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A resposta ao neoliberalismo “de esquerda”


23/05/2011 - 15h47

O manifesto “Democracia Real Ya”
By admin– 21/05/2011

do blog Outras Palavras

Somos pessoas como você – não produtos do mercado. Unidos, podemos mudar. Vem conosco . É teu direito

Somos pessoas comuns. Somos como você: gente que se levanta pela manhã para estudar, trabalhar ou buscar trabalho. Gente que tem família e amigos. Gente que trabalha duro todos os dia para viver e dar um futuro melhor aos que nos rodeiam.

Alguns de nós consideram-se mais progressistas; outros, mais conservadores. Uns crêem, outros não. Uns têm ideologias bem definidas, outros nos consideramos apolíticos… Mas todos estamos preocupados e indignados com o panorama político, econômico e social que vemos em nosso redor. Com a corrupção dos políticos, empresários, banqueiros… Com a condição indefesa do cidadão comum.

Esta situação nos atinge a todos, diariamente. Mas se nos unirmos, podemos mudá-la. É hora de nos colocar em movimento, hora de construir entre todos uma sociedade melhor. Por isso, sustentamos firmemente o seguinte:

— As prioridades de qualquer sociedade avançada devem ser a igualdade, o progresso, a solidariedade, o livre acesso à cultura a sustentabilidade ecológica e o desenvolvimento, o bem-estar e a felicidade das pessoas.

— Existem direitos básicos que deveriam ser assegurados nestas sociedades: direito à moradia, ao trabalho, à cultura, à saúde, à educação, à participação política, ao livre desenvolvimento pessoal, e direito ao consumo dos bens necessário para uma vida sã e feliz.

— O atual funcionamento de nosso sistema econômico e governamental não atende a estas prioridades e é um obstáculo para o progresso da humanidade.

— A democracia parte do povo (demos=povo; cracia=governo), portanto o governo deve ser do povo. Porém, neste país a maioria da classe política sequer nos escuta. Suas funções deveriam ser levar nossa voz às instituições, facilitando a participação política cidadã e procurando o maior benefício para o grosso da sociedade – não enriquecer-se às nossas custas, atendendo apenas as ordens dos grandes poderes econômicos e aferrando-se ao poder por meio de uma ditadura plutocrática encabeçada pelas siglas inamovíveis do PPSOE1.

— A ânsia de acumulação de poder em poucos gera desigualdade, crispação, injustiça, e conduz à violência, que rechaçamos. O modelo econômico vigente afunila o mecanismo social num torvelinho que consome a si mesmo, enriquecendo a poucos e mergulhando o resto na pobreza e escassez. Até o colapso.

— A vontade e fim do sistema é a acumulação de dinheiro, colocando-a acima da eficácia e bem-estar da sociedade. Desperdiçando recursos, destruindo o planeta, gerando desemprego e consumidores infelizes.

— Os cidadãos formamos parte da engrenagem de uma máquina destinada a enriquecer a uma minoria que não sabe de nossas necessidades. Somos anônimos, mas sem nós nada disso existira, pois nós movemos o mundo.

— Se como sociedade aprendemos a não confiar nosso futuro a uma abstrata rentabilidade econômica que nunca desemboca em benefício da maioria, poderemos eliminar os abusos e carências que todos sofremos.

— É necessária uma Revolução Ética. Colocamos o dinheiro acima do Ser Humano e precisamos colocá-lo a nosso serviço. Somos pessoas, não produtos do mercado. Não sou apenas o que compro, o motivo por que compro e de quem compro.

Por tudo isso, estou indignado.

Acredito que posso mudar

Acredito que posso ajudar

Sei que unidos podemos.

Vem conosco. É teu direito.

1 Fusão das siglas PP e PSOE, dois maiores partidos espanhois – Nota da Tradução

PS do Viomundo: Quando a esquerda começa a fazer o trabalho sujo da direita, dá nisso…





30 comentários

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JOSE DANTAS

05 de junho de 2011 às 18h38

O autor ao tempo em que reclama direito ao trabalho taxa a classe empresarial de corrupta e diz que o governo não atende essa demanda crescente por emprego. Realmente pensar em resolver o problema do desemprego através da oferta de vagas pelo governo é um absurdo em um País capitalista. Quem tem que empregar é o empresário, corrupto ou não, é ele que gera o emprego com a finalidade de produzir e obter lucro com a atividade e assim abrir novos negócios e gerar novos empregos, pagando o salário ditado pela lei da oferta e da procura. Hoje em dia um pedreiro ganha dois salários mínimos e a tendência é que ganhe mais a medida que novos investimentos na construção civil forem sendo realizados e a maior parte deles é da parte da iniciativa privada. O trabalhador jamais será remunerado pelo sindicato e sim pelo setor produtivo enquanto achar interessante o negócio, caso contrário acontece o desemprego, onde nem greve o sujeito pode fazer, enquanto isso o sindicalista sobe no palanque e fatura o dele.

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pap

04 de junho de 2011 às 16h05

luciano huck + marina silva + roberto freire = a esse discurso supra citado

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laura

26 de maio de 2011 às 21h34

Pois o PT- pelo menos o José Dirceu- está recomendando em seu site uma "reforma previdenciária" que retira direitos trabalhistas e acaba com o estado de bem estar social.Em muitos casos o PT começa a fazer o trabalho da direita, infelizmente.

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Luis

26 de maio de 2011 às 10h59

Olá Pessoal, essa papo de direita e esquerda da época da revolução Francesa não cola mais, isso não é liberalismo de esquerda como proponhe esse post. Na verdade a idéia de direita e esquerda está acabando. Não podemos viver medindo a política com atraso ideológico. Temo no mundo um estranho movimento de chega de falta de praticidade. Os movimentos neoliberais e os movimentos socialista, não dão certo e sabemos disso precisamos de novas cabeças pensando para um mundo melhor

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José Roberto

24 de maio de 2011 às 10h32

A propósito, esta crônica do Millôr vem a calhar com que foi dito aí em cima; http://boilerdo.blogspot.com/2011/05/fabulas-fabu

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Em jogo, o futuro da Grécia – e da União Europeia | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de maio de 2011 às 09h41

[…] Leia aqui sobre a reação dos espanhóis ao desmantelamento dos direitos sociais […]

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Fabiano Araujo

24 de maio de 2011 às 00h47

Será mesmo que o povo espanhol está cobrando a conta? Domingo votou em massa no PP (Partido Popular (sic!)) de direita. A exceção foi o país basco. Este partido (popular!) é constituido por diversos políticos oriundos de grupos fascistas que participaram do governo franquista, inclusive, alguns são oriundos de grupos familiares que participaram de assassinatos de republicanos durante a guerra civil e após, como é o caso do ex- primeiro ministro José Aznar. Além do mais, o povo espanhol permite a permanência no trono de uma pessoa como Juan Carlos que teve como tutor Franco! Seria o mesmo se na Alemanha tivesse alguém na presidência, cuja educação tivesse sido conduzida por Hitler. O que parece é que as pessoas concentradas na Puerta del Sol não tem vínculos tão profundos com a maioria (reacionária) da sociedade espanhola.

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Marcelo de Matos

24 de maio de 2011 às 00h01

“É necessária uma Revolução Ética. Colocamos o dinheiro acima do Ser Humano e precisamos colocá-lo a nosso serviço. Somos pessoas, não produtos do mercado. Não sou apenas o que compro, o motivo por que compro e de quem compro”. Sinceramente, gostei: é muito bonito. Só vejo um problema: devemos ter a mesma pauta dos trabalhadores espanhóis, que vivem o maior desemprego da Europa, ou de seus colegas de Portugal, Grécia e Irlanda, que estão na mesma situação?

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Luiz Fortaleza

23 de maio de 2011 às 22h34

Li, li e não vi nada que me acrescentasse algo de novo. Um discurso surrado, repetitivo, obvio… um discurso panfletário apenas… precisamos sermos mais teóricos e menos cartilhados…ideologicamente. Teoria nos leva a fazer a crítica numa mediação com a prática… ficar no discurso principista, não leva a nada…

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luiz pinheiro

23 de maio de 2011 às 21h48

Muito bonito, muita energia rolando na Plaza del Sol. Só que, com tanta militância contra o voto, a direita fez a festa nas urnas, e vai governar o país quase inteiro. Menos o País Basco, onde o povo foi votar e deu à esquerda a maioria dos conselheiros municipais.

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Fabio_Passos

23 de maio de 2011 às 20h08

Aqui no Brasil também acontece.
O Tony Malocci é talvez o melhor exemplo. Está no Partido dos Trabalhadores mas seu rabo pertence a banca.

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Mirtez

23 de maio de 2011 às 18h34

E pra mim "NON EKIXISTE" meio termo.

OU É DE ESQUERDA OU É DE DIREITA.

O resto é conversa fiada pra fazer igual aos direitalhas.

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Mirtez

23 de maio de 2011 às 18h32

Não aguento nem terminar de ler.

Azenha, você e os blogs progressistas têm que usar a internet e EXIGIR respeito desse governo que elegemos. Ficar chorando o leite derramado não adianta nada. TEMOS QUE AGIR.

Que tal uma convocação tipo a da Espanha pra fazer barulho e ver se esse governo acorda?
Quando foi pra derrubar o Collor os ADOLESCENTES foram pras ruas. Não importa o motivo,
mas que eles foram, foram.

Podemos repetir a dose, pois a situação está ficando insuportável.
Ninguém aguenta mais ver certas atitudes calado. Tá fazendo mal pro coração.

SUGESTÃO DE SLOGAN

"Elegemos o PT e não FHC"

FORA DO GOVERNO, DIREITALHA.

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Daniel

23 de maio de 2011 às 18h29

Não é pq elegemos alguém que não temos o direito de cobrar. As pessoas acham que devemos ser torcedores de partido A ou B.

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fernando

23 de maio de 2011 às 18h08

DO BRIZOLA NETO, GENIAL:

Quando a esquerda não se diferencia da direita, não pode exigir que a população a reconheça. E muito menos conservar a hegemonia eleitoral.

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fernandoeudonatelo

23 de maio de 2011 às 17h17

Bom, os partidos de centro-esquerda ainda não se atrelaram organicamente aos de direita no Brasil, mas existe uma movimentação tipicamente de aproximação, que não creio ser perda de identidade partidária, mas de reorientação no jogo político (trocando por miúdos: Oportunismo dos dois lados)

O PSD recente, mostra bem essa nuance. Não está contra mas nem tanto a favor, se o leque de interesses e figuras que o abrangem, tiverem alguma convergência de interesses. O importante é navegar com o compartilhamento de poder vigente, até que se vier uma nova ordem, sua direção é remodelada, mas seu núcleo social continua o mesmo.

Já o PT, tenta extender uma experiência utilizada no Chile, como o arco de alianças partidárias heterogêneas, a Concertación. Permite boa governabilidade em estratégias centrais, mas encontra sérios paradoxos em projetos auxiliares específicos. A começar pela divergência com a própria plataforma política.

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denilson

23 de maio de 2011 às 16h52

Isto está errado:

"ao neoliberalismo “de esquerda”"

Não é de esquerda. A esquerda continua ai, mesmo depois que o Muro de Berlim caiu, criticando, vendo, apredendo e propondo. É o neoliberalismo de partidos que se diziam de esquerda, mas atuaram como direita!

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CLAUDIO LUIZ PESSUTI

23 de maio de 2011 às 16h45

Pois e, enquanto isso , aqui no Brasil, Dilma manda todos os ministros defender o Palloci.E a tal da historia do "nao havera compromisso com o erro e com o malfeito"?

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Remindo Sauim

23 de maio de 2011 às 16h21

Eenquanto a Espanha não tinha entrado na crise mundial, esta juventude viajava pela Europa e pelo mundo, não se preocupando que em outros lugares da Terra não viviam no seu paraíso. Agora, eles caem na realidade e vão ter como todo mundo trabalhar 8 horas por dia. Esta atitude da juventude espanhola é o que levou seus partidos de esquerda a acharem que o capitalismo liberal era o eldorado sempre sonhado por eles. Mas pelo menos acordaram, menos mal. Quem faturou com isso foi a direita.

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Moacir Moreira

23 de maio de 2011 às 16h16

Que babacas esses blogueiros ditos independentes.

Fazem campanha para eleger uma pessoa medíocre como é o caso da Dilma e agora refugam e se arrependem..

No meu tempo , isso se chamava oportunismo.

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    Rato

    23 de maio de 2011 às 16h34

    Bom mesmo era o Plínio, né?

    Márcio Carneiro

    23 de maio de 2011 às 17h02

    Bom mesmo era o Serra, que representa a mesma "esquerda" que o PSOE espanhol. Políticos de raízes sociais democratas, mas por uma ironia do destino, caíram no conto neo-liberal, acreditando que meramente cumprindo metas e indicadores macro-econômicos, o pais iria magicamente se desenvolver.

    A "direita" brasileira, hoje, paga caro por ter seguido esse caminho, completamente esfacelada, o povo brasileiro cobrou dos 8 anos de FHC, apesar do controle da inflação, o extermínio do poder de compra da população. E agora o povo espanhol cobra do PSOE a mesma conta.

    Fabio_Passos

    23 de maio de 2011 às 19h00

    O Plinio era e ainda é sensacional.

    claudio

    23 de maio de 2011 às 16h39

    Pois eu acho que babaca é quem acha que existem pessoas boas e más, quem julga político pela "competência", e vai pra um debate político armado de preconceitos e usando de desqualificações.
    Auto-crítica realmente é um exercício difícil e doloroso.
    Não é pra pessoas que precisam de respostas prontas e absolutas.

    Só pra comentar

    23 de maio de 2011 às 17h31

    No meu tempo, comentário igual a esse seu, era mimimi de viuvinha da direita…

    M. S. Romares

    23 de maio de 2011 às 17h35

    Bom mesmo seria esse pateta ficar quietinho e chorar no ombro do Boca. No seu tempo, oportunismo tinha nome também: psdb e seus asseclas.

    Vinícius

    23 de maio de 2011 às 18h05

    Não é isso Moacir.

    Primeiro, se a pessoa da Dilma é medíocre ou não não é o caso né? O apoio foi por conta de que um governo mais ligado aos movimentos sociais, por menos que seja, é mais democrático que um governo que se lixa proa movimentos sociais. Daí, a ovação da Dilma que esteve em voga por um tempo, isso é outra história, também não concordo (nem tenho nada contra ela).

    Segundo, há arrependimento, mas não creio que por parte do Azenha, ou não tudo isso. Está mais pra vontade de pressionar o governo pra ser mais de esquerda.

    O que é uma coisa saudável, a consciência de que o político não é nosso defensor, não é um de nós; é nosso representante, mora perigosamente perto do inimigo, e tem que ser cutucado o tempo todo pra lembrar que a gente existe. Tenho esperança de que, num futuro longínquo, cutucaremos para que eles saibam quem é que manda.

    Leider_Lincoln

    23 de maio de 2011 às 21h02

    Babaca, meu caro, é você. Na minha terra é mostra de algum senhorio começar respondendo pelo tom do cumprimento. Em segundo lugar, medíocre, e isso mais obviamente, é novamente, você. Em terceiro lugar não há ninguém aqui refugando e se arrependendo, estamos é CRITICANDO, já que a elegemos para presidenta, não para deusa do Olimpo. Quem, como as focas, apenas bate palmas é a direita e gente como você. Isso não se chama ser oportunista. É se recusar a pastar. Se você gosta, meu chapa, vá em frente.
    E comece com mais educação. Você não está em meio a seus lacaios não.

    Pedro1

    23 de maio de 2011 às 23h08

    Isso se chama espírito crítico. O Azenha ajudou a elegê-la. Não significa que não saberá quando criticá-la ou quando elogiá-la.

    Agora muito me admira alguém que talvez tenha votado em Marina e chamar qualquer coisa de oportunismo. E que talvez tenha votado em Serra e chame alguém de medíocre. ISSO é oportunismo e mediocridade.

    João

    24 de maio de 2011 às 02h16

    Senhor Moacir, vamos por partes:
    a) Não nos julgue a partir dos seus valores. Ou seja, não é porque você é um babaca que todos os outros são;
    b) Fazemos campanha, compramos (e muitas vezes mandamos fazer do nosso bolso) adesivos e material pubicitário daqueles políticos que, achamos, podem nos representar. Votar em alguém, seja quem for, não tira o direito do eleitor de exercer a crítica. Por sinal, a crítica se faz necessária para que os eleitos não percam "o rumo" que se propuseram nas eleições.
    c) Leio sempre o blog do Azenha, e não acho que tenha alguém aqui arrependido de votar na Dilma. Pode ser que alguns tenham votado nela por falta de opção, porque votar no Serra ou na Bláblárina não dá. Agora "refugar" e se arrepender para ter votado em quem? Naquele candidato que transformou São Paulo na Veneza brasileira (vide Jardins Romano e Pantanal)?
    Para finalizar: resuma-se à sua insignificância.


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