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Zelotes: Oposição não comparece à audiência; delegados dizem que lei é condescendente com crimes tributários
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Zelotes: Oposição não comparece à audiência; delegados dizem que lei é condescendente com crimes tributários


20/05/2015 - 22h49

zelotes - audiencia 20 de maio

Na mesa: os delegados Hugo Correia (E) e Marlon Cajado (D); no centro, o deputado Valtenir Pereira (Pros-MT)

zelotes - audiência 2

Oposição não compareceu à audiência, que foi acompanhada por boa parte dos deputados petistas. Entre eles,  da esquerda para a direita, Adelmo Leão (MG), Paulo Pimenta (RS) e Toninho Wandscheer (PR). Fotos: Zeca Ribeiro/ Câmarados Deputados

Zelotes: “Crimes tributários têm tratamento diferenciado de crimes comuns”, critica delegado da Polícia Federal

 da assessoria de Imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), via e-mail

A subcomissão da Câmara dos Deputados que acompanha a Operação Zelotes recebeu, na manhã desta quarta-feira (20), os delegados da Polícia Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos, da Divisão de Repressão a Crimes Fazendários, e Hugo de Barros Correia, da Coordenadoria Geral da Polícia Fazendária. Os dois são responsáveis pela investigação da Operação Zelotes, que apura o esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), em que empresas com débitos tributários com a Receita Federal pagavam propina a conselheiros que atuavam no órgão para escaparem das dívidas.

Na audiência pública, que foi acompanhada durante boa parte somente por deputados petistas, os delegados fizeram críticas à legislação, à composição do Carf e à Súmula Vinculante 24 do Supremo Tribunal Federal que, segundo eles, reduziu pela metade os inquéritos policiais contra crimes tributários nos últimos cinco anos.

“Não é que diminuiu a quantidade de crimes tributários, ou que a Polícia está investigando menos. A Súmula do STF, de 2009, consolida o entendimento de que a PF não pode instaurar inquérito policial se a Receita Federal, em sua última instância, não constituir definitivamente o crédito tributário. Isso dificulta e impede o início de uma investigação”, lamentou o delegado Hugo Correia.

O delegado informou que muitas das investigações relacionadas ao Carf só foram possíveis a partir de evidências de crimes de corrupção, advocacia administrativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Os delegados enfatizaram que a legislação brasileira permite um tratamento diferenciado para crimes tributários em relação aos crimes comuns. Segundo eles, a leis são mais condescendentes no âmbito do direito penal tributário.

De acordo com delegado Marlon Cajado dos Santos, a conclusão do inquérito deverá ocorrer em quatro meses, e que a ideia é desmembrar a investigação para dar mais celeridade. Marlon Cajado dos Santos também criticou a fórmula de composição do Carf, que possui 216 conselheiros, sendo metade de servidores de carreira da Receita Federal e a outra metade composta por representantes da sociedade civil. “Está demonstrada que a paridade do Carf facilitava a atuação de pessoas que buscavam cometer irregularidades”, disse com base nas investigações.

Deputado Pimenta defende “investigação dentro da investigação”

Relator da subcomissão, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu que seja feita uma “investigação dentro da investigação”. O deputado disse temer que haja uma contaminação das “esferas superiores” no andamento dos processos, em razão dos vultuosos valores e do envolvimento de pessoas e empresas muito influentes no País.

Pimenta classificou como “estranho” o fato de a Justiça ter negado os 26 pedidos de prisão solicitados pelo Ministério Público Federal e ter decretado o sigilo das investigações. Diante desses fatos, o deputado Pimenta anunciou que, na próxima semana, fará uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo a instauração de procedimento para apurar possíveis irregularidades na prestação jurisdicional na 10ª Vara Criminal Federal do DF.

“Não é razoável que um País como o nosso, com as necessidades e as dificuldades que possui, tenha créditos bilionários sem que haja uma agilidade ou prioridade por parte do Poder Judiciário. Como é possível existir processos bilionários como esses prescrevendo em prejuízo da União em varas especializadas de combate à lavagem de dinheiro e aos crimes de colarinho branco?”, questionou o deputado Pimenta.

De acordo com o relator, deputado Paulo Pimenta, os próximos convidados para falarem à subcomissão serão o Presidente do Carf, Carlos Alberto Freitas Barreto,  e a Corregedora Geral do Ministério da Fazenda, Fabiana Vieira Lima.

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7 comentários

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Museusp Batista

22 de maio de 2015 às 09h04

Essa não vai ter delação (espremida) premiada porque o preclaro judiciário nem sequer autoriza as prisões requeridas pelo MP e, o mais importante, os suspeitos não foram indiciados no JN pelo Delegado Geral Ali Kamel. Então, nenhum órgão está autorizado a levantar qualquer suspeita contra quem quer que seja. Fora a preciosa ajudinha do Preclaro STF com a súmula vinculante que constrange toda a investigação contra suspeições que recaiam sobre as estirpes mais elevadas, tão caras aos nossos zelosos magistrados. Está aí a justificativa para o nome ZELOTES, questionado pelo Elias. O caso investigado é originado na falta de zelo dos servidores corrompidos e sustentado na certeza da impunidade garantida pelo judiciário engajado.

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Julio Silveira

21 de maio de 2015 às 20h26

Cabe aos politicos fazerem seus papeis no aprimoramento democratico. Assim como a oposição, com seus correligionários das mídias corporativas, apontam suas baterias contra as sacanagens de elementos que atuam na situação, cabe a esses também atuarem para moralizar as instituições, buscando identificar e penalizar os canalhas que atuam na oposição, inclusive seus correligionários midiáticos. Prefiro assim, um país em que todos se fiscalizam, e buscam tapar o furos que propiciam facilidades para irregulridades, a um Brasil como era, quando todos trabalhavam em unissono para desclassificar e desmoralizar a pratica politica. Na politica não deveria haver o compadrio já acaba se tornando de pessimas consequencias para a cidadania.

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ricardo silveira

21 de maio de 2015 às 18h39

A que ponto chegamos, fazer “investigação dentro da investigação” para evitar mais corrupção, agora, dos operadores da justiça?

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Elias

21 de maio de 2015 às 14h47

Disse o delegado Marlon Cajado: “Está demonstrada que a paridade do Carf facilitava a atuação de pessoas que buscavam cometer irregularidades.” Então o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) é corresponsável por essa sonegação fiscal que tem sob suspeita empresas de porte, partidos políticos e até empresa de telecomunicação e multimídia, qual seja, a RBS que é a maior empresa afiliada da Rede Globo. A Operação Zelotes não podia ter um nome melhor. Zelote, segundo o dicionário Aurélio, é aquele que finge ter zelos. Quem finge ter zelos, como qualquer fingidor, mente. Essa mentira contra o Fisco sai muito caro para o país. Nos Estados Unidos já deu cadeia a cidadãos comuns. Não se entende por qual motivo no Brasil esses mastodontes bilionários conseguem empurrar com a barriga os “desmazelos” com a Fazenda. Faz-se necessário ir adiante nessas investigações. Segundo consta os prejuízos calculados pela Operação Zelotes superam os da Lava Jato.

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sergio m pinto

21 de maio de 2015 às 13h44

O pessoal da oposição é cuidadoso. Vai que eles aparecem no evento e não conseguem sair.

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Nelson

20 de maio de 2015 às 23h29

O apodrecimento moral da nossa elite dominante é algo espantoso.

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    Rita

    21 de maio de 2015 às 14h51

    Assino embaixo.


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