VIOMUNDO

Diário da Resistência


Olívio Dutra: “Estamos devendo muito ao povo brasileiro”
Entrevistas

Olívio Dutra: “Estamos devendo muito ao povo brasileiro”


28/01/2013 - 12h56

“Estamos devendo muito ao povo brasileiro”

Não mexemos na estrutura deste Estado, que continua sendo uma cidadela dos grandes interesses econômicos e culturais, afirma Olívio Dutra

23/01/2013

por Daniel Cassol

de Porto Alegre (RS), no Brasil de Fato

Desde quando criticou as “más com­panhias” que teriam levado o PT a enve­redar pelos caminhos ortodoxos da po­lítica, Olívio Dutra vem sendo uma das vozes internas críticas ao processo de inflexão conservadora do próprio parti­do. Fundador do partido, primeiro prefeito petista em Porto Alegre, governa­dor do Rio Grande do Sul entre 1999 e 2002 e ministro das Cidades no primei­ro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Olívio Dutra faz um ba­lanço realista dos dez anos de PT no go­verno federal.

“Não mexemos na estrutura deste Es­tado, que continua sendo uma cidade­la dos grandes interesses econômicos e culturais”, afirma. Em entrevista ao Brasil de Fato, Olívio, que esteve pre­sente no lançamento do jornal durante o Fórum Social Mundial em janeiro de 2003, em Porto Alegre, reconhece os limites da gestão petista, que começou naquele mesmo mês. “Temos uma gran­de dívida pela frente, mesmo que tenha­mos conquistado melhores condições de vida e de protagonismo político de mi­lhões de brasileiros“, reconhece, defen­dendo que o partido e a esquerda reto­mem o debate sobre as transformações necessárias na sociedade brasileira.

Além de um balanço dos últimos dez anos, o ex-governador gaúcho apontou os limites da experiência petista, os de­safios da esquerda e não deixou de refor­çar sua posição sobre a postura do parti­do em relação ao “mensalão”: “O PT ja­mais poderia ter feito isso mas pode, da­qui para frente, se assumir como partido da transformação e não da conciliação”.

Brasil de Fato – O Brasil de Fato foi lançado em janeiro de 2003, logo após a posse de Lula, durante o Fórum Social Mundial. O primeiro número do jornal trazia uma entrevista com o economista Celso Furtado e a manchete: “É preciso coragem para mudar o Brasil”. Passados dez anos do projeto do PT no poder, houve necessária coragem para as mudanças profundas no Brasil?

Olívio Dutra – Lembro de um cidadão da Bossoroca (cidade gaúcha das Mis­sões, terra natal de Olívio) que tinha 90 e tantos anos e dizia: “Coragem não me falta, me falta ar”. Não faltou coragem nos dois mandatos do Lula e neste que está se desenrolando com a Dilma. Mas é bem verdade que não rompemos com conjunturas adversas. Acabamos con­temporizando sob a alegação da gover­nabilidade, tendo que construir uma maioria não programática no Congres­so, tanto no primeiro quanto no segun­do governo do Lula, e até mesmo ago­ra. Mesmo havendo coragem para en­frentar os desafios de um país tão gran­de e com desigualdades imensas, esta maioria não programática sempre pu­xou para baixo a execução de um pro-grama que enfrentasse com radicalida­de situações de desigualdade que pe­nalizam milhões de brasileiros. Então, penso que coragem não faltou.

E políti­ca evidentemente se faz com coragem, mas também com clareza dos objeti­vos. Por isso, penso que ainda há mui­to o que fazer. Estamos devendo muito ao povo brasileiro, mesmo que tenha­mos conquistados direitos sociais, me­lhor distribuição da renda, oportunida­de de emprego e trabalho regular. Mas não fizemos, por exemplo, a reforma agrária com a radicalidade necessária. Com a maioria que constituímos, não fizemos nenhuma das reformas funda­mentais do Estado. Temos uma grande dívida pela frente, mesmo que tenha­mos conquistado melhores condições de vida e de protagonismo político de milhões de brasileiros.

Como o senhor mesmo diz, apesar dos avanços nas áreas econômica e social, os governos Lula e Dilma não enfrentaram questões estruturais. Foi por causa da governabilidade ou o projeto do PT no poder acabou sendo não enfrentar estes temas?

Sou um dos fundadores do PT e até hoje não vi nenhuma instância do par­tido se decidir por um projeto que fi­que estacionário ou que se condicione às conjunturas. Se isso está andando, é por conta de alguns setores que estão se contemplando com o que já se conquis­tou. Se pensamos que dialogar com am­plos setores da sociedade brasileira é suficiente, que isso abre espaços e reduz pressões, o projeto vai ficando, na sua realização, cada vez mais longe. O ho­rizonte vai ficando mais distante. E isso sem ter tido uma discussão.

Qual é o papel de um partido de esquerda e do so­cialismo democrático em sendo governo e tendo representação política para en­frentar um Estado que não é o que aco­lhe um projeto de transformação social?

Não mexemos na estrutura deste Es­tado, que continua sendo uma cidade­la dos grandes interesses econômicos e culturais. As elites se sentem muito con­trariadas em terem tido a fraqueza de deixar o povo brasileiro eleger um me­talúrgico para a Presidência da Repúbli­ca, e agora uma mulher que vem de uma luta que não é a luta que eles sempre pa­trocinaram. Mas isso não os impede de continuar tendo poder. Porque poder não é apenas estar no governo. O prota­gonismo do povo brasileiro ainda preci­sa ser estimulado, provocado. Nós che­gamos no governo e de certa forma con­temporizamos com as coisas.

Os movi­mentos sociais têm presença nos conse­lhos aqui e acolá, mas isso garante força para os movimentos sociais e mobiliza­ção ampla que um governo de transfor­mação precisa ter na base da sociedade para poder avançar? Isso não temos res­pondido como partido. Aliás, qual o pro­jeto que a esquerda brasileira tem para o país, não apenas para ganhar eleições? Como a esquerda vê o Brasil e a possibi­lidade de transformá-lo? E estabelecer entre si compromissos e poder alternar­se por dentro da esquerda, e não a es­querda disputar esta ou aquela eleição e depois ter que fazer negociações em que o seu projeto se estilhaça e o horizon­te da transformação fica cada vez mais distante.

O PT é o maior partido de es­querda do país e não nasceu de gabine­tes, mas está cada vez mais dependente destes nichos de poder dentro de um Es­tado que está longe de ter esse controle público e popular efetivo. E estamos ge­rindo esse Estado. É uma discussão sé­ria que precisamos nos debruçar sobre ela. O PT tem que fazer a obrigação de fazer isso. Não esgotou este projeto na medida em que não se tornar um parti­do da acomodação e se mantiver como partido da transformação.

O senhor defende a necessidade de a esquerda, não só o PT, discutir o que quer para o Brasil.

O PT aceitou o jogo democrático, mas a democracia não é estática, é um pro­cesso. Temos que estabelecer formas de ir desmontando a lógica do Estado que funciona bem para poucos e mal para a maioria. Temos que discutir como agir por dentro do Estado, em um processo democrático, mas não perdendo o obje­tivo estratégico de ganhar força na base da sociedade, semear transformações. Não temos que sair com um tijolo em cada mão, ou dando murro em ponta de faca, mas temos que ter consciência que o partido tem de ser uma escola política. Pode haver uma alternância entre as fi­guras dos diferentes partidos de esquer­da, desde que haja um compromisso de sequência do projeto de transforma­ção, e não de acomodação. Nosso parti­do tem que tirar lições dos governos que já exercemos, mas não ficar se autoelo­giando e nem se remoendo. Há uma rea­lidade a ser enfrentada. E é preciso ter povo mobilizado constantemente, não como massa de manobra, mas para for-mar uma base de sustentação.

O senhor acredita que ainda haja espaço para isso no PT? O senhor e outros dirigentes vêm defendo uma retomada de velhas tradições do PT, mas não é ilusório imaginar que o partido voltar a ser algo que já não é mais?

Eu não prego este retorno, mas tam­bém afirmo que, sem raízes, uma árvore não tem tronco com seiva sufi ciente pa­ra sustentar a galharia lá em cima. E es­sas raízes são as lutas sociais e popula­res, de um período histórico importante do país, no qual se originou esse ambien­te de fundação do PT. A conjuntura mun­dial é desafiadora. Vamos buscar apenas nos adaptar? Não é uma oportunidade de darmos um salto? O PT tem que debater isso.

As instâncias partidárias afrouxa­ram-se de tal maneira que inclusive tive­mos pessoas importantes do PT que co­meteram políticas que não se diferen­ciam das políticas tradicionais que sem­pre condenamos, sob alegação da gover­nabilidade e essas coisas todas. Isso não pode ser culpa apenas desta ou daque­la figura, mas as estruturas partidárias não estavam suficientemente atentas ou atuantes, e se criaram essas situações em que as pessoas pensavam que podiam fa­zer ou desfazer coisas que depois se jus­tificariam pelos objetivos. E isso levou a essa situação que estamos sofrendo, que é a Ação Penal 470, o chamado mensa­lão, que não pode ser o objetivo do nosso debate ficar remoendo, acusando aqui ou ali, mas se superando.

Achar que pode­mos comprar e vender opinião, comprar e vender posições, comprar e vender vo­tos, isso é o pior da política, que tem des­graçado o povo brasileiro e desqualifica­do as instituições políticas. O PT jamais poderia ter feito isso mas pode, daqui para frente, se assumir como partido da transformação e não da conciliação.

Apesar das críticas ao julgamento do mensalão, o governador gaúcho Tarso Genro vem afirmando em artigos que o partido deve mudar de agenda. É o que o senhor está dizendo também?

O partido não deve ficar se justificando, mas não deve também colocar a ca­beça no chão como avestruz. Tem que assumir que houve erros de conduta po­lítica. Não é condenar Fulano ou Bel­trano, mas assumir que em uma situa­ção tal, as instâncias do partido não fo­ram capazes de não se deixar aprovar por condutas assim. E ir adiante, evi­dentemente. Penso que a política para nós tem que ser a construção do bem comum, com protagonismo das pesso­as. O Estado, para funcionar bem, tem que estar sob controle público efetivo. Esse é um objetivo, colocar o Estado sob controle da sociedade. E para isso é pre­ciso ter espaço para os movimentos so­ciais, instigá-los dentro da sua autono­mia. Um governo tem limites para exe­cutar coisas, mas não pode submeter os movimentos sociais a esses limites que tem na institucionalidade.

O Brasil de Fato foi lançado durante o Fórum Social Mundial. O balanço que o senhor faz do FSM e das coisas que aconteceram no Brasil e na América Latina nestes dez anos é otimista ou pessimista?

É realista. Há avanços importantes, que não fossem as edições do FSM não teriam acontecido. Agora, há coisas que poderiam ter ido mais longe. O FSM também não pode ficar atrelado e depen­dente de governos, mesmo que sejam go­vernos sérios e comprometidos com as lutas sociais. O Fórum tem que ter for-mas de fazer com que suas deliberações ecoem nas instâncias supranacionais, nos organismos internacionais. O fato de o FSM ter perdido um pouco do foco, porque se mundializou, passou a aconte­cer em diferentes locais e depois ter en­contros maiores, continentais, para de­pois ter um encontro global, tem que ser revisto, para não se perder.

E qual o balanço realista que o senhor faz da imprensa alternativa brasileira neste período?

Cresceu muito, eu penso. Temos mui­tos veículos alternativos, mas qual é o conteúdo, o que estão provocando? Pen-so que esse florescimento de uma im­prensa alternativa é um caminho im­portante para enfrentar os grandes gru­pos econômicos que lidam com a infor­mação. É preciso ter uma miríade de fon­tes alternativas de informação e comuni­cação. Mas precisam ter uma visão, não é cada uma no seu território, na sua ca­tegoria, é preciso ter uma visão de como as coisas se relacionam, se interligam. E isso também é papel dos partidos polí­ticos, instigar essas relações e a qualifi­cação da intervenção. Temos um gover­no com problemas sérios na relação com os grandes grupos econômicos e a gran­de mídia.

A grande mídia se alimenta das contas de publicidade do governo e das empresas públicas. Enquanto isso, pa­ra jornais e veículos alternativos sobram migalhas. São questões políticas e preci­sam ser encaradas. Isto é uma dívida que ainda não saldamos.

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36 comentários

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xacal

29 de janeiro de 2013 às 18h56

Aos desonestos que posam de honestos:

Eis a cronografia dos comentários, já que o Marcos Rocha resolveu nos impor a verdade dele:

1º comentário do xacal – 28/01 às 18 horas – resumo: nada fala de nenhum “forista”, só de Olívio.

Réplica de João Vargas – idem às 18 h e 37 min – resumo: nenhuma ofensa.

Resposta do xacal a João Vargas – idem às 21 h e 43 min – resumo: nenhuma ofensa.

Comentário de Marcos W. dia 28/01 às 19 h e 28 min – transcrição:

“Olívio cego pela luz das câmeras?! Você é idiota por ignorante ou ignorante por idiota?!”

Resposta do xacal mesmo dia às 21h 47 min – trecho:

“(…)Não, sou as duas coisas por responder a um cretino como você.
Qual o seu problema, és montaria ou prenda do olívio?(…)”

Intervenção de Julio Silveira, dia 29/01 às 09 h 27 min:

“Esquenta não amigo, esse cidadão está bem resumido em sua auto denominação gramaticamente deformada. Quer ser um alien.”

Bom, e seguem os demais comentários.

Qualquer um poderá ler ataques e defesas, mas há uma sutil diferença. Só os agressores colocam os adjetivos desvinculados de qualquer argumento em relação ao tema do post publicado!

Estão aí as provas, os fatos.

O resto é o resto.

Responder

Marcos Rocha

29 de janeiro de 2013 às 15h47

Xacal

Diante da sua agressividade gratuita com os demais foristas…

Diante de sua desmedida arrogância, sendo o maior “dono da verdade” que já vi passar neste fórum…

Diante da sua evidente vontade em “aparecer”…

Tudo isso me levou a crer que tivesse acabado de sair da adolescência, fase em que acreditamos ter as respostas sobre tudo e sobre todos.

Aí sua imaturidade seria justificável.

Agora, se vc já é um adulto, um homem feito, só há que se lamentar sua postura neste fórum.

É apenas um marmanjo mal-educado.

Responder

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 18h24

    Bom Marcos, então me “empresta” a “sua verdade” sobre o xacal.

    Eu não creio que refutar com vigor o moralismo hipócrita seja uma tarefa a ser feita polidamente.

    Até porque, sabemos todos (pelo menos os mais sensatos) os estragos que esta lenga-lenga oliviana, tarsiana e de outros macartistas do PT estão causando, mas até que o julgamento do batbarbosão.

    Mas aquilo que você remete a deseducação eu chamo de atrito não-pessoal, na medida que ninguém aqui é nada além de um apelido, e nem sabemos se Marcos Rocha significa algo além de xacal ou Rodrigo Leme.

    Veja que eu poderia até te responder com “outro” nome, não é mesmo?

    Então, fiote, fica na sua.

    Vai aí um conselho, “de grátis”: deixe para se defender quando for a sua hora. Em relação ao blog, cabe aos seus editores defenderem aquilo que acham ser a regra de convivência, as quais, se me forem impostas, aceitarei (ou não e deixarei de participar).

    Esta foi, Marcos, a maneira mais polida de mandar você às favas.

    Cordialmente

    PS: se quiser continuar este diálogo, e aí sim, de forma pessoal, avisa que eu te mando o e-mail e a gente marca. Vou ter a chance de ouvir seus argumentos! Alive! Claro, se tiveres coragem para tanto!

xacal

29 de janeiro de 2013 às 14h43

Extra, extra, extra, gurizada!

Alistem-se no movimento do moralismo gaúcho!

A pauta é separatista, como o separatismo da paulistada em 32!

Nosso aliado é o presidente uruguaio, outro exemplo de espartano político!

Fundaremos a nova suíça brasileira(ops, e a lavagem de dinheiro, vai ter?)

Responder

Narr

29 de janeiro de 2013 às 11h55

OK, “ampliar a participação dos movimentos sociais”, “alterar as estruturas”. Mas além dessas fórmulas gerais abstratas, qual é a proposta? Se não especificar o que deve ser feito e o como deve ser feito não passará do “não gosto, eu quero”. É parecido com a lógica do PSOL: “vejam, esse é o governo do PT, trabalhadores continuam a ser explorado” – como se pudesse não ser assim no capitalismo (falta combinar com o povo, que só elege presidentes petistas porque eles se comprometem a não acabar com o capitalismo…)

Responder

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 14h45

    Narr, é igual a discurso de Miss:

    “pela paz mundial, fim da fome, salvem as baleias e pelo desenvolvimento sustentável”.

    ah, e claro, eles leem o pequeno príncipe, e acreditam fielmente que somos responsáveis pelo que “cativamos”!

    e pulam, por óbvio, o trecho da rosa e da cobra! O mundo é um lugar cruel não?

Mardones Ferreira

29 de janeiro de 2013 às 09h09

Acho que o Olívio não acompanhou o julgamento da Ação Penal 470 pelo STF. Não apenas o PGR, mas o ministro relator e revisor do mensalão petistas foram claros quando perceberam não existirem provas no trabalho conduzido pelos procuradores da república. Parece que o Olívio não soube que pela primeira vez na história da República uma teoria jurídica foi distorcida para incriminar – sem provas – comandantes políticos. Por fim acho correto o Olívio desejar que o PT seja mais o partido de ontem e menos esse conglomerado em busca de votos a todo custo e com gerente de uma coalizão que não está comprometida com as reformas estruturais que tanto o Brasil precisa para ser uma terra digna.

Responder

Ana Cruzzeli

29 de janeiro de 2013 às 08h38

Respeito demais esse cara, mas ele tem visão limitado do jogo brabo da politica.
Ele não está tendo a dimensão do que se tratou o julgamento do Mensalão e do que se trata para mais adiante.
1- Quando no rádio um tempo atrás ele pediu a Genuino que renunciasse foi a demonstração de covardia
2- Ele não percebe que o julgamento do Mensalão já mexeu com a base juridica da Republica. Pela primeira vez temos a possibilidade concreta de:
a- Reformular os meios de comunicação
b- Reformular as nomeações para altas cortes judiciárias da União, estados e municipios

3- Não é o partido que oferece as mudanças, ele só pode ser um catalizador. Até nisso o Olivio erra em sua analise conjectural. O povo é que oferece as mudanças.

Com relação ao resto não vou nem comentar, o que aconteceu com o Olivio em 2002 e a tal da prévias do partido falam por si.

Responder

    Rodrigo Leme

    29 de janeiro de 2013 às 09h02

    “2- Ele não percebe que o julgamento do Mensalão já mexeu com a base juridica da Republica. Pela primeira vez temos a possibilidade concreta de:
    a- Reformular os meios de comunicação
    b- Reformular as nomeações para altas cortes judiciárias da União, estados e municipios”

    Se vai dar uma idéia esdrúxula dessa, pelo menos tenha coragem de chamar a coisa pelo nome real: golpe.

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 11h41

    Bom, para o digão sem leme, as únicas possibilidades de alteração de estamento normativo sem golpe são as que privilegiam sua visão de mundo, como a compra de votos para a reeleição de FHC.

    Ou a condenação de réus sem prerrogativa de função em único grau (superior e definitivo) de jurisdição, quem sabe?

    Ou STF decretando perda de mandato sem poder fazê-lo?

    Todas as outras alternativas, como alterar monopólios de mídia(ainda que previstas em nosso ordenamento, como as leis anti-truste ou anti-cartel) ou legislar em rito constitucional(em sede de emenda)para mudar a forma de indicação de juízes de instância superiores e do Parquet, ainda que dentro das regras são golpe!

    Um primor de “raciocínio” que só uma “mente privilegiada” como a do digão para elabora!]

    É este tipo de gente, que em breve, estará de braços dados com julios-jênios e outros udenistas de macacão(como dizia Brizola) no blog. É só aguardar, eles não resistem em morder a isca!

    Rodrigo Leme

    29 de janeiro de 2013 às 15h30

    E você e outros não chamam a emenda de reeleição de golpe?

    Claro, regular a comunicaçãoe mudar o judiciário são pleitos legítimos, que são pensados a partir do momento em que nenhum dos dois se alinha com o que o PT quer. Legítimo horrores.

    Aliás, engraçado querer reformar o judiciário, quando os ministros do STF quase em sua totalidade chegaram lá por indicação de Lula ou Dilma. Talvez o próximo passo para “evoluir” seja cortar a cabeça de quem condenar petista.

    Golpe sim senhor. O blá blá blá seu sobre o julgamento é irrelevante, tanto quanto mentiroso e casuísta.

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 18h33

    sem leme, boa tentativa:

    Mas como sempre, tem furos: chamamos a emenda de reeleição de golpe pela compra de votos!

    Se tudo transcorresse dentro do processo legislativo, ok, embora fique sempre o cheiro de casuísmo de mudar uma regra que beneficie o proponente.

    E bem, quanto aos juízes, se você fica confortável com as revelações de fux-se o fato, e acha desnecessário o aperfeiçoamento das instituições brasileiras, por questões partidárias, quem sou eu para dizer o contrário?

    Eu prefiro(mas quem sou eu? não sou um digão sem leme, como posso questionar?) juízes que julguem todos de forma isonômica, sejam tucanos ou petistas!

    Mas digão dirá: “qual nada, tá tudo certo!” “temos um judiciário exemplar!”

    Quem sabe este debate iluminado seja uma prerrogativa dos iluminados do psdb quando estes chegarem ao poder?

    Ihhh, mas do jeito que vai a coisa, vai demorar umas quatro ou cinco décadas, e acho que o nome nem vai ser mais este, quem sabe?

Messias Franca de Macedo

29 de janeiro de 2013 às 00h50

[Data venia]

O passado de Celso de Mello
Um decano em IV atos: histórias supremas
publicada quinta-feira, 01/11/2012 às 09:33 e atualizada quinta-feira, 01/11/2012 às 10:48
Por Igor Felippe, colunista do Escrevinhador
em http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/em-campo/o-decano-em-iv-atos.html#comment-85794
########################################

… Uma das frases mais virulentas e estupidamente politizada do decano, em uma das sessões [da tarde!] do *”supremoTF”: “Os integrantes desta quadrilha agiam como ‘bandoleiros de estradas’.”

… Esperemos o decano e a **Ação Penal 536

*”supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas!
**Processo que trata do MENSALÃO [DEMo]tucano, nascedouro do ‘Valerioduto’!…

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL, despudorada, fascista, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, MENTEcapta, néscia, golpista de meia-tigela, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Jose

28 de janeiro de 2013 às 21h15

Olívio Dutra é um dos melhores quadros do PT. Infelizmente o PT PAULISTA que domina nacionalmente os diretórios não gostam de saber que existem outros “pensadores” além deles… Verifiquem as empresas estatais ou mistas do Brasil… Estão todos de mudança pra São Paulo ou os seus diretores são paulistanos…

Responder

Caracol

28 de janeiro de 2013 às 18h49

O problema, prezado senhor Olívio Dutra, é o seguinte, e é difícil resolvê-lo:
NÓS BRASILEIROS, ESTAMOS ACOMODADOS NO BAIXO NÍVEL.

Responder

xacal

28 de janeiro de 2013 às 18h00

Faltou a Olívio dizer que a grande aposta era o ministério das Cidades.

Pasta conduzida por ele para desencanto e frustração do presidente Lula.

Um fiasco, que talvez se explique por sua bucólica visão de mundo atual.

Sua visão é de uma tacanhez bisonha:

Assume como verdadeiras as conclusões do maior linchamento político da história, como se esta ato praticado no STF, com o patrocínio da mídia corporativa tivesse o objetivo reclamado por ele: mudar paradigmas de ação político-partidária.

Um ministro que só chegou ao poder pelas injunções que denuncia, deveria no mínimo ter a lealdade de calar a boca.

Ou ele acreditava que o processo de acumulação de forças para que Lula ultrapassasse o seu teto histórico, e se fortalecesse como alternativa real de poder se desse pelos instintos éticos e senso de civilidade do Congresso?

Um típico X9, Olívio deveria pedir o boné a sair do PT. Não contribui em nada! Só dá munição a oposição, e creio que ele sabe disto, por isto que está usando este discurso para tentar ressuscitar sua moribunda vida pública.

Um escroque que vomita em sua própria história. Se é que nos seus governos não haja nada dentro do armário.

É só acabar sua utilidade que a mídia lançará contra ele seus ataques. Mas o homem está cego pela luz da câmera.

Responder

    João Vargas

    28 de janeiro de 2013 às 18h37

    O seu desconhecimento da vida política de Olívio chega a causar espanto. Ele foi o primeiro prefeito de Porto Alegre eleito pelo PT, abrindo as portas para Tarso e outros petistas. Foi o primeiro governador eleito no RS pelo PT, depois levou uma rasteira do próprio Tarso nas prévias para a reeleição. A sua dignidade e retidão políticas são conhecidas por todos os gaúchos. Um homem de extremo valor cujos pés deviam ser beijados pelos denunciados do mensalão. Quem deveria pedir o boné e sair do PT são aqueles que se amoldaram as falcatruas políticas, se igualando ao pior que existe na política brasileira. Jogaram no lixo a ética e a honestidade que homens como o Olívio (infelizmente poucos) ajudaram a construir dentro do PT.

    xacal

    28 de janeiro de 2013 às 21h42

    Engraçado, não vi o dutra pedir o boné em 2005.

    Só os tolos imaginam em “rasteiras” políticas, ou em ingênuos!

    Quanto mais eu ouço este negócio de beijar os pés do santo, eu lembro de demóstenes…

    Conheço a vida e trajetória política do olívio desde os bancários.

    Mas eu imaginei que retidão fosse um valor intrínseco e não vantagem comparativa? Ué, e o que resta na biografia dele?

    O que legou no ministério das cidades, além de sair resmungando?

    Será que olívio imaginou que as bases de negociação para construção da base de apoio de Lula era mais ou menos como as estórias de arreios e estancieiros que ele acumulou do folclore gaúcho?

    Santo deus, daqui a pouco vão dizer que o julgamento dos réus foi justo, e que o mensalão de fato, existiu como a mídia inventou…ih, foi isto que este comentarista falou.

    Então,tá tudo dominado mesmo: Suplicy fazendo campanha no senado pelo escroque do Simon(que apoiou Yeda Crucius) e olívio costeando o alambrado, como dizia outro gaúcho, o velho Brizola(só que este era gaúcho “de verdade”, e não quinta coluna)

    Marcos W.

    28 de janeiro de 2013 às 19h28

    Olívio cego pela luz das câmeras?! Você é idiota por ignorante ou ignorante por idiota?!

    xacal

    28 de janeiro de 2013 às 21h47

    Não, sou as duas coisas por responder a um cretino como você.

    Qual o seu problema, és montaria ou prenda do olívio?

    O papel ridículo que ele está a fazer é transportar a luta interna por hegemonia dentro do partido para as externas.

    Um tipo de comportamento de quem não tem, e nunca teve aptidão para construir maiorias partidárias, e depois, tenta uma solução de força, por fora.

    Só que agora ele cai no ridículo de criticar posições de um governo que ele fez parte até ser defenestrado por completa inércia em uma das pastas mais importantes, o ministério das cidades, que só deslanchou depois que o gaúcho saiu de lá.

    Mas eu não vi ele pedir demissão quando estouraram as denúncias, nem exigir instauração de processo na comissão de ética do PT nacional para apurar as denúncias.

    Agora, com o circo do STF, sai da caverna dos pampas para chutar cachorro que julga morto…

    Em suma, um cretino!

    Julio Silveira

    29 de janeiro de 2013 às 09h23

    Esquenta não amigo, esse cidadão está bem resumido em sua auto denominação gramaticamente deformada. Quer ser um alien.

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 11h35

    Julio, Julio, as chineladas pretéritas não bastaram? Queres mais atenção?

    Meu filho, eu poderia ser arrogante, e dizer-lhe que te falta tudo, desde bom senso ideológico, até talento para expor aquilo que você chama de ideias.

    Mas não! Eu te respeito mais você que você respeita a si mesmo, e portanto, pouparei-lhe do dissabor de ser esculachado mais uma vez:

    Você é um “jênio”, Julio, tudo que você diz, ou disse sobre o xacal é verdade, hurra, viva, longa vida para o julio!!!!

    Tá bom fiote, agora vai “nanar” vai!

    Em tempo: cuidado para não se embolar na tentativa de parecer algo que não é(inteligente), gramaticalmente, e não “gramaticamente” (advérbio de modo: modo gramatical errado).

    Mas eu não ligo para estas ilações eruditas da língua, afinal, mesmo com todo sacrifício, consegui entender seus zurros!

    Vejo que continua a adorar o apelido xacal. Deve ter-lhe causado impacto mesmo.

    Putz, que tipo de idiota resume seus argumentos a ponderações sobre apelidos, sem nenhum contexto ou argumento que as acompanhe?

    O JJ: julio-jênio

    Julio Silveira

    29 de janeiro de 2013 às 12h18

    Não sou eu que procura espaço para aparecer nas opiniões alheias. Quem provoca deve estar pronto para receber respostas. Mas voce é desses “esquerdistas” planfletários do oportunismo.

    Julio Silveira

    29 de janeiro de 2013 às 12h24

    Atingi meu objetivo, expus um mediocre.

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 14h37

    uau, julio, neste momento grave, e dentro de tema tão vasto, e de todos os textos produzidos(inclusive pelo xacal, ao contrário de você, que não excede 4 ou 5 linhas), você preocupa-se em “me expor”?

    caramba, isto que é dedicação.

    em tempo, procure aí no arquivo do blog, e verás um ou dois textos colocados na página principal, e que deram algum debate.

    engraçado, procurei algo seu para “expor ao ridículo” e…nada!

    o ridículo já está implícito em sua deficiência teórica.

    Luís Carlos

    28 de janeiro de 2013 às 21h51

    Olívio está acima, muito acima de qualquer política rasteira. Tem grande admiração da população gaúcha exatamente pela sua característica de transparência e seriedade, concordem ou não com ele. Olívio foi atacado pela mídia golpista do RS e jamais se curvou ou aderiu a práticas corruptas e inescrupulosas. Prova disso é a própria vida de Olívio. Morei em Porto Alegre quando ele foi prefeito daquela cidade e vi, diferentes vezes ele embarcar no mesmo ónibus lotado que dezenas de trabalhadores pegavam para ir ao trabalho de manhã, abrindo mão do carro oficial para o transporte que seria de direito dele usufruir em serviço. No RS todos sabem da vida ilibada de Olívio, e do compromisso dele com o programa do PT e com os trabalhadores. Lamento por sua palavras sobre Olívio Dutra.

    Marcos Rocha

    28 de janeiro de 2013 às 22h11

    Por favor, me tire uma dúvida, mas com sinceridade: vc tem no máximo 22 anos. Acertei?

    Júlio De bem

    29 de janeiro de 2013 às 01h13

    Você é só mais um paulistinha que se abraça no Dirceu achando que é santo. Tantos anos de luta de dirceu foram colocados na lata do lixo por ele mesmo, que prefere as cifras do que as pessoas. E não venha me dizer que foi injustamente julgado, pq esse papo nao cola comigo. Pode colar pros fanáticos e puxa-sacos, mas comigo não.

    Ps: Dificílimo um comentário contra o Dirceu passar aqui no viomundo que frequento desde 2008

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 07h49

    Só um tolo assinaria “de Bem”. Precisa dizer mais alguma coisa sobre os limites de sua visão política?

    Ora, ele enxerga o Olívio, o Olívio no governo Lula, mas não enxerga o processo de negociação(argh, que coisa suja! do mal!!!) e todo o governo, com Dirceu na casa civil, e antes, construindo a campanha e a governabilidade.

    Claro, se dependesse do piá de bigode dos pampas, não alcançaríamos mais que governos dos estados e os históricos 30 milhões de votos.

    E quem está errado? Que é “do mal”? O povo, que votou, e ratificou sua visão pragmática nas urnas(inclusive com a sua representação no Congresso, que inclui muita gente, argh, não pura)ou o Olívio, do alto de sua sabedoria de oráculo das estâncias?

    Típico de sindicalista de banco estatal(BB, com estabilidade) a construção de uma noção udenista-sindical, fiel ao moralismo cristão das CEBs.

    Este conflito, já superado há anos, reaparece com oportunismo ímpar.

    A diferença entre Genoíno, Dirceu e Olívio?

    os dois primeiros fizeram(SEMPRE)o que tinha que ser feito, sacrificando até suas escolhas pessoais e suas vidas, enquanto o segundo, à bordo do que os dois primeiros construíram vai até o “limite de sua consciência classe média”.

    E o que é muito pior: usando de uma deslealdade típica dos piores seres, comportamento que exige nos outros, por óbvio.

    Quanto ao outro comentarista aí de cima, obrigado pelo elogio dos 22 anos. Parece que recuperei minha rebeldia, enquanto você, pilotando este udenismo macartista deve estar com algo entre 180 ou 212 anos.

    Já ao outro, o aviso: não adianta culpar a “geografia” pelo nanismo político do PT em outros estados.
    Nós aqui do RJ sempre reclamamos dos paulistas, mas nunca aprendemos a fazer política.
    Mais ou menos como vocês aí do RS! E olha que vocês já tiveram chances bem melhores, hein?

    Júlio De Bem

    29 de janeiro de 2013 às 10h56

    De Bem é meu sobrenome. Somente um idiota compara um sobrenome com visão política.

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 12h18

    Neste caso, “senhor De bem” o rótulo e conteúdo coincidem! Deve ser a “sua maldição pelo nome”.
    Como se colocasse “fulano Pelé”, e isto fizesse todo mundo a esperar de você 1000 gols.

    O destino prega estas peças, mas tem previsão legal para alterar estas aberrações.

    Imagina você condenado em algo que não “seja De bem”? vai ser dureza!

    Ah, não, você é um cara “de bem”, rs.

    E poderia ter tantas outras variações: Bo Boca, ou midi ota.

    Então, vamos lhe ungir com apelido: Poli-ana fica bom para você?

    Marcelo S.

    29 de janeiro de 2013 às 01h34

    É muito bom ver o Olívio voltando a aparecer, ainda mais em tempos que antecedem o congresso do PT. O PT precisa ser urgentemente reconquistado pela esquerda. Seria bom dar mais ouvidos às liderancas regionais.

    Marcos W.

    29 de janeiro de 2013 às 12h25

    E para além da tua tendência a defender carreiras delituosas, Olívio acredita que o PT está devendo e está mesmo. Lei de Mídia já. Reforma Agrária já. Reforma Tributária já. Reforma Política já!!

    xacal

    29 de janeiro de 2013 às 14h40

    E reforma do caráter do eleitorado já, principalmente os hipócritas!

    Porque, afinal, não há corrupção sem corruptores e corrompidos, nem políticos sem caráter sem eleitores idem, polícia violenta sem sociedade idem, e por aí vai.

    Mas há uma raça de “gênios” que se imagina além destes conflitos, como uma entidade über alles(como dizem os alemães).

    No entanto, olhados de perto, não passam de fraudes, igualzinho ao demóstenes, mas com verniz de esquerda.

Julio Silveira

28 de janeiro de 2013 às 17h01

O Olivio dentro do RS e do PT do estado é dos poucos que mantem o espirito na esquerda. Aquela correta idealista, sem deslumbramentos com as novidades superfluas que o poder traz.
Tem mais gente boa (mas cada vez menos) no partido no estado, mas este cidadão é quem mais admiro por sua coerência.

Responder

João Vargas

28 de janeiro de 2013 às 15h15

Excelente entrevista. concordo com Olivio em todos os pontos. Não adianta ficar chorando em cima do mensalão. O PT tem que seguir em frente e buscar as grandes reformas do Estado que até agora não foram feitas. Não precisa comprar políticos para fazer isto, e sim, instigar a população para ter o apoio necessário. Mas para isto, em primeiro lugar, o PT tem que ter uma agenda bem definida e colocá-la claramente para a nação.

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