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Vazajato: Dallagnol fez vista grossa à corrupção de Onyx; Moro ficou feliz com derrota de Renan, ”ajudado” pelo grupo; vídeo
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Vazajato: Dallagnol fez vista grossa à corrupção de Onyx; Moro ficou feliz com derrota de Renan, ”ajudado” pelo grupo; vídeo


12/08/2019 - 16h22

Da Redação

O Intercept Brasil realizou ao meio dia desta segunda-feira, 12/8, uma transmissão ao vivo da VazaJato com diálogos inéditos sobre o senador Renan Calheiros (MDB-Alagoas) e o ex-deputado federa Onyx Lorenzoni (DEM-RS), atual chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro.

Duas bombas.

Uma delas: os procuradores da Lava Jato agiram para derrotar, em fevereiro, Renan Calheiros, que disputava a presidência do Senado e o ministro Justiça Sergio Moro ficou feliz com o resultado.

Nos chats abaixo, os procuradores se parabenizando pelo papel desempenhado por eles e por um grupo manobrado por Dallagnol na derrota de Renan no Senado.

“É graças à nossa equipe e a muitos brasileiros corajosos que tomaram postura, como o MUDE”. “Vc ajudou a derrubar Renan”, parabenizou o procurador Vladimir Aras, falando com Deltan num chat privado. “Moro ficou feliz”, garantiu Aras, referindo-se ao ministro Sergio Moro.

A outra bomba: Dallagnol  confessou que já sabia que  Onyx Lorenzoni estava envolvido em corrupção.

Mesmo assim, fez vista grossa e seguiu trabalhando com Onyx, que era o lobista das 10 Medidas Contra a Corrupção, ideia da Lava Jato.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) transmitiu a live do Intercept na sua página em rede social.

“Onyx é aquele mesmo que foi ‘perdoado’ por  Moro apenas porque admitiu que errou e pediu desculpas”, observa o deputado.

Esses novos diálogos vazados escancaram ainda mais a seletividade da Lava Jato e a hipocrisia escrachada dos lavajatistas.

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12 comentários

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CELSO DIAS DE MOURA

14 de agosto de 2019 às 06h41

O mais incrível, é que depois de tudo isso, achando que os caras estão certos.

Responder

Roberto

12 de agosto de 2019 às 22h35

Isso que que uma.vergonha achamos que o Brasil estar na mão de pessoas que deveriam cuidadar da sociedade ao contrário faz tudo por fama cadeia
neles stf vai mostrar quem é eles colocando na rua pessoas como eles não era para estar defendendo a nossa população que paga seus impostos corretamente

Responder

Jamilly kessia

12 de agosto de 2019 às 20h33

Essa foto que é selfie do Moro com o Onyx lorenzoni e outro que o celular não deixa vê o rosto é a selfie da quadrilha a jato de Curitiba.

Responder

Kiko

12 de agosto de 2019 às 20h30

Agora tá mais que provado que o Moro e o Dallagnol tem seus corruptos de estimação entre eles Aécio Neves, Temer e Onyx lorenzoni.
Nunca existiu lava jato e sim quadrilha a jato de Curitiba.

Responder

    Leonardo Cesar Santos

    13 de agosto de 2019 às 02h56

    Concordo com você. Nunca existiu Lava-Jato! Fomos enganados. Vamos, não se misture com essa gentalha!

Zé Maria

12 de agosto de 2019 às 20h29

Watergate Tropical

Conversas de Moro e Dallagnol Desacreditam o Sistema

Por Juremir Machado da Silva, no Correio do Povo

O site The Intercept Brasil foi criado pelo jornalista
norte-americano Glenn Greenwald.
Ele já ganhou o prêmio Pulitzer – o Nobel do jornalismo –
por ter divulgado em 2013 a montanha de dados obtidos
pelo ex-agente da CIA Edward Snowden sobre grampos ilegais
praticados pelos Estados Unidos atingindo cidadãos de todo tipo.
Foi um terremoto na escala máxima.
Agora, o jornalista recebeu o material extraído de grupos
de discussão de membros da Lava-Jato e do então juiz
pretensamente imparcial Sérgio Moro.
Segundo Greenwald, o filão é ainda mais rico.
Ele resume sem pressa e com a confiança de quem tem bala na agulha:
“Moro era um chefe da força-tarefa, que criou estratégias
para botar Lula e outras pessoas na prisão, se comportando
quase como um procurador, não como juiz”.

Os diálogos travados em aplicativos por Deltan Dallognol,
Sérgio Moro e outros mostram que juiz e procuradores
agiram em parceria, em conluio.
O material é ótimo para uma boa análise de discurso.
Em 9 de setembro de 2016, Dallagnol, no aplicativo Telegram,
num grupo sugestivamente chamado “Incendiários ROJ”,
abriu o coração:
“Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal
e indícios frágeis? Então é um item que é bom que esteja
bem amarrado.
Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre
Petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram
tô com receio da história do apto.
São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas
e na ponta da língua””.

Nem provas cabais nem convicção?

Em 21 de fevereiro de 2016, Moro orientou Dallagnol a inverter
a ordem duas operações da Lava Jato.
A Constituição Federal prevê que juiz e Ministério Público,
o acusador, não podem atuar em conluio.
A defesa não teve a mesma facilidade.
Dizer que isso é normal tem nome: fazer o cidadão de bobo.

Anteontem, em entrevista ao Esfera Pública, na Rádio Guaíba,
o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello
disse que o Brasil vive tempos estranhos e triste.
Afirmou também que qualquer conversa fora dos autos
é inadequada e que Moro ficou sob suspeição,
o que pode prejudicar sua pretensão ao STF.
Moro diz que não vê nada demais nas conversas reveladas.
No Congresso Nacional, fala-se em CPI.
Dallagnol tornou-se objeto de representação
no Conselho Nacional do Ministério Público.

Num momento missionário, Sérgio Moro escreveu ao parceiro Deltan:
“Fiz uma manifestação oficial. Parabéns a todos nós.
Ainda desconfio muito de nossa capacidade institucional
de limpar o Congresso. O melhor seria o Congresso
se auto limpar mas isso não está no horizonte.
Eu não sei se o STF tem força suficiente para processar
e condenar tantos e tão poderosos”.
Era o Moro fazendo política. O site do jornal Folha de S. Paulo
repercutiu amplamente as informações do Intercept.
Já os do Estado de São Paulo e de O Globo no começo
não deram muita bola. Por que mesmo?
Por inveja, ideologia ou estratégia?

A mídia internacional não faltou ao encontro.
Le Monde foi direto:
“E se o maior escândalo da história do país
tiver sido manipulado?”
Em texto que se tornou o mais lido do dia, Le Monde destaca
que se ficou sabendo que “mesmo os procuradores tinham
sérias dúvidas sobre a existência de provas da culpabilidade
de Lula”.
A imprensa de língua inglesa também se interessou
pelo assunto.

The Intercept garante que tem muito mais.
Não há tédio neste Brasil tropical. Mas há muita hipocrosia,
parcialidade e seletividade.

Sairá hoje a nova leva do Intercept?

As tropas da Lava Jato adotaram uma estratégia:
tentar dizer que os arquivos foram editados.
Muitas coisas estão provadas:

1) Que o próprio MP duvidada das suas provas contra Lula.

2) Que MP e juiz Moro trabalharam de mãos dadas para condenar.

3) Que procuradores, conforme se lê nos diálogos,
tinham forte viés antipetista e queriam ajudar a evitar
a volta do PT ao poder.

4) Que fizeram politicagem.

5) Que Moro orientou o MP, ofereceu testemunha, cobrou
mais operações, deu conselhos, puxou orelha, comemorou
com a sua galera e combinou com Dallagnol a liberação
do grampo ilícito que ajudou a derrubar Dilma Rousseff.

6) Que Moro não foi imparcial.

7) Que Moro está em contradição:
antes, não queria saber de origem de material,
mas só do seu conteúdo. Agora, inverte.
Uma coisa é o Estado cometer ilegalidades para condenar.
Outra, o acusado obter provadas ilegais para se inocentar.

8) The Intercept está fazendo o jornalismo
que a Mídia convencional abandonou.

9) Moro, como diz o jurista Miguel Reale Jr, deixou de ser mito.

10) Vem mais por aí.

https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/watergate-tropical-1.344851

E VEIO!

Responder

    Cristina Alexandre

    12 de agosto de 2019 às 21h57

    Isso não me representa… esse Glenn é uma fraude… porque não volta para os Estados Unidos… lá já aprontou e se ele pisar nos USA será preso e vem perturbar os brasileiros… devemos muito ao Juiz Sérgio Moro e ao Deltan e a todos os componentes da Lava Jato… vocês são uma trupe de mentirosos e manipuladores.

MARCOS ELENILDO FERREIRA

12 de agosto de 2019 às 20h29

Quem é honesto na política ?????? Quem está limpo ???? Íntegro ..que não está ligado a nenhum interesse pessoal e nenhuma corporação ou multinacional … fazendeiro ou pecuarista … Banqueiros,etc…. Quem ?????

Responder

Leleco

12 de agosto de 2019 às 20h28

O deltan dallagnol é o verdadeiro 171 no código penal e o Moro não fica atrás.

Responder

Mônica Leme

12 de agosto de 2019 às 20h17

Jamais investiria minha grana se fosse empresário num país com uma justiça tabajara dessas.
Dificilmente existe licitação pública sem corrupção por parte de servidores, ou as empresas aceitam isso ou são carta fora do baralho. Há exceções, mas no geral e isso. Grandes compras públicas eu falo. Logo não dá para criminalizar empresas por erros de servidores públicos ou diretores de empresas privadas. Pessoas tem que ser presas, empresas não podem ser quebradas por mero capricho.
Moro e Dallagnol erraram e aí vamos destruir todo o judiciário e MPF por causa de alguns laranjas podres.
Essa sanha persecutória da justiça tabajara tem consequências na economia que se tornou um caminhão sem freio na descida.
Prisão em segunda instância julgada por uma turma de 3 juízes contra no mínimo 11 do supremo ou 5 de uma turma do supremo. Turma do STJ deve ser maior eu suponho.Isso e para chorar de rir de tamanho impropério proposto pela lava jato.
Logicamente o julgamento no tribunal de segunda instância só vale se condenarem o coitado do condenado. O cara já entra condenado. Condenação feita por desembargadores amiguinhos de juízes e procuradores de primeira instância lógico.
Se alguma turma de 2 instância absolver e soltar o réu o juizao de primeira instância rasga o acórdão e mantém o réu preso. O juizao de primeira instância pisa na cabeça dos desembargadores que soltaram o réu.
Esse e o Brasil atual. O soldado da ordem unida para o general. Apesar que esses generais Bento carneiro brasileiros são bem capazes de entrar em forma para um simples soldado americano. Os caras venderam a alma pro capeta. USA acima de tudo.

Responder

Zé Maria

12 de agosto de 2019 às 20h14

“Dallagnol – 19:55:12 – Tava lembrando do JN c ROJ foi top.
Esse nosso time rocks!!!!”

Os Patifes da FTLJ tinham um Grupo no Telegram
denominado “Incendiários ROJ”

ROJ seria um Acrônimo dos Prenomes do Procuradores:
Roberson Henrique Pozzobon
Orlando Martello Junior
Januário Paludo

Ou seria a Sigla para ROdrigo Janot?

Responder

Orlando

12 de agosto de 2019 às 17h53

Que lixão tudo isso, me dá náuseas e vergonha desses mau caráter da ( in ) justiça brasileira.

Responder

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