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Está aberto o processo da ditadura contra Dilma


17/11/2010 - 15h54

17 de novembro de 2010 às 12:58h

Superior Tribunal Militar acata pedido do jornal e libera acesso ao arquivo. Quais serão as consequências da divulgação das informações agora?

por Celso Marcondes, em CartaCapital

“STM libera processo da ditadura contra Dilma”: essa é manchete de capa da edição desta quarta-feira 17 do jornal Folha de S.Paulo. A matéria principal ocupa quase toda a página 4 e na abertura já comemora: “advogada da Folha diz que resultado é vitória ‘de toda a sociedade’ ”.

Essa “vitória” que o jornal encampa em nosso nome começou a ser organizada em setembro deste ano, quando a Folha protocolou mandado de segurança no Superior Tribunal Militar. Na ocasião, ela argumentou que era direito de todos os brasileiros saber o histórico da candidata antes que as urnas presidenciais fossem abertas.

No STM, o julgamento foi suspenso duas vezes, mas a Folha não se fez de rogada, em 19 de outubro apelou para o Supremo Tribunal Federal, na esperança de que ele determinasse a abertura dos arquivos antes da realização do segundo turno. Relatora do caso, a ministra Cármem Lúcia, devolveu o caso ao STM, que só agora, por 10 votos contra 1, liberou o acesso do ávido jornal paulistano ao processo.

Na próxima semana será publicada a ata da sessão e a partir daí os repórteres da Folha poderão se deliciar com a leitura de tudo o que os ditadores e seus funcionários escreveram sobre nossa presidenta eleita quando ela tinha cerca de 20 anos.

Até aqui, o que, em síntese, todos sabem, é que Dilma Rousseff combateu a ditadura militar desde muito jovem. Militou numa organização guerrilheira chamada Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares, ficou presa por mais de dois anos, foi torturada barbaramente e depois de libertada retomou sua vida no Rio Grande do Sul.

Do meu ponto de vista, é o suficiente, não preciso saber mais. Fico satisfeito em ter conhecimento que, mesmo usando de métodos que nunca aprovei, ela teve a coragem de combater os terroristas que tomaram de assalto o governo e o Estado brasileiro em 1964. Eram eles, como se sabe, militares, apoiados e sustentados por civis, entre os quais muitos empresários, inclusive da área de comunicação.

No entanto, para muita gente conhecer este resumo daquela fase da vida de Dilma não bastou. Desde o momento em que ela foi cogitada como candidata do presidente Lula, a internet foi dominada por uma onda de mensagens que questionavam o currículo militante da candidata. Taxada de cara como “terrorista” até uma ficha falsa foi montada, a descrever os atentados, sequestros e assaltos a banco nos quais ela teria se metido.

A mesma Folha, na época, foi o único jornal que embarcou na história da suposta ficha e a publicou em primeira página, com os devidos comentários desairosos. Sem ouvir antes a acusada. Revoltada, Dilma reagiu, pediu direito de resposta, o jornal foi obrigado a lhe dar espaço e a recuar na denúncia, reconhecendo que não tinha atestado a autenticidade da peça montada não se sabe aonde, o que se constituiu num dos episódios mais vergonhosos da história recente do jornal.

Porém, seus proprietários não pararam por aí e durante toda a campanha eleitoral colocaram jornalistas para investigar este período de sua vida. Não faltaram entrevistas com ex-companheiros de militância, nem com ex-militares ou carcereiros que teriam tido contato com Dilma nos anos 70. O que se buscava então era, digamos, algo mais concreto no currículo da militante: teria participado de algum sequestro ou assalto? Atirado ou matado alguém? Delatado companheiros? Em nenhum momento, porém, qualquer jornalista, depois de muitas entrevistas e pesquisas em outros arquivos que existem pelo País, conseguiu qualquer prova de participações ou atos da jovem de 20 anos em eventos semelhantes.

O que imaginavam os que pretendiam “conhecer melhor a história” da candidata era que, se acusada concretamente de participação numa ação violenta, haveria material de combustão suficiente para abalar sua campanha eleitoral. Numa sociedade pronta para ser comovida por campanhas conservadoras incentivadas por parte da grande mídia, é fácil imaginar a repercussão que teria uma manchete do tipo “Dilma participou de assalto que ocasionou morte de inocente”.

Esta manchete – ou similares – nunca chegou à televisão ou aos grandes jornais, embora tenha frequentado à exaustão a internet. Durante a campanha de José Serra, porém, cansamos de assistir a insinuação: “no meu currículo não há manchas, nem zonas obscuras”, ele dizia sempre, a deixar claro que o candidato “do bem” não tinha nada a esconder, mas a “do mal” deveria ter.

Às vésperas da realização do segundo turno, a liminar da Folha de S.Paulo endereçada ao STF gerou uma onda de rumores nas campanhas. Esperava-se que uma “grande novidade” vinda da abertura do processo causasse comoção suficiente para abalar a trajetória da candidata rumo à vitória nas urnas. A sabedoria da ministra Cármem Lúcia, porém, tirou do Supremo a responsabilidade pela decisão e inviabilizou o final da história antes do pleito.

Dentro de alguns dias o caso terá seu desfecho. Todo o Brasil saberá o que está escrito na ficha real de Dilma Vana Rousseff guardada no cofre militar até aqui.

Saberemos finalmente se a presidenta eleita – não diplomada ainda -, no auge dos seus 20 anos, participou ou não de assaltos, sequestros e atentados. Conheceremos também como foi seu comportamento nas masmorras.

Estará tudo lá, escrito, bonitinho, preto no branco, apenas marcado pela ação do tempo. Com carimbos, assinaturas, rubricas e protocolos. Também pareceres, fotos, recortes de jornais, talvez. Tudo com as devidas chancelas de Humberto de Alencar Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.

Os jornalistas da Folha devorarão avidamente as informações do processo e nos brindarão com um resumo delas. Outros órgãos de imprensa, como já fizeram no dia de hoje com a decisão do STM, repercutirão tudo.

Aí então, uma parte dos brasileiros dirá: nada me toca, continuo a admirar a coragem que a presidenta tinha aos seus 20 anos. Se ela de fato participou de algum ato violento, seus algozes já a fizeram pagar por isso. Mesmo assim, não reconheço nenhuma credibilidade nos arquivos infectos e nos processos manchados de sangue dos generais que escreveram o pior momento da nossa história. E credibilidade é matéria prima da imprensa.

Porém, haverá quem vá dizer: não avisamos? Vocês elegeram uma terrorista.

O efeito que este debate irá causar ninguém sabe medir. È fato, porém, que a Folha comemora hoje a “vitória de toda a sociedade”. Enquanto ela comemora, muitos arquivos e processos continuam fechados. E torturadores e seus mandantes caminham impunes por nossas ruas. Ou morrem de velhice.

* Celso Marcondes é jornalista, editor do site de CartaCapital e diretor de Planejamento da revistal.





142 comentários

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mauricio

24 de novembro de 2010 às 09h50

É bom mesmo que eles tragam à tona esses assuntos. A ONU já condenou o Brasil por manter a caixa preta da ditadura fechada. Abram logo todos os arquivos e mostrem todos os documentos publicamente.

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Arlete

19 de novembro de 2010 às 13h16

Desculpem a expressão. Mas êta cambada de bandidos do colarinho branco!!!
Esta erva daninha chamada foia deve ser exterminada, e o defensivo agrícola é a Ley de medios.

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Maria Angelica

19 de novembro de 2010 às 09h39

Nosso Brasil precisa de mais Dilmas, com coragem de lutar para um mundo melhor,VIVA DILMA E PESSOAS DE CORAGEM COMO ELA QUE SE SACRIFICARAM PELA LIBERDADE!

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Luís Alberto Furtado

18 de novembro de 2010 às 23h34

Acho que depois de tanta auê da Folha para mostrar uma Dilma gente má, ela, Dilma, sairá engrandecida, como heroína que é. Temos de nos empenhar para que assim seja. Não podemos perder a oportunidade de enaltecer a nossa presidenta e recontar a história com a nossa versão, de vencedores que fomos na luta pela redemocratização do Brasil. É assim que vejo Azenha e será o papel dos "blods sujos". Mãos à obra.

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José Manoel Roldan

18 de novembro de 2010 às 22h37

A Dilma disse uma vez no curso da campanha que os interessados poderiam fazer uma consulta da cópia existente na Universidade de Campinas, na essa alternativa não interessava à Folha, dado o seu pouco efeito pirotécnico. Se um dia a Folha resolver descabar para o mundo dos roubos, vai ser o primeiro ladrão do mundo a arrombar a parede mesmo a porta estando aberta

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Regina

18 de novembro de 2010 às 22h15

Chegou o momento de rever a Lei da Anistia…Que sejam procurados os torturadores e seus nomes colocados abertamente para a Sociedade…Que o Brasil,tenha a coragem de mostrar ao Mundo,quem saõ os bárbaros que se esconderam, em baixo, da saia da ditadura…Que sejam julgados com a mesma insistência como estaõ julgando a Presidente do País.Nós, a sociedade temos o DIREITO de saber o NOME de todos,vivos ou mortos.Que respondam pelos seus atos e sem nenhum revanchismo…É só uma questaõ de JUSTIÇA…

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Oscar Ferreira

18 de novembro de 2010 às 10h44

Votar em Dilma foi votar pela abertura dos arquivos da Ditadura, pela punição dos torturadores e pela aceleração dos julgamentos dos pedidos de anistia na Comissão do Ministério da Justiça. Estas três morosidades estão estendendo a Ditadura e diminuindo a nossa Democracia. Medalhas para os que resistiram e resistem à Ditadura, já!

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    LuizCarlosDias

    18 de novembro de 2010 às 15h35

    O EJ do sigilo quebrado, deu tiro no pé ao exigir direitos, assim jogou ao fogo Aécio. Agora a folha tb vai arrepender amargamente pois foi participante ativa no golpe milico/civil, isso vai ter que vir a tona, mexeu na bosta vai feder não tem como tapar o nariz, voltar atraz.. Um Brasil passando a limpo, um sonho Darcy Ribeiro, saudoso.

Carla M.

18 de novembro de 2010 às 10h43

A Folha e seus "colegas" que se deglutam entre si, num ritual autofágico que nem o mais potente dos antiácidos há de curar da indigestão.
Nós, com Dilma, seguiremos firmes, cabeça erguida, rumo ao Futuro, à Liberdade, à Verdade!
Grande abraço,
Carla M.

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Carlos J.

18 de novembro de 2010 às 10h43

No currículo do Serra não há manchas nem zonas obscuras? Hum…

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Carla M.

18 de novembro de 2010 às 10h42

Mantenhamo-nos unidos em prol de um ideal que não pode se perder, apesar de forças tão poderosas insitirem em tentar esmagá-lo. Não podemos permitir que a luta de Dilma e de tantos outros (que nos amenizaram o sofrimento de u´ma nação) tenha sido em vão!
Continua…

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Carla M.

18 de novembro de 2010 às 10h42

Expôr Dilma desta forma expúria, cruel, faz-me lembrar dos grandes imperadores romanos e suas orgias sádicas e carnificentas no Coliseo. A platéia assistindo a tudo de camarote, imbuida de seu espírito mais puritanista. Tanta hipocrisia me retorce as entranhas…
Aguardemos, porém, pela Lei de Meios (cada vez mais necessária, num Brasil de uma verdade só: a distorcida).
Continua…

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Carla M.

18 de novembro de 2010 às 10h41

Serra deixou um legado sombrio como seu sorriso falso nestas eleições. Suscitou a discória, o preconceito, a intolerância o desrespeito. Deixou sua marca: o mau caratismo. O falso puritanismo, a falsa moral, os "bons" costumes ressurgem da Idade Média (época das trevas) com um frescor de embrulhar o estômago. E, carregando a bandeira da UDN, vêm os veículos de (des)informação mais poderosos deste país.
Continua…

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    Rogério Benevenuto

    18 de novembro de 2010 às 22h23

    Para quem conhece o nosso passado recente, reconhece em Dilma, uma das pessoas mais desprendidas e comprometidas com a democracia brasileira. Ela não se contentou em falar aos quatros ventos pela derrota da didatura. Arriscou-se como poucos no nosso país. Daria a vida, se necessário fosse, pelo engrandecimento e liberdade do povo brasileiro. Seu passado ainda será contado nos livros de história, e seu legado, um dia será reconhecido.

ZePovinho

18 de novembro de 2010 às 10h36

Vendo como Gilmar Dantas usa a justiça para manter o poder da família em sua cidade,devemos mesmo temer uma ditadura se o PSDB chegar ao poder com esse tipo de gente:
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/o

Instabilidade política e social em Diamantino
O prefeito e o coronel: a atuação política da família do ministro Gilmar Mendes
publicada quinta-feira, 18/11/2010 às 09:08 e atualizada quinta-feira, 18/11/2010 às 09:08

O prefeito e o coronel

por Leandro Fortes, na CartaCapital

Obcecada por destruir um adversário político, 
a família do ministro Gilmar Mendes não mede esforços. Vale até arruinar as finanças de sua terra natal

Eleito em 2008 prefeito de Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, o notário Erival Capistrano enveredou-se por um pesadelo político sem precedentes. Nos últimos 23 meses do mandato, Capistrano, do PDT, foi cassado e reconduzido à prefeitura três vezes. Ao todo, ficou no cargo apenas nove meses. Os outros 14 foram ocupados pelo candidato derrotado nas urnas, Juviano Lincoln, do PPS, graças a um jogo de manobras judiciais que transformou a vida de Diamantino num caos político e administrativo. A cada troca de prefeito, os cofres municipais sofrem um rombo de, aproximadamente, 200 mil reais. Por conta dessa situação, o lugar caminha rumo ao precipício contábil e social.

Antes como candidato e agora como prefeito eventual, Lincoln é patrocinado politicamente pela oligarquia local, comandada pela família do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Mendes usa, inclusive, expedientes do velho coronelismo nativo: vale-se de meios de comunicação sob seu controle para atacar o adversário político. A TV Diamante, retransmissora do SBT no município, virou arsenal de baixarias contra o grupo de Capistrano comandado por um preposto da família, o técnico rural Márcio Mendes. A emissora, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é uma concessão para fins educativos à União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), instituição de ensino superior fundada pelo ministro do STF………………………………………………………………………………

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Avelino

18 de novembro de 2010 às 10h22

Também gostaria que a folha publicasse os nomes dos empresários que financiavam as operações durante o perído militar.

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    Marat

    18 de novembro de 2010 às 11h21

    Concordo!

Flavia

18 de novembro de 2010 às 10h16

Vitória da sociedade? Que vitória, senhora advogada? E a Lei de Arquivos brasileira, foi jogada no lixo?

tenho muito muito receio de como a FSP tratará as informações contidas nos arquivos. Afinal, os jornalistas da Folha não tem a mínima noção do que seja crítica documental…

Responder

    Marat

    18 de novembro de 2010 às 11h22

    Muito bem colocado. Além de não fazerem idéia do que é crítica documental, nem imaginam o que seja ética e não diferenciam o que é informação relevante de torcida partidária…

aurica_sp

18 de novembro de 2010 às 10h07

Espero que a Dilma retribua a "gentileza" da Folha a altura. Ai veremos quem realmente FOI É E SEMPRE SERÁ SUBVERSIVO, SEM CONTEÚDO, MAIS PARECE AQUELE NOTICIAS POPULARES, "jornalzim de merda".

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Jairo_Beraldo

18 de novembro de 2010 às 10h03

E agora José?
E agora Otavinho?
Que FRIAS te meteram!!!

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cesar giometti

18 de novembro de 2010 às 09h58

Bom, agora há o precedente para conhecermos as fichas dos integrantes da AP -ação popular – que vários políticos "incólumes" integraram. Penso que a vitória da sociedade será sabermos como eram podres as folhas de são paulo e os estadões, os globos, que venderam o apoio aos militares num golpes que nem eles mesmos sabiam por que estavam dando. O interesse do país foi relegado ao segundo plano. Dessas atitudes equivocadas, como esse pedido de abertura dos arquivos sobre Dilma, é que poderão aparecer informações sobre o que a direita fez em nome dos brasileiros, sem nenhuma legitimidade.

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    Marat

    18 de novembro de 2010 às 11h24

    Com o precedente aberto, TODOS poderão ser fiscalizados. Tomemos como exemplo, empresários, jornalistas, artistas etc…

J. Carlos

18 de novembro de 2010 às 09h56

Azenha,
Se eles publicaram horrores contra a candidata a presidente a época, Dilma Rousseff, com uma ficha falsa adquirida na web, imagine o que não farão com o processo real nas mãos. Não pelo que existe no processo, mas pela capacidade de destorcer a verdade que o PIG tem.
Por isso é importante que as revistas, jornais e blogueiros progressistas, aproveitem o precedente para solicitar este e outros processos para que possam se prevenir contra os factóides que certamente o PIG (Folha de S. Paulo, O Globo, Estadão,Veja, Rede Globo etc.) fará contra a nossa presidente.

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vinícius

18 de novembro de 2010 às 09h55

Que abram tudo, vasculhem tudo, podem concluir o que quiser.
Mas que abram todos.
Mexeu com a Dilma, mexeu comigo!

Responder

José Carlos

18 de novembro de 2010 às 09h47

Fugindo um pouco do assunto, mas dentro do mesmo contexto que é sobre a tortura. Por que nossos veículos de comunicação, mais elucidativos, como a Carta Capital, ou até mesmo a Record News, TV Brasil, não fazem uma reportagem para questionar internacionalmente o que se pratica nas prisões e nos porões neste meio mundo: Guantanamo, prisões do Afeganistão, do Iraque, isto das mais atuais. Em períodos anteriores, seguem-se: prisões do Zimbabwe (ex-Rodésia), prisões do regime do Apartheid, onde ficou confinado Nelson Mandela e outros ativistas contra o ex-regime podre da África do Sul, defendido pelos atuais editores da Veja.

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    Lourdes

    18 de novembro de 2010 às 21h27

    Concordo inteiramente!!!
    Os Jornais Ultima Hora, Correio da Manha, Jornal do Brasil e outros que faziam oposição a ditadura e levantavam a bandeira da democracia , a favor do Estado de Direito, devem ser vasculhados nos seus memoriais,uma vez que os mesmos não existem mais… mas permanecem vivos em nossa memoria, a grandesa dos seu editoriais e colocações dos seus corajosos colunistas.Coragem é para poucos!
    Mandela é um exemplo vivo de quem viveu anos em prisão… e renasceu das cinzas…

Luiz Fortaleza

18 de novembro de 2010 às 09h43

Jornalismo tá virando futrica, fuxico político.

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José Ruiz

18 de novembro de 2010 às 09h38

Essa informação perdeu o sentido, a Folha perdeu o "timing" da manchete. Divulgar isso agora está muito além do politicamente incorreto, o que seria minimizado (ignorado) se pudesse ajudar a eleger o Serra. Mas acabou a eleição… o Serra já era. Acho que a Folha tem mesmo é uma batata quente nas mãos. O que fazer com essas informações agora? Mostrar para seus leitores a versão dos fatos pela ótica dos torturadores? Nesse momento esse ato vil é contra-producente (e eles já "queimaram todos os filmes" para tenta eleger o Serra).

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Emmanuel Fonseca

18 de novembro de 2010 às 09h30

Azenha,

Qual o papel da Folha na ditadura? Gostaria de poder ler os arquivos que este mesmo tribunal liberou. Alguém pode fazer este favor a nação brasileira? Vamos pedir para abrir os arquivos em que a Folha participou ativamente da ditadura, do lado de lá (militares).

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LuizPepper

18 de novembro de 2010 às 09h21

Está claro que a Folha, e seus aliados, estão considerando que têm poder de fogo para iniciar e manter uma pressão permanente sobre a Dilma e o novo governo. Talvez só psicológica pois ela já está eleita, provavelmente o povo que trabalha continuará satisfeito com governo e, eles se acham poderosos, mas hoje o poder está dividido entre muitos, eles já não representam um grande número direitistas. Hoje as pessoas são mais pragmáticas. Fico preocupado com os leitores deste veículo e outros do mesmo tipo, principalmente o pequeno comerciante e profissional liberal, que todo santo dia recebem e lêem o seu jornalzinho, ainda vão sofre mais um pouco com, este sim, com o "terrorismo" da nossa mídia.

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tori

18 de novembro de 2010 às 09h07

Ao fim e ao cabo o que acaba de acontecer é o começo do fim, deste que é, sem sombra de dúvidas, o mais negro período da nossa história.
Neste contexto, a precedência deve ser comemorada com entusiasmo.
Infelizmente, parte dos documentos, talvez os mais importantes, foram destruídos, o que também deveria ser investigado com a mesma dedicação.
Parte da história a falha já conhece bem, afinal, não era ela que cedia carros de reportagens aos torturadores?
E também, quem não se lembra das montanhas de documentos queimadas a mando dos torturadores ainda em serviço e que foram manchetes na própria falha de São Paulo?
Uma coisa é certa. Apenas com o levantamento de fichas individuais, cujos dados, obviamente, refletem apenas um lado da história, jamais saberemos na totalidade o que aconteceu nos porões da ditadura,
Será necessária agora a mesma coragem que Dilma e outros brasileiros tiveram ao enfrentar o regime, para passar o país a limpo.
Para o Brasil seguir mudando!

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Carlos

18 de novembro de 2010 às 08h55

Só tenho uma dúvida, só a Folha terá acesso a esses dados do processo?
Acho que deveria ser aberto ao publico, à sociedade, até para evitar manipulação por parte da "imparcial" Folha.

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Marat

18 de novembro de 2010 às 08h37

Eles descobrirão ali coisas chocantes e desagradáveis:
1) Uma jovenzinha foi muito mais combativa que eles;
2) Uma jovenzinha não aceitou suborno;
3) Uma jovenzinha não ofereceu kombis e apoio logístico para a ditadura;
4) Uma jovenzinha lutou contra poderosíssimos animais;
5) Uma jovenzinha não recebeu, e uma senhora não receberá dinheiro de consulados e embaixadas dos EEUU, para agir contra os interesses nacionais.
Folha: não dá para ler!!!

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Regina

18 de novembro de 2010 às 08h36

Eu manifesto o meu mais profundo REPÚDIO à insistência da imprensa por sua obsessão em atrapalhar o rumo que o país está tomando!!!
A economia cresce, milhões saíram da linha de pobreza, outros milhões conseguiram e estão conseguindo emprego!!!
O Brasil é admirado em âmbito internacional por sua política econômica bem sucedida!
Será que nunca teremos paz?!! Estou mesmo muito indignada.
Enquanto isso, não é segredo para ninguém o sucateamento da cidade e do Estado de São Paulo, uma administração há 16 anos, e infelizmente pelos próximos 4, irresponsável, incompentente, corrupta e prejudicial em todos os níveis!!!
Por que estes dados ninguém se preocupa em denunciar à sociedade?!
Eu espero que o Planalto e Dilma não deixem barato mais essa tentativa torpe de distorcer fatos e incitar a população a conclusões equivocadas!!!!

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Wlademir Carvalho

18 de novembro de 2010 às 08h28

Pedir a abertura dos arquivos dos torturadores sobre Dilma, seria a mesma coisa que procurar uma justificativa para o massacre de milhões de judeus durante a II grande guerra revirando os papéis da "S.S" nazista.

Esse jornaleco não toma e nunca tomará vergonha na cara.

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    Leandro Pio

    18 de novembro de 2010 às 11h55

    Perfeito!

fichacorrida

18 de novembro de 2010 às 08h16

Quem se habilita a solicitar a abertura dos arquivos com a participação do grupo Folha da Manhã? Não aparecerá uma foto do "seu" Frias com as mãos manchadas de sangue? Do Roberto Marinho já é famosa a foto dele com Joaõ Figueiredo, mas do seu Frias, tudo está no escuro, lugar de sua predileção, e tudo nos é negado.

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Marcio

18 de novembro de 2010 às 08h15

Tenho o maior orgulho de ter uma presidenta que lutou pela democracia. E mais, não condeno o fato de que tenha pego em armas. É uma grande hipocrisia pois não se lutava contra o Estado democrático mas sim contra USURPADORES DO PODER. Esses sim terroristas que torturaram e mataram estudantes, trabalhadores, jornalista e políticos, entre outros, pelo simples motivo de terem uma ideologia diversa. Vivi essa época em São Paulo, e vi vários professores meus desaparecerem do dia para a noite. Não desejo o retorno dessa época. Mas sabemos que muitos tem saudades. As familias Frias, Mesquita e Marinho estão com certeza entre eles.

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Antonio Lyra Filho

18 de novembro de 2010 às 07h45

Dilma, o seu primeiro ato deveria corta toda verba de publicidade para a Folha.

Responder

Valéria Borborema

18 de novembro de 2010 às 07h01

Quem já leu o livro Brasil: Nunca Mais, fruto de um projeto do então Cardeal Arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns, do pastor presbiteriano Jaime Writh e equipe pode ter ideia do que ocorria nos porões da ditadura. As torturas eram a regra. Se para um homem, passar por situação tão vexatória, era terrível, quanto mais para uma mulher. Não precisa grande exercício de pensamento para imaginar como os fardados invadiam a intimidade feminina. Creio que a Folha de S. Paulo deseja somente uma coisa: causar constrangimento à presidente eleita. Deve conseguir. Mas o jornal dos Frias já está no lixo da história pelo péssimo jornalismo. Um exemplo é o fato de qualquer pessoa poder acessar o site http://www.dhnet.org.br/memoria/nuncamais/index.htm para ter acesso aos arquivos da pesquisa Brasil: Tortura Nunca Mais, da Arquidiocese de São Paulo. No tópico Tortura, Dilma Vana Rousseff Linhares aparece três vezes. Numa delas, com uma sutil explicação: o depoimento obtido via "coação física, moral e psicológica". Isso basta para desacreditar tudo que FSP publicará.

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    Leandro Pio

    18 de novembro de 2010 às 11h57

    A imprensa brasileira está preparando o golpe, alá Venezuela 2002… É bom ficarmos atentos…

marcelomadeira

18 de novembro de 2010 às 06h45

Será que vamos começar a ter acesso aos aquivos dos torturadores, quem apoiou o Golpe e colocar a historia a limpo?

Responder

marta

18 de novembro de 2010 às 02h02

Eu sou uma simples cidadã que acompanha as notícias por esse blog ou similares e raramente assisto ou leio as histórias manipuladas e mal contadas dessa gente (principalmete REDE GLOBO). Se existe lei e fiscalização para tudo hoje em dia,não entendo como para os meios de comunicação ao cidadão não há limites que evitem notícias montadas e originadas do ódio e do incoformismo de uma classe que nem representa a maioria dos brasileiros. Não me considero parte dessa "sociedade vitoriosa" que eles citam, porque felizmente não formo minhas opiniões com a manípulação dessa imprensa terrorista. Eles sim é que são terroristas, elaborando uma matéria dessas, de um tempo que considero podre na história do Brasil, não pela participação dos jovens destemidos como Dilma, mas pela ação dos militares que torturaram,
mataram sem piedade e ainda atiraram os corpos no mar. Coisas que todos(como eu) que viveram durante a ditadura
sabem muito bem!Será que ninguém , inclusive outros sobreviventes heróis daquele período irão manifestar seu repúdio a tais manchetes? Quem sabe o Gabeira???(he,he,he,he)

Responder

Bonifa

18 de novembro de 2010 às 01h46

Nem é o caso de comentar,. O grande jornal brasileiro Folha de São Paulo, que vários órgãos da imprensa internacional tomam como a melhor referência para notícias do Brasil. Ele diz coisas, e o gigante que [stúpido! Um grande jornal deve, tem todo o direito, de vasculhar todas as fichas falsas ou verdadeiras. E para não ser no mínimo incompetente, deve começar este trabalho desde muito cedo. Porquê não?
Um candidato que tem o que procura, um foco, tem que ter sua vida na palma da mão.
Isto significa muita coisa: novas classes querem, no Brasil, também aparecer, mas aparecer é dividiir. Nesta fase, a maginação define a concorrencia e n~qao as fórmulas quedefinem tudo. Mas há a retirada da elite, que é foda.

Responder

José Roberto-SP

18 de novembro de 2010 às 01h40

O posicionamento da FSP é de enojar qualquer brasileiro que sabe os horrores que esta ditadura nos trouxe. Foram anos de atraso, de sofrimento , de AI5, de torturas,tudo com a conivencia deste jornal de 5ª categoria.Muito pretenciosa a advogada da folha. Que sociedade é esta que ela diz representar?Tivessem eles a coragem que a DILMA teve e não teríamos um período tão escuro na história deste país.

Responder

Monteiro

18 de novembro de 2010 às 01h16

Azenha, eu não me conformo em ver o Governo, o tempo todo, acuado pelo PIG.
É algo ridículo, do tipo, um leão correndo com medo de um cachorro.
Ou será que eu estou falando besteira e o PIG é que verdadeiramente é o leão ?

Responder

Rafael Andrade

18 de novembro de 2010 às 00h42

O mesmo ódio que se manifestava quando apoiou a ditadura se manifesta agora nesse episódio, travestido de ideal democrata em nome da liberdade de imprensa. É a Folha mostrando sua verdadeira face.

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Catarina

18 de novembro de 2010 às 00h29

Confesso que não me preocupa muito este fato, a não ser pela leviandade do citado jornal. O fato de a Dilma ter lutado contra a ditadura, além da competência técnica demonstrada no governo Lula, motivou-me mais a votar nela. E, agora, temos argumentos para, através da boa mídia, presionarmos para que sejam abertos todos os arquivos.

Responder

Evandro

18 de novembro de 2010 às 00h15

Continuo com 13 na cabeça….Seja na revolta armada, seja presa, seja torturada…Isso nos reflete que ainda existem pessoas que lutam e combatem os verdadeiros ditadores da história e brigam por um mundo melhor sem diferenças sociais…Esses jornalões servirão para o meu cachorro ter onde fazer suas necessidades..Quanto a revista, fica para recortes da árvore de natal (melhor não vai que estraga o natal!!!)….Deixa ela nas bancas como apoio de papel….
Adoro esse blog e vocês!

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SérgioFerraz

18 de novembro de 2010 às 00h10

Pelo jeito para a Folha de SP 20 anos de ditadura e tortura ainda não foram suficientes.
Eles vão esclarecer o papel que eles desempenharam durante a repressão ?

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vera oliveira

18 de novembro de 2010 às 00h09

bom o tiro pode sair pela culatra da folha,porque principalmente os jovens não sabem nada sobre a ditadura,ótima oportunidade de discutir quem foi quem,quem fez o quê e porque,quem estava por trás…as pessoas não vão se contentar em querer saber apenas sobre a Dilma.

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julio brum

17 de novembro de 2010 às 23h37

Este jornaleco, marrom, golpista, sencionalista, partidário, comprometido com o que tem de mais podre na recente história triste de nosso país, está a beira da falência, esse golpe sujo, não passa de manobra ordinária para vender jornal, todos vão querer ver o conteúdo de tal arquivo, inclusive aqueles como eu que não me deixo levar pelas mentiras e distorções da história, pela famigerada contra-informação tendenciosa. Infelizmente, para estes empresários sem consciência social, inescrupulosos e dinheiristas, vale tudo em um mundinho próprio de ganancia e apego ao poder/capital. Estão se lixando para uma possível desestabilização da ordem pública e da democracia, a pátria e o povo que se danem. está mais do que na hora do povo saber, de verdade, quem foram os Bandidos e quem foram os mocinhos, se é pra abrir e revelar as mazelas desta triste história do Brasil, que se escancarem e se de nome a todos os torturados e assassinos envolvidos, bem como os nomes das empresas jornalísticas-mídia que foram beneficiados pelo regime…..

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Rafael, BHte

17 de novembro de 2010 às 23h28

Tb espero q alguém investigue a ficha de terrorista de Serra na polícia (embora tenha sido dos primeiros a fugir em 64), como ele fez mestrado em economia no chile e nos EUA sem ao q parece não ter feito economia em nenhum lugar, parece q a 'tal preocupação da Folha em informar ao leitor' é só com o eleitorado do PSDB e similares, como se fosse alguma novidade p q esse asco faz o deixa de fazer

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lattari

17 de novembro de 2010 às 23h22

Por que os blogueiros progressistas não fazem um levantamento da operação OBAN?

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GilTeixeira

17 de novembro de 2010 às 23h22

Que nojo!

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Marcia Costa

17 de novembro de 2010 às 23h05

Pois é, concordo que agora, com a abertura e divulgação da vida da presidenta, creio que ela terá direito a solicitar a punição e também a reparação de danos morais e materiais de todos os que participaram de atos contra sua pessoa e sua vida.

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Maria Thereza

17 de novembro de 2010 às 22h28

Espero, com fervor, que nesses arquivos constem os nomes de todos os torturadores, dos financiadores, de quem fez curso para aprender técnicas de toruta, quem pagava esses cursos, em que país (é no singular mesmo) foram feitos.
A pergunta que não quer calar: quem torturou Dilma Rousssef, nossa corajosa e valente presidente eleita? Tem nome, tem cara? Seus nomes devem ser divulgados, em letras garrafais.

Responder

Pedro Soto

17 de novembro de 2010 às 21h59

Mandela foi guerrilheiro e passou 27 anos na prisão.
E daí? Por causa disso deixou de ser um dos maiores políticos de nosso tempo, de acordo com o reconhecimento mundial?

Responder

    Fabio_Passos

    17 de novembro de 2010 às 22h21

    Pelo contrário.
    Enfrentar o regime afrikaaner é que o tornou um líder exemplar.

    Da mesma forma é um orgullho termos uma Presidenta que foi presa pelos facínoras.

    O frias, que é filhote da ditadura, é que deve se envergonhar.

    Haroldo Mourão Cunha

    18 de novembro de 2010 às 04h22

    É Fábio, parece-me outro tiro no pé da Falha, isso será mais um motivo de orgulho para todos que elegemos uma mulher guerreira para presidir Pindorama.

    Fábio Venâncio

    18 de novembro de 2010 às 05h38

    Me orgulho de ter uma Presidenta que lutou contra a ditadura para que todos tivessemos liberdade ,foi presa e torturada.
    Todo brasileiro deveria tratá-la como uma verdadeira heroína.

    dukrai

    18 de novembro de 2010 às 09h35

    é, vc tem razão, e daí passar 27 anos preso por um regime hediondo. se não fosse por isso, segundo a sua clarividência retrospectiva, não teria o reconhecimento mundial que tem. tudo bem que Mandela, Dilma e outros perseguidos, presos, torturados e, inclusives, mortos, teriam preferido viver numa democracia, em quem perde as eleições tem até o direito de ficar falando mal do país no exterior. mas não tiveram escolha, ou enfrentavam a fera ou fugiam, como aquele que se preparou a vida toda para ser presidente.

Bernardo Felsenfeld

17 de novembro de 2010 às 21h55

O problema é que este mundo (em especial o nosso Brasil) está muito doente http://bernardoalerta.blogspot.com/2009/12/video-

Responder

VIÇOSO

17 de novembro de 2010 às 21h52

A Folha tem de denunciar tudo. Dar o nome aos bois. Nomes de cada um dos torturadores, endereços, dados pessoais deles e entrevista-los agora junto com a torturada eleita Presidenta da Republica. Fazer uma acareação com a Presidenta eleita, e demais c ompanheiros que também foram torturados. Perguntar a cada um deles: E agora como fica? O tempo de NERO já passou. SALOMÃO tocou sua harpa e já morreu. O tempo é o senhor da razão. Nada como o tempo. O feitiço virou contra o feiticeiro. Não é só abrir o processo da ditadura contra DILMA. É ir mais fundo na questão. Isto é o que nos interessa.

Responder

    Airton

    17 de novembro de 2010 às 23h11

    Boa idéia. Assim como vamos ficar sabendo de toda a vida da torturada, queremos saber de toda a vida do torturador. Para o bem da sociedade.

Péricles Prado

17 de novembro de 2010 às 21h47

Obter informações sobre Dilma ou qualquer outro combatente brasileiro nos arquivos da ditadura militar é o mesmo que obter dos arquivos nazistas informações sobre judeus presos na segunda guerra. É bom pra saber, no que diz respeito à ditadura militar, quem realmente está de que lado.

Responder

Irineu

17 de novembro de 2010 às 21h40

Azenha, Vou repetir essa parte final do Celco Marcondes.Fenomenal.

Enquanto ela comemora, muitos arquivos e processos continuam fechados. E torturadores e seus mandantes caminham impunes por nossas ruas. Ou morrem de velhice.

Vou lhe pedir, como cidadão com sede de justiça e informação. Não permita que essa sombra da "folha" nos ofusque e atrapalhe. Voçê , PHA, Rodrigo Vianna, Nassif e outros que tambem fazem parte dos sites de informações claras. Por gentileza vão atras das informações desses torturadores e criminosos, eles devem ser julgados e condenados. A Dilma é apenas uma que sobreviveu. Quantos foram mortos barbaramente? Azenha vai atras , Coloque essa reportagem na RECORD. Não é um pedido meu, é um pedido nosso. Um direito a informação disseminada.

Abraços

Irineu Amorim
Sao Paulo

Responder

    Mardosul

    17 de novembro de 2010 às 22h37

    É isso aí!!! Já que o limão vem mesmo, vamos fazer do LIMÃO, uma LIMONADA.

antonienko

17 de novembro de 2010 às 21h32

E a Folha confessa publica e celebradamente o lado que tomou no golpe de 64..
Nunca antes investigada, como foram investigados os toturadores e o destino dos desaparecidos.
Devassar um período sofrido de um cidadão brasileiro, expô-lo na imprensa manipulando as emoções de leitores desinformados, é crime.
Se a Folha conseguir resultados de sua intentona, Mandela que tome cuidado.
Nem o céu é o limite para este venal tablóide.

Responder

    José Lucena

    17 de novembro de 2010 às 22h46

    O risco que corre o pau, pode correr o machado. Os tempos são outros.

hatecotidiano

17 de novembro de 2010 às 21h31

Os militantes armados brasileiros não estavam carregando armas porque queriam, já os militares sentiam prazer no que faziam.
É questão de legítima defesa, os terroristas eram eles!

Responder

Nena Noschese

17 de novembro de 2010 às 21h12

Eu como faço parte do POVO, exijo a abertura do Dossie do Serra, imediatamente!!

Responder

Mauro

17 de novembro de 2010 às 21h11

Sera que a fsp vai dizer que isto aconteceu em uma época que os princípios legais,ou seja os princípios de justiça foram ignorados e e traduzidos em lei o cala boca geral.

Responder

JCM

17 de novembro de 2010 às 21h11

Que a Folha tenha o direito de ler o que está no processo da Dilma, talvez o tenha. Agora, será que ela tem o direito de publicar o que está lá? Se for assim, é só a Carta Capital, o PHA, etc, qualquer empresa pedir pra ver o processo de quem quiser, e publicar o que quiser também. Acho que a Folha está procurando sarna pra se coçar.

Responder

francisco.latorre

17 de novembro de 2010 às 20h37

não avisamos? vocês elegeram uma terrorista.

quem arriscar essa na minha presença..

leva na cara. incontinente.

..

Responder

Lazarus

17 de novembro de 2010 às 20h36

Este mundo está maravilhoso!
A Folha vai divulgar os nomes dos sequestradores e torturadores da nossa Presidente! Vai pedir a punição exemplar por seus crimes hediondos e não passíveis de anistiamento.

Enquanto isso, Papai Noel já vem chegando!
Não demora muito, vem o Coelhinho da Páscoa…

…vitória de toda a sociedade!?

Por isso não assino e não leio FSP há anos, e recomento fortemente às pessoas com quem me relaciono que façam o mesmo (também com relação à Veja, à Globo, ao Estadão… ao PiG, enfim!

Responder

francisco.latorre

17 de novembro de 2010 às 20h35

vitória de toda a sociedade.

me inclua fora.

..

Responder

malu

17 de novembro de 2010 às 20h16

E os outros, o Aluísio Nunes, o Gabeira? Por quê tanto interesse especial na história da Dilma? Eles estão querendo o 3o turno?

Responder

    Étore

    17 de novembro de 2010 às 22h49

    Nem Nunes nem Gabeira não serão o próximo presidente do país.

    Paulo Ribeiro

    18 de novembro de 2010 às 09h35

    No caso do Gabeira, certamente vai aparecer muita gente por trás.

Aloísio da Costa Val

17 de novembro de 2010 às 20h05

Parece-me perigoso o caminho que a direita brasileira, especialmente a fsp e assemlhados estão tentando impor ao país. É imperioso que a sociedade brasileira por meio dos sindicatos, ongs, associações de empresários progressistas, igrejas, clubes, escolas de samba, enfim todos se mobilizem publicamente repudiando essas baixarias da campanha da direita, que, ao que tudo indica, está querendo um terceiro turno. A sociedade deve reagir enquanto é tempo. Uma erva daninha deve ser combatida no início, para evitar danos futuros.

Responder

Maria

17 de novembro de 2010 às 20h04

A FSP faz um alarde tão grande que só pode ter a pior intenção, causar mais estragos do que provocou na campanha. Tem tanto elefante nessa história que o prejuízo pode virar contra ela própria e todos os envolvidos dessa oposição besta e improdutiva.. Vai morrer esmagada pelo excesso de prepotência, de falta de projetos viáveis, de decência e de honestidade. Manchetes não lidas, mas difundidas por pessoas com crédito e competência, são piores do que fatos. A FSP vai acabar como a revista Veja, sem credibilidade, sem profissionais de respeito, na lata do lixo da história. FSP, um jornaleco que faz mal a saúde dos brasileiros.

Responder

El Cid

17 de novembro de 2010 às 19h59

O que poderia conter de tão explosivo nesse processo?

A estratégia da Folha está dando certo: vender jornal.

Responder

    antonienko

    17 de novembro de 2010 às 21h34

    Acho também que este é o cerne da Folha. Vender jornal.
    Daí, em sendo verdade… fica fácil

El Cid

17 de novembro de 2010 às 19h56

“advogada da Folha diz que resultado é vitória ‘de toda a sociedade’ ”.

Que pretensão dessa advogada querer que um jornal ser a voz dessa população? Há muito tempo que esses veículos não representam o povo brasileiro. Quero saber que sociedade é essa que ela se refere…

Responder

    Marcia Costa

    17 de novembro de 2010 às 23h02

    Faço meu o seu protesto: me tira fora dessa sociedade dela. Não gosto de mesquinhez e arrogância.

Baruck

17 de novembro de 2010 às 19h54

Sinceramente, acho que tudo o que vier da Folha sobre o assunto será inofensivo, porque previsível. Diga o que disser, não fará a menor diferença. Há os saudosos da ditadura, que usam palavras como "revolução" e "subversivos" de forma corrente. E há os lúcidos. Que a Folha esperneie, continuará mais do mesmo.

Responder

A L

17 de novembro de 2010 às 19h54

E o Michel Tmer de que lado está? Sinceramente quem deveria ter enfrentado a midia golpista, o PIG e o mercado financeiro era o Lula não enfrentou vai ter que suportar o que virá. Não vão descansar.
Concordo com a internauta Cheila e estou estranhando o "silencio" dos editoriais de Ali Kamel.

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kidjansen

17 de novembro de 2010 às 19h53

"A Folha jamais poderá ter acesso a tais documentos? Estamos convencidos que o acesso deve ser franqueado; a Folha pode produzir a matéria que bem entender sobre a candidata Dilma ou qualquer outro candidato. Mas, neste momento, o que está sendo chamado de liberdade de imprensa serve justamente para fraudar o processo da liberdade democrático em um de seus mais sagrados momentos: o voto universal dos brasileiros e brasileiras.

Sejamos francos, a Folha tem os documentos do processo. Certamente, não os perdeu. Deseja novas cópias para esquentar e legitimar a matéria já citada que, no ano passado, foi ridicularizada pela opinião política do país.

Nem a revista Veja, que pediu cópia do mesmo processo, em 26 de fevereiro de 2010, por meio do repórter Luiz Otávio Bueno Cabral, teve coragem de prosseguir na empresa de violar a vida privada, a intimidade, a honra e a imagem da candidata Dilma."

Responder

kidjansen

17 de novembro de 2010 às 19h52

"A verdade é que os reais interesses que movem a Folha não são pautados pelo interesse público. A Folha deseja, como já o fez, elaborar matéria depreciativa, partindo de dados (que já tem, porém legitimados pela autorização desta Corte) produzidos há quarenta anos por métodos e motivações de um regime de exceção instruído com elementos de prova produzidos por criminosos travestidos de agentes do Estado.

Interesses individuais foram argüidos pelo STM ao negar o novo acesso, no meio da campanha eleitoral. Entretanto, estes são os direitos mais caros aos cidadãos e que são os pilares de uma democracia: privacidade, dignidade da pessoa humana, honra e imagem. Ou um candidato à Presidência da República não pode ter tais direitos preservados? Evidente que sim. A candidata Dilma é, antes, a pessoa humana Dilma.

Ela estava no Brasil, lutando pela democracia. Foi perseguida, presa, torturada e processada por seus algozes. A Folha quer agora surfar eleitoralmente nos resultados de um processo violento pautado pelo pau-de-arara, choques e agressões morais."

Responder

El Cid

17 de novembro de 2010 às 19h51

"uma vitória não só da Folha, mas de toda a sociedade"

Bem, agora que apareça algum orgão de imprensa para apurar as relações dos Frias, Mesquitas e Roberto Marinho com a ditadura militar e seus orgãos repressores .

Pode-se começar apurando o motivo destes empresários conseguirem várias condecorações do Exército, Marinha e Aeronáutica no período de 1965 até 1985 .

Agora é com vocês: Carta Capital, Record, Istoé … .

Responder

kidjansen

17 de novembro de 2010 às 19h50

Não há interesse jornalístico na publicação do conteúdo do processo, o que havia era motivação política para influenciar as eleições.
"Há, no entanto, circunstâncias antecedentes que autorizam suspeitar das motivações mais profundas que orientam o pleito do veículo paulista.

A Folha, em 2009, produziu a matéria intitulada: “Grupo de Dilma planejava seqüestrar Delfim”. Esta matéria foi rechaçada, de forma veemente, pelo jornalista Antonio Roberto Espinosa (http://www.torturanuncamais-rj.org.br/noticias.asp?Codnoticia=214&ecg=).

Ou seja, quando teve acesso aos documentos do processo da candidata Dilma, a Folha já fez deles um uso distorcido que reforçam as suspeitas em torno dessa segunda investida, em curso há dois meses."

Responder

Cheila

17 de novembro de 2010 às 19h49

Foi isso que o Serra quis dizer com : "A luta continua"… O PiG continua com o papel sujo de minar o governo federal, para figuras espúrias da oposição tentarem o golpe,com o pedido de impeachment da presidenta eleita. DILMA ,é imprescindível a "Ley de Medios"…

Responder

Hélio Jacinto

17 de novembro de 2010 às 19h48

Temos que exigir que todos os documentos da Ditadura sejam abertos.
Em minha opinião,deveria se começar pelas empresas de Jornalismo,que cediam seus carros pra operação Oban.
Os criminosos da Ditadura,não são apenas os Militares,que torturaram e mataram em nome do combate ao comunismo,mas principalmente aqueles que os apoiaram e encobriram seus crimes.
A Família Frias,não pode sair impune desta história.

Responder

kidjansen

17 de novembro de 2010 às 19h47

A folha esconde de seus leitores que antes de recorrer ao STM em busca da cópia do processo de Dilma já dispunha desde de 2009 de cópia do referido processo.

Visto desse ângulo, teria pertinência o pedido da a Folha de acesso aos autos, justo neste momento?

A resposta é não, por dois motivos:

a) em primeiro lugar porque ela já obteve o que reivindica. Em 12 de Marco 2009, por meio da jornalista Fernanda Odilla, o jornal já extraiu cópias do processo em questão;

b) sobretudo, porém, não há interesse público algum neste material datado e induzido pelo regime de exceção, no momento. Exceto o interesse unilateral da Folha e, eventualmente, o da própria candidata Dilma Rousseff que, todavia, jamais se manifestou nesse sentido.

Responder

trombeta

17 de novembro de 2010 às 19h47

Pensei que a folha já soubesse pois foi ativa colaboradora da ditadura, aliás para a folha quem lutou contra o que denominou de ditabranda, "por não ter matado tanta gente assim", é terrorista. Se dependesse da folha e do seu dono mauricinho todas as pessoas que lutaram contra o absolutismo e o nazi-fascismo deveriam estar encarceradas pois lutar contra a opressão é ser terrorista.

Ainda bem que a ley de medios, a internet e a concorrência vão acabar com o pseudo jornalismo praticado pela folha e congêneres, questão de tempo.

Responder

kidjansen

17 de novembro de 2010 às 19h43

Marcio Mello Casado observou em artigo publicado na Carta Maior: "Há, aí, desde logo, um problema ético. A atuação da candidata Dilma Rousseff durante a ditadura não pode ser medida pela régua de um processo dirigido pela supremacia do torturador sobre a vítima indefesa.

Qualquer informação contida nestes arquivos estará parcial ou, mais provavelmente, contaminada na íntegra por esse indutor de violência conhecida e comprovada. Ademais, qualquer condenação que tenha sido imposta à candidata Dilma, por um Estado de Exceção, foi acobertada pela Lei da Anistia.

Mas a Folha está preocupada em informar o cidadão brasileiro, o que, além de louvável, não deixa de ser uma surpresa. Justo neste momento, a Folha resolveu colocar-se como defensora da liberdade de imprensa e reputa como de indiscutível interesse público informações contidas em um processo penal dirigido e com provas obtidas pelas mãos e métodos criminosos."

Responder

kidjansen

17 de novembro de 2010 às 19h41

Discordo do trecho em que o jornalista Celso Marcondes afirma: " Saberemos finalmente se a presidenta eleita – não diplomada ainda -, no auge dos seus 20 anos, participou ou não de assaltos, sequestros e atentados. Conheceremos também como foi seu comportamento nas masmorras.

Estará tudo lá, escrito, bonitinho, preto no branco, apenas marcado pela ação do tempo. Com carimbos, assinaturas, rubricas e protocolos. Também pareceres, fotos, recortes de jornais, talvez. Tudo com as devidas chancelas de Humberto de Alencar Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel."

Responder

Walter Cesar

17 de novembro de 2010 às 19h36

"Ley de medios" gente. É o momento certo para debates para o jornalismo.

Responder

Silvio

17 de novembro de 2010 às 19h35

Azenha:
Abrirão o de ela, muito bom agora e abrir de todo o resto. Ninguém poderá disser nada, inclusive saber toda atuação da folha, e se cabível ainda tomar medidas judiciais com ela, por ter atentado contra direitos humanos. Colaborando com a tortura, e mortes.

Responder

Cheila

17 de novembro de 2010 às 19h23

A FSP já começou a campanha pelo impeachment da Dilma antes mesmo da sua posse.Eles não dormem no ponto…

Responder

Renatio Sergio Alves

17 de novembro de 2010 às 19h22

Este papel sujo de tinta chamdo " folha" de São Paulo e de dar nojo.

Responder

Carlos Cruz

17 de novembro de 2010 às 19h19

Dilma, no caso, é uma heroina, uma brava que não deixou de lutar pelo que acreditava, e foi à luta! Se os métodos utilizados são criticáveis, maiores são os da ditadura, ilegal desde sua gênese. Se ela não houvesse existido teríamos um outro país, sem a descomunal crise social que vivemos permanentemente. Que se abram TODOS os arquivos militares de todos. Tô doido pra saber como Serra, FHC (e seus) conseguiram sair do Brasil, quem os manteve no exterior, o que os militares diziam sobre eles. Todos arquivos serão igualmente abertos (isonomia no tratamento…) ou apenas o que lhes interessa?

Responder

Bernardo Felsenfeld

17 de novembro de 2010 às 19h17

Eles que se cuidem pois a Dilma vem aí http://bernardoalerta.blogspot.com/2010/10/voz-do

Responder

Sergio

17 de novembro de 2010 às 19h17

Menos credibilidade ainda tem a Folha. Sabemos de que lado os generais estavam, dos métodos, dos parâmetros e da arbitrariedade que usavam. Já a Folha é travestida de "grande imprensa" e "jornal sério", quando é capaz de publicar até mesmo uma ficha FALSA e ainda defender a publicação dizendo que a "autenticidade não pode ser comprovada, mas também não pode ser descartada".

Responder

Denilson

17 de novembro de 2010 às 19h16

Também quero mais informações direto dos porões sobre a OPERAçÂO BANDEIRANTES e suas relações com a FOLHA DE SÃO PAULO!

Quando o "FRIAS PAI" dava dinheirinho para torturador e até emprestava carros!

Responder

Luiz Hemerly

17 de novembro de 2010 às 19h09

Nojenta a atitude da Folha.
Porque não investigam a participação do Estadão na ditadura?
Porque não investigam as pessoas desaparecidas?

Responder

Almir Wagner

17 de novembro de 2010 às 18h56

O que me conforta é que esse pasquim tem seus dias contados. Não sobreviverá ao fenômeno chamado internet. Os herdeiros do jornaleco não têm capacidade técnica nem talento empresarial para proporcionar uma salto para o futuro. Vão morrer à mingua. Já vão tarde…

Responder

Angela Mara

17 de novembro de 2010 às 18h54

A Bolha sempre embarca nessas coisas, embarcou até na pegadinha do Silvio Santos.

De uma forma ou de outra o eleitor do Serra embarcou também nessa ficha falsa. Tanto que já cansei de ler por aí na net que Dilma é terrorista. E vai tentar tirar isso da cabeça de fósforo riscado dessa gente.

Não sei se estará escrito branco no preto, depende de quem escreveu. Eles podiam tudo, até inventar mil coisas pra justificar a prisão e a tortura de qualquer um que ousasse desafiá-los. Nada que vem da ditadura é confiável.

Por outro lado, se Lula soubesse de algo estarrecedor sobre Dilma não a teria escolhido para sucedê-lo, pois ele conhece bem seus inimigos… ou não?

Mesmo que esteja escrito alguma barbaridade que será falsa evidentemente, o povo não tá nem aí pra isso.
O povo quer é Bolsa Família, ProUni, Minha Casa Minha Vida e a tranquilidade e continuação do Gov. Lula

Eu e as pessoas instruidas queremos o desenvolvimento e a erradicalização da miséria.
Claro que as viúvas vão se deleitar, mas é só. Não vai afetar em nada diante do povo.

Responder

    Catarina

    18 de novembro de 2010 às 00h14

    As não instruídas, também querem! Além de quererem instrução.

Taciana

17 de novembro de 2010 às 18h53

Não há vitória nenhuma em usar o passado de alguém para tentar atingir esse alguém. É vitimar duas vezes uma pessoa, que já sofreu toda a degradação que uma sociedade injusta pode infligir. Cadê os organismos nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos?Isso é uma vergonha! E o pior é que alguns pedaços de informação dessa natureza que já vimos, são o próprio besteirol que, isolados do contexto, podem causar muita devastação na reputação do indivíduo.
Mas, quem sabe? De repente o tiro pode sair pela culatra.

Responder

Guilherme Milani, SP

17 de novembro de 2010 às 18h47

Confissões e relatos feitos sob tortura têm tanta credibilidade quanto a atual linha editorial da Folha, ou seja, nenhuma! Minha admiração por quem teve coragem de peitar tanques e armas em nome da democracia segue inabalada.

Responder

Luciano Prado

17 de novembro de 2010 às 18h46

Dilma vai ser torturada novamente, agora pela Folha.

Responder

El Cid

17 de novembro de 2010 às 18h46

Isto só vem confirmar mais uma vez o estado de anormalidade democrática em que vivemos, com a mídia tornando-se um poder ditatorial, no sentido de que mente quando quer, sem qualquer tipo de punição ou de contestação mais incisiva e praticamente obriga os demais poderes a fazerem o que ela quer. Na minha modesta opinião, fora do poder, LULA tem agora uma missão que no cargo ele não podia assumir: lutar, pela democracia, contra este poder espúrio que tomou conta de nosso país. Sua voz e sua imagem são grandes o suficientes para vencer esta luta democrática.

Responder

Luiz Moreira

17 de novembro de 2010 às 18h46

Agora os membros da esquerda tem todo o direito, e obrigação, de pedirem a liberação de todo o material sobre as relações da mídia com os membros do movimento de 64, inclusive os donos de jornais e televisões. Poderemos desvendar o que se esconde nas aquisições de jornais, como a Ultima Hora, que gerou a Zero Hora. E quais os reporteres que eram X9. Qual o papel do Roberto Marinho, do Toninho, dos Frias e por aí vai. Isto pode gerar o processo contra os que dirigiram ou colaboraram com a repressão. E como a Folha noticiou a morte de um sujeito antes dele morrer. Vamos fazer do limão uma doce limonada, pois podemos pedir que os órgãos e pessoas que lucraram com a repressão devolvam para a UNIÃO os valores das indenizações. E expandir a questão da corrupção tambem, onde empresas e corruptores sejam punidos com proibição de participar de concorrências. Agora é a hora do ataque.

Responder

El Cid

17 de novembro de 2010 às 18h45

Relações da Folha de S. Paulo com o regime militar:

Sofregamente, a Folha de S. Paulo quis ter acesso à ficha da ditadura militar sobre Dilma Rousseff.

A tortura pela qual passou —a agora eleita a primeira mulher presidente do Brasil— deve ser investigada. Quem foram os torturadores e por que estão impunes?

Aliás, por que a Folha de S. Paulo forneceu infraestrutura para o regime militar e para suas práticas sistemáticas de tortura?

É necessária investigação sobre o cidadão Frias. Dos veículos cedidos ao DOI-CODI (para ocultar a identidade dos torturadores) às possíveis doações financeiras ao regime de exceção, intitulado amavelmente de “ditabranda” pelo jornal que apoiou ostensivamente o golpe militar de 1964 e suas práticas de terror.

A Folha de S. Paulo continua no encalço das vítimas do regime arbitrário. No recente período eleitoral, escolheu Dilma para obter frutos para seu candidato, mas não obteve êxito em sua manobra. Agora, o que fará com as informações retiradas às custas de espancamentos e sabe-se lá que métodos apreciados pelos torturadores e seus cúmplices?

A cidadania também tem suas curiosidades, não só o jornal piguiano.

Que tal sabermos quanto as empresas Frias doaram ao regime militar, desde o início?

Além de Boilesen, quem era o portador da bandeja entre os empresários?

Quais foram os capitalistas e quanto aportaram para o sucesso do tenebroso regime ditatorial?

Gostaríamos de um editorial da Folha de S. Paulo e de todos os demais jornais piguianos.

Mas podem ficar tranquilas, famílias Frias, Mesquita, Civitta etc. Ninguém vai torturá-los. Nós não somos adeptos de suas práticas.
http://ning.it/ds8jHf

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Angela Mara

17 de novembro de 2010 às 18h43

O que podem descobir nesse processo é que Dilma matou um mosquito enquanto era barbaramente torturada sob as botas imundas dos generais, essas mesmas que já estão gastas de tanto ser lambida pelos viuvos da ditadura, como aquele comentarista de SC, que morre de saudades do Figueiredo.

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Cristina

17 de novembro de 2010 às 18h38

O fato de Dilma ter sido condenada a 2 anos de prisão é sinal de que sua participação na luta armada não se deu por meio de atos terroristas. Os participantes do sequestro do embaixador americano, por exemplo, foram condenados a 10 anos de prisão. O que a Folha quer é o 3o turno, tumultuar, vender jornal. As vendas devem ter caído muito mesmo!

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Svibra

17 de novembro de 2010 às 18h38

Meu caro Azenha,

Desde quando existe qualquer garantia de que as informações obtidas neste processo, obtidas sob tortura, correspondem a qualquer realidade.

O que gostaria mesmo de saber, se também vão ser revelados os nomes dos torturadores e os métodos empregados, mas parece que esta parte, a Corte, já cuidou de manter censurado.

Espera aí, um pouquinho, vou lá dentro vomitar.

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Luiz G. Castro

17 de novembro de 2010 às 18h37

Podiam também esclarecer sobre o auxílio luxuoso da folha à operação OBAN. Talvez tenham até orgulho de terem participado desta maldita Operação Badeirante,de tão triste e escondida memória..

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nadiê rodrigues

17 de novembro de 2010 às 18h37

Se A FOLHA fosse gente eu poderia compará-la a alguém com as mesmas características dos psicopatas que eram arrebanhados pelos militares da didatura, e justamente por serem psicopatas, afinal àquele poder encardido e nojento pouco interessava serviços de gente com caráter, incapaz de matar um amosca, mas de quem fosse subserviente e a fim de cumprir ordens, desde que elas os encaminhassem para a posição de carrasco.

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Rafael

17 de novembro de 2010 às 18h34

Folha é esqueleto da ditadura assim como globo. Não tem nada o que ser usado. O que a folha tá fazendo é legitimar a ditadura, é considerar que aquele período era legítimo. Lutar contra um governo imposto pela força é obrigação de qualquer cidadão. Qualquer pessoa que lutou contra a ditadura mesmo que com uso de armas fez isso legitimamente em defesa da democracia. Nada imposto pela força tem legitimidade.

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RUBENS POSSATI

17 de novembro de 2010 às 18h32

A FOLHA PODERIA LEVANTAR A FOLHA DO ERASMO DIAS , DO FLEURY, E DOS MOMENTOS QUE TEVE DE PAIXÃO PELA DITADURA OU BRANDA,COMO QUER A FOLHA. VIVA A DILMA ABAIXO A INFAMIA.

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Marcelo Ramos

17 de novembro de 2010 às 18h29

Não sei se a Folha nota o quanto se deslocou, no espectro político do Brasil. Nos anos, à base de propaganda, a Folha era descolada, liberal, anarquista; nos anos 90 veio mais para o centro; no século 21, a Folha passou do centro para a extrema direita sem passar pela direita. Assim, ela "define" seu público… e seu público é "definido" por ela.

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Armando P. Silva Jr.

17 de novembro de 2010 às 18h28

Pois é Celso, concordo plenamente quando você diz, "a Folha comemora, enquanto muitos arquivos e processos continuam
fechados. E torturadores e seus mandantes caminham impunes por nossas ruas. Ou morreram de velhice". Agora pergunto,
qual o motivo da blindagem em relação ao sr. Romeu Tuma. Como se ele não tivesse tido qualquer participação durante a ditadura, como se não tivesse tido qualquer prisão e tortura, quando foi diretor do DOPS. Houve muitas prisões e tortura, quando o sr. Tuma estava no DOPS. Essas pessoas estão ai para provar o que estou dizendo. Porque estão protegendo o sr. Romeu Tuma.

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    Márcia Bassetto Paes

    18 de novembro de 2010 às 09h22

    Concordo plenamente, Armando. Eu, como ex-presa política e cidadã, aguardo há 15 dias posicionamento da Carta Capital referente a artigo publicado onde o senhor Romeu Tuma aparece com biografia totalmente maquiada. Tive o cuidado de não ser leviana nas minhas afirmações. Estas, inclusive, estão documentadas no Arquivo do Estado. O que esperamos é que pessoas como Celso Marcondes (tivemos contato em Campinas quando militávamos no movimento estudantil) é que, no mínimo, não traiam sua consciência e experiências passadas. Márcia Bassetto Paes.

IvoGJ

17 de novembro de 2010 às 18h25

Espero que não a Dilma não seja torturada de novo, desta vez pela mídia "democrática".

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    Maria Thereza

    17 de novembro de 2010 às 22h32

    nós estaremos aqui, para defender nossa presidenta.

Henrique Nunes

17 de novembro de 2010 às 18h25

Vitória de "Pig", é derrota de gente…

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Flavio Lima

17 de novembro de 2010 às 18h14

Esse jornal envergonha o Brasil.
Seu doninho, otarinho, o herdeirnho boboca, envergonha a Humanidade.

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Celso

17 de novembro de 2010 às 18h13

Esperamos que o jornal contribua para que a justiça seja vencedora e os torturadores, a mando de um Estado ilegítimo, sejam punidos por esse crime de lesa-humanidade. É muita esperança?

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Rafael

17 de novembro de 2010 às 18h07

Gostaria de saber se a advogada da folha e a propria dona folha de são paulo que disse que a abertura é um vitória da sociedade brasileira, engrossará as milhares de vozes que pedem a abertura dos documentos da ditadura, dos processos contra os torturadores. Quero saber muito disso. E os movimentos pela abertura dos documentos, não pode considerar isso uma jurisprudência para todos os outro arquivos?
Rafael

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    Maria Thereza

    17 de novembro de 2010 às 22h31

    Não sou advogada, mas também acho que a porteira está aberta. O que será que o coiso fez, que acordos, com quem, para sair bonitinho e ir parar nos eua, com uma passagem pelo Chile, para um abortinho rápido?

Cornélius/Londrina

17 de novembro de 2010 às 18h01

…e os camburões da Folha sairão felizes pela rua e estradas transportando a edição 'gloriosa'.
Claro que não são os mesmos camburões manchados de sangue de outrora, mas que o sorriso é o mesmo, isso é.
Sorria Folha, Vc está sendo filmada…por toda a sociedade.

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blogdofajardo

17 de novembro de 2010 às 18h00

E as informações sobre a colaboração da Folha com atos criminosos da ditadrua? Ninguém vai pedir liberação?

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CC.Brega.mim

17 de novembro de 2010 às 17h59

no twitter:
o que a folha vai dizer da dilma?
#folhafacts #fichafalsa #falha #ditabranda

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Polengo

17 de novembro de 2010 às 17h55

Pra quem chamou a ditacuja de ditabranda, isso deve ser normal.
Já estão acostumados a não ter caráter, honra nem moral.

Eu espero que nem precise da tal ley de medios, espero que eles se enterrem sozinhos e se afoguem no próprio esterco.
Pena que o psdb em sp vai ajudá-los por mais um tempo.

Responder

FrancoAtirador

17 de novembro de 2010 às 17h55

.
Os Cidadãos Brasileiros, principalmente os Jovens, têm o direito de conhecer a Verdade Histórica do nosso País !

QUE TAL ABRIRMOS TODOS OS ARQUIVOS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL ?
.

Responder

edson

17 de novembro de 2010 às 17h53

Espero que a Carta Capital solicite ao STM os arquivos de FHC, José Serra, Roberto Freire e outros que disseram que eram de esquerda e que nunca foram de verdade…

Responder

    Marcia Costa

    17 de novembro de 2010 às 23h04

    Tô contigo! E o resto?


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