VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Denúncias

Raquel Melo: “Jornalismo popular” ou violação de direitos?


18/01/2011 - 15h49

da Raquel Melo, em seu blog, via Alê Peixoto

Boa tarde,

Peço à ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos que esta mensagem chegue ao senhor Gustavo Bernardes da Coordenadoria Nacional de Promoção dos Direitos LGBT.

O jornal Meia Hora, que pertence ao grupo EJESA (Empresa Jornalística Econômico S.A.), é conhecido pela população carioca, e mais recentemente pela paulistana, pelo que seus editores chamam de ‘jornalismo popular’ para retratar situações do cotidiano no país.

O grupo EJESA, segundo o próprio site da empresa, detém três jornais impressos e online: O Dia, Meia Hora e Marca Campeão que juntos chegam a mais de 3,5 milhões de leitores.

Em uma rápida busca no site do jornal considerado mais popular do grupo, o Meia Hora, é possível ter acesso às capas de algumas edições publicadas. Fato é que o que estes senhores chamam de ‘jornalismo popular’ está pautado na mais explícita banalização da violência e violação de direitos das mulheres, homossexuais e outros grupo historicamente vítimas de preconceito neste país.

Em um governo que começa seu mandato afirmando o compromisso de combater a homofobia e outras formas de preconceitos é de extrema urgência que se criem mecanismos que impeçam empresas de comunicação com ou sem concessão pública de perpetuarem a discriminação e incitarem a violência, principalmente contra os homossexuais.

Que criem e garantam nosso direito de resposta às publicações e veiculações absurdas que ferem nossa Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Abaixo, as capas do jornal Meia Hora publicadas pelo grupo EJESA somente em janeiro de 2011. Reparem nas palavras usadas pelos jornalistas para se referirem às mulheres e aos homossexuais: bibas, gostosa, traveco, piriguete. Imaginem tudo que foi publicado em 2010.

Terça, 18 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/18012011.pdf
Sábado, 15 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/15012011.pdf
Sexta, 14 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/14012011.pdf
Segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/10012011.pdf
Quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/06012011.pdf
Terça-feira, 4 de janeiro de 2011
http://one.meiahora.com/public/uploads/printcovers/040120113.pdf

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



52 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Rafael, BHte

19 de janeiro de 2011 às 22h11

Inacreditável q portugas viessem para o Brasil para ressuscitar o Notícias Populares e outras basuras do mesmo tipo

Responder

Gerson Carneiro

19 de janeiro de 2011 às 21h42

“Jornalismo popular” ou violação de direitos?

Nem uma coisa nem outra.

É apenas uma das oportunidades para os participantes do BBB permanecerem em evidência.

Nunca aparecerei na capa desse jornal, nesse contexto, eis que jamais participarei do BBB.
Mas tem gente que gosta. E gosto não se discute.

Responder

Rios

19 de janeiro de 2011 às 18h03

vc viu o destaque que o portal terra deu ao "Falha de São Paulo" no Campus Pary? olhe a figura abaixo antes que apaguem.
http://tecnologia.terra.com.br/campus-party/notic

Responder

wagner

19 de janeiro de 2011 às 13h22

Pode ser politicamente incorreto, mas que é engraçado é ! Ainda mais quando aparecem essas figurinhas, candidatas a celebridade. Se a tv dá espaço para essas pessoas, que NADA acrescentam a cultura nacional e emprestam sua imagem à exploração pública (como no BBB da Globo) sou favorável a estarem sujeitas à crítica esculachante. É a regra do jogo.

Responder

    Fábio

    19 de janeiro de 2011 às 18h35

    Hahaha…
    Passando mal de rir das capas.
    Verdade é uma: os caras são criativos. E zoam todo mundo, não só as minorias, que tem muita representatividade.

Andre

19 de janeiro de 2011 às 12h40

NAda a ver, isso parece mais patrulha ideologica, nazismo.

Querem acabar com o direito de expressao.

Duvido que esse post ou texto existiria para defender os cristãos de piadas e ridicularização diaria que recebe na midia.

Nunca vi.

Responder

P A U L O

19 de janeiro de 2011 às 11h39

Mais uma proponho a substituiçãp do HI-BERNANDO, pelo Brizola Neto.

Este sim, poria pra jambrar os porcos e leitoas do pig.

ACORDA DILMAAAAAA.

Responder

Louise Rosemblatt

19 de janeiro de 2011 às 10h28

Liberdade de expressão, como qualquer outro direito, não é absoluto. Não posso utilizar um direito, seja ele qual for, para ferir direitos de terceiros. Vamos liberar o racismo, então, o antissemitismo, incentivar a livre expressão da homofobia latente no coração de quase todos os brasileiros, legitimar o assassinato de mulheres "piriguetes" em defesa da "honra" masculina e dizer que travestis são "travecos", expressão que só a hipocrisia de alguns é capaz de fingir que não é pejorativa. Esse jornal Meia-Hora tem um discurso que legitima a violência sofrida por grupos minoritários e a banaliza. Portanto, está sim ferindo os direitos humanos!

Responder

Gerson Carneiro

19 de janeiro de 2011 às 08h15

Não entendi.
Qual é a piada aí, é um fã do BBB indignado e exigindo direito de resposta ???

Poxa, apesar de ser realmente hilário, isso é incrível !!!
Isso resgata minha crença de que nem tudo está perdido e minhas espeanças de que esse mundão vai melhorar.

Responder

Ronaldo

19 de janeiro de 2011 às 07h36

Nessa mesma linha, fico perplexo com os exageros cometidos pelos programas policiais no Nordeste.

Na faixa de 12h às 14h reinam esse programas em afiliadas do SBT e da Record.

As entrevistas são feitas em delegacias, com a conivência dos agentes e delegados e os repórteres exageram na maioria das vezes.

Gilmar Mendes na mesma medida que proibiu as algemas também previa essa proibição.

Mas pobre não tem quem defenda mesmo.

Muitas vezes o cidadão apenas é suspeito, mas devido as perguntas dos repórteres ele muitas vezes acaba assumindo o que não fez.

O direito de ficar calado não é respeitado.

Se ficar calado é motivo de chacota pelo repórter.

Um circo.

Por mais que o cidadão seja culpado, não merece isso.

Se fosse um rico ou famoso ninguém tripudiaria, vide o casal Nardoni.

Responder

    João de Deus

    19 de janeiro de 2011 às 11h23

    E vem mais por aí!
    Essa imprensa de esgoto passou oito anos escrachando, avacalhando e tratando o Presidente da República, Lula da Silva, como um dos seus, imagine aí o que farão com os queridinhos(as) da Rede Globo?
    A blindagem e a supervalorização da opção sexual desses cidadãos, vão trazer mais problemas. E não é só na Paulista ou na República, no país inteiro está acontecendo isso.
    E num país com a tiragem de maus exemplos nas alturas….

pedro camargo

19 de janeiro de 2011 às 02h05

ditadura do politicamente correto ? pessoas ACORDEM ! são xingamentos que estão sendo validados por um veículo de comunicação de massa !! isso não é um caso de "cultura popular", isto é um caso de deseducar o leitor. mas, claro, nada disso os impede de escrever o que quiser, uma vez que homofobia não é explicitamente um crime segundo a nossa legislação… é "normal" fazer escárnio, ser maldoso e cruel para com a minoria LGBT… é isso que nos faz "cidadãos de bem" e "brasileiros…

Responder

Rios

18 de janeiro de 2011 às 23h05

Infelizmente esse é o linguajar mais rasteiro e popular que existe… se for para punir é melhor fechar também as mesas de bares e botecos…

Responder

Eduardo Lima

18 de janeiro de 2011 às 22h55

O jornal usa linguagem que as pessoas usam no dia a dia. É sujo e chulo mas as pessoas compram não é? fazer o que? Se começarmos a ver tudo que está errado desta maneira nunca haverá um jornal por aí. As pessoas podem até discordar de mim, mas se ficarmos tão moralistas assim aí que a nova Lei dos Médios não sai mesmo. Vamos proibir o funk, o forró safado, confiscar os cds antigos da banda Raimundos, proibir o BBB, novelas. É isso?! Tem que haver um modo de fazer o público parar de comprar estes jornais ridículos ao invés de censurar o jornal.

Responder

Pedro Luiz Paredes

18 de janeiro de 2011 às 22h49

Nem para por o link direto…
Eu leio sempre o jornal O DIA on line e nunca vi nada disso. Alias é muito melhor que a folha!!!
Mas muito mesmo!
É claro que falam do dia a dia, sem política, economia, etc…
Mas já é melhor que a parcialidade.
Ia ser legal se o pessoal prejudicado entrasse com ações de reparação de danos, mas normalmente se eles querem ibope não o fazem. Os que já tem e não precisam disso fazem!
A melhor coisa para quem vai entrar no BBB é soltar uma procuração para um bom advogado e entrar com esse tipo de ação ainda quando o participante estiver confinado.

Responder

SILOÉ

18 de janeiro de 2011 às 22h08

Cada público com o seu jornal, com certeza esse não é o meu…

Responder

@ondetatuze

18 de janeiro de 2011 às 21h31

Saco. Era fã do NP e o meia hora é pinto perto dele.

Responder

Elton

18 de janeiro de 2011 às 21h20

Patrulhamento do políticamente correto é uma das coisas que temos de combater. Uma coisa é ser preconceituoso, humilhar alguém ou coisa do gênero, outra muito diferente é ter de rir com um humor "sem sal nem açúcar", inssosso, ter de cuidar com o que diz em todos os lugares, até entre pessoas conhecidas de medo de ser processado porque "constrangeu" alguém.

Responder

Marcos Loro

18 de janeiro de 2011 às 20h28

O Angeli, dia desses, mandou uma tirinha na Folha com o desenho dele mesmo segurando umas plaquinhas… Uma delas dizia: O POLITICAMENTE CORRETO É CENSURA DISFARÇADA.

Concordo em gênero, número e grau.

Responder

Alexandre Figueiredo

18 de janeiro de 2011 às 20h26

Esse jornal é degradante, mesmo, o Meia Hora. As Organizações Globo têm seu genérico, o Expresso, que vai na mesmíssima linha degradante.

Eu chamo esse tipo de imprensa de imprensa jagunça, numa analogia entre o "coronel" e o jagunço. Essa imprensa seria o "jagunço" do PiG, como forma de manipular a opinião pública das classes mais pobres.

Dia 22 o Mingau de Aço vai explicar melhor esse tipo de imprensa que, para mim, nada tem a ver com Pasquim.

Visitem http://mingaudeaco.blogspot.com e confiram no próximo sábado. Abraços a todos.

Responder

easonnascimento

18 de janeiro de 2011 às 20h07

Sob o manto do "direito de imprensa" estes irresponsáveis prestam um grande desserviço ao país. Deviam ser punidos.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Remindo Sauim

18 de janeiro de 2011 às 19h58

Melhor que O Globo, a Folha e a Veja eles são.

Responder

Gunter Zibell

18 de janeiro de 2011 às 19h52

Não tem nenhuma relação com politicamente correto ou não, é perfeitamente possível o humor politicamente correto (American Dad p.ex.). E tais capas não violam, a meu ver, nenhum princípio PC, desde que os bofes, malas, machos-alfa, cornos sejam apresentados no mesmo (baixo) nível.
Eu vi todas as capas e também não achei incitação a violência nem críticas específicas. As orientações sexuais são apresentadas como são. Acho importante que a Raquel e outros jornalistas fiquem em cima e acompanhem para denunciar os casos, mas com o material apresentado não me senti agredido como biba (eu mesmo me chamo assim ou como boiola), quem está sendo agredido é o bom gosto geral.

Responder

    Newton

    18 de janeiro de 2011 às 21h18

    Parabéns pela visão centrada e equilibrada (não vitimizada). Cabe destacar que, em geral nas sociedades capitalistas, jornais "populares", assim como programas "populares" na TV, jamais visam elevar a massa trabalhadora (o povão) a um nível de cidadania, educação e respeito. Pelo contrário, os barões da mídia passam adiante todo o seu preconceito e sua visão de classe, estigmatizando o povão e reforçando, neste, os preconceitos sobre segmentos oprimidos, como a mulher e os homossexuais. É um "sistema" criado para perpetuar o atraso cultural e social, onde os barões reinam como senhores absolutos, ditando padrões e conceitos.

    Janes Rodriguez

    18 de janeiro de 2011 às 22h30

    Tem gente que não vê nada em lugar nenhum mesmo. Para ver, não basta ter olhos. É perciso ter neurônios também.

    Leider_Lincoln

    19 de janeiro de 2011 às 00h06

    Voilá! É isso. Bom gosto? Classe? Nenhum nem outro. Mas só isso. Mas e daí? Ser tosco também é um direito!

    Lucas Cardoso

    19 de janeiro de 2011 às 02h08

    Quando o Clodovil morreu, a capa do Meia-Hora foi "Virou purpurina!"

    O meia-hora não serve nem pra embrulhar peixe.

Klaus

18 de janeiro de 2011 às 19h52

A garota ia ser estuprada, pegou uma faca e cortou o pênis do cara. Manchete do jornal no dia seguinte:

"Cortou o mal pela raiz". Aconteceu.

Responder

Flávia Lima

18 de janeiro de 2011 às 19h37

Concordo que as manchetes e termos utilizados pelo jornal "meia-hora" não são adequadas, sendo de forma agressivas e preconceituosas, mas devemos lembrar que vivemos num país democrático, na qual se pode expressar aquilo que se pensa. Proibindo essa forma de expressão, mesmo que agressor seria uma censura… e num país democrático não se de ve haver censuras! Só acho que esse novo governo deveria (re)ensinar e (re)educar internautas para que possam se expressarem de forma mais adequada, sobre aquilo que acham e pensam e não censurar.

Responder

Luiz Conceição

18 de janeiro de 2011 às 18h52

Esse jornalismo é coisa de português? Só isso para aceitar as maliciosas manchetes da publicação que em pleno século XXI lembra publicações que morreram de inanição nas décadas de 80 e 90, apesar de publicadas no Rio e São Paulo em que parte das pessoas se acham chiques e letradas. O mau gosto põe tudo a perder. Se ainda tivesse a verve do Notícias Populares….

Responder

Fabio SP

18 de janeiro de 2011 às 18h47

O que seria do "PASQUIM" hoje em dia…

Responder

Liziana

18 de janeiro de 2011 às 18h07

Continuação do comentário anterior…

As mulheres ganharam, por assim dizer, muito mais liberdade de expressão e respeito.
Me parece que esses jornais não se responsabilizam em absolutamente nada em relação as matérias que saem em seus meio de comunicação, o que é extremamente perigoso, haja visto que os meio de comunicação de massa são responsáveis pela formação crítica do cidadão. Fazer reportagem de uma forma inconsequente e com um tom sempre de molecagem, trás um clima de "desimportancia" dos fatos.
E também entendo que quem consome esse tipo de matéria é tão inconsequente quanto…
Mas é isso… O que a globo põe pra gente consumir, de uma maneira geral, também é fonte de desrespeito. E ai, meu caro amigo, tem gente que raciocina assim: "Se a globo pode por um BBB no ar com tanta vulgaridade correndo solta, porque eu não posso editar meu jornalzinho pra ganhar meus troquinhos?"
Vamos que vamos
Um abraço!

Responder

Liziana

18 de janeiro de 2011 às 18h07

Oi Rodrigo,
olha só, acho que o problema não é o politicamente correto, pelo menos não enxergo isso… Mas penso que na medida que deixamos os ataques de desrespeito serem focados em determinados grupos, a coisa vira regra!
Antigamente saber ou ouvir falar em uma mulher separada, divorciada ou desquitada era alvo de inúmeros pre-julgamentos que desqualificavam, execravam esta mulher pelo simples fato de ter tido a coragem de ter ido atrás de um novo status civil para viver o seu desejo, corrompendo assim, a ordem "sagrada" (ou daquilo que se pensa sagrado) das coisas.
Continua…

Responder

Santos

18 de janeiro de 2011 às 18h01

Conquistou mais um leitor.

Mas apoio o direito de resposta.

Responder

Fátima Carozzi

18 de janeiro de 2011 às 17h17

Não conheço este jornal, mas há programas que são veiculados, país a fora, por emissoras locais de televisão, os ditos programas "policiais", que têm o mesmo cunho moralista e desrespeitador dos direitos humanos.
Programas que desrespeitam as leis na medida em que expõem e exploram a pobreza humana abertamente no vídeo, sem o menor pudor. São pessoas, na maioria negras e pobres, que aparecem algemas e presas que ficam por longos tempo a mercê de repórter que literalmente enfiam microfones e câmeras em suas “fuças” como se fossem animais expostos à visitação pública. Sem contar o quanto são insultados pelos apresentadores e, mais, a desinformação que transmitem é, absurdamente, perigosa à educação das famílias que assistem a esses programas, tendo em vista que tomam a garantia dos direitos humanos como um insulto ao cidadão probo, pois estes ficam sem proteção da justiça , tendo em vista que o Conselho dos Direitos Humanos defendem marginais e assassinos. Total distorção do verdadeiro papel policial do Estado.

Responder

    Marola1

    18 de janeiro de 2011 às 18h46

    Datena é useiro e vezeiro em expor e humilhar pobre diabos que cometeram delitos de pouca importância. Cadê a OAB quando se precisa dela? Presos em flagrante delito devem ser conduzidos à delegacia mais próxima e autuados, não usados para render índices de audiência mais altos no IBOPE para apresentadores inescrupulosos.

    Silvio

    18 de janeiro de 2011 às 23h20

    Marola1:
    Faltou disser que a justiça não intervier. Porque o preso não pode falar, com um jornalista antes de falar com o juiz, ou delegado. Também ate o juiz não determina sua prisão, ele tem que ser respeitado, como qualquer outro cidadão. Se atenta nesses programas contra todo.Para esse preso não existe a lei do STF sobre as algemas. Deve existir, algum negocio por ai. Como e possível que saia um carro da policia, a fazer uma diligencia, e os jornalistas com suas câmaras, colados ao carro da policia, gravando todo.

    Tiago

    19 de janeiro de 2011 às 10h29

    A liberdade de informar inclusive mostrando o rosto do susposto bandido é garantida pela constituição, qualquer um tem acesso a processo criminal podendo, inclusive retirar pesquisas de processos criminais contra qualquer cidadão brasileiro, agora pq contra ricos pode mostrar a cara do cidadão toda hora (ex: medico de São Paulo acusado de abusar (esqueci o nome), o Jornalista Pimenta Neves, o banqueiro Cacciola, o Juiz Lalau). sei a cara deles de cor e salteado !!
    Agora claro que tem consequencias, caso o bandido prove ser inocente caberá pesadas indenizações por perdas e danos (ex. aquela creche em SP acusada de abuso e se provou não haver abbuso indenizações beiram os milhoes de reais de varios orgãos de imprensa)

    Adriana De Simone

    19 de janeiro de 2011 às 11h02

    Concordo totalmente. O problema do jornalismo, ou de parte dele, é que se sustenta com a venda de "notícias", ou seja, daquilo que o público quer ouvir. É um problema cultural, desculpo os que não tem meios de se entreter com outras coisas além da miséria alheia. Mas não perdoaria os próprios jornalistas, que emitem julgamentos como se fossem donos da verdade e erram, sem sofrerem consequencia. É interessante que os comentaristas iniciem seus textos com um título que se justifica, normalmente, nas últimas frases, acompanhadas de um julgamento de tipo "ético".

Elton

18 de janeiro de 2011 às 16h08

Tem que punir, é claro, mas um dos grandes problemas é que ainda tem muito público pra isso no Brasil. Só se elimina isto com eduicação, não só nas escolas, evidentemente!

Responder

Rodrigo Leme

18 de janeiro de 2011 às 16h03

Existe diferença entre humor e incitar o ódio. O humor, questionável ou não, não é (ou não deveria ser) incitador de ódio. O Meia Hora tem a característica de usar da mesma linguagem que se usa nas ruas, para todos os grupos, não somente LGBT e mulheres, para se aproximar deste público e para fazer graça.

Porém, nunca vi em nenhuma capa do MH alguma espécie de incitação à violência, caracterizada pela discriminação, exclusão ou agressão a pessoas ou grupos de pessoas. Dizer que o uso de expressões como "piriguete" e "biba" incitam a violência é fazer aquilo que critiquei outro dia no americano: buscar desculpas para não acessar o real problema.

O MH é completamente inocente – ainda que de mal gosto – nas piadas que faz. Ninguém está sugerindo dar pau em travesti, que mulher não pode responder pra homem ou qualquer outro grupo que é citado em suas paginas.

O perigo do excesso de politicamente correto é esse: elimina a nossa capacidade de rir de nós mesmos. Qual o próximo alvo: piadas de salão?

Responder

    Santos

    18 de janeiro de 2011 às 18h02

    Concordo.

    A ditadura do politicamente correto deve ser freado.

    Silvio

    18 de janeiro de 2011 às 23h28

    Santos:
    Não e a ditadura do politicamente correto. E atentar contra os direitos individuais do cidadão. Todos temos direitos e obrigações Minha liberdade termina, onde começa a sua.

    Leider_Lincoln

    19 de janeiro de 2011 às 12h23

    Eu penso que querer transformar o mal gosto e a falta de classe em crime ou motivo para uma Guerra Santa é proto-fascismo histérico sim.

    Leider_Lincoln

    18 de janeiro de 2011 às 18h02

    Estou com o nosso colega semi-troll. Não vi nada incitando a homofobia. É uma espécie de humor meio bruto, mas nada que incentive o ódio ou coisa e tal. Acho que tem gente que precisa estudar grego. Fobia é "medo, aversão" e nada disso me pareceu presente. O problema é que, se formos 100% carolas, estaremos na mesma situação do Monsenhor do filme "O nome da rosa". Este excesso de sensibilidade chega a ser irritante, parece coisa de vegan ativista (quem conhece sabe que é a espécie de gente mais chata que a humanidade produziu).
    Devagar com o andor aí gente. Não vamos transformar direitos em obrigações, por que senão, literalmente, perde a graça!

    pedro camargo

    19 de janeiro de 2011 às 10h25

    seu discurso parece coisa de quem está acostumado com a banalização da violência, seja com palavras, seja com atos, a tal ponto que não consegue nem mesmo identificá-la como tal.

    uma pena, pois tenho certeza que, com um pouco mais de reflexão a respeito você poderia vir a compreender que quando um de nós é humilhado, todos nós somos humilhados.

    Morrapig

    18 de janeiro de 2011 às 19h46

    Nao conheco o jornal mas tenho medo da ditadura do politicamente correto, acho que ela realmente esconde os reais problemas. Acho q as expressoes citadas sao comuns dentro da sociedade e inclusive usadas pelos proprios grupos q poderiam ser ofendidos. Homossexuais falam biba, britney, bi, e qual o problema nisso?

    Flávia Lima

    18 de janeiro de 2011 às 20h00

    Concordo com vc Rodrigo.

    Se fossem assim, Zorra Total, Panico na Tv, por exemplo, deveriam sair do ar, se for o caso de piadas igual ao jornal MH. Depende dos olhos de quem vê!para criticar ou não!

    Dianety

    20 de janeiro de 2011 às 18h57

    Zorra Total e Panico na Tv não se auto-intitulam jornalismo popular, antes de qualquer coisa. Apoio a liberdade de expressão, mas por mais que algumas pessoas considerem os termos usados pelo MH como populares e classifiquem isso como "piadas", acredito que são termos ofensivos e é quase certo que as pessoas alvo desses comentários veem da mesma maneira. A liberdade de expressão não deve ser um pretexto para qualquer tipo de ofensa, por mais engraçado que possa parecer aos olhos de alguém.

    Gerson Carneiro

    19 de janeiro de 2011 às 04h05

    Aqui no viomundo Rodrigão Leme é mais calmo, no blogcidadania o bicho fica virado no mói de coentro. É febre?

    Rodrigo Leme

    19 de janeiro de 2011 às 13h21

    É que o filtro aqui é melhor. Como ali passam comentários que me chama de "doente", "impotente sexual", "demente", "canalha", eu tenho que ser mais combativo. Aqui não preciso disso, apesar de sempre ter um ou outro que passa.

    Gerson Carneiro

    19 de janeiro de 2011 às 22h30

    Vixe Rodrigão, é mesmo? Lá eles falam a verdade assim mesmo, na cara dura?
    Viiixe… vou lá não. Aqui é bem melhor, cumpadi. :)


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.