VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Saul Leblon: Quem é mesmo que fez o lobby do Tamiflu?


21/09/2010 - 01h20

Tamiflu: quem fez lobby para quem

O dispositivo midiático que fez lobby pró-Roche e pró-Serra, alardeando o despreparo do país para enfrentar uma pandemia de gripe suína, em 2009, e a insuficiente estocagem de Tamiflu pelo Ministério da Saúde, agora acusa o governo de ter comprado quantidades desnecessárias do remédio. E denuncia um lobby por trás desse erro. Serra agora não está mais preocupado em anabolizar sua ‘experiência’ como ex-ministro da Saúde. Ele precisa agora de algo mais forte que uma gripe suína para impedir a vitória de Dilma no 1º turno.

Saul Leblon, na Carta Maior

VEJA ‘denuncia’ na edição desta semana que o governo adquiriu quantidades desnecessárias do medicamento Tamiflu para combater a gripe suína, em junho de 2009. A sobrecompra, segundo ‘reportagem’ teria seu sucesso creditado a ação de um lobby que atuava dentro da Casa Civil e do qual participaria o ex-assessor do órgão –que deixou o cargo – Vinícius de Oliveira Castro. Pela cumplicidade, Castro teria recebido $ 200 mil de propina, pagos no episódio dentro do próprio órgão.

Recuerdos:

1. Em 24 de abril de 2009, a Organização Mundial de Saúde emitiu um alerta sobre um novo tipo de gripe causada por variante do vírus da influenza suína; menos de três meses depois, em 11 de junho, a organização afirmava que a doença já se transformara em pandemia. No Brasil até então, tinham sido confirmados apenas 52 casos – 75% deles, porém, contraídos fora do país.

2. Naquele momento, Serra disputava com Aécio a candidatura do PSDB presidência da República. Interessava ao tucano anabolizar sua atuação como ex-ministro da Saúde, por contraste. Ou seja, caracterizando o ‘despreparo’ do atual governo para enfrentar a pandemia da gripe suína.

3. A luta renhida entre Serra e Aécio incluiria dois golpes de alta octanagem, para emprestar um termo recorrente hoje entre certos colunistas. “ Pó pará, governador?, era o título provocativo de um artigo publicado no Estadão, em fevereiro de 2009, assinado por Mauro Chaves. Em tom chantagista, o texto defendia a precedencia de Serra na corrida presidencial, insinuando que Aécio costumava aspirar algo mais que cargos. Com o mesmo fair play, no dia 3 de novembro de 2009, o jornalista Juca Kfouri, admirador assumido de Serra, dispararia em seu blog a seguinte notinha: “Covardia de Aécio Neves”. Trechos:

“Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio. Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral..”

4. É nesse ambiente de absoluta isenção e elevado senso ético que a estratégia do pânico em relação à gripe suína, um tema palatável a Serra, recebeu do dispositivo demotucano um tratamento pedagógico. O episódio ajuda a entender porque o presidente Lula disse recentemente que a imprensa tem lado. E não é o da informação isenta.

5. Manchetes da Folha, domingo, 19 de julho de 2009. Na 1º página:

“Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses”

No título interno: “Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas”

6. O alarmismo foi duramente criticado pela comunidade médica, conforme documentou brilhantemente o blog da jornalista Conceição Lemes, especializada na área de saúde. O próprio ombudsman da Folha então, Carlos Eduardo Lins e Silva, questionaria o jornal em comentário corajoso, dia 26 de julho. Título: ‘No limite da irresponsabilidade”. Trechos:

I] ‘…Ao ler na capa chamada sobre a gripe A, até os menos paranóicos devem ter achado que chances de contrair doença são enormes…’; II] A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008; III] Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica.É quase impossível ler isso e não se alarmar…”

7. O dispositivo midiático demotucano não recuou, nem fez autocrítica. Leia , com exclusividade, o email enviado pelo autor da matéria alarmista, Hélio Schwartsman, a um pesquisador , em 30 de julho de 2009. Schwartsman caça argumentos para defender sua irresponsabilidade jornalística. Trechos do email enviado por ele [omitindo-se o nome do destinatário]:

“ O., tudo bom? escrevo-lhe porque o ombudsman caiu na onda “tranquilista” do ministério e detonou minha matéria em sua última coluna dominical. Estou cogitando de responder. Vi q vc cita predições britânica e dos EUA […] Minha pergunta é se vc viu mais alguma coisa recente nesta linha para incluir no texto que estou preparando?”

8. Em setembro de 2009, a editora do UOL Ciência, Tatiana Pronin, viaja à Basiléia, na Suíça, atrás de ‘alguma coisa’. Viaja a convite da Roche, fabricante do medicamento Tamiflu. Tatiana volta com a seguinte manchete postada no dia 7 daquele mês, às14h30: “Estoque de Tamiflu do Brasil não atende recomendação da OMS, diz fabricante do remédio”. Trecho:

“… Em situações de pandemia como a da gripe suína, ou influenza A (H1N1), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que um país tenha medicamento suficiente para tratar pelo menos 25% da população. No Brasil, porém, os estoques disponíveis até agora dariam para suprir apenas 5% dos brasileiros. A informação foi divulgada pela fabricante do antigripal Tamiflu (oseltamivir), a Roche, em uma conferência internacional organizada pela empresa nesta segunda-feira (7) na Basileia, na Suíça, onde fica a sede do laboratório. ..”

9. O dispositivo midiático age então em ordem unida, às vezes com as mesmas palavras, as mesmas manchetes, na defesa dos mesmos interesses entrelaçados: os da Roche e aqueles da candidatura Serra. Um queria vender mais medicamentos; o outro, acusar a insuficiência dos estoques na área da saúde, de modo a desqualificar o governo Lula e acumular pontos contra Aécio na disputa interna do PSDB.

10. Manchete padrão daquele período estampada no dia seguinte à da UOL, pelo Correio Braziliense: “Estoques de Tamiflu estão muito abaixo do recomendado…” Trecho: “… Ministério da Saúde só tem antiviral suficiente para atender a 5% da população brasileira, quando OMS sugere que o percentual mínimo seja de 25% …’

11. Em 10 de agosto de 2010, 14 meses depois de ter declarado o nível máximo de alerta pela aparição do vírus, a OMS anuncia fim da pandemia.

Segundo o balanço do organismo, a gripe matou 18.449 pessoas em 214 países [é muito, mas é a metade do que mata o trânsito brasileiro por ano]. Em todo o Brasil, foram 1.705 vítimas – casos dolorosos, mas longe de configurarem a tragédia alardeada pelo dispositivo midiático demotucano.

12. Agora, na reta final das eleições presidenciais, as posições se invertem. O dispositivo midiático que fez lobby pró-Roche e pró- Serra, alardeando o despreparo do país diante da pandemia e a insuficiente estocagem de Tamiflu pelo Ministério da Saúde, acusa o governo de ter comprado quantidades desnecessárias do remédio. E denuncia um lobby por trás desse erro.

13.
A versatilidade, às vezes, é um sintoma de desespero. Serra não está mais preocupado em anabolizar sua ‘experiência’ como ex-ministro da Saúde. Nesse momento, ele precisa de algo mais forte que uma gripe suína para impedir a vitória de Dilma no 1º turno. Corrupção é o nome da “nova pandemia” a ser martelada nas manchetes e comentários do dispositivo midiático pelos próximos 13 dias, incessantemente, em escalada furiosa e alarmista. Até, quem sabe, causar pânico.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



50 comentários

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ruypenalva

12 de outubro de 2010 às 16h30

Tamifluderam-se e agora que nos tamifluder

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Francisco Boni Neto

22 de setembro de 2010 às 19h07

Doentes mentais sociopatas que acusam sem provas objetivas, criam boatos com a presunção da culpa.

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Carlos Marques

21 de setembro de 2010 às 18h12

Essa grande imprensa é ridícula em sua sanha contra o governo Lula e sua candidata Dilma. Não sei se consegue se dar conta da ridicularia a que se submete e que mina completamente sua credibilidade. Jornalismo sem credibilidade é o nada. Na questão da compra do Tamiflu, então, é aquela coisa engraçada do vai preso por ter cão ou vai preso por não ter cão.

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Zeca

21 de setembro de 2010 às 16h35

Quem lucrou com tudo isso foram as empresas que fabricam máscara cirúrgicas. Um dia fui ao aeroporto de Cumbica e vi vários com a tal máscara como proteção. Uma cena de filme de ficção. Me fez lembrar daquele famigerado estojo de primeiros socorros que o DENATRAN obrigou a população comprar para usar no porta luvas dos carros. Alguém ganhou muito dinheiro com isso.

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soniA

21 de setembro de 2010 às 16h12

Não se esqueçam do "panico" da SRA ELIANA CATANHEDE , DA FOLHA !!
Espalhou tanto medo, que teve pessoas que morreram por terem tomado o Tamiflu adquirido sei lá onde !!

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André

21 de setembro de 2010 às 15h39

Tem um agravante, um amigo meu que é bioquímico me disse à época que o tamiflu só fazia efeito se ingerido em até 48h do início da gripe.

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Baixada Carioca

21 de setembro de 2010 às 15h33

Puro oportunismo. Lembro que muitos âncoras de TV, radialistas, comentaristas e jornalistas viviam pregando uma vacinação em massa: "o governo tem de fazer!" Diziam. Me lembrou um artigo que fiz em 2007 sobre a transposição das águas do Rio São Francisco, onde um padreco resolveu fazer uma chantagem com a própria vida para negar um pouco de água aos Chicos do sertão nordestino.
Osmar Prado e Letícia Sabatela estavam lá no Congresso com uma faixa de apoio ao Padre. E o deputado Chico Alencar (Psol/RJ) também. Eles gritavam pelo Rio São Francisco, mas deixaram à morte o Rio Guandú, principal fornecedor de água para a Região Metropolitana do RJ (Leia no Baixada Carioca.
Oportunistas. No caso do Tamiflu, é preciso saber se, e se se, o quanto o PIG levou para promover o lobby.

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Helcio

21 de setembro de 2010 às 14h49

Azenha.

A safadeza seguinte já está em andamento. Esses assaltos os escrItórios do PV são um indício. Logo, logo, vão arranjar um petista ressentido ou um traficante qualquer para fazer uma acusação.

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Almeida Bispo

21 de setembro de 2010 às 13h55

E, perguntando como faz o Lobão (Revanche): E quem é que vai pagar por isso?

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Lau Cariri

21 de setembro de 2010 às 13h16

Vou dar aqui meu testemunho, se ele serve pra alguma coisa:

Ano passado, mais precisamente em fevereiro, tive de me mudar temporariamente da Paraíba para Campinas-SP, onde passaria os próximos meses cursando as disciplinas da minha pós-graduação na Unicamp. Já havia o medo generalizado por essa tal gripe dos porquinhos, como bem disse Serra. Lembro-me de que, antes de viajar para SP, minha família achava que eu estava me mudando para uma zona de quarentena médica e eu mesmo comecei a pensar assim. Mas eu também estava ciente de que esse seria o maior cataclisma da humanidade das próximas semanas, como foi o do Ebola antes. O período letivo de 2009.1 foi tranquilo. Voltei de férias pra casa no meio do ano. Mas, para retornar para 2009.2 foi diferente: a Unicamp suspendeu o reinício das aulas, adiando para quase um mês da data prevista.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/07/28/ult1

Honestamente? Eu gostei demais. Quem não gosta de férias prolongadas? Depois de voltar, percebi como o comportamento das pessoas, não de todas, havia mudado na universidade. Onde era comum ver aglomerados de gente na sala de atendimento da Diretoria Acadêmica, o pessoal ficava lá fora. Vi muitas pessoas de máscaras. Multiplicavam-se os boatos de Fulano que pegou a grie suína, Cicrano tá em isolamento no hospital. Muita gente, inclusive eu, passou a lavar excessivamente as mãos. Para completar, todo dia a TV trazia mais um óbito da H1N1. Sempre aparecia alguém dizendo que o Ministério da Saúde foi negligente (como fora o da Fazenda com a crise financeira). Meus parentes me ligavam apavorados pra saber se eu já não estaria contaminado. Pensavam eles, acompanhando de longe, que o cenário em São Paulo era de um filme de zumbis de George Romero.

Pouco mais de um ano passado, olha como isso foi uma tremenda de uma palhaçada. Todos viam que havia mais pânico que fatos no caso. E quanto começou a esgotar a munição dos jornais sobre o assunto, apelou-se para o futuro: agora não aconteceu nada, mas no próximo inverno é que o bicho vai pegar porque vem aí uma variação do mesmo vírus, etc, etc.

Que falta inventar agora?

Responder

    Ana Maria Barros Pinto

    21 de setembro de 2010 às 13h46

    Grande depoimento Lau!!! Vamos passar adiante para mais pessoas tomarem conhecimento.

José Olavo

21 de setembro de 2010 às 11h48

Atenção ao que o Jairo Beraldo alerta. Eu estou preocupado. Eles são capazes da maior das baixarias.

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de setembro de 2010 às 13h32

    Obrigado por espalhar a boa nova, J. Olavo!

Jairo_Beraldo

21 de setembro de 2010 às 11h00

Esses factóides pequenos não farão efeito algum. Temam pelo qua vira entre os dias 25/9 e 02/10. Façamos barulho e pressão agora!

Responder

Celso

21 de setembro de 2010 às 10h49

Azenha,

Tomara que você "contamine" gerações e gerações de futuros jornalistas e blogueiros "sujos".
Parabéns pela matéria.

Responder

Tamiflu: quem fez lobby para quem « Dilma para Presidente

21 de setembro de 2010 às 10h45

[…] Tamiflu: quem fez lobby para quem 21 21UTC Setembro 21UTC 2010 tags: Tamiflu: quem fez lobby para quem por Dilma para Presidente Fonte: https://www.viomundo.com.br/denuncias/saul-leblon-quem-e-mesmo-que-fez-o-lobby-do-tamiflu.html […]

Responder

ruypenalva

21 de setembro de 2010 às 10h43

Os laboratórios trabalham sincados com a Mídia para impor terror na população e obrigar os governos a comprarem produtos caros, que frequentemente só tem um fornecedor. Desde o início que eu disse que essa gripe suína era um traque, mas a pressão e o terrorismo do PÌG induziu o governo a fazer estoques de Tamiflu. A mesma coisa tem se verificado com vacinas, tendo as grandes corporações do mundo procurado esse filão, antigamente reservado aos institutos de pesquisas governamentais. Aqui na Bahia, a imprensa fez terrorismo com a meningite meningocócica tipo C e o governo teve que paga mais de 30 dólares por dose para vacinar grupos de risco. Quando Cuba vendia vacina para Meningococo tipo B por 5 dólares o PIG achava caríssimo e no entanto a do tipo C está sendo vendida a mais de 30 dólares por dose. Note, Azenha, que qualquer remédio novo, "miraculoso", primeiro sai na Veja ou em Isto É e Época, para depois chegar ao mercado. Existe um terror sistemático induzido por laboratórios com a imprensa, que vai desde uma bactéria superesistente a vírus letais. É um jogo, a própria OMS entra nele, pois não é inocente, e dinheiro deve correr para alguns de lá. Algumas dessas cepas virais e bacterianas são disseminadas pelos próprios laboratórios, ou fugiram do controle deles em experimentos de modificação genética, mas em 3 meses eles fazem, ou já tinham feito, um antídoto. Serra também entrou no jogo com a vacina da gripe para idosos, pagou caríssimo, e até hoje ninguém provou que ela funcionou aqui. Não se fez um grupo controle de idosos que tomou e que não tomou a vacina para se saber se o efeito da vacina foi além do placebo. Os laboratórios, viraram, de há muito, grandes corporaçoes financeiras, financiando mídia, médico, enfermeiras, burocratas e lucrando horrores. Parte do poder deles está sendo quebrado pelo Indianos com os genéricos, por Cuba e China com biotecnologia e pelo tempo, que mostra que muita coisa é falsa, não funciona, apenas enriquece os laboratórios. Outra grande máfia do Brasil, pode anotar, é o Contran, todo dia inventa normas para enriquecer fornecedores. As normas de trânsito no Brasil são absurdas. Se renova carteira a cada 5 anos, quem já viu isso, ninguém desaprende com o tempo, só melhora. Isso é uma máfia. O IPVA já responde por 3% da arrecadação de São Paulo.

Responder

Gil Teixeira

21 de setembro de 2010 às 10h35

Azenha, se não fossem os blogs sujos e bastiões do bem informar como a Carta, acho que nessas eleições eu contraíria uma úlcera gástrica!

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Zé Francisco

21 de setembro de 2010 às 10h05

O Serra encerrou com chave de ouro, recomendou que a população ficasse longe dos porquinhos.

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de setembro de 2010 às 13h33

    Bem lembrado…bem lembrado!

Gersier

21 de setembro de 2010 às 09h59

Azenha,nessa época(ops)houve uma reunião de pais na escola de uma das minhas filhas.Entre os assuntos pautados a tal da gripe suina.Um senhor que trabalhava na secretaria da saúde municipal,tentou alarmar os presentes dizendo que mais cedo ou mais tarde ela atingiria nossa cidade em proporções alarmantes.Revoltado perguntei a ele onde havia colhido essa informação.Aí na maior cara de pau disse que na imprensa .Perguntei qual imprensa e aí ele contou que recebia em casa as edições grátis da folha de São Paulo e que todo o dia esse jornal "alertava" a população.Não aguentei e respondi que nem a globo,nem a veja e muito menos o folha de SP eram confiáveis,acrescentando que muito me admirava que uma pessoa que trabalhava numa secretaria de saúde,ao invés de colher informações seguras para passar a população,tentasse alarmar os presentes com argumentos de uma imprensa que tem por trás dessas informações entre aspas,outros interesses.Perguntei a ele se ele lembrava dos estragos feitos por esse mesmo jornal com o alarmismo da febre amarela.Nas duas reuniões seguintes,ele não compareceu.

Responder

Marcelo Teixeira

21 de setembro de 2010 às 09h47

Sugestão: Veja se há "doações " da fabricante do Tamiflu as campanhas de $erra e tudo fica esclarecido.

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de setembro de 2010 às 13h33

    VEJA se há doações? Ora essa….

naique

21 de setembro de 2010 às 09h41

eu não tomei Tamiflu nem vacina…

Responder

    Silvano Carvalho

    21 de setembro de 2010 às 10h17

    eu também não

    Williams

    21 de setembro de 2010 às 13h13

    Nem eu e meus filhos

    Mariana Andrade

    21 de setembro de 2010 às 15h35

    Nem eu e nem meu filho.

Arthemísia

21 de setembro de 2010 às 09h29

E eu que pensei que tinha percebeido sozinha este descalabro. Lembro perfeitamente de Sardemberg na CBN a esculachar o governo e o ministro Temporão sobre a compra da medicação. Na ocasião, confiei plenamente na ação do governo, viajei para a Argentina em pleno surto da gripe, voltei saudável e feliz e deixei de ouvir a CBN.

Responder

Ramalho

21 de setembro de 2010 às 09h16

Mais sobre o MENSALÃO DA IMPRENSA EM SÃO PAULO:

"Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista…"

O silêncio do MPE nesta questão é ensurdecedor.

Responder

    Carlos

    21 de setembro de 2010 às 10h48

    O MPE pode silenciar, mas a Veja e Folha e a Globo preparam um escarcéu…

Ramalho

21 de setembro de 2010 às 08h51

No vácuo da interpelação desarrazoada que o MPE faz à Carta Capital – e que teve uma primeira resposta da revista (ver em http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/09/2… -, fica-se a se perguntar se o MPE não prevarica ao não se mover frente à denúncia de MENSALÃO DA IMPRENSA que estaria sendo perpetrado no estado de São Paulo. No blog NaMaria News (http://namarianews.blogspot.com/) há excelente matéria com indícios robustos de compra de opinião da imprensa às vésperas do pleito presidencial. Estaria o MPE fazendo vistas grossas ao MENSALÃO DA IMPRENSA em São Paulo? O MPE está a prevaricar? Com a palavra, o dito cujo.

Responder

    juarez

    21 de setembro de 2010 às 10h05

    Amigo,o que estamos vendo é,que o pobretão entega seu voto por uma cesta básica,o pig por um mensalão,quem é mais imoral?,é isso que estão chamando de são paulo em boas mãos?,achamos que a resposta será desse jeito,com aquela voz mansa de capuchinho em confessionário,"a hora da merenda,vamos substituir pela leitura,ou doutrina do pig".

    luiz antonio

    21 de setembro de 2010 às 10h50

    Seu questionamento, em boa hora colocado, me faz GRITAR: e o Ministério Público Federal, ou que nome tenha seu similar, que não se manifesta, nem toma qualquer providência, em face da monumental quebra de sigilo perpetrada pelas Veronicas (Serra + Dantas) denunciada pela Carta Capital da semana passada….no brilhante artigo de Leandro Fortes.
    E o papai Serra, tão extremado na defesa da filhinha por causa da quebra de sigilo, mas que demonstra sua pusilanimidade e seu pouco carater ao não se irritar nem entrar na justiça contra a Carta Capital, o Mino e o Leandro Fortes. Será que após sair o livro do Mário Ribeiro Jr sobre a privataria de "FHC et caterva" ele ficará caladinho?

O_Brasileiro

21 de setembro de 2010 às 08h50

Aposto que LAVAR AS MÃOS combateu muito mais a gripe suína e salvou muito mais vidas do que o Tamiflu da mídia golpista!

Responder

    Jairo_Beraldo

    21 de setembro de 2010 às 13h34

    E como teve aliado do Serra que lavaram literalmente as mãos. Hilário isso!

Carlos

21 de setembro de 2010 às 08h36

Beleza Azenha e Conceição: Saul e Heitor iluminaram o que a mídia escondeu.
Repassei para algumas dezenas de amigos e amigas.

Responder

Acácio

21 de setembro de 2010 às 08h23

A Veja cometeu um engano, pois muita gente deixou de contrair a gripe suína porque evitou encostar no focinho dos porquinhos, conforme a orientação do super hiper mega blaster líder José Serra. Portanto o excesso dos estoques de Tamiflu é perfeitamente justificável.

Responder

    Roger Bacon

    21 de setembro de 2010 às 10h19

    Grande avaliação, foi exatamente isso que aconteceu. O super especialista em saúde Zé Alagão alertou a população quanto ao espirro dos porquinhos e evitou uma catástrofe.

Marat

21 de setembro de 2010 às 08h21

Pelo jeito a coligação Unidos pela Mentira (Pi-És-Di-Bi/PFL/PPS/PIG) superfaturaram muitas coisas, mas os remédios para memória não chegaram, ou chegaram apenas os remédios para memória seletiva?

Responder

Alexandre Tambelli

21 de setembro de 2010 às 08h17

Azenha! Lembra desta sua postagem? (naquela época o SERRA fazia crer que o Estado havia comprado as vacinas da H1N1 e fez um auê para aparecer como "o pai da criança").

Serra assume como dele vacina comprada por Ministério
https://www.viomundo.com.br/arquivo/denuncias/serr

Responder

Aracy_

21 de setembro de 2010 às 07h38

A própria OMS foi duramente criticada pelo alarde que criou em torno da gripe suína e viu-se obrigada a rever os critérios para declarar a futura existência uma pandemia.
Milhares de brasileiros morrem anualmente vítimas de complicações da gripe, e não me lembro que tenha sido publicado um esclarecimento sobre isso antes da gripe suína. O que houve em 2009 foi terrorismo da mídia – a serviço de interesses econômicos de grupos privados e de interesses políticos -, semeando o pânico na população.
Decididamente, gente endeusada pelos terroristas midiáticos faz muito mal à saúde.

Responder

mariazinha

21 de setembro de 2010 às 07h30

Não irá mais acontecer, tenho certeza. O povo brasileiro está todo vacinado contra a praga midiática e seu candidato alienado, aquele que disse: " …fiquem longe dos porquinhos para que não espirrem em vc." Incompetente melequento!

Que texto fenomenal!
Parabéns, querido AZENHA, por nos oferece-lo.

Responder

    Carlos

    21 de setembro de 2010 às 08h32

    A explicação para os "porquinhos" do Serra:
    "Que a gripe suína foi assim batizada pelo fato da fábrica da Roche no México – onde os primeiros casos foram relatados – ser vizinha de uma imensa criação de porcos de empresa norte-americana."

Márcia Aranha

21 de setembro de 2010 às 06h17

Desmontando o factóide, tijolo a tijolo… Belíssimo trabalho, Prof. Saul.

Mas acho que até Serra entendeu que o Depto. de Factóides, não deu certo. E, ainda sem se dar conta que a causa foi a total falta de CREDIBILIDADE que tanto ele como o PIG são vítimas, partiu agora para um novo Depto; o de Promessas Malucas.

Acredite se quiser, ele prometeu ontem no Nordeste, 13o salário (sic) para o Bolsa Família. Sim senhor, o que ele antes chamava de Bolsa Esmola. Na toada em que está, deve prometer, nos próximos dias, 24 meses de seguro desemprego e ampliar para 3 meses as férias anuais.

O cara endoidou de vez…

Responder

Internauta D

21 de setembro de 2010 às 06h10

Precisamos catalizar esta indignação contra a Folha e seu ventríloquo.

Esta matéria da Folha sobre a "rejeição das contas da Dilma há 16 anos, pelo TCE-RS" foi o fim da picada, a justiça eleitoral não pode deixar passar isso em branco sob pena de comprometimento das eleições

Responder

antoniocm

21 de setembro de 2010 às 05h55

Vamos divulgando e colocando uma pá de cal no PiG.

Responder

Heitor Rodrigues

21 de setembro de 2010 às 05h23

Azenha,

A indignação me fêz fugir do assunto. O que escrevi no comentário anterior, foi uma tentativa de contextualizar o desenvolvimento da campanha sobrê a gripe norte-americana, digamos assim. O lobby em tôrno da pandemia que não houve, tal e qual os factóides que estamos vendo, envolveu todo o complexo industrial farmacêutico e seus braços pelos govêrnos, de países centrais e periféricos, e a mídia internacional.

Poucas vozes ousaram discordar. Por isso, o alarde da Roche e dos sócios do PIG são compreensíveis, embora não aceitáveis. Não houve contraditório. Não houve evidência científica. Nem mesmo os protocolos usualmente adotados para os testes para uso humano foram realizados satisfatoriamente. A própria bula do Tamiflu adverte para o problema, ainda que dissimuladamente.

O desenvolvimento da indústria farmacêutica está inviabilizando-a. Com o neoliberalismo, seu sucesso passou a ser medido pelo valor de suas ações no mercado acionário. A obssessão dos administradores é com o faturamento anual das empresas. Os avanços científicos e tecnológicos do setor tornaram caríssimas as pesquisas que já eram caras e, ao mesmo tempo, aumentaram as exigências dos órgãos reguladores quanto à segurança dos medicamentos.

Por outro lado, a introdução dos genéricos nos mercados derruba o faturamento das empresas líderes, a cada vez que uma patente expira, o que torna mais difícil a introdução de novidades na praça. A solução adotada pelos conservadores norte-americanos, parece ser o abrandamento das barreiras de entrada de novos medicamentos no mercado. E o oseltamivir, alavancado pela promiscuidade entre o público e privado que grassa em Washington, usou do expediente. Antes dêle, o aspartame também atropelou o FDA. A pressão do PIG para o govêrno comprar o Tamiflu da Roche, não difere das pressões que outros govêrnos sofreram. Há informação de que países europeus vão tentar devolver os estoques excedentes de Tamiflu. É sabido que o FDA foi atropelado para liberar o medicamento, e agora ficou claro que a OMS disseminou o mêdo da pandemia que não houve.

Donald Rumsfel, Dick Chenney e muitos outros ocupantes de cargos estratégicos do govêrno norte-americano, fizeram com um medicamento, a mesma coisa que fazem os vendedores de armas, de aparatos de comunicação e outros bens e serviços utilizados pelos militares yanques mundo afora. Para êles, é só uma questão de ganhar mais dinheiro. No fundo, os tucanos e os reacionários brasileiros – eu queria escrever conservadores, mas na verdade êles são destruidores – pensam apenas na oportunidade de mais uma negociata, como seus mentores. Quanto à Serra, poderia estar em um esquife blindado. Ao menos nos pouparia dos miasmas que exala.

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    Ramalho

    21 de setembro de 2010 às 09h11

    O lobby internacional de medicamentos usou o mesmo esquema tático que a grande imprensa usa contra a candidatura Dilma: tirar proveito do tempo escasso para a tomada de decisão e tentar criar pânico com mentiras e meias verdades. Em um caso, o demônio era a pandemia; no outro, a corrupção a "mexicanização"/ "venezualização" e o risco à "liberdade" de imprensa. Em ambos, o tempo é curto para a constatação de se as ameaças são verdadeiras. O esquema de manipulação é velho, mas, às vezes, funciona.

Heitor Rodrigues

21 de setembro de 2010 às 04h26

Sr. Leblon,

Faltou dizer que o Federal and Drug Administracion – FDA, norte-americano, foi pressionado para aprovar o Tamiflu, o que só foi conseguido quando Donald Rumsfeld conseguiu colocar um preposto na direção do órgão.

Que, na onda neoliberal da desregulamentação dos mercados, os republicanos consideraram demasiadas, as restrições do FDA quanto a segurança do medicamento – os testes em cobaias analisados pela agência, sugeriram alto risco para uso humano devido à nefrotoxicidade do osetalmivir e à ocorrência de mutações genéticas.

Que a Organização Mundial de Saúde – OMS alterou – ou foi pressionada para alterar – seus regulamentos, de modo a tornar suas recomendações "imperativas", ou seja, a elas só cabia obedecer, para evitar a pandemia.

Que o número de óbitos relatados corresponde a algo entre 0,5 e 1,0% dos óbitos anuais por gripe no mundo.

Que a gripe suína foi assim batizada pelo fato da fábrica da Roche no México – onde os primeiros casos foram relatados – ser vizinha de uma imensa criação de porcos de empresa norte-americana.

Que, historicamente, as gripes são batizadas segundo o local de origem ou, pelo menos, onde prevalecem e caracterizam uma epidemia (gripe espanhola, gripe asiática). Assim, a gripe suína deveria ser chamada por gripe norte-americana.

Que, apesar da "recomendação imperativa", pelo menos os Parlamentos de dois países nórdicos aprovaram o direito de seus cidadãos escolherem entre deixarem-se vacinar, ou não.

Que, a maioria dos europeus, talvez melhor informados do que nós, não se vacinaram.

A sordidez dos tucanos no trato de uma ameaça à saúde pública da dimensão propalada pela OMS, traz uma luz sobrê o que pode ter sido a passagem de Serra pelo Ministério da Saúde. Se, por um lado, a experiência demonstrou que um médico foi capaz de tratar um país doente do ponto de vista econômico, fica claro que o inverso não é verdade. A acusação feita ao Ministro da Saúde revela profunda ignorância no trato das competências do Ministério, e a mesma insensibilidade que economistas vendidos ao mercado, dedicam às suas vítimas humanas por conta de suas decisões. A irresponsabilidade de Serra no episódio, demonstra cabal inaptidão para o trato de qualquer assunto público. Além disso, demonstra também a que ponto são capazes de aviltar a soberania nacional, a submissão incondicional aos interesses norte-americanos e o desprezo absoluto pelos brasileiros.

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Márccio Campos

21 de setembro de 2010 às 03h36

haja estômago!… e fígado também!!!

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