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Faustão confirma que deu conselho a Moro e Deltan vibra com sucessor de Teori: “Aha, uhu, o Fachin é nosso”
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Faustão confirma que deu conselho a Moro e Deltan vibra com sucessor de Teori: “Aha, uhu, o Fachin é nosso”


05/07/2019 - 13h02

Da Redação

As especulações sobre a morte do relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, em um acidente de avião, foram alimentadas pelo próprio filho do ministro, Francisco.

“Acho que se justificam as ilações de que também possa ter havido homicídio, já que eram tantas as coincidências e já que o momento era tão propício”, afirmou ele.

Quando Teori morreu, era o encarregado de homologar as delações da Lava Jato no STF.

Com a revelação das mensagens trocadas entre o juiz federal Sérgio Moro e procuradores da Força Tarefa da Lava Jato está claro que havia, nos bastidores, uma queda de braço entre Teori e Moro.

Além de ditar o rumo da Operação, Moro queria evitar que acusados com foro privilegiado tivessem seus casos analisados pelo STF.

Ele trabalhou para manter em Curitiba os processos envolvendo o ex-presidente Lula, apesar do apartamento tríplex ficar em Guarujá e o sítio em Atibaia, ambos no estado de São Paulo.

O argumento de Moro é de que Lula teria desfrutado de vantagens pessoais em troca de contratos de empreiteiras com a Petrobrás.

A defesa do ex-presidente contestou: quais contratos e quais ações específicas de Lula teriam influenciado o fechamento dos contratos?

Na sentença de Lula não há resposta a esta questão básica.

À época em que relatava os casos da Lava Jato no STF, Teori repudiou publicamente o comportamento de Moro ao menos duas vezes.

Numa delas, condenou a divulgação de um grampo entre a então presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, que serviu aos propósitos políticos de Moro — interessado no impeachment de Dilma.

Dilma tinha prerrogativa de foro.

Além disso, a gravação do telefonema foi feita depois de terminado o prazo que o próprio Moro tinha dado à Polícia Federal para fazer o monitoramento.

Teori também fez um discurso público, sem citar Moro, fazendo críticas genéricas a comportamentos que via como inadequados, como a busca de juízes por holofotes.

Com a morte de Teori, Edson Fachin assumiu a relatoria da Lava Jato no STF.

“Aha uhu o Fachin é nosso”, exultou o procurador Deltan Dallagnol em mensagem que enviou pelo Telegram, depois de conversar por 45 minutos com o ministro, no período da troca de relator.

A saída de Teori de cena, em outras palavras, fez o chefe da Força Tarefa vibrar.

A revelação está na reportagem que resultou da parceria entre o Intercept Brasil e a revista Veja.

Trecho:

As conversas entre membros do Ministério Público Federal assumem várias vezes o tom de arquibancada, com os membros da força-tarefa vibrando e torcendo a cada lance da batalha contra os inimigos.

Em 13 de julho de 2015, Dallagnol sai exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin e comenta com os colegas de MPF: “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”.

A preocupação da força-tarefa com a comunicação para a opinião pública era constante.

Em 7 de maio de 2016, Moro comenta com Dalla­gnol que havia sido procurado pelo apresentador Fausto Silva.

Segundo o relato do juiz, o apresentador o cumprimentou pelo trabalho na Lava-Jato, mas deu um conselho: “Ele disse que vcs nas entrevistas ou nas coletivas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender. Para o povão. Disse que transmitiria o recado. Conselho de quem está a (sic) 28/anos na TV. Pensem nisso”.

Procurado por VEJA, Fausto Silva confirmou o encontro e o teor da conversa entre ele e Moro.

Curiosidades dos bastidores à parte, o que vai definir mesmo o destino de Moro à luz das revelações dos chats são os trechos nos quais fica evidente seu papel duplo de juiz e assistente de acusação.

A Lava-Jato foi assumidamente inspirada na Mani Pulite, a Mãos Limpas da Itália, que desbaratou um gigantesco esquema de corrupção na década de 90, resultando em 2 993 mandados de prisão nos dois primeiros anos de operação.

No caso do sistema de Justiça do país europeu há a figura do magistrado que trabalha no Ministério Público — mas ele não atua nos julgamentos.

A melhor explicação para o comportamento irregular do atual ministro é que ele tenha se inspirado nessa figura para pautar suas ações na Lava-Jato.

“O Moro confundiu totalmente os papéis”, afirma o jurista Wálter Fanganiello Maiero­vitch.

“O magistrado que investiga nunca é o que julga, nem na Itália nem em nenhuma outra democracia do planeta.”

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



4 comentários

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Henrique Finco

05 de julho de 2019 às 18h01

Aha uhu, o conje e o procuradorinho ficaram nús!

Responder

Zé Maria

05 de julho de 2019 às 17h39

“Moro disse a Deltan que era contra a delação premiada do Eduardo Cunha”.

Confere, Produção?

#MoroSuaCasaCaiu

O Fio da Meada
https://twitter.com/berieux/status/1147145988924198912
https://twitter.com/berieux/status/1147145996935335937

Responder

Zé Maria

05 de julho de 2019 às 15h29

Juiz Moro Bonequinho de Recados do Faustão [!!!]

O apresentador da TV Globo, Fausto Silva, o Faustão,
também aparece entre as mensagens trocadas pelo
então juiz Sérgio Moro e o coordenador da força-tarefa
da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Em um trecho da matéria publicada pela Veja
nesta sexta-feira 5, a primeira da parceria com o
site The Intercept Brasil, Moro comenta com
Dallagnol que havia sido procurado pelo
apresentador Fausto Silva.

“Ele disse que vocês nas entrevistas ou nas coletivas
precisam usar uma linguagem mais simples.
Para todo mundo entender. Para o povão.
Disse que transmitiria o recado. Conselho
de quem está a (sic) 28/anos na TV. Pensem nisso”,
disse o juiz ao procurador.

Segundo a Veja, o apresentador confirmou o encontro
e o teor da conversa entre ele e Moro.

De acordo com a Veja, Revista Semanal da Direita Paulista,
a equipe de jornalismo conferiu 649.551 mensagens
para elaborar a reportagem divulgada nesta sexta (05/7)
e que ganha destaque na capa da versão impressa da
publicação, acompanhada da manchete:
“Justiça com as próprias mãos”.
Segundo o veículo, as novas mensagens publicadas
tornam o caso ainda mais grave.

A Veja entende que os conteúdos mostram que Moro
era o condutor das denúncias apresentadas pelo
Ministério Público Federal (MPF). Além disso,
os diálogos mostram que decisões foram tomadas
antes mesmo de serem apresentadas,
o que revela uma relação promíscua
entre acusadores e o julgador.

Para a revista, os vazamentos são suficientes
para suspender Sérgio Moro e anular todos
os seus atos no processo.

https://twitter.com/detremura/status/1147172446606417920
https://twitter.com/detremura/status/1147158653260259333
https://www.cartacapital.com.br/politica/lava-jato-faustao-confirma-troca-de-mensagem-com-o-ex-juiz-sergio-moro/

Responder

Francisco de Assis

05 de julho de 2019 às 14h01

Lula Livre da Silva foi retirado da eleição em 24 de janeiro de 2018, no tempo limite exato. Para isto, até a unanimidade dos 3 juízes foi necessária.

Teori foi ‘morrido’ em 19 de janeiro de 2017. E já tinha um histórico de, mesmo concordando e/ou passando pano para a orcrim lavajateira do mpf e seu chefe Criminoso Moro na maioria das decisões, levar em conta e ouvir as defesas dos acusados, inclusive Lula, o que indica que, se vivo fosse em 2018, atrasaria o objetivo dos bandidos de Curitiba em eliminar Lula das eleições, pelo menos em alguns meses, o que poderia ser fatal para os gangsters lavajateiros.

A morte de Teori e sua substituição por Edson Aha Uhu Nosso Fachin foi, portanto, condição essencial para a eliminação de Lula das eleições. Deduza-se daí o que se quiser, isto é um fato hoje comprovado, não teoria da conspiração.

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