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Pimenta desafia Sérgio Moro: E aí, vai investigar o escândalo da família Bolsonaro que, a cada dia, tem mais envolvidos? veja vídeos
Fotos: Lula Marques/PT na Câmara e Valter Campanato/Agência Brasil
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Pimenta desafia Sérgio Moro: E aí, vai investigar o escândalo da família Bolsonaro que, a cada dia, tem mais envolvidos? veja vídeos


07/12/2018 - 22h05

PT aciona PGR para investigar família de assessor de filho de Bolsonaro

PT na Câmara

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e o deputado Henrique Fontana (PT-RS) protocolaram hoje,na Procuradoria-Geral da República, um aditamento à representação criminal protocolada na quinta-feira (6) pedindo a abertura de procedimento de investigação para apurar possíveis ilícitos criminais e administrativos envolvendo o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – filho do presidente eleito Jair Bolsonaro – e a futura primeira-dama da República, Michele Bolsonaro.

No aditamento, eles pedem ampliação das investigações para a família do policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-motorista de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que é suspeito de movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária entre 2016 e 2017, valor infinitamente superior à sua renda mensal.

Os dois parlamentares pedem a quebra do sigilo fiscal, telefônico e bancário de todos os envolvidos.

A representação e o aditamento baseiam-se em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que classifica como suspeita a dinheirama movimentada pelo PM entre janeiro de 2016 e 2017.

Dos R$ 1,2 milhão, R$ 320 mil foram em movimentações em espécie, além de saques na mesma agência bancária no valor de R$ 159 mil.

No aditamento, Pimenta e Fontana alegam que as investigações devem ser ampliadas além dos nomes de Flávio Bolsonaro, Michele e Fabrício Queiroz, pois novas informações apuradas por órgãos de imprensa indicam que a esposa do PM, Márcia Aguiar, e as filhas Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz podem, em tese, ter participado de ilícitos penais, financeiros e tributários ou até mesmo sido beneficiados pelos eventuais crimes perpetrados.

Pimenta e Fontana citaram matéria do site G1 e indicaram que o PM trabalhou durante mais de dez anos com a família Bolsonaro.

Ele “gozava de um tratamento muito especial, já que toda a sua família usufruía de cargos nos gabinetes de Jair e Flávio Bolsonaro”, afirmam os deputados.

Observam também que o PM, esposa e filhas foram exonerados dos cargos em comissão pouco dias antes da realização do 2º turno das eleições e pouco tempo antes da deflagração da “Operação Furna da Onça”, realizada pela Polícia Federal no bojo de uma investigação de pagamento de vantagens a parlamentares estaduais fluminenses.

Os dois parlamentares mostram-se preocupados com a tal “organização familiar” movimentando um volume tão elevado de recursos que chamou a atenção do Coaf, sem se saber, contudo, da procedência.

Primeira-dama – Conforme o relatório do Coaf citado pelo jornal, uma das transações é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michele Bolsonaro. Esse cheque está entre as várias transações feitas pelo militar.

Na representação inicial, assinada por Pimenta, foi ressaltado que as autoridades consideram os saques suspeitos porque podem ter sido utilizados como método para dificultar o rastreio do destino dos recursos.

Ilícitos – Paulo Pimenta pediu à PGR “a abertura de procedimento de investigação específico, com vistas a apurar principalmente a participação” de Flávio e de Michele em “possíveis ilícitos criminais e administrativos”, tendo em vista que as condutas do PM já são objeto de investigação penal”.

O líder do PT pede também para que seja verificado se a futura primeira-dama declarou ao Fisco a movimentação financeira, inclusive com o recolhimento de impostos devidos.

Assim, solicita a cooperação junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil, com o objetivo de verificar se Michele não praticou possíveis crimes tributários e/ou outros ilícitos civis.

Leia também:

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



14 comentários

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LUIZ HORTENCIO FERREIRA

11 de dezembro de 2018 às 12h45

Pede para investigar o próprio Moro. Cadê o Tacla Duran, pede pra ouvir as denuncias deste cara…. e vamos ver quem é este sr. Moro.

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Lívio Sousa

09 de dezembro de 2018 às 19h50

Nem sequer começou e o Castelo de hipocrisia e fariseismo religioso, começa a desabar.

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Bel

08 de dezembro de 2018 às 17h37

Hummm….pagamentos em parcelinhas, pequenos pagamentos e recebimentos. Nunca ouviram ou viram isso por aí?

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    Jardel

    09 de dezembro de 2018 às 15h25

    Um milhão e duzentos mil num ano é parcelinha?
    Bem, parcelinha ou parcelão o importante é dizer de onde veio e pra onde foi.
    Passar pano na sujeira não vai “acabá quisso aí, tá ok?”

Eduardo

08 de dezembro de 2018 às 14h20

Se basta um cabo e um carro para fechar o STF, bastará um interno de hospício e uma bicicleta para fechar A PGR e a PF! Antes de calar a COAF transferindo-a para para o Min. Da Justiça( nova denominação da república de Curitiba ora promovida)os Bolsonaros receberam um pequeno aviso de alguém que certamente sabe de muito mais!

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João Ferreira Bastos

08 de dezembro de 2018 às 13h56

O superministro da justiça, que é amigo do traficante, deve assumir que é parte integrante e ativo da quadrilha ou não assumir e ficar em casa assistindo
afinal de 17 para 171 nem precisou assumir

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Eugênio Sampaio

08 de dezembro de 2018 às 12h09

Isso ainda não é nada comparado ao que vem por ai. Menos de 0,01%, apenas uma pontinha do Iceberg. O pior vai vir la de fora, da Europa. As investigações já estão bem adiantadas, mas só no segundo semestre, pra queda ser bem maior do que seria se fosse agora. Políticos, empresas, mídia, confederações esportivas, juízes etc.

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    Jardel

    09 de dezembro de 2018 às 15h28

    Como diriam os bolsominions: “é melhor Jair se acostumando”.
    O iceberg está por vir…

Fernando Carneiro

08 de dezembro de 2018 às 12h02

Vai perdoar tudo.

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Gutierrez Lhamas Coelho

08 de dezembro de 2018 às 08h19

Moro vai apenas se “fingir de égua” e dizer que isto não vem ao caso. Escapa-lhe, evidentemente, que comanda a Policia Federal e que, portanto, tem acesso direto aos fatos. Na “justissa” brasileira, onde impera a benevolência para os amigos e a força da lei para os inimigos, casos como este escândalo que envolve toda a família do presidente eleito se sucederão numa sequência assustadora sem que algo seja feito. A cloaca imunda que se tornou o Brasil segue firme, impávida, altaneira, inquestionável.

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Elisa de Jesus Pedrosa Aurélio

08 de dezembro de 2018 às 00h11

Elisa Aurélio
Deputado Paulo Pimenta, desde quando lhe informaram que a função do Juiz é investigar? Quem investiga é o Ministério Público que, após cumpridas as formalidades legais, encaminha a denúncia ao Judiciário, no caso à Justiça Federal, mediante o devido processo legal. Sorteado o juízo competente é que a função jurisdicional se desenvolve. Seja mais honesto. O senhor, segundo me informaram, tem formação em direito e sabe disso muito bem!!!

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    Jardel

    09 de dezembro de 2018 às 15h15

    Passando um pano na sujeira do Bozo, Elisa?
    Ou é na omissão do Moro?
    O fato de Moro não responder as perguntas dos jornalistas sobre a sujeira do Bozo é mais um “não vem ao caso”?

    Jardel

    09 de dezembro de 2018 às 15h20

    Ademais, Elisa, o Moro não é mais juiz.
    A partir de 1º de janeiro ele será ministro da Justiça. E, é óbvio, terá por obrigação, caso o MPF não o faça, de pedir a investigação do caso.
    O Pimenta está perguntando a ele, se ele vai ou não fazer isso.
    Porque para os amigos o perdão rola solto…

Zé Maria

07 de dezembro de 2018 às 22h30

Relatório do Coaf cita ex-servidora de Jair Bolsonaro, filha de ex-motorista de Flávio Bolsonaro

Nathalia Melo de Queiroz, que trabalhou com o presidente eleito na Câmara, aparece no documento que identificou movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão feitas por funcionário de Flávio Bolsonaro.

O relatório, feito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf),
cita Nathalia Melo de Queiroz, de 29 anos.
Filha de Fabrício Queiroz, ela também foi funcionária de Flávio Bolsonaro entre 2007 e 2016. Menos de uma semana depois de ser exonerada, em dezembro de 2016, foi nomeada para o cargo de
secretária parlamentar de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

O documento não deixa claro os valores individuais transferidos entre Nathalia
e Fabrício, mas junto ao nome dela está o valor total de R$ 84 mil.

Nathalia deixou o cargo no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados em 15 de outubro, mesmo dia em que o pai dela saiu do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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