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Covardia de Doria: Previdência confisca parte do salário dos servidores e da aposentadoria de inativos e pensionistas
Doria e os cães de guarda Cauê Macris e Carlão Pignatari. Fotos: Alesp
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Covardia de Doria: Previdência confisca parte do salário dos servidores e da aposentadoria de inativos e pensionistas


05/03/2020 - 17h20

Previdência: Reforma de Doria confisca parte do salário do funcionalismo e da aposentadoria de inativos e pensionistas

Texto que regulamenta Emenda Constitucional foi aprovado por 58 deputados da base governista

por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo

Deputados da base governista aprovaram nessa quarta-feira, 4, projeto de lei complementar do governador João Doria (PSDB), que intensifica os ataques contra funcionários públicos.

A partir de agora a alíquota de contribuição dos servidores do Estado de São Paulo terá faixas de desconto que variam de 11% a 16%, dependendo do valor de salário.

Quem ganha até um salário mínimo continuará descontando o mesmo percentual de 11%.

Acima disso, todos os servidores, aposentados e pensionistas vão passar a descontar mais na folha de pagamento.

Haverá um escalonamento nos descontos, semelhante ao que ocorreu na reforma do governo federal.

Mas as faixas fixadas pelo governo paulista prevê que funcionários que recebem até R$ 3 mil descontem 12%.

Os que estão na faixa entre R$ 3.000, 01 e R$ 6.101,00 (teto do INSS), 14%.

Já os que ultrapassarem esse teto terão um desconto de 16%.

CÃES DE GUARDA

O presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB), e o líder do governo na Assembleia, Carlão Pignatari (PSDB), foram os principais articuladores do ataque do governo Doria aos trabalhadores.

Na terça-feira, 3, Macris convocou, inclusive, Tropa de Choque da PM para impor na marra a aprovação da reforma.

A PM promoveu um verdadeiro massacre, atirando, inclusive, à queima roupa contra servidores dentro prédio do parlamento paulista.

Parlamentares da oposição se revezaram no microfone da tribuna da Assembleia Legislativa para criticar a agressão policial e o comportamento de Macris.

Eles também rechaçaram o projeto do Executivo votado nessa quarta, que confisca parte do salário dos trabalhadores com o aumento da alíquota de contribuição.

“Essa reforma agride os direitos e a dignidade dos servidores. Hoje, assistimos à segunda parte da maldade, da perversidade, da crueldade (do governo)”, frisa o deputado Carlos Giannazi (PSOL).

“Esse projeto tem muitas armadilhas. É nocivo, uma perversidade”, enfatiza a petista Beth Sahão, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Casa.

“Os liberais e Doria não enxergam pessoas, só números”, critica a deputada Mônica Seixas (PSOL).

O texto aprovado por 58 deputados da base governista é confuso. Até mesmo os parlamentares têm dificuldade de compreendê-lo.

“Os deputados votaram no escuro. Mesmo para nós que estudamos o projeto, é difícil. Tivemos dificuldade de entendê-lo. Quem votou a favor, votou porque o governo enquadrou”, frisa Giannazi.

“O governo Doria é covarde. O PSDB é covarde”, brada.

“Tirar (dinheiro) dos inativos é inadmissível, inconcebível”, alfineta Beth Sahão (PT).

Giannazi ressalta ainda que o projeto aprovado abre brechas para que no futuro o governo possa elevar a contribuição de aposentados e pensionistas.

“No caso de uma crise atuarial, o governo pode aumentar as alíquotas dos aposentados e pensionistas. Isso é um grande perigo. É o ovo da serpente.”

Ele ressalta que não há uma crise na previdência. “Se há uma crise fiscal, o problema não está na previdência. Mas na sonegação das empresas, na desoneração fiscal.”

De acordo com o professor João Chaves, presidente da Adunesp (Associação dos Docentes da Unesp), em três anos o governo paulista produziu um rombo nos cofres de aproximadamente R$ 60 bilhões com renúncias fiscais praticadas.

Isso é quase o dobro do que Doria diz querer economizar em uma década com a reforma da previdência dos servidores públicos (R$ 32 bilhões).

“Ninguém sabe quais são as empresas beneficiadas pela renúncia fiscal. É secreto. Nem os deputados têm acesso a essa lista”, revela o docente.

Chaves, que também é dirigente do Fórum das Seis, que congrega além da Unesp, a USP e Unicamp, ressalta que há várias formas do governo arrecadar recursos sem penalizar os trabalhadores.

“Não precisa sequestrar parte do salário dos servidores. A dívida ativa do Estado é de R$ 340 bilhões. Se o governo cobrasse um por cento de seus devedores, conseguiria mais recursos em um ano do que diz querer arrecadar em 10 anos”, acrescenta.

Confira abaixo como votaram os deputados.



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5 comentários

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Osvaldo Cardoso

07 de março de 2020 às 11h36

O governo atual é um covarde, e 80% dos pms são bandidos e 90% dos brasileiros são covardes e ignorantes.
Nenhum país cresce desse jeito.
Bozo o inimigo número 1 do Brasil e dos brasileiros.

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Renato

05 de março de 2020 às 22h55

Mas os paulistas merecem tudo isso é muito mais, afinal de contas eles vêm bancando o Tucanistão há mais de 20 anos

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Zé Maria

05 de março de 2020 às 20h29

Tucanos Safados, como Dória e Serra,
pensam que fazem parte da Burguesia,
mas não passam de Ladrões do Mercado,

Responder

Eder

05 de março de 2020 às 20h16

O PSDB é otimo. cansei de ver servidor do estado sp defendendo e endeusando o PSDB que governa o estado de sp ha mais de 20 anos.
Nao podem reclamar. Já que o psdb é tao maravilhoso, entao, aceitem a reforma e nao reclamem.
É isso que dá nao ter visao critica da realidade. Disseram para certas pessoas que o PT é comunista e elas acreditaram. Isso significa uma redução salarial de até 5%. Realmente o psdb é ótimo.

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luiz roberto da silva

05 de março de 2020 às 20h00

O Sr. esqueceu de dizer que alem dessa “maão grande” no salario dos servidores publicos,ainda tem os sindicalistas que querem tomar uma outra parte dos salarios. E alem de tudo são uns imprestaveis.

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