das absurdas taxas de juros de que eles se cevam desde os tempos de FHC, insuficientemente reduzidas nos governos do PT.

14. Não há como tampouco ignorar as conexões do Itaú e de outros bancos locais com os do eixo City de Londres e Wall Street de Nova York.

15. D. Marina nem esconde desejar que o Banco Central fique ainda mais à vontade para privilegiar os bancos a expensas do País, que já gasta 40% de suas receitas com a dívida pública, sacrificando os investimentos em infra-estrutura, saúde, educação etc.

16. Contados os juros e amortizações pagos em dinheiro e os liquidados com a emissão de novos títulos, essa é despesa anual com a dívida pública, a qual, desse modo, cresce sem parar (já passa de quatro trilhões de reais).

17. Ninguém notou que Marina — além de regida pelo Itaú — já tem, para comandar sua política uma equipe de economistas tão alinhada com a política pró-imperial como a que teve o mega-entreguista FHC, e como a de que se cercou Aécio Neves?

18. Como assinalou Jânio de Freitas, Marina e Aécio se apresentam com programas idênticos. Na realidade, é um só programa, o do alinhamento com tudo que tem sido reclamado pela mídia imperial, tanto pela do exterior, como pela doméstica.

19. Da proposta de desativar o pré-sal – a qual fere mortalmente a Petrobrás, que ali já investiu dezenas de bilhões de reais, e beneficia as empresas estrangeiras, as únicas, no caso, a explorá-lo — até à substituição do Mercosul por acordos bilaterais — como exige o governo dos EUA — Marina e o candidato do PSDB estão numa corrida montando cavalos do mesmo proprietário, com blusas idênticas, diferenciadas só por uma faixa.

20. Por tudo, a figura de Marina antagoniza o pensamento do patrono do PSB, João Mangabeira, e o de seu fundador, Miguel Arraes, cujas memórias estão sendo rigorosamente afrontadas.

21. Não há, portanto, como admitir que os militantes do PSB fiquem inertes vendo a sigla tornar-se instrumento de interesses rapinadores das riquezas nacionais e prestando-se a que oligarcas internos e externos se aproveitem do crédito que os grandes nomes do Partido granjearam no coração de milhões de brasileiros de todos os Estados.

22. Há, sim, que recorrer a medidas apropriadas, previstas ou não, nos Estatutos do Partido, para que este sobreviva e ajude o Brasil a sobreviver.

23. De fato, estamos diante de um golpe de Estado perpetrado por meios aparentemente legais, incluindo as eleições. Parafraseando o Barão de Itararé, há mais coisas no ar, além da explosão de avião contratado por um candidato em campanha.

24. A coisa começou quando políticos e parlamentares notoriamente alinhados com os interesses da alta finança, e outros enrustidos, articularam a entrada de Marina na chapa do PSB, acenando a Eduardo Campos com o potencial de votos e de grana que ela traria.

25. Fazendo luzir a mosca azul, a Rede o pegou como peixes de arrastão.

26. Alguém viu a foto de Marina sorrindo no funeral do homem? Alguém notou que, imediatamente após a notícia da morte dele, a grande mídia, em peso, dedicou incessantemente o grosso de seus espaços à tarefa de exaltar D. Marina?

27. Os golpes, intervenções armadas e outras interferências, por meio de corrupção, praticadas a serviço da oligarquia financeira angloamericana, em numerosos países, inclusive o nosso, desde o Século XIX, deveriam alertar-nos para dar mais importância a contar com bons serviços de informação e de defesa.

28. Golpes de Estado podem ser dados através de parlamentos, poderes judiciários, além de lances como os que estão em andamento. Agora, a moda adotada pelo império angloamericano, como se viu em Honduras e no Paraguai, na suposta primavera árabe, na Ucrânia etc., é promover golpes de Estado, sem recorrer às forças armadas, as quais, de resto, no Brasil, têm sido esvaziadas e enfraquecidas, a partir dos governos dirigidos por Collor e FHC.

* Adriano Benayon é doutor em economia, autor do livro “Globalização versus Desenvolvimento” e ainda filiado ao PSB.

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27 comentários

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Zilda

03 de setembro de 2014 às 09h59

Azenha, o que está havendo com o dispositivo de encaminhar matérias para outras pessoas? Sempre aparece na página uma mensagem dizendo que há erro e não completa o encaminhamento.

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AntonioC

02 de setembro de 2014 às 21h12

Esse comentário sobre a Marina é como se fosse o mal para o Brasil.O Capeta Marina vai destruir o Brasil.

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FabioT

02 de setembro de 2014 às 17h55

cid gomes disse que ela não dura 2 anos se eleita, vão esperar independencia do BC, mudanças no pre-sal, na previdencia , etc e dai ela vira um celso pitta sem mais utilidade

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José Eduardo

02 de setembro de 2014 às 13h32

Então por que diabos o PSB não vetou a candidatura Marina? Cegueira, cochilo, oportunismo? Agora é tarde para chorar! O problema é se ela for eleita todos sofrerão. Menos, é claro, a turma do dinheiro grosso daqui e de alhures…

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francisco

02 de setembro de 2014 às 12h04

o socialistas devem estar apreensivos com tamanhas revelações sobre a osmarina, de viagra do psdb a hospedeiro de fundamentalista e o fim do partido.

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Urbano

02 de setembro de 2014 às 11h52

Senhor Roberto Amaral, quando da apresentação de contas da campanha do seu partido à Justiça Eleitoral, não se esqueça do que disse recentemente, quando de uma nota à sociedade, na qual consta inclusive o seguinte: “Hoje (19/08), fui agredido pelo pasquim eletrônico assinado pelo ex-jornalista Ricardo Noblat. A direita alugada não compreende minha integridade. Irrita-lhe minha coerência política e meu papel como Presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de cuja refundação fui responsável em 1985…”.
Como é visto claramente, nesse instante o senhor tem uma oportunidade de ouro de ratificar exatamente isso, sem deixar a menor sombra de dúvidas. Boa Sorte.

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Lenir

02 de setembro de 2014 às 11h40

Não que não haja salvação fora do PT, pois o Brasil é um pais rico (tanto seu povo como ele em si só), porém é certeza absoluta que haverá um retrocesso em todas as conquistas do povo brasileiro dos últimos 12 anos e com certeza jamais serão repostas. Obs: Vide a privataria do FHC (um patrimonio de bilhões de $ que custou sacrificios de gerações de brasileiros, inclusive a minha, foi privatizado seu autorização de seu povo). Mas já quem quem decide é a maioria que seja assim, mas vão amargurar uma decepção tão grande que….. Abraços.

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El Cid

02 de setembro de 2014 às 11h08

…e o tapete começa a fica pequeno para esconder as sujeiras:

“Empresa de vigilância pagou despesas de avião de campanha do PSB”

http://oglobo.globo.com/brasil/empresa-de-vigilancia-pagou-despesas-de-aviao-de-campanha-do-psb-13799113

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marcelo

02 de setembro de 2014 às 10h46

Qto ao jatinho, muito me espanta um automóvel ter proprietário em documento do detran e um jatinho só um contrato de gaveta.
Qto maior o bem material mais facilidades…da proxima vez qu eo governo der IPI zero pra jatinho, compro um, juro, que compro…rs

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Leandro_O

02 de setembro de 2014 às 09h23

Assisti ao documentário “Dossie Jango” e fiquei preocupado com uma possível tomada de direção oposta à formação dos BRICS caso outro(a) que não a Dilma seja eleito(a). Aliás, neste documentário consta que Miguel Arraes havia alertado Jango de um possível assassinato pelas forças contrárias à hegemonia do país (com participação de agentes infiltrados da CIA – não vou citar o nome aqui, mas no documentário consta), como ocorreu com outros aqui e nos países vizinhos, como o Prats no Chile.

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Emerson

02 de setembro de 2014 às 09h14

BOMBA! BOMBA! BOMBA!
MARINA SILVA ESTARIA LIGADA AO GENOCIDA DO AMIANTO, CONDENADO EM SEGUNDA INSTÂNCIA NA ITÁLIA A 18 ANOS DE CADEIA PELA MORTE DE 2000 OPERÁRIOS EM SUAS FÁBRICAS NA ITÁLIA.

A informação segue em espanhol. Foi publicada em rebelion.org
É sério e é gravíssimo. É preciso repercutir essa informação enquanto há tempo.
É PRECISO TRADUZIR E DIVULGAR AO MÁXIMO ESSA INFORMAÇÃO. HÁ INCLUSIVE FOTOS DELA PARTICIPANDO DE EVENTO DA AVINA, ORGANIZAÇÃO DE COOPTAÇÃO DE EMPREENDEDORES SOCIAIS CRIADA POR SCHMIDHEINY, O GENOCIDA DO AMIANTO.

http://www.rebelion.org/docs/189129.pdf

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Carlos

02 de setembro de 2014 às 08h45

Osmarina é a bruxa dos contos fadas, a do pior tipo: aquela que se transforma na figura de uma bondosa velhinha para convencer a Branca de Neve a morder a maçã envenenada. E faço ao que se anda perguntando: e o presidente do PSB, e Erundina, vão continuar avalizando o cavalo de troia que banqueiros, especuladores, sonegadores e interesses estrangeiros está tentando empurrar para dentro dos nossos muros?

Responder

FrancoAtirador

02 de setembro de 2014 às 03h09

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A NOVA POLÍTICA DE MARINA SILVA

Por Flávia Biroli*, no FB

A candidata do PSB, Marina Silva, se apresenta como a representante da ‘nova política’.

A política não seria feita de acordos e disputas entre partidos políticos e grupos na sociedade, mas de uma reunião das pessoas ‘de bem’.
Quem define quem faz parte da ‘nova política’ é a própria candidata,
com uma sabedoria que, ao que parece, viria da pureza
de quem está fora da política e imbuída de uma missão.

Acreditava que no Brasil de hoje não havia o risco de um novo salvador.
Afinal, o momento em que Collor apareceu como candidato da ‘nova política’,
contra a política dos marajás, parece não apenas distante, mas de algum modo aquém do patamar em que as disputas se colocaram desde então.

Estava enganada.

Temos hoje novamente uma candidata que se apresenta como a representante da ‘nova política’.
A recusa da dinâmica política aparece como a solução, os partidos e as instituições são vistos como entraves, mas sua candidatura só foi possível porque seguiu a rota mais convencional do casuísmo, tomando carona em um partido que nada tem a ver com a agenda que parecia ser a sua.
E tudo para garantir que não ficaria de fora da disputa eleitoral, mesmo não acreditando nos caminhos desta política.

Marina Silva também se apóia em concepções da economia que nada têm de novas, que são defendidas há décadas pelos banqueiros e pelos economistas que estão com ela – eles tiveram, aliás, lugares bem pagos e de prestígio em consultorias, bancos e em governos anteriores.

Maior controle do mercado sobre o Banco Central (a independência do BC),
ajustes na economia para restabelecer a ‘confiança’ dos investidores,
é assim o ‘novo’ de Marina Silva.

Ela é ‘nova’ financiada pelo Itaú, fazendo acordos com o agronegócio

e com uma agenda econômica produzida por André Lara Resende
(quem não se lembra dele, pode lançar no google confisco da poupança no governo Collor, grampo do BNDES, banco Matrix, privatização da Telebrás etc.)
e Eduardo Gianetti
(que repete a fórmula dos “ajustes duros” e da autonomia do Banco Central, além de elogios à política econômica de Fernando Henrique Cardoso).

O fundamentalismo religioso a coloca numa posição em que a crença supera os direitos individuais.
Já falou a favor do criacionismo, recusando o conhecimento científico.
É contrária aos direitos dos homossexuais e prefere diluir os problemas em noções vagas de diferença a enfrentar o fato de que sua posição colabora para a recusa da cidadania e para a violência contra tantas pessoas.
É mulher na política, mas retirou a palavra ‘sexismo’ do seu programa de governo.
Afinal, conflitos são coisa do passado.

O que ela teria de distinto, sua identidade de ambientalista, vai rapidamente pelo ralo.
Afinal, é preciso garantir a ‘confiança’.
E como não há conflitos na sociedade dos discursos de Marina Silva,
as dúvidas sobre os transgênicos se resolvem definindo
áreas de plantio para transgênicos e não-transgênicos:
um caminho para a paz entre o agronegócio e os ambientalistas, afinal!
E o etanol se transforma em aliado do ambientalismo,
garantindo um lugar para os usineiros no pacote da ‘nova política’.

O messianismo garante que Marina Silva seja ‘líder nata’ sem propostas
e com a entrada mais tradicional no jogo político.

Ela está acima das disputas e dos conflitos.

E os acordos… bem, os acordos são feitos à velha moda, nos bastidores,
enquanto ela repete ‘nova política’, ‘nova política’, ‘nova política’.

Sabemos, no entanto, que os conflitos sociais não desaparecem
e os apoios de banqueiros, investidores e empresários são cobrados depois.

Sabemos também que por mais complicado que seja governar com instituições democráticas,
sem elas nós todos nos tornamos reféns do que nos reservam as boas intenções
ou a vontade de uma ‘iluminada’.

* Flávia Millena Biroli Tokarski possui Graduação em Comunicação Social –
Habilitação em Jornalismo – pela Universidade Estadual Paulista (UNESP); Mestrado e Doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É Professora Associada do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), onde coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades e edita a Revista Brasileira de Ciência Política. (http://lattes.cnpq.br/8594255215633547)

(https://www.facebook.com/estaeumacoxinha?ref=stream&fref=nf)
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Responder

Gerson Carneiro

02 de setembro de 2014 às 00h03

Marina é um conto de fodas.

Responder

    Lukas

    02 de setembro de 2014 às 10h50

    Para ser engraçado é preciso talento.

    El Cid

    02 de setembro de 2014 às 11h06

    e você tem de sobra, né?

Maria Izabel L Silva

01 de setembro de 2014 às 22h40

Meu filho. Vamos combinar. O PSB a acolheu e a colocou nessa posição. O próprio Eduardo Campos, neto de Arraes, patrocinou e fez questão que ela fosse sua vice. Hoje o partido todo se regozija com a possibilidade de conquistar a Presidência da Republica. É uma vergonha ver políticos do PSB que, até o ano passado, estavam acomodados em um centena de cargos no governo federal, e hoje se colocam ao lado de Marina como se fosse vitória deles. Erundina? Roberto Amaral? Fala serio… Miguel Arraes? Já foi esquecido há muito tempo. Pernambuco marinou, digo, avinagrou. E agora vem você se auto flagelar. Não me comove nem um pouco. Não sei o que é pior: o senhorio ou o inquilino da sigla.

Responder

andre

01 de setembro de 2014 às 22h12

Quadrilha do jatinho e PSB zombam do país com “contrato papel de pão”
Autor: Fernando Brito

A Folha revela hoje o que é, aos olhos até de um adolescente, uma fraude.

O “contrato” de compra do Cessna que servia à campanha de Eduardo Campos e Marina Silva é, obviamente, uma falsificação primária.

Um contrato de mais de R$ 20 milhões se resume a uma “carta de intenção” apócrita, porque traz uma assinatura de “alguém” (ou de ninguém) que sequer se identifica.

Não é preciso mais que os dois fragmentos exibidos pelo jornal para que se veja que é uma montagem, onde uma pessoa física (“me proponho”, sic) não identificada manifesta a “intenção de compra” do avião.

Bastou isso para “levar” um aparelho de US$ 8,5 milhões de dólares e passar a empregá-lo nos deslocamentos de Eduardo Campos e Marina Silva pelo país.

Detalhe sórdido da falsificação: a “validade” da ” intenção de compra” é o mesmo dia em que se a assina.

Portanto, não haveria “intenção de compra”, mas compra.

Os advogados ouvidos pela Folha classificam o documento de “papel de pão”, algo sem validade jurídica.

Não seria preciso ouvir advogados, basta imaginar se você entregaria uma automóvel apenas com um papel assim.

Não é um “papel de pão”, porém, é um documento forjado.

Ou forjado depois do acidente, na esperança de dar “cobertura” a um negócio escuso ou, forjado na ocasião, para dar formalidade a uma transação onde o nome do verdadeiro comprador não poderia aparecer.

Estamos diante de uma quadrilha, que não apenas age para violar as leis – eleitorais, comerciais e fiscais – como se associa para encobrir aos olhos da Justiça este crime.

A Folha, certamente, está “guardando” para novas matérias os detalhes desta carta “de más intenções” que revela hoje.

Já não é o caso de pedir, como determina o Procurador Geral da República, os documentos desta transação.

É o de apreendê-los, porque se tratam, evidentemente, de provas de crimes.

O de obter e incorporar a uma campanha política um bem de mais de 20 milhões, de uma empresa que, em recuperação judicial, agiu em fraude aos seus credores.

E o de quem, simulando esta compra e sustentando diante da opinião pública desculpas e justificativas pueris, está fraudando a formação de consciência de todo um país.

Se não o fizerem, estarão deixando 203 milhões de brasileiros serem vítimas de um estelionato sem comparação em um país democrático.

O PSB tem 24 horas, prazo de sua segunda prestação de contas parcial, para declarar e comprovar a origem do avião.

E para decidir se vai se associar – a si como partido e à sua candidata – a crimes que vão além do Código Eleitoral.

Que são, inapelavelmente, do Código Penal.

Responder

FrancoAtirador

01 de setembro de 2014 às 22h07

.
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Folha/UOL:
Está segura de que Marina vai assumir
todos os compromissos expressados?

NÉCA DO ITAÚ:

Vai, certeza.

O Mercado visualizando as pessoas
que estão ao lado dela
vai ter muito mais segurança [SIC].

Ela já tem vários economistas.

Terá outras, mais operadoras [SIC].

Tem [Eduardo] Giannetti, André Lara Rezende,
Eliana Cardoso, José Eli da Veiga.
São economistas que têm um olhar mais acadêmico.

Eles já dão um certo aval para o Mercado [SIC] –
embora eu entenda que não seja suficiente
porque eles são mais teóricos.

Acredito que ao longo da campanha
nós vamos ter outras pessoas [SIC]
que estarão se aproximando,
que são mais, vamos dizer, operadores [SIC].
.
.
Curiosidade

Quais serão mesmo os “OPERADORES DO MERCADO”

que a Néca do Itaú diz que vão atuar com a MaNé?
.
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Responder

Brancaleone

01 de setembro de 2014 às 22h01

Prezado Sr. Azenha.

E o “Prezado” antes do “Sr” antecipa o tema…

Dias atrás postei um comentário onde demonstrava minha indignação (palavra forte, exagerada até) com o que considerava censura aos meus escritos, praticado(s) pelo(s) moderador(es) do Viomundo.

O Sr. até chamou-me de cômico…

Errei.

Não tem censura. Uma demora na aprovação dos comentários postados talvez mas censura não.

Apresento-lhe minhas desculpas. Meu arroubo anti censura foi indevido.

Claro que não arredo um milímetro de minhas convicções e opções nem de minhas opiniões sobre o PT, a Dilma, Lula e “et caterva” e muito menos sobre a esquerda brasileira e mundial.

É isso.

Responder

Fabio Passos

01 de setembro de 2014 às 20h22

Não há dúvida que marina é a candidata das oligarquias financeiras nacionais e internacionais.
Ponta de lança dos interesses neoliberais, que não aceitam um Brasil soberano. Independente.
O imperialismo tem candidata. Seu nome é marina.

Responder

    Lukas

    01 de setembro de 2014 às 22h32

    O tempo todo vocês diziam que o Aécio era o candidato das oligarquias nacionais e internacionais. Agora é a Marina. Parece que qualquer um que se contraponha ao PT está a serviço das oligarquias.

    Só o PT presta.

    Luiz Carlos Azenha

    01 de setembro de 2014 às 22h34

    Que tal ambos?

    Marcia Noemia

    01 de setembro de 2014 às 23h45

    É simples assim: os dois são.

    Paula

    01 de setembro de 2014 às 23h51

    Aécio totalmente empacado, as oligarquias iam ficar só assistindo a vitória de Dilma, Lukas? Acho que não… E vc?

    Lukas

    02 de setembro de 2014 às 10h53

    Caso fosse o PSOL a desafiar o PT, chamariam o partido de esquerda que a direita gosta.

    Não há salvação fora do PT.


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