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Cartas de Minas
Cartas de Minas

PF nega que tenha pedido arquivamento da Vegas

14 de maio de 2012 às 23h15

Hoje às 21h32 – Atualizada hoje às 21h37
PF nega ter pedido para procuradora arquivamento da Operação Vegas

do Jornal do Brasil, sugestão de Jueli Cardoso Jordão

A Polícia Federal (PF) informou hoje (14), por meio de nota, que não houve qualquer pedido feito à subprocuradora da República, Cláudia Sampaio, a respeito da Operação Vegas, que investigou as atividades ilegais do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No documento, a PF contestou as informações prestadas pela subprocuradora de que o inquérito teria sido arquivado a pedido do delegado Raul Alexandre Marque de Sousa, que conduziu as investigações.

“O delegado Raul Alexandre não pediu à subprocuradora Cláudia Sampaio, mulher do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF”, diz a nota, que detalha os encontros ocorridos entre o delegado e Cláudia Sampaio.

“Ocorreram três reuniões entre o delegado Raul Alexandre Marques Sousa e a subprocuradora da República Cláudia Sampaio. As duas primeiras tiveram como objetivo a apresentação da operação policial e o encaminhamento dos autos à subprocuradora. O último encontro se deu em outubro, quando a subprocuradora informou não haver elementos suficientes para a instauração de investigação no [ Supremo Tribunal Federal] STF e que opinaria pelo retorno dos autos ao juízo de primeiro grau”.

Gurgel vem sendo questionado por ter ficado dois anos sem apresentar denúncia contra o esquema comandado por Carlinhos Cachoeira e que envolveu políticos como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). De acordo com Polícia Federal, o inquérito foi enviado à Procuradoria-Geral da República em 2009.

“A Polícia Federal encaminhou os autos da Operação Vegas à PGR em setembro de 2009 a partir de decisão do juiz federal de Anápolis/GO para que fosse avaliado, pelo juízo competente, o conteúdo da investigação, cujos fatos se relacionavam com pessoas que possuíam prerrogativa de função”, diz a nota.

Ainda de acordo com a PF, a Operação Vegas teve início em março de 2008 por causa de um “vazamento de informações sobre a deflagração de uma operação policial e da tentativa de cooptação de um policial federal da superintendência regional em Goiás por membros de organização criminosa”.

A Operação Vegas antecedeu a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão, em fevereiro deste ano, de Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogos ilegais e uma organização criminosa envolvendo empresários e políticos.

Na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, instalada no Congresso para investigar a ligação de políticos com o esquema de Cachoeira, há requerimentos pedindo a convocação do procurador-geral e de da subprocuradora. Os integrantes da comissão querem que Gurgel esclareça os motivos de não ter oferecido naquela ocasião denúncia sobre o caso.

De acordo com o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), esses requerimentos serão apreciados pelo plenário da comissão na próxima reunião administrativa.

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19 Comentários escrever comentário »

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Cláudio

16/05/2012 - 01h39

É bom saber que em Goiás existe também gente boa, como em quase todo lugar. Deve existir também (gente boa) em SumPaulo, apesar de parecer muito difícil. Parabéns ao juiz federal de Anápolis/GO, quem quer que seja ele, e ao agente da PF da superintendência regional em Goiás, que resistiu à tentativa de corrupção por membros de organização criminosa.

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Rudá

15/05/2012 - 18h42

políticos como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO)…

Sem partido não! Ele era do DEM quando fez esse monte de M_ _ _ _. Ele está sem Partido somente agora.

Quando estava em pleno exercicio dos estudos das Cachoeiras e suas fontes ele ocupava a prateleira mais alta na sala de troféus do Finado DEM-PFL

Realmente me impressiona o aparato bélico que a imprensa tem quando o assunto é abafar, esfriar,
dar um refresca nesses patifes.

Um abraço

Rudá

Blog Observatório 74

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Luciano Prado

15/05/2012 - 18h20

“A Polícia Federal encaminhou os autos da Operação Vegas à PGR em setembro de 2009 a partir de decisão do juiz federal de Anápolis/GO para que fosse avaliado, pelo juízo competente, o conteúdo da investigação, cujos fatos se relacionavam com pessoas que possuíam prerrogativa de função”
E quem é o juízo competente que deveria avaliar? Ou seja, por que Gurgel não pediu ao STF (juízo competente) autorização para investigar?

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João Vargas

15/05/2012 - 17h22

Procurador não tem o poder de arquivar inquerito algum. Quando recebe o inquérito da polícia tem duas opções: 1- Oferece denúncia ou 2- pede o arquivamento. Neste caso não foi feito nem uma coisa nem outra, portanto o Sr. Gurgel tem que explicar porque ficou sentado em cima deste inquerito por mais de dois anos. O povo quer saber.

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Fernanda

15/05/2012 - 16h35

Eu já tive a oportunidade de dizer, não faz muito tempo, e vou tornar a dizer que agora vão jogar a culpa no lado mas fraco e desprotegido do problema, qual seja, a POLÍCIA FEDERAL. Se alguém já viu isso em outros casoa (Boi Barrica e Satiagraha, lembram-se??). O negócio agora e melar a investigação na tentativa de “matar no ninho” já que com relação ao mérito as provas são irrefutáveis. O PGR vai sair atirando contra a PF e vai arrastar consigo os verdugos de sempre, além da mídia bandida. O PGR e sua amabilíssima esposa vão atirar contra os delegados que os desmentem sistematicamente. Como sabemos que o ministro da justiça não quer encrenca com ninguém, muito ao contrário, vai sumir de cena e deixar a PF sozinha, como acabou de fazer em não assinar a nota à imprensa com as explicações da PF, quando a mesma nota deveria ter sido assinada pelo ministro(sempre ausente e covarde) e não pelo diretor geral da PF. Algumas situações já vão se delineando no horizonte, e dentre elas, a meu juízo, é que a POLÍCIA FEDERAL vai ser crucificada pelos “abusos” cometidos contra o “empresário dos jogos” e seus sócios.

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Willian

15/05/2012 - 15h57

Pedido de arquivamento de processo não se faz de boca ou por telefone, tem que ter um documento oficial, numerado, datado, assinado, com recibo. Ou ele existe ou a procuradora enlouqueceu de vez.

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Marinalva

15/05/2012 - 13h10

O Jornal o Povo, de Fortaleza, traz hoje uma reportagem tendenciosa sobre o CPI da Veja-Carlinhos Cachoeira. A revista não é citada nem uma vez sequer.

O espaço é dado para os acusados se defenderem de acusações que você, se não tiver bem informado pelos blobs sujos, não entende muito bem quais são.

O jornal entrou de cara na defesa da tese de que o Gurgel é um santo homem e sua esposa uma santa sub-procuradora. Civita é um nome proibido em todas as matérias sobre a CPI da Veja-Cachoeira.

Seria bom que os internautas do Vi o Mundo mandassem suas impressões sobre as matérias publicadas nos principais jornais de suas cidades sobre a referida CPI.Assim nós saberíamos até onde vão os tentáculos da quadrilha de Cachoeira.
E haja água suja.

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    Meiacana

    15/05/2012 - 16h41

    O Povo foi um grande jornal. Até chegar o veneno neoliberal.

Mardones Ferreira

15/05/2012 - 11h27

A subprocuradora pensou que a PF não ia se manisfestar depois de acusar um dos seus membros para encobrir, talvez, sua própria conduta inadequada. Bons tempos os de hoje, em que a PF não se cala diante dos desmandos da PGR.

Os senadores devem pedir que a subprocuradora e seu marido deixem os cargos à disposição da presidenta Dilma.

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ricardo silveira

15/05/2012 - 11h18

O PGR é suspeito de prevaricação e fala bobagem, desqualificando a instituição que representa a soberania popular, com apoio de ministros do STF. A subprocuradora, mulher do PGR, mente, segundo a PF, e o chefe da quadrilha consegue adiar no STF sua ida à CPMI com alegação esfarrapada. Parece-me que o Congresso Nacional esta sendo avacalhado em praça pública. Vamos ver como isso termina, para tristeza ou alegria dos brasileiros.

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Franco Atirador

15/05/2012 - 08h52

.
.
Além de Sandes&Junior

temos outras duplas famosas no Cassino:

Sampaio&Gurgel

Demostinho&Gilmarzão

Idalberto&Jairinho

Policarpo&Cachoeira…

E a banda de maior sucesso:

THE BOBS
.
.

Responder

Arnaldo Costa

15/05/2012 - 08h29

Se tem contradições é sinal que essa questão deve ser investigada. Nesse mato tem coelho; e dos grandes. Esse Gurgel não é de hoje que há fortes indícios de que trabalha para defender os interesses dos demotucanos e do PIG. O interessante é que aqui em Minas os procuradores também trabalham para o governo tucano. Essa é a liberdade e a democracia que eles pregam???

Responder

Arnaldo Costa

15/05/2012 - 08h26

Se tem contradições é sinal que essa questão deve ser investigada. Nesse mato tem coelho; e dos grandes. Esse Gurgel não é de hoje que há fortes indícios que trabalha para defender os interesses dos demotucanos e do PIG. O interessante é que aqui em Minas os procuradores também trabalham para o governo tucano. Essa é a liberdade e a democracia que eles pregam???

Responder

Arnaldo Costa

15/05/2012 - 08h25

Se tem contradições é sinal que essa questão deve ser investigada. Nesse mato tem coelho; e dos grandes. Esse Gurgel não é de hoje que a fortes indícios que trabalha para defender os interesses dos demotucanos e do PIG. O interessante é que aqui em Minas os procuradores também trabalham para o governo tucano. Essa é a liberdade e a democracia que eles pregam???

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Bonifa

15/05/2012 - 02h28

A manchete do JB, talvez por efeito de amplitude de comunicação, está errada. Não se trata de pedido de arquivamento. Pelo que a Sub-procuradora falou, o delegado teria solicitado ou concordado com o sobretamento do processo, termo jurídico apropriado. Significa a suspenção temporária do processo. O que foi agora negado pela Polícia Federal. Se fosse verdade, o delegado seria então o responsável pelos três longos anos em que o processo permaneceu em coma induzido na gaveta do Procurador Geral. Ou seja, depois de tentarem refúgio sob o edredon esgarçado de um sortilégio midiático-mensaleiro, os Gurgel tentam agora inculpar o delegado pelo mal-feito que parece terem cometido. Gozado é que tem gente por aí horrorizada, porque considerava o casal Gurgel como pessoas respeitabilíssimas e competentíssimas. Impossível não deixar de lembrar que o mesmo muitos pensavam do Senador Demóstenes.

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    Bonifa

    15/05/2012 - 02h29

    Sobrestamento.

Marcio H Silva

15/05/2012 - 01h10

Tem mais de uma quadrilha nesta estória.

Quadrilha do time A: todos conhecem, Demóstenes, cachoeira, poloicarpo, Cavendish, Cabral, Lereia, Perillo, Cabral, Agnelo, Veja, Globo, Folha, Estadão, etc….

Quadrilha do time B: todos conhecem também, Gurgel, esposa do Gurgel, Mello, Melo, Gilmar, Miro teixeira, Alvaro Dias….

Terceiro escalão: fiquem à vontade…..

Responder

Jaime

15/05/2012 - 00h31

É, acusar os mensaleiros não adiantou; o pronunciamento da mulher, que deveria ajudar a desviar o foco, piorou tudo, ela ainda fica exposta a ser chamada de mentirosa. Não que não seja, mas não fica bem, ainda mais sendo desmascarada pela Polícia Federal. Taí, a Polícia Federal! Como não lembrei disso antes? Claro, ninguém entende mais desse negócio de Estado Policialesco do que o Gilmar Mendes.

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Fabio Passos

14/05/2012 - 23h32

putz… e agora gurgel?
Só o PIG e o alvaro dias é pouco pra te proteger.
Vai ter de depor na CPI.

Agora gurgel pede socorro e corre prá debaixo da toga do gilmar dantas. rsrs
A quadrilha mais uma vez unida… agora na cadeia!

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